Política

Número 2 da gestão Pazuello é mais um a rebater a CPI da Covid: nega de tratamento precoce como orientação a questionamentos sobre coronavac, imunidade de rebanho e cloroquina

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A CPI da Pandemia ouve nesta quarta-feira (9) o coronel Antônio Elcio Franco Filho, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, para esclarecer suas ações nas compras e abastecimento de insumos para estados durante a pandemia de Covid-19.

Sua convocação foi pedida pelos senadores Alessandro Vieira (Rede-SE), Eduardo Girão (Podemos-CE), Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Resumo da CPI da Pandemia:

• Só AstraZeneca ofereceu transferência de tecnologia ao governo

O ex-secretário do Ministério da Saúde afirmou à CPI que, embora tenham procurado vários laboratórios farmacêuticos, apenas a AstraZeneca ofereceu transferir a tecnologia da fabricação da vacina para o Brasil.

“Ela nos ofereceu a transferência de tecnologia, coisa que as outras [farmacêuticas] não ofereceram. E, além disso, o custo dessa dose girava em torno de US$ 3,75, diferentemente das demais vacinas, em fase mais atrasada de desenvolvimento”, afirmou Elcio Franco.

Ele disse, novamente, que o Instituto Butantan já estava em tratativas com a Sinovac e, por se tratar de uma vacina de vírus inativado – plataforma que já domina a tecnologia –, não caberia uma encomenda tecnológica.

Perguntado os motivos para não terem sido celebrados outros contratos de transferência tecnológica

“Não houve oferta nesses moldes que conseguimos com a Fiocruz. Não havia interesse dos outros laboratórios de fazer essa transferência tecnológica.”

• Tratamento precoce não era orientação da Saúde

Elcio Franco negou que houvesse uma orientação oficial do Ministério da Saúde para que a população fosse tratada precocemente contra a Covid-19.

“Com relação ao tratamento precoce, não era orientação do Ministério, e sim a busca por pelo atendimento médico, que seria soberano na sua decisão de atender o paciente e fazer o que fosse mais adequado. Isso vale para qualquer enfermidade, não apenas para Covid”, disse o ex-secretário.

Ele defendeu que o diagnóstico precoce de qualquer doença é a melhor medida preventiva e citou como exemplo estudos – sem detalhar quais – que dizem que cada R$ 1 investido na Saúde Básica representa uma economia de R$ 1 mil na Atenção Especializada.

Questionado sobre o caso específico do novo coronavírus, ele se disse favorável, desde que em comum acordo entre médico e paciente.

“O atendimento precoce pelo médico, para seu diagnóstico, suas orientações para que seu paciente possa se afastar e não transmitir a doença para outros; e prescrever as medicações que ele julga mais adequadas, eu sou favorável, sim senhor.”

“Nossa gestão no Ministério da Saúde defendia o atendimento precoce do paciente. Com o medicamento que o médico julgar oportuno dentro da sua autonomia. E, se ele usar um off-label, que faça esclarecimento para o paciente que só será medicado com aquele medicamento se aceitar”, completou.

Ele disse ainda que a Medida Provisória 1.565 editada pelo governo tratava de questões não farmacológicas de prevenção, como “uso de máscaras, etiqueta respiratória, higienização das mãos com álcool e sabão, higienização de superfícies, optar por ambientes ventilados e manter distância de segurança entre as pessoas”.

• Gabinete paralelo ‘não teve nenhuma ação sobre ministério’

O coronel negou que o chamado gabinete paralelo de orientações sobre o combate à pandemia tenha tido qualquer influência sobre a pasta.

“Que eu tenha conhecimento, esse grupo não teve nenhuma ação sobre a gestão do Ministério ou das suas secretarias finalísticas”, afirmou.

Ele negou conhecer Luciano Dias, Paolo Zanotto e Carlos Bolsonaro, que conhece de nome, mas disse não ter tido contato ou ciência do comparecimento dele em reunião com a Pfizer. Ele disse conhecer:

Nise Yamaguchi, que teria ido ao Ministério “uma ou duas vezes” para apresentar um ofício que foi enviado ao Ministério de Ciência e Tecnologia;

Arthur Weintraub, ex-assessor do presidente que teria encontrado uma vez durante cerimônia no Palácio do Planalto;

Carlos Wizard, conhecido de longa data que esteve no Ministério e o contatou, pela última vez, sobre a possibilidade de aquisição de imunizantes para a iniciativa privada e

Osmar Terra, que teria ido ao Ministério para, assim como outros parlamentares, tratar de emendas que iriam para o estado dele.

Franco também disse não ter participado ou tomado conhecimento da existência de um “gabinete paralelo”.

• ‘Negociamos com a Pfizer desde abril de 2020’

Elcio Franco disse que o ministério negociava a aquisição de vacinas com a Pfizer desde abril de 2020. Ele afirmou que a CPI terá de pedir ao Ministério os documentos que comprovam essa cronologia. Em depoimento à comissão, o presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, disse que a primeira oferta foi feita em agosto.

O vice-presidente da grupo, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse na semana passada que as investigações mostraram que 53 emails da companhia ficaram sem resposta. Franco disse que, muitas vezes, a empresa mandava um ofício e reiterava três ou quatro vezes no mesmo dia.

Elcio disse também que um vírus que invadiu o sistema do Ministério atrapalhou na resposta de apenas uma proposta, entre os dias 5 e 12 de novembro, já que a caixa de entrada dele ficou inoperante.

O ex-secretário também disse que houve um atraso nos estudos de fase 3 da vacina, e que eles garantiam que teriam aprovação do FDA, agência reguladora americana, em outubro, mas isso só aconteceu em dezembro. “Tudo isso levou a atrasos”, declarou.

• Saúde nunca discutiu ‘imunidade de rebanho’, diz Elcio

O ex-secretário negou que o ministério considerasse que a queda de casos e mortes por Covid-19 no segundo semestre de 2020 fosse por uma suposta “imunidade de rebanho”.

“Nunca se discutiu na área técnica, entre secretários e com o ministro, essa ideia de imunidade de rebanho”, disse. “Não visualizávamos isso, tínhamos noção da gravidade da pandemia e, assim como o influenza, imaginávamos que teríamos campanhas anuais de vacinação”.

• Negociações com Butantan não foram canceladas, diz Elcio Franco

Elcio Franco afirmou que, no seu entendimento, o memorando de entendimento ou a carta de intenções enviada ao Butantan era uma forma de garantir o interesse na compra da Coronavac. Além disso, o ex-secretário afirmou que as negociações nunca foram canceladas.

“Essas negociações não foram canceladas. Não houve, em momento nenhum, cancelamento das tratativa para aquisição da vacina e acompanhamento de seu desenvolvimento”, disse o número 2 na gestão de Pazuello.

“Foi feita uma divulgação pública de que as vacinas seriam adquiridas desde que confirmadas a segurança e eficácia pela Anvisa. Todas, dentro do interesse brasileiro, da maior quantidade possível”, afirmou, sobre o caso em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não compraria vacinas chinesas.

Foi apresentado vídeo na CPI em que o presidente disse que ninguém queria comprar a Coronavac e que tinha mandando cancelar o acordo.

Élcio disse que não recebeu ordem para interromper negociações e que as tratativas com o Butantan continuaram.

“Não há nenhum documento de intenção de não prosseguir nas negociações. A carta de intenção de 19 de outubro continuou vigente”, afirmou. “Não entendi como ordem ao Ministério da Saúde. Prossegui nas negociações. E, que me lembre, não consultei o ministro sobre esse aspecto.”

Ele disse que uma prova de que as tratativas não foram interrompidas é o fato de que a pasta continuou cobrando dados técnicos dos estudos clínicos.

• Coronavac não foi comprada antes por falta de aprovação da Anvisa

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) perguntou para Elcio Franco se houve resistência por parte do Ministério da Saúde em comprar as doses da Coronavac, vacina contra Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

“Gostaria de destacar como parte da resposta uma matéria do Estadão de 22 de julho de 2020, de que a fase 3 [de testes clínicos] também é considerada um cemitério de vacinas. Isso cabe para destacar que o desenvolvimento gera muitas incertezas – esse aspecto permeou as negociações com muitas vacinas”, disse Franco.

Além disso, o ex-secretário afirmou que a lei 6.360 não permite a aquisição de medicamentos sem aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de forma que foi necessária uma adequação desse marco legal – por meio da MP 1.126, editada em 6 de janeiro de 2021.

“Ato contínuo, foi celebrado o contrato com o Butantan já no dia 7 [de janeiro], um contrato de cerca de R$ 2,5 bilhões, que já vinha sendo discutido desde dezembro”, afirmou.

Ele garantiu que o governo federal explicou, em diversas reuniões com o Instituto Butantan, que não poderia usar a ferramenta de encomenda tecnológica, como feito com a Fiocruz/AstraZeneca para compra da vacina já que esse mecanismo pressupõe o desenvolvimento de uma solução inédita para um problema.

“No caso do Butantan, era uma vacina de vírus inativado, uma tecnologia que o próprio doutor Dimas Covas nos informou que já dominavam – tecnologia de produção da vacina contra Influenza que o Butantan produz.”

• Ex-secretário diz que Pazuello pediu para comprar maior número de doses de vacinas

Perguntado sobre qual foi a orientação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a aquisição de vacinas contra o novo coronavírus, Elcio Franco afirmou que a ordem era comprar o maior número de doses possível.

“Pazuello me orientava para acelerar o processo, na medida do possível, dentro da legalidade, e para adquirir o maior número de doses no menor prazo possível”, disse o ex-secretário.

“Quanto ao presidente da República, o ministro me reportava que orientação era para aquisição de vacinas. Tanto é que, em 2020, foram disponibilizados R$ 24,5 bilhões para compra de vacinas”, completou.

“A orientação era para adquirir a maior quantidade de doses, desde que tivesse segurança e eficácia certificada pela Anvisa.”

• Elcio Franco diz que Ministério não comprou cloroquina para tratar Covid-19

Ainda em sua fala inicial à CPI, Elcio Franco afirmou que precisava fazer um esclarecimento sobre a compra de cloroquina pelo Ministério da Saúde.

“Gostaria de fazer um esclarecimento. Por solicitação do general [Eduardo] Pazuello, informo que durante nossa gestão, não ocorreu aquisição de cloroquina para o ano de 2020 para o combate a Covid-19”, disse o coronel.

“Porém, identificamos que para atender o programa anti-malária no primeiro semestre desde ano, em 30 de abril de 2020 foi assinado um termo aditivo com a Fiocruz com valor de R$ 50 mil para entrega posterior. Enfatizo que é para o programa anti-malária.”

• Ex-secretário defende que atuação da União na pandemia foi limitada pelo STF

Em sua fala inicial à CPI da Pandemia, Elcio Franco defendeu que tese divulgada em várias oportunidades pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que a atuação do Ministério da Saúde durante a pandemia foi limitada em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Apesar do STF ter definido as competências concorrentes entre estados, municípios e a União, uma vez que a palavra final de medida de gestão – e restritivas – passara à competência de estados e municípios, a atuação da União, ao meu ver, ficou limitada”, disse Franco..

“Coube ao Ministério da Saúde apoiar os entes federados em medidas e ações planejadas, como a elaboração de ferramentas de gestão”, continuou. “Cabe a união disponibilizar recursos às secretarias de saúde estaduais e municipais. Cabe aos estados e municípios executar ações de atenção à saúde.”

Essa tese, no entanto, já foi refutada pelo STF, que afirmou que a decisão da Corte não proibiu o Executivo federal de agir para conter a disseminação da doença.

Com CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Surpresa era ele confesar neh. Foi desmentido e desmascarado várias vezes pelos próprios vídeos dele falando.

    Ele mentia e passavam um vídeo dele dizendo a verdade: Defendendo cloroquina, o não uso de máscaras e que não queria comprar vacina da China.

    Se alguém lê o título da notícia pensa que ele deu show na CPI, como o gado é obediente e fica só esperando a manifestação dos grupos de WZ, vai pensar que tá tudo certo.

    1. O sr. Elcio Franco foi irretocável em suas respostas a CPI. Seguro, respostas objetivas, firmes e verdadeiras.
      Os vagabundos não tiveram chance.

    1. Acho que vc leu leu e nao entendeu. Se esse depoimento for comprovado.. esse senador renan so fez politica de fake news.

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Pipa Aruã Resort Village: MVP Incorporações apresenta ao mercado paraibano o novo condomínio de casas na Praia da Pipa

A MVP Incorporações apresenta ao mercado paraibano o Pipa Aruã Resort Village, condomínio de casas na Praia da Pipa, em pré-lançamento no dia 7/10, em João Pessoa.

A MVP Incorporações, incorporadora potiguar com atuação consolidada no Rio Grande do Norte, apresenta ao mercado paraibano o Pipa Aruã Resort Village, o novo condomínio de casas na Praia da Pipa. O pré-lançamento acontece na próxima quarta-feira, 7 de outubro, às 18h30, no Ville des Plants, em João Pessoa, com acesso exclusivo para corretores e futuros proprietários.

Pipa dispensa apresentação. Falésias, mata atlântica, golfinhos na baía e um dos pores do sol mais bonitos do Brasil, tudo a pouco mais de uma hora de João Pessoa. É o destino que o paraibano já conhece de coração e que o mundo inteiro quer visitar: turismo nacional e internacional o ano todo, alta procura e uma orla que não se multiplica. Ter um endereço em Pipa é ter um pedaço do litoral mais desejado do Nordeste.

É esse cenário que o Pipa Aruã Resort Village traduz. São 104 casas com projeto do arquiteto Flávio Góis, em um conceito de resort village: o conforto de uma casa com a estrutura de um resort do lado de fora da porta. A área de lazer e convivência é completa, com piscina, sauna, beauty space, quadra, academia e muitas outras comodidades, no encontro perfeito da natureza com o mar. Um lugar para viver, veranear e receber, em Pipa, o ano inteiro.

E tem o fator tempo. Por estar em pré-lançamento, o evento do dia 7 é a primeira e melhor janela de entrada: as plantas, as casas e as condições iniciais antes da abertura oficial ao público. Para o corretor paraibano, é a chance de chegar primeiro em um produto que vende o próprio destino. Para o cliente, é garantir a casa dos sonhos em Pipa enquanto as melhores unidades ainda estão na mesa.

“Pipa é um destino que se vende sozinho, e faltava um produto à altura dele. O Pipa Aruã Resort Village é isso: casas com estrutura de resort, no endereço que o mundo inteiro quer conhecer”, afirma Marcelo Pereira, diretor da MVP Incorporações. “Estamos trazendo para o paraibano a oportunidade de ter a sua casa em Pipa, com a segurança de quem constrói no Rio Grande do Norte há quase duas décadas.”

Essa segurança tem lastro. A MVP Incorporações é a nova frente da MVP Engenharia, que soma 19 anos de atuação na Paraíba e no Rio Grande do Norte, com participações em obras como a Ponte em Estrutura Metálica em Manaíra, a conclusão do Terminal de Valentina em João Pessoa, o Natal Shopping, o Vila Galé Touros e a Ponte Estadual Mapa da Pipa (PEMP). É uma trajetória que reduz o risco de execução, um dos pontos que mais pesa na decisão de comprar na planta. O Pipa Aruã Resort Village integra a grife Aruã, cujo nome traduz justamente o encontro do mar com a natureza.

Mais informações: @mvpincorporacoes ou whatsapp (84) 2030-2323

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Globo faz auditoria interna para investigar relação e contratos de Luciano Huck e Daniel Vorcaro após mensagens reveladas citarem R$ 109 milhões

Foto: Dados obtidos pela PF no celular de Vorcaro/Divulgação

A Globo autorizou uma auditoria interna para apurar o histórico da relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O levantamento deve analisar contratos, contatos e possíveis negócios entre o apresentador e o banqueiro. A informação é da coluna Faria Lima News, da Veja Negócios.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicaram encontros, jantares, uso de aeronaves e tratativas comerciais. Em uma das conversas, Huck cita R$ 83 milhões em investimentos de mídia do Will Bank na Globo e outros R$ 26 milhões em um “contrato pessoal”, somando R$ 109 milhões.

Huck nega ter sido sócio de Vorcaro e afirma que os negócios estavam relacionados à captação e gestão do patrocínio do Will Bank. Sua assessoria diz que os contratos foram formalizados, com notas fiscais emitidas, impostos pagos e serviços prestados. Até o momento, as mensagens divulgadas não indicam, por si só, prática ilegal do apresentador.

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Moraes faz consulta à PGR e aguarda posicionamento antes de decidir sobre pedido de visita de Flávio a Jair Bolsonaro

Fotos: Fellipe Sampaio/STF | Ton Molina/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (6) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido para que Flávio Bolsonaro (PL) possa visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL). O ministro aguarda o parecer da PGR antes de decidir sobre o pedido. Não foi estabelecido prazo para a manifestação.

A defesa do ex-presidente pediu a retomada das visitas de familiares de primeiro grau ou, alternativamente, que Flávio seja autorizado a fazer uma única visita antes de 11 de outubro, quando termina a suspensão de 90 dias determinada por Moraes.

A restrição foi imposta em julho, após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. Para Moraes, a publicação violou a proibição de o ex-presidente utilizar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros.

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União Brasil e PP fecham com Flávio Bolsonaro e preparam evento para anunciar apoio no 2º turno

Foto: Charles Vieira

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, deve oficializar nesta quarta-feira (7) o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A informação é a do blog de Tainá Falcão, da CNN Brasil.

A decisão será discutida nesta terça-feira (6), em Brasília, durante reuniões simultâneas das duas siglas, marcadas para as 16h. Se confirmada, a aliança será anunciada ao lado de Flávio na sede do União Brasil.

No PP, o presidente nacional Ciro Nogueira já declarou que defenderá o apoio ao candidato do PL. No União Brasil, o presidente Antonio Rueda também considera a adesão como o caminho mais provável. Como os partidos integram uma federação, a decisão precisa ser conjunta.

As conversas entre Flávio e os dirigentes começaram antes do primeiro turno e avançaram após o senador terminar a primeira etapa à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além do crescimento da direita no Congresso.

Apesar da tendência de apoio, há resistências dentro das legendas. Diretórios do Nordeste defendem Lula, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que pretende manter o apoio ao petista.

A aproximação com Flávio também ocorre em meio a divergências entre Ciro Nogueira e Antonio Rueda e o governo Lula. Os dois dirigentes acumulam atritos com o presidente e passaram a defender uma postura mais distante do Palácio do Planalto.

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A missão é “ampliar votação de Lula e eleger Cadu”, diz Cadu de Lula após reunião com o presidente

Diretamente do Aeroporto de Brasília, após reunião com o presidente Lula na capital federal, Cadu de Lula apareceu acompanhado da governadora Fátima Bezerra, da senadora Samanda e do ex-deputado federal Rafael Motta para celebrar os desdobramentos do encontro estratégico na noite desta segunda-feira (5). Com o objetivo de alinhar as próximas ações da campanha no estado, a comitiva destacou a energia renovada para enfrentar a etapa decisiva da eleição e consolidar o projeto no Rio Grande do Norte.

A grande novidade anunciada pelo grupo foi o compromisso assumido pelo próprio presidente da República de participar diretamente da campanha no RN. Cadu enfatizou a importância dessa aliança para o pleito ao declarar: “a notícia boa é essa: o presidente disse que vai estar no segundo turno no Rio Grande do Norte! Missão dada é missão cumprida, presidente. Vamos ampliar sua votação e fazer campanha para me eleger governador”.

Com entusiasmo, a governadora Fátima Bezerra, Rafael Motta e a senadora Samanda reafirmaram o empenho do grupo em intensificar as agendas de rua e fortalecer a candidatura ao lado da militância. Samanda destacou ainda o entusiasmo de Lula com a disputa local. “Lula tá muito entusiasmado que é você governador, Cadu”, completou a senadora eleita.

Opinião dos leitores

  1. Petista sempre subestimando a opinião pública! O recado nas urnas já foi dado.O Brasil não quer mais o pt do molusco e cia!quem tem uma folha corrida de ex-presidiário por roubo ,jamais pode acusar adversários com narrativas e fake news!

  2. Petista sempre subestimando a opinião pública! O recado nas urnas já foi dado.O Brasil não quer mais o pt do molusco e cia!quem tem uma folha corrida de ex-presidiário por roubo ,jamais pode acusar adversários com narrativas e fake news.

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MARIO SABINO: Lula “passa ridículo” ao tentar se afastar do STF após resultado das urnas

Foto: Evaristo Sa/AFP

O jornalista Mario Sabino afirma que o presidente Lula (PT) tenta se desvincular politicamente do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de perceber que a associação com a Corte teria provocado desgaste eleitoral no primeiro turno. Em coluna publicada nesta terça-feira (6) no Metrópoles, Sabino classifica a tentativa como “patética”.

O colunista comenta uma declaração feita por Lula na segunda-feira (5), na qual o petista se apresentou como candidato “antissistema” e criticou a relação estabelecida com o Supremo. “Só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, disse Lula.

Para Sabino, a declaração representa uma tentativa de Lula de se afastar de uma relação da qual teria sido beneficiário. O jornalista cita decisões do STF que favoreceram o presidente e lembra que Lula indicou para a Corte seu ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, e seu ex-advogado Cristiano Zanin.

A coluna também relaciona a mudança de discurso ao novo cenário político produzido pelas eleições para o Congresso. Segundo Sabino, a eleição de uma bancada no Senado hostil a ministros do Supremo, com parlamentares que defenderam durante a campanha processos de impeachment contra integrantes da Corte, pode alterar a relação de forças entre STF, Executivo e Legislativo.

Na avaliação do jornalista, caso Lula seja reeleito, a composição mais oposicionista do Congresso aumentaria as dificuldades para o governo e também os riscos políticos de uma eventual interferência do Supremo em disputas entre Executivo e Legislativo.

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BETS: R$ 1,33 bilhão ficam sem resgate; veja como apostadores receberão o dinheiro

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Cerca de R$ 1,33 bilhão ainda estavam depositados nas plataformas de apostas na tarde desta segunda-feira (5), poucas horas antes do fim do prazo para saque voluntário. Com os sites e aplicativos obrigados a sair do ar nesta terça-feira (6), os valores que não foram retirados serão devolvidos aos apostadores por meio das instituições financeiras.

Segundo dados do Ministério da Fazenda, desde 26 de setembro os usuários retiraram R$ 775,6 milhões das plataformas. No mesmo período, o número de CPFs com saldo positivo caiu de 28,9 milhões para 26,54 milhões.

O encerramento do prazo para saque voluntário não significa perda do dinheiro. Nesta terça (6) e quarta-feira (7), as bets deverão informar aos bancos os valores restantes vinculados a cada CPF e a conta bancária utilizada pelo apostador para fazer os depósitos.

A devolução deverá ocorrer entre os dias 9 e 14 de outubro. O dinheiro será transferido para uma conta ativa de titularidade do próprio apostador, preferencialmente aquela utilizada anteriormente para enviar recursos à plataforma.

Caso existam dificuldades operacionais para a restituição pelos bancos, os valores serão encaminhados à Caixa Econômica Federal. A partir de 14 de outubro, a instituição ficará responsável por intermediar a devolução aos usuários.

A medida provisória que determinou o encerramento das bets estabelece a restituição integral dos saldos e determina que o dinheiro pertencente aos apostadores permaneça separado do patrimônio das empresas.

Com informações da Veja

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Após vitória da direita, oposição e empresários se mobilizam para esvaziar votação do fim da escala 6×1

Foto: Hugo Marques/VEJA

A vitória da direita nas eleições de domingo já provoca reflexos no Congresso. Senadores da oposição e representantes de setores empresariais articulam uma estratégia para dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1, enquanto o governo Lula tenta levar a proposta adiante durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo a Veja, empresários dos setores de comércio, serviços e indústria têm pressionado senadores a não comparecer às sessões. Paralelamente, a oposição busca adiar a análise da proposta. Para uma PEC ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.

O primeiro teste acontece nesta terça-feira (6). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a PEC 221/2019 na pauta e marcou para as 14h a primeira das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno. Outras sessões estão previstas para quarta e quinta-feira, embora o governo ainda possa tentar acelerar o processo por meio de um calendário especial.

A movimentação para frear a proposta já havia ocorrido em setembro, quando a PEC passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na ocasião, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) uma articulação que impediu a tentativa de levar imediatamente a matéria ao plenário.

O cenário, porém, mudou depois das eleições. De acordo com a publicação, o avanço da direita no Senado tornou mais difícil a articulação governista em torno da PEC. Nos bastidores do governo, já existe a avaliação de que a aprovação ficou politicamente mais complicada.

A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de descanso e proíbe redução salarial. Na votação realizada na CCJ, Rogério Marinho, Tereza Cristina, Hamilton Mourão e Jaime Bagattoli foram os únicos a votar contra o parecer favorável à PEC.

Com informações da Veja

Opinião dos leitores

  1. “Flávio vai melhorar minha vida!” Quem votou em Flávio vai aprender que só a vida do patrão vai melhorar kkkkkkkkkk

    1. Quer ser patrão pode idiota, é questão de talento pra empreender,se não tem continue “pião”!Simples assim !

    2. Sem patrão não tem emprego
      Pare de achar que todo patrão e rico

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Geral

Centrão se movimenta para 2º turno e PP, Republicanos e União Brasil tendem a apoiar Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução

Partidos do Centrão iniciaram as negociações para definir os apoios no segundo turno da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). A expectativa entre integrantes das legendas é de que PP, Republicanos e União Brasil caminhem majoritariamente com o candidato do PL, enquanto parte importante do PSD também pode aderir à campanha.

O resultado do primeiro turno alterou o cenário dentro das siglas. Com 100% das urnas apuradas, Flávio terminou com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Segundo a CNN Brasil, dirigentes e parlamentares que antes defendiam neutralidade passaram a discutir um posicionamento formal para a segunda etapa da eleição.

No PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo partido, deve formalizar nesta terça-feira (6) apoio a Flávio. A legenda havia liberado seus integrantes no primeiro turno para seguirem as alianças estabelecidas em cada estado.

O Republicanos também negocia uma aproximação com a campanha do PL. Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o apoio da legenda está “quase fechado, com algumas dissidências”. Segundo ele, novas conversas serão realizadas com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira.

Uma das principais lideranças do Republicanos, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já declarou apoio a Flávio. Na Paraíba, porém, o cenário é diferente devido à relação do presidente da Câmara, Hugo Motta, com Lula, que apoiou Nabor Wanderley, pai do deputado, na disputa pelo Senado.

O PP marcou para esta terça uma reunião com presidentes de diretórios estaduais, deputados e senadores para decidir o posicionamento no segundo turno. A definição também pode influenciar o União Brasil, já que as duas legendas integram a mesma federação.

Já o MDB deve manter a neutralidade nacional e liberar seus integrantes para apoiarem os candidatos conforme as alianças estaduais.

Com informações da CNN Brasil

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APOSENTADO DE VEZ: Após revés nas urnas, Carlos Eduardo ganha aposentadoria da Assembleia

Foto: Reprodução

Um dia depois de o Blog do BG publicar que Carlos Eduardo Alves havia sido “aposentado pelo povo” após o resultado das eleições em Natal, veio a aposentadoria de fato. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte concedeu ao ex-prefeito aposentadoria voluntária da Carteira Parlamentar, com benefício correspondente a 20% do valor atual do subsídio de deputado estadual. O ato foi publicado nesta terça-feira (6).

Carlos Eduardo iniciou a trajetória parlamentar ao ser eleito deputado estadual em 1986 e ocupou uma cadeira na Assembleia por quatro legislaturas. Registros da própria ALRN mostram o político entre os deputados das legislaturas de 1987 a 1990, 1991 a 1994, 1995 a 1998 e 1999 a 2002.

A aposentadoria concedida agora, no entanto, é referente especificamente ao exercício do mandato entre 15 de fevereiro de 1987 e 31 de janeiro de 1991. Segundo o Ato da Mesa nº 1091/2026, os proventos correspondem a 20% do valor atual do subsídio de deputado estadual da ALRN.

A publicação ocorre após um primeiro turno eleitoral em que Carlos Eduardo apoiou Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do RN. Nesta segunda-feira (5), o Blog do BG publicou texto afirmando que o ex-prefeito havia sido “aposentado pelo povo” depois do desempenho do candidato que apoiou em Natal. Um dia depois, a aposentadoria também chegou oficialmente pela Assembleia.

Opinião dos leitores

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