Educação

Novo ministro da Educação defende que professores agredidos em sala de aula chamem a polícia e que os pais sejam processados e, “no limite”, percam o Bolsa Família

Foto: EVARISTO SA / AFP

Defensor do enfrentamento ao chamado “marxismo cultural”, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, diz que ficará vigilante a “tudo que sair” da pasta, como livros didáticos, e estará atento a “sabotagens”. Ele nega, porém, que haverá perseguição no MEC. “Não sou caçador de comunistas”, disse em entrevista exclusiva ao Estado. Ele afirmou que trabalhará para entregar o que está no plano de governo e não fará, por ora, mudanças no Fies ou no Prouni. “Chega de solavanco.”

Tema do programa de Bolsonaro, a disciplina nas escolas é alvo de preocupação. Ele defende que professores agredidos em sala de aula chamem a polícia e que os pais sejam processados e, “no limite”, percam o Bolsa Família e a tutela das crianças infratoras. “Temos de cumprir leis ou caminhamos para barbárie. Hoje, há muito o ‘deixa disso’, ‘coitado’. O coitado está agredindo o professor”, disse, frisando que ainda não há medidas previstas para enfrentar o problema.

Weintraub diz que o cronograma do Enem será cumprido e que Bolsonaro não lerá previamente as questões da prova. “Se sair um Enem todo errado, sou o culpado e tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo.”

O que o presidente Jair Bolsonaro disse ao senhor ao convidá-lo para assumir o MEC?

Disse que me considerava o mais preparado dentre os que tinham surgido como possibilidade para o cargo, que me conhecia, que via que eu tinha envolvimento com a área, sendo professor de universidade federal, tendo formação acadêmica.

O que ele pediu ao senhor?

Para entregar resultado, gestão. Fazer com que as coisas sejam cumpridas de acordo com o plano de governo. Como estava na secretaria executiva e pelo meu perfil, talvez fosse um coringa para muitas áreas, pela minha característica de gestão. No caso da educação, tenho experiência como professor. Sou uma pessoa que tem fé. Mas a fé no lugar da fé e a razão no lugar da razão. Para analisar se tenho condição ou não de assumir algo, vou olhar a história. Será que as pessoas que passaram pelo MEC tinham mais ou menos condições do que eu? Estamos falando de uma coisa séria, um ministério importantíssimo, milhões de pessoas serão afetadas.

Como o senhor fez essa análise?

Fiz essa planilha (mostra uma lista no laptop). Foram 11 ministros da Educação em 16 anos. Tirando Fernando Haddad, duraram, em média, menos de um ano no cargo. O perfil: 73% eram professores e todos universitários. Pergunto: desses, quantos deram mais tempo de aula do que eu ou lecionaram em universidades com mais renome que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, onde Weintraub dava aulas)? A tabela mostra que tenho qualificação adequada. Outro ponto: dos 11 listados, 64% tinham filiação partidária. Tenho posição ideológica, mas não sou partidário. Não estou aqui numa trajetória política de longo prazo, o que faz de mim uma pessoa puramente técnica. Quantos desses já foram gestores de um carrinho de pipoca? Minha cabeça é da iniciativa privada.

Sua indicação é uma vitória de Onyx Lorenzoni ou de Olavo de Carvalho?

Meu nome surgiu na viagem a Israel. Onyx ficou sabendo apenas depois. Eu falei para ele que meu nome estava sendo cogitado e ele tomou um susto.

É uma vitória de Olavo de Carvalho então?

O presidente Jair Bolsonaro é uma bandeira. Atrás dessa bandeira, há vários grupos: monarquistas, militares, evangélicos, liberais e olavistas.

O senhor não é olavista?

Não estou nesse grupo, mas gosto de muitas ideias dele. São disruptivas, ideias novas e criativas e com grau de acerto para entender a realidade. Ele é um cara muito inteligente. Falar que ele não tem papel grande na mudança de pensamento que houve no Brasil é uma loucura. Foi um cara que influenciou muito. Ele tem ótimas ideias, mas não concordo com tudo.

E se Olavo criticar uma escolha do senhor para o MEC?

Paciência… Posso sempre escutar. Escuto todo mundo, até quem me crítica . Não senti pressão nenhuma até agora. O presidente me deu carta branca para formar o time. Ele me pediu só para entregar tecnicamente os melhores resultados. E esse é meu histórico. Não estou lá para fazer barulho, destruir, fazer coisas erradas.

Quem o senhor vai levar?

Já estou levantando e vou divulgar em breve. Já sei algumas pessoas que vou tirar. Vou colocar técnicos e gestores no lugar. Estamos buscando no curto prazo entregar os números, o resultado. Temos o compromisso não só com o grupo que nos elegeu. Temos de governar para todos. E isso envolve fazer provas, as coisas chegarem na hora certa, e no preço. Não existe ensino público gratuito. Quem custeia é o pagador de imposto. Temos de olhar como relação cliente e fornecedor de serviço. O meu cliente é a população, o cidadão pagador de imposto. Essa visão não me impede de ter posição ideológica totalmente alinhada com todos esses grupos. Nunca briguei com nenhum deles. Concordo.

Concorda em quê?

A violência é um problema do Brasil? É. E ela é única e exclusivamente porque há pobres do Brasil? Não. Tem país mais pobre que não é tão violento. Tem muito a ver com uma cultura de louvar o criminoso. Você acredita que a Bíblia é um bom livro? Acho. Um dos melhores livros que você tem no mundo ocidental. Mesmo o ateu deve ler a Bíblia para ter conhecimento filosófico e histórico. E você acha que Olavo é inteligente? Muito inteligente e tem muito a agregar. E você vai obedecer a tudo que o Olavo disser? Não, não vou.

Qual o principal problema a ser enfrentado na Educação?

Há várias coisas da agenda com atraso no cronograma. Foi por isso que Vélez saiu. Ele não saiu porque foi pego num escândalo, porque é pessoa má ou sem capacidade intelectual. Ele saiu porque no cronograma de entregas há uma série de atrasos. E isso significa que o presidente está fazendo a gestão de seus 22 executivos de forma bem empresarial.

O senhor defende o enfrentamento do chamado “marxismo cultural”. Como propõe fazer isso?

No curto prazo, tomando cuidado com tudo o que vai sair do MEC, como livros didáticos. Vou te dar um exemplo que está bem documentado: quando chegamos aqui na Casa Civil começamos a dialogar com os caminhoneiros. Lá pelas tantas, dois infiltrados soltaram um comunicado dizendo que caminhoneiro era sem vergonha. Era sabotagem. Eles foram desligados. Ainda tem gente que vai sabotar. Estamos preocupados com vazamentos, com sabotagens. Mas não estou indo lá caçar ninguém. Não sou caçador de comunistas. Não gosto do comunismo, mas aceito o comunista. Quero a redenção dele.

O que isso quer dizer? O comunista tem de se converter?

Quero convencê-lo pela lógica, pelas evidências. A pessoa não é má pura e simplesmente. Ela está envolvida numa mentira e aquilo é uma realidade para ela. Ela se mexe pela causa. Meu avô foi para campo de concentração. E como ele escapou? Tinha um sargento da SS (tropa nazista) que protegia ele dentro do campo e o salvou. O cara falou: isso aqui é loucura. Meu avô foi parar no campo com 14 anos. O cara estava dentro de um contexto. A gente precisa explicar que é uma ideologia errada essa (a do comunismo). Você nunca vai escutar de mim – ou de pessoas próximas a mim – falar em matar. A gente não fala em matar, falamos em confrontar com força, mas ideologicamente, verbalmente. Com conversa. Não quero matar ninguém. Evidentemente, se a pessoa vem me matar eu tenho direito de me defender.

Circulou um vídeo no qual o senhor dizia: “Os comunistas estão no topo do País, são o topo das organizações financeiras, são donos dos jornais, são os donos das grandes empresas…” Qual a definição de comunista para o senhor?

Eu estava num fórum conservador. É preciso analisar o contexto no qual eu estava falando. Não quero me alongar muito, mas o Brasil vive o contexto de uma distopia do George Orwell. Você pega o livro Revolução dos Bichos. Ao fim, porcos e fazendeiros estão juntos fazendo negócios juntos e explorando outros animais, que são o povo. O que temos visivelmente é que alguns grandes conglomerados fizeram uma aliança com os partidos ditos de esquerda – não é uma boa definição direita e esquerda, prefiro muito mais a definição a favor de liberdade do indivíduo e da família versus o totalitário e coletivista.

Em uma palestra, o senhor falou do risco de o PT voltar e disse que o “inimigo é igual ou mais forte senão sou trouxa”. A estratégia de impedir a volta do PT, do inimigo, passa pela Educação?

Sem dúvida. Uma pessoa que sabe ler e escrever e tem acesso à internet não vota no PT. A matemática é inimiga do obscurantismo. Eu não sou contra o petista. Tenho amigos que são petistas. Pessoas boas que não conseguem se livrar. Eu converso com as pessoas. Não é que eu tenho: “ah, demônio!” Agora, sou contra o obscurantismo.

Como esse enfrentamento ao PT passa pelo Ministério da Educação?

Mais do que termos um livro que diga a história, precisamos de uma versão que considero mais correta. Porque houve uma desconstrução da história do Brasil. A gente teve grandes heróis. Esse “nunca antes na história do Brasil” é muito nefasto. A gente teve figuras fantásticas. O Brasil é um dos poucos países do mundo em que você não teve “founding fathers”, mas “founding mothers”: Anita Garibaldi, Princesa Isabel, Dona Leopoldina. Você teve figuras como Jose Bonifácio, irmãos Rebouças.

Mas o que isso tem a ver com a questão do PT?

Não queria falar do PT. Esse movimento totalitarista obscurantista busca destruir a história. Se você não conhece a história e de onde você veio, não se conhece. E, quando não se conhece, não tem tanta convicção de lutar pelo que é certo.

Isso envolve rever a ditadura militar nos livros didáticos?

O momento é de entregar resultado. Não quero entrar nessa discussão agora. Evidentemente que houve ruptura em 1964. Mas essa ruptura foi dentro de regras. Houve excessos? Houve. Pessoas que morreram? Sim. É errado? É e infelizmente ocorreu. Mas num dia de protesto na Venezuela morreu mais gente do que em todo o período de regime.

Mas ditadura ruim então é do outro?

Não disse isso. Acho que as coisas têm de ser contextualizadas. Quando contextualizo mostro que, em determinados momentos, evidentemente que houve erros (no regime militar no Brasil). Mas, se olhar o que gerou a ruptura, foi um movimento de esquerda e houve então uma contrarrevolução. Isso está muito bem documentado. E tem que ser escrito e dito. Por que não? Quando comparamos o que houve no Brasil com qualquer outra alternativa da América Latina não concordo de chamar de ditadura. Houve um regime de exceção.

Há problemas graves de aprendizagem nas escolas. Nossa prioridade é combater o “marxismo cultural”?

Quem é o patriarca da educação moderna brasileira? Paulo Freire. Há quanto tempo estamos falando de Paulo Freire no Brasil? Deu certo? O Brasil gasta como países ricos em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e nossos indicadores estão muito abaixo da média.

Mas isso ocorre por causa de Paulo Freire?

Falar que é uma explicação única seria burrice. Deixa eu sentar lá e consertar a fiação, religar a luz, colocar as coisas para rodar. Cada dia sua agonia.

O senhor manterá o decreto que estabelece o método fônico na alfabetização?

Estou fechando o time e gostaria de ter a opinião da pessoa para a área. Sou gestor. Escolherei os executivos e eles vão encaminhar. O método fônico não estava no plano de governo. Sinto-me à vontade para mudar se for o caso. O que está no plano de governo nós vamos entregar.

A Base Nacional Comum Curricular será modificada ou acabará?

Vamos modificar. Não acabar. O plano de governo não diz em acabar com ela. Gente, vamos deixar claro: chega de solavanco.

O programa de governo fala do problema da disciplina das escolas. Quais são as medidas para enfrentar a questão?

No curto prazo, não faremos nada nesse aspecto. Mas sou a favor de seguir a lei. Se o aluno agride, o professor tem de fazer boletim de ocorrência. Chama a polícia, os pais vão ser processados e, no limite, tem que tirar o Bolsa Família dos pais e até a tutela do filho. A gente não tem que inventar a roda. Tem que cumprir a Constituição e as leis ou caminhamos para a barbárie. Hoje há muito o “deixa disso”, “coitado”. O coitado está agredindo o professor. Tem que registrar, o pai tem que ser punido. Se não corrigir, tira a tutela da criança. Se o professor alega que ele não tem apoio do Estado, um recado: o Estado somos nós. Se o professor alegar que não tem apoio do Estado, um recado: o Estado somos nós. “Ah, mas é o PCC (Primeiro Comando da Capital) que está fazendo.” Tem que chamar prefeito, secretário de Educação e enfrentar o problema. Não tem que sentar e achar que nunca vai mudar.

Já há plano para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que vence em 2020?

O tema está em cima de minha mesa. Está em análise.

A gráfica do Enem faliu. O cronograma será mantido?

A população não tem que ficar sendo alarmada enquanto a gente acha que consegue entregar no prazo. Vamos resolver. Não estamos trabalhando com mundança do cronograma.

Bolsonaro verá as questões do Enem previamente?

Ele não me pediu isso.

E se o presidente pedir?

Falarei que garanto que não haverá nenhum problema. Se sair um Enem todo errado, todo torto, sou o culpado e o presidente tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo. É assim que funciona. O presidente tem 22 ministros. Ele sentiu que havia um problema no MEC e se deslocou para essa área. Mas não deveria perder tempo vendo questões do Enem.

Será mantida a comissão criada para fazer um pente-fino nas questões do Enem?

A princípio, não. De modo geral, não gosto de comitês e comissões. Minha visão é que tem de ter responsáveis. Ele tem equipe, ele resolve, ele me entrega. Eu delego. Se sentir que não está indo bem, chego junto. O MEC é um mundo. Mais de R$ 120 bilhões de orçamento. Uma fortuna. Assuntos complexos. É gigantesco. Precisa ser visto sob o prisma de gestão.

Como ficará o Conselho Nacional de Educação?

Não gosto de conselho, mas acho pertinente chamar pessoas que têm experiência na área e escutá-las. Você escutaria o Instituto Ayrton Senna? Com certeza. Selecionar alguns nomes de pessoas com trânsito que poderão aconselhar. Acho muito pertinente. Estamos entrando para operacionalizar. Você tem sua linha ideológica, mas você não está governando só para os seus. Tem de ouvir outros lados também.

Qual o plano do senhor para as universidades federais?

O Brasil gasta muito e a produção científica com resultados objetivos para a população é baixa. O Brasil é um país de renda média que tem necessidades essenciais. Precisamos escolher melhor nossas prioridades porque nossos recursos são escassos. Não sou contra estudar filosofia, gosto de estudar filosofia. Mas imagina uma família de agricultores que o filho entrou na faculdade e, quatro anos depois, volta com título de antropólogo? Acho que ele traria mais bem-estar para ele e para a comunidade se fosse veterinário, dentista, professor, médico. O Japão direcionou recursos públicos para coisas mais objetivas e materiais.

O senhor fala em bolsas focadas em áreas exatas ou em fechar cursos da área de humanas?

Fechar nada. Gente: sem sangue. Tudo será feito dentro da lei, dentro da Constituição, respeitando integralmente todos os direitos das pessoas.

O senhor pretende respeitar o primeiro colocado na lista tríplice para o cargo de reitor das universidades?

Está dentro da lei?

O senhor pode escolher qualquer um dentro da lista.

Perfeito. Está respondido. Vou escolher dentro do que eu achar mais conveniente. Dentro da lei. Uma observação: quem paga as universidades federais são os pagadores de impostos. É o agricultor, o motorista de ônibus. Nós todos morando no Brasil. Quando vão na universidade federal fazer festa, arruaça, não ter aula ou fazer seminários absurdos e abjetos que agregam nada à sociedade é dinheiro suado que está sendo desperdiçado num país com 60 mil homicídios por ano e mil carências. Não é criminoso, mas é muito errado.

Qual opinião do senhor sobre a política de cotas?

No curto prazo, não vou mexer em nada disso. Na Unifesp, o ambiente é muito bom com cotas. Talvez para aquela pessoa que fica de fora no desempate seja uma injustiça, mas esse não seria o primeiro problema a atacar.

Qual o plano do senhor para Prouni e Fies?

Tem que manter. No curto prazo, a gente não pode bagunçar muito. Estamos mexendo com a vida das pessoas. Temos de fazer movimentos que não impactem de forma dura e negativa. O pagador de impostos tem de ser respeitado.

A Lava Jato da educação existe? O senhor tocará?

Qualquer indício de crime mandarei para o Ministério Público.

Qual sua opinião sobre o Escola Sem Partido?

Não tenho opinião formada. Sou contra qualquer discussão política até o ensino secundário.

Mas há evidências de doutrinação nas salas de aula?

Sou a favor de acompanhamento, de estatística. Queria mudar o foco. Deveria ter exames nacionais para a gente ver como está sendo o aprendizado naquele grupo trimestralmente e poder acompanhar a evolução para saber se aquele professor está tendo bom desempenho. Hoje não sabemos como é o desempenho do professor e a gente o mantém. Qual a troca de professores que a gente tem por ano? Em qualquer atividade há maus profissionais. Deveríamos ter uma política para tirar profissionais de baixo desempenho senão quem paga é a criança e o pagador de imposto.

Mas e a política de formação de professores?

Mesmo que tenha ótima formação, vai ter um grupo de profissionais que não vai render. Ou 100% serão bons professores? Se verificarmos que aquela classe está indo bem em ciências, humanidades, que sabe responder perguntas que estão vindo nacionalmente… Então, deixa o cara trabalhar. Deixa ela em paz. Essa é minha visão. A gente tem que entregar resultado.

Estadão

 

Opinião dos leitores

  1. Fantásticas respostas. Visão empresarial, foco nos resultados, nos objetivos. Vai causando excelente impressão. Prá frente, Brasil. Vamos melhorar. Estamos melhorando.

    1. Resumindo.
      Existe ditadura boa e ditadura ruim.
      É economista, não entende nada de educação.
      Tira uma ideologia perniciosa do MEC (PT) e coloca outra.
      Tamos lascados de novo!!!!!!!!!!

    2. Não concordo com sua visão, que reputo limitadíssima. Um ministro deve ser um bom GESTOR e a melhor gestão é aprendida na iniciativa privada. Bons técnicos serão muito necessários em níveis organizacionais inferiores. Quem entende um pouco de administração sabe disso. Já tivermos excelentes ministros que não eram técnicos da área que administravam mas sabiam fazer a máquina funcionar. E isso ocorre em todo lugar. Bons executivos são sempre muito disputados e bem remunerados pela iniciativa privada. No que for possível, penso que deveríamos copiar na administração pública.

  2. Certíssimo, delinquente que vai para sala de aula agredir professor(ra) merece rigorosamente ser punido, ou tem alguém que discorda?!

  3. Que maravilha ver as coisa mudando para MUITO MELHOR
    Professor PRECISA VOLTAR A SER RESPEITADO EM SALA DE AULA.
    Hoje os alunos mandam nos professores numa vergonhosa inversão de valores que só piora o ensino.
    Aluno quando AGRIDE sabe muito bem o que está fazendo e isso deve ter punição, com o imediato afastamento do agressor e os pais respondendo pelo ato praticado pelo "de menor"

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Brasil

DATAFOLHA: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula, aponta nova pesquisa

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A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que 50% desaprovam e 47% aprovam o governo do presidente Lula (PT). Em relação ao levantamento anterior, a aprovação à gestão do petista oscilou negativamente um ponto percentual.

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A pesquisa também apontou que 40% dos entrevistados consideram o governo Lula como ruim ou péssimo e 34% consideram ótimo ou bom. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

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Brasil

SE TÁ ASSIM NO DATAFOLHA, IMAGINEM: Lula e Flávio empatam tecnicamente no 2º turno com 47% e 45%

Fotos – Anderson Coelho – 19.set.26 e Tita Barros – 22.ago.26/Reuters

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) continuam tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, na simulação de um eventual segundo turno. O levantamento aponta que Lula lidera numericamente com 47% das intenções de voto, contra 45% de Flávio. Os que declaram que pretendem votar branco/nulo/nenhum somam 7%, enquanto indecisos são apenas 1%.

Lula e Flávio oscilaram positivamente um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, divulgado há uma semana, mas a distância entre eles continua em dois pontos percentuais. De acordo com o Datafolha, Lula também empataria tecnicamente com Ronaldo Caiado (46% a 44%) e Augusto Cury (46% a 43%). O presidente venceria Romeu Zema e Renan Santos pelo mesmo placar: 48% a 39%.

Reprodução

No primeiro turno, o cenário também é de estabilidade em relação à pesquisa anterior e de empate técnico no limite da margem de erro. Lula tem 40% no atual levantamento contra 36% de Flávio – a distância entre os dois oscilou de 3 para 4 pontos percentuais.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

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Política

POR QUE TANTA PRESSA CÉSAR MAIA? Câmara Municipal de Parnamirim antecipa em mais de três meses eleição para escolha da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028

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A Câmara Municipal de Parnamirim convocou oficialmente a eleição para escolher a nova Presidência e a próxima Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. O edital de convocação foi lido na sessão ordinária da última terça-feira (22) e a votação foi marcada para o próximo dia 1º de outubro, apenas três dias antes das eleições para Presidência da República, Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

A antecipação da eleição, faltando ainda mais de três meses para o fim do atual biênio, é uma manobra do presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, César Maia (MDB), que atua para retirar possíveis adversários do páreo. A definição da data da votação é uma estratégia para desmobilizar a classe política, que está com as atenções voltadas ao pleito nacional e estadual.

A pressa de César Maia faz parte também de um movimento para conter o desgaste provocado por uma série de trapalhadas e da postura dúbia do presidente, que abalaram a credibilidade dele com os demais vereadores e impactaram negativamente na imagem da Câmara Municipal de Parnamirim.

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Judiciário

CASO MASTER: PF realiza operação no gabinete de Newton Ramos, desembargador do TRF-1

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Por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (24) uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O magistrado entrou no radar da investigação após mensagens indicarem sua atuação junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF, na interlocução com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O Metrópoles revelou que a PF encontrou um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito em ações de interesse de Vorcaro nos tribunais superiores e poderia destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. Segundo as mensagens analisadas pela PF, a sigla “KN” faria referência a Kassio Nunes Marques.

O contrato e as conversas estão em um HD encaminhado pela PF ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master, em julho. As mensagens também mostram assessores de Vorcaro se referindo como “Turma do KN” a Newton Ramos e à mulher dele, a advogada Camilla Ramos. De acordo com os diálogos, Newton repassava a Vorcaro pedidos atribuídos a Kassio, como uma solicitação de hospedagem no hotel Fasano, além de atualizações sobre as discussões envolvendo os precatórios.

Com informações do Metrópoles 

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Acidente

[VÍDEO] PERIGO NA BR 304: segunda colisão grave do dia na rodovia federal faz motor do veículo ser arrancado após acidente


Um segundo acidente foi registrado na BR-304, na tarde desta quinta-feira (24), nas proximidades de Lajes. A colisão envolveu um Volkswagen Polo e um Toyota Corolla. O impacto foi tão forte que o motor do Corolla se desprendeu do veículo.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal foram acionadas para atender a ocorrência. Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde dos ocupantes.

Pela manhã, outro acidente havia sido registrado na mesma BR-304, na altura de Riachuelo. Um homem de 60 anos, identificado como Osmário Augusto dos Santos, morreu após uma colisão envolvendo três veículos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, dois carros bateram durante uma ultrapassagem e um deles rodou na pista, atingindo frontalmente um terceiro veículo que seguia no sentido contrário.

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Brasil

PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG: 75% defendem proibição das bets e governo Lula é apontado como principal responsável pela expansão

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A proibição das apostas on-line é defendida por 75% dos brasileiros, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (24). Outros 17% discordam da medida e 8% não concordam nem discordam.

A rejeição às bets aumentou desde abril, quando 73% apoiavam a proibição. No mesmo período, o percentual contrário caiu de 21% para 17%. O levantamento também mostra que 88,5% consideram as apostas prejudiciais à sociedade.

O governo Lula (PT) é apontado por 36% dos entrevistados como o principal responsável pela disseminação das plataformas no Brasil. O governo Bolsonaro aparece com 25% e o Congresso Nacional com 17%.

A pesquisa mostra ainda que 84% defendem mais impostos para as empresas de apostas, 79% querem limitar a publicidade e 66% afirmam que menores de idade conseguem acessar facilmente essas plataformas. Apenas 4% consideram as bets uma forma válida de investimento.

O levantamento ouviu 5.015 pessoas em todo o Brasil entre os dias 17 e 22 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04739/2026.

 

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Brasil

“MEU SÓCIO É GULOSO”: Novas mensagens mostram Roberta Luchsinger coordenando pagamentos para Lulinha

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Mensagens recuperadas do celular da lobista Roberta Luchsinger mostram a coordenação de pagamentos para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). As conversas, reveladas pelo Metrópoles, indicam pela primeira vez repasses de Roberta para Lulinha.

Em uma mensagem de novembro de 2024, Roberta pergunta ao motorista onde está o dinheiro e orienta: “Tem que levar lá no Fábio”. O auxiliar informa que a quantia estava no porta-malas de um Volvo. Em seguida, ela determina que o dinheiro seja entregue a Fábio.

Em outra conversa, Roberta pede que sejam pagos R$ 26.809 para Fábio na TTW, agência de viagens usada por ela e por Lulinha. O auxiliar responde que faria o pagamento e envia o comprovante do depósito.

Em outro episódio, Roberta cobra de Quesede Henrique, ex-secretário de Saúde de Goiânia, um Pix de R$ 100 mil, afirmando que precisava pagar alguém que iria embarcar. Naquela mesma noite, Lulinha embarcou para Lisboa.

Quesede era investigado por suspeita de desvio de R$ 10 milhões na Secretaria de Saúde. Em dezembro de 2023, Roberta disse a ele: “meu sócio é guloso, tá”. Quesede respondeu: “Eu também seria. No lugar dele, né”.

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Política

Uma das primeiras políticas do Brasil a se posicionar contra, Zenaide comemora medida do governo Lula que vai proibir as BETS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assina nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a medida provisória que prevê o fim das bets no Brasil. Enquanto o governo federal dá o passo mais contundente já anunciado contra as apostas de quota fixa, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) comemora o avanço, e não por acaso: ela é uma das primeiras políticas do Brasil a se posicionar publicamente contra as bets.

O posicionamento de Zenaide no Senado vem desde julho deste ano, quando a parlamentar votou a favor e ajudou a aprovar o cerco à publicidade desenfreada das empresas de apostas online no Rio Grande do Norte e em todo o país. No mesmo período, a senadora deu voto favorável à proposta que destina à Polícia Federal parte dos lucros obtidos pelo governo com essas empresas, sinalizando que o combate às bets deveria unir regulação, fiscalização e orçamento para os órgãos de segurança. “As bets estão causando uma tragédia nas famílias. É um vício terrível, uma ilusão de ganhar fortunas que faz as pessoas perderam tudo o que construíram. Estamos somando esforços políticos para endurecer ainda mais as regras legais para esse setor, considerado altamente lucrativo e causador de dependência patológica alarmante entre apostadores, muitos deles pessoas de baixa renda. Órgãos de Estado como a Polícia Federal, dedicados a repressão e fiscalização, precisam de orçamento e de recursos humanos para investigar crimes e trabalhar pela segurança pública e coletiva”, afirmou a senadora.

O trabalho de Zenaide ganhou materialidade no Plenário do Senado, quando foi aprovada a Medida Provisória 1.348/2026, que destina ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol) 3% dos recursos obtidos pelo governo com as apostas. Criado pela Lei Complementar 89/1997 para financiar as atividades da PF, o fundo recebia das bets apenas 0,5% da parcela dividida com vários órgãos, correspondente a 12% da arrecadação bruta descontados impostos e prêmios. Os novos recursos cobrirão despesas com saúde e retribuição por atividade extraordinária dos servidores da Polícia Federal, além de permitir ao Ministério da Justiça e Segurança Pública estender o custeio aos servidores da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal. O Projeto de Lei de Conversão 8/2026, que substituiu a MP, agora segue para sanção da Presidência da República.

Com posicionamento pioneiro, votos decisivos e a destinação de recursos das próprias apostas para o fortalecimento da Polícia Federal, a senadora se consolida como uma das principais referências no enfrentamento às bets no país, e vê no gesto do Planalto o reconhecimento de que o combate ao vício das apostas é, acima de tudo, uma questão de saúde pública e de proteção das famílias brasileiras. “Sou terminantemente contra e já disse isso, inclusive em entrevistas. Não se pode regulamentar uma coisa que leva pessoas as dívidas, depressão e até a morte. DEMOROU…”, afirma Zenaide Maia.

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Geral

Bets notificam Globo, Band e RedeTV! sobre rescisão contratual caso Lula adote restrições a apostas online

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Globo, Band e RedeTV! estão entre as emissoras notificadas por empresas de apostas esportivas que ameaçam rescindir contratos caso o governo Lula adote novas restrições para o setor. A informação foi publicada pela coluna ‘Outro Canal’, da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (24).

A reportagem cita que Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte comunicaram a possibilidade de rompimento. Clubes da Série A que mantêm contratos de patrocínio com as casas de apostas também teriam recebido notificações.

As bets estão entre os principais anunciantes da televisão aberta. Dados da Tunad citados pela Folha apontam que o setor investiu R$ 153 milhões em publicidade e patrocínios na TV somente em agosto.

Diante da possibilidade de saída das empresas, emissoras já avaliam alternativas. A Record, por exemplo, não negociou com a Betano uma nova cota para A Fazenda. A empresa patrocinava o programa desde 2021. Na Band, estão em avaliação os contratos de naming rights de Jogo Aberto e Os Donos da Bola.

A movimentação ocorre enquanto o governo discute novas medidas para o setor. Em reunião na terça-feira (22), representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e da Justiça trataram do combate às plataformas ilegais e de possíveis restrições às bets.

Até o momento, não há decisão oficial sobre uma proibição geral. O presidente Lula, porém, já declarou disposição para acabar com as bets e defendeu regras mais rígidas, incluindo restrições à publicidade e ao funcionamento dos cassinos on-line, como o chamado “jogo do tigrinho”.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Geral

Flávio promete incluir o Brasil no Escudo das Américas, aliança de países liderada por Trump contra organizações narcoterroristas

Foto: Reprodução/Canal TV Celular Flávio Bolsonaro

O Brasil poderá integrar o Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada pelos pelos EUA, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. “O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano que vem, porque eu vou colocar o Brasil também para se unir a todos esses países que vão se juntar para combater os narcoterroristas”, prometeu Flávio durante uma live na quarta-feira (23).

Flávio também disse que pretende propor ao Congresso uma mudança na legislação para classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.

Lançado em março, em Miami, o Escudo das Américas reúne países do continente para ações contra cartéis e o crime organizado. Na terça-feira (22), Estados Unidos e outros 14 governos assinaram uma declaração que classifica 24 organizações como “narcoterroristas transnacionais”, incluindo PCC e CV.

Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru assinaram o documento. Brasil, Uruguai, Suriname e Venezuela ficaram de fora.

O governo Lula é contrário à classificação de PCC e CV como organizações terroristas. O Ministério da Justiça afirma que o Brasil já possui instrumentos legais para combater organizações criminosas, enquanto o Itamaraty alertou para possíveis consequências caso os EUA usem a classificação como justificativa para ações militares em território brasileiro.

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