Moro: “Processo sem fim é justiça nenhuma”

Em sua posse, Sergio Moro volta a defender a prisão de condenados na segunda instância.

“Pretende-se deixar mais claro na lei, como já decidiu diversas vezes o plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no processo criminal, a regra deve ser a da execução da condenação criminal após o julgamento da segunda instância. Esse foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos, legado do saudoso ministro Teori Zavascki. Pretendemos honrá-lo e igualmente beneficiar toda a população com uma Justiça célere, consolidando tal avanço de uma maneira mais clara na lei.”

O novo ministro da Justiça acrescentou:

“Processo sem fim é justiça nenhuma.”

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Xica da Silva disse:

    Aumentaram a dose de Clonazepan em Curitiba!

    • Beto disse:

      Principalmente dentro de uma cela da PF. O arrocho é grande. Kkkkkkkkkkkkk

Moro é, oficialmente, ministro da Justiça: “Brasil não será porto seguro para criminosos”

Sergio Moro acaba de assinar seu termo de posse. Ele é, oficialmente, o novo ministro da Justiça do Brasil.

“Brasil não será porto seguro para criminosos”. Principais destaques na fala do ministro em instantes.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. P.A disse:

    Esse aqui é diferente papai. Ô brasileiro pra me dá orgulho. Depois de Bolsonaro é vc Ministro Sérgio Moro.

  2. Fernando Antonio Ribeiro Bastos disse:

    Amos os Minions, se você saísse do anonimato, provavelmente seus comentários tão "nacionalistas" merecessem melhor credibilidade.

  3. Ceará-Mundão disse:

    O nosdo povo está esperançoso e Bolsonaro reafirmou, nos discursos de posse, seu compromisso com suas promessas de campanga, que foram aprovadas pela grande maioria dos brasileiros, numa eleição histórica, dadas as condições enfrentadas pelo seu vencedor. Mas os petistas, que parece não se considerarem brasileiros, continuam a eterna cantilena da oposição irresponsável e da torcida pelo quanto pior melhor. Triste, patético. O nosso (não desses antipatriotas) Brasil iniciou sua virada de volta à ordem, ao progresso e à moralidade. Enquanto os cães ladram, a caravana passa.

  4. Luci disse:

    Votei e votaria novamente no capitão.👏👏👏

  5. Luci disse:

    👏👏👏

  6. Curioso disse:

    "Tudo dentro do Script, a ordem começa a ser restabelecida!!!
    Nenhuma baderna na posse de Bolsonaro,
    Não vimos ninguém defecar, nem urinar em público, não rolou protestos e nenhuma mulher metida a feminista mostrou os seios, muito menos suvaco cabeludo a mostra.
    Nenhuma pichação, nenhuma bandeira vermelha, nenhum Black Block, nenhuma carreata de ônibus cheio de pessoas portando bonés e bandeiras vermelhas, com um pão de mortadela a mão e sem saber onde estavam e o que faziam. Começam as mudanças!
    Primeira dama, cujo marido é o "maior MACHISTA DO UNIVERSO" segundo os esquerdopatas, quebrou o protocolo e fez discurso no parlatório em libras, antes da fala do "FASCISTA, NAZISTA, ASCENSORISTA, BICICLETISTA, ISTA, ISTA, ISTA"… falou e estava linda de rosa. As feministas devem ter soltado fogo pela venta, isso jamais poderia ter acontecido…
    Tiveram a coragem de QUEBRAR O PROTOCOLO de uma forma inusitada, com um LINDO e emocionado BEIJO. VIVA a FAMÍLIA.
    Bolsonaro discursou duas vezes, uma com tom estadista e sem ser hipócrita ou enfadonho e a outra ao seu estilo autêntico e ainda com um toque a la AYRTON SENNA, sacudindo euforicamente a bandeira brasileira e levando o povo ao delírio.
    E claro que tinha que ter o povo gritando e aplaudindo, como um importante detalhe, NINGUÈM ALI TINHA SIDO PAGO, estavam presentes por livre iniciativa e vontade própria!
    Após a cerimônia, a população em cerca de 115 mil pessoas, fizeram a limpeza do local de forma espontânea. QUANTA DIFERENÇA!
    Ps: Caneta Mont Blanc é para os socialistas. No CAPITALISMO MERITOCRATA quem bomba mesmo é a boa e velha caneta de plástico BIC!"

    • Xica da Silva disse:

      Também achei emocionante! Percebi em suas palavras a esperança de um país livre de uma cleptocracia doentia e idólatra a um marginal preso em Curitiba.

    • mm disse:

      promessas da esquerda e agora promessas da direita, somente, vc ta viajando, acorda

    • Carlos disse:

      Maravilhoso texto. parabéns!!!

    • Amos os Minions disse:

      O Brasil se transformou, mudou em poucas horas e agora é a terra da fantasia kkkkkkkk. Agora os brasileiros se consideram americanos,

    • Beto disse:

      A esperança tomou o lugar do desespero

Moro diz que Funai pode permanecer no Ministério da Justiça

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante entrevista em Brasília — Foto: Rafael Carvalho/Divulgação/Governo de transição

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou nesta quarta-feira (5) que o destino da Fundação Nacional do Índio (Funai) ainda está indefinido, mas que o órgão poderá permanecer sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.

A Funai é responsável proteger os direitos de mais de 300 povos indígenas e atualmente é vinculada ao Ministério da Justiça. Mas na montagem do futuro governo Bolsonaro discute-se a transferência do órgão para outra pasta.

“Ainda está indefinido, pode ser até que fique no Ministério da Justiça, pode ser que saia. […] Está sendo discutido”, afirmou Sérgio Moro, em rápida conversa com jornalistas na sede do governo de transição, em Brasília.

Na última segunda-feira (3), em uma entrevista coletiva, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo de transição cogitava transferir, a partir do ano que vem, a gestão da Funai para o Ministério da Agricultura, que cuida dos interesses do agronegócio.

Na terça (4), um dia depois da fala de Lorenzoni, Bolsonaro declarou que o órgão vai “para algum lugar”, mas excluiu a Agricultura. “Agricultura eu acho que não. Pode ir lá para Ação Social [Ministério da Cidadania].”

G1

 

Moro diz que ‘esse é o último indulto com tão ampla generosidade’

Sergio Moro, indicado para o Ministério da Justiça, no CCBB, onde está montado o gabinete de transição Foto: Jorge William / Agência O Globo

O ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, criticou nesta sexta-feira o indulto concedido no ano passado pelo atual presidente da República, Michel Temer, que está sendo discutido no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o Moro, essa “generosidade” não ocorrerá no governo de Bolsonaro. Ele ainda anunciou o nome de dois integrantes de sua equipe no ministério.

— Respeito enormemente o Supremo Tribunal Federal. Qualquer decisão do Supremo Tribunal será respeitada. Mas, na linha do que foi afirmado pelo presidente da República eleito, esse é o último indulto com tão ampla generosidade — disse Moro, em pronunciamento no Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, onde a equipe de transição está se reunindo.

Na quarta-feira, Bolsonaro disse em redes sociais que se houver “indulto para criminosos neste ano, certamente será o último” . Perguntado se isso significa que não haverá nenhum idulto no futuro governo, ainda que mais restrito, Moro afirmou que o assunto ainda será debatido.

— Não vai haver mais nenhum indulto com a generosidade desse indulto específico. As questões ainda precisam ser debatidas com o senhor presidente da República eleito.

Ontem, a maioria dos ministros do STF decidiu não impor limites ao decreto assinado por Temer no ano passado, que abriria a possibilidade de perdão judicial a políticos condenados por corrupção. O julgamento foi interrompido pelo pedido de vista do ministro Luiz Fux e não tem data para voltar à pauta.

Moro disse esperar que o indulto desse ano, que será editado por Temer, não tenha o mesmo “perfil” do ano anterior:

— Espero, até embora isso seja uma atribuição do governo atual, que o indulto a ser editado nesse ano não tenha o mesmo perfil do indulto do ano passado. Acho que essa generosidade excessiva não faz bem como política de prevenção e combate ao crime, e também não é consistente com os anseios da população de maior endurecimento nessa área.

Para o futuro ministro, a medida pode estimular o crime:

— Não acredito que a solução para a superlotação dos presídios sejas simplesmente abrir as portas da cadeia, porque isso deixa a população vulnerável. E indultos tão generos acabam desestimulando o cumprimento da lei. Acabam sendo um incentivo à reiteração criminal. A política do governo vai ser mais restritiva em relação a esses indultos generosos.

Comando do Coaf e da Secretaria Antidrogas

Moro anunciou durante a entrevista mais dois nomes que vão compor sua equipe. O procurador da Fazenda Nacional Luiz Roberto Beggiora vai assumir a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), enquanto Roberto Leonel, que é auditor da Receita Federal, comandará o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O futuro ministro justificou a indicação para a Senad afirmando que pretende dar foco à recuperação de ativos sequestrados e confiscados de traficantes, área que na sua visão está sendo “negligenciada”. Beggiora tem um trabalho na PGFN de cobrança a grandes devedores. Ele destacou que há um estudo para transferir da Senad para outra pasta, provavelmente a da Cidadania, as políticas de atendimento a dependentes químicos.

Em relação ao Coaf, Moro destacou que precisa haver ainda mudança legislativa para a transferência da pasta da Economia para a Justiça. Afirmou que o nome de Leonel visa manter algum vínculo do órgão com a parte econômica. O futuro titular da Justiça disse que há um interesse de fortalecer o Coaf e classificou como lamentável a redução do corpo funcional do Conselho.

Moro ainda pediu para a atual legislatura do Congresso aprovar um projeto que dá força executiva a resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) que determinam o congelamento de ativos de bens de organizações terroristas. O projeto foi apresentado pelo governo federal em junho e aguarda para ser votado no plenário da Câmara.

— A ONU edita resolução estabelecendo que bens de organizações como a Al-Qaeda ou o Estado Islâmico, ou outras organizações consideradas terroristas pela ONU, devem ser congelados pelos países membros. A ONU edita essa resolução, o Brasil cumpre. Há um projeto de lei que visa possibilitar essa aplicação.

De acordo com o futuro ministro, caso o projeto não seja aprovado até fevereiro, haverá um prejuízo na imagem internacional do Brasil e nos negócios:

— O risco, se o Brasil não aprovar até fevereiro, é o Brasil ser suspenso de uma organização internacional chamada Gaffi, que é o órgão internacional que traça parâmetros de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e terrorismo. E o Brasil, sendo suspenso dessa organização, isso vai fazer um grande mal para a imagem do Brasil e vai fazer um grande mal para os negócios.

Moro disse que já conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para pedir prioridade na análise da proposta:

— Por isso, seria importante, mesmo antes do governo assumir, em janeiro, que o Congresso atual desse prioridade e atuasse esse projeto, que, aliás, não tem nada de controvertido. É uma questão apenas de foco e atenção do Congresso. Tomei a liberdade de falar com o presidente Rodrigo Maia da importância dessa pauta.

O Globo

 

Ciro diz que Moro é “despreparadíssimo” e exibicionista

O candidato derrotado à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), questionou, em entrevista concedida ao Valor Econômico, a conduta que será adotada por Sérgio Moro à frente do Ministério da Justiça – que irá abrigar a Segurança Pública.

Ciro diz ter aceitado pedido do PDT de lançar candidatura para 2022

“Onde acontece a corrupção que é a predileção do Moro? Por definição, acontece no governo, e não na oposição. Como será seu comportamento? Vai fazer o que fazia em Curitiba, vazar informações para a imprensa?”, questionou.

Classificou ainda o futuro ministro como “despreparadíssimo”, além de exibicionista. Ponderou que o ex-responsável pelas condenações da operação Lava Jato não é má pessoa, mas um “quadro publicitário”.

O Povo, com Valor Econômico

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão disse:

    Preparado é Ciro que só faz competir e não ganha nunca. Para completar o potencial, deveria se filiar ao PT.

  2. Nasto disse:

    Ciro já era. Não sabe de que lado fica. Fala de Lula , de Moro, de Bolsonaro . É FRACO jamais será]Presidente do Brasil. Nem em Fortaleza ganha para prefeito.

  3. Beto disse:

    Já percebeu que 2022 ainda não ganha a eleição. Moro 2022. É nóis denovo. Kkkkkkk

  4. sergio disse:

    A verdade dói. É só ver o nível das agressões por aqui.

  5. Teresa disse:

    Cirola, bunda mole, cagão, mentiroso, inexperiente, corrupto, marxista, fascista, petista, esquerdopata! É um sem palavra! Disse e afirmou que caso o B17 fosse eleito deixaria a politica. Foi ludibriado pelos petistas e agora é um oportunista! Vai se ferrar mais uma vez, engolindo o sangue após morder a própria língua!

  6. Gregório Albuquerque disse:

    O maior representante da escleropatia dos esquerdopatas, metido a bacana e aproveitador das situações. Ciro já afirmou e não se esqueçam: "boa é a democracia da Venezuela", precisa mais?
    Foi o candidato da esquerda sem a permissão do ex presidente, dono da esquerda, ou seja, dançou.
    Levou um enorme pé na bunda dos adoradores do ex presidente e parece ter perdido a razão e começa a falar coisas sem sentido. Por sinal, falar coisa sem sentido é o maior sinal que se alinha 100% com a esquerda.
    Poderia dizer que essas aberrações sobre o competente e legalista Sérgio Moro é a cereja do bolo de idiotices dele, mas não, sendo esquedista, sempre pode se superar no quesito de quanto pior melhor. Ciro vá a carceragem da PF em Curitiba tentar receber as bençãos do dono da esquerda no Brasil. Caso contrário, terá o mesmo destino que Marina.

  7. Justiceiro disse:

    Bruno do BG, esse Ciro Goma de tapioca é outro zé pamonha (ops! zé tapioca).
    Despreparado e exibicionista era ele mesmo quando se colocou como um "Posto Ipiranga" dos petralhas e tomou no '0' e agora que se redimir para os brasileiros… pq ele não faz o que prometeu se o atual presidente ganhasse?
    Vá se lascar pra lá Zéciro sozinho morando na Venezuela.
    Em 2022 vc vai perder eleição de novo.

  8. CARLOS ANTONIO disse:

    Esse é o candidato que enfrentaria MORO? Teria antes, a coragem deste? O que não faz um falastrão em busca de holofotes…

  9. paulo disse:

    BG
    Esse IMBECIL aliado da quadrilha inclusive foi ministro delles fica falando asneiras num devaneio sem fim, deveria era cuidar do filho problemático que tem.

  10. Sergio Dias disse:

    Primeiro quem é Ciro Gomes para julgar os outros e segundo gosta de dizer muita merda. Ah! O preparado deve ser Lula, né Ciro?

Moro ataca indulto de Temer

Na crítica pública ao projeto que afrouxa as penas, Sergio Moro aproveitou para atacar o indulto concedido por Michel Temer no Natal de 2017, que incluiu condenados por corrupção entre os beneficiados.

“Considerando os escândalos criminais dos últimos anos, se for eventualmente aprovar algum projeto da espécie, seria importante pelo menos fazer ressalvas em relação à aplicação disso para a corrupção. Assim como esses indultos natalinos que têm sido publicados, em particular do último ano, também acho que mereceriam exceções em relação ao crime de corrupção, considerando a dimensão da atividade de corrupção que foi verificada nos últimos anos”.

O indulto será julgado pelo Supremo na próxima quarta (28).

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo disse:

    BG
    Esse Temer tem que sair direto do palácio do Planalto para a Papuda.

“Moro vai fechar a torneira da corrupção”, diz Eduardo Bolsonaro, que afirma que o pai eleito não se preocupa com vaidade

Eduardo Bolsonaro disse ao Estadão que seu pai não tem ciúme de Sergio Moro:

“Ele não se preocupa com vaidade. Se preocupa com o que é melhor para o Brasil. E o Moro tem, além do simbolismo, ele tem total competência para pôr em prática o combate á corrupção, que é o que minha geração mais abomina. O Moro vai fechar a torneira da corrupção. Ele falou em retomar as dez medidas de combate à corrupção. Vai haver um esforço grande no próximo ano para aprovar isso.”

Eduardo Bolsonaro disse que o governo vai fechar também a torneira do MST:

“O Moro definiu bem. Primeiro o que são movimentos sociais e, depois, definiu o que são essas ações criminosas. O que ocorre hoje é que grupos como o MST por vezes utilizam o seu poder criminoso para invadir terras, incendiar tratores para obrigar o fazendeiro a vender suas terras a um preço abaixo do mercado. Eles impõem o terror para ganhar um benefício por outro lado. É isso que a gente visa combater. Isso aí é terrorismo. É a intenção de levar o terror para amedrontar as pessoas. Se fosse necessário prender 100 mil pessoas, qual o problema nisso? Eu vejo problema em deixar cem mil pessoas com esse tipo de índole, achando que invasão de terras é algo normal, livres para cometer seus delitos. Esse é meu principal receio. Eu quero dificultar a vida dessas pessoas.”

Com informações de O Antagonista e Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maria Reis disse:

    Por que operação Capitu? Quem conhece a personagem de Assis deve assemelhá-la ao Moro. Tem tudo a ver.

(VÍDEO) – Sérgio Moro: “Eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia”; assista à entrevista ao ‘Fantástico’ na íntegra

Assista vídeo aqui

A apresentadora do Fantástico, Poliana Abritta, foi a Curitiba para uma entrevista com o juiz Sérgio Moro, que está de mudança pra Brasília a partir de janeiro. Ele assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sob elogios e críticas, o juiz Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Poliana Abritta: O que foi decisivo, juiz, pra esse sim?

Sérgio Moro: O grande motivador dessa aceitação do convite foi a oportunidade de ir a Brasília numa posição de poder elevada de ministro da Justiça e poder implementar com essa posição uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado que não se encontram ao alcance de um juiz de Curitiba, mas podem estar no alcance de um ministro em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor conversou com familiares ou fez uma reflexão sozinho?

Sérgio Moro: Conversei com amigos, com pessoas experientes, conversei também com a minha família. Na verdade, dos amigos, os conselhos foram diferenciados. Alguns me recomendaram que não, outros me recomendaram que sim.

Poliana Abritta: Teve algum momento que o senhor pensou em dizer não?

Sérgio Moro: Sim, isso foi tudo muito novo. Uma semana antes do segundo turno, dia 23 de outubro, eu fui procurado pelo futuro ministro da Economia, o senhor Paulo Guedes, com uma sondagem. Confesso que eu vi essa sondagem e fiquei tentado. Aguardei o encerramento das eleições. E tudo foi decidido, na verdade, no dia 1º de novembro.

Nesse dia, o juiz foi visitar o presidente eleito Jair Bolsonaro na casa dele, no Rio de Janeiro. Saiu de lá como futuro ministro.

Sérgio Moro: O que eu percebia nas pessoas comuns era um certo entusiasmo, um desejo de que eu aceitasse esse convite. As pessoas me procuram, me cumprimentam. Pra mim, é um sinal de que há uma grande expectativa. E espero corresponder a essa expectativa.

Poliana Abritta: O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto disse que essa mudança rápida do senhor da Justiça pro Executivo, “comprometeria a separação e independência dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”. O que senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Tenho grande respeito pelo ex-ministro Ayres Britto. Eu acho que a avaliação dele, nesse caso, está equivocada. Existe essa fantasia de que o ex-presidente Lula, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, teria sido excluído arbitrariamente das eleições por conta do processo criminal. Mas o fato que ele tá condenado e preso porque ele cometeu um crime.

Poliana Abritta: A defesa do ex-presidente Lula entrou com um novo pedido de habeas corpus pela liberdade dele e pela anulação da ação penal do caso do tríplex. E o principal argumento é de que houve “irremediável perda da imparcialidade”. O senhor, em algum momento, temeu colocar em risco todo o trabalho feito até agora ao aceitar o convite pro ministério?

Sérgio Moro: Não. Veja, essa questão pertence hoje às cortes de Justiça, não mais a mim. Mas eu proferi a decisão em relação ao ex-presidente Lula em meados de 2017. Então, assim, eu nem conhecia o presidente eleito Jair Bolsonaro. Eu sopesei essas questões, também levei em conta. Mas, pelo que eu vejo nas pessoas comuns, que eu encontro por aí, ninguém tem essa sombra de desconfiança.

Na sexta-feira, depois desta entrevista, o Conselho Nacional de Justiça solicitou que Sérgio Moro preste informações por “suposta atividade político-partidária” ao aceitar o convite para ser ministro. O juiz terá 15 dias para se manifestar.

Sérgio Moro: Eu estou indo pra consolidar os avanços da Operação Lava-Jato em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor acha que o momento que a gente vive hoje, politicamente, é resultado desses quatro anos da Lava-Jato?

Sérgio Moro: Em parte, nas eleições, havia um sentimento muito forte contra um sistema político que, apesar de todas essas revelações de casos de grande corrupção, praticamente nada fez. O atual senhor presidente eleito foi quem, talvez, quem melhor foi identificado pela população como alguém que modificaria esse status quo. Qualquer outro candidato que fosse identificado com essa causa anticorrupção teria boas chances. Sem prejuízo das outras bandeiras do candidato.

Poliana Abritta: O senhor deu uma coletiva esta semana em que enumerou uma série de medidas que pretende encaminhar ao Congresso ao longo do governo.

O juiz defendeu:

– que condenados por homicídio pelos tribunais do júri cumpram a pena imediatamente, sem esperar o julgamento de recursos.

– que seja proibida a progressão de pena e a saída temporária de presos que tenham vínculos com organizações criminosas.

– que crimes graves demorem mais a prescrever.

– que haja uma regulação mais clara para que policiais possam trabalhar disfarçados.

– que seja ampliado o banco de dados genético para esclarecer crimes com exames de DNA.

– que denunciantes anônimos sejam mais protegidos.

Poliana Abritta: Entre as propostas e bandeiras de campanha do presidente eleito está a flexibilização da posse e do porte de armas. O que seria isso na prática, essa flexibilização?

Sérgio Moro: As regras atuais são muito restritivas pro posse de arma em casa. “Posse” é a pessoa ter uma arma dentro de casa. Não ela sair por aí passeando com a arma. Aí é “porte”, é diferente.

Poliana Abritta: Hoje a gente tem uma pessoa com 25 anos, que preencha uma série de requisitos, passe por uma série de testes psicotécnicos, antecedentes criminais, se ela comprovar a necessidade de ter uma arma, ela consegue ter uma arma. O que isso mudaria?

Sérgio Moro: Eu acho que isso não pode ser muito além de uma afirmação de que: “eu quero ter uma arma em casa. Eu tô preparado, eu não tenho antecedentes criminais, eu fiz os testes psicotécnicos, e assim eu quero ter uma arma, vamos assim, porque eu me sinto mais seguro”.

Poliana Abritta: Vários estudos mostram que esse armamento não obrigatoriamente reflete numa diminuição da criminalidade.

Sérgio Moro: Eu acho que a questão não é exatamente a diminuição ou não da criminalidade. O senhor presidente foi eleito com base nessa proposição. E me parece que existe um compromisso com os seus eleitores.

Poliana Abritta: O senhor como juiz tem o direito a ter uma arma em casa…

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: O senhor tem uma arma?

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: Mas não anda armado?

Sérgio Moro: Bem, são questões relativas à segurança pessoal, mas prefiro não responder. Mas normalmente, não.

Poliana Abritta: Tem alguma coisa que tire o sono do senhor hoje?

Sérgio Moro: Hoje, olha, eu… exerço a profissão de magistrado na área criminal e não raramente me deparei casos muito difíceis. Isso sempre envolve uma situação de risco. Mas vão ser tomadas as providências necessárias pra assegurar a minha proteção policial durante esse período e das pessoas a mim próximas.

Poliana Abritta: A gente teve, no ano passado, 62 mil homicídios no Brasil. Qual a meta do senhor pra daqui quatro anos em relação a esse número?

Sérgio Moro: Eu não tenho condições de me comprometer com um percentual de redução específico. Porque, veja, isso não é matemática. O que é importante é iniciar um ciclo virtuoso.

Poliana Abritta: Essa semana, a gente teve no Rio de Janeiro uma operação no Complexo da Maré em que cinco pessoas foram mortas. Isso é uma coisa recorrente. Onde o poder público tá errando?

Sérgio Moro: O Estado tem que ter uma política mais rigorosa em relação a essas organizações criminosas. Isso segue três padrões: investigações sólidas, direcionada à organização e seus líderes; prisão dos líderes, isolamento dos líderes; confisco do produto da atividade criminal e do patrimônio da organização. É assim que se desmantela organização criminosa. O criminoso vai pra cadeia, o policial vai pra casa. O confronto tem que ser evitado ao máximo.

Poliana Abritta: Mas hoje, na situação que a gente tem, o confronto é quase que diário.

Sérgio Moro: Essa é uma situação que tem que ser evitada.

Poliana Abritta: Como reverter isso pra que esse confronto seja evitado?

Sérgio Moro: Não é uma coisa simples. Não vou dizer assim: “não vai acontecer isso depois de janeiro”. Pode acontecer. Mas são situações indesejadas. Não pode se construir uma política criminal, mesmo de enfrentamento do crime organizado, baseado em confronto e tiroteio. O risco de danos colaterais é muito grande. Não só danos colaterais, mas o risco pro policial.

Poliana Abritta: O governador eleito do Rio, Wilson Witzel, prevê o abate de qualquer pessoa que esteja portando o fuzil. O senhor, como juiz, vê amparo legal nessa proposta?

Sérgio Moro: Não me parece razoável que o policial tenha que esperar o criminoso atirar nele com uma metralhadora ou com um fuzil antes que ele possa tomar qualquer providência. Eu tenho minhas dúvidas se isso já não é acobertado pela legislação. Mas nós vamos estudar se é necessário uma reformulação da lei nesse sentido. Eu não tenho condições de agora efetuar uma crítica apropriada porque eu não sei exatamente o que ele tá defendendo.

Poliana Abritta: Ele tá defendendo inclusive a compra de drones que possam ser usados se tiver um bandido numa comunidade no Rio com um fuzil na mão pra que se possa atirar. Ele disse que vai defender os policiais juridicamente pra que isso seja feito.

Sérgio Moro: Aí teria que sentar com ele, conversar pra entender o nível de concreção dessa proposta. Se tá numa situação de confronto policial, com risco ao policial, de ser alvejado num confronto, eventualmente.

Poliana Abritta: Não, a proposta dele vai além..

Sérgio Moro: Mas eu não sou assessor do governador…

Poliana Abritta: É só pra eu saber até que ponto…

Sérgio Moro: São declarações que ele deu em entrevistas e tal, isso tem que ser conversado com mais cautela e ponderação pra saber em concreto o que se pretende.

Poliana Abritta: Redução da maioridade penal. O senhor vê como única possibilidade a redução ou, por exemplo, um aumento da pena, que hoje é só de três anos?

Sérgio Moro: Bem, não existe uma posição fechada do governo em relação a isso, isso é uma questão a ser discutida. Existe uma necessidade de proteger o adolescente. É uma pessoa em formação. É inegável. Por isso se coloca a maioridade penal em 18 anos. Mas também eu acho que é razoável essa afirmação de que mesmo um adolescente entre 16 e 18 anos, ele já tenha compreensão de que é errado matar. Isso não resolve criminalidade, mas tem que se considerar a justiça individual. Pense numa família que um dos membros foi vítima de um homicídio praticado por um adolescente acima de 16 anos. As pessoas querem uma resposta do Estado institucional. E o sistema atual, que prevê sanções muito reduzidas pra crimes dessa natureza, de gravidade, é insatisfatório.

Poliana Abritta: O senhor disse na coletiva que todos terão os direitos garantidos pela lei. E o presidente eleito disse que ia colocar um ponto final, acabar com qualquer tipo de ativismo. Muita gente se sente ameaçada. Quais garantias o senhor pode dar para comunidade LGBT, negros, mulheres, de que os direitos não serão retirados, de que as pessoas não serão atacadas?

Sérgio Moro: Eu acompanhei todo o processo eleitoral e eu nunca vi, da parte do senhor presidente eleito, uma proposta de cunho discriminatório em relação a essas minorias. Eu não imagino de qualquer forma que essas minorias estejam ameaçadas. O fato de a pessoa ser heterossexual, homossexual, branco, negro, asiático… Isso é absolutamente indiferente. Nada vai mudar. Eu tenho grandes amigos que são homossexuais. Algumas das melhores pessoas que conheço são homossexuais. E não existe nenhuma perspectiva de nada que seja discriminatório a essas minorias. O governo tem que ter uma postura rigorosa quanto a crises em geral, mas também em relação a crimes de ódio. Eu não poderia ingressar em qualquer governo se houvesse alguma sombra de suspeita que haveria alguma política dessa espécie.

Outra questão de honra para o futuro ministro é o combate à corrupção.

Poliana Abritta: Se um ministro vier a se envolver a se envolver em alguma denúncia de corrupção, ele será afastado? O senhor defende o que, nesse caso?

Sérgio Moro: Se a denúncia for consistente, sim.

Poliana Abritta: Qual o critério jurídico pra gente definir uma denúncia como consistente?

Sérgio Moro: Tem que ser avaliado. Eu acho que é uma falácia, muitas vezes, que se ouviu no passado “ah, tem que esperar o trânsito em julgado”.

Poliana Abritta: O que o senhor defende? Se virar réu?

Sérgio Moro: Não, eu defendo que, em caso de corrupção, se analise as provas e se faça um juízo de consistência, porque também existem acusações infundadas, pessoas têm direito de defesa. Mas é possível analisar desde logo a robustez das provas e emitir um juízo de valor. Não é preciso esperar as cortes de justiça proferirem o julgamento.

Poliana Abritta: Esse juízo de valor seria dado por quem? O senhor como ministro da Justiça iria analisar e fazer esse juízo de valor pra aconselhar o presidente a demitir o ministro em questão?

Sérgio Moro: Provavelmente. Ou algum outro conselheiro. O que me foi assegurado e é uma condição… Não é bem uma condição, não fui lá estabelecer condições. Mas eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia, o meu histórico. Isso foi objeto de discussão e afirmação do senhor presidente eleito, que ninguém seria protegido se surgissem casos de corrupção dentro do governo.

Esta semana, em entrevista coletiva, o juiz saiu em defesa do futuro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado Ônyx Lorenzoni. Ele admitiu, no ano passado, ter recebido R$ 100 mil por caixa dois para campanha eleitoral. Lorenzoni afirma que já doou metade para entidades filantrópicas e que, em breve, doará a outra metade.

Sérgio Moro disse que o deputado já pediu desculpas e que atuou a favor da aprovação de medidas anticorrupção no Congresso.

Poliana Abritta: Em 2017, o senhor disse que políticos não têm interesse em combater a corrupção. Como o senhor pretende fazer essa negociação com políticos, que muitos, por muitas vezes, vão estar sendo investigados ou sendo réus em processos justamente de corrupção?

Sérgio Moro: Eu fiz essa afirmação num contexto muito respeitoso, apesar de todas as revelações desses crimes de corrupção, não via iniciativas significativas, com todo respeito, por parte do nosso Congresso Nacional. Agora existe um outro contexto. Em todo início de governo existe um frescor, uma abertura de diálogo ao Congresso. Vamos tentar negociar dentro daquele espírito republicano de fazer o que é melhor pro país do que fazer o que é melhor pras pessoas.

Poliana Abritta: Negociar. Nasce um político aí dentro?

Sérgio Moro: Alguns me criticaram por assumir esse cargo afirmando que eu havia traído um compromisso que eu afirmei no passado numa entrevista ao Estado de São Paulo, que jamais entraria pra política. Eu posso tá sendo ingênuo, mas eu estou sendo absolutamente sincero quando afirmo que, na minha visão, tô assumindo um cargo pra exercer uma função predominantemente técnica. Eu não me vejo num palanque, eu, candidato a qualquer espécie de cargo em eleições, isso não é a minha natureza.

Poliana Abritta: Há quatro anos, se alguém dissesse “ah, o senhor vai ser ministro da Justiça daqui a quatro anos”, o senhor concordaria com isso?

Sérgio Moro: Não, de forma nenhuma. A Operação Lava-Jato começou pequena, ninguém tinha ideia da dimensão que aquilo ia tomar. No fundo, foi meio um efeito bola de neve. Jamais poderia cogitar que haveria essa possibilidade de assumir essa posição.

Poliana Abritta: Então o senhor há de concordar comigo que o senhor não pode dizer que daqui a quatro anos não será, por exemplo, candidato à Presidência da República.

Sérgio Moro: Não, eu estou te falando que não vou ser. Eu não sou um político que… minto. Desculpe. Com todo respeito aos políticos. Mas assim, bons e maus políticos. Mas existem maus políticos que, às vezes, faltam com a verdade. Eu não tô faltando com a verdade.

Poliana Abritta: Mas o senhor então é um político do tipo que não mente?

Sérgio Moro: Não, eu sou uma pessoa que, na minha perspectiva, eu tô indo assumir um cargo predominantemente técnico…

Poliana Abritta: Não, é porque o senhor que falou “eu não sou um político que minto”.

Sérgio Moro: Não sou um nenhum político e não minto. Eu acho que a profissão da política é uma das mais nobres que existe. Você receber a confiança da população, do voto. Às vezes, essa confiança é traída. Mas é uma das mais belas profissões. Não tem qualquer demérito nisso. É uma questão mesmo de natureza e perfil.

Poliana Abritta: O senhor, mais de uma vez, falou que vai estar subordinado à palavra final, que é do presidente eleito Jair Bolsonaro. E se chegar numa hora em que vocês divergirem em absoluto?

Sérgio Moro: Depende sobre o quê. Quem foi eleito foi o senhor presidente. E, eventualmente, se acontecer uma situação dessas, ele pode desejar me substituir por alguém que possa cumprir uma política que eventualmente eu discorde em absoluto. Eu vou assumir esse cargo em janeiro, não com a perspectiva de ser demitido, mas com a perspectiva de realizar um bom trabalho e ter uma convergência com o presidente eleito. Mas, se tudo der errado, eu deixo o cargo ministerial e certamente vou ter que procurar me reinventar no setor privado, de alguma forma.

Poliana Abritta: E o Supremo?

Sérgio Moro: Às vezes é até um pouco indelicado ficar falando em vaga, em Supremo, quando não existem vagas. É uma perspectiva, uma possibilidade que se coloca no futuro. Quando surgir uma vaga, meu nome pode ser cogitado, como o nome de várias pessoas.

Poliana Abritta: A gente está conversando aqui dentro do seu gabinete de Justiça, mas oficialmente o senhor está de férias. E tem recebido críticas, porque já está trabalhando, atuando como futuro ministro. Há quem veja nisso, nessa situação, que ela fere o princípio da legalidade e da moralidade. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Olha, eu já anunciei publicamente que vou pedir a exoneração. O que a Constituição proíbe é que um juiz assuma uma posição, um cargo Executivo. Eu não tô assumindo nenhum cargo. Eu estou apenas colaborando pra formação de um futuro governo.

Poliana Abritta: Mas, na prática, o senhor já não está trabalhando como futuro ministro?

Sérgio Moro: Não tô praticando nenhum ato oficial. E eu tenho recebido, por conta dessas políticas que nós queremos implementar em Brasília, diversas ameaças. Vamos supor que, daqui a alguns dias, eu peça uma exoneração. Daqui a alguns dias acontece alguma coisa comigo, um atentado. Eu, tudo bem, morro, faz parte da profissão. Não gostaria, evidentemente. Mas minha família fica desamparada. Fica sem qualquer pensão. O que eu espero é passar esse período de férias. Ao meu ver, não tô fazendo nada de errado. E em seguida, eu assumo.

Poliana Abritta: Está de malas prontas pra Brasília?

Sérgio Moro: É um período, literalmente, de transição. Então você fica lá, você fica aqui. Tem que planejar bastante. Já ir definindo as pessoas e políticas a serem adotadas. Então esse vai ser um período de intenso deslocamento.

Poliana Abritta: O senhor tem aqui, nesse gabinete, onde o senhor passou os últimos quatro anos trabalhando na Operação Lava-Jato, livros, presentes. Vai levar tudo isso pra Brasília?

Sérgio Moro: Boa pergunta, ainda estou decidindo. Mas vai ser de fato um problema. E certamente vou sentir muitas saudades desse ambiente aqui.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diammante disse:

    A entrevista pareceu mais um tribunal de inquisição! A repórter exalando semblante raivoso, quis tirar o brilho do Moro e não conseguiu. Por quatro vezes, o Ministro riu antes de responder algumas perguntas da Poliana… Para um bom entendedor, fica evidente qual era a verdadeira intenção da emissora e sua repórter! Um Moro incomoda muita gente…

  2. Celma disse:

    Sérgio Moro deu uma aula de educação, firmeza, objetividade e cordialidade. Tudo que bandido não gosta. Foi provocado, testado e não caiu em contradição, nem perdeu a calma com as pegadinhas soltas. Escutou sem interromper a fala da repórter, respondeu o que havia sido perguntado e não fugiu de nenhum tema.
    Lembram das entrevistas e sabatinas feitas com Haddad? Ele sempre fugia dos temas polêmicos contra o PT, respondendo coisa totalmente diferente do que havia sido perguntado.
    Haddad em toda campanha não deu qualquer explicação sobre a corrupção, desemprego, queda da indústria e demais temas ruins que levaram o país a maior recessão de sua história, não entrava em nada comprovado contra o PT e falava como se não estivesse existido o Brasil entre janeiro de 2003 a julho de 2016, só antes e depois.
    Chega de irresponsabilidade, chega de impunidade, chega de farsa, basta de corrupção, chega de prometer e fazer o oposto.

  3. Alonso Peixoto disse:

    É PATÉTICO, RIDÍCULO ver os argumentos do PT contra Sérgio Moro ir ser ministro da justiça.
    Fazem argumentos absurdo, criam situações inexistentes, se baseiam em nada com nada e pior, propositalmente esquecem os ministros que nomearam e os critérios usados para colocá-los nas pastas.
    A dor maior é ver um juiz que teve a coragem de julgar os políticos pelas provas existentes, condenando quem deveria ser condenado, está sendo chamado para mudar o rumo da legislação penal brasileira que só gera benefícios aos bandidos comuns e de colarinho branco.
    O PT teve TODOS os ex ministros da casa civil investigado, processado e alguns já condenados.
    O PT aparelhou os ministérios e estatais e deu ao Brasil coisa gloriosas como o mensalão, petrolão e a lava jato.
    Ainda vem por aí:
    A delação de Palocci;
    As revelações dos empréstimos do BNDES;
    Abrir os gastos dos cartões corporativos;
    Depois dessas, talvez se renove 90% dos mandatos dos velhos caciques e donos de partidos na câmara e senado. Aí sim, o Brasil começará a viver uma democracia e não isso que temos hoje, com tudo dominado pelos políticos de sempre.

Moro defende regras mais ‘duras’ para sistema prisional deixar de ser ‘leniente’ com detentos que praticaram crimes graves

O atual ministro da Justiça, Torquato Jardim (esq.), e o futuro chefe da pasta, Sérgio Moro (dir.) — Foto: Isaac Amorim/MJ

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, defendeu nesta quinta-feira (8) o “endurecimento” das regras para que o sistema prisional deixe de ser “leniente” com pessoas que praticaram crimes graves.

Moro deu a declaração em Brasília, após se reunir com o atual chefe da pasta, Torquato Jardim. Na opinião do futuro ministro, pessoas que cometeram homicídios, por exemplo, deixam a cadeia antes do tempo que ele acha que elas deveriam cumprir pena.

“Evidentemente, a questão carcerária é um problema e nós estamos refletindo sobre ela da forma mais apropriada. É necessário ampliar vagas, é necessário eventualmente ter um filtro melhor”, afirmou Sérgio Moro.

“É inequívoco que existe no sistema carcerário, muitas vezes, um tratamento leniente ao meu ver a crimes praticados com extrema gravidade, casos de homicídio qualificado de pessoas que ficam poucos anos presas em regime fechado. Para esse tipo de crime, tem que haver um endurecimento”, acrescentou.

Quando assumir o Ministério da Justiça , Moro passará a ser responsável pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo.

Sérgio Moro chegou a Brasília nesta quarta (7) para iniciar a transição de governo.

Ele já se encontrou, por exemplo, com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e com o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Corrupção e crime organizado

Sobre o pacote anticorrupção apresentado pelo Ministério Público e desfigurado pela Câmara, Moro disse que a ideia do novo governo é resgatar parte das propostas e “inserir coisas novas”.

O pacote está atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

“As dez medidas que foram apresentadas pelo Ministério Público estão dentro desse radar. Algumas dessas propostas serão resgatadas, outras talvez […] não são tão pertinentes como eram no passado e certamente há coisas novas que devem ser inseridas”, disse.

Questionado, então, sobre quais medidas podem ser alteradas com o aval do governo, Sérgio Moro disse que ainda analisa o tema, mas ressaltou que a ideia é um “plano forte, mas simples” para ser aprovado no Congresso “em tempo breve”.

“A ideia é um plano forte, mas simples, para que seja aprovado em um tempo breve no Congresso. Anti-corrupção e anti-crime organizado, são as duas prioridades da próxima gestão”, concluiu.

Nomeação

Até então responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Paraná, Sérgio Moro aceitou na semana passada um convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça.

A pasta unificará os ministérios da Justiça e da Segurança Pública, como era até fevereiro deste ano, quando o presidente Michel Temer decidiu dividir a estrutura em dois órgãos.

Segundo a assessoria do novo governo, Moro, que está de férias, será nomeado integrante da equipe de transição que atua em Brasília.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ana disse:

    Aperta, aperta mesmo, pois tem gente que infelizmente só funciona assim. Veja no Japão, o cidadão tem todos os direitos possíveis, porém se cometer um crime e for condenado, perde todos os direitos, só tem direito de cumprir a pena

  2. Marcos disse:

    Quanta educação no comentário de "Brasil é verde e amarelo", isso mostra o nível de debate, contrariou, usa palavras mais baixas.

  3. João Freire disse:

    Não basta pedir desculpas como fez o Onyx Lorenzoni? Ou o pedido de desculpas só vale para crimes de corrupção dos ministros de Bolsonaro?

    • Brasil é verde e amarelo disse:

      Cala boca babaca ..o Lula está preso , que idolatra bandidagem pra mim é outro

Moro é a favor de reduzir maioridade penal para 16 anos em casos de crimes graves

Sergio Moro diz que “parece razoável” reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves, envolvendo lesão corporal grave, morte e estupro.

“A pessoa menor de 18 anos deve ser protegida, é um adolescente e muitas vezes não têm compreensão completa das consequências dos seus atos. Mas nessa faixa etária já tem condições da percepção de que, por exemplo, não pode matar.”

O futuro ministro da Justiça reforça, em coletiva, que “um tratamento diferenciado para esse tipo de crime me parece razoável”.

Moro acrescenta, porém, que uma eventual redução da maioridade penal nesses termos “não resolve o problema da criminalidade”.

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Edu disse:

    Devagarinho o Brasil vai mudar para melhor, e quem tiver com pena dos menores que os levem para suas casas.

Se o substituto de Sergio Moro, vier a ser mesmo Antônio Cesar Bochenek, a vida não será fácil para os réus dos processos da Lava Jato

Se o substituto de Sergio Moro, vier a ser mesmo Antônio Cesar Bochenek, a vida não será fácil para os réus dos processos da Lava Jato em Curitiba.

Em março de 2015, Bochenek e Moro assinaram um artigo no Estadão, defendendo a prisão de grandes corruptos em primeira instância.

Eis um trecho:

“Não adianta ter boas leis penais se a sua aplicação é deficiente, morosa e errática. No Brasil, contam-se como exceções processos contra crimes de corrupção e lavagem que alcançaram bons resultados. Em regra, os processos duram décadas para ao final ser reconhecida alguma nulidade arcana ou a prescrição pelo excesso de tempo transcorrido. Nesse contexto, qualquer proposta de mudança deve incluir medida para reparar a demora excessiva do processo penal.

A melhor solução é a de atribuir à sentença condenatória, para crimes graves em concreto, como grandes desvios de dinheiro público, uma eficácia imediata, independente do cabimento de recursos. A proposição não viola a presunção de inocência. Esta, um escudo contra punições prematuras, impede a imposição da prisão, salvo excepcionalmente, antes do julgamento. Mas não é esse o caso da proposta que ora se defende, de que, para crimes graves em concreto, seja imposta a prisão como regra a partir do primeiro julgamento, ainda que cabíveis recursos. Nos Estados Unidos e na República francesa, dois dos berços históricos da presunção de inocência, a regra, após o primeiro julgamento, é a prisão, sendo a liberdade na fase de recurso excepcional.”

O Antagonista

“Eu não vou interferir em absolutamente nada. Ele tem Liberdade total para trabalhar pelo Brasil”, diz Bolsonaro, sobre Moro

Jair Bolsonaro disse à TV Record que Sergio Moro terá “total liberdade” em seu superministério:

“Eu não vou interferir em absolutamente nada que venha a ocorrer dentro da Justiça no tocante a esse combate à corrupção. Mesmo que viesse a mexer com alguém da minha família no futuro. Não importa. Eu disse a ele: é liberdade total para trabalhar pelo Brasil.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Walter Ferreira Da Silva disse:

    É só o começo, em 2020 vai para o STF, ai sim vai ser briga de..

  2. lampejao disse:

    Todo o PT da cortando trilho,bota quente Moro,nessa bandidagem!!!

  3. miranda disse:

    Moro assinou formalmente e materialmente o atestado de suspeição para julgar Lula daqui para frente, com essa nomeação de Ministro .

    Vai possibilitar o PT entrar com pedido de anulação dos processos contra Lula.
    Como pode um juiz, que se declarar imparcial, divulgar provas contra adversário político de Bolsonaro, com a nítida intenção de prejudicar a candidatura de Haddad. Se falar do habeas corpus do TRF que ele não aceitou ser cumprido.

    Se isso não foi militância prévia com intenção obter vantagem futura, alguém por favor desenhe para mim.

    Tá mais do que claro que o sr. sérgio mouro vinha agindo para destruir a candidatura do PT na tentativa de obter o poder na gestão de Bolsonaro ou de outro, seja no MJ ou STJ.
    Agiu de forma planejada e premeditada.

    Desmascarou de vez a sua imparcialidade e está nu perante a sociedade e poder judiciário.
    Que vergonha! Lamentável!

    • Irany Gomes disse:

      Quem não deve, não tem o que temer, mas quem já meteu a mão no que é alheio, esse sim pode começar a cortar prego! Kkkkk Meu voto com certeza já valeu a pena. Muda Brasil!!!

    • Aldemir disse:

      Deixa de mimimi, Moro prestou um serviço a sociedade, ao contrário do Presidente 51, que causou com sua equipe danos ao erário que demorarão (com sorte) uns 10 anos para serem reparados.

    • Rio disse:

      Chora petista que o choro e livre
      Mas a cadeia vai encher de petistas isso vai kkkkkk

    • Joao disse:

      Mente doentia. Lula foi condenado em julho de 2017 por um processo que começou em 2013. kkkk. Quem impediu lula de concorrer foi o TSE. Quem aumentou a pena do bandido foi a segunda instancia. O que tem Moro haver com isso? Va estudar e pare de defender bandido. Lula é um bandido comum, um marginal. Quando lula roubou, bolsonaro nem sonhava ser presidente. Quando lula foi condenado, ninguem sabia quem era bolsonaro… deixe de falar besteira. Petista falam muita mentiras, por isso que estao sendo presos… chega de mentiras. Demagogo é quem enfiou mentiras, o PT.

    • SAMUEL disse:

      ele ja julgou lula, daqui pra frente ele está fora da lava-jato, mas o que foi julgado e ratificado por instancias superiores continua tendo validade.

    • Roberto disse:

      Quer dizer que o juiz que condenar o chefe e parte do restante de uma quadrilha que assaltaram 100 bilhões de reais dos cofres públicos dos brasileiros não pode se nomeado pra assumir um cargo público? Ah tá. Como uma cabeça pode sair uma infâmia dessa? Isso está escrito aonde? O cara que pensa(defeca) uma idiotice dessa, não tem um mínimo de racionalidade, só um esquerdopata petralha pra tanto!

  4. Rico disse:

    Muitos que tavam querendo sentar na cadeira de ministros vão pensar duas vezes. Agora o bixo vai pegar. Vamos seguir em frente, tropa de elite , osso duro de roer. Kkkkkkk

VÍDEO flagra momento de encontro entre Moro e Bolsonaro, sob saudações de moradores

Vídeo que circula nas redes sociais mostra a chegada do juiz Sergio Moro em residência do presidente eleito Jair Bolsonaro, na manhã desta quinta-feira(01), no Rio de Janeiro. Juiz e capitão se cumprimentam e são saudados por moradores.

Poucas horas depois do encontro, Moro foi confirmado ministro da Justiça e Segurança Pública.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    A quadrilha tá tensa!! Agora lascou…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Priscilla disse:

    Triste fim!

  3. Carlinhos disse:

    Moro vai fazer politica oficialmente. Parabéns Moro!!! Trabalhou duro para lascar o PT, inclusive de férias impediu a soltura de Lula. Será ministro ou lado de Onyx Lorenzoni réu confesso. A máscara caiu.

    • Rio disse:

      Bua bua bua … chora petista
      Que os cidadãos de bem estão sorrindo kkkkkkkk

    • ROMULO GABRIEL disse:

      O problema desse povo é papagaiar que só tem corrupção no PT..isso já virou o maior mantra da alienação!kkkkkkkkkkkkkkk..calma, doentes!

  4. Ems disse:

    Tremam corruptos !!!

Juiz Sérgio Moro diz que ‘agentes’ do PT ofendem, mentem e querem controle social da Administração da Justiça

FOTO: WERTHER SANTANA/ESTADÃO

O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, afirmou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ‘agentes’ do PT têm um ‘desejado controle social da Administração da Justiça’. Ele se refere a parlamentares da legenda que o tem fustigado por meio de sucessivas representações ao Conselho Nacional de Justiça e através de ‘notas ofensivas’ publicadas no site do partido.

“Antecipando-se a um desejado ‘controle social da Administração da Justiça’, o que quer que isso signifique, buscam, estes mesmos agentes políticos, através de provocação ao Conselho Nacional de Justiça (cuja composição desejam, aliás, alterar), cercear decisões da Justiça que contrariam os seus interesses partidários, mesmo às custas da aplicação da lei a crimes de corrupção”, assinalou o juiz, em resposta ao CNJ, nos autos de representação do PT e de três parlamentares da agremiação contra ele pela divulgação de um trecho da delação do ex-ministro Antônio Palocci.

“Confia-se, respeitosamente, que o Conselho Nacional de Justiça rejeitará essas tentativas reprováveis de intimidação da Justiça e que preservará a independência da magistratura”, ponderou Moro.

O Anexo 1 da colaboração premiada de Palocci foi tornado público por Moro dias antes do primeiro turno das eleições. Inconformados, o PT e deputados representaram contra Moro ao CNJ.

Na resposta ao Conselho, o juiz da Lava Jato argumenta que ‘o conteúdo do depoimento (Anexo 1) sequer se revestiu de grande novidade’.

“O próprio Antônio Palocci Filho já havia, ainda em 2017, divulgado carta pessoal na qual teria afirmado seu desejo de colaboração e admitido a prática de crimes pelo ex-presidente da República”, segue Moro.

Ele destaca que em depoimento no dia 6 de julho de 2017, Palocci ‘já havia adiantado várias das revelações contidas no depoimento divulgado’.

“Diga-se, ao final, que as duas representações inserem-se na linha adotada por alguns agentes do Partido dos Trabalhadores de buscarem criminalizar a atividade jurisdicional, já tendo este julgador sido demandado em queixa-crime (rejeitada por unanimidade e com trânsito em julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, queixa-crime 0001022-85.2016.404.000), ou de buscarem cercear a atuação independente da Justiça através de ofensas, mentiras e representações disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça, como as veiculadas nos anteriores procedimentos 0001292-88.2016.2.0000 e 0001386-36.2016.2.0000, já indeferidos pela anterior Corregedora Nacional de Justiça, Ministra Nancy Andrighi.”

Observo que não satisfeitos com as representações, esses mesmos agentes emitiram notas ofensivas contra o ora julgador, buscando intimidá-lo ( http://www.pt.org.br/nota-do-pt-moro-vaza-mentiras-de-palocci-para-interferir-nas-eleicoes/; http://www.pt.org.br/cnj-determina-que-moro-explique-vazamento-da-delacao-de-palocci/, http://www.pt.org.br/pt-entra-com-reclamacao-contra-moro-no-conselho-nacional-de-justica/).

O juiz assinala que Palocci, no depoimento divulgado, ‘reporta-se principalmente a supostos crimes praticados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, não é sequer candidato nas eleições de 2018’.

“Não há no depoimento qualquer referência ao atual candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores”, observou. “Por outro lado, caso fosse intenção deste Juízo influenciar nas eleições teria divulgado a gravação em vídeo do depoimento, muito mais contundente do que as declarações escritas e que seria muito mais amplamente aproveitada para divulgação na imprensa televisiva ou na rede mundial de computadores. O fato é que o Juízo não pode interromper os seus trabalhos apenas porque há uma eleição em curso.”

Fausto Macedo – Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. lampejao disse:

    Quando falam no nome do Super-Moro,Lula se Caga Todo……

  2. Lsv disse:

    Junte-se aos bons. Breve teremos esse grande juiz no STF. Se Deus quiser.

  3. Chico disse:

    País de inversão de valores, aonde o juiz que solicita as diligências para esclarecer como funcionava um complexo quadro de corrupção sistêmica, que desviaram cerca de 100 bilhões de reais, sofre todo dia achacamento e ataques até da própria justiça, parecendo que a justiça não tem interesse em defender a sociedade desses membros dessa organização criminosa que levou o país a maior crise ética financeira do país.

    • Bozomoroparcial disse:

      Não passa de um juizeco de primeira instância, que já descumpriu hierarquias e constituição contra o PT, atuou longe da jurisdição brasileira e de férias

    • Matarazzo disse:

      Juizeco ainda vai soltar muitas peças jurídica impecáveis no STF, que irá nos orgulhar de sermos brasileiro e ao mesmo tempo será elogiado pela elite dos cientistas da ciências jurídicas mundiais.

“Vou ser claro: a democracia não está em risco no Brasil. Absolutamente não. O que está acontecendo é a luta pelo Estado de Direito”, declara Moro em Harvard

Foto: Jorge Araújo – Folha Press

Pouco mais de uma semana após ter ordenado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz Sergio Moro afirmou nesta segunda (16) que a democracia brasileira não está em risco.

“Vou ser claro: a democracia não está em risco no Brasil. Absolutamente não. O que está acontecendo é a luta pelo Estado de Direito”, declarou. “Eu acho que é exatamente o oposto. Ao final, nós teremos uma democracia mais forte, e uma economia ainda mais forte.”

Moro pediu licença para fazer um “comentário inicial sobre o que está acontecendo” ao participar de um painel sobre crimes de colarinho branco na Universidade de Harvard, nos EUA.

“É importante dizer algumas coisas, porque o mundo está prestando atenção”, comentou, em referência, ainda que não explícita, à recente prisão do líder petista.

Diante de uma plateia de juízes, procuradores e estudantes de direito brasileiros, o magistrado afirmou que há dois jeitos de encarar a situação do Brasil neste momento: uma, com vergonha. Outra, com orgulho.

“Há alguma razão para estarmos orgulhosos, não de um juiz ou de alguns procuradores, mas do povo brasileiro como um todo”, afirmou, lembrando dos protestos contra a corrupção ocorridos nos últimos anos.

O juiz citou ainda um discurso do então presidente americano Theodore Roosevelt, em 1903, que afirmou que “a exposição e punição da corrupção pública é uma honra para uma nação, e não uma desgraça”. Moro já havia mencionado o mesmo discurso em um vídeo que divulgou na noite anterior às eleições em 2016.

“Eu acho que isso define o que boa parte do povo brasileiro pensa neste momento”, disse.

O evento de que Moro participa é organizado pela Harvard Law Brazilian Studies Association.

Abordado pela Folha, Moro não quis comentar a invasão ao tríplex no Guarujá que é atribuído ao ex-presidente Lula, sob o argumento que poderá ter que se posicionar sobre o episódio nos autos no futuro.

DELAÇÕES LEVES

O magistrado ainda reconheceu, durante o painel, que alguns acordos de delação premiada firmados no decorrer da Lava Jato foram “muito leves” —mas que eram a alternativa possível diante do histórico de impunidade em casos de corrupção.

“É preciso levar em conta as condições de negociação dos procuradores”, afirmou. “Eu concordo que alguns [acordos] poderiam ter sido mais duros, mas às vezes é difícil.”

Moro ainda voltou a defender o fim do foro privilegiado, inclusive para juízes, e declarou ser a favor de uma emenda constitucional para acabar com a ferramenta, que chamou de “um escudo contra a responsabilização”. Foi aplaudido pela plateia.

O tema irá voltar a julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 2 de maio.

Perguntado pela imprensa se o fim da prerrogativa de foro não poderia aumentar o risco de influência política no Judiciário, em processos contra prefeitos e vereadores pelo interior do país, o juiz afirmou que toda mudança “tem benefícios e, eventualmente, efeitos colaterais”.

“Aí precisa de transparência. Você tem o juiz, o promotor, a sociedade civil local”, comentou.

O evento de que Moro participou foi organizado pela Harvard Law Brazilian Studies Association.

Além dele, também falaram nesta segunda o ministro do STF Luís Roberto Barroso, a procuradora-geral da República Raquel Dodge e o juiz federal no Rio de Janeiro Marcelo Bretas, entre outros.

Folha de São Paulo

 

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. carlos alberto disse:

    Quando eu penso em começar à acreditar no judiciário vem uma proposta no mínimo indecente como a que foi divulgada hoje no estado do RN onde estão querendo pagar retroativo de 2006 até a data de hoje no TJ sobre licença-prémio. Por outro lado penso " Vão devolver para quê ? Para o executivo desviar como é de costume. Resumindo, é desvio de todo lado e os menos favorecidos ou esclarecidos é que pagam o pato como sempre! País de gente hipócrita.

  2. Tô veno disse:

    Muito boa a escolha dos palestrantes: o ministro do STF Luís Roberto Barroso, a procuradora-geral da República Raquel Dodge e o juiz federal no Rio de Janeiro Marcelo Bretas, além do próprio Sérgio Moro. Eis aí um time de patriotas, de pessoas de fibra, que está lutando por um futuro melhor para nossa nação. Se diminuir a corrupção nas esferas do poder, sem dúvida melhora a vida do brasileiro.

  3. Santos disse:

    Aplaudido na Universidade de Harvard, nos EUA, a quem serve e serviu esse tempo todo, e vaiado na Universidade Federal do Paraná, por destruir os Direitos e Garantias fundamentais em processos onde o juiz atua como investigador e julgador da sua própria investigação, ultrapassando todos os limites da justiça sob o olhar omisso e conivente do STF, para proteger um grupo e perseguir outro com agilidade e manipulações grosseiras de entendimento que permitiu condenar uns e libertar outros praticamente sob os mesmos argumentos, como o caso da mulher de Cunha.