Judiciário

MPF: empreiteiras não são vítimas, mas protagonistas do esquema de corrupção

2014-778039855-2014-775469242-2014121116762.jpg_20141211.jpg_20141221Integrante da Força-Tarefa que investiga os desvios na Petrobras, o procurador da República no Paraná Deltan Dallagnol deixa claro que, para o Ministério Público Federal, as empreiteiras envolvidas no caso não são apenas vítimas de servidores da estatal. As empreiteiras são as protagonistas de um esquema de corrupção montado há anos. Em entrevista por escrito ao GLOBO, ele também contesta que o MPF tenha dado qualquer recompensa ao doleiro Alberto Youssef, um dos doze acusados na operação Lava-Jato que fizeram acordo de delação premiada. Segundo o procurador, essas delações ajudaram o Estado a recuperam meio bilhão de reais.

Ontem, a presidente Dilma Rosseff defendeu a preservação de empreiteiras de possíveis punições, e afirmou que “as pessoas” precisam ser punidas. Nesta quarta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, repetiu o discurso da presidente.

Quantos acordos de delação premiada, ou colaboração premiada, foram firmados até o momento? Quais as vantagens desses acordos?

Até o momento, foram feitos 12 acordos de colaboração premiada com investigados e réus. O acordo de colaboração premiada é uma das técnicas especiais de investigação consagrada em diversos países democráticos. Esses acordos são vantajosos para a sociedade em três aspectos. Em primeiro lugar, contribuem para o esclarecimento do crime. Em segundo, facilitam e aceleram a recuperação de valores significativos que retornam para os cofres públicos. Por fim, o que é mais importante, permitem ampliar e aprofundar as investigações, alcançando novos criminosos e outros crimes. O caso Lava-Jato só tomou a proporção que tem por causa dos acordos de colaboração. Eles permitirão o retorno aos cofres públicos de meio bilhão de reais, o que é mais do que tudo que já foi repatriado na história, e deverão, ainda, contribuir para a recuperação de um volume ainda maior de recursos.

O acordo com o doleiro Alberto Youssef tem sido alvo de críticas. A força-tarefa ofereceu recompensa para o doleiro?

Não existe nenhuma recompensa. O parágrafo quarto da cláusula sétima do acordo permite a redução da multa devida, limitada essa redução ao valor de determinados imóveis correspondentes àquilo que não é produto de crime. Assim como é possível reduzir a pena de prisão em razão da colaboração, também é possível também reduzir a pena de multa de modo proporcional à colaboração. Essa é a lógica da colaboração premiada: são oferecidos benefícios em troca de informações e de provas de outros crimes, viabilizando a punição dos culpados e o ressarcimento aos cofres públicos. Troca-se um por uma dúzia ou por muito mais. O acordo deve ser analisado em seu conjunto. Foi fixado um mínimo de 3 anos de prisão em regime fechado para o acusado. No sistema brasileiro de progressão de penas, um condenado só permanece preso por 3 anos em regime fechado se a sanção aplicada for de pelo menos 18 anos de reclusão.

No acordo com o doleiro (parágrafo 4 da cláusula 7) está expresso que a multa pelos crimes praticados por Youssef será igual ao valor de 4 prédios de sobrado que ele tem em São Cristovão, no Rio. Não é pouco para quem está envolvido em tantos crimes?

Pelo acordo, Youssef reconhece que seu patrimônio, avaliado em mais de 50 milhões de reais, é fruto de crimes. Tais bens serão imediatamente incorporados ao patrimônio público. Praticamente tudo o que ele tem será confiscado na execução do acordo, como, por exemplo mais de 80 unidades habitacionais em hotéis. Já a multa, que é um acréscimo em relação à perda dos bens, foi fixada em valor correspondente à parte do patrimônio de Youssef sobre a qual não havia provas de que se tratava de produto de atividade criminosa.

O mesmo acordo, diz que as filhas do doleiro poderão ficar com apartamento em Londrina. Esse apartamento também não teria sido fruto da corrupção? Não deveria ser vendido para ressarcir aos cofres públicos também?

O patrimônio que é confiscado é aquele que é fruto da atividade criminosa. Embora o que é fruto da atividade criminosa esteja sendo objeto de investigação, é certo que Youssef possuía um patrimônio significativo anterior a 2003, que não é fruto dos crimes que estão sendo investigados. O valor equivalente a esse patrimônio antigo não pode ser confiscado, embora ele possa servir para ressarcimento. O confisco atinge apenas os frutos do crime, enquanto o ressarcimento pode atingir o patrimônio de origem lícita. O valor dos imóveis diz respeito ao quanto de ressarcimento que Youssef se comprometeu a realizar voluntariamente. O acordo não impede que a Petrobras ou outros órgãos alcancem o patrimônio restante, para ressarcimento, pelas vias judiciais Se não fosse pelo acordo, nenhum ressarcimento ocorreria nas próximas décadas, pois teríamos que esperar o trânsito em julgado das condenações, o que costuma demorar muitos anos no Brasil.

Se é verdade que todo o patrimônio do Youssef é fruto de desvio de dinheiro de origem pública, não seria de se esperar, então, que ele perdesse todos esses bens?

Há dois aspectos que merecem atenção. Primeiro, a Constituição brasileira proíbe que a pena passe da pessoa do condenado. O patrimônio que corresponde à meação (metade) da esposa pertence a esta, e não ao autor do crime. Isto quer dizer que, não havendo provas do envolvimento dela nos delitos, o confisco desses bens não é juridicamente possível e seria necessário abrir uma ação civil para penhorá-los. Assim, logrou-se no acordo a renúncia por parte dela de reivindicar seu direito à meação sobre todos os bens. Em segundo lugar, Youssef possuía um patrimônio significativo anterior a 2003, não relacionado aos fatos ora sob investigação, que remontam a 2004. O acordo viabilizou o retorno imediato para a sociedade de mais de 90% do patrimônio de Youssef. A maior parte do restante ficou sujeito a uma multa compensatória, e poderá ser alcançado por outros órgãos, inclusive a Petrobras. Nesse sentido, o acordo foi um eficiente instrumento de recuperação de ativos.

O advogado-geral da União, Luís Adams, criticou o acordo do MP com Youssef. Disse que a força-tarefa não pode abrir mão de dinheiro da Petrobras. O que o sr. tem a dizer sobre isso?

A força-tarefa não abriu mão do dinheiro de ninguém. Por meio de acordos e em curto prazo, o Ministério Público conseguirá o retorno aos cofres públicos de cerca de meio bilhão de reais. Além disso, o MPF cobra judicialmente mais de um bilhão de reais das construtoras envolvidas no esquema, e esse montante decorre apenas da parcela das investigações que já foi concluída, sem contar os diversos fatos que ainda estão sob apuração. Todos esses valores retornarão aos cofres da União e da Petrobras, e somente será possível chegar a eles em razão dos acordos já firmados com réus colaboradores. Ademais, em nenhum momento o Ministério Público negociou direitos da União ou da Petrobras, já que outros órgãos públicos ou a própria companhia também poderão buscar o ressarcimento de valores em ações contra Youssef. Talvez a afirmação do Advogado-Geral tenha sido colocada fora de contexto. A Advocacia-Geral da União é um importante parceiro e poderá no futuro colaborar nesse processo de recuperação de ativos.

Algumas empreiteiras sinalizam com a possibilidade de acordo de delação premiada. Quais os benefícios que o Ministério Público pode oferecer para tornar o acordo atrativo para as empreiteiras?

As informações e provas que uma empreiteira pode trazer para o processo, sobre esses e outros crimes, podem ser muito relevantes. Cremos que a sociedade espera uma ampla e profunda investigação que descubra e puna crimes graves praticados em detrimento do erário. O acordo de colaboração com as empreiteiras deve ser bom para a sociedade e para o interesse público. Deve envolver, no mínimo, o reconhecimento de culpa, o pagamento de multas e o fornecimento de informações e provas sobre outros crimes. O benefício das empresas poderá ser, a depender do caso, a redução das penas da empresa, de seus acionistas e sócios.

Outras empreiteiras alegam que foram extorquidas por um esquema político montado na Petrobras. As empreiteiras são mesmo vítimas?

As empreiteiras são protagonistas de um grande e danoso esquema criminoso de sangria de recursos públicos que ocorre há muitos anos. A corrupção é praticada há tanto tempo por essas empresas que se tornou um modelo de negócio que objetivava majorar lucros. Se as empresas se organizaram em cartéis para fraudar licitações e aumentar ilegalmente suas margens de lucro, não faz sentido alegar que foram vítimas de achaques por seus cúmplices.

As empreiteiras têm o direito de manter contratos com a Petrobras obtidos a partir de um esquema de corrupção?

Ninguém tem direito de se beneficiar de sua própria torpeza. Este é um princípio jurídico universalmente consagrado. O interesse público, que deve ser analisado caso a caso, em tese pode justificar a manutençãodesses contratos, a fim de evitar prejuízos ainda maiores para a sociedade. Contudo, a Petrobras pode buscar o ressarcimento de seus prejuízos contra as construtoras, mesmo aquelas que estão executando os atuais contratos. Tudo isso sem prejuízo das sanções cabíveis às construtoras no âmbito do CADE, da CGU e do TCU, e nos processos cíveis a cargo do MPF nas vias judiciais.

Já é possível estimar o valor desviado da Petrobras pelo esquema investigado na Lava Jato ?

Existem estimativas feitas na imprensa de que o valor do prejuízo seria superior a dez bilhões de reais. Contudo, a fonte desse número são relatórios do COAF sobre movimentações suspeitas, relativas a diversos investigados e não necessariamente relacionadas à Petrobras. É difícil fazer uma estimativa, mas alguns parâmetros apontam hoje para prejuízos superiores a cinco bilhões de reais apenas na área de abastecimento. Não podemos esquecer que houve corrupção já comprovada também na área internacional, o que pode elevar a estimativa.

Antes de encerrar, gostaria de esclarecer três coisas. Em primeiro lugar, que a colaboração de Youssef permitirá a recuperação de recursos de muitas outras pessoas e empresas por crimes que até então não eram sequer conhecidos. Acordos dependem de concessões recíprocas. Se a sociedade quer que alcancemos resultados como o do caso Lava Jato mais frequentemente, deve estar disposta, observados os parâmetros legais, a mitigar a intensidade de algumas sanções contra os réus colaboradores. Alguns princípios de ordem prática devem ser respeitados, por exemplo, aquele que nos orienta a trocar um peixe pequeno por um tubarão, ou um peixe por um cardume.

Em segundo lugar, não tem fundamento a crítica de que a colaboração premiada é imoral. Não é imoral colaborar com a Justiça. Colaborar com a sociedade para reportar crimes é moralmente desejável.

Por fim, quero dizer que a crítica segundo a qual prisões preventivas seriam usadas para obter colaborações, não tem fundamento. Prova disso é que, dos 12 acordos fechados até agora, dez foram firmados com colaboradores que jamais foram presos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Eny Tibúrcio 20-03-2016-20-horas- Senhores autoridades parabéns pelo trabalho so assim teremos um pais mais justo melhor para todos que aqui vivem ( Senhor Sergio Moro )O Senhor faz parte da minha da minha, família Eu todo os dias em minhas Oracaos Eu peso para Deus quardar as vidas de todos vocês que O Senhor Jesus Cristo cuide de Vocês todos

  2. Minha opinião que as empreiteiras nao tem culpa, porque se nao desse dinheiro nao pegavam serviço.com isso nao geram empregos, tem que prender os diretores….tem nada haver empreiteiras

  3. Esposa de Juiz da lava Jato é assessora jurídica de Vice do governador Tucano do Paraná, Beto Richa (PSDB)?
    O nome de Rosângela Wolff de Quadros Moro passaria despercebido se não fosse por um detalhe o sobrenome "Moro". Rosângela é esposa de Sérgio Fernando Moro, o Juiz responsável pela Operação Lava Jato, apontado por diversos juristas de nome e renome como o "Rei dos Vazamentos" mas só quando os depoimentos citam alguém do PT e PMDB.
    Por acaso, não mas do que por acaso, "A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB)".
    Aliás, a propósito, Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. A Shell é concorrente direta da Petrobras.
    Coincidência? Acaso? Conveniência ou oportunidade?
    Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviços para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
    Realmente Sérgio, quanto mais se descobre, a podridão não é só no PT e a lavagem cerebral em seus cúmplices me permite confirmar que "OS NOBRES MOTIVOS QUE ENSEJAM TODA ESSA TRAMA ENVOLVENDO UMA INTRINCADA REDE DE INTERESSES SUSPEITOS, NOS LEVAM A ALGUMAS REFLEXÕES…"

  4. Quanto mais se descobre a podridão petista, um partido insepulto graças a lavagem cerebral lançada em seus cúmplices, digo, eleitores, mais me convenço que Aécio é o culpado. Só pode ser ele.

  5. O governo que Aécio queria copiar: coincidência?
    Londrina, Município do Centro-Norte paranaense, a 381 quilômetros de Curitiba (PR), foi o centro de casos preliminares de corrupção tendo o doleiro Alberto Youssef como o principal envolvido. Segundo entrevistados, os supostos crimes investigados na Operação Lava-Jato são similares à experiência de corrupção enfrentada pelo município nas últimas décadas.
    Atual subprocurador-Geral da Justiça do Ministério Público do Paraná, Bruno Sérgio Galatti, esteve à frente das investigações, em 2000, quando o MP descobriu que Youssef descontou, em uma agência de Londrina do extinto banco estadual Banestado, um cheque de R$ 120 mil. O valor foi pago a uma empresa que não existia, por serviços que não foram prestados, e contratados por meio de licitações forjadas na antiga Autarquia Municipal do Ambiente (Ama), atual Secretaria Municipal do Ambiente (Sema).
    O Paraná foi um dos destinos prediletos de Aécio Neves na campanha de 2014. Garantir uma ampla vantagem em relação à candidata do PT nas urnas era uma obrigação estratégica do presidenciável no Estado do aliado de primeira hora, o também Tucano Beto Richa.
    Richa foi eleito em 2010 com o discurso da modernização da gestão, que "faria mais com menos". Fez o oposto. Mostrou-se desqualificado e passou longe de cumprir todas as tarefas que prometeu.
    Logo no primeiro ano no Palácio Iguaçu ultrapassou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Passou quase todo o primeiro mandato descumprindo a LRF, fato que impediu o Paraná de tomar empréstimos e executar investimentos. Com a crise financeira vieram a paralisação de obras de infraestrutura e atraso de pagamento de funcionários.
    Descumpriu a obrigação constitucional de destinar 12% da arrecadação para a saúde. Os gastos com publicidade cresceram 668%. Em dezembro de 2013, assumiu publicamente uma dívida de mais de R$ 1 bilhão com fornecedores.
    Em dezembro de 2014, o aliado de Aécio promoveu um tarifaço na tentativa de recuperar a saúde financeira do Estado: aumentou o IPVA e tributos da gasolina; acabou com a isenção do ICMS sobre uma centena de produtos e aumentou o ICMS sobre outros, entre materiais escolares e eletroeletrônicos.
    Economistas projetaram aumento da inflação e perda do poder de compra das famílias paranaenses por conta da medida
    Aécio pode não ter sido avisado do retumbante fracasso que foi o primeiro mandato do aliado tucano no Paraná. Se foi, virou solenemente as costas à verdade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Cabo Daciolo questiona rotina de Lula e sugere uso de sósia em agendas oficiais: “não é ele”

Imagens: Reprodução/Portal Tudo Acontece

O ex-deputado federal Cabo Daciolo voltou a repercutir nas redes sociais após fazer uma declaração sobre a rotina de compromissos e viagens do presidente Lula .

Durante uma entrevista, Daciolo afirmou que “não é possível” que Lula mantenha o atual ritmo de agendas aos 80 anos e levantou a hipótese de que um sósia poderia estar participando de alguns compromissos públicos do presidente.

A declaração foi feita sem apresentação de provas ou evidências e passou a circular nas redes sociais, gerando repercussão entre apoiadores e críticos do ex-deputado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

MAIS DE 30 HOMICÍDIOS: Polícia investiga organização suspeita de extermínio e possível elo com agentes no RN

Foto: Divulgação/PCRN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

PERIGO NAS RUAS: Motoristas são presos na Grande Natal com embriaguez quase 3 vezes acima do limite

Foto: Divulgação/CPRE

Dois motoristas foram presos por embriaguez ao volante durante uma fiscalização do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), na noite desta sexta-feira (10), em Extremoz, na Grande Natal.

Segundo o CPRE, os condutores, de 50 e 43 anos, foram abordados na RN-160 e apresentaram índices de álcool no teste do bafômetro de 0,99 mg/l e 0,90 mg/l.

Os valores registrados são quase três vezes superiores ao limite que caracteriza crime de trânsito, conforme a legislação brasileira.

Os dois motoristas foram levados para a Central de Flagrantes e autuados com base no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata do crime de conduzir veículo sob influência de álcool.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PROCURADO: Cidade do RN vai pagar R$ 3,5 mil para capturar peixe que ameaça litoral e já matou mergulhador

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Rio do Fogo, no litoral Norte, vai realizar um torneio de caça ao peixe-leão, espécie invasora que ameaça a biodiversidade marinha e representa risco para banhistas e pescadores. A competição acontece no dia 10 de agosto, às 9h, na Colônia Z-3.

Além da ação ambiental, a prefeitura vai distribuir R$ 3,5 mil em premiações. O barco que capturar a maior quantidade de peixes-leão receberá R$ 2 mil.

O segundo colocado ganhará R$ 1 mil, enquanto o terceiro ficará com R$ 500. Também haverá entrega de brindes aos participantes.

Segundo a prefeitura, o objetivo é combater a proliferação da espécie, incentivar a pesca artesanal e conscientizar a população sobre os riscos provocados pelo peixe-leão.

Espécie invasora

O peixe-leão é uma espécie venenosa e invasora que vem se espalhando pelo litoral do Nordeste.

A presença do animal preocupa especialistas pelos impactos sobre a fauna marinha e pelo risco de acidentes com pessoas.

Morte

Em maio de 2025, um mergulhador de 25 anos morreu após ser picado por um peixe-leão durante uma pescaria na praia de Pernambuquinho, em Grossos.

Segundo familiares, ele foi atingido três vezes antes de passar mal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

PREJUÍZO DE R$ 175 MIL: Suspeito de golpe contra idoso é preso em Natal

Foto: Freepik

Um homem de 51 anos foi preso em Natal, suspeito de aplicar um golpe que teria causado prejuízo de cerca de R$ 175 mil a um idoso. Segundo a Polícia Civil, ele convenceu a vítima a contratar empréstimos consignados com a promessa de resolver uma dívida.

As investigações apontam que, após um dos empréstimos, no valor de R$ 110 mil, o suspeito teria ficado com mais de 70% do dinheiro, alegando que o valor seria uma comissão. Os recursos eram transferidos para contas indicadas por ele logo após a liberação do crédito.

De acordo com a Polícia Civil, o idoso tenta recuperar o dinheiro desde 2023, mas o investigado apresentava justificativas para não devolver os valores.

Ainda segundo a investigação, o homem já havia sido preso por outro golpe contra um idoso, que teria provocado prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil, além de responder a outros processos por crimes semelhantes.

O suspeito foi localizado no bairro Lagoa Nova, em Natal.

A Polícia Civil orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

MPF investiga suposto uso da Lei Rouanet em show de Margareth Menezes

Foto: Reprodução

O MPF abriu inquérito para apurar um suposto uso irregular de recursos da Lei Rouanet na apresentação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, no bloco Os Mascarados, no Carnaval de Salvador de 2026.

Segundo o MPF, a intenção é esclarecer a destinação de R$ 290 mil relacionados ao evento. A apuração começou após uma notícia de fato apontar possíveis irregularidades no uso de recursos públicos. Antes , o órgão pediu esclarecimentos ao Ministério da Cultura.

Em nota, a pasta negou que o show tenha sido financiado com recursos da Lei Rouanet ou com verbas da pasta. E afirmou ainda que não existe projeto aprovado no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) para custear o bloco.

A pasta também declarou que a contratação de Margareth Menezes ocorreu sem participação da estrutura administrativa do ministério e que a atuação artística da ministra foi autorizada pelo Comitê de Ética da Presidência da República, conforme as normas aplicáveis.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo Lula já soma 632 voos em jatinhos da FAB; ministros estão entre os que mais viajaram

Foto: Divulgação/FAB

Autoridades do governo Lula já realizaram 632 voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) desde o início deste ano, segundo informações da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Entre os ministros do governo, o campeão de deslocamentos é Camilo Santana (Educação), com 54 voos. Em seguida aparece Alexandre Padilha (Saúde), que utilizou os jatinhos da FAB 44 vezes.

Segundo os dados, somente em abril foram realizados 119 voos nas aeronaves do Grupo de Transporte Especial (GTE), responsável pelo transporte de autoridades.

O Ministério da Defesa fez 67 solicitações de aeronaves no período. A pasta também coordena o transporte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que têm direito ao uso das aeronaves oficiais em determinadas situações.

Atualmente, cerca de 60 autoridades estão autorizadas a solicitar aeronaves da FAB, entre elas o presidente da República, presidentes dos demais Poderes, ministros de Estado, ministros do STF e comandantes das Forças Armadas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘Emendas de Valdemar’ têm ligação com partido de esquerda, diz colunista

Foto: Reprodução

Um levantamento sobre as chamadas “emendas de Valdemar”, investigadas pela Polícia Federal, aponta que os recursos não chegaram apenas a prefeituras administradas pelo PL.

Segundo o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, municípios governados por outras seis siglas, entre elas o PDT, também receberam verbas.

De acordo com a publicação, prefeituras ligadas ao PL receberam mais de R$ 71 milhões. O PSD aparece em seguida, com mais de R$ 32,4 milhões.

Também constam municípios administrados por MDB (R$ 9,5 milhões), PDT (R$ 4,7 milhões), União Brasil (R$ 800 mil), Novo (R$ 290 mil) e PP (R$ 220 mil).

Segundo a Polícia Federal, a suspeita é de que parlamentares atuassem apenas como “fantasmas”, assinando as emendas, enquanto as decisões seriam centralizadas por Valdemar Costa Neto. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos.

Valdemar nega qualquer irregularidade. Em nota, afirmou que não há prova ou indício de que tenha aderido a um esquema criminoso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Justiça bloqueia R$ 227 mil de ex-mulher de Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil de Ana Cristina Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi adotada depois de ela não devolver, no prazo estabelecido, recursos do Fundo Eleitoral usados na campanha de 2022 cuja restituição foi determinada pela Corte.

As informações foram publicadas nesta 6ª feira (10.jul.2026) pelo jornalista Daniel Gullino, da revista Veja. Caso não sejam encontrados recursos suficientes nas contas de Ana Cristina, a cobrança poderá atingir veículos e imóveis registrados em seu nome.

Ana Cristina disputou uma vaga de deputada distrital pelo PP em 2022. Recebeu 1.485 votos e não foi eleita. Suas contas de campanha foram rejeitadas por unanimidade pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) em 2025, conforme parecer do Ministério Público Eleitoral.

Relator do processo, o desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega afirmou que as falhas “permeiam praticamente toda a gama de gastos de campanha”. Entre as irregularidades, citou contratações de pessoal para militância e mobilização de rua sem documentos que comprovassem datas, valores e serviços.

Também foram apontadas despesas com alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de terceiros sem nota fiscal ou outro documento considerado idôneo.

Segundo o magistrado, Ana Cristina não apresentou justificativas nem documentos para sanar as irregularidades. “A ausência de cooperação da candidata com a Justiça Eleitoral demonstra um descaso com o dever de transparência e com a correta aplicação do dinheiro público”, declarou.

Quem é Ana Cristina Valle

Ana Cristina é mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que anunciou pré-candidatura a deputado federal, e foi citada nas investigações sobre o caso das rachadinhas em gabinetes ligados à família Bolsonaro. Ela chefiou o gabinete de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro de 2001 a 2008. Empresas e familiares ligados a ela também foram mencionados nas investigações.

Em 2020, reportagem da revista Época informou que Ana Cristina comprou 14 imóveis de 1997 a 2008, período em que foi casada com Bolsonaro. Segundo a publicação, 5 deles teriam sido pagos em dinheiro. À época, a defesa afirmou que ela não havia cometido crimes e que os fatos apresentados não correspondiam à realidade.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Lula provoca dizendo que Trump teria ‘inveja’ da China

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “inveja” da China por causa do domínio tecnológico e industrial do país asiático no segmento de terras raras e minerais críticos.

A declaração foi feita durante uma reunião no Palácio do Planalto voltada à definição de estratégias para ampliar a participação brasileira nesse mercado.

Ao comentar o tema, Lula disse que chegou ao encontro acreditando que o Brasil ainda possuía pouco conhecimento sobre a exploração desses minerais, mas afirmou ter mudado de avaliação após ouvir especialistas e integrantes do governo.

Segundo ele, o país reúne condições para desenvolver tecnologia própria e ampliar sua presença em uma área considerada estratégica para a indústria global.

Durante o discurso, o presidente declarou que a China concentrou conhecimento e capacidade tecnológica no setor ao longo dos anos e afirmou que esse domínio desperta interesse dos Estados Unidos.

Na mesma fala, disse que Trump poderá passar a se preocupar com o Brasil caso o país avance na cadeia produtiva dos minerais críticos e consiga alcançar um nível semelhante ao dos chineses.

A reunião teve como objetivo discutir medidas para estimular a pesquisa, a exploração e, principalmente, a industrialização das chamadas terras raras no território nacional.

Esses minerais são considerados essenciais para a fabricação de equipamentos de alta tecnologia, como baterias, semicondutores, turbinas eólicas, veículos elétricos e componentes utilizados na indústria de defesa.

Lula também defendeu que o Brasil deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima e passe a agregar valor aos recursos minerais extraídos no país.

Segundo o presidente, é necessária uma decisão política para transformar o potencial geológico brasileiro em desenvolvimento industrial e tecnológico.

O debate ocorre em meio à crescente disputa internacional pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais estratégicos.

Atualmente, a China ocupa posição dominante na produção e no processamento de terras raras, enquanto Estados Unidos e outros países buscam ampliar fornecedores alternativos para reduzir a dependência do mercado chinês.

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *