Judiciário

Ministérios Públicos soltam nota criticando Governo do Estado e Prefeitura de Natal por reabertura e ameaçam irem a justiça para derrubar medidas de flexibilização

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte e o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPFRN) divulgaram, na noite desta sexta-feira (3), nota à sociedade potiguar em que se posicionam sobre a decisão do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e da Prefeitura de Natal autorizando a reabertura inicial e gradual da economia. De acordo com a nota, a decisão contraria dados científicos de transmissibilidade do vírus do Comitê Científico do Rio Grande do Norte, do Comitê Científico do Consórcio Nordeste e da Fiocruz.

De acordo com o documento, “uma decisão sensata de reabertura exige a certeza quanto à estabilidade dos números relativos aos critérios científicos indicativos, e, ainda, a previsão de um plano concreto e efetivo de testagem da população e medidas de vigilância epidemiológica, os quais não foram contemplados nem no decreto estadual nem no municipal”.

Confira a íntegra da nota:

NOTA DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS À SOCIEDADE POTIGUAR:

01. O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE e o MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO dirigem-se à sociedade potiguar para se manifestar sobre a reabertura da economia.

02. No dia 23 de junho de 2020, os ramos do MINISTÉRIO PÚBLICO neste Estado recomendaram ao governo estadual e a todos os prefeitos municipais que a retomada das atividades econômicas somente seria segura se fosse observada desaceleração da taxa de transmissibilidade da COVID-19 de maneira sustentada, e a ocupação dos leitos públicos de UTI não fosse superior a 70%, nos termos do art. 12,§1º, do Decreto Estadual nº 29.742/2020.1

03. A Governadora recebeu a Recomendação e comprometeu-se a cumpri-la, conforme ofício número 513/2020-GAC, enviado em 23.06.2020, a exemplo do prefeito de Natal/RN.

04. No dia 29 de junho de 2020, a Governadora do Estado publicou a Portaria Conjunta nº 007/2020-GAC/SESAP/SEDEC, autorizando a reabertura inicial e gradual da economia, sob o argumento de que o Comitê Científico estadual teria recomendado o fim do isolamento social, conforme coletivas de imprensa e mensagens em redes sociais da Governadora e de representantes do governo, de conhecimento público. No mesmo sentido seguiu o prefeito de Natal/RN.

05. A Recomendação do Comitê Científico, porém, somente foi publicada no dia seguinte, apresentando dados ainda significativamente preocupantes quanto à situação no Estado do Rio Grande do Norte, especialmente em relação à taxa de contágio e ao número de leitos críticos de UTI. Além disso, os cientistas foram claros ao dizer que não seria ainda o momento indicado para a reabertura da economia e o fim do isolamento social.

06. O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, então, oficiou ao Comitê Científico para que explicasse se, de fato, havia recomendado a reabertura, já que: (a) a Recomendação foi publicada após a decisão do Governo de retomar as atividades econômicas (de modo que não poderia ser usada para fundamentar a decisão), e (b) na própria Recomendação do Comitê Científico consta não ser o momento adequado para o fim do isolamento social.

07. A resposta foi fornecida no dia 02.07.2020, assinada pelo Secretário Estadual de Saúde, falando em nome do Comitê Científico local, alegando, em suma, que não foi possível garantir o isolamento ideal, que houve diminuição na taxa de transmissibilidade e que o novo critério para ocupação segura de leitos teria passado de 70% para 80%, além de haver perspectiva de abertura iminente de novos leitos.

08. As razões que justificaram a Recomendação Conjunta do MP no dia 23.06.2020 ainda persistem, exatamente porque a taxa de transmissão se mantém alta2, a ocupação de leitos críticos é de 90% (noventa por cento) da capacidade e a fila de internação não foi reduzida de forma segura3.

09. Em razão da falta de leitos, 2494 pessoas perderam suas vidas na fila de regulação. Em estudo realizado pelo LAIS-UFRN5, publicado em 12 de junho de 2020, fica evidente que a redução do isolamento social durante a pandemia em Natal, Parnamirim e Mossoró foi fator decisivo para o aumento do contágio e do número de mortes.

10. Este quadro não foi alterado da semana passada para hoje. A taxa de transmissibilidade se mantém alta, o isolamento social está muito aquém do recomendado (principalmente em razão da deficiência de fiscalização), a taxa de ocupação de leitos está acima de 90% da capacidade e a expansão anunciada dos leitos ainda não é uma realidade.

11. Portanto, a decisão de reabertura das atividades econômicas tomada pelo Estado do Rio Grande do Norte e pelo Município de Natal/RN não foi respaldada por dados científicos consistentes. É necessário que a sociedade compreenda que:

a) a taxa de contágio continua alta (no Rio Grande do Norte cada pessoa contaminada, ainda que assintomática, contagia outras duas pessoas);
b) os leitos de UTI ainda não são suficientes para a demanda, que se mantém alta;
c) ainda que haja leitos, há deficit de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares necessários para o procedimento de intubação;
d) o número de mortes no Brasil continua alto (cerca de mil mortos por dia), o que coloca o Brasil no pior lugar no ranking mundial quanto a esse critério de análise.

12. Por outro lado, o Boletim número 09 do Comitê Científico de Combate ao coronavírus do Consórcio do Nordeste, de 02 de julho de 2020, reprova qualquer plano de reabertura da economia. Conforme relata o documento, há uma forte aceleração do processo de interiorização da pandemia em todo o Brasil, com possibilidade concreta de ocorrer o que foi designado como “efeito bumerangue”: o aumento de casos no interior do Estado, já percebidos nos boletins epidemiológicos diários do Rio Grande do Norte, gerará um inevitável deslocamento de pacientes em estado grave para capital.

13. Há uma tendência inequívoca de que a capital se depare com uma “avalanche” de casos graves, advindos do interior, situação que voltará a produzir uma sobrecarga dos seus sistemas hospitalares, ameaçando-os com um colapso em um intervalo de tempo muito curto. Repita-se, a ocupação dos leitos críticos na data dessa nota é de cerca de 90% dos leitos disponíveis.

14. O Estado do Rio Grande do Norte e o Município e Natal/RN, seja por falta de fiscalização, seja por falta de maiores esclarecimentos à população, seja por falta de testagem consistente, exibem curvas de crescimento exponencial mantidas há vários dias, ao contrário de Estados que mantiveram períodos de isolamento mais rígidos em suas capitais, como Ceará, Pernambuco e Maranhão, que exibiram uma desaceleração significativa do crescimento de casos.

15. Experiências de relaxamento açodadas do isolamento social em várias cidades do país, sem o uso de critérios epidemiológicos objetivos indicados, demonstraram ser catastróficas na gestão da pandemia, resultando em decisões dos governantes de retorno ao isolamento, inclusive de forma mais rígida, como bem advertiu o Comitê Científico do Consórcio Nordeste:

“De qualquer maneira, com um crescimento de casos da ordem de 71% em 14 dias, taxa de ocupação de leitos de UTI no máximo (100%) ou próximo disso, o comitê advertiu não entender quais critérios epidemiológicos e clínicos têm sido usados pelo comitê científico do RN, apoiado pelo governo estadual, bem como a prefeitura de Natal, para justificar uma reabertura, mesmo que gradual, de lojas e outras atividades econômicas na capital do Estado. Basta analisar o que ocorre neste momento no estado do Texas no EUA para verificar que qualquer relaxamento prematuro do isolamento social em cidades que ainda não controlaram a pandemia, como é o caso de Natal e também Mossoró, invariavelmente traz consigo efeitos desastrosos. No caso específico de Natal, a ocorrência de um fluxo de casos graves, provenientes do interior do estado, pode gerar um colapso completo do sistema hospitalar da cidade. Vale ressaltar também que pelo menos um município da região metropolitana de Natal, São Gonçalo do Amarante, ultrapassou o nível crítico de 1.000 casos por cem mil habitantes. A análise realizada no dia 29 de junho comprova que a pandemia de coronavírus atingiu todas as regiões do estado, uma vez que as 5 cidades identificadas como tendo o maior crescimento de casos estão distribuídas por todo o território estadual: Extremoz (grande Natal), Guamaré (região norte), Mossoró (região oeste), Jucurutu (centro-oeste) e Tibau do Sul (região sul). Embora o Rt de Natal tenha sofrido uma queda, ele ainda é superior a 1. Enquanto isso valores bem mais altos e preocupantes de Rt podem ser encontrados na periferia de Natal (Parnamirim, 1.56, Macaíba, 1.86, São Gonçalo, 1.71), na região oeste (Mossoró, 1.38, Apodi, 1.47) e sul (Caicó, 2.37) do estado. Este comitê não dispõe de qualquer informação sobre a realização de inquéritos soroepidemiológicos no estado e nem do grau de penetração do aplicativo telefônico escolhido pelo estado para monitorar casos de covid19, em detrimento do aplicativo sancionado por este comitê, o MONITORA COVID19, que já superou 200 mil downloads em todo o país.

16. A pressão da pandemia, após cem dias de proibição de funcionamento de atividades não essenciais, certamente trouxe um forte impacto negativo na economia, na arrecadação do Estado e dos municípios, nas condições para se efetivar a fiscalização, na manutenção de empregos, o que reflete a dificuldade de uma decisão pelos gestores públicos.

17. Porém, não é possível que essa decisão não se apoie em critérios científicos adequados ou se baseie em uma leitura errônea de dados, transmitindo à população a ideia de que o momento seria propício para se iniciar a reabertura econômica, pois as consequências dessa mensagem será o aumento da contaminação e os efeitos danosos daí decorrentes.

18. Uma decisão sensata de reabertura exige a certeza quanto à estabilidade dos números relativos aos critérios científicos indicativos, e, ainda, a previsão de um plano concreto e efetivo de testagens e medidas de vigilância epidemiológica, os quais não foram contemplados nem no decreto estadual nem no municipal.

19. Além de não prever a testagem, o Decreto estadual de reabertura descumpriu os próprios termos do parecer de aprovação do plano de retomada, pois o documento inicial previa a abertura em 3 ou em 4 fases, ao passo que o novo decreto estabeleceu que “o cronograma de que trata este Decreto será dividido em 3 (três) fases subsequentes de 14 (quatorze) dias cada uma delas”, sendo que a Fase 1 está dividida em 2 (duas) frações”, e entre elas haverá um intervalo de, apenas, 7 (sete) dias, e não mais os 14 (quatorze) dias que foram aceitos pelo documento do Comitê de Especialistas.

20. Outro ponto importante, é que a propagação do vírus tende a aumentar se não forem adotadas medidas eficientes de racionalização do transporte coletivo, com o estabelecimento de horários diferentes para abertura e fechamento de estabelecimentos e fixação de abertura por bairros ou regiões, assunto de interesse local que o Estado deveria ter pactuado com os Municípios, antes de iniciar processo de retorno de atividades não essenciais.

21. O Comitê Científico do Consórcio Nordeste, que surpreendentemente não conta com um representante do Estado do Rio Grande do Norte, foi enfático, no dia de ontem, ao se manifestar contra a decisão de reabertura:

“Nada menos que uma completa reversão do plano de relaxamento (ou flexibilização) oferecido pelo comitê local do governo do Rio Grande do Norte e da prefeitura de Natal é necessária para evitar que a situação do estado se agrave consideravelmente. Com ocupação máxima de leitos de UTI em Natal e Mossoró, por várias semanas, não é concebível que qualquer tipo de afrouxamento do isolamento seja sequer considerado, muito menos implementado. Ao invés, este comitê continua defendendo de forma inequívoca que medidas mais rígidas de isolamento social e testagem e rastreamento de contatos de pacientes infectados, que deveriam ter sido iniciadas semanas atrás, como sugerido repetidamente, sejam postas em prática imediatamente. Além disso, o C4 recomenda que o governo deveria implementar, de forma imediata, Brigadas Emergenciais de Saúde por todo o estado, estabelecer um programa estadual de testagem, para realização de múltiplos inquéritos soroepidemiológicos, e implementar barreiras sanitárias e mecanismos de rodízio/controle de tráfego de carros particulares e ônibus intermunicipais nos seguintes trechos rodoviários: BR-101, no trecho João Pessoa- Natal, e no trecho Natal-Touros, e na rodovia NatalMossoró. A possibilidade de se estabelecer um lockdown de todo o estado, bem como o fechamento intermitente das fronteiras do estado com o Ceará e a Paraíba também deveria ser considerada imediatamente.”

22. Assim, ao tempo em que informa à sociedade potiguar acerca da ausência de dados científicos que respaldem a abertura da economia, e considerando que não há previsão de testagens em grande escala, o MINISTÉRIO PÚBLICO, por meio dos três ramos no Estado, estuda a adoção das medidas cabíveis para garantir o enfrentamento adequado da pandemia no Estado e prevenir maiores, mais graves e irreversíveis danos à população.

Natal, 03 de julho de 2020

Cibele Benevides Guedes da Fonseca
Procuradora da República
Procuradora-Chefe da PRRN
Membro do GT Covid da PRRN

Xisto Tiago de Medeiros Neto
Procurador Regional do Trabalho
Procurador-Chefe do MPT-RN

Eudo Rodrigues Leite
Procurador-Geral de Justiça – MPRN

Caroline Maciel da Costa Lima da Mata
Procuradora da República
Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão
Coordenadora do GT Covid da PRRN

Lílian Vilar Dantas Barbosa
Procuradora do Trabalho
Vice-Procuradora-Chefe do MPT-RN

Elaine Cardoso de Matos Novais
Procuradora-Geral de Justiça Adjunta – MPRN

Fernando Rocha de Andrade
Procurador da República
Coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção da PR/RN
Membro do GT Covid da PRRN

Luís Fabiano Pereira
Procurador do Trabalho

Kalina Filgueira
Promotora de Justiça Coordenadora do CAOP Saúde

Rodrigo Telles de Souza
Procurador da República
Membro do GT Covid da PRRN

Maria Danielle Simões Veras
49ª Promotora de Justiça de Natal/RN

Iara Maria Pinheiro Albuquerque
Promotora de Justiça de Defesa da Saúde

Maria Clara Lucena Dutra de Almeida
Procuradora da República
Membro do GT Covid da PRRN

Rafael Silva Paes Pires Galvão
Promotor de Justiça

Sergio Luiz de Sena
Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor

Ana Araújo Ximenes Teixeira Mendes
2ª Promotoria de Mossoró/RN

Rosane Cristina Pessoa Moreno
3ª Promotora de Justiça de São Gonçalo do Amarante/RN

Raquel Batista de Ataíde Fagundes
Promotora de Justiça Substituta

Opinião dos leitores

  1. Pergunta para eles quando irão investigar as compras superfaturadas do estado e prefeituras ao invés de ficarem querendo que grande parte da população fique sem ter o que comer?

  2. Corte o salários destes "Nobres" que eu quero ver se não vão começar a falar com a plebe é defender a volta ao trabalho.

  3. Eles acham que os altíssimos salários deles vem daonde? É fabricado na casa da moeda do MP? Eles tiveram redução dos salários pra ajudar no combate ao Covid? Bando de sanguessugas!

  4. Fácil falar com seus 40 mil certos no bolso todo final do mês! Vem para o lado de cá do balcão….

  5. Pergunta qto cada magistrado ganha e se estão com aluguel atrasado, agua e energia e geladeira vazia? Infelizmente temos q conviver com o virus. Enquanto nao ha vacina

    1. Prefere morrer Aparecida? Ficar na lista de uma UTI que nunca chega? O pior virá depois dessa reabertura nas coxas.

  6. Fácil falar de cima de seus altos salários, que mesmo estando em casa vendo livra, tomando bons vinhos e descansando um pouco porque afinal trabalham demais e estão odiando ficar em casa, quero ver se dependesse de trabalhar de dia para se alimentar a noite, bando de hipocritas

  7. Os eleitores elegeram Fátima e Álvaro para governar o Estado e o Município, respectivamente. Ninguém, ninguém mesmo, elegeu Mistério Público Federal ou estadual para nós governarem. A respeitadíssima e competente Dra. Cibele Benevides e demais que assinam a lista me desculpem. O povo precisa e quer trabalhar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CHUVAS INTENSAS: INMET coloca os 167 municípios do RN sob alerta neste sábado (16)

Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de “Perigo Potencial” para chuvas intensas em todos os 167 municípios do RN neste sábado (16). O aviso é válido até o fim do dia e prevê chuva forte, além de rajadas de vento que podem chegar a 60 km/h.

A previsão é de até 50 mm ao longo do dia. Há possibilidade de pequenos alagamentos em áreas urbanas e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.

Segundo a Defesa Civil, há risco de queda de galhos de árvores e descargas elétricas durante os temporais. O órgão recomenda evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante períodos de chuva intensa.

⚠️ Recomendações de segurança do INMET:

  • Não se abrigue debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas
  • Evite estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda
  • Evite utilizar aparelhos eletrônicos conectados à rede elétrica durante tempestades
  • Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros informaram que seguem monitorando áreas de risco em diferentes regiões do estado.

O alerta também serve de orientação para motoristas que pretendem pegar a estrada ou circular por áreas urbanas nas próximas horas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

MUDANÇA NA PF: Delegado que pediu quebra de sigilo de Lulinha é afastado de inquérito sobre o INSS

Foto: Reprodução

A Polícia Federal promoveu mudanças no comando do inquérito que apura supostos desvios no INSS e que cita o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A alteração ocorreu nesta sexta-feira (15), com a substituição do delegado responsável pelo caso após a transferência da investigação para uma estrutura mais centralizada da corporação.

O fato gerou reação no STF, que buscou explicações sobre a reorganização interna do inquérito.

A PF informou que o inquérito deixou a divisão de crimes previdenciários e passou a ser conduzido pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, setor voltado a investigações consideradas mais sensíveis.

Segundo a corporação, a mudança foi feita para “potencializar recursos” e garantir maior eficiência na apuração. O delegado que conduzia o caso foi substituído, embora parte da equipe tenha sido mantida.

A investigação apura suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cita nomes ligados ao esquema sob apuração. Entre eles, está o empresário conhecido como “Careca do INSS”, investigado no âmbito do caso e apontado como peça central em supostos desvios de aposentadorias e benefícios.

Segundo informações do inquérito, também são analisadas movimentações financeiras e relações comerciais envolvendo pessoas ligadas aos investigados.

Pontos da investigação:

  • Mudança de delegacia dentro da PF
  • Transferência do caso para setor superior
  • Apurações sobre esquema no INSS
  • Citações a pessoas ligadas aos investigados
  • Análise de movimentações financeiras

Segundo relatos de bastidores, a mudança no comando teria motivado questionamentos internos e reuniões entre representantes da PF e integrantes do Judiciário. Não há confirmação oficial sobre o teor das conversas.

O caso segue em andamento sob supervisão judicial. As defesas dos investigados negam irregularidades e afirmam que não há elementos que sustentem acusações. A PF afirma que não houve prejuízo às investigações e que a reestruturação busca garantir continuidade e eficiência na apuração.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “Orgulho de quem faz a diferença”: MB Limpeza Urbana homenageia profissionais da limpeza urbana

Imagens: Divulgação

Hoje celebramos aqueles que fazem a diferença todos os dias, cuidando das nossas cidades, do meio ambiente e de toda a população.

Com coragem, dignidade e dedicação eles estão sempre presentes, pode contar com a gente!

A MB limpeza urbana parabeniza todos os profissionais de limpeza pelo seu dia, reconhecendo cada colaborador que veste a nossa camisa com muito orgulho!

Se somos a Melhor do Brasil é porque temos os melhores do Brasil, obrigado a todos vocês!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Sócios da Dismed combinaram entrega de envelope na Prefeitura de Mossoró após saída de banco; veja conversas e outras cidades citadas

Sócios da Dismed combinaram entrega de envelope na Prefeitura de Mossoró após saída de banco; veja conversas e outras cidades citadas

Por Dinarte Assunção – Blog do Dina

No fim da tarde de 16 de março de 2022, Maycon Lucas Zacarias Soares mandou pelo WhatsApp uma foto da fachada do Palácio da Resistência. A imagem era para combinar o ponto de encontro com o cunhado, Oseas Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da DISMED Distribuidora de Medicamentos. Oseas estava dentro do prédio, sede da Prefeitura de Mossoró. Maycon ia até lá entregar “o envelope”.

A Polícia Federal não detalha o conteúdo do envelope em que a cena está registrada. Em mensagens anteriores na mesma conversa, Oseas mencionara “os papéis da Roberta” — sua esposa, sócia da Drogaria Mais Saúde —, que precisariam ser assinados. Não se sabe se a assinatura de papéis é ou não verdadeira.

Quando a Operação Mederi se tornou pública, três anos depois, o registro daquele encontro ganhou outra dimensão. Não pela cena em si, mas pelo quintal em que aconteceu. Em 21 de junho de 2024, no auge da investigação, R$ 138.547,73 caíram na conta da DISMED. O dinheiro era do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró — pago, justamente, pela Prefeitura sediada no Palácio Felipe Camarão. No mesmo dia, antes que a empresa usasse aquele dinheiro para comprar uma caixa sequer de medicamento, a DISMED transferiu valores para Maycon, para Oseas, para a Posto MM Soares — e depositou R$ 20 mil na conta poupança da filha menor de Oseas,

Naquela tarde, pelo WhatsApp, Oseas lembrou ao cunhado:

“Maikynho, só se ligue aí que é poupança viu, tem que botar essa variação 51.”

Maycon, que acabara de sair do banco, então chega ao Palácio da Resistência:

Quando a foto de Allyson Bezerra e Oseas, de 2024, foi postada no Instagram e virou peça do inquérito, o ex-prefeito de Mossoró disse não ter relação com o sócio da Dismed. Em sua defesa, nesse dia, é preciso sublinhar que ele estava em Brasília.

A matemática que o sócio recitou

A cena é um único dia de uma rotina. Entre maio e outubro de 2024 — seis meses —, a DISMED recebeu R$ 8,15 milhões em pagamentos de prefeituras e sacou R$ 2,21 milhões em espécie. Aproximadamente 27,1% de tudo o que entrou de dinheiro público, virou cash.

O percentual não é coincidência. Em outra escuta — desta vez ambiental, dentro do escritório da DISMED em Mossoró —, Oseas Monthalggan recitou em voz alta a divisão. O áudio é da tarde de 13 de maio de 2025:

“Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!”

ALLYISON é como Oseas se refere a Allyson Leandro Bezerra Silva, então prefeito de Mossoró. FÁTIMA é como aparece nas escutas uma pessoa ainda não identificada pela PF.

Aplicando a “matemática” só ao que Mossoró pagou à DISMED no semestre auditado — R$ 3.332.710,27, segundo o relatório bancário —, a PF calcula um valor teórico de propina de R$ 833.177,57 apenas para esta cidade. Os 25% que escapam da empresa, na conta da PF, “guardam proporção próxima” do percentual de 27,1% sacado em espécie sobre o total creditado por prefeituras.

A engenharia dos saques

A retirada do dinheiro em espécie obedece a um padrão. Dos R$ 2,21 milhões sacados em 70 operações entre maio e outubro de 2024:

  • Maycon Lucas Zacarias Soares, cunhado de Oseas, sacou R$ 1.784.000,00 em 20 saques — média de R$ 89.200 por operação. Representa 80,7% do total.
  • Oseas Monthalggan, sócio-administrador, sacou R$ 294.000,00 em 6 operações — média de R$ 49.000 por saque. Representa 13,3% do total.

Os 13,3% de Oseas não são arredondamento à toa. R$ 49 mil é o limite imediatamente abaixo de R$ 50 mil — valor a partir do qual o banco é obrigado a comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em outro período, anterior, a mesma DISMED havia feito 22 saques exatos de R$ 49 mil — somando R$ 1,07 milhão. Para a PF, é fracionamento deliberado para escapar do controle automático.

Os outros 5,97% dos saques (R$ 132 mil em 44 operações) saíram pulverizados em retiradas de R$ 3 mil em terminais de autoatendimento. Outra forma de não chamar atenção.

A conclusão da própria PF, na fl. 500 do laudo:

“os saques logo após os pagamentos tenham servido para repasses ilícitos, inclusive a outras prefeituras.”

A sócia de fachada

A engrenagem do dinheiro em espécie tinha mais peças. Vitória Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, sócia formal da DISMED até janeiro de 2024 — atuava como armazenadora doméstica do numerário. Em diálogo do WhatsApp do dia 9 de dezembro de 2023, Maycon escreveu para a esposa:

“Na última gaveta lá de baixo do colaste, onde fica a minha maquininha, tem um bolo de dinheiro de 4.000,00 purgue 3.000,00 e traga.”

Minutos depois, ela confirma: “Tá aqui no meu bolso.”

A PF conclui na fl. 477:

“Ela atuava no armazenamento e repasse de numerário em espécie, na realização de pagamentos via contas de empresas de fachada e na execução de transferências bancárias a mando do marido. Sua participação reforça o caráter estruturado do esquema, no qual familiares eram utilizados para diluir responsabilidades.”

Em 9 de janeiro de 2024, um “Aditivo 04” formaliza a saída de Vitória do quadro societário. No lugar dela, entra o próprio Maycon. A movimentação, segundo a PF, “reforça o uso de interpostas pessoas para dar aparência de legalidade ao controle do grupo”.

A escala

A DISMED Distribuidora de Medicamentos Ltda. foi fundada com outros sócios. Em 4 de fevereiro de 2021, Oseas Monthalggan — então vereador de Upanema com rendimento declarado de R$ 4.049,05 mensais — entrou no quadro. Em 2016, à Justiça Eleitoral, Oseas declarara patrimônio total de R$ 26 mil.

A empresa apresentou crescimento exponencial. Em 2023, o faturamento anual ultrapassou R$ 11 milhões. Entre 8 de junho de 2018 e 14 de maio de 2023, apenas numa única instituição financeira, a DISMED movimentou R$ 65,43 milhões.

O contrato com a Prefeitura de Mossoró é o maior do bloco, mas não é o único. Os sócios da Dismed admitiram em conversas captadas pela PF que o modelo de negócio deles era a propina. Sem propina, não teriam como existir.

A Dismed também vendeu, mas não só, para os Fundos Municipais de Saúde de Tibau, Serra do Mel, Upanema, Patu, Porto do Mangue, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Areia Branca, Grossos — entre outros municípios do oeste e do Seridó potiguar. Em alguns deles, escutas registradas pela PF mencionam o mesmo padrão de divisão por porcentagem — com prefeitos e secretários locais sendo nomeados nos áudios.

Por Dinarte Assunção – Blog do Dina

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] “É O TIRIRICA?”: Allyson vira “piada” no Alto Oeste com vídeos pulando pela região

Imagens: Reprodução/Portal Potiguar

A passagem do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), pelas cidades do Alto Oeste potiguar virou motivo de comentários e ironias em redes sociais e grupos de mensagens da região, segundo o portal Potiguar.

Segundo publicações e relatos de moradores, vídeos da agenda passaram a circular com diferentes interpretações, incluindo piadas e deboches, pela falta de apoio de lideranças expressivas e pelo estilo excessivamente performático nas ruas.

Segundo os moradores da região, o comportamento do pré-candidato, com chapéu na cabeça e pulos coreografados para as câmeras, gerou questionamentos se quem passava era o humorista “Tiririca” ou “Tirullipa”. A comparação ganhou força rapidamente nas redes sociais e grupos de WhatsApp locais, traz o portal Potiguar.

Conforme relatos de bastidores, a coordenação da campanha já demonstra forte preocupação com o esvaziamento das agendas no interior. Allyson não conseguiu reunir prefeitos de peso ou deputados da região durante o trajeto.

O senador Rogério Marinho (PL) já havia alertado em entrevistas recentes que o ex-prefeito tenta criar um personagem popular artificial. Adversários políticos apontam que o estilo cansou o eleitorado tradicional que busca propostas sérias.

Aliados do ex-prefeito tentam minimizar o episódio nas redes, mas admitem reservadamente que a internet não está se convertendo em alianças políticas reais. O isolamento no Alto Oeste acendeu o sinal de alerta no grupo governista de Mossoró.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

BOMBA: PF detalha saques de R$ 2,2 milhões e gravação cita suposta divisão envolvendo Allyson Bezerra

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) decidiu manter sob sua supervisão o inquérito da Operação Mederi, que apura suspeitas de irregularidades na compra de medicamentos por prefeituras do RN.

A decisão do desembargador federal Rogério Fialho Moreira  ocorreu após relatório do Coaf apontar movimentações atípicas de R$ 65 milhões. Elas atingem diretamente a gestão do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), e prefeituras como Tibau e Serra do Mel.

Segundo o relator, há elementos nos autos que justificam a permanência da investigação no  TRF-5, como o possível envolvimento de agentes públicos com prerrogativa de foro. E que o próprio MPF já havia concordado, antes, com medidas cautelares no mesmo processo.

O inquérito investiga possíveis irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos firmados por prefeituras potiguares com empresas do setor farmacêutico.

Há análise de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que deram origem à investigação. Relatórios apontam que uma das empresas citadas teria movimentado mais de R$ 65 milhões entre 2018 e 2023.

Operação Mederi

No âmbito da Operação Mederi, a Polícia Federal apura suposto esquema envolvendo repasses e movimentações financeiras relacionadas a contratos públicos no RN.

Segundo a PF, entre maio e outubro de 2024, uma das empresas investigadas teria recebido cerca de R$ 8,15 milhões de recursos públicos, com parte do dinheiro em espécie.

A investigação cita registros de escutas, quebras de sigilo e mensagens de aplicativo que estão sob análise.

Em uma gravação, há referência a uma suposta divisão de valores atribuída a interlocutores ligados ao contexto da investigação, incluindo menção ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra.

A PF identificou padrões de saques fracionados e movimentações em espécie abaixo do limite de comunicação obrigatória, além do uso de terceiros em parte das transações investigadas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Morte de médico no RN provoca reflexão sobre saúde mental entre profissionais da saúde

Foto: Divulgação

O médico intensivista Saul Oliveira e Costa, de 43 anos, que estava desaparecido desde o dia 14 de maio, em Natal, foi encontrado sem vida. O caso gerou forte comoção entre colegas, amigos e profissionais da área da saúde no Rio Grande do Norte.

Saul atuou durante anos em hospitais importantes do estado, incluindo unidades da rede privada, e, segundo pessoas próximas, estava afastado das atividades profissionais há cerca de um ano após enfrentar um grave quadro de sofrimento psíquico.

Sem entrar em detalhes sobre as circunstâncias da morte, amigos próximos relatam que o caso escancara uma realidade silenciosa e cada vez mais presente entre profissionais da saúde: o adoecimento emocional de quem dedica a vida ao cuidado do outro.

“Há um evidente adoecimento de quem cuida dos doentes. Os profissionais da saúde, que cuidam da população, estão adoecendo vítimas de burnout, frustração e jornadas excessivas de trabalho”, relatou uma fonte próxima, que preferiu não se identificar.

Ainda segundo o relato, muitos profissionais vivem submetidos a rotinas intensas, acúmulo de plantões, pressão por resultados e cobranças constantes, além da necessidade de buscar reconhecimento e estabilidade financeira em um cenário cada vez mais competitivo.

“Existe também uma pressão por visibilidade e exposição. Muitos acabam tentando se reinventar nas redes sociais para atrair pacientes e manter seus consultórios, mas nem sempre conseguem a remuneração e o reconhecimento que esperavam”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Turismo

Turismo potiguar registra segundo maior crescimento do país em março

Screenshot

Foto: Alex Régis

Na passagem de fevereiro para março, o índice de volume de atividades turísticas do Rio Grande do Norte avançou 1,3%. Esse foi o segundo maior crescimento observado no país, atrás do Rio Grande do Sul (1,4%) e a frente de Goiás (0,4%). O desempenho potiguar também ficou acima do resultado do Brasil (-4,0%). Em todo o país, apenas três dos 17 estados pesquisados registraram números positivos em março, na série com ajuste sazonal. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE.

Em relação a março de 2025, o turismo potiguar teve alta de 7,3%. Com os resultados, o setor acumula ganhos 6,8% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

a nível nacional, a retração foi influenciada pelos recuos observados nos serviços de hotéis, serviços de reserva relacionados à hospedagem, transporte aéreo e locação de automóveis.

O volume de serviços do Rio Grande do Norte aumentou 2,1% em março, em relação ao mês de fevereiro. O índice coloca o estado em segundo lugar no ranking Nordeste com maiores crescimentos, atrás apenas de Alagoas (2,5%). Esse também foi o melhor resultado para o mês de março no RN desde 2022 (2,7%). A série conta com ajuste sazonal.

Em relação a março do ano passado, o Rio Grande do Norte ficou em primeiro lugar no Nordeste, com crescimento de 6,6%. Assim, o setor de serviços potiguar já acumula avanço de 3,2%. Em 12 meses, o crescimento foi de 1,9%, em relação ao período anterior de 12 meses.

Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Hantavírus: caso de cruzeiro não tem menor risco para o Brasil, diz Padilha

Screenshot

Foto: EBC

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (15), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os casos de Hantavírus confirmados em passageiros no navio de cruzeiro MV Hondius (com histórico de circulação na América do Sul) não têm risco de disseminação no Brasil.

“Todo ano, no Brasil, a gente tinha uma série histórica de 50 a 70 casos de hantavírus […] Essa cepa que causou o surto no cruzeiro, que é Andina, que é o único registro no mundo de transmissão entre os humanos da hantavirose, nunca circulou no Brasil […] O que aconteceu no cruzeiro, não tem o menor risco de trazer para o Brasil”, destacou Padilha.

Em 2026, até o momento, o país registrou um óbito e sete casos de contaminação pelo vírus, dado que, segundo o ministério, aponta tendência de redução.

Durante entrevista ao Hora H, na última sexta-feira (8), a médica infectologista Luana Araújo afirmou que o hantavírus representa um risco baixo para a saúde pública mundial. A especialista analisou o surto da doença registrado em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde, além dos dois casos confirmados no Brasil.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *