Diversos

‘Não haverá democracia estável em nenhum país do mundo árabe’, diz cientista político

Aos 81 anos, Shlomo Avineri é um dos mais respeitados e veteranos professores de Ciências Políticas da Universidade Hebraica de Jerusalém. Nascido na Polônia, foi diretor-geral da chancelaria israelense entre 1975 e 1977, chefiou a delegação de Israel à Unesco e integrou a comissão que negociou cláusulas do Acordo de Camp David, da paz entre Israel e Egito.

O quanto a Primeira Guerra Mundial foi importante em termos de Oriente Médio? Britânicos e franceses sabiam o quanto eles estavam mudando a história dessa região?

A Primeira Guerra acabou com quatro impérios. Além do alemão, acabou com o russo, com o austro-húngaro e também com o otomano. Impérios que foram criados séculos antes e simplesmente desparecem em quatro anos. Foi algo impressionante. Sempre, na História, leva tempo para as coisas mudarem e se assentarem. Aconteceu na Europa Oriental, nos Bálcãs e também na nossa área. A guerra acabou com o Império Otomano e os ingleses e franceses conquistaram essa região e a dividiram entre eles. Criaram colônias, países artificiais, um mapa regional com nações que nunca tinham existido dessa forma, como Iraque, Síria e Líbano. Egito é um país histórico com tradição, mas Iraque, Síria e Líbano nunca haviam existido como Estados independentes nessas fronteiras. Isto é relacionado a dois diplomatas: o britânico Sykes e o francês Picot, que dividiram a região sem considerar a História, os grupos étnicos, os grupos religiosos. É por isso que, se você olhar para o mapa, vai ver linhas retas, sem se importar com a realidade no campo. Por décadas, houve interesse dos governantes em manter essa situação, mas, agora, estamos vendo pela primeira vez mudanças, e não só nas áreas de Síria e Iraque, mas também no Sudão, que também foi criado pelos britânicos e já se dividiu em dois países. Isso é só o começo. Vemos que a Líbia, que foi criada pelos italianos como colônia, também está se fragmentando na época pós-Kadafi. No Iraque, já existe uma autonomia curda, que na verdade é um país de fato. E pode ser que o Iraque se divida de vez, por causa da briga entre xiitas e sunitas. Vemos na Síria que, apesar do regime de Damasco ainda existir, não consegue controlar algumas áreas. Lá, houve o aparecimento de um grupo islamista fundamentalista, o Estado Islâmico (ex-Isis), que decretou a criação de um califado. Pode não ser sério, mas fica claro que as fronteiras não existem mais. Acho que veremos uma época de instabilidade, com mudanças das fronteiras existentes.

Mas, depois de cem anos de países criados artificialmente, os sentimentos nacionalistas não desempenham nenhum papel?

Boa pergunta. Realmente existe a identidade iraquiana, síria, libanesa. Não se pode desprezar ou desdenhar disso. Mas existem só porque esses países foram governados, todos esses anos, por regimes ditatoriais. Os ditadores conseguiam enfraquecer as minorias, os grupos distintos. Mas, no momento em que há uma crise num desses países, fica claro que a identidade iraquiana ou síria não é a dominante. Os curdos não são árabes, por exemplo: têm uma língua própria, uma tradição diferente, uma identidade distinta. No caso de sunitas e xiitas, sempre quando há uma tensão interna, essa identidade religiosa é muito mais importante do que ser cidadão iraquiano ou sírio.

Como senhor vê a influência de tudo isso sobre Israel? Como vê o papel ou o lugar de Israel em meio a todas essas mudanças que estão acontecendo no mapa?

Antes de tudo, Israel não foi criada por Sykes-Picot. A Liga das Nações aprovou o Mandato Britânico em Israel, que, com a Declaração Balfour, disse ver “com bons olhos a criação de um lar judaico na Palestina”. Mas isso mantendo os direitos dos outros grupos, no que os britânicos fracassaram. Israel foi criado em 1948 em consequência de legitimidade internacional na ONU, que aprovou dividir a Palestina britânica em dois países, um judeu e um árabe. Os judeus aceitaram, os árabes não. Quer dizer, foi um processo completamente diferente. Mas, para responder sua pergunta, digo que ainda não vemos, até agora, uma influência direta, apesar do que aconteceu nos últimos três anos no mundo árabe. As mesmas posições políticas continuam em Israel e na Autoridade Palestina, e não se tornaram mais extremistas ou moderadas. Mas há uma influência indireta: quando há instabilidade na região, nenhum dos dois lados – nem Israel, nem palestinos – se sentem seguros para tomar decisões difíceis que incluem algum tipo de perigo. Isto é, dificulta chegar à paz.

O mundo deveria simplesmente “cancelar” o acordo Sykes-Picot e dizer às populações locais que se organizem em outro mapa?

Escute: a época colonialista acabou. O mundo… EUA, Rússia, França… não podem mais determinar o que vai acontecer. Realmente, o futuro vai ser decidido pelas entidades locais. Há interesses russos e americanos que vão afetar, mas são as populações que vão decidir. Não estamos numa situação em que podemos fazer um “Sykes-Picot 2”. Além disso, há um fracasso moral de todo o mundo, principalmente dos países democráticos, em relação ao que está acontecendo, principalmente na Síria. Lá, acontece, nos últimos anos, algo terrível. Um governo sufoca, de maneira cruel, um movimento de oposição armada. Cerca de 300 mil sírios já morreram, a maioria vítimas de seu próprio governo, que usa inclusive gás venenoso. Armas químicas são que o mundo não deveria aceitar. Realmente, as decisões aqui no Oriente Médio, serão locais, com resultados bem diferentes dos que os EUA e o Ocidente gostariam de ver. No Iraque, os EUA intervieram com razão porque Saddam Husseim também estava usando armas químicas contra seu próprio povo, mas os americanos foram com uma visão irreal de que seria possível instituir uma democracia à força, o que não funciona. Depois de três anos de Primavera Árabe, olha o que está acontecendo. É fácil derrubar em protestos um ditador, mas isto não cria democracia. É preciso uma sociedade civil, a construção de instituições, uma cultura de tolerância, de pluralismo. E as sociedades árabes não estão prontas ainda. Vimos que, no Egito, a opção, no final das contas, foi entre os fundamentalistas da Irmandade Muçulmana e uma ditadura militar bem popular em meio à elite secular. Não é um pluralismo e uma democracia real.

Como o senhor vê o mapa do Oriente Médio daqui cem anos, quando a Primeira Guerra Mundial completar 200 anos?

A verdade é que eu não sei. Ninguém pode saber. Quem iria imaginar, por exemplo, há meio ano, que haveria um califado no Iraque e na Síria. A tentativa aqui de criar Estados pelo modelo ocidental não vingou. A onda de democratização que aconteceu na Europa, em 1948, e na Europa Oriental, a partir de 1989, também não aconteceu com a Primavera Árabe. Ao que tudo indica, não haverá democracia estável em nenhum país do mundo árabe. As fronteiras vão mudar, mas em que direção, não se pode dizer e nem adianta tentar adivinhar. Mas uma coisa nós sabemos: que o status que existia depois de Sykes-Picot já não existe.

O Globo

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Política

“PERSEGUIÇÃO POLÍTICA”: Cabo Deyvison comenta decisão do TRE-RN que cassou seu mandato a vereador de Mossoró

Foto: Câmara Municipal de Mossoró

O candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) se manifestou nas redes sociais após o TRE-RN decidir, nesta terça-feira (22), cassar o mandato dele, por infidelidade partidária, a vereador de Mossoró.

“Não por corrupção. Não por desvio de dinheiro público. Não porque eu traí quem confiou em mim. O que eu fiz foi me recusar a abandonar minhas convicções para apoiar justamente quem eu sempre fiscalizei. Na minha avaliação, isso é perseguição política”, escreveu ele em postagem nas redes sociais.

Cabo Deyvison foi eleito pelo MDB, mas trocou o partido pelo PL após a antiga legenda passar a apoiar Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Estado. Na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador se destacou como um dos principais críticos e opositores à gestão de Allyson.

O agora vereador cassado destacou que a decisão do TRE “não significa, por si só, que eu esteja fora da disputa para deputado federal”.

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Acidente

Corpos de cantor Rick e outras quatro vítimas chegam ao IML em SC

Reprodução

Os corpos dos cinco ocupantes do helicóptero que caiu em Urubici, na Serra de Santa Catarina, chegaram na noite desta terça-feira (22) ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis. Agora, eles passarão pelos exames periciais necessários.

Entre as vítimas estão o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Ninguém sobreviveu.

Os corpos foram resgatados durante a tarde em uma área de mata fechada e de difícil acesso. A retirada precisou ser feita por via aérea, com o uso de cordas, devido ao terreno acidentado e à altitude da região.

Os destroços do helicóptero foram localizados na manhã desta terça-feira, após uma operação que mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. A aeronave havia desaparecido na tarde de segunda-feira (21), depois de decolar de Porto Belo com destino a São Joaquim.

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Mundo

PEGOS DE SURPRESA: Governo Lula não sabia que 14 países seguiriam Trump e classificariam PCC e CV como terroristas

 

O governo Lula foi surpreendido pela decisão de 14 países latino-americanos de acompanhar os Estados Unidos e classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos “narcoterroristas”. Segundo o UOL, nem o Palácio do Planalto nem o Itamaraty sabiam que as duas facções brasileiras seriam incluídas na lista de 24 organizações criminosas.

A decisão foi anunciada após uma reunião comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, nesta terça-feira (22), em Nova York. Lula e o chanceler Mauro Vieira não participaram do encontro, realizado depois que o presidente brasileiro e parte de sua comitiva já haviam deixado os EUA.

Diplomatas brasileiros reconheceram que a articulação de Trump conseguiu criar “certo isolamento do Brasil” na América Latina. “Mais uma para a conta”, afirmou um embaixador ao UOL, ao classificar o movimento como uma nova interferência americana às vésperas das eleições brasileiras. México e Uruguai também ficaram fora do grupo.

O acordo prevê congelamento de bens, restrições de vistos e responsabilização criminal de pessoas que ofereçam apoio material ou logístico às organizações. O governo brasileiro ainda analisa os efeitos jurídicos da medida. Lula rejeita a classificação das facções como terroristas e defende que o combate ao crime organizado seja feito por meio da cooperação entre os serviços de inteligência, sem interferência estrangeira.

Com informações do UOL

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Mundo

OPORTUNISMO: Lula leva eleição brasileira para discurso na ONU e fala em “democracia ou negacionismo”

FOTO: RICARDO STUCKERT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou temas da política brasileira para seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York. Na parte final da fala, mencionou diretamente as eleições de 4 de outubro e afirmou que os brasileiros terão de decidir entre “democracia e negacionismo”.

Antes de entrar no cenário eleitoral, Lula abordou temas internacionais como guerras, mudanças climáticas, inteligência artificial, desigualdade e a crise do multilateralismo. Também criticou o que classificou como interferência externa em processos eleitorais e defendeu a soberania dos países.

Ao tratar de questões brasileiras, o presidente defendeu o Pix, criticou pressões de empresas estrangeiras, falou sobre o combate ao crime organizado e voltou a criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Com informações de O Globo

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Brasil

STF EM BAIXA: Pesquisa aponta 58% de desconfiança no Supremo e imagem negativa de ministros

Reprodução

A Pesquisa AtlasIntel/Estadão, realizada entre os dias 17 e 21 de setembro, mostra que 58% dos entrevistados dizem não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 34% afirmam confiar na Corte.

Entre as instituições avaliadas, o Governo Federal aparece dividido: 48% dizem confiar e 48% afirmam não confiar. Já o Congresso Nacional registra 81% de desconfiança, contra apenas 8% de confiança.

A pesquisa também avaliou a imagem dos ministros do STF: Cármen Lúcia e André Mendonça aparecem com 47% de percepção positiva, seguidos por Flávio Dino, com 44%.

Alexandre de Moraes registra 36% de imagem positiva e 59% negativa. Os maiores índices de percepção negativa são de Dias Toffoli (79%), Nunes Marques (63%) e Gilmar Mendes (59%).

 

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Mundo

GUERRA ÀS FACÇÕES: 14 países seguem Trump e incluem PCC e CV em ofensiva contra o narcoterrorismo

Reprodução

Quatorze países que integram o Escudo das Américas aceitaram classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A coalizão liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também colocou outros 22 grupos criminosos na mira.

A declaração conjunta prevê ações coordenadas, congelamento de bens, restrições de vistos e responsabilização criminal de quem fornecer apoio material ou logístico às organizações. A aplicação das medidas deverá respeitar a legislação de cada país.

Além dos Estados Unidos, fazem parte do bloco Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Os representantes se reuniram nesta terça-feira (22), em Nova York, paralelamente à Assembleia-Geral da ONU.

Brasil e México ficaram fora da coalizão. O governo Lula rejeita enquadrar PCC e CV como grupos terroristas e argumenta que a legislação brasileira possui critérios específicos para essa classificação. De acordo com o procurador da República Vladimir Aras, seria necessário mudar a lei para incluir facções ligadas ao narcotráfico.

Com informações do UOL

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Brasil

REAL TIME: Flávio fica à frente de Lula no 2º turno nos dois maiores colégios eleitorais do país

Ricardo (Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)

Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) em simulações de segundo turno em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do Brasil, segundo pesquisas do Real Time Big Data divulgadas nesta segunda-feira (21).

Em São Paulo, Flávio alcança 51% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A vantagem do candidato do PL é de seis pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio também lidera no estado, com 41%, ante 35% do petista. (metropoles.com)

Em Minas Gerais, Flávio marca 46% e Lula, 45%. A diferença é de apenas um ponto e configura empate técnico dentro da margem de erro. No primeiro turno mineiro, o cenário se inverte: Lula tem 39% e Flávio, 35%, também em situação de empate técnico.

Cada levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 16 e 19 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As pesquisas foram registradas no TSE sob os números BR-09702/2026, em São Paulo, e BR-01531/2026, em Minas Gerais.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Ex-BBB saca arma e dispara durante propaganda eleitoral

Reprodução

O vereador de São Paulo e ex-BBB Adrilles Jorge aparece armado em sua propaganda eleitoral para deputado federal. No vídeo, ele saca um revólver, engatilha a arma e dispara em direção à câmera.

Na gravação, Adrilles segura um livro de Paulo Freire em uma das mãos e a arma na outra. Em seguida, questiona qual ferramenta seria mais eficaz para combater um pedófilo. “De palavra eu entendo. Mas pra vagabundo que violenta criança não tem palavra, tem bala”, afirma antes de efetuar o disparo.

Adrilles é candidato a deputado federal pelo União Brasil e foi escolhido pela federação União Brasil/Progressistas como um dos nomes para tentar ampliar a votação da legenda em São Paulo.

Na sequência da propaganda, aparece o vereador Rubinho Nunes, que também disputa uma vaga na Câmara dos Deputados e defende a pena de morte para criminosos.

A propaganda aposta em um discurso voltado à segurança pública e ao endurecimento das punições.

Com informações do UOL

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Brasil

STF NA MIRA: A maioria dos brasileiros defende o impeachment imediato dos ministros Toffoli e Moraes, segundo pesquisa Atlas

Reprodução

Os brasileiros defendem o impeachment imediato dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal), por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master. É o que aponta a pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta terça-feira (22). Para 60,5% dos entrevistados, deve sair de imediato o impeachment do ministro Toffoli e 49,8%  dizem o mesmo sobre o seu colega de Corte Moraes.

Os entrevistados também foram questionados sobre a possibilidade de impeachment somente após a comprovação de eventual envolvimento dos ministros no caso Banco Master. Nesse cenário, 26,1% escolheram essa opção para Toffoli e 31,9% para Moraes.

Entre os que não defendem o impeachment, 6,5% disseram que Toffoli não deveria sofrer a medida, enquanto o percentual foi de 15,1% para Moraes.

O levantamento AtlasIntel/Estadão foi realizado entre os dias 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital, com 1.852 brasileiros, segundo a metodologia divulgada pela pesquisa. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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Economia

DESACELERAÇÃO: Governo Lula corta previsão de crescimento para 2% e aponta peso recorde das dívidas

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. O novo cálculo consta no Boletim Macrofiscal divulgado nesta terça-feira (22) e aponta que o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre.

De acordo com a equipe econômica, os juros altos estão pesando sobre o consumo e os investimentos. A previsão de crescimento dos serviços caiu de 2,4% para 1,8%, enquanto a estimativa para a indústria recuou de 2,1% para 1,7%. A projeção para a agropecuária, por outro lado, subiu de 1,8% para 2,8%.

A Fazenda também reduziu de 5,1% para 4,9% a estimativa de inflação para este ano. Apesar da revisão, o índice ainda está acima do teto da meta, que é de 4,5%.

O cenário para 2027 também piorou. A previsão de crescimento do PIB caiu de 2,5% para 2,3%, enquanto a inflação esperada subiu de 3,6% para 3,8%.

Com informações do G1

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