É um mistério o assassinato de uma mulher no fim da manhã de hoje na Avenida Amintas Barros, na altura do cruzamento com a Rua Bom Pastor, em bairro homônino, Zona Oeste da capital.
O que se sabe por hora é que dois homens ainda não identificados abordaram-na em uma moto e realizaram os disparos.
Ainda não há pistas concretas sobre os assassinos, tampouco se sabe ainda o motivo do crime.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (21), em Nova Délhi, que Brasil e Índia são as duas maiores democracias do chamado Sul Global, deixando novamente a China fora dessa classificação. A declaração foi feita ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
Na véspera, Lula já havia adotado o mesmo posicionamento em entrevista a um canal indiano. O conceito de Sul Global costuma reunir países emergentes ou em desenvolvimento e também nações que buscam maior protagonismo frente às potências ocidentais. A China, apesar de ser a segunda maior economia do mundo, se considera parte desse grupo.
Durante a agenda oficial, Lula defendeu o fortalecimento das parcerias entre Brasil e Índia como forma de evitar uma “nova guerra fria entre duas potências”. O presidente também voltou a cobrar a reforma da Organização das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, defendendo assentos permanentes para Brasil e Índia e maior capacidade de intervenção da entidade em conflitos internacionais.
As declarações ocorrem em meio ao discurso brasileiro de defesa de um mundo multipolar. Apesar da exclusão da China no campo das democracias do Sul Global, Brasil e o país asiático mantêm relações diplomáticas próximas e parcerias estratégicas em diferentes áreas. Modi afirmou que os dois países compartilham aspirações comuns e concordou com a necessidade de reformar instituições internacionais.
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP
Pesquisas diárias realizadas para o mercado financeiro e que circularam entre lideranças do PT e integrantes do governo apontaram um cenário inesperado durante o Carnaval: por dois dias, o senador Flávio Bolsonaro teria aparecido numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno.
A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. De acordo com relatos de aliados do Planalto, a rejeição a Lula também subiu no período, chegando a ficar mais de quatro pontos acima da aprovação. Após o feriado, no entanto, os números teriam voltado a oscilar, com queda tanto na desaprovação do presidente quanto no desempenho do principal adversário.
Na avaliação de uma liderança governista que acompanha os levantamentos, o aumento da rejeição não se consolidou em um novo patamar permanente. Ainda assim, o governo enfrenta o desafio de reverter o quadro e fazer com que a aprovação volte a superar a reprovação.
Levantamentos divulgados entre dezembro e janeiro já indicavam tendência de desgaste. Pesquisa do Datafolha no início de dezembro apontou empate técnico: 49% desaprovavam o trabalho pessoal de Lula, enquanto 48% aprovavam. Desde então, sondagens tornadas públicas têm mostrado a avaliação negativa numericamente acima da positiva.
O movimento registrado durante o Carnaval reforça a leitura de que o cenário pré-eleitoral permanece aberto e sujeito a oscilações no humor do eleitorado.
O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Kleber Cabral, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (20), após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a entidade, Cabral foi ouvido na condição de investigado em razão de declarações concedidas à imprensa.
A decisão gerou reação de entidades e comentaristas. A Transparência Internacional Brasil criticou a medida, afirmando que um presidente de sindicato estaria sendo alvo de intimidação por parte de um juiz constitucional.
No telejornal Em Pauta, o jornalista Demétrio Magnoli classificou o caso como “intimidação aberta”. Segundo ele, a convocação não atinge apenas o dirigente sindical, mas envia um recado à categoria dos auditores-fiscais sobre possíveis consequências de questionamentos envolvendo autoridades.
Magnoli afirmou que Cabral teria se tornado investigado apenas por manifestar opiniões críticas à condução de procedimentos adotados por Moraes. Para o comentarista, a medida representa um avanço preocupante no debate sobre liberdade de expressão e limites de atuação institucional.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não divulgou detalhes públicos sobre o conteúdo específico das declarações que motivaram o depoimento.
Após desistir de comparecer à CPMI do INSS, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é esperado para prestar esclarecimentos ao grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O colegiado é presidido pelo senador Renan Calheiros e acompanha as investigações sobre fraudes envolvendo a instituição financeira.
Vorcaro havia sido convocado para depor na CPMI na segunda-feira (23), mas optou por não comparecer após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que tornou facultativa sua presença. O magistrado entendeu que, mesmo convocado, o empresário poderia invocar o direito à não autoincriminação.
O ministro também negou pedido para que Vorcaro se deslocasse ao Congresso em jato particular, autorizando apenas viagem em voo comercial ou aeronave da Polícia Federal. Diante do cenário, o banqueiro decidiu evitar a exposição política no colegiado da CPMI.
A oitiva agora pode ocorrer na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que discute os desdobramentos do caso. Vorcaro cumpre medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica desde novembro do ano passado, após ter ficado preso por cerca de dez dias.
O grupo de trabalho também prevê reuniões com o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, além de já ter ouvido autoridades como o presidente do Banco Central e o diretor-geral da Polícia Federal. A comissão busca acesso a informações das investigações e analisa possíveis quebras de sigilo.
Rebaixada no Carnaval de 2026 após desfile na Sapucaí, a Acadêmicos de Niterói tentou incluir 15 crianças e adolescentes, de 8 a 17 anos, em sua apresentação, mas foi impedida por decisão judicial às vésperas do desfile. A escola homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enredo.
Segundo apuração da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles, a agremiação não pretendia colocar os menores em carros alegóricos — o que é vedado pela Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) —, mas o pedido de autorização judicial foi protocolado fora do prazo previsto no regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A exigência é que a solicitação seja apresentada com antecedência mínima de 20 dias.
Na decisão, a juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita, da 1ª Vara da Infância e da Juventude Protetiva da Capital, destacou que o pedido foi protocolado em 4 de fevereiro, quando o prazo final havia se encerrado em 24 de janeiro. A magistrada ressaltou que, por se tratar de prazo de direito material, não há prorrogação para o primeiro dia útil seguinte.
A participação de menores em eventos como o desfile na Sapucaí depende de autorização com base no artigo 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apesar de apresentar a documentação exigida, a escola não cumpriu o prazo regulamentar.
Na apuração, a Acadêmicos de Niterói obteve 264,6 pontos — a menor pontuação entre as escolas do Grupo Especial — e recebeu nota 10 apenas no quesito samba-enredo. A campeã Unidos do Viradouro somou 270 pontos. Com o resultado, a escola de Niterói disputará a Série Ouro no próximo ano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (20) uma tarifa global de 10% sobre produtos importados. A medida será aplicada com base na Seção 122 do Ato do Comércio de 1974, após a Supreme Court of the United States barrar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor as taxas.
Segundo a Casa Branca, a nova alíquota entra em vigor no dia 24 de fevereiro. A Seção 122 permite tarifas de até 15% como resposta a problemas no balanço de pagamentos internacionais ou para evitar uma desvalorização significativa e iminente do dólar. No entanto, a regra limita a duração da medida a 150 dias, prazo que só pode ser prorrogado com aprovação do Congresso.
A decisão ocorre após a Suprema Corte, por seis votos a três, entender que a IEEPA não autoriza a criação de tarifas globais sem aval do Legislativo. O julgamento também abriu discussão sobre eventual reembolso a empresas que pagaram taxas impostas anteriormente com base nesse instrumento.
Trump criticou publicamente a decisão dos magistrados e afirmou que países estrangeiros “exploram” os Estados Unidos há anos. A política tarifária é uma das principais bandeiras do republicano, que defende as taxas como forma de reequilibrar o comércio exterior. Apesar disso, o déficit comercial norte-americano registrou queda de apenas 0,2% em 2025 na comparação com o ano anterior.
O presidente destacou que seguem em vigor as tarifas aplicadas com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial americana. A Seção 232, da Lei de Expansão Comercial de 1962, permite tarifas por razões de segurança nacional, enquanto a Seção 301, do Ato de Comércio de 1974, autoriza investigações sobre práticas consideradas injustas por parceiros comerciais — incluindo apurações que envolvem o Brasil.
A primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, está hospedada no Lotte Hotel Seoul, na capital sul-coreana, onde as diárias podem chegar a R$ 7.625. O valor corresponde a uma suíte de 76 metros quadrados, com dois ambientes. Segundo o site do hotel, o quarto mais simples na torre principal custa cerca de R$ 1.750 para um adulto.
Localizado próximo à região de Myeongdong, área central e turística de Seul, o hotel fica cercado por lojas e restaurantes. Janja viajou acompanhada de uma assessora. Integrantes do Palácio do Planalto também estão hospedados no local, mas em outra torre.
A primeira-dama está em Seul desde quinta-feira (19) e integra a equipe precursora responsável por preparar a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarca no país no domingo (22), após compromissos na Índia. Lula e ministros da comitiva também ficarão no mesmo hotel.
Nesta sexta-feira (20), Janja se reuniu com jovens brasileiros residentes na Coreia do Sul que atuam como influenciadores digitais. Ela também tem agenda prevista no Museu Nacional do Folclore da Coreia, onde visitará uma exposição sobre o Carnaval brasileiro, acompanhada da primeira-dama sul-coreana, Kim Hea-Kyung.
Antes da viagem, Janja participou de encontro em São Paulo com representantes da comunidade coreana no Brasil e recebeu de presente um hanbok, traje tradicional do país asiático.
Alvo da Polícia Federal na investigação sobre a chamada “Farra do INSS”, o empresário Tiago Schettini Batista está nos Estados Unidos e ainda não foi preso. Ele é apontado como sócio oculto de entidades investigadas por descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social.
A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. A defesa solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a revogação da prisão preventiva decretada em dezembro, na última fase da Operação Sem Desconto. O pedido ainda não foi analisado. Segundo os advogados, Schettini já estava fora do país quando a ordem foi expedida e tem passagens compradas para retornar ao Brasil, o que afasta, tecnicamente, a condição de foragido.
De acordo com a PF, Schettini atuava ao lado do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, como controlador de fato da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das entidades investigadas por fraudes em mensalidades descontadas de aposentados. A corporação afirma que empresas ligadas ao grupo eram utilizadas para simular prestação de serviços e dar aparência de legalidade às operações.
Os investigadores apontam ainda que Schettini teria recebido milhões de reais de entidades envolvidas no esquema, inclusive valores repassados por empresas vinculadas ao suposto operador do caso. Para a PF, ele exercia função estratégica na engrenagem financeira e teria participação nos lucros, embora atuasse de forma discreta para evitar exposição.
No ano passado, Schettini chegou a ser convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso, mas foi dispensado após obter habeas corpus no STF. A defesa afirma que não comenta processos em andamento, especialmente sob sigilo.
As cartas enviadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em regime fechado na Papudinha, em Brasília, estão sendo recusadas no momento da entrega, segundo os Correios. A instituição afirma que realiza “regularmente as entregas no Núcleo de Custódia do 19º BPMDF”, mas que, no destino final, as correspondências não estão sendo aceitas.
O 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, responsável pela ala onde Bolsonaro está detido, disse que “não realiza gestão externa do fluxo postal” e que só recebe as cartas que chegam à unidade. Elas passam por protocolos de inspeção e segurança, e quando estão de acordo com as normas, são entregues ao destinatário.
Bolsonaro está na Papudinha desde janeiro e tem autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes para receber cartas. A decisão atendeu a pedido da defesa sobre o fluxo de correspondências e encomendas ao ex-mandatário.
Leia a nota dos Correios na íntegra:
“Os Correios realizam regularmente as entregas no Núcleo de Custódia do 19º BPMDF, no Complexo Penitenciário da Papuda. No entanto, os objetos postais destinados ao ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido recusados no momento da entrega no destino. Mais informações devem ser solicitadas àquele órgão”.
Leia a nota do 19º BPMDF na íntegra:
“Nos termos do art. 41, inciso XV, da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal), constitui direito do preso o recebimento e o envio de correspondência, direito este integralmente observado por esta Unidade.
O Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal (NCPM), subordinado à Polícia Militar do Distrito Federal, cumpre rigorosamente as disposições legais vigentes, bem como todas as determinações emanadas do Poder Judiciário. Não há, até o presente momento, qualquer determinação judicial que imponha restrição ou retenção de correspondências destinadas ao custodiado.
Esclarece-se, ainda, que esta Unidade não realiza gestão externa do fluxo postal, tampouco mantém tratativas operacionais junto aos Correios acerca de correspondências destinadas a custodiados. Não houve, nem há, qualquer contato institucional nesse sentido. O procedimento adotado pelo NCPM limita-se ao recebimento formal das correspondências regularmente entregues na Unidade, ocasião em que são submetidas aos protocolos internos de inspeção e segurança e, estando em conformidade com as normas aplicáveis, prontamente entregues ao destinatário.
Ressalta-se que o custodiado mantém assegurados todos os direitos previstos na legislação vigente, sendo a atuação do NCPM pautada pelos princípios da legalidade, impessoalidade e estrita observância às decisões judiciais.
Nos termos da legislação vigente e das normas internas que regem o funcionamento do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, o recebimento de correspondências escritas é assegurado, observados os protocolos de inspeção e segurança aplicáveis. Todavia, o ingresso de objetos, presentes, encomendas ou quaisquer acessórios não expressamente autorizados pela regulamentação interna não é permitido, em razão de critérios objetivos de segurança institucional e de preservação da integridade física do custodiado e do efetivo policial. Itens dessa natureza não são incorporados ao ambiente de custódia, devendo eventual entrega ser direcionada diretamente aos familiares ou responsáveis legais do custodiado, fora das dependências da Unidade. O controle rigoroso do que adentra o estabelecimento constitui medida preventiva indispensável à manutenção da ordem, da disciplina e da segurança organizacional, em estrita observância aos princípios da legalidade e da administração penitenciária”.
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