Política

Micarla encerra de vez sua carreira política: “Eu só quero viver em paz”

A prefeita Micarla de Souza enviou ao Partido Verde (PV), na última terça feira, uma carta com pedido de desfiliação. O ato marcou definitivamente o fim da carreira política da jornalista, que agora só quer se dedicar a família. “Não me arrependo. Foi um tempo de muito crescimento, mas a vida é feita de ciclos e dou por concluído este. Não quero mais nada que possa me tirar de perto dos meus filhos”, declarou em entrevista ao NOVO JORNAL.

Micarla afirmou ainda que não foi fácil deixar o PV, partido com o qual ela se identificou muito. Por isso, decidiu não concorrer a um novo pleito para o executivo, mas levou quase seis meses para tentar se defiliar.

De forma alguma, a ex-prefeita pensa em voltar a ter uma vida pública. “Hoje foi o término de uma etapa da minha vida. Quero poder estar com toda a paz e a tranquilidade para cuidar dos meus filhos e da minha saúde”, declarou.  Micarla ainda disse que já tinha dado sua contribuição como gestora. “Sinto que essa disciplina, eu já paguei. É só olhar o que foi feito no período que fui prefeita, como a questão do plano de cargos dos servidores, as 53 escolas, e tudo mais”.

Alvo de muitas críticas durante o seu mandato, dona de um alto índice de reprovação  e execrada por adversários políticos, Micarla encerrou a entrevista ao NOVO JORNAL deixando bem claro qual o seu maior desejo. “Eu só quero viver em paz”.

A matéria foi assinadas pelos jornalistas Everton Dantas e Paulo Nascimento.

Opinião dos leitores

  1. Ah se ROSALBA se inspirasse e seguisse esse exemplo exemplar…
    Micarla destruiu a cidade e Rosalba está destruindo o estado.
    A Borboleta foi um Terremoto, a Rosa de Mossoró é um Furação, um TSUNAMI!
    SOCOOOOOOOORRRRRROOOOOOOO!!!!!!!

  2. Carreira política que nem deveria ter começado, mas foi na onda do galeguinho do Alecrim, Zé Agripino, que na hora H tirou o dele da reta, e deu no que deu. Coitada de Natal.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Sesap não tem data para receber lote de CoronaVac no RN

O Ministério da Saúde (MS) recebeu do Instituto Butantan, nessa segunda-feira (10), mais 2 milhões de doses da CoronaVac, Com isso, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) é a de que uma nova remessa do imunizante chegue ao Rio Grande do Norte ainda nesta semana, entretanto, não existem definições sobre prazos ou quantitativo a ser repassado ao Estado. “O Ministério da Saúde não enviou a pauta com data nem quantitativos”, informou a Sesap/RN em nota.

Créditos: DivulgaçãoPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covidPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covid

No final de semana, o Estado recebeu 15,6 mil doses da CoronaVac, o que permitiu a retomada da segunda dose (D2) em Natal, paralisada desde o último dia 5. Esta foi a quarta vez que a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal) paralisou a aplicação da D2, por falta do imunizante. O lote enviado no final de semana, no entanto, é insuficiente para atender o número de pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto por falta da CoronaVac. Em todo o Estado, mais de 87 mil pessoas aguardam a segunda dose dessa vacina.

Para a manhã desta terça-feira (11), são esperadas 8.720 doses da vacina Pfizer, que deverão chegar ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves por volta das 10h10, conforme informações da Sesap. “Todas as doses serão encaminhadas à Unicat e distribuídas imediatamente. Por recomendação do Ministério da Saúde, as doses são destinadas ao município de Natal, assim como acontece em todos os Estados brasileiros, onde todas as doses da Pfizer são destinadas somente às capitais”, esclareceu a Sesap/RN.

A Secretaria solicitou ao Ministério da Saúde, por meio de um ofício, a substituição da Pfizer pela CoronaVac para tentar resolver o problema dos atrasos relacionados à aplicação da D2, mas até essa segunda-feira, o MS não havia respondido à solicitação da pasta estadual. “A Secretaria aguarda retorno até esta terça-feira (11)”, descreveu.

Com a perspectiva de distribuição de novos lotes da CoronaVac para todo o País, a Sesap declarou que o titular da pasta, Cipriano Maia, propôs, em audiência com o Ministério da Saúde, que as próximas remessas do imunobiológico sejam entregues de acordo com a quantidade de doses necessárias para completar o esquema vacinal em cada Estado. A resposta à sugestão foi negativa. “O Brasil tem hoje um déficit de 2 milhões de pessoas, em 21 estados, com doses atrasadas da CoronaVac. Mas o Ministério da Saúde negou a nossa proposta de distribuição do imunizante de acordo com as necessidades de cada Estado”, acrescentou a Sesap.

Atualmente, a distribuição é feita levando em consideração o critério da proporcionalidade da população, ou seja, o número de habitantes de cada unidade federativa.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Brasil aplicou 1ª dose em mais de um milhão de pessoas, nesta segunda

O Brasil atingiu nesta segunda (10) mais uma importante marca na campanha nacional de imunização contra Covid-19 ao superar um milhão de primeiras doses aplicadas em 24h: exatas 1.160.693.

Ao todo, foram mais de 1,77 milhão de vacinas, o melhor resultado para o mês de maio e o segundo melhor para o País desde o início da vacinação, em 17 de janeiro.

Houve também a aplicação de 615.674 segundas doses, o que elevou o número de brasileiros 100% imunizados a mais de 18 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

 

Desde o início da campanha, 36,4 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose e 18,3 milhões estão completamente imunizados.

Com a redução da faixa etária e mais doses, o recorde de 1,83 milhão de doses do dia 23 de abril está cada vez mais próximo de ser quebrado.

De acordo com a plataforma independente vacinabrasil.org, estamos em 4º lugar no ranking da vacinação no mundo, com 54,8 milhões de doses.

DIÁRIO DO PODER

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Hospital do Coração passa a oferecer a Pesquisa de Anticorpos Neutralizantes que identifica imunidade ao Covid-19

Foto: Divulgação

Hospital do Coração passa a oferecer em seu laboratório a Pesquisa De Anticorpos Neutralizantes para o Covid-19, com resultado em até 12 horas.

O teste IgC-S1 feito pelo Hospital é o exame laboratorial mais preciso para medir a resposta imunológica para o Covid-19. O exame detecta se a pessoa está imunizada ( por já ter se vacinado ou por já ter tido a doença).

Os exames podem ser colhidos todos os dias, das 6h às 17h, incluindo domingos e feriados. Não é necessário jejum e o exame é totalmente automatizado e de alta performance.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Paradas sucateadas se multiplicam em Natal

Os usuários de transporte público em Natal enfrentam outro problema além dos longos minutos à espera do ônibus: a permanência em paradas com estrutura deficitária ou até mesmo inexistentes em diversos pontos da capital. Especialmente durante o momento de maior demanda pelo transporte público, entre as 6h e 17h, é comum notar as paradas lotadas sem chance de abrigo para a maioria das pessoas que aguardam o deslocamento ou para todas elas, nos locais onde o indicativo de parada do transporte público se resume a uma placa afixada em um poste. Durante os dias chuvosos, a situação é ainda mais crítica.

 

Na tentativa de mitigar os históricos problemas nesses abrigos, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) prevê a substituição de 600 paradas de ônibus e implementação de novas estruturas. A expectativa é que as obras comecem no segundo semestre deste ano. A STTU que esses serviços solucionaram o problema em todos os bairros da capital com pontos de paradas de ônibus.

O projeto de substituição das paradas de ônibus em Natal está em licitação na Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov). O valor estimado das obras é de R$ 8 milhões.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Governo federal cria Secretaria de Enfrentamento à Covid-19

Mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter elevado a Covid-19 ao status de pandemia, o governo criou um novo órgão para centralizar as ações de enfrentamento do novo coronavírus. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (10), uma semana após o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 fará parte da estrutura do Ministério da Saúde e deverá articular os trabalhos com Estados e municípios. “A nova unidade deverá propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais e municipais” informou a Secretaria Geral da Presidência da República. O decreto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União e vai promover remanejamentos e transformações de cargos e funções internas do Ministério da Saúde, sem ocasionar aumento de despesas.

“A secretaria está incumbida de propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como de definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a Covid-19”, disse a SG.

ESTADÃO

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

CPI da Covid quer quebrar sigilo de presidente da Anvisa para saber se houve pressão de Bolsonaro

Senadores da CPI da Covid planejam pedir a quebra do sigilo telefônico e telemático do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. A intenção é verificar se ele sofreu pressão do presidente Jair Bolsonaro ou de outro integrante do governo para atrasar a análise do registro de vacinas.

A quebra de sigilo telemático consiste em obter dados de uma pessoa que estão no meio cibernético, como email, redes sociais e aplicativos de mensagens. O diretor da agência, que é contra-almirante da Marinha, falará nesta terça-feira (11) na comissão e também será questionado sobre o assunto.

Torres é considerado aliado próximo de Bolsonaro, por isso haverá perguntas se ele sofreu algum tipo de pressão para acelerar ou retardar a análise do registro de vacinas e se ele já deixou o posicionamento ideológico contaminar alguma decisão.

Alguns senadores disseram que o processo de registro da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, estará entre os questionamentos feitos ao presidente da agência reguladora. A vacina foi alvo de diversos ataques de Bolsonaro.

A vacina russa Sputnik V também estará entre os principais questionamentos. Alguns membros da comissão dizem acreditar que a agência reguladora está boicotando a aprovação do imunizante, que tem sido usado em diversos países.

Entre outros pontos, os membros do colegiado devem questionar Torres sobre o episódio no qual ele saiu sem máscara em um ato favorável ao governo Bolsonaro. “A expectativa que nós temos com relação ao depoimento [Barra Torres] é que ele nos convença que a Anvisa não participou do boicote às vacinas”, disse o relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

 

Otto Alencar (PSD-BA), membro titular da CPI, também disse que o presidente da Anvisa terá de explicar por que ainda não ocorreu a aprovação da Sputnik. “O almirante vai prestar as informações e esclarecer se teve uma análise retardada ou correta da vacina. Precisamos saber se uma análise superficial da vacina deve ser considerada.”

Nesta semana, o principal foco da CPI será investigar as articulações para compra de vacinas contra a Covid-19 e também o aparato de comunicação oficial e informal do governo, que consiste nas mensagens propagadas por apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

Além de Barra Torres, os senadores irão ouvir o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten nesta quarta-feira (12).

Já na quinta-feira (13) será a vez de Carlos Murillo, que até janeiro deste ano era presidente regional da Pfizer no Brasil. Atualmente, ele é presidente da farmacêutica americana para a América Latina.

Confira matéria completa na Folha.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Auxílio emergencial alcança 39 milhões de beneficiários, 6,5 milhões menos que o previsto

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) superestimou, em cerca de 6,5 milhões de pessoas, a previsão do número de beneficiários do auxílio emergencial 2021. Agora, as novas parcelas são destinados a um público menor e em um valor mais baixo, de no máximo R$ 375 mensais por família.

Em 18 de março deste ano, ao divulgar a assinatura de duas medidas provisórias sobre o pagamento do benefício, o Ministério da Cidadania informou que o novo auxílio emergencial “deverá atender 45,6 milhões de pessoas“.

 

Na noite da última quinta-feira (6/5), porém, ao finalizar o primeiro ciclo de créditos, a pasta informou ter depositado o auxílio emergencial para 39,1 milhões de famílias.

Trata-se de uma distorção de 16,6% entre o número divulgado inicialmente pelo governo federal e a realidade.

Na prática, isso significa que a tesoura usada pelo governo sobre a lista de beneficiários foi mais afiada ainda. No ano passado, mais de 67,9 milhões de brasileiros chegaram a receber o benefício.

Ao renovar o programa, após pressão da sociedade e de parlamentares, o governo deixou claro que o auxílio emergencial 2021 seria devido apenas a quem fazia parte do programa em dezembro do ano passado. Na ocasião, os recursos eram destinados a 56,7 milhões de pessoas.

Logo, se um pai de família, por exemplo, ficou desempregado em janeiro deste ano, não pôde mais pedir o auxílio. Em situação contrária, se tiver sido beneficiado, mas consiga um emprego, poderá ser considerado inelegível e não mais receber o pagamento. “Têm direito ao auxílio emergencial 2021 os trabalhadores que estavam recebendo, em dezembro de 2020, o auxílio emergencial de que trata o art. 2º da Lei nº 13.982, de 2020, e a extensão do auxílio emergencial de que trata a MP nº 1.000, de 2020”, ressaltou o governo, em nota publicada em março.

Além disso, é preciso cumprir uma série de regras para receber as novas parcelas.

Em uma tentativa de contemporizar o corte feito sobre o programa, o Ministério da Cidadania publicou a seguinte matéria, na semana passada: “Primeira parcela do auxílio emergencial 2021 chegou a 77 milhões de brasileiros“.

Esse dado, no entanto, inclui, além dos elegíveis, o número de integrantes de cada família. O auxílio emergencial 2021 é limitado a uma pessoa por família. Anteriormente, dois membros de um mesmo grupo familiar podiam se beneficiar, segundo legislação publicada pelo governo em abril.

 

Em 2020, uma família poderia receber até R$ 1,8 mil por mês. Hoje, o máximo que se pode receber é R$ 375 – apesar da crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus ter não só perdurado, mas se intensificado nesse período.

Outro dado que tem sido distorcido pelo Ministério da Cidadania em relação ao auxílio emergencial se refere ao valor médio dos depósitos.

A pasta informa que o valor médio é de R$ 250, pagos em quatro parcelas. Mulheres chefes de família monoparental têm direito a cotas de R$ 375, e indivíduos que moram sozinhos (ou seja, família unipessoal) recebem apenas R$ 150 mensais.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou, porém, a maior parte do público do auxílio emergencial deve receber a menor cota do benefício, no valor de R$ 150. São cerca de 20 milhões de pessoas, o equivalente a 43% do total.

Já a cota de R$ 250 será paga a 16,7 milhões de brasileiros e a maior, de R$ 375, a 9,3 milhões de mulheres.

Os números foram obtidos pela reportagem via Lei de Acesso à Informação (LAI) e se referem, contudo, à “estimativa” de 45,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial 2021.

Com o novo corte de beneficiários, o Metrópoles questionou, até então sem sucesso, ao Ministério da Cidadania sobre quantas pessoas receberam, respectivamente, as cotas de R$ 150, de R$ 250 e de R$ 375.

A pasta também foi interpelada sobre a inflação de 6,5 milhões de pessoas no anúncio do programa, mas não respondeu.

As mesmas perguntas foram direcionadas para a Dataprev, estatal responsável por analisar os dados. A empresa não respondeu. O espaço segue aberto.

METRÓPOLES

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Cientistas pesquisam nova ‘vacina múltipla’ contra vários tipos de coronavírus

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, podem ter descoberto uma nova “vacina universal” que protegeria contra as principais formas variantes do coronavírus, incluindo os “resfriados comuns”. O imunizante seria um primeiro passo importante na prevenção de novas pandemias ou surtos de doenças virais respiratórias, segundo uma versão preliminar do estudo publicada nesta segunda-feira, 10, na revista especializada Nature.

De acordo com a pesquisa, a imunização em macacos com vacinas que utilizam nanopartículas de RBD (domínio receptor-obrigatório) do Sars-Cov-2, com adjuvantes de alúmen, conseguiram gerar anticorpos múltiplos contra a família do betacoronavírus. Esse gênero do coronavírus é o mesmo responsável pelos surtos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que surgiu na China, em 2002; de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada na Índia, em 2013; e pela atual pandemia da covid-19.

Os imunizantes protegeriam também contra as principais variantes identificadas do novo coronavírus, como para a britânica (B.1.1.7), a brasileira (P.1) e a sul-africana (B.1.351). O estudo ainda encontrou resposta imune em macacos para o SARS-Cov-1 (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e à cepa batCoVs.

A pesquisa aponta que vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e núcleo modificado também se mostram eficazes, porém em menor quantidade, contra o novo coronavírus e contra a cepa batCoV, presente em animais. Elas poderiam ainda prevenir a transmissão de novos tipos do coronavírus de animais para humanos.

Por enquanto, os testes só foram aplicados em macacos e o estudo foi publicado em uma versão inicial. A pesquisa ainda precisa passar por revisão da comunidade científica sobre as provas apresentadas antes de ser divulgada em seu formato final.

ESTADÃO

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

RN registra maior desaceleração de óbitos por covid-19 no Brasil; queda é de 40%

O Rio Grande do Norte registrou nesta segunda-feira (10) a maior desaceleração de óbitos por covid-19 no Brasil. A queda é de 40%. A região metropolitana de Natal é única região do Estado sem filas para UTI. São 23 UTIs e 140 leitos clínicos disponíveis.

Confira as porcentagens de todo o Brasil:

Sul

PR: +7%
RS: -13%
SC: -22%

Sudeste

ES: -20%
MG: -11%
RJ: 0%
SP: -12%

Centro-Oeste

DF: -18%
GO: -36%
MS: -22%
MT: -21%

Norte

AC: -20%
AM: -33%
AP: -27%
PA: -35%
RO: -23%
RR: +25%
TO: -22%

Nordeste

AL: -16%
BA: -20%
CE: +2%
MA: -12%
PB: -9%
PE: -23%
PI: -10%
RN: -40%
SE: +8%

Com informações do G1

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Luis Felipe Manvailer é condenado a 31 anos de prisão pela morte de Tatiane Spitzner

O professor Luis Felipe Manvailer foi condenado a 31 anos de prisão pela morte da esposa, a advogada Tatiane Spitzner, 29, em julgamento no Tribunal do Júri que terminou no início da noite desta segunda-feira (10), após sete dias. Os jurados consideraram Manvailer culpado por homicídio qualificado por feminicídio, motivo fútil, mediante asfixia e meio cruel, e fraude processual.

A pena total decretada pelo juiz Adriano Scussiato Eyng, de Guarapuava, onde ocorreu o júri, foi de 31 anos, 9 meses e 18 dias. Ele ainda determinou o pagamento de R$ 100 mil em danos morais aos familiares de Tatiane. Eyng não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, citando a tentativa de fuga dele para o Paraguai logo após o crime.

Ao ler a sentença, o juiz citou provas que indicaram que Tatiane sofria um relacionamento abusivo e relembrou casos famosos de feminicídio, como os de Ângela Diniz e de Eloá Cristina.

O júri era composto por sete homens. A transmissão do julgamento foi pausada no momento da contagem dos votos, portanto não é possível dizer o placar final. Pela lei, ao se chegar à maioria de quatro votos pela condenação ou absolvição, encerra-se a contagem.

A condenação era esperada tanto pela família Spitzner quanto pelo assistente de acusação, o advogado Gustavo Scandelari, que considera o resultado um marco na luta contra o feminicídio. “A sentença de condenação é uma satisfação à família de Tatiane Spitzner. É um recado claro da sociedade guarapuavana e de todos os cidadãos e cidadãs brasileiras contra a violência de gênero e todas as formas de violência doméstica”, afirmou Scandelari.

Tatiane foi encontrada morta na madrugada do dia 22 de julho de 2018 após uma queda do quarto andar do prédio em que morava com o marido, em Guarapuava (PR). O exame de necropsia apontou que ela foi morta por asfixia mecânica antes da queda e que o corpo tinha feridas e sinais de luta.

A acusação alegou que Manvailer asfixiou Tatiane e a atirou pela sacada após uma discussão. Vizinhos ouviram gritos e imagens das câmeras de segurança do edifício mostram a advogada sendo agredida pelo marido antes de morrer.

Os vídeos mostram que ele recolheu o corpo da mulher da calçada e o levou de volta ao apartamento, antes de tentar fugir. Também apagou marcas de sangue do elevador. Manvailer acabou preso no mesmo dia, após bater o carro na rodovia, em São Miguel do Iguaçu, próximo da fronteira do Brasil com o Paraguai, a cerca de 340 km de Guarapuava.

Já a defesa afirmou que Tatiane se matou após uma discussão.

O depoimento de Manvailer no júri ocorreu neste domingo (9) e durou cerca de onze horas. Ele foi questionado pelo juiz, pelos jurados e por advogados de defesa, mas não respondeu às perguntas da acusação.

Na introdução, ele pediu desculpas à família de Tatiane pelas agressões que praticou contra ela, mas negou que a tenha matado. “Gostaria de pedir perdão pelo mesmo motivo para minha família, eles sabem que não sou assim, e a todas as mulheres do Brasil, pedir perdão por isso. Eu não matei a Tatiane”, disse durante o interrogatório.

Segundo o professor, após uma briga, ele viu Tatiane se segurando pelo parapeito da sacada e diz que, apesar de tentar, não conseguiu alcançá-la para evitar a queda. “Naquele momento, já estava tudo transtornado, o tempo parava, estava indo em direção a ela. Quando estava chegando perto da sacada, vi que a mão dela não estava ali, ouvi ela caindo, ouvi o grito dela”, afirmou.

Nas alegações finais, a defesa de Manvailer também sustentou que, apesar de ter agredido a esposa, ele não a matou. Como argumentos, os defensores citaram supostas contradições nos laudos que atestaram a causa da morte da advogada.

Um dos advogados de Manvailer afirmou que foram encontradas marcas de unha no parapeito da sacada. “E isso só veio aos autos dois anos depois. Na época, não foi registrado em foto”, alegou Renan Pacheco Canto.

A defesa também questionou acusações de agressões do professor contra a esposa dentro do apartamento, já que, segundo os advogados, não foram encontradas marcas de sangue nem móveis arrastados no local.

Durante as alegações finais, o advogado Cláudio Dalledone Junior chegou a simular uma agressão a uma colega, pegando-a com força pelo pescoço. A mulher ficou com marcas vermelhas no local, se desequilibrou e quase caiu em frente aos jurados.

Eles também apontaram possíveis fraudes em provas, como o fato de o corpo de Tatiane ter sido devolvido ao IML após já ter sido liberado para o enterro.

Já a acusação explorou as imagens da agressão de Manvailer contra a esposa, filmadas pelas câmeras de segurança do prédio. Também ressaltou a diferença de tamanho entre o professor e a advogada, o que indicaria que ela não tinha capacidade de se defender.

“A impressão que se dá é que a Tatiane é aquele corpo sem vida jogado no IML, todo retalhado. E esse cidadão [Luis Felipe], em seis dias de júri, não derramou uma lágrima. Ontem esboçou um choro depois de cinco horas de interrogatório”, afirmou o assistente de acusação, Roberto Brzezinski Neto.

A acusação também questionou o modo de agir de Manvailer logo após a queda da esposa. Brzezinski apontou que, ao invés de acudir a mulher após a queda, o marido recolheu o corpo da esposa no apartamento e fugiu.

“O cidadão vê a mulher se jogar da sacada, o que ele tem que fazer? Ele tem que chegar na sacada e gritar por socorro. ‘A minha mulher morreu, a minha mulher se matou’, é isso que um homem de bem faz”, afirmou o advogado.

Manvailer se negou a responder aos questionamentos do Ministério Público e da assistência de acusação. Mesmo assim, o réu foi condenado.

“Os jurados entenderam claramente que era um caso de condenação, baseado em muitas provas. O Poder Judiciário atribuiu uma pena proporcional, justa, e ficará registrado para que motive cada vez mais ações, para que encoraje pessoas a denunciarem casos de violência contra às mulheres”, afirmou Scandelari.

 

FOLHAPRESS

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *