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Nova teoria liga Coreia do Norte a ciberataque global com vírus WannaCry

Quem está por trás do ciberataque global? Uma nova teoria aponta para a Coreia do Norte, mas o que se sabe até agora não é nem um pouco conclusivo.

Você pode nunca ter ouvido falar do Grupo Lazarus, mas provavelmente conhece seu trabalho. O enorme vazamento de dados do estúdio Sony Pictures em 2014 e outro envolvendo um banco de Bangladesh em 2016 foram atribuídos a ele. Acredita-se que o grupo atue a partir da China, mas sob o comando de norte-coreanos.

Especialistas em segurança estão estabelecendo com cautela ligações entre o Lazarus e o recente ataque que afetou milhares de computadores em mais de 150 países, após uma descoberta feita pelo pesquisador do Google Neel Mehta.

Ele identificou semelhanças entre o código do vírus WannaCry, usado no ataque, e outros tipos de software que teriam sido criados pelo Lazarus no passado. É uma evidência pequena, mas há outras pistas que seguem na mesma direção.

Alan Woodward, especialista em segurança, destaca que os registros de horários no código original do WannaCry estão ajustados de acordo com o fuso horário chinês.
Uma vez dentro do computador da vítima, o vírus assume o controle sobre seus arquivos, bloqueando o acesso, e exige US$ 300 (R$ 937) para devolver o comando ao usuário.

Este pedido deste resgate está quase inteiramente em inglês, mas o texto parece ter sido traduzido por uma máquina. E há um pequeno trecho em chinês, aparentemente escrito por um nativo do idioma.
“Como se pode ver, é tudo bem frágil e circunstancial”, diz Woodward. “No entanto, vale averiguar mais.”

Código

Uma investigação já está em curso. “A descoberta de Mehta é a pista mais significativa sobre a origem do WannaCry”, disse a empresa de segurança digital russa Kaspersky.

Mas a companhia diz que é preciso obter mais informações sobre as primeiras versões do vírus antes de fazer qualquer conclusão.

“É importante que outros pesquisadores no mundo analisem as semelhanças e tentem saber mais sobre como surgiu. No ataque de Bangladesh, havia poucos indícios que o ligassem ao Lazarus. Com o tempo, mais evidências apareceram e nos deram confiança para estabelecer a ligação. Novas pesquisas podem ser cruciais para ligar os pontos.”

Determinar a autoria de ciberataques pode ser difícil – muitas vezes, isso depende mais de um consenso entre especialistas do que de uma confirmação de fato.

A Coreia do Norte nunca admitiu, por exemplo, seu envolvimento no vazamento da Sony. Analistas e o governo americano dizem estar seguros disso, mas não é possível descartar a hipótese de que seja um engano. Hackers podem ter usado técnicas similares às dos norte-coreanos para levar a crer que eles foram os autores.

‘Não fica de pé’

No caso do WannaCry, é possível que hackers tenham simplesmente copiado o código usado em ataques anteriores pelo Lazarus. Mas a Kaspersky disse que equívocos relativos a isso são “possíveis” mas “improváveis”, já que o código compartilhado foi removido de versões posteriores.

“Há muitos ‘e se’ aí”, diz Woodward. “Não fica de pé diante da Justiça. Mas vale ir mais a fundo, tendo em mente a possibilidade de que se pode ser tendencioso agora que a Coreia do Norte foi identificada como uma possibilidade.”

É a teoria mais forte sobre a origem do WannaCry até agora, mas há detalhes que depõem contra ela.

Primeiro, a China foi um dos países mais atingidos, e isso não se deu por acidente – os hackers fizeram questão de incluir uma versão do pedido de resgate escrita em chinês. A Rússia também foi bastante afetada. É improvável que a Coreia do Norte quisesse antagonizar seus aliados.

Além disso, os ciberataques norte-coranos costumam ter alvos mais precisos, normalmente com um objetivo político em mente. No caso da Sony, hackers queriam impedir o lançamento do filme A Entrevista (2014), que zombava do líder do país, Kim Jong-Un. Já o WannaCry agiu de forma indiscriminada, afetando tudo e qualquer coisa que estivesse a seu alcance.

Por fim, se o plano era simplesmente obter dinheiro, ele vem fracassando. Apenas US$ 60 mil (R$ 187 mil) foram arrecadados com resgates até o momento, segundo uma análise de contas da moeda digital bitcoin usadas pelos criminosos.

Com mais de 200 mil máquinas infectadas, é um péssimo resultado. Mas talvez o resgate seja uma distração para outro objetivo político ainda não identificado. Outra possibilidade é que o Lazarus tenha agido sozinho. Ou que o grupo sequer esteja ligado à Coreia do Norte.

Há, portanto, mais perguntas do que respostas neste caso. E, na guerra cibernética, é sempre muito difícil esclarecer definitivamente os fatos.

G1

Opinião dos leitores

  1. …será mesmo que a Coreia está por trás deste ataque? ou será uma mais um jogo de contrainformações?? já presenciamos algo parecido tempos atrás…

  2. O gordinho deve ter mandado os seus hackers atacarem a Net com o seus
    ultramodernos computadores parêia com o TK-9000.

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João Câmara registra uma das maiores mobilizações políticas já realizadas no município

O Piseiro do 13 movimentou João Câmara nesta sexta (4) com uma grande multidão pelas ruas da cidade. A mobilização reuniu lideranças políticas, apoiadores e moradores em uma demonstração de união e participação popular.

Com as ruas tomadas pela multidão, o evento foi marcado pela animação e pela demonstração pública de apoio e reconhecimento à gestão de Aize e ao grupo político que esteve presente na mobilização.

A prefeita Aize destacou que a presença das pessoas representa o reconhecimento de João Câmara ao trabalho realizado e às parcerias que têm contribuído para os avanços do município.

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STF já abriu outras 307 investigações sigilosas desde o início do inquérito das fake news em 2019

Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu 307 inquéritos sigilosos desde a instauração, em 2019, do chamado inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. A informação é do Estadão.

A investigação, que tramita há sete anos e meio, continua aberta sem prazo definido para encerramento e sem um alvo específico. Nesse período, o STF passou do inquérito 4.781 para o 5.088.

O caso voltou ao centro das atenções nesta semana após Moraes incluir o ministro André Mendonça entre os investigados. Mendonça é relator, no STF, dos casos envolvendo o Banco Master e o INSS.

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu na sexta-feira (4) o encerramento do inquérito das fake news. Segundo ele, o fim da investigação está entre as prioridades de sua gestão.

A discussão ocorre em meio à crise envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reuniu 51 mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro durante 21 dias.

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Alexandre de Moraes tem mais de 70% de menções negativas nas redes sociais com avanço da crise envolvendo Vorcaro

Foto: Getty Images/Banco Master via BBC

A crise no STF tem deixado mais evidente a rejeição ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele acumula mais de 70% de menções negativas nas redes sociais, segundo levantamento da consultoria AP Exata.

A análise considerou cerca de 120 mil publicações no Instagram e no X entre 1º e 4 de setembro, período marcado pelo avanço da crise envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Desde 1º de setembro, as referências negativas ao ministro permanecem acima de 70%, enquanto as positivas não chegam a 5%.

O cenário é diferente do registrado pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master. Embora as menções negativas a Mendonça tenham aumentado, elas variam entre 25% e 30%, enquanto as positivas ficam na faixa de 20% a 25%.

Para Sergio Denicoli, diretor-executivo da AP Exata, os números indicam perda de apoio a Moraes no debate digital. Em entrevista ao WW, apresentado por William Waack na CNN Brasil, na sexta-feira (4), ele afirmou que o ministro está “indefensável” nas redes e que até parte do apoio que recebia de setores da esquerda teria diminuído.

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RN SEM GRANA: Decreto de Fátima manda órgãos reduzirem despesas em 25% até o fim de 2026, inclusive com água, energia e limpeza; determinação também veta reajustes a servidores e nomeações 

Foto: Reprodução

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima determinou um pacote de contenção de despesas e estabeleceu que os órgãos estaduais deverão reduzir em 25% os custos até o fim de 2026. A medida atinge inclusive despesas consideradas essenciais, como água, energia elétrica, aluguéis, telefonia e serviços de limpeza.

O decreto assinado por Fátima na sexta-feira (4) e publicado no Diário Oficial deste sábado (5) determina ainda a redução do consumo de combustíveis e da quantidade de veículos oficiais. A determinação também suspende novas nomeações de servidores efetivos e temporários, novas locações de mão de obra, veículos e imóveis, viagens e diárias para servidores e alterações em contratos administrativos.

A exceção sobre a nomeação de novos servidores se limita a reposições nas áreas de saúde, educação e segurança pública, além de determinações judiciais.

No caso das viagens, só poderão ser autorizadas em situações excepcionais, como manutenção de serviços essenciais, cumprimento de decisões judiciais, fiscalização, captação de recursos e execução de convênios. E mesmo nesses casos, os pedidos terão de passar pela análise prévia da Controladoria-Geral do Estado (Control), com justificativas sobre a necessidade da viagem, a impossibilidade de realizar a atividade remotamente e os prejuízos que poderiam resultar do cancelamento.

Os órgãos terão de revisar todas as compras e contratações previstas para este ano e apontar quais são indispensáveis à continuidade dos serviços públicos. As propostas dos órgãos para alcançar a redução de 25% no custeio deverão ser encaminhadas à Controladoria até 14 de outubro.

Outra restrição envolve contratos administrativos e ficam proibidos novos reajustes, repactuações e revisões, além de aditivos para aumento de quantitativos, salvo em serviços públicos essenciais ou quando houver vantagem econômica comprovada para o Estado.

O governo também proibiu o uso de diárias, passagens, veículos oficiais e outros recursos públicos em deslocamentos relacionados a atividades político-partidárias ou eleitorais.

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“VEXATÓRIO” E “ESPANTOSO”: Uso de relatório da PF sem valor probatório para acusar Mendonça é criticado até por aliados de Moraes no STF

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O uso de um relatório de inteligência da Polícia Federal sem valor probatório para embasar acusações contra o ministro André Mendonça foi criticado até por aliados de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma autoridade próxima a Moraes classificou o documento como “exótico” e sua utilização como “vexatória”.

Segundo relatos ouvidos pelo UOL, um ministro do STF considerou “espantosa” a tentativa de incluir Mendonça no inquérito das fake news, embora previsível diante das revelações sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. As mesmas fontes afirmam ao UOL, segundo a coluna de Cézar Feitosa, que já havia suspeitas de que Mendonça estaria direcionando investigações, inclusive com interesse em avançar sobre Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A principal controvérsia está no próprio caráter do documento. Os seis relatórios foram produzidos pela área de inteligência da PF entre 3 e 31 de agosto para orientar decisões internas da corporação. O material é de circulação restrita, não tem valor probatório e inclui análises de conjuntura, algumas classificadas pela própria PF com confiabilidade “baixa a moderada”.

A produção dos relatórios teria ocorrido no contexto da crise entre Mendonça e a cúpula da PF e ganhou repercussão depois que Moraes determinou que o material fosse encaminhado ao STF. O uso das informações para sustentar acusações contra Mendonça passou, então, a provocar questionamentos dentro da própria Corte.

Com informações de UOL

Opinião dos leitores

  1. 👺O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em um julgamento de grande interesse do Banco Master em novembro de 2024, época em que sua mulher, Viviane Barci de Moraes, já tinha firmado contrato de R$ 131 milhões. 👉🏿E isso aqui, é algum ilícito? 👈🏿 E a entrada de Filipe Martins nos EUA? O que esse indivíduo ainda faz no STF?

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[VÍDEO] Dinho Ouro Preto dedica música ‘Que país é este’ a Vorcaro, ministros do STF e a políticos de direita, centro e esquerda no Rock in Rio 2026

O vocalista Dinho Ouro Preto citou o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso do Banco Master durante o show do Capital Inicial no Rock in Rio 2026, na noite de sexta-feira (4). Ao encerrar a programação do Palco Sunset, o músico dedicou a música “Que País É Este”, da Legião Urbana, a Vorcaro, ao STF e a políticos brasileiros e cobrou explicações.

Essa próxima música aqui é pro Daniel Vorcaro, falou? Essa música aqui é para os ministros do STF que nos devem explicações, falou? Essa aqui é para os nossos políticos de direita, de centro, de esquerda, que nos devem explicações, falou? A democracia brasileira vai sobreviver a isso. Nós juntos somos mais fortes. Isso aqui é pra distopia brasileira. Isso aqui se chama Que País é Este!”, declarou o vocalista antes de começar a cantar a música.

O Capital Inicial se apresentou ao lado de Dado Villa-Lobos e também homenageou a Legião Urbana e Renato Russo, autor da canção.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns para Dinho Ouro Preto pela manifestação, esses corruptos além de explicações devem ser punidos com rigor

  2. Parabéns para Dinho Ouro Preto pela manifestação, esses corruptos além de explicações devem ser punidos com rigor

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[VÍDEO] Flávio diz que Alcolumbre erra ao querer “proteger um amigo” e barrar pedidos de impeachment contra Moraes no Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante visita a São Carlos (SP), na sexta-feira (4), Flávio afirmou que Alcolumbre estaria priorizando a relação pessoal com Moraes em vez de preservar a instituição.

“Eu lamento muito essa postura dele. Sempre respeitei demais o presidente Davi Alcolumbre, mas há de se reconhecer que se a democracia chegou tão esculhambada a esse ponto, é porque o Senado não teve a oportunidade de apreciar um dos cinquenta e quatro impeachments que existem na mesa, especificamente sobre Alexandre de Moraes, porque ele não quis pautar. Então, eu acho que ele se equivocou ao querer proteger um amigo, ao invés de proteger a instituição. Perdeu uma grande oportunidade de resgatar a credibilidade não só do Senado, mas também devolver o Supremo ao povo, à população”, declarou Flávio.

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Conselho do MPF abre investigação contra Gonet após divulgação de mensagens trocadas com Vorcaro

Foto: Reprodução

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu um procedimento para apurar a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A medida foi tomada na quinta-feira (3), atendento pedido do Partido Novo.

A legenda também pediu o afastamento cautelar de Gonet das investigações relacionadas ao Banco Master, incluindo a Operação Compliance Zero, sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. O partido argumenta que a atuação de Gonet poderia comprometer a imparcialidade da apuração.

Relatórios da Polícia Federal mostram que Vorcaro mantinha contato com Gonet por meio do advogado Ciro Soares. Em uma das conversas, o procurador aceitou um convite para uma degustação de uísque e charutos em Londres e pediu que seu filho também participasse.

“Oba!!!! Tomara que tenha charuto e (uísque) macalan”, respondeu Gonet ao convite.

Segundo os documentos, o encontro contou com a presença de outras autoridades, entre elas os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Gonet também teria demonstrado proximidade com Vorcaro em outras mensagens, dizendo sentir “saudades” do banqueiro e chamando-o de “animal”, em tom elogioso, após a autorização para a participação de seu filho no evento.

As conversas foram reveladas em relatórios da PF que integram as investigações sobre as relações de Vorcaro com autoridades.

Opinião dos leitores

  1. Estão apenas dando uma satisfação… Advinhem quem é o presidente desse conselho? Quem falou que é o irmão do Dino, ACERTOU! Ou seja: Vão dizer quem é o bandido da história é o Mendonça.

  2. Troca de favores com Vorcaro totalmente incompatível com o cargo. Tem que ser exonerado e preso. O MPF não pode ficar com essa marca sob pena de total descrédito conquistado ao longo dos anos.

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Em conversa com Lula, Fachin indica que levará casos de Moraes e Mendonça ao plenário do STF

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou ao presidente Lula (PT) que pretende dar andamento às acusações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e levar os casos ao plenário do Supremo.

Em conversa nesta sexta-feira (4), no Palácio do Planalto, Fachin demonstrou insatisfação com a forma como os ministros vêm conduzindo os embates e afirmou que pretende analisar todos os questionamentos apresentados, com o tempo necessário para esclarecer os fatos.

Segundo relatos de intelocutores à reportagem da Folha de S. Paulo, Fachin expôs a necessidade de uma apuração rigorosa e cuidadosa, e que precisa dar uma resposta à sociedade sobre a crise que se instalou no STF.

A conversa ocorreu contou também com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O grupo esteve reunido antes do início de uma cerimônia de sanção de projetos relacionados ao Judiciário.

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MALU GASPAR: Moraes usa relatório apócrifo para sabotar plano de Lula de emplacar Messias no STF

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

Por Malu Gaspar – O Globo

O relatório apócrifo da Polícia Federal usado por Alexandre de Moraes para reagir ao pedido de investigação feito contra ele por André Mendonça e tentar implodir as investigações do caso Banco Master também expõe uma outra ofensiva do relator do inquérito das fake news: sabotar os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de emplacar o advogado-geral da União, Jorge Messias, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Messias foi arrastado para o epicentro da crise que opôs Mendonça de um lado, e de outro, a aliança entre Moraes e a PF. Antes da guerra fratricida no STF chegar ao atual patamar de tensão, o chefe da AGU tentou numa “diplomacia institucional”, ao invés de acionar o Supremo para contestar as decisões de Mendonça, como pressionava a Polícia Federal nos bastidores.

Para Messias, um eventual ofício da AGU encampando as críticas da PF contra Mendonça reforçaria oficialmente as insinuações de que o relator está interferindo nas apurações em curso e poderia ser um tiro no pé, por fornecer munição para os alvos das investigações tentarem cavar alguma nulidade e derrubar as provas coletadas até aqui. É um caminho que, ao contrário de Moraes, Messias não estava disposto a trilhar.

O texto em que a PF se debruça sobre “a postura da Advocacia-Geral da União e o quadro de risco associado” tem cinco páginas não só reforça a artilharia contra a atuação de Messias ao longo da crise como alerta para o “risco” de Lula insistir na sua indicação para a Corte.

De acordo com o documento, o chefe da AGU decidiu não acionar o Supremo contra decisões de Mendonça para preservar a sua “relação política” com o ministro. Relator de dois esquemas de fraude bilionários (o do Master e o do INSS), Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais da fracassada campanha de Messias para a vaga aberta no STF com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.

“A escolha do advogado-geral da União por priorizar seu relacionamento com o relator [André Mendonça], em detrimento da redução dos risco de exploração política do caso envolvendo o filho do presidente da República [alvo de inquéritos no âmbito das investigações do INSS], eleva substancialmente a percepção de risco associada a eventual renovação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal”, diz o documento, reverberando o temor de Moraes com uma possível ida de Messias para o STF.

E mais: o tal relatório afirma que, no atual momento, Mendonça “se encontra aparentemente engajado em estratégia agressiva de alteração da correlação de forças no tribunal, visando ao enfraquecimento do grupo de ministros que atuou firmemente em defesa da democracia”.

Outro trecho também recomenda o “monitoramento e coleta dirigida” do próprio Messias e de sua relação com Mendonça.

Apesar disso, o mesmo tópico já inicia com a ressalva de ser a análise de “menor lastro documental” de todo o relatório, e o “único de natureza prospectiva” e que não autoriza “afirmação institucional, providência formal ou manifestação externa”. Não se sabe, pela leitura, se a PF seguiu a sugestão e fez de fato algum tipo de monitoramento dos dois ministros, o do STF e o do governo Lula.

A doutrina da PF proíbe o uso de relatórios de inteligência em inquéritos, embora isso tenha sido feito por Moraes quando ele incluiu esses documentos no inquérito das fake news para acusar Mendonça de direcionamento político e abuso de poder nas investigações do Master e do INSS.

Sem autoria, brasão e padrão

O texto da PF não elenca nomes ao fazer uma análise da conjuntura política sobre as dinâmicas internas do STF, mas não há dúvidas de quem está falando. Moraes foi o relator das investigações da trama golpista, que levaram à prisão de Jair Bolsonaro, generais de alta patente e de centenas de manifestantes que participaram dos atos que culminaram com a invasão e a depredação da sede dos três poderes em Brasília.

O documento não tem autoria, não traz o brasão da República nem a padronização esperada em ofícios dessa natureza conforme a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública – mas não esconde suas intenções.

No entorno de Messias, a avaliação é a de que as digitais de Alexandre de Moraes estão por todas as partes e mostram que ele não desistiu de impedir uma nova indicação do advogado-geral da União. A interlocutores, o ministro tem dito que o relatório é uma vingança por não ter encampado a guerra da PF contra Mendonça.

O relatório da PF aponta até mesmo três elementos para contextualizar a relação entre Messias e Mendonça: as manifestações públicas de Mendonça à indicação de Jorge Messias para o STF; a rejeição da indicação do chefe da AGU para a vaga na Corte (pelo placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários); e a “matriz religiosa comum”, já que ambos são evangélicos.

Moraes se uniu a Alcolumbre e Flávio Bolsonaro para sabotar Messias

Em abril deste ano, Moraes se uniu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e à tropa de choque bolsonarista, capitaneada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), cada com a sua própria agenda, para impor uma derrota histórica ao governo Lula e barrar a indicação de Messias.

Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna com seis fontes que acompanharam de perto a movimentação nos bastidores, entre integrantes do STF, do Congresso e agentes do meio político e jurídico, Moraes se engajou para reforçar os pedidos de Alcolumbre na campanha pelos votos “não”, acionando emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no Supremo ou alguma ligação com seus aliados no Congresso.

Na época, o plano de Moraes e de Alcolumbre era o de impedir o fortalecimento de Mendonça com uma eventual chegada de Messias ao STF em um momento no qual os casos Master e INSS fecham o cerco contra lideranças políticas de diferentes matizes políticos.

Além disso, Moraes até hoje não aceitou a decisão de Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre. Ao atuar pela rejeição de Messias, Moraes não só agiu em defesa de Pacheco, mas impediu que André Mendonça ganhasse um aliado no plenário.

O documento da PF confirma a campanha de Moraes contra Messias e evidencia que o ministro não desistiu da estratégia de influenciar os planos de Lula, nem que para isso seja preciso recorrer a um relatório apócrifo.

Malu Gaspar – O Globo

Opinião dos leitores

  1. A mídia continua podre! É claro que a direita não queria BESSIAS no STF, mas ninguém se uniu ao Xandão. Nem todo brasileiro é bom entendedor. Portanto, com isso, ela passa a sensação de uma união de Flávio Bolsonaro com Xandeco.

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