Polêmica

Mourão: “Se ele não me quiser, pego as coisas e vou embora”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Já faz um tempo que o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, vem sendo alvo de críticas do filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. O general parece cada vez mais incomodado com a falta de proteção por parte do próprio presidente – que não contraria os ataques do filho – e, no último domingo (21), acabou desabafando para a imprensa: “Se ele (Bolsonaro) não me quer, é só me dizer. Pego as coisas e vou embora”. As informações são da revista Veja.

Em público, vice e presidente assumem uma postura de que tudo está bem e, inclusive, usam a metáfora de um casamento para classificar a relação. Em café da manhã com a imprensa, na última quinta-feira (25), no Palácio do Planalto, Bolsonaro brincou: “Esse casamento é até 2022, no mínimo. Continuamos dormindo na mesma cama, só tem briga para saber quem vai arrumar a cozinha”. Mourão complementou a brincadeira: “Ou quem vai cortar a grama”.

Porém não é segredo que, nos bastidores, há uma grande crise acontecendo entre os dois. Quem expôs as divergências entre Bolsonaro e Mourão foi o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro. O filho do presidente postou um vídeo na conta do pai, no Youtube, em que Olavo de Carvalho aparece tecendo duras críticas aos militares, classificando-os como “incultos e presunçosos”. O guru do governo bolsonarista claramente se referia a Mourão, a quem já chamou anteriormente de “adolescente desqualificado”.

O vídeo foi retirado do ar, mas Carlos continuou atacando o vice-presidente por meio de sua conta no Twitter. Ele acusou Mourão de querer tirar seu pai do poder, afirmando que o general se opõe às propostas do presidente, faz alianças com adversários, se aproxima de empresários importantes, bajula a imprensa e se apresenta como “sensato” e “transigente”, tudo visando assumir o cargo que é de Bolsonaro.

Mas a questão principal para Mourão é o fato de o próprio Bolsonaro dar aval para que o filho siga acusando-o de conspiração. O presidente já afirmou não concordar com tudo que é dito, mas disse que “algumas críticas são justas”, sem especificar quais seriam elas.

No domingo, Mourão estava quieto, abalado e teve picos de pressão. Rodeado de familiares, ele afirmou que se a situação continuasse, ele não descartaria a possibilidade de renunciar ao cargo. “Se ele (Bolsonaro) não me quer, é só me dizer. Pego as coisas e vou embora”, desabafou. Afirmando ser um soldado a serviço da nação, o general garantiu que tudo que faz é tentar ajudar o presidente. “O presidente nunca me disse para parar, para não falar com essa ou aquela pessoa. Então, entendo que não estou fazendo nada de errado. Mas se ele quiser que eu pare…”, finalizou.

Bolsonaro, por outro lado, já deu diversos sinais de que não acredita fielmente nas boas intenções de seu vice. Na terça-feira (23), durante uma reunião do Conselho de Governo, o presidente foi elogiado por ter vencido uma eleição difícil sozinho, sem ajuda de outros políticos. Bolsonaro respondeu ironicamente: “Não, teve Mourão comigo”.

Semanas antes, o presidente havia censurado algumas atitudes do vice. “O negócio é o seguinte: o Mourão é general lá no Exército. Aqui quem manda sou eu. Eu sou o presidente”, afirmou, visivelmente irritado.

O outro filho de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, também aproveitou para dar sua opinião sobre o general. “O Mourão não foi eleito para ficar dando declarações contrárias às do presidente ou para agradar a uma parte da opinião pública. A função do vice é substituir o presidente em uma eventual ausência dele. Tem de ser um soldado na porta do quartel. Nada mais”.

No começo de abril, Mourão recebeu o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em seu gabinete. O general foi acionado pela assessoria do parlamentar, que pediu o encontro. Opositor feroz ao governo, o senador explicou que procurou Mourão, e não Bolsonaro, para debater uma agenda de melhorias de infraestrutura no estado: “Nós conversamos com quem tem sensatez para conversar”. Após a conversa, o vice-presidente passou seu contato pessoal a Randolfe e se colocou à disposição do parlamentar.

Na segunda-feira (22), foi a vez da deputada Perpétua Almeida, do PCdoB, se encontrar com Mourão. O motivo do encontro foi o pedido do apoio do general, para aumentar a proteção nas fronteiras do Acre e para ajudar a destravar a proposta de criação de um escritório do Banco do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Brasil. O general mostrou-se extremamente receptivo, e confidenciou ter uma prima, Arminda Mourão, ex-filiada ao PCdoB, que já tentou convencê-lo a ingressar no partido. Em entrevista à revista VEJA, Perpétua afirmou: “O vice-presidente entende a liturgia do cargo que está ocupando. É um democrata”.

Os próprios aliados do governo, que têm encontrado dificuldades para falar com ministros e com o próprio presidente, estão recorrendo à Mourão. O deputado Márcio Labre (PSL-RJ) foi até o vice para informá-lo de que era seu fã. Durante a conversa, os dois chegaram a comentar algumas declarações do vice-presidente, que explicou ao parlamentar que, ao entrar no Exército, foi instruído a ser sincero e a sempre falar o que pensava. “Com o Bolsonaro é a mesma coisa. Enquanto não recebo uma diretriz, mantenho pública a minha opinião pessoal”, declarou.

Em um governo extremamente intolerante a oposições, a postura de Mourão soa não só como provocação, mas como conspiração. Inclusive, há duas semanas, o deputado Marco Feliciano (PODE-SP), vice-líder do governo, fez algo inusitado na política e pediu o impeachment de Mourão. Curiosamente, ele mesmo admite não querer a cassação do vice. “Foi um tiro de alerta. Eu não mirei o coração do Mourão. Eu mirei os ouvidos — os dele e os de todos os que estão com ele. Agora, aqueles que frequentam o gabinete podem ser vistos como conspiradores”, afirmou Feliciano.

Antes de apresentar o pedido, o parlamentar consultou Bolsonaro sobre sua intenção. O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional e amigo de Mourão, acompanhava a audiência, que tratava da reforma da Previdência. Antes de entrar no assunto central, Feliciano pediu para ficar a sós com o presidente.

“Nos 100 dias de governo foram 100 dias de vice alfinetando o presidente”, disse Feliciano. Bolsonaro não fez nenhum comentário, o que ficou subentendido como consentimento. O pedido de impeachment, porém, já foi devidamente arquivado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na quinta-feira, durante o café da manhã para a imprensa, Bolsonaro e Mourão sentaram-se lado a lado, mantendo as aparências. Ambos comentaram que Carlos tem o direito de expressar sua opinião e o general chegou a dizer que o fato de Carlos ser filho do presidente não o obriga a “ficar de bico calado”.

Na história da política brasileira, não é raro haver conflitos entre titular e vice. O primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, desconfiava, com razão, de Floriano Peixoto – que assumiria seu lugar nove meses depois da posse. Café Filho conspirava contra Getúlio Vargas. João Goulart, contra Jânio Quadros. Na redemocratização, Itamar Franco voltou-se contra Fernando Collor. E, no caso mais recente, Dilma Rousseff acreditava que Michel Temer era o vice mais discreto e servil com quem um presidente poderia contar.

Yahoo Notícias

 

Opinião dos leitores

  1. Esse pessoal que votou em Bolsonaro está igual aos petistas, não pode falar nada dos seus ídolos que pega logo ar, não esqueçamos que Bolsonado foi militar durante 17 anos e politico 20, não são inocentes, nenhum deles.

  2. Já vi muitos governos serem bombardeados, mas igual o de Bolsonaro nunca, a esquerda tinha certeza que iria se perpetuar no poder, não se prepararam para perder, estar igual a um marido que não aceita perder a mulher, preferi mata-la, assim estar a esquerda no Brasil, torce para que tudo dê errado, estão pouco preocupados com o país, sonham a qualquer custo voltar ao poder e continuar na teta do estado, pois trabalhar eles não sabem, gostam dos altos salários pagos por quem trabalham. Vergonha

  3. Bg, está cristalino nos seus repliques, pois você prefere replicar, que você é Petista, assim sendo, tenta potencializar, matérias negativas quando envolve Bolsonaro.

    1. Discordo , vc que ja ta chato e repetitivo, deixe de mimimimi, tem q publicar sim aqui e um blog para atualizar a todos e nao so a vc ok

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VÍDEO: Minuto da Câmara Municipal de Natal – Programa Educação + Trabalho

Minuto da Câmara de Natal no ar trazendo os assuntos mais importantes debatidos na última semana, na Casa.

 

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Vorcaro orientou Sicário a negociar patrocínio para site de esquerda DCM: ‘Usar eles para bater nos inimigos’

Fotos: PMMG / Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro orientou um auxiliar seu, o “Sicário” Luiz Phillipi Mourão, a negociar um patrocínio ao site de esquerda Diário do Centro do Mundo (DCM) com o objetivo de barrar a publicação de informações desfavoráveis ao Banco Master e “bater nos inimigos”, de acordo com informações exclusivas do inquérito obtidas pelo Estadão.

Procurado, o DCM afirmou que “a narrativa apresentada parte de uma premissa que simplesmente não encontra respaldo em qualquer documento oficial conhecido” e que tem publicado reportagens críticas sobre Vorcaro e o Master.

A defesa de Vorcaro disse que “não cabe comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”.

Em 10 de outubro de 2024, Vorcaro enviou ao Sicário o link de um texto negativa do DCM sobre como o mercado financeiro desconfiava da atuação do Master e criticou a publicação. Também enviou outro link reclamando de um texto com o título: “Altas taxas de juros e reclamações assombram operações consignadas do Banco Master”.

A reportagem do Estadão fez uma busca de textos usando o termo “Banco Master” no site do DCM em 2024. Aparece uma publicação, de 16 de julho, sobre investimentos financeiros: “O Banco Master, por exemplo, já emitiu mais de R$ 2,5 bilhões em Letras Financeiras, sendo classificado pela Fitch como ‘B+’, refletindo a estabilização de seu perfil financeiro e bons patamares de liquidez e qualidade de ativos”.

Após reclamar dos textos do DCM, Vorcaro escreveu ao Sicário: “Cara, vamos contratar eles pra fazer isso com os outros. E não comigo. Usar eles pra bater nos inimigos. Aí eu faria um pacote patrocínio mensal”.

O Sicário, então, pediu a um intermediário para fazer o contato e negociar esse serviço. Pouco depois, enviou a Vorcaro uma mensagem encaminhada desse intermediário: “Mestre, o diretor perguntou como seria a parceria e querem saber sobre os alvos, pra fecharmos o negócios (sic). E ele nos mostrou que foi firme não só removeu uma matéria mas como todas negativas que estavam no site”.

Vorcaro respondeu atribuindo os ataques a ele a um banco concorrente, indicando que esse deveria ser um dos alvos. “Por enquanto quem está me atacando é o Itaú”, disse ao Sicário. Procurado, o Itaú disse que não iria comentar.

Na conversa, o Sicário não cita quem seria o interlocutor do site responsável por negociar esse patrocínio.

Em um diálogo posterior, como mostrou o Estadão, o Sicário relatou a Vorcaro os pagamentos ao site, sem dar detalhes sobre os recebedores e nem o valor exato da cifra: “Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal”.

Para a Polícia Federal, essa atuação é mais uma demonstração de como Vorcaro buscava influenciar a opinião pública para conseguir obter benefícios ao Banco Master. Posteriormente, segundo a PF, esse mesmo modo de operação foi acionado para mobilizar influenciadores digitais com ataques ao Banco Central contra a liquidação do Master.

Em nota à época, o DCM negou que a menção seja uma referência ao site. “O DCM não recebeu recursos, pagamentos ou qualquer benefício das pessoas investigadas na operação e não possui qualquer relação com os fatos apurados”, afirmou.

A defesa de Vorcaro disse em nota que “não cabe comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”.

“Trata-se, inclusive, de fatos que já são objeto de investigação criminal determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração. Além disso, a comunicação entre cliente e advogado é protegida por prerrogativa legal e constitui garantia essencial do direito de defesa”, diz o texto.

O que diz o DCM

A narrativa apresentada parte de uma premissa que simplesmente não encontra respaldo em qualquer documento oficial conhecido.

Até o presente momento:

* o Diário do Centro do Mundo não é citado nominalmente na decisão judicial relacionada à chamada “Operação Compliance Zero”;

* a razão social do veículo (NNA Produções Artísticas Ltda.) não aparece em qualquer trecho do processo;

* nenhum jornalista ou colaborador do DCM figura como investigado ou mencionado nas investigações;

* não há qualquer registro documental que associe o veículo a pagamentos ou contratos com os investigados.

Há, ainda, um elemento factual incontornável que contraria a hipótese sugerida em sua mensagem: o Diário do Centro do Mundo é um dos veículos que mais publicou reportagens críticas sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Diante disso, a hipótese de que o veículo teria firmado qualquer tipo de acordo para “retirar matérias negativas” ou “atacar adversários” não apenas carece de prova, como é frontalmente contradita pelo próprio histórico editorial público do jornal.

Estadão

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Relatório mostra piora acelerada da saúde de Bolsonaro antes de internação

Foto: Ton Molina/STF

Relatórios diários da equipe de saúde que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão mostram uma rápida evolução do quadro clínico antes da internação.

Os registros obtidos pela CNN começam na manhã de quarta-feira (11). Naquele dia, um profissional de saúde descreve Bolsonaro em bom estado geral e relata que ele chegou a fazer uma caminhada de 4,2 quilômetros.

Na mesma noite, o ex-presidente seguia sem queixas, sem episódios de soluço e com sinais vitais considerados adequados. A única observação fora do padrão foram “pequenos desequilíbrios” durante a caminhada.

O profissional registrou a necessidade de seguir avaliando um possível risco de queda.

Na quinta-feira (12), nos atendimentos da manhã e da tarde, os profissionais voltaram a registrar bom estado geral, com saturação de oxigênio normal e poucas crises de soluço.

O último atendimento foi anotado às 20h45 de quinta. A enfermeira responsável descreve Bolsonaro em estado “regular, lúcido e orientado”. Ela também registra que o ex-presidente havia caminhado 5 quilômetros naquele dia. A saturação de oxigênio, porém, já aparecia levemente mais baixa que nas medições anteriores: 93%.

A anotação seguinte no documento já é classificada como “registro de intercorrência”. A equipe médica da Papudinha relata que foi acionada às 6h45 pelos agentes penitenciários para avaliar calafrios apresentados pelo ex-presidente.

Segundo o relatório, Bolsonaro afirmou aos profissionais ter passado mal por volta das 2h da madrugada, quando sentiu náuseas e tremores. Ele negou vômitos ou sintomas respiratórios. No momento do atendimento, estava com febre e a saturação de oxigênio havia caído para 82%, nível considerado muito baixo.

Diante do quadro, os profissionais administraram medicação. Como a febre e a baixa saturação persistiram sem melhora, a equipe decidiu pela transferência para um hospital. Foi acionada uma ambulância do SAMU e comunicado o médico particular do ex-presidente, Brasil Caiado.

Todo esse procedimento, do acionamento da equipe da Papudinha à internação em hospital particular, durou cerca de duas horas. Os profissionais de saúde do presídio acompanharam Bolsonaro durante todo o processo e só retornaram ao batalhão ao meio-dia de sexta-feira.

No hospital, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana. O estado de saúde é considerado grave, embora estável. Ele permanece internado na UTI e, segundo o boletim médico mais recente, divulgado neste sábado, apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios.

CNN Brasil

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Projeto que regulamenta uso de spray de pimenta por mulheres para defesa pessoal segue para o Senado após aprovação na Câmara

Spray de pimenta — Foto: RPC

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta e aerossóis de extratos vegetais para autodefesa de mulheres. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta é de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e foi aprovada com substitutivo da relatora, deputada Gisela Simona (União-MT).

Segundo o projeto, o spray poderá ser usado por mulheres maiores de 18 anos e por adolescentes entre 16 e 18 anos com autorização do responsável legal. O produto deverá ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta tem como objetivo ampliar mecanismos de proteção e permitir que mulheres possam se defender em situações de agressão física ou sexual.

Uso individual e intransferível

O projeto estabelece que o spray será de uso individual e intransferível e não poderá conter substâncias letais ou de toxicidade permanente.

O uso será considerado legal apenas em situações de legítima defesa, para repelir agressão injusta, atual ou iminente, e deve ocorrer de forma proporcional até a neutralização da ameaça.

Penalidades por uso indevido

O texto prevê punições administrativas para quem utilizar o dispositivo fora das regras:

  • Advertência formal se não houver lesão ou risco à integridade da pessoa atingida;

  • Multa de 1 a 10 salários mínimos, conforme a gravidade da conduta;

  • Multa em dobro em caso de reincidência;

  • Apreensão do dispositivo e proibição de nova compra por até cinco anos.

Caso o uso configure crime ou contravenção penal, a usuária também poderá responder criminalmente.

Requisitos para compra

Para adquirir o spray, será necessário apresentar:

  • documento oficial com foto;

  • comprovante de residência;

  • autodeclaração de inexistência de condenação por crime doloso com violência ou grave ameaça.

O vendedor deverá manter registro da venda por cinco anos, garantindo a rastreabilidade do produto, além de fornecer orientações sobre uso seguro.

Regras técnicas

As especificações técnicas, como capacidade do recipiente e concentração da substância ativa, serão definidas em regulamentação do Poder Executivo, seguindo normas da Anvisa.

Se o produto utilizar a substância oleoresina capsicum (O.C.), a fabricação também deverá obedecer às regras do Comando do Exército Brasileiro. O projeto limita recipientes com capacidade superior a 50 ml ao uso de forças de segurança.

Programa de capacitação

O texto cria ainda um programa nacional de capacitação para mulheres, com:

  • oficinas de defesa pessoal;

  • orientações sobre uso e armazenamento do spray;

  • explicações sobre limites legais da legítima defesa;

  • campanhas educativas sobre violência doméstica e canais de denúncia.

Furto ou perda

Em caso de furto, roubo ou perda do spray, a usuária deverá registrar ocorrência policial em até 72 horas, sob pena de multa.

Com informações de Agência Câmara de Notícias

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Bolsonaro segue na UTI e apresenta piora na função renal, diz boletim médico

Foto: REUTERS/ Ueslei Marcelino

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na UTI do Hospital DF Star desde sexta-feira (13). De acordo com boletim médico divulgado neste sábado (14), ele está clinicamente estável, mas apresentou piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios.

Bolsonaro foi hospitalizado após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames confirmaram diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o hospital, o ex-presidente segue em tratamento com antibióticos e ainda não há previsão de alta da UTI.

Veja a íntegra do boletim médico:

Brasília, 14 de março de 2026 – O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

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Novo advogado de Vorcaro já defendeu José Dirceu, Braga Netto e o doleiro Alberto Youssef

Foto: divulgação/STF

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a ser defendido pelo criminalista José Luís Oliveira Lima, após a decisão do STF que manteve sua prisão na sexta-feira (13).

Nome conhecido da advocacia criminal, José Luís Oliveira Lima já atuou na defesa de personagens de grande repercussão nacional, como o ex-ministro José Dirceu, no caso do Mensalão, e o general Walter Braga Netto. Ele também já defendeu o doleiro Alberto Youssef, na Lava Jato, e o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A troca ocorreu no lugar de Pierpaolo Bottini, em meio ao avanço das investigações sobre o caso Banco Master. Nos bastidores, a mudança reforçou especulações sobre uma possível negociação de colaboração premiada.

Segundo apuração da CNN Brasil, interlocutores ligados a Vorcaro chegaram a sondar a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República sobre a disposição para um eventual acordo.

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OPERAÇÃO MEDERI: Prefeito de São Miguel tenta barrar efeitos de busca e apreensão, mas liminar é negada pelo STJ

Foto: reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liminar em habeas corpus em favor de Leandro Michel do Rego Lima, prefeito de São Miguel, que tentava suspender os efeitos da busca e apreensão realizada contra ele e Lincoln Micaele Rêgo Lima (chefe de gabinete da prefeitura) durante a ‘Operação Mederi’ no âmbito da investigação do caso envolvendo a Dismed, que apura supostos desvios de recursos federais da saúde em municípios do Rio Grande do Norte. A decisão foi proferida pelo ministro Joel Ilan Paciornik.

A investigação, conduzida no âmbito da Polícia Federal e supervisionada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, apura suspeitas de desvios milionários de recursos dos Fundos Municipais de Saúde de cidades como Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel e José da Penha.

No habeas corpus, a defesa alegou ausência de indícios concretos que justificassem a busca e apreensão e pediu a suspensão da análise e do uso dos materiais apreendidos.

Ao analisar o pedido urgente, o ministro afirmou que, em exame preliminar, não identificou constrangimento ilegal evidente nem os requisitos necessários para a concessão da liminar. Com isso, a solicitação foi indeferida. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pelo STJ após a prestação de informações pelas autoridades envolvidas e manifestação do Ministério Público Federal.

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[VÍDEOS] BOULOS: ‘Tchutchuca’ com uns, ‘tigrão’ com outros

O BLOGDOBG presta total solidariedade às amigas e jornalistas Anna Karinna e Anna Ruth Dantas por manter o profissionalismo ao suportar uma postura agressiva do ministro do governo Lula, Guilherme Boulous, durante entrevista à 98 FM Natal, nesta sexta-feira (13).

Com tom irônico e desrespeitoso, trazendo narrativas contra fatos, interrompendo constamente as falas das jornalistas, Boulous, ‘tchutchuca’ diante do que está acontecendo com o país governado pelo PT, inclusive com as rachadinhas do colega Janones e desvios do INSS, ficou pistola com as jornalistas do RN.

Opinião dos leitores

  1. O cara usa o ‘Galope de Gish”. Consiste em encadear várias mentiras em um curto espaço, de forma que o formato/tempo do debate não permite a correta e adequada refutação.

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Governo Lula já gastou R$ 126,4 milhões com passagens e diárias até meados de março de 2026

“Aerolula” (VC-2) | Foto: Reprodução/FAB

Dispararam para mais de R$126,4 milhões as despesas do governo Lula (PT) com viagens. Até o dia 9 de março de 2026, data da última atualização desses dados no Portal da Transparência, foram destinados R$69,6 milhões ao pagamento de diárias de funcionários do governo petista e outros R$56,1 milhões bancaram as passagens aéreas. A informação é destaque da Coluna Cláudio Humberto deste sábado (14).

O total não inclui as despesas do presidente, primeira-dama e outras autoridades que utilizaram jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB).

Considerando apenas o período entre 9 de fevereiro e 9 de março, o governo Lula admite ter torrado R$93 milhões com deslocamentos.

O Portal da Transparência aponta ainda R$753,4 mil em “outros gastos” com viagens do governo Lula. São taxas de agenciamento, seguros, entre outros.

Em 2025, o governo petista bateu recorde histórico de gastos com viagens – pelo terceiro ano seguido – com R$2,44 bilhões.

Diário do Poder

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TRUMP: Irã está totalmente derrotado e quer acordo que não aceito

Foto: Roberto Schmidt/Getty Images

O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (14) que o Irã está “totalmente derrotado”.

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