Política

Moro se explicará ao Senado em estratégia para evitar CPI

A ida do ministro Sergio Moro (Justiça) à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado nesta próxima quarta-feira (19) foi resultado de um cálculo do desgaste a que o ex-juiz da Lava Jato seria submetido no Congresso.

Moro e outros auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (PSL) entenderam que ir espontaneamente ao Legislativo para explicar a troca de mensagens com o procurador Deltan Dallagnol era uma jogada relativamente segura, como o objetivo de frear eventual CPI com foco no ministro, tido como uma reserva ética do governo.

Nas conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil, o então juiz da Lava Jato troca colaborações com Deltan, coordenador da força-tarefa, o que é vetado por lei. Segundo o site, as mensagens foram enviadas à reportagem por fonte anônima e se referem ao período de 2015 a 2018.

Na segunda (10), um dia após a divulgação das primeiras conversas, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) protocolou na CCJ um requerimento para convocar o ministro. O congressista começou também a coletar assinaturas para criar uma CPI.

Nas redes sociais, parlamentares cobravam a volta da tramitação de projetos que combatem o abuso de autoridade e apontavam os reflexos que a crise teria no calendário do pacote anticrime apadrinhado por Moro.

Por volta das 10h de terça-feira (11), parlamentares e ministros, inclusive o próprio Moro, se encontraram na cerimônia de comemoração do 154º aniversário da batalha naval do Riachuelo. Durante o evento, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi avisado da apresentação dos requerimentos pela presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS). Assim teve início o plano do governo federal para conter a crise.

Apesar da tensão, Moro preferiu manter os compromissos agendados e foi ao Senado naquele dia almoçar com parlamentares de DEM, PL (ex-PR) e PSC.

Chegou cercado por seguranças e evitou os jornalistas que o aguardavam. Entrou na sala onde era esperado e quis começar a conversa dando sua versão sobre os conteúdos vazados, mas foi interrompido por Wellington Fagundes (PL-MT), coordenador do bloco Vanguarda, que reúne os senadores das três siglas.

Como o encontro, marcado 15 dias antes, era de relacionamento, Fagundes não quis polemizar de partida. O assunto voltou somente ao fim do papo, trazido pelo governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e por um debate entre os senadores Juíza Selma (PSL-MT) e Marcos Rogério (DEM-RO).

Mas Moro não chegou a mencionar a carta assinada pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que seria divulgada horas depois pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Comunico a vossa excelência que fui informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de sua disponibilidade para prestar os esclarecimentos à CCJ do Senado Federal sobre notícias amplamente veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato”, dizia trecho da carta lida por Davi durante sessão do Congresso, que reúne deputados e senadores.

“Não é adequado que o ministro escolha, que o ministro decida e a gente não possa participar dessa decisão”, reagiu, em vão, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).

Para os congressistas, a conta do Planalto era óbvia: ao se oferecer para ir ao Senado, livrava-se do constrangimento de ser convocado, ia para um ambiente relativamente controlado e menos hostil que a Câmara e esfriava os ânimos da criação da CPI.

Até agora, o plano deu certo. Integrantes do PT no Senado já diziam não querer CPI por dois motivos. Primeiro, não sabem o tamanho que a crise pode ganhar com a divulgação de novas conversas.

Além disso, petistas afirmam que, em vez de abrir dois flancos, é melhor priorizar a CPI para investigar fake news nas eleições de 2018, cujo requerimento de criação já está sobre a mesa de Davi.

Angelo Coronel colocou seu requerimento, ainda com número insuficiente de assinaturas, na gaveta. Diz a aliados que guardará o papel para o caso de o clima virar.

Senadores avaliam que a conta de Moro tem tudo para resultar num saldo positivo na quarta-feira. Entendem que o ministro tem gordura de apoio popular para queimar e apostam que não haverá nomes para constrangê-lo.

Reservadamente, dizem que o PT não estará tão à vontade na sessão porque qualquer manifestação mais enfática pode soar ideológica e como bandeira contrária ao combate à corrupção.

Dizem ainda que antagonistas de Moro, como Renan Calheiros (MDB-AL), também não devem ir para o confronto, sob risco de acabar fortalecendo o ministro.

Além disso, questionadores recorrentes em comissões, como Alvaro Dias (Pode-PR) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tendem a poupar o ex-juiz da Lava Jato. No passado, eles já saíram várias vezes em defesa da operação.
Mas a tentativa de redução de danos não brecou ofensivas do Congresso em outras frentes. Moro se viu obrigado a também ir voluntariamente à CCJ da Câmara, e a CCJ do Senado deve votar na terça (18) um convite a Deltan para prestar esclarecimentos.

Na semana seguinte, está prevista a apreciação no colegiado do pacote de dez medidas anticorrupção, que inclui a legislação de combate ao abuso de autoridade.

O projeto estava parado no Senado e foi desengavetado a pedido de Davi. Às pressas, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) redigiu seu relatório alterando o texto em temas que poderiam fazê-lo travar.

O relatório proíbe a criminalização da interpretação de juízes e exige presença de dolo específico, ou seja, é preciso que haja vontade de praticar o abuso de autoridade.

 

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Olha.. acho que vitor silva nao trabalha. Ta todo dia aqui defendendo os investigados e presos do crime organizado e criticando quem apoia e combate esses criminosos. Estranho isso.

    1. Fiscal de comentário é novo por aqui. Ele deve ser um dos beneficiados com os empregos gerados pela reforma trabalhista.

    2. Clóvis Junior, meu fi, faça o exame de DNA e mande a conta que o papo paga ok? A mula aqui tá furiosa com sua nova identidade social.

  2. DESSES BILHÕES QUANTO LULA DEVOLVEU? SE OBRIGARAM OS LADROES DEVOLVEREM PQ NAO OBRIGARAM O LULA NAO E ESTRANHO ?

  3. Não se combate a corrupção com mais corrupção.
    Quem destruiu a lavajato foi o juiz que não seguiu a lei.
    Todo brasileiro honesto e de bem é à favor de prender os corruptos, seja de esquerda ou de direita.
    Não é possível um juiz que só persegue os de ideologia contrária às suas.
    Quem aceita o que o juiz fez é tão corrupto quanto quem defende corrupção.
    E se o objetivo era apenas tomar o poder? Como de fato aconteceu.
    É se Lula tiver sido condenado injustamente? Como até o Papa acha.
    Só uma justiça justa e imparcial pode chegar na verdade. Doa a quem doer. O resto é fanatismo ou pura hipocrisia e falta de caráter.

    1. Falou tudo, Vitor! Defender juiz imparcial que persegue desafetos políticos é hipocrisia e falta de caráter. Ficou evidenciado que Lula nunca teve direito a um julgamento justo! Que bom que a verdade está vindo à tona para desmascarar a quadrilha de toga!

    2. Moro rastreou quase 200 bilhões de reais roubados dos cofres públicos da nação, e prendeu a maior parte da quadrilha que praticou tamanha barbaridade, já recuperou pra os cofres públicos quase 50 bilhões, e você diz o que desse herói. Não seja um crápulas, tenha senso de justiça.

    3. Vitor e Marília, não existe justiça pela ideologia política. Vocês não conseguem fazer uma linha lógica. O que Moro fez de ilegal? Só quem acha que ele fez alguma coisa fora da lei são aqueles que apoiam a corrupção e querem o poder de volta.
      Hipocrisia é saber que estão julgando as ações de um juiz baseado em ilegalidades.
      Fanatismo é ter um líder condenado com milhões de provas existentes, negá-las e achar que o julgamento teve imparcialidade.
      Corrupção é prevista na lei e não na cartilha do partido político, vocês estão trocando as coisas.
      Fanatismo, hipocrisia, imparcialidade é querer culpar a justiça para inocentar condenado.

    4. Deixa de conversar abobrinhas Vitor, o Renomado dr ex juiz e ministro Sérgio Moro, sentenciou ladrão de todos os PARTIDOS, não foi só o bicho de dezenove dedos.
      Também ricos e bilionários, um deles é Marcelo Odebrecht. Ou seja, essa tua tese, e da defesa burra do Lulaladrão, em dizer que ouve perseguição, não se sustenta.

      Kkkkkkk
      MORO PRESIDENTE!

  4. Só no Brasil isso acontece, estamos provando que o país está pelo avesso.
    O ministro da justiça, ex juiz federal que combate a impunidade e a corrupção tendo que ir dá satisfação a quem foi delatado ou é investigado por cometer corrupção.
    Porque chamam o ministro e não o hacker que numa atitude ilegal, invadiu aparelhos eletrônicos e retirou conversas que foram reveladas com cortes e a devida manipulação?
    Sem dúvida vivemos tempos sombrios onde a ordem foi invertida e aqueles que praticam corrupção não querem ver o país ser colocado em ordem.

    1. Concordo. Isso só acontece porque os parlamentares são os próprios interessados na impunidade! Brasil dos valores invertidos!

  5. O cara q enfrentou a luta contra a corrupção desnfreada no Brasil, vai ao antro de onde emana muita da safadeza que ele combateu e terá q se justificar aos bandidos que o abominam…

  6. DR. MORO O SUPER HOMEM NACIONAL.
    Qual o juiz no Brasil que não conversa com advogados, promotores, Desembargadores, etc. etc.etc ???? Me digam, pra eu tirar uma foto e por no museu nacional.
    Tem algum?
    Quem? Quem?
    heim? heim? Isso é uma conversa besta da globo lixo, da folha de São Paulo.
    Vão procurar o que fazer cambada de derrotados.
    Deixe o homem trabalhar.

  7. Qual foi o crime mesmo?
    Houve corrupção?
    será que está prejudicando algum cidadao honesto?
    acho mesmo que querem é desconstituir a lava jato que lascou os luladrao do Brasil e afeta o sistema de sobrevivencia dos quadrilheiros, em especial do PT e esquerdopatas

    1. Ricardo, acho que você ainda não se deu conta do tamanho da bronca.

  8. Moro pode dizer o que quiser que não muda nada, pois na cabeça dos bolsominions quem precisa ser imparcial é jornalista e professor e quem deve seguir as leis são os hackers. O pior é ver gente que estudou compactuando com essas coisas. A resposta deles: E Luladrão.? … E Dilmanta? Vem meteoro!

    1. Diferentemente de Moro, "Luladrão" é um enganador de esquerdistas fisiológicos, pois, não engana mais ninguém além da corja que defende ele.
      Essa conversa de "bolsominios" é a prova da incompetência dos petistas que distorcem a realidade e acabam por convencer somente os seus.
      O Moro vai afirmar a verdade, inclusive que falou com A e B!

    2. Otario ..vamos começar;
      1-Tire a sua carteira de trabalho ( ela é azul)
      2-aprender a trabalhar
      3-deixa de ter ladrao preferido
      4-lugar de vagabundo ladrao é na cadeia
      5-lava-jato existe recuperou BILHÕES

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

TSE fecha cerco a candidaturas ligadas a milícias

Foto: Reprodução

O TSE acendeu o sinal vermelho: candidaturas ligadas a milícias e facções criminosas podem ficar fora das eleições de 2026. O tribunal criou uma regra firme para barrar quem tenta usar o crime organizado como atalho para o poder.

Em 2025, a Corte manteve a decisão que impediu Fábio Augusto Brasil de concorrer a vereador em Belford Roxo (RJ). Mesmo sem condenação em segunda instância — exigência da Ficha Limpa —, ele foi barrado por envolvimento comprovado com milícias. O TSE usou a Constituição para vetar “qualquer interferência de grupos criminosos no processo eleitoral”.

A tese criada pelo tribunal afirma que a norma tem eficácia plena: partidos não podem apoiar ou se beneficiar de organizações paramilitares, direta ou indiretamente. É um recado claro: quem se alinha com o crime não terá vez nas urnas.

Agora, os ministros se preparam para detalhar ainda mais os limites dessa regra. A meta é impedir que a política seja tomada por quem age à margem da lei, e deixar claro que, em 2026, milicianos e facções terão caminho fechado para cargos públicos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Bispo prepara “plano espiritual” para Bolsonaro: “muita mágoa no coração”

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha desde esta quinta-feira (15), está prestes a ganhar um acompanhamento religioso especial. O bispo Robson Rodovalho, autorizado a visitá-lo, disse que quer montar um plano espiritual e emocional para ajudar Bolsonaro a lidar com a “muita mágoa no coração” que carrega.

Rodovalho afirma que o estado de saúde do ex-mandatário é crítico. “Estou esperando esse desfecho porque quero fortalecer o emocional dele, e isso passa pelo espiritual. Ele estava sem energia e tinha dificuldade até para falar”, contou.

Para tornar o projeto realidade, Rodovalho pretende pedir autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para levar um violão à prisão. A ideia é unir fé e música como parte da recuperação emocional de Bolsonaro, enquanto ele enfrenta isolamento e críticas.

O bispo também planeja conversar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para organizar os encontros, que só devem começar efetivamente na próxima semana. A visita religiosa promete ser um capítulo inédito dentro da rotina do ex-presidente na Papudinha.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Filhos de bilionário são usados em esquema milionário no Master

Foto: Reprodução

O investidor João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, liquidada pelo Banco Central, está no olho do furacão. Segundo investigação do Ministério Público Federal (MPF), Mansur teria usado os próprios filhos – Lucas, Marina e Alex Falbo Mansur – para praticar crimes financeiros no caso Banco Master.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que o Master recebeu investimentos bilionários do Hans 95, maior fundo da Reag. A apuração aponta “participação coordenada” entre a gestora e o banco para inflar ativos, simular liquidez e desviar recursos para o dono do Master, Daniel Vorcaro.

Entre abril e maio de 2024, o Banco Master desembolsou R$ 1,45 bilhão, mas R$ 1,38 bilhão retornaram à própria instituição via compra de CDBs pelos fundos da Reag. Para o MPF, a manobra mostra o uso de fundos como fachada para desviar dinheiro do conglomerado para interesses alheios ao banco.

O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025, citando “grave crise de liquidez” e “violação de normas financeiras”. A decisão agora é questionada pelo Tribunal de Contas da União, que aponta indícios de precipitação no processo e determinou inspeção no caso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Ex-presidente Bolsonaro pode ter morte súbita, alerta defesa à PF

Foto: Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro avisou o STF nesta sexta-feira (16): o ex-presidente corre risco real de morte súbita no sistema prisional. O pedido, entregue ao ministro Alexandre de Moraes, detalha que doenças crônicas e a falta de cuidados adequados podem tornar o cárcere perigosíssimo para a vida de Bolsonaro.

O documento lista problemas cardíacos, respiratórios, apneia do sono grave e várias comorbidades. A defesa alerta que sem acompanhamento contínuo, uso correto de CPAP, controle da pressão e vigilância médica permanente, Bolsonaro estaria exposto a infarto, AVC e outras complicações fatais. Para os advogados, não é teoria: é um “risco concreto e previsível”.

Moraes determinou que a perícia da Polícia Federal seja feita em dez dias. O perito deve responder se a permanência de Bolsonaro na prisão configura “grave enfermidade”, hipótese que poderia liberar o cumprimento da pena em regime domiciliar, conforme a Lei de Execução Penal.

A defesa questiona ainda se o sistema prisional tem estrutura mínima para atender Bolsonaro: dieta específica, prevenção de quedas, atendimento emergencial imediato e monitoramento contínuo. A conclusão dos advogados é direta: o cárcere comum não oferece nenhuma segurança para a saúde do ex-presidente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PT tenta Malafaia na CPMI, mas presidente barra investigação

Foto: YouTube/Reprodução

A tentativa do PT de convocar o pastor Silas Malafaia para depor na CPMI do INSS travou dentro da própria comissão. Mesmo dizendo ter votos, petistas admitem que o principal obstáculo é o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, que resiste a pautar qualquer investigação envolvendo igrejas evangélicas.

Segundo parlamentares governistas, Viana sustenta que líderes religiosos estariam “fora do escopo” da CPMI, criada para apurar fraudes no INSS.

O problema, para o PT, é que há pedidos de convocação e quebra de sigilo de pastores ligados à Igreja Batista da Lagoinha, frequentada pelo senador, que também teria relação pessoal com André Valadão, um dos nomes citados.

A ofensiva contra evangélicos virou mais um capítulo da guerra política em Brasília. A senadora Damares Alves divulgou uma lista com igrejas e pastores mencionados em documentos da CPMI e acabou sendo alvo de críticas de Malafaia, que, curiosamente, não aparece entre os citados oficialmente.

Na lista estão igrejas como a Adoração Church e a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, além de pastores como André Valadão e Fabiano Zettel, cunhado de um banqueiro citado nas investigações.

Para o deputado Rogério Correia, há indícios de lavagem de dinheiro e envolvimento de parlamentares da direita — acusação que inflama ainda mais a disputa e reforça a leitura de perseguição política a lideranças conservadoras.

Opinião dos leitores

  1. “…reforça a leitura de perseguição política a lideranças conservadoras.”
    Mesma conversa quando descobrem larápios da direita…sempre é “perseguição política”

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Estudante do Colégio Porto conquista a maior nota do Brasil em Linguagens no Enem 2025

Foto: Divulgação

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram divulgadas nesta sexta-feira (16) e trouxeram um resultado histórico para a educação potiguar. O estudante Thiago Rios Bezerra, de 17 anos, aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Porto, conquistou a maior nota do Brasil na prova de Linguagens, alcançando também a maior TRI (Teoria de Resposta ao Item) do país nessa área do conhecimento, somando 794,5 pontos.

Thiago acertou todas as 45 questões na prova de Linguagens, desempenho máximo que o colocou no topo do ranking nacional. A nota final é calculada a partir da TRI, metodologia adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que considera não apenas a quantidade de acertos, mas a coerência das respostas e o nível de dificuldade das questões, tornando a avaliação mais justa e precisa.

O resultado reforça a excelência acadêmica do Colégio Porto, instituição que está há apenas seis anos no mercado potiguar, mas que já vem acumulando grandes resultados no Enem, em vestibulares de outros estados e até em processos seletivos internacionais. Thiago realizou todo o seu Ensino Médio no Colégio Porto, onde ingressou em 2023.

A conquista é motivo de orgulho para a escola, para a família do estudante e para o Rio Grande do Norte. “O Colégio Porto celebra o desempenho de Thiago como um marco em sua história e reafirma o compromisso com a formação integral de seus alunos, preparando-os para os principais desafios acadêmicos do Brasil e do mundo”, disse o diretor acadêmico da escola, André Cury.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Carnaval de Natal 2026 terá ônibus grátis entre polos e investimento de até R$ 17 milhões

Foto: Divulgação/STTU

A Prefeitura do Natal anunciou que o Carnaval de Natal 2026 terá transporte gratuito entre os polos da festa, medida confirmada nesta sexta-feira (16) pelo prefeito Paulinho Freire. A proposta é facilitar a circulação do público entre os diferentes pontos do evento e ampliar o acesso da população à folia.

A programação começa com uma prévia carnavalesca nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro. A abertura oficial será no dia 12, no Largo do Atheneu, com o tradicional Baile de Máscaras e a entrega simbólica da chave da cidade ao Rei Momo e à Rainha. Já os trios elétricos da Avenida da Alegria, na Redinha, desfilam entre 14 e 17 de fevereiro.

Segundo Paulinho Freire, o investimento total no Carnaval pode chegar a R$ 17 milhões, somando recursos públicos e da iniciativa privada.

O evento terá dois palcos principais: um no estacionamento do Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte, e outro na Orla de Ponta Negra, na Zona Sul, além dos trios elétricos e atividades do pré-carnaval.

Expectativa econômica

A expectativa econômica também é alta. Dados da Fecomércio apontam que o Carnaval de 2025 movimentou cerca de R$ 196 milhões na economia da capital.

Para 2026, a projeção é ainda maior, com uma programação robusta que inclui nomes como Grafith, Raí Saia Rodada, Alceu Valença, Xanddy Harmonia, É o Tchan, Raça Negra, Carlinhos Brown, Olodum e Jorge Aragão, além de blocos tradicionais, escolas de samba e 60 orquestras de frevo selecionadas por edital.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: Aos 80 anos, Lula é chamado de “velhinho” e demonstra incômodo público

Chamado de “velhinho” por uma sindicalista durante evento na Casa da Moeda, nesta sexta-feira (16), o presidente Lula reagiu com abraço, beijo, risadas e… discurso ressentido.

Aos 80 anos, o petista disse ter ficado emocionado com o comentário, mas fez questão de demonstrar incômodo com o rótulo.

A fala veio de Simone, apresentada apenas pelo primeiro nome, que declarou ao microfone que aquele seria “o dia mais feliz da vida” dela por poder abraçar “esse velhinho barbudinho”.

Lula se levantou, abraçou a sindicalista e, em tom de brincadeira, pediu: “Não me chame de velhinho”. A correção veio rápido: Simone chamou Lula de “barbudinho mais sexy do Brasil” e “atleta”.

Minutos depois, já no discurso oficial, o presidente voltou ao tema, reclamou da idade, disse que acorda cedo e faz “sacrifício” para parecer jovem, mas que vai “parar de se esforçar” após o comentário — arrancando risadas da plateia.

Lula completa 81 anos ainda este ano e é o presidente mais velho da história do Brasil.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Em português, Trump avisa imigrantes: “Vai pra cadeia e volta pra casa”

Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

O governo de Donald Trump resolveu falar direto com brasileiros e demais lusófonos: quem entrar nos Estados Unidos para “roubar os americanos” será preso e deportado. A ameaça foi publicada em português pelo próprio Departamento de Estado dos EUA nas redes sociais, como parte da ofensiva dura contra a imigração ilegal.

A mensagem não deixou margem para interpretação. “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”, diz o texto, acompanhado de uma imagem de Trump e da frase “Envia-os de volta”. O mesmo aviso foi divulgado também em inglês e espanhol.

Segundo o governo norte-americano, entre janeiro e dezembro de 2025, mais de 605 mil imigrantes foram deportados. Outros 1,9 milhão teriam se “autodeportado”, ou seja, deixado o país por conta própria, pressionados por campanhas nas redes sociais e incentivos financeiros oferecidos pelo governo.

No centro dessa política está o ICE, polícia de imigração que atua em várias cidades prendendo estrangeiros em situação irregular. A atuação tem gerado protestos, inclusive após uma operação em Minneapolis que terminou com a morte de uma cidadã americana, reacendendo o debate interno — enquanto Trump mantém o discurso firme de tolerância zero.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Toffoli estica investigação da PF sobre Banco Master por mais 60 dias

Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro do STF Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias a investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Relator do caso, Toffoli atendeu a um pedido da PF, mantendo o inquérito em sigilo e dando fôlego extra às apurações.

Na decisão, o ministro alegou que a Polícia Federal apresentou “razões suficientes” para a prorrogação. O pedido veio após a operação da última quarta-feira, que ampliou o cerco sobre os investigados e revelou indícios de novos possíveis crimes, segundo a própria PF.

Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos, que inicialmente ficariam sob guarda do STF. Depois, Toffoli mudou a decisão e transferiu a custódia do material para a Procuradoria-Geral da República, autorizando o acesso de quatro peritos da PF para análise dos dados.

A operação mirou endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e resultou na prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Também entraram na mira da PF nomes conhecidos do mercado financeiro, como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, em uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes na instituição.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *