Política

Moro prepara ‘Lei Rouanet’ para a segurança pública

FOTO: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Com orçamento bloqueado e aumento de gastos em operações da Força Nacional e do Exército, o governo pretende apelar à iniciativa privada para tocar programas de combate à criminalidade. O Ministério da Justiça prepara medida provisória para criar o que vem sendo chamado de “Lei Rouanet da Segurança Pública”, com o abatimento no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas que fizerem doações ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

A proposta preliminar, elaborada pela equipe do ministro da Justiça, Sérgio Moro, estabelece que pessoas físicas poderiam abater até 60% das doações no Imposto de Renda. O porcentual para pessoas jurídicas, por sua vez, ficaria em torno de 40%. A faixa permitida para deduções e as contrapartidas para os doadores do fundo ainda estão em estudo, mas o ministério já pôs no papel a lista de possíveis destinos do dinheiro que espera conseguir dos empresários.

A relação inclui a ajuda aos Estados para a compra de armas e equipamentos destinados às polícias Civil e Militar, a melhoria das 1.100 Guardas Municipais existentes, além da criação de novos contingentes nas cidades. Diante da vontade de obter novas fontes de recursos, a equipe de Moro não se preocupa nem mesmo em recorrer ao nome de uma lei do setor cultural já atacada pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A ideia é criar uma espécie de Lei Rouanet de Segurança Pública, onde a iniciativa privada faria doações para ajudar o setor”, disse ao Estado o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo. No papel, porém, o governo batizou a proposta como Programa Nacional de Apoio à Segurança Pública (Pronasp).

Segundo Theophilo, o dinheiro do fundo e das loterias não é suficiente para aumentar a contribuição do governo federal no combate ao crime. Um levantamento apresentado na última terça-feira pelo Fórum Brasileiro da Segurança Pública, a partir de dados oficiais, mostra que o governo ficou engessado para investimentos em inteligência e ajuda às polícias estaduais. Um dos motivos são os repasses para diárias e manutenção das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) do Exército, que totalizaram R$ 386 milhões no ano passado, e também da Força Nacional, que consumiram outros R$ 167 milhões.

O Instituto Sou da Paz indicou que, ainda em 2018, 41,9% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública foram para a Força Nacional – ante 62,9% em 2017 e 43% em 2016. Os repasses para o Exército são enviados por meio do Ministério da Defesa.

Governo busca dinheiro para criar Guarda Nacional

A aposta do governo é que o dinheiro da “nova Lei Rouanet” também sirva para facilitar a criação da Guarda Nacional. A nova força, porém, pode não entrar tão cedo na lista para obter doações porque depende de uma emenda constitucional. A proposta precisa ser aprovada pelo Congresso, refratário às ações do Ministério da Justiça.

Com estimativa de empregar até dois mil agentes por concurso, a Guarda Nacional substituiria a Força Nacional de Segurança Pública, formada hoje por 2.050 policiais emprestados pelos Estados. A intenção é usar a nova corporação como polícia ostensiva para ajudar na segurança pública dos Estados, nas questões humanitárias (resposta a desastres), nos distúrbios civis e policiamento ambiental.

O presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, disse ver com ceticismo a aplicação da proposta de parceria com empresários. “A ideia é positiva, mas esbarra em discussões federativas e orçamentárias”, argumentou. “Trata-se de um esforço legítimo, porque é preciso dinheiro novo, mas a equipe do Ministério da Justiça terá de forçar a discussão para evitar que o dinheiro seja contingenciado.”

O pesquisador lembrou que o dinheiro das loterias – garantido por uma decisão do então presidente Michel Temer, em 2018 – e os fundos da pasta da Justiça foram contingenciados. Lima disse que o ministério tem buscado financiamento no Banco Mundial, mas o pedido sempre esbarra na falta de aval para garantir que os recursos sejam, de fato, aplicados na área. “O drama é a falta de aval.”

No ano passado, o governo gastou R$ 4,6 milhões com combustíveis e R$ 3 milhões na aquisição de veículos da Força Nacional. Não faltam queixas até mesmo da Polícia Federal, que viu esvaziado seu Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades (Funapol), desde 2012 sem receber recursos.

Os governadores, por sua vez, reclamam da falta de investimento da União em segurança pública, uma rubrica que inclui policiamento, defesa civil e inteligência. Pela Constituição, a responsabilidade de combater o crime é dos Estados. Desde 2011, a União repassa anualmente para o setor um montante de R$ 11 bilhões. No mesmo período, os Estados aumentaram as despesas com segurança pública de R$ 62,8 bilhões para R$ 74 bilhões, enquanto os municípios passaram de R$ 4,3 bilhões para R$ 5,8 bilhões. No Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa aprovou projeto para abater parte do ICMS com as doações, mas ainda há críticas de empresários (mais informações nesta página).

Na Câmara, pelo menos dois projetos de uso de dinheiro privado na segurança pública estão em tramitação. Um deles, do deputado Roberto Alves (PRB-SP), foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Autoriza o financiamento privado, mas não especifica qual porcentual da doação poderia reverter para abatimento em impostos.

Outro projeto é do deputado José Airton Cirilo (PT-CE) e permite que as pessoas físicas e jurídicas utilizem até 4% do IR devido para financiar, por meio de patrocínio ou doação, projetos do Ministério da Justiça.

No RS, empresários pedem garantias de compensação

A versão gaúcha da “Lei Rouanet da Segurança” foi aprovada há um ano pela Assembleia do Rio Grande do Sul, mas só regulamentada em julho passado pelo governo estadual. O chamado Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública ainda é alvo de críticas de empresários, para quem a lei não assegurou a compensação nos impostos.

Um dos idealizadores do projeto, o empresário Leonardo Fração afirmou que a ideia original não foi aprovada pela Assembleia. “A ideia que propusemos ao Estado era excelente”, disse. “Só que, infelizmente, não éramos nós os donos das canetas de onde saiu a lei, que acabou distorcendo nossa proposta.”

Presidente da ONG Instituto Cultural Floresta, Fração disse que a nova lei não garantiu segurança jurídica, já que não se tem certeza de como o governo fará a compensação fiscal. “Esta compensação tributária tem de ser explícita, dizendo quanto e em quanto tempo haverá a homologação da compensação no imposto”, argumentou. “Hoje são dois entraves na legislação: como o Estado me diz que estou quites e como eu compenso.”

A proposta foi questionada pelo governo de Mato Grosso, que a classificou como um benefício de guerra fiscal. Em princípio, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Fazenda não rejeitou a iniciativa, mas voltará a discutir a questão em setembro de 2020.

A lei gaúcha foi criada após campanha feita por 55 empresários em 2017. Eles doaram R$ 14 milhões para a segurança do Estado, mesmo sem incentivos fiscaisou contrapartidas. O dinheiro garantiu na época a compra de 48 veículos blindados, 1.441 pistolas, 250 fuzis, além de coletes e rádios comunicadores.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. O governo anterior preferia investir em projetos em que um "artista" introduzia seu dedo no cool de outro "artista", tudo sob aplausos de uma plateia insandecida de mamadores de verbas!!!!Moro neles!!!!!!!!!!!

  2. Até que em fim saiu uma excelente ideia, sem pensar no seu próprio umbigo, e sim na população

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Eleições 2026

Aliados de Flávio avaliam iniciar campanha em São Paulo ou no Nordeste

Foto: Reprodução/Instagram

A equipe do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, estuda duas principais possibilidades para o pontapé inicial da campanha em 16 de agosto: o estado de São Paulo ou algum ponto da região Nordeste. A definição ainda não foi tomada e o planejamento segue em andamento.

São Paulo aparece como uma das principais opções por concentrar o maior colégio eleitoral do país, onde a disputa é considerada voto a voto. Além disso, auxiliares destacam a importância do estado por abrigar a Faria Lima, principal centro financeiro do país. Os maiores cabos eleitorais de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também estão na região, o que poderia impulsionar a agenda. Foram esses motivos, inclusive, que fizeram com que o QG do senador fosse construído na capital paulista.

Já a possibilidade de iniciar a campanha no Nordeste é vista como um gesto político para ampliar o diálogo em uma região historicamente mais identificada com o presidente Lula (PT). A estratégia busca alcançar o eleitor indeciso ou mais distante de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a avaliação é que o senador já consolidou o apoio do eleitorado bolsonarista e que o desafio agora é justamente conquistar novos segmentos.

Antes disso, a prioridade da campanha nesta semana é concluir as negociações por apoios e acordos políticos. Como mostrou a coluna, Flávio ainda não conseguiu fechar alianças para a composição da chapa presidencial e cresce, internamente, a possibilidade de uma chapa puro-sangue.

Paralelamente, a campanha também define a estratégia para a participação nos debates. A expectativa é que Flávio Bolsonaro compareça apenas aos encontros em que Lula também estiver presente, diante da avaliação interna de que a disputa pelo segundo turno tende a ficar concentrada entre os dois.

Segundo uma fonte ouvida pela coluna, sem a presença de Lula, a participação de Flávio perderia sentido estratégico. O entendimento é que candidatos com menor intenção de voto, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (Missão), concentrariam ataques ao senador para tentar crescer nas pesquisas. De acordo com levantamentos acompanhados pela campanha, os três aparecem entre 3% e 5% das intenções de voto, a depender do instituto.

Jovem Pan

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Brasil

Cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou marido é colocada à venda por valor milionário

Foto: Reprodução

Mais de uma década após o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, a cobertura onde o crime ocorreu foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. O imóvel hoje pertence aos pais da vítima, que assumiram a propriedade após o encerramento da disputa judicial envolvendo Elize Matsunaga. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ullisses Campbell, de O Globo.

Ao jornalista, representantes da família afirmaram que a cobertura já foi negociada. Apesar disso, o apartamento continua anunciado em pelo menos três imobiliárias, que ainda permitem o agendamento de visitas.

O imóvel permaneceu durante anos no centro de um impasse na Justiça. Quando adquiriu as duas coberturas, em 2008, Marcos Matsunaga registrou uma delas em nome de Elize por meio de uma doação. Após a condenação pelo assassinato do marido, ela perdeu o direito sobre a propriedade, mas ainda tentou reavê-la judicialmente. Somente depois da conclusão desse processo os dois apartamentos passaram integralmente para os pais do empresário, que decidiram colocá-los à venda.

A cobertura anunciada ocupa quatro pavimentos de um edifício construído em 1990 e reúne características de alto padrão. O imóvel possui piscina privativa, sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, cinco suítes, quatro vagas de garagem, dois depósitos no subsolo e vista panorâmica da capital paulista.

Originalmente formado pela união de duas unidades residenciais, o apartamento tinha cerca de 370 metros quadrados quando era ocupado pelo casal. Entre seus diferenciais estavam um quarto do pânico, escondido atrás de um armário e equipado com portas blindadas, climatização independente e linha telefônica exclusiva, além de uma adega climatizada para armazenar a coleção de vinhos de Marcos Matsunaga.

Segundo a imobiliária responsável pelo anúncio, o valor pedido está cerca de 32% abaixo da média praticada para imóveis semelhantes no edifício. Enquanto outras coberturas são avaliadas em aproximadamente R$ 3,247 milhões, o apartamento foi anunciado por cerca de R$ 8,2 mil por metro quadrado.

Correio 24h

 

 

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Geral

TJRN derruba lei que criava loteria no município de Jaçanã

Foto: Reprodução/iStock

A loteria municipal de Jaçanã foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A decisão foi tomada após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma criada pela Prefeitura de Jaçanã.

O Tribunal Pleno acompanhou o voto do relator, desembargador Amílcar Maia. Dessa forma, os magistrados declararam a invalidade da lei municipal que instituía um serviço próprio de loteria no município.

Segundo o TJRN, a Constituição Federal estabelece que apenas a União pode criar, regulamentar e autorizar jogos, apostas e modalidades lotéricas.

Além disso, a decisão destacou que essa competência está prevista no artigo 22, inciso XX, da Constituição Federal. Por esse motivo, o município não possui autorização constitucional para instituir ou regulamentar um serviço de loteria próprio.

Assim, o Tribunal concluiu que a legislação municipal invadiu uma competência exclusiva da União, o que tornou a norma incompatível com a Constituição.

A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral de Justiça contestando os artigos primeiro e segundo da Lei Complementar Municipal número 54 de 2025 de Jaçanã, que pretendia autorizar a exploração de jogos lotéricos de forma direta ou por meio de concessões e parcerias com empresas privadas. O entendimento fixado pelo Tribunal aponta que os Municípios não possuem autorização constitucional para instituir, regulamentar ou explorar serviços públicos lotéricos, uma vez que a matéria não se enquadra como assunto de interesse local nem integra as atribuições municipais.

A decisão também destacou que a criação de loterias por Prefeituras invade a competência do Governo Federal e contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já havia determinado a suspensão de leis municipais semelhantes em todo o país.

Com a declaração de inconstitucionalidade dos artigos principais da Lei Complementar número 54 de 2025, todo o texto da norma municipal perdeu a validade, ficando o prefeito e o presidente da Câmara Municipal de Jaçanã oficiados sobre a decisão.

 

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Mundo

Chanceler argentino reitera apoio a Flávio e nega romper relação com Brasil

Foto: AFP

Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (29) que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática.

Em entrevista à Radio Mitre, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de “juízos de valor”.

“Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado”, comentou.

Em seguida, pontuou que “não há chance” de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina.

“Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino… bem, isso é algo que nós não fazemos; não elevamos questões ao nível institucional. Mantemos as disputas eleitorais, bem como as diferenças políticas e ideológicas, dentro desse âmbito específico”, adicionou o ministro.

Ele também afirmou que o governo de Milei tem a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Vitelli, que foi convocado pelo Brasil para consultas.

O chanceler destacou esperar que Vitelli retorne ao país o mais rápido possível para continuar desenvolvendo “nossa ampla agenda bilateral”.

CNN

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Polícia

Adolescente de Caicó que matou homem em hotel de João Pessoa também se apresentava como pastor e fingiu ter 18 anos

Foto: Reprodução

O adolescente de 17 anos apreendido por suspeita de torturar e matar o motorista por aplicativo Washington Rodrigo, de 34 anos, em um quarto de hotel em João Pessoa, usava um documento falso para se passar por maior de idade e se apresentava como pastor evangélico, de acordo com informações do UOL.

Natural de Caicó, o adolescente, que também dizia ser servidor público do TJRN nas redes sociais, se entregou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (27), acompanhado por um advogado, três dias após o crime. Ele foi ouvido e será transferido para João Pessoa, onde ficará apreendido, provisoriamente, à disposição da Justiça.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizou uma identidade falsa para reservar o quarto do hotel e marcou um encontro com Washington. Em depoimento, afirmou que temia que a vítima expusesse o relacionamento entre os dois e disse que pretendia apenas deixá-la desacordada para conseguir fugir.

Ainda conforme a polícia, o adolescente convenceu Washington a algemar as próprias mãos para trás do corpo e colocar um pano na boca, alegando que se tratava de um fetiche sexual. Em seguida, passou a ameaçá-lo com uma pistola de airsoft e o matou por asfixia mecânica, utilizando o fio de um secador de cabelo.

A investigação revelou que o jovem já possui 17 boletins de ocorrência por atos infracionais registrados no Rio Grande do Norte, incluindo casos análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição, ameaça e violência doméstica. Ele também já foi internado em uma unidade socioeducativa.

Nas redes sociais, o adolescente afirmava ser professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), além de se apresentar como mentor, escritor e palestrante. A polícia informou, no entanto, que ele utilizava informações falsas. O jovem também pregava em igrejas evangélicas e mantinha um canal religioso no YouTube.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na tarde da última sexta-feira (24), nu, algemado, com um fio de secador enrolado no pescoço e um pano na boca. Segundo a investigação, o adolescente tentou deixar o hotel com o carro da vítima após o crime, mas não conseguiu dirigir o veículo e fugiu a pé. A Polícia Civil segue apurando o caso.

Correio 24h

 

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Economia

Prefeitura do Natal e Fecomércio RN apresentam resultados da pesquisa do São João de Natal 2026

Foto: Secom/Arquivo

A Prefeitura do Natal e a Fecomércio RN apresentam, nesta quinta-feira (30), às 11h, na sede da Federação, os resultados da pesquisa que mensura os impactos econômicos e turísticos do São João de Natal 2026. O levantamento reúne dados sobre os principais impactos da festa na capital, com informações sobre o crescimento do público, a movimentação econômica, a atração turística e os reflexos nos setores do comércio e dos serviços.

Na edição anterior, realizada em 2025, o estudo apontou que o São João de Natal reuniu cerca de 938 mil pessoas ao longo do mês de junho e movimentou aproximadamente R$ 188,6 milhões na economia. O gasto médio diário foi de R$ 272,24 entre turistas e de R$ 161,57 entre residentes, representando crescimento superior a 25% em ambas as categorias. A avaliação geral do evento alcançou nota média de 9,29, chegando a 9,42 entre os turistas, enquanto 95,9% dos entrevistados afirmaram que pretendiam retornar ao São João de Natal em 2026.

O prefeito Paulinho Freire comentou a expectativa em relação à divulgação dos resultados. “A expectativa é muito positiva. Ao longo de todo o São João vimos uma grande participação do público, movimentação intensa nos polos e um forte envolvimento dos setores ligados ao turismo, ao comércio e aos serviços. Agora aguardamos os dados da pesquisa, que vão mostrar de forma técnica o alcance desse trabalho e os impactos gerados para a economia da nossa cidade.”

 

 

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Geral

FICOU SÓ NA PROMESSA: Anunciado em março pela governadora, Programa RN + Esporte e Lazer ainda não saiu do papel

Foto: Joana Lima/ Assecom

No final de março, a governadora Fátima Bezerra lançou o edital do Programa RN + Esporte e Lazer, com a promessa de investir R$ 10 milhões neste ano em mais de 500 projetos apoiados em 54 municípios do RN. Depois de quatro meses do anúncio oficial, o programa está totalmente parado, segundo denúncia recebida pelo Blog do BG.

De acordo com o relato que chegou ao blog, as propostas não estão sendo analisadas nem votadas e, até agora, o governo não apresentou nenhuma justificativa ou informação sobre o motivo da suspensão das reuniões.

O reflexo disso é concreto: eventos esportivos, projetos sociais e instituições que planejaram todo o cronograma do ano com base nesses recursos estão literalmente no escuro, sem previsão de quando ou mesmo se o projeto vai sair do papel.

O lançamento do programa parece que foi usado apenas como vitrine política para o pré-candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier e para o ex-subsecretário de Esporte e Lazer Cezinha Nunes, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB. O investimento no esporte e lazer ficou só na promessa de Fátima.

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Cidades

VIROU ROTINA? Esgoto da Caern jorra na rede de drenagem pluvial na praia de Ponta Negra; assista

Imagem: Cedida

Mais um despejo irregular de resíduos na rede de drenagem pluvial foi registrado em Ponta Negra, zona Sul de Natal. As imagens mostram o extravasamento de esgoto na faixa de areia da praia, evidenciando mais um caso de crime ambiental na área destinada a banhistas e turistas.

Considerada uma das mais importantes da capital, a obra da engorda de Ponta Negra é, constantemente, poluída por esgotos provenientes de ligações clandestinas que deveriam ser identificadas e neutralizadas pela Caern.

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Polícia

Suspeito de planejar assassinato de delegado morre em confronto com a Polícia Civil no RN

Foto: Reprodução

Um suspeito, de 27 anos, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Civil durante uma operação no município de João Câmara, nesta quarta-feira (29). Ele é suspeito de planejar a morte do delegado Luciano Augusto, em plano que foi revelado em abril deste ano pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Civil, o homem integrava o denominado “Quadro Geral” da organização criminosa e exercia a função conhecida como “disciplina”, sendo responsável pelo planejamento e determinação de homicídios, pela logística de armamentos e pela aplicação de punições e torturas contra integrantes considerados dissidentes pelo grupo.

As investigações tiveram início em 2025, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. Ao longo da apuração, foram reunidos elementos que indicam sua participação em um plano para atentar contra a vida de um agente de segurança que atua na região. Conforme apurado, ele teria atuado como intermediador de ordens transmitidas por integrantes da organização criminosa custodiados no sistema prisional.

Com o aprofundamento das diligências, verificou-se que o homem também monitorava a rotina de policiais civis, buscando identificar oportunidades para a execução de ataques contra os agentes.

Conforme apurado, ainda em 2025, ele teria se deslocado até o município de Caiçara do Norte/RN com o objetivo de emboscar um policial civil.

Com informações do Portal da Tropical

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Brasil

Defesa diz a Moraes que Bolsonaro não autorizou uso de vídeo gerado por IA

Foto: Reprodução/IA

A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (29), que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem para um vídeo produzido por IA (inteligência artificial) e que foi reproduzido durante convenção do PL no último sábado (25), ocasião em que o partido oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência nas eleições deste ano.

Em petição apresentada à Suprema Corte, os advogados do ex-presidente esclarecem, porém, que ele não se opõe à produção do conteúdo por seus familiares.

O magistrado havia solicitado que a defesa de Bolsonaro se manifestasse sobre o conteúdo divulgado no evento do PL.

“Inicialmente, cumpre consignar que o peticionário não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial”, destacou a defesa.

Os advogados lembram que Bolsonaro não poderia autorizar o vídeo, uma vez que ele se encontra “com o direito de visitas suspenso pelo prazo de trinta dias, enquanto seu filho Flávio Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo”.

A defesa destaca, porém, que, antes da imposição de medidas cautelares, “seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária,
reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer
oposição” por parte de Bolsonaro.

“Essa circunstância decorre da natural relação de confiança existente entre pai e filhos e da própria natureza pública da imagem do peticionário”, afirmou a defesa.

CNN

 

 

 

 

 

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