Saúde

O que é a diabulimia, considerado um dos distúrbios alimentares mais perigosos do mundo

Becky Rudkin tem diabulimia, transtorno alimentar que pode levar à morte. Foto: Becky Rudkin

“Tenho a minha vida e tenho meus pés. São duas das coisas mais importantes para mim, considerando o dano que eu poderia ter causado a mim mesma”.

Becky Rudkin, de 30 anos, tem diabulimia — termo usado para descrever pessoas com diabete tipo 1 que tomam deliberadamente menos insulina que o necessário com o objetivo de perder peso.

A diabetes tipo 1 — doença autoimune, que costuma ser diagnosticada na infância — ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente. Seu tratamento prevê a aplicação de injeções diárias do hormônio, responsável por controlar a glicose no sangue e fornecer energia ao organismo.

A diabulimia não é reconhecida oficialmente pela comunidade médica, mas uma verba de 1,2 milhão de libras (cerca de R$ 5,7 milhões) acaba de ser concedida para o financiamento de uma pesquisa sobre o tema na Grã-Bretanha.

A expectativa é que os cientistas consigam elaborar um programa de tratamento eficaz para pessoas que sofrem com o transtorno.

Becky, que é de Aberdeen, na Escócia, participou do documentário da BBC Diabulimia: The World’s Most Dangerous Eating Disorder (“Diabulimia: o Transtorno Alimentar Mais Perigoso do Mundo”, em tradução livre), produzido em 2017.

Na época, ela revelou que, por não estar tomando insulina suficiente, os ossos dos seus pés começaram a se desintegrar no que os médicos descreveram como “favo de mel e papa”. Eles estavam tão frágeis que quebravam com frequência.

“O dano no nervo é tão sério que eu nem sinto — só consigo ver o quão inchados estão”, relatou na ocasião.

Becky precisou usar muletas por causa do problema nos pés e passou três anos entrando e saindo de uma clínica de distúrbios alimentares.

A diabulimia é considerada mais perigosa do que a anorexia e a bulimia. Nos casos mais graves, pode levar à insuficiência cardíaca, à amputação de membros e até à morte.

“As pessoas com diabetes tipo 1 (que sofrem com o distúrbio) têm medo que a insulina leve ao ganho de peso. Esse medo é tão forte que faz com que omitam a dose de insulina que precisam tomar com o objetivo de perder peso”, explicou Khalida Ismail, professora do King’s College London, especializada em diabetes e saúde mental, ao documentário da BBC.

“Se um paciente com diabetes tipo 1 não tomar insulina, ele vai morrer muito rápido”, completou.

Diário da diabulimia

Em 2016, a BBC News Brasil relatou o caso da britânica Lisa Day, que morreu em 2015, aos 27 anos, após sofrer por anos de diabulimia.

Lisa tinha 14 anos quando começou a escrever o diário. FOTO: EPA

Ela tinha sido diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 14 anos de idade. Por isso, precisava de injeções diárias de insulina e tinha de cuidar da dieta. Mas ela tomava quantidades bem abaixo de insulina do que deveria. Os efeitos do descompasso no uso da medicação foram devastadores: emagreceu, teve problemas nos rins e nos olhos. Com a saúde debilitada, sofreu um infarto fatal.

Katie Edwards, a irmã mais velha de Lisa, cedeu à BBC trechos do diário escrito pela caçula, para alertar a respeito desse distúrbio pouco conhecido.

Lisa começou a escrever o diário pouco depois de ser diagnosticada com diabetes, em setembro de 2001.

Os relatos revelam um perfil típico de uma jovem com anorexia, mas que também tem de lidar com o diabetes:

“15 de março de 2002

Me sinto tão gorda. Me odeio. Amanhã começo a trabalhar em um petshop. Há uma discoteca no FC amanhã. Vou com Holly.

18 de março de 2002

Tive uma ‘hipo’ (hipoglicemia) terrível na hora do almoço. Estava sentada com Mike e sua namorada. Não acho que ele ache que eu estou em boa forma.”

A ciência por trás da diabulimia

A ciência básica por trás da diabulimia é que, sem insulina para processar a glicose, o corpo não pode quebrar os açúcares dos alimentos para obter energia. Em vez disso, as células do corpo começam a quebrar a gordura já armazenada no organismo, liberando o excesso de açúcar pela urina. Na ausência de gordura, o corpo começar a queimar músculo.

Um ano depois do documentário, Becky contou ao programa Newsbeat, da Radio 1 da BBC, que “as coisas meio que melhoraram” para ela.

Ela não precisa mais usar muletas, tampouco consultar a equipe de acompanhamento de saúde mental. E diz que está animada com os planos para o futuro:

“Estou noiva e vou me casar. Meu companheiro foi morar comigo e temos uma cachorrinha.”

“Ela é meu bebê agora e isso tem me ajudado muito. Animais de estimação têm esse poder, ela me dá muito carinho”, contou.

O financiamento para a pesquisa sobre diabulimia foi obtido pela cientista clínica Marietta Stadler, que trabalha no King’s College Hospital, em Londres.

Ela e sua equipe vão usar a verba para tentar entender melhor a condição. Para isso, vão entrevistar pessoas que apresentam o transtorno.

“Você não pode ter um bando de médicos decidindo sobre uma intervenção, as pessoas que vivem com a condição precisam estar envolvidas”, diz ela.

A pesquisa deve levar cinco anos, e o plano atual é criar um programa de tratamento de 12 módulos – uma sessão quinzenal por seis meses – para pacientes com diabulimia.

Ao saber da pesquisa, Becky diz que “já não era sem tempo, porque o diabetes é negligenciado”. Mas ela também manifesta algumas preocupações.

“Todo mundo é diferente e cada um de nós trata a diabulimia e diabetes de formas completamente distintas. Então eu suponho que é onde poderia pegar um pouco.”

“O que você pode fazer em 12 sessões com alguém que tem diabulimia? Você não vai a fundo em um encontro quinzenal, não sei se é suficiente”, completa.

O financiamento foi concedido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR, na sigla em inglês), que oferece verba para projetos de pesquisa que dizem ter “um claro benefício para os pacientes e para o público”.

“Tudo o que financiamos deve ter um efeito real e útil para o NHS (sistema público de saúde do Reino Unido), e a pesquisa de Marietta foi um grande exemplo disso.”

Marietta Stadler afirma, por sua vez, que a pesquisa é apenas o “primeiro passo”. Segundo ela, após os cinco anos de financiamento, seria necessário um estudo maior antes de qualquer programa oficial de tratamento ser adotado pelo NHS.

“Como todo mundo, quem é diagnosticado com diabetes tipo 1 não tem apenas necessidades de saúde física, também tem necessidades de saúde mental”, disse um porta-voz do governo.

A ONG Diabéticos com Transtornos Alimentares (DWED na sigla em inglês) estima que 40% das mulheres com diabetes tipo 1 admitem ter negligenciado a administração de insulina para perder peso.

R7, com BBC Brasil

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

A quem interessa o Conselho Municipal de Saúde segurar um relatório por 120 dias?

Foto: Ilustração

O Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2025 da Secretaria Municipal de Saúde de Natal está parado há quase 120 dias no Conselho Municipal de Saúde. O documento foi encaminhado no dia 30 de março e, até esta terça-feira (21), continua sem análise.

O RAG não é um documento qualquer. Trata-se de uma das principais prestações de contas da gestão da Saúde. Ainda assim, o Conselho, que existe justamente para exercer o controle social, não deu sequer uma resposta sobre quando pretende apreciá-lo.

A demora já passou da conta e exige uma explicação.

O que está impedindo o Conselho de cumprir sua obrigação? Morosidade? Falta de prioridade? Divergências internas? Ou simplesmente ninguém tem pressa de colocar o relatório em votação?

Um fato precisa ser registrado. Ao contrário do que chegou a ser divulgado, a apuração do BLOGDOBG mostra que Natal não perdeu recursos para a Saúde por causa do RAG.

O problema é outro. Enquanto o Conselho mantém um documento dessa relevância na gaveta por quase quatro meses, a transparência e o controle social ficam em segundo plano. E isso, no mínimo, merece uma boa explicação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

EUA devem anunciar 10% de tarifa sobre o Brasil por “trabalho forçado”


Foto:  AFP

O governo americano deve anunciar nos próximos dias 10% de tarifa sobre bens importados de 86 países, incluindo o Brasil. A justificativa é a suposta participação de trabalho forçado na produção de todos esses países.

Uma fonte que acompanha as negociações de perto informa que os produtos brasileiros deverão usufruir de uma lista de exceção parecida com a que foi criada para a tarifa de 25%, sob a Seção 301.

Não está claro se será uma lista de exceções idêntica à que foi feita no ano passado, ou mais extensa, como a da semana passada.

Esse novo regime tarifário tem por objetivo dar continuidade à cobrança dessa mesma alíquota, imposta em 24 de janeiro, sob a Seção 122, e que expira em 150 dias, ou seja, esta semana. No caso anterior, a justificativa foi o balanço comercial americano, que cresceu 40% nos últimos cinco anos, alcançando US$ 1,2 trilhão.

Foram incluídos nessa investigação de trabalho forçado, sob a Seção 301, os 27 países da União Europeia. Contando o bloco como se fosse um país, o número de atingidos é 60.

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que ordenou a investigação, argumenta que esses países têm leis contra a inclusão do trabalho forçado em suas cadeias de valor, mas elas não são cumpridas. E que os EUA, por sua vez, as cumprem rigorosamente, o que os coloca em desvantagem competitiva.

A estratégia busca substituir os mecanismos tarifários cuja utilização foi restringida pela Suprema Corte, especialmente o recurso à IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais).

A iniciativa torna ainda mais complexas as disputas comerciais. Dada a longa cadeia de valor que caracteriza os produtos, é difícil provar que houve ou não participação de trabalho forçado.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

EUA recalculam custo e já gastou R$ 190 bilhões com guerra contra o Irã

Foto: Getty

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190,8 bilhões) dos cofres norte-americanos, informou nesta terça-feira (21/7) o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. O valor representa um aumento de quase US$ 8 bilhões em relação à estimativa pública anterior e inclui os custos previstos da operação militar até 30 de setembro.

A atualização foi apresentada durante audiência da Comissão de Dotações do Senado, da qual Hegseth participou ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.

A divulgação do novo custo ocorre em meio ao décimo dia consecutivo de confrontos entre Washington e Teerã, que ampliaram as preocupações sobre os impactos econômicos e energéticos da escalada militar no Oriente Médio.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

BRUTAL: Ex-ministra britânica assassinada foi atingida 21 vezes com martelo

Foto: EFE

Os promotores responsáveis pelo caso da morte da ex-ministra britânica Ann Widdecombe afirmaram que ela foi atingida 21 vezes no topo da cabeça com um martelo. A informação foi apresentada nesta terça-feira (21), durante uma audiência no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.

O acusado pelo crime, Joshua Kerry, de 28 anos, compareceu à audiência. Segundo as autoridades, ele é cidadão britânico e natural do norte da Inglaterra.

Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua residência, na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra em 9 de julho. Ela foi uma figura de destaque do partido Reform UK, liderado por Nigel Farage, embora já não ocupasse mandato parlamentar.

Joshua Kerry foi preso pela polícia britânica no dia 11 de julho. De acordo com os investigadores, até o momento não há indícios de que o assassinato tenha sido motivado por razões políticas.

Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Governo muda regras de trabalho do comércio em feriado. Veja como fica


Foto: Divulgação

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, nesta terça-feira (21/7), uma portaria que muda as regras para o funcionamento do comércio durante os feriados.

Segundo a norma, lojas e estabelecimentos só poderão abrir nesses dias com autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores.

No entanto, a medida, oficializada pela Portaria nº 1.316, estabelece exceções para algumas atividades que poderão funcionar normalmente nos feriados.

Entre elas, estão: padarias, farmácias, floriculturas, barbearias, salões de beleza, postos de combustíveis, comércio de gás de cozinha (GLP), locadoras, hotéis, restaurantes, bares, casas de diversão, feiras livres, lavanderias, funerárias e outros.

O texto também prevê que, caso não exista um sindicato representativo da categoria profissional ou econômica, a Convenção Coletiva poderá ser firmada com a federação ou a confederação correspondente.

Empresas serão fiscalizadas

  • A nova regra vale somente para os feriados. Já o funcionamento do comércio aos domingos continua seguindo o que diz a Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000.
  • A portaria foi publicada em 2023. Desde então, o início dela foi adiado pelo menos cinco vezes por causa da resistência de representantes do setor empresarial.
  • Em fevereiro deste ano, o governo deu mais 90 dias para a implementação e criou uma comissão com representantes de empregadores e trabalhadores.
  • O objetivo era buscar um acordo, e o consenso foi fechado agora.
  • Com a nova regra, as empresas que não cumprirem a exigência poderão ser fiscalizadas pelo MTE.
  • Quem desrespeitar está sujeito a multa.
  • Se já existir uma convenção coletiva em vigor que autoriza o trabalho em feriados, não será preciso fazer um novo acordo.

 

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Eduardo Bolsonaro defende Rubio e diz que Lula “comemorou” tarifas

Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou explorar politicamente a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Em entrevista ao Metrópoles, nesta terça-feira (21/7), Eduardo disse que o petista “comemorou” a medida ao atribuir a responsabilidade pela taxação à família Bolsonaro.

Segundo Eduardo, a investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, teve caráter técnico e a manifestação pública de Rubio ocorreu apenas após, segundo ele, declarações políticas de Lula.

“A Seção 301 sempre foi um processo técnico. O Marco Rubio teve que entrar no campo político porque o Lula também estava mentindo para ter ganhos políticos. O Lula fez um textão quase comemorando as tarifas, onde ele abre o texto culpando o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O ex-parlamentar disse que Rubio não participou da análise comercial que embasou a investigação americana, mas reagiu politicamente ao discurso do presidente brasileiro.

“O que o Marco Rubio fez? Ele viu essa mentira, essa injustiça. Ele não é um ator técnico, porque não faz uma análise comercial das coisas. Ele é um ator político que estuda e trabalha dentro da geopolítica. Ele botou uma ‘água no chope do Lula’”, declarou.

Eduardo também atribuiu a postura do secretário de Estado à origem familiar de Rubio. “O Rubio é descendente de cubanos. Dentro de casa ouviu as histórias de como se comportam, de maneira inescrupulosa, esses líderes de esquerda. E o Lula não é exceção à regra.”

Na avaliação do ex-deputado, o governo brasileiro buscou transformar a crise comercial em um ativo eleitoral.

“Se for preciso que o povo pague mais tarifa, que gere inflação e desemprego para os próprios brasileiros, se o Lula entender que isso vai trazer ganhos na eleição, ele o fará, tanto que o fez. O Rubio só desnudou a estratégia do Lula.”

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Professora casada é acusada de vendar e amarrar aluno de 10 anos durante abuso sexual

Foto: Reprodução

Uma professora casada está sendo acusada de ter vendado e amarrado à cama que dividia com o marido um aluno de 10 anos durante abuso sexual ocorrido há 35 anos.

O caso parou na Justiça em 2024, após a vítima resolveu relatar o que viveu com Deborah Franklin, atualmente com 65 anos, contou o “Sun”.

O denunciante contou aos jurados, emocionado, que tinha apenas 9 anos quando desenvolveu uma “forte amizade” com a sua professora — descrita como “muito sociável” —, que também se tornou sua professora particular em Hertfordshire (Inglaterra), no início da década de 1990. A relação rapidamente evoluiu para “sussurros” e “piadas” de cunho inapropriado.

“Ela falava sobre drogas, cigarros, sexo. Coisas muito adultas”, alegou ele, acrescentando ser a “vítima perfeita”.

Num episódio, contou a vítima, Deborah zombou dele após perder uma aposta:

“Ela disse: ‘Estou muito surpresa que seja isso o que você quer. Eu teria pensado que você queria me ver sem roupa'”.

Embora hoje perceba que foi vítima de “muita manipulação”, o denunciante disse que à época Deborah fazia com que ela se parecesse “sua namorada”. Ele afirmou que ela o beijou na boca pela primeira vez na garagem dele — e logo depois: “Lembro-me de que ela estava sem roupa e me ensinando como tocar uma mulher”.

“Lembro-me de ela apenas me dizer o que fazer, e eu simplesmente fazia”, ​​testemunhou ele.

O denunciante declarou que eles tiveram “relações sexuais” quando ele tinha apenas 10 anos, tanto no quarto do irmão dele quanto na própria casa da professora. Um dia foi destacado:

“Ela me pediu para subir na cama. Acho que era a cama de casal dela. Lembro-me de ela me amarrar. De amarrar meus braços. Ela tinha uma pena. Uma espécie de luvas com penas e pele. Ela fazia cócegas em mim. Lembro-me de estar amarrado à cama e de olhos vendados. Acho que eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Eu simplesmente deixava rolar e confiava nela.”

Eles continuaram mantendo relações sexuais por cerca de quatro anos — incluindo uma vez em que “a professora chamou pelo nome do marido”.

Extra

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Dino manda notificar cidades do RN sobre pendências em “emendas Pix” para eventos

Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (21) que a Secretaria Judiciária da Corte notifique diretamente estados e municípios que apresentam irregularidades na prestação de contas de “emendas Pix” destinadas a eventos entre 2020 e 2024.

A decisão tem como objetivo dar cumprimento à cobrança de multa diária de 1% sobre o valor das emendas recebidas por entes que omitiram ou deixaram incompletos seus Planos de Trabalho e Relatórios de Gestão no sistema Transferegov.br.

Em março de 2025, Dino havia solicitado esclarecimentos sobre empresas beneficiadas pelo Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e que também receberam emendas individuais de parlamentares entre 2020 e 2024. Mais de um ano depois, em junho deste ano, o ministro determinou a aplicação da multa diária para estados e municípios que não apresentaram ou não complementaram as informações exigidas na plataforma oficial de transparência.

Além disso, a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou ao STF um levantamento com os entes federativos que permaneciam em situação irregular mesmo após a determinação da Corte. Segundo o órgão, ainda havia:

  • 21 casos de Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado;
  • 19 casos com Relatórios de Gestão parciais ou pendentes de finalização;
  • 40 casos de Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão;
  • 9 casos de Planos em complementação com Relatórios parciais ou incompletos.

Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado

Os planos de ação foram aprovados formalmente, mas os entes não iniciaram ou não apresentaram nenhum Relatório de Gestão referente à execução dos recursos no sistema.

Estados apontados:

Amapá
Bahia
Piauí

Municípios apontados:

AM: Coari
ES: Venda Nova do Imigrante
GO: Lagoa Santa
MG: Ituiutaba
PA: Palestina do Pará
PR: Ribeirão Claro
RN: Natal, Serra de São Bento e Tenente Laurentino Cruz
RS: Torres
SE: Ribeirópolis
SP: Mairiporã
TO: Barra do Ouro, Bernardo Sayão, Caseara e Porto Nacional

Planos de Ação aprovados com Relatórios parciais ou pendentes de finalização

Os planos foram aprovados e a prestação de contas foi iniciada, mas os relatórios permanecem parciais, pendentes de envio ou sem conclusão formal.

Estados apontados:

Bahia (Sufotur)
Goiás (Goiás Turismo)
Sergipe

Municípios apontados:

GO: Córrego do Ouro, Pilar de Goiás, Santo Antônio da Barra e Varjão
MG: Caxambu e Conquista
MS: Porto Murtinho
PA: Conceição do Araguaia
PR: Piraí do Sul e Santa Mariana
RN: Natal e Riacho da Cruz
RS: Caxias do Sul e Gramado
SE: Aracaju

Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão

Os planos de trabalho ainda necessitam de correções ou complementações documentais e, paralelamente, os entes não apresentaram nenhum Relatório de Gestão.

Estados apontados:

Amapá
Bahia
Paraíba

Municípios apontados:

AP: Macapá
BA: Gandu e Tucano
ES: Água Doce do Norte
MA: Magalhães de Almeida
MG: Ituiutaba, Juiz de Fora e Machacalis
MT: Chapada dos Guimarães
PB: Jucati e Pedra Branca
PE: Capoeiras
PI: Barra d’Alcântara, Buriti dos Lopes e Tanque do Piauí
RJ: Nova Friburgo
RN: Areia Branca, Macau, Natal e Riacho da Cruz
RO: Urupá
SC: Bela Vista do Toldo
SE: Ribeirópolis
SP: Aparecida
TO: Lajeado, Palmeirante e Porto Nacional

 

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Jovem de 16 anos é alvo de ataques racistas em grupo de WhatsApp de condomínio; Polícia investiga caso

Foto: Reprodução

Um adolescente negro de 16 anos foi vítima de injúria racial, perseguição e ameaças em um grupo de WhatsApp formado por moradores de um condomínio na Zona Leste de São Paulo. Segundo a família, os ataques se estenderam por cerca de dois meses e levaram os pais do jovem a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que investiga o caso.

De acordo com informações divulgadas pela GloboNews, o grupo foi criado inicialmente para organizar partidas de futebol na quadra do condomínio e mantinha um ambiente amistoso. A situação mudou depois que pessoas de fora do residencial foram adicionadas à conversa e passaram a direcionar ofensas ao adolescente.

Entre os episódios relatados, o nome do grupo foi alterado para fazer referência ao seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”, cujo protagonista é um adolescente negro, enquanto a foto do grupo foi substituída por uma imagem do próprio jovem. Além disso, ele recebeu áudios com insultos como “analfabeto”, “burro” e “mulambo”.

Segundo o pai da vítima, alguns integrantes também passaram a monitorar o perfil do adolescente no Instagram para copiar fotos e vídeos publicados por ele e compartilhá-los no grupo como forma de exposição e humilhação. Mesmo após o jovem restringir o acesso às publicações, perfis falsos teriam sido criados para continuar acompanhando suas redes sociais e manter os ataques.

Ofensas racistas e ameaças

A família afirma que a perseguição se intensificou depois que o adolescente publicou um vídeo respondendo às provocações recebidas após ser chamado de “saci”. Segundo os relatos, em 15 de maio as mensagens passaram a conter ofensas racistas ainda mais explícitas, com termos como “macaco”, “mono”, “urubu”, “negão” e “pixe”, além do compartilhamento de imagens de animais e de pessoas negras para constrangê-lo.

Na tentativa de interromper as agressões, o adolescente alterou o nome e a foto do grupo, mas acabou removido pelos administradores. O pai afirma ainda que dois integrantes fizeram chamadas de vídeo dizendo que estavam no condomínio e que subiriam até o apartamento da família. Durante a ligação, eles teriam exibido uma arma de fogo e um soco-inglês, além de ameaçar cometer violência sexual contra o adolescente.

Com medo das ameaças, a família procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Dias depois, alguns integrantes do grupo se reuniram na quadra do condomínio, onde houve troca de agressões verbais e físicas entre um dos envolvidos e o pai do adolescente. Segundo a família, o grupo reunia cerca de 15 pessoas — dez moradores do condomínio e cinco pessoas de fora, apontadas como responsáveis pelos ataques. Ao menos um dos envolvidos seria maior de idade.

Ainda conforme os familiares, o condomínio divulgou uma nota sobre o caso e aplicou multa aos moradores envolvidos nas agressões. Em nota ao Terra, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso é investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que realiza diligências para esclarecer os fatos. A pasta informou que detalhes da investigação serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial.

Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

VAI ARREGAR? Lula avalia faltar a todos os debates de primeiro turno

Foto: EFE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria avaliando não participar dos debates promovidos por emissoras de televisão e outros veículos de imprensa durante o primeiro turno das eleições de 2026. De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, a possibilidade é discutida dentro da cúpula petista e ainda não foi definida.

De acordo com a publicação, parte dos aliados do presidente defende a ausência nos debates por considerar que Lula seria o único candidato do campo da esquerda nos confrontos, ficando mais exposto aos confrontos com adversários como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Por outro lado, integrantes do partido avaliam que os debates também poderiam ser uma oportunidade para Lula enfrentar diretamente Flávio Bolsonaro, apontado como seu principal adversário na disputa presidencial.

Pela legislação eleitoral, as emissoras são obrigadas a convidar candidatos de partidos com mais de cinco representantes no Congresso Nacional, critério definido com base no resultado das eleições de 2022. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, apenas Ronaldo Caiado e Augusto Cury (Avante) se enquadrariam nessa regra.

A possibilidade de um presidente candidato à reeleição faltar aos debates não é inédita. Em 2006, o próprio Lula não participou dos debates do primeiro turno durante a campanha pela reeleição. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também adotou a mesma estratégia.

Apesar da tendência apontada por aliados, a decisão ainda não foi tomada. Segundo o jornal, a participação poderá ser analisada caso a caso, dependendo do cenário da campanha e do impacto dos primeiros debates. A primeira definição deve ocorrer em relação ao debate da Band, marcado para 16 de agosto. A mesma data é cogitada pelo PT para realizar o ato de lançamento da candidatura de Lula.

Com informações de Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *