Judiciário

MPF: empreiteiras não são vítimas, mas protagonistas do esquema de corrupção

2014-778039855-2014-775469242-2014121116762.jpg_20141211.jpg_20141221Integrante da Força-Tarefa que investiga os desvios na Petrobras, o procurador da República no Paraná Deltan Dallagnol deixa claro que, para o Ministério Público Federal, as empreiteiras envolvidas no caso não são apenas vítimas de servidores da estatal. As empreiteiras são as protagonistas de um esquema de corrupção montado há anos. Em entrevista por escrito ao GLOBO, ele também contesta que o MPF tenha dado qualquer recompensa ao doleiro Alberto Youssef, um dos doze acusados na operação Lava-Jato que fizeram acordo de delação premiada. Segundo o procurador, essas delações ajudaram o Estado a recuperam meio bilhão de reais.

Ontem, a presidente Dilma Rosseff defendeu a preservação de empreiteiras de possíveis punições, e afirmou que “as pessoas” precisam ser punidas. Nesta quarta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, repetiu o discurso da presidente.

Quantos acordos de delação premiada, ou colaboração premiada, foram firmados até o momento? Quais as vantagens desses acordos?

Até o momento, foram feitos 12 acordos de colaboração premiada com investigados e réus. O acordo de colaboração premiada é uma das técnicas especiais de investigação consagrada em diversos países democráticos. Esses acordos são vantajosos para a sociedade em três aspectos. Em primeiro lugar, contribuem para o esclarecimento do crime. Em segundo, facilitam e aceleram a recuperação de valores significativos que retornam para os cofres públicos. Por fim, o que é mais importante, permitem ampliar e aprofundar as investigações, alcançando novos criminosos e outros crimes. O caso Lava-Jato só tomou a proporção que tem por causa dos acordos de colaboração. Eles permitirão o retorno aos cofres públicos de meio bilhão de reais, o que é mais do que tudo que já foi repatriado na história, e deverão, ainda, contribuir para a recuperação de um volume ainda maior de recursos.

O acordo com o doleiro Alberto Youssef tem sido alvo de críticas. A força-tarefa ofereceu recompensa para o doleiro?

Não existe nenhuma recompensa. O parágrafo quarto da cláusula sétima do acordo permite a redução da multa devida, limitada essa redução ao valor de determinados imóveis correspondentes àquilo que não é produto de crime. Assim como é possível reduzir a pena de prisão em razão da colaboração, também é possível também reduzir a pena de multa de modo proporcional à colaboração. Essa é a lógica da colaboração premiada: são oferecidos benefícios em troca de informações e de provas de outros crimes, viabilizando a punição dos culpados e o ressarcimento aos cofres públicos. Troca-se um por uma dúzia ou por muito mais. O acordo deve ser analisado em seu conjunto. Foi fixado um mínimo de 3 anos de prisão em regime fechado para o acusado. No sistema brasileiro de progressão de penas, um condenado só permanece preso por 3 anos em regime fechado se a sanção aplicada for de pelo menos 18 anos de reclusão.

No acordo com o doleiro (parágrafo 4 da cláusula 7) está expresso que a multa pelos crimes praticados por Youssef será igual ao valor de 4 prédios de sobrado que ele tem em São Cristovão, no Rio. Não é pouco para quem está envolvido em tantos crimes?

Pelo acordo, Youssef reconhece que seu patrimônio, avaliado em mais de 50 milhões de reais, é fruto de crimes. Tais bens serão imediatamente incorporados ao patrimônio público. Praticamente tudo o que ele tem será confiscado na execução do acordo, como, por exemplo mais de 80 unidades habitacionais em hotéis. Já a multa, que é um acréscimo em relação à perda dos bens, foi fixada em valor correspondente à parte do patrimônio de Youssef sobre a qual não havia provas de que se tratava de produto de atividade criminosa.

O mesmo acordo, diz que as filhas do doleiro poderão ficar com apartamento em Londrina. Esse apartamento também não teria sido fruto da corrupção? Não deveria ser vendido para ressarcir aos cofres públicos também?

O patrimônio que é confiscado é aquele que é fruto da atividade criminosa. Embora o que é fruto da atividade criminosa esteja sendo objeto de investigação, é certo que Youssef possuía um patrimônio significativo anterior a 2003, que não é fruto dos crimes que estão sendo investigados. O valor equivalente a esse patrimônio antigo não pode ser confiscado, embora ele possa servir para ressarcimento. O confisco atinge apenas os frutos do crime, enquanto o ressarcimento pode atingir o patrimônio de origem lícita. O valor dos imóveis diz respeito ao quanto de ressarcimento que Youssef se comprometeu a realizar voluntariamente. O acordo não impede que a Petrobras ou outros órgãos alcancem o patrimônio restante, para ressarcimento, pelas vias judiciais Se não fosse pelo acordo, nenhum ressarcimento ocorreria nas próximas décadas, pois teríamos que esperar o trânsito em julgado das condenações, o que costuma demorar muitos anos no Brasil.

Se é verdade que todo o patrimônio do Youssef é fruto de desvio de dinheiro de origem pública, não seria de se esperar, então, que ele perdesse todos esses bens?

Há dois aspectos que merecem atenção. Primeiro, a Constituição brasileira proíbe que a pena passe da pessoa do condenado. O patrimônio que corresponde à meação (metade) da esposa pertence a esta, e não ao autor do crime. Isto quer dizer que, não havendo provas do envolvimento dela nos delitos, o confisco desses bens não é juridicamente possível e seria necessário abrir uma ação civil para penhorá-los. Assim, logrou-se no acordo a renúncia por parte dela de reivindicar seu direito à meação sobre todos os bens. Em segundo lugar, Youssef possuía um patrimônio significativo anterior a 2003, não relacionado aos fatos ora sob investigação, que remontam a 2004. O acordo viabilizou o retorno imediato para a sociedade de mais de 90% do patrimônio de Youssef. A maior parte do restante ficou sujeito a uma multa compensatória, e poderá ser alcançado por outros órgãos, inclusive a Petrobras. Nesse sentido, o acordo foi um eficiente instrumento de recuperação de ativos.

O advogado-geral da União, Luís Adams, criticou o acordo do MP com Youssef. Disse que a força-tarefa não pode abrir mão de dinheiro da Petrobras. O que o sr. tem a dizer sobre isso?

A força-tarefa não abriu mão do dinheiro de ninguém. Por meio de acordos e em curto prazo, o Ministério Público conseguirá o retorno aos cofres públicos de cerca de meio bilhão de reais. Além disso, o MPF cobra judicialmente mais de um bilhão de reais das construtoras envolvidas no esquema, e esse montante decorre apenas da parcela das investigações que já foi concluída, sem contar os diversos fatos que ainda estão sob apuração. Todos esses valores retornarão aos cofres da União e da Petrobras, e somente será possível chegar a eles em razão dos acordos já firmados com réus colaboradores. Ademais, em nenhum momento o Ministério Público negociou direitos da União ou da Petrobras, já que outros órgãos públicos ou a própria companhia também poderão buscar o ressarcimento de valores em ações contra Youssef. Talvez a afirmação do Advogado-Geral tenha sido colocada fora de contexto. A Advocacia-Geral da União é um importante parceiro e poderá no futuro colaborar nesse processo de recuperação de ativos.

Algumas empreiteiras sinalizam com a possibilidade de acordo de delação premiada. Quais os benefícios que o Ministério Público pode oferecer para tornar o acordo atrativo para as empreiteiras?

As informações e provas que uma empreiteira pode trazer para o processo, sobre esses e outros crimes, podem ser muito relevantes. Cremos que a sociedade espera uma ampla e profunda investigação que descubra e puna crimes graves praticados em detrimento do erário. O acordo de colaboração com as empreiteiras deve ser bom para a sociedade e para o interesse público. Deve envolver, no mínimo, o reconhecimento de culpa, o pagamento de multas e o fornecimento de informações e provas sobre outros crimes. O benefício das empresas poderá ser, a depender do caso, a redução das penas da empresa, de seus acionistas e sócios.

Outras empreiteiras alegam que foram extorquidas por um esquema político montado na Petrobras. As empreiteiras são mesmo vítimas?

As empreiteiras são protagonistas de um grande e danoso esquema criminoso de sangria de recursos públicos que ocorre há muitos anos. A corrupção é praticada há tanto tempo por essas empresas que se tornou um modelo de negócio que objetivava majorar lucros. Se as empresas se organizaram em cartéis para fraudar licitações e aumentar ilegalmente suas margens de lucro, não faz sentido alegar que foram vítimas de achaques por seus cúmplices.

As empreiteiras têm o direito de manter contratos com a Petrobras obtidos a partir de um esquema de corrupção?

Ninguém tem direito de se beneficiar de sua própria torpeza. Este é um princípio jurídico universalmente consagrado. O interesse público, que deve ser analisado caso a caso, em tese pode justificar a manutençãodesses contratos, a fim de evitar prejuízos ainda maiores para a sociedade. Contudo, a Petrobras pode buscar o ressarcimento de seus prejuízos contra as construtoras, mesmo aquelas que estão executando os atuais contratos. Tudo isso sem prejuízo das sanções cabíveis às construtoras no âmbito do CADE, da CGU e do TCU, e nos processos cíveis a cargo do MPF nas vias judiciais.

Já é possível estimar o valor desviado da Petrobras pelo esquema investigado na Lava Jato ?

Existem estimativas feitas na imprensa de que o valor do prejuízo seria superior a dez bilhões de reais. Contudo, a fonte desse número são relatórios do COAF sobre movimentações suspeitas, relativas a diversos investigados e não necessariamente relacionadas à Petrobras. É difícil fazer uma estimativa, mas alguns parâmetros apontam hoje para prejuízos superiores a cinco bilhões de reais apenas na área de abastecimento. Não podemos esquecer que houve corrupção já comprovada também na área internacional, o que pode elevar a estimativa.

Antes de encerrar, gostaria de esclarecer três coisas. Em primeiro lugar, que a colaboração de Youssef permitirá a recuperação de recursos de muitas outras pessoas e empresas por crimes que até então não eram sequer conhecidos. Acordos dependem de concessões recíprocas. Se a sociedade quer que alcancemos resultados como o do caso Lava Jato mais frequentemente, deve estar disposta, observados os parâmetros legais, a mitigar a intensidade de algumas sanções contra os réus colaboradores. Alguns princípios de ordem prática devem ser respeitados, por exemplo, aquele que nos orienta a trocar um peixe pequeno por um tubarão, ou um peixe por um cardume.

Em segundo lugar, não tem fundamento a crítica de que a colaboração premiada é imoral. Não é imoral colaborar com a Justiça. Colaborar com a sociedade para reportar crimes é moralmente desejável.

Por fim, quero dizer que a crítica segundo a qual prisões preventivas seriam usadas para obter colaborações, não tem fundamento. Prova disso é que, dos 12 acordos fechados até agora, dez foram firmados com colaboradores que jamais foram presos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Eny Tibúrcio 20-03-2016-20-horas- Senhores autoridades parabéns pelo trabalho so assim teremos um pais mais justo melhor para todos que aqui vivem ( Senhor Sergio Moro )O Senhor faz parte da minha da minha, família Eu todo os dias em minhas Oracaos Eu peso para Deus quardar as vidas de todos vocês que O Senhor Jesus Cristo cuide de Vocês todos

  2. Minha opinião que as empreiteiras nao tem culpa, porque se nao desse dinheiro nao pegavam serviço.com isso nao geram empregos, tem que prender os diretores….tem nada haver empreiteiras

  3. Esposa de Juiz da lava Jato é assessora jurídica de Vice do governador Tucano do Paraná, Beto Richa (PSDB)?
    O nome de Rosângela Wolff de Quadros Moro passaria despercebido se não fosse por um detalhe o sobrenome "Moro". Rosângela é esposa de Sérgio Fernando Moro, o Juiz responsável pela Operação Lava Jato, apontado por diversos juristas de nome e renome como o "Rei dos Vazamentos" mas só quando os depoimentos citam alguém do PT e PMDB.
    Por acaso, não mas do que por acaso, "A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB)".
    Aliás, a propósito, Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. A Shell é concorrente direta da Petrobras.
    Coincidência? Acaso? Conveniência ou oportunidade?
    Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviços para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
    Realmente Sérgio, quanto mais se descobre, a podridão não é só no PT e a lavagem cerebral em seus cúmplices me permite confirmar que "OS NOBRES MOTIVOS QUE ENSEJAM TODA ESSA TRAMA ENVOLVENDO UMA INTRINCADA REDE DE INTERESSES SUSPEITOS, NOS LEVAM A ALGUMAS REFLEXÕES…"

  4. Quanto mais se descobre a podridão petista, um partido insepulto graças a lavagem cerebral lançada em seus cúmplices, digo, eleitores, mais me convenço que Aécio é o culpado. Só pode ser ele.

  5. O governo que Aécio queria copiar: coincidência?
    Londrina, Município do Centro-Norte paranaense, a 381 quilômetros de Curitiba (PR), foi o centro de casos preliminares de corrupção tendo o doleiro Alberto Youssef como o principal envolvido. Segundo entrevistados, os supostos crimes investigados na Operação Lava-Jato são similares à experiência de corrupção enfrentada pelo município nas últimas décadas.
    Atual subprocurador-Geral da Justiça do Ministério Público do Paraná, Bruno Sérgio Galatti, esteve à frente das investigações, em 2000, quando o MP descobriu que Youssef descontou, em uma agência de Londrina do extinto banco estadual Banestado, um cheque de R$ 120 mil. O valor foi pago a uma empresa que não existia, por serviços que não foram prestados, e contratados por meio de licitações forjadas na antiga Autarquia Municipal do Ambiente (Ama), atual Secretaria Municipal do Ambiente (Sema).
    O Paraná foi um dos destinos prediletos de Aécio Neves na campanha de 2014. Garantir uma ampla vantagem em relação à candidata do PT nas urnas era uma obrigação estratégica do presidenciável no Estado do aliado de primeira hora, o também Tucano Beto Richa.
    Richa foi eleito em 2010 com o discurso da modernização da gestão, que "faria mais com menos". Fez o oposto. Mostrou-se desqualificado e passou longe de cumprir todas as tarefas que prometeu.
    Logo no primeiro ano no Palácio Iguaçu ultrapassou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Passou quase todo o primeiro mandato descumprindo a LRF, fato que impediu o Paraná de tomar empréstimos e executar investimentos. Com a crise financeira vieram a paralisação de obras de infraestrutura e atraso de pagamento de funcionários.
    Descumpriu a obrigação constitucional de destinar 12% da arrecadação para a saúde. Os gastos com publicidade cresceram 668%. Em dezembro de 2013, assumiu publicamente uma dívida de mais de R$ 1 bilhão com fornecedores.
    Em dezembro de 2014, o aliado de Aécio promoveu um tarifaço na tentativa de recuperar a saúde financeira do Estado: aumentou o IPVA e tributos da gasolina; acabou com a isenção do ICMS sobre uma centena de produtos e aumentou o ICMS sobre outros, entre materiais escolares e eletroeletrônicos.
    Economistas projetaram aumento da inflação e perda do poder de compra das famílias paranaenses por conta da medida
    Aécio pode não ter sido avisado do retumbante fracasso que foi o primeiro mandato do aliado tucano no Paraná. Se foi, virou solenemente as costas à verdade.

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VÍDEO: Congestionamento em trecho de acidente com carretas na Reta Tabajara é grande; apenas veículos pequenos estão passando pelo local

 

O trânsito na altura do km 287 da BR-304, na Reta Tabajara, em Macaíba segue parcialmente interditado no sentido Natal após um acidente envolvendo três carretas na manhã deste domingo (10).

O congestionamento a partir do local do acidente já é grande, com várias outras carretas e caminhões. Apenas veículos pequenos estão conseguindo passar pelo trecho onde aconteceu o acidente. Não houve registro de morte, vítimas tiveram lesões leves.

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Moraes rejeita aplicar Lei da Dosimetria para “Débora do Batom” e outros 23 presos pelos atos de 8 de janeiro

Foto: Reprodução e Joedson Alvez/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes suspendeu até este domingo (10) a análise de 24 pedidos de aplicação da chamada Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Entre os casos está o de Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão após escrever com batom a frase “perdeu, mané” em uma estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo Moraes, é necessário aguardar o julgamento das ações que questionam a constitucionalidade da nova lei. O ministro deu prazo de cinco dias úteis para o Congresso responder à ação apresentada pela federação PSOL-Rede, que aponta supostas irregularidades na derrubada do veto presidencial ao projeto.

Na decisão, Moraes afirmou que os pareceres do Congresso, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República podem influenciar tanto na execução quanto na definição das penas.

Os pedidos de revisão começaram a ser apresentados após a promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A defesa de Débora Rodrigues afirmou que a decisão do ministro contraria a vontade do Congresso e argumentou que a nova legislação já está em vigor e deve ser aplicada imediatamente.

A federação PT/PCdoB/PV também acionou o STF para pedir a suspensão da lei, alegando incompatibilidade com a Constituição e com decisões anteriores da Corte.

Em nota, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, classificou a proposta como um “retrocesso contra a democracia”.

 

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VÍDEO: Grave acidente envolvendo carretas bloqueia trecho da Reta Tabajara, em Macaíba

Um grave acidente envolvendo cinco carretas foi registrado na manhã deste domingo (10), na Reta Tabajara, na BR-304, em Macaíba, no sentido Natal.

O acidente deixou uma pessoa com ferimentos leves. O trecho está bloqueado neste momento.

Segundo a PRF, apenas o trânsito liberado apenas para veículos de passeio no sentido crescente da rodovia, no trecho Natal-Mossoró.

Com informações de Via Certa Natal

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Walter Alves intensifica agenda e confirma apoios em dez municípios

O presidente estadual do MDB e pré-candidato a deputado estadual, Walter Alves, cumpriu intensa agenda política nesta sexta-feira (8) e sábado (9), com visitas a seis municípios do Rio Grande do Norte e confirmação de apoio de várias lideranças políticas.

Na sexta-feira, Walter esteve em Apodi ao lado do ex-prefeito Alan Silveira e da ex-prefeita Gorete Silveira. Durante a agenda, Walter visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito do Bico Torto, inaugurada recentemente com recursos destinados por ele, ainda no período em que exerceu mandato de deputado federal.

Ainda em Apodi, Walter concedeu entrevista ao programa Meio Dia TCM, do radialista Tibúrcio Marinho, onde destacou os mais de R$ 15 milhões destinados ao município ao longo dos últimos anos.

Após a agenda em Apodi, Walter seguiu para Martins, onde participou de um evento em homenagem às mães atípicas promovido pelo coordenador do grupo Acolhe Mãe, Donny Almeida. Na sequência, concedeu entrevista à rádio Minha Vida FM, abordando o cenário político do Rio Grande do Norte e as articulações para as eleições de 2026.

Ainda na sexta, Walter se reuniu com lideranças políticas de Umarizal e Serrinha dos Pintos que confirmaram apoio à pré-campanha a deputado estadual do emedebista.

No sábado (9), Walter Alves iniciou a agenda em Pau dos Ferros, onde concedeu entrevista à Rádio Obelisco. Em seguida, se reuniu com a ex-prefeita de São Francisco do Oeste, Gildene Barreto e o vereador Raimundo da Farmácia. Walter também se reuniu com o ex-prefeito de Venha-Ver, Célio Pinicapau.

Na sequência, o presidente do MDB visitou o município de Francisco Dantas, onde se encontrou com o líder político Fábio Silveira. Depois, seguiu para Governador Dix-Sept Rosado. Lá, conversou com a ex-prefeita Lanice, a ex-vereadora Zineuda Macedo, a vereadora Larissa Macedo, além das lideranças Edjunior, Mundinho Roseno e Reginaldo.

Encerrando a agenda, esteve em Angicos, onde participou de um culto em ação de graças na Tapiocaria Coisas do Sertão e, em seguida, acompanhou o show católico do cantor William Sanfona. Em Angicos, Walter esteve acompanhado pelo prefeito Pinheiro Neto e vereadores.

“Só tenho a agradecer o carinho, a confiança e a receptividade que tenho recebido em cada município. É ouvindo as pessoas e dialogando com as lideranças que seguimos fortalecendo nosso trabalho em favor do Rio Grande do Norte”, destacou Walter Alves.

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Arco do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis em Patu é demolido após ser atingido por veículo

Foto: Reprodução

O arco do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, em Patu, precisou ser demolido na manhã de sábado (9) após ser atingido por um veículo.

Segundo a Guarda Civil Municipal de Patu, o acidente ocorreu por volta das 9h40. Quando as equipes chegaram ao local, o veículo já havia deixado a área. Moradores relataram que o automóvel envolvido seria um caminhão.

A estrutura, considerada um dos principais símbolos históricos e religiosos da cidade, sofreu danos que comprometeram sua estabilidade. Por risco de desabamento, a área foi isolada e o arco acabou demolido por questões de segurança.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte informou que orientou o isolamento do local e o acionamento da equipe de engenharia da prefeitura para avaliação da estrutura.

Moradores lamentaram a destruição do monumento, que dá acesso à barragem e à serra do município.

Segundo informações iniciais, o arco deverá ser reconstruído. Pedras da estrutura foram numeradas para preservar ao máximo as características originais do monumento durante a futura obra.

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“O Brasil e o RN precisam mudar, e onde tiver um voto nós vamos buscar”, diz Carla Dickson em evento do PL em Mossoró

A deputada federal Carla Dickson participou neste sábado (09), do encontro estadual do PL, realizado em Mossoró. A programação reuniu apoiadores, lideranças políticas e pré-candidatos para as eleições gerais deste ano.

“Foi um encontro importante, no qual estiveram presentes as principais lideranças que vão apoiar Álvaro Dias. Tivemos a presença de deputados federais, vários candidatos a deputado estadual e também do candidato ao Senado, Coronel Hélio. O Brasil e o RN precisam mudar, e onde tiver um voto nós vamos buscar.”, disse a deputada.

O evento contou com a presença do senador Rogério Marinho, do pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias e do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio. Também participaram cerca de 25 prefeitos e vice-prefeitos, além de vereadores e lideranças de aproximadamente 60 municípios potiguares.

A mobilização reforçou o processo de fortalecimento e articulação política do PL no estado, marcando mais uma etapa da preparação da legenda para as eleições de 2026.

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Operação Zero Álcool prende 11 motoristas por embriaguez na Grande Natal durante o fim de semana

Foto: divulgação/CPRE

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio da Operação Zero Álcool do Batalhão Rodoviário, prendeu 11 motoristas por embriaguez ao volante entre a noite da sexta-feira (8) e o sábado (9) em cidades da Grande Natal.

As prisões ocorreram em Extremoz, Macaíba, Parnamirim e São José de Mipibu.

Na noite da sexta-feira (8) e início da madrugada do sábado (9), quatro pessoas foram presas:

  • uma mulher de 36 anos, em Extremoz, com 0,45 mg/l;
  • um homem de 41 anos, também em Extremoz, com 0,53 mg/l;
  • dois homens em São José de Mipibu, ambos com índices superiores a 0,33 mg/l.

Já durante o sábado (9), outras sete prisões foram registradas:

  • dois idosos de 60 e 62 anos, em Extremoz, com 0,48 mg/l e 0,65 mg/l;
  • três motoristas em Macaíba, entre eles um idoso de 77 anos, todos com índices superiores a 0,33 mg/l;
  • um homem de 40 anos, em Parnamirim, com 0,63 mg/l;
  • um homem de 35 anos, em São José de Mipibu, com 0,57 mg/l.

Segundo o CPRE, todos os condutores foram encaminhados à Central de Flagrantes. Além das prisões, os motoristas receberam multas e terão o direito de dirigir suspenso por 12 meses.

A Operação Zero Álcool segue sendo realizada em diversos pontos da Grande Natal com o objetivo de reduzir acidentes e combater a combinação de álcool e direção.

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PAPO DE FOGÃO ESPECIAL DIA DAS MÃES: Confiras as receitas de ragu de polvo com massa fresca; e charutinhos de cogumelos

RAGU DE POLVO
Ingredientes:
4 latas pequenas de tomate pelado
3 cebolas roxas
100g de bacon
1 colher de sopa de páprica defumada
1 colher de sopa de shoyu
1 colher de chá de pimenta caiena
2 folhas de louro
1 Ramo de tomilho
Folhas de 1 ramo de alecrim
Sal e pimenta do reino a gosto
2 colheres de sopa de melaço
3 unidades de polvo cortado em cubos
500g de massa de sua preferência, cozida al dente
1L de água
350ml de vinho tinto seco
Raspa de limão siciliano a gosto

Modo de preparo:
Pique as cebolas, o bacon e o alecrim bem picadinhos. Reserve, separado.
Em uma panela funda doure o bacon, deixando parte da gordura no fundo da panela.
Coloque a cebola e refogue até ficar transparente.
Coloque o polvo picado na panela para refogar e misture.
Junte o vinho e deixe evaporar o álcool.
Acrescente a páprica e o shoyu e misture.
Acrescente o tomate pelado, o restante dos ingredientes, menos a massa, e deixe cozinhar por 40 minutos em fogo baixo, se preferir o polvo mais macio deixe 50 minutos.
Cozinhe a massa na água e retire 2 minutos antes do tempo indicado na embalagem da massa.
Adicione a massa ao ragu com um pouco de água do cozimento e cozinhe por mais 2 minutos.
Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 45min

DICA RÁPIDA

CHARUTINHOS DE COGUMELOS

Ingredientes:
250g de massa filo
50g de manteiga
20g de castanha de caju
80g de Shitake
80g de funghi
180g de creme cheese
15ml de cachaça
1 dente de alho
Raspas de limão siciliano
Cebolinha, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Corte a massa filo no tamanho de um aro para canolis, envolvendo no aro, pincela um pouco da manteiga e coloque para assar em forno preaquecido a 150 graus.

Recheio:

Em uma panela coloque a manteiga e refogue os cogumelos.
Coloque a cachaça para flambar, depois de refogado desligue o fogo. Acrescente o creme cheese, o alho picadinho, a cebolinha, as raspas de limão siciliano e misture bem.
Passe o mixer para o creme ficar liso, corrija o sal e pimenta e reserve.

Montagem:
Utilize um saco de confeitar (se não tiver, use um saco grosso, pode ser de arroz) para rechear os canudinhos.
Coloque o creme de cogumelos no saco, coloque a ponta cortada dentro do canudo e insira o recheio. Faça isso dos dois lados para que ele fique bem recheado.
Passe as pontas dos charutinhos em castanha de caju triturada.
Depois só decorar com alguns brotos e flores comestíveis e servir.

Tempo de preparo: 15min
Tempo de cozimento: 20min

AIOLI
Ingredientes:
2 dentes de alho
150ml de leite
350ml de óleo
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Coloque o alho e leite no liquidificador ou no mixer e vai adicionando o óleo, em ponto de fio, aos poucos.
Quando chegar em textura de maionese, temperar com sal e pimenta.

Tempo de preparo: 8min

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VÍDEO: “Lula, o Brasil vai te aposentar e, no nosso governo, ninguém vai roubar a sua aposentadoria”, diz Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro afirmou neste sábado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será “aposentado” pelos eleitores nas eleições de 2026. Flávio completou dizendo que, em um eventual governo do PL, “ninguém vai roubar a aposentadoria” de Lula.

A declaração foi feita durante evento do Partido Liberal em Florianópolis, em Santa Catarina, no sábado (9), onde o senador participou do lançamento de pré-candidaturas do partido ao governo estadual e ao Senado.

O senador também criticou a atual gestão federal e afirmou que o PT perderá força política a partir de 2027.

“A partir de 2027, Lula não será mais presidente do Brasil. Nós nunca mais iremos falar de PT, porque eles vão ficar recolhidos na insignificância deles. Todo o mal, todo o ódio que esse Lula 3 está cometendo não é só contra os patriotas. É o mal que ele faz ao Brasil, o mal que ele faz a quem quer empreender”, afirmou o senador.

O evento reuniu lideranças estaduais e nacionais do PL, além de deputados federais, estaduais e dirigentes da sigla.

Opinião dos leitores

  1. Quando Lula se aposentar poderar ir e vir livremente e com a consiencia tranquila. Já o pai dele está preso pelos crimes que cometeu.

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Um em cada cinco eleitores brasileiros já foi alvo de tentativa de compra de voto, diz pesquisa Ipsos-Ipec

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senad

Pesquisa da Ipsos-Ipec mostra que 22% dos brasileiros afirmam já ter recebido oferta para vender o voto em algum período eleitoral. O levantamento foi encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

Segundo a pesquisa, vereadores aparecem como os principais responsáveis pelas abordagens, citados por 59% dos entrevistados que relataram tentativa de compra de votos. Prefeitos foram mencionados por 43%.

O estudo também aponta que a prática é percebida como frequente por grande parte da população. Para 39% dos entrevistados, a compra de votos acontece “sempre” em suas cidades. Outros 30% afirmam que ocorre “frequentemente” ou “às vezes”.

Além da oferta direta de dinheiro, especialistas alertam que favores como consultas médicas, acesso facilitado a benefícios sociais, festas e distribuição de alimentos também podem configurar compra de votos, embora muitos eleitores não reconheçam essas práticas como crime.

O Nordeste apresentou o maior índice de pessoas que disseram já ter recebido propostas para vender o voto, com 32%, acima da média nacional.

A pesquisa revelou ainda que a maioria da população não sabe como denunciar o crime. Cerca de 62% afirmaram desconhecer os canais de denúncia, enquanto 52% disseram não se sentir seguros para relatar os casos às autoridades.

A compra de votos, chamada legalmente de “captação ilícita de sufrágio”, pode levar a pena de até quatro anos de prisão. As denúncias podem ser feitas por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, além de delegacias e Ministérios Públicos.

A pesquisa foi feita pelo Ipsos-Ipec entre 4 e 8 de dezembro do ano passado, com 2000 entrevistas em 131 municípios. O nível de confiança utilizado é de 95%. A margem de erro para as perguntas que englobam toda a amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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