Judiciário

Origem do controverso auxílio-moradia pode ter origem na chegada da corte portuguesa ao Brasil

Frederico Vasconcelos escreve na Folha que há quem identifique no auxílio-moradia um resquício da chegada da corte de Portugal ao Brasil, mantendo as estruturas de poder e privilégios do sistema jurídico português. Ou uma herança da criação de Brasília, com amplos apartamentos funcionais para atrair, nos anos 1960, servidores e a alta administração pública que resistiam a trocar o Rio de Janeiro pelo cerrado.

Em fevereiro de 2000, o STF determinou o pagamento a todos os juízes de um adicional ao salário auxílio-moradia para evitar uma greve dos membros do Poder Judiciário.

“Estamos diante de uma situação anormal”, justificou o então presidente do STF, Carlos Velloso, diante do impasse causado pela fixação do teto salarial do funcionalismo público.

Uma liminar (decisão provisória) foi concedida por Nelson Jobim, ministro indicado para o STF pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O mandado de segurança que deu origem ao pagamento foi apresentado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), com parecer contrário do então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.

O então presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), criticou a decisão do STF. O então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), não se opôs.

A polêmica ressurgiu com liminar do ministro Luiz Fux, do STF, em setembro de 2014, até hoje não julgada pelo plenário, assegurando o direito ao auxílio-moradia a todos os juízes federais em atividade.

Fux citou jurisprudência segundo o qual a verba tem previsão na Lei Orgânica da Magistratura, acolhida pela Constituição.

Quase um mês depois, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski, regulamentou o auxílio-moradia a todos os magistrados.

Logo em seguida, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) estendeu o benefício aos membros do MP da União e dos Estados.

Juristas questionam o poder do CNJ e do CNMP para expedir atos com força de lei.

A decisão de Fux gerou uma corrida para tentar ampliar o benefício.

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) orientou as entidades regionais a filiar novamente seus associados para que todos se beneficiassem, no ano seguinte, da cobrança judicial do auxílio-moradia com retroatividade.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais se antecipou e pagou auxílio-moradia a seus magistrados em valor acima do fixado pelo CNJ.

Servidores da Procuradoria do Trabalho em Rondonópolis (MT) protestaram contra o corte de gastos com perícias para garantir recursos do auxílio-moradia.

Lewandowski suspendeu decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (que abrange Rio e Espírito Santo) que assegurava a juízes do Trabalho o auxílio-moradia, mesmo residindo com cônjuge ou companheiro que tinha o mesmo benefício. Sustou decisão que também autorizava os juízes de Santa Catarina a receber o auxílio-moradia em duplicidade e retroativo.

Dias Toffoli, do STF, manteve decisão do CNJ que determinou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspender o pagamento de auxílio-moradia a magistrados aposentados e pensionistas. Negou mandado de segurança à Associação dos Magistrados do Amapá, que tentava anular suspensão do pagamento retroativo feito no Estado.

O CNMP suspendeu decisão do MP do Rio, que pretendia reajustar o valor do auxílio-transporte para compensar a proibição de pagamento retroativo do auxílio-moradia.

No final de 2017, o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, suspendeu ato que concedia auxílio-moradia retroativo aos magistrados do TJ do Rio Grande do Norte. E o CNMP confirmou que o auxílio-moradia não deve ser pago caso o cônjuge também receba o benefício e more no mesmo local.

Um promotor de Pernambuco sugeriu alternativa para a hipótese de o STF derrubar o auxílio-moradia: “A gente substitui por um auxílio-saúde de R$ 5.000, sem colocar o valor para não causar aquele escândalo social todo.”

Na berlinda

STF deve julgar em março auxílio-moradia concedido a juízes

> LIMINARES

Em setembro de 2014, o ministro do STF Luiz Fux decidiu, em caráter liminar (provisório), dar auxílio-moradia a todos os juízes federais. Foram três liminares com teor semelhante em três ações diferentes, ainda não julgadas pelo plenário

> AÇÕES

Fux atendeu aos pedidos de um grupo de juízes federais, que sustentou que o auxílio é garantido pela Lei Orgânica da Magistratura. O benefício foi estendido a outras carreiras jurídicas

> GASTOS

Levantamento da ONG Contas Abertas calculou que pagamento de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público custou à União e aos Estados, até junho de 2017, R$ 4,5 bilhões. Atualizado até dezembro, o valor atinge R$ 5 bilhões

> BENEFICIADOS

Segundo a Contas Abertas, são beneficiadas cerca de 30 mil pessoas (17 mil juízes e 13 mil promotores e procuradores) com o auxílio mensal de R$ 4.377

> DEFINITIVO

Segundo auxiliares, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, pretende pautar em março o julgamento definitivo de todas as ações relativas a auxílio-moradia

Opinião dos leitores

  1. Desde de 1808 sempre teve e tem uma conta para ser paga pelo povo brasileiro, seja ela do judiciário, do legislativo ou do executivo.
    A coroa portuguesa deixou o Brasil faz tempo, mas os problemas deixados por eles nunca nos deixaram ou deixarão assim tão fácil, principalmente quando tratamos da quebra ou redução de privilégios de algumas castas.
    Lá nos idos do século 19 era assim as receitas aferidas pela coroa eram tidas com 100% gastaveis e hoje a coisa contínua do mesmo.
    Como dizia seu Brás para um sistema sem controle sobre as benesses do poder, "nem dinheiro de barro dá tempo de enxugar".

  2. Apesar de não concordar com esse tal de AUXILIO MORADIA, resolvi falar o que eu acho. Ora, isso já é DIREITO ADQUIRIDO, como dizem os SINDICALISTAS, e apesar do PT ter sido governo durante 13 anos nunca ninguém ligado ao PTismo falou nada. Nos últimos meses após a condenação de LULA e a confirmação dessa condenação no TRF4, esses PTistas e pseudos socialistas resolveram atacar o judiciário, principalmente os juízes, tudo por causa da condenação do LADRAO MAIOR, isso pra colocar a população contra esses magistrados. Ora, tudo isso que os juízes recebem tá dentro da lei, pode ser IMORAL, porém é LEGAL. A verdadeira intenção dos PTistas é passar para o povo que os juízes não tem moral para julgar o corruPTo LULA DA SILVA. Tem moral sim!!! Lugar de LADRAO é na cadeia!

  3. A Moralidade não é um Princípio da Administração Pública, junto com a Legalidade, Impessoalidade, Publicidade e Eficiência?

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Brasil

Mendonça diz ter divulgado tudo o que estava disponível e nega ter sido seletivo

Foto: Luiz Silveira

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter feito a retirada seletiva do sigilo do caso Master.

No documento, Mendonça afirmou que atendeu ao pedido do presidente do STF, Edson Fachin, e que tornou públicos todos os procedimentos relacionados ao tema que será julgado na próxima terça-feira (15).

Mendonça disse ainda que a manutenção de processos em sigilo ocorreu “a partir de uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas.”

Segundo o ministro, isso incluiria aqueles contidos em procedimentos destinados à quebra de sigilo de dados bancários e fiscais, por exemplo, e que por isso “jamais se poderia publicizar a ‘totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados'” à investigação original.

Ao pedir a retirada do sigilo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.

O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, diz o documento.

Com informações de g1

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Eleições 2026

DATAFOLHA: com 49% contra 29% de Haddad, Tarcísio seria reeleito no 1º turno em SP

Foto: Reprodução/Band

A nova pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11/9) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) continua na liderança da disputa em São Paulo com 49% das intenções de voto no 1º turno. Fernando Haddad (PT) aparece em 2º lugar com 29%.

Com os números, Tarcísio poderia conquistar a reeleição já no 1º turno, já que soma mais da metade (56%) dos chamados votos válidos — que excluem votos brancos e nulos — contra 32% de Haddad.

O levantamento aponta um crescimento de ambos os candidatos em relação à pesquisa anterior. Em agosto, Tarcísio tinha 45% e Haddad 27%. Os outros candidatos não passam de 3% das intenções de voto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

Veja os dados:

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 49%
Fernando Haddad (PT): 29%
Carlos Machado (PCB): 3%
Policial Edjane (Agir): 3%
Vera Lúcia (PSTU): 2%
Vivian Mendes (UP): 2%
Izadora Dias (PCO): 1%

Disseram que vão votar em branco, nulo ou que não votarão em nenhum candidato 8% dos entrevistados. Os indecisos são 3%.

A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números SP-04189/2026 e BR-03904/202. Foram entrevistados 1.610 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro.

Tarcísio também lidera o cenário para o segundo turno, segundo o Datafolha. Neste caso, o candidato à reeleição venceria o petista, por 56% a 35%.

Com informações de Metrópoles

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Cidades

Coronel reserva da PM é nomeado novo secretário de Administração Penitenciária do RN

Foto: Divulgação/SEAP

O coronel da reserva da PMRN Raimundo Aribaldo Mendes de Souza é o novo secretário de Estado da Administração Penitenciária (Seap). A nomeação foi feita após as exonerações do ex-secretário Helton Edi e da ex-secretária-adjunta Arméli Brennand, anunciadas nessa quarta-feira e publicada na edição dessa quinta-feira (10) do Diário Oficial do Estado.

A permanência de ambos ficou insustentável, após as últimas fugas de detentos, e agravada após repercussão negativa de um vídeo da ex-secretária-adjunta negociando o retorno das visitas íntimas com líderes da facção criminosa Comando Vermelho no Presídio de Alcaçuz.

Antes de assumir a Seap, Aribaldo atuou como gerente de Segurança Institucional da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase). Na função, trabalhou com planejamento, gerenciamento de riscos, coordenação de equipes e resposta a situações de crise.

Na Polícia Militar, o novo secretário também exerceu cargos de liderança. Entre as funções estão a direção do Centro de Estudos Superiores da PMRN e a participação na criação e estruturação do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), voltado para ocorrências críticas e operações de maior complexidade.

A trajetória profissional inclui ainda atividades nas áreas de inteligência, gerenciamento de crises, operações especiais, planejamento, gestão de pessoas e coordenação de grandes operações. Aribaldo também participou de capacitações no Brasil e no exterior, incluindo treinamentos de SWAT e proteção de dignitários nos Estados Unidos.

Em 2006, participou de uma missão internacional na Colômbia por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na área de formação profissional, foi instrutor da Academia de Polícia Militar Cel. Milton Freire de Andrade e professor de Gerenciamento Integrado de Crises em um curso de especialização em Gestão de Segurança Pública e Cidadania da Escola da Assembleia.

Aribaldo ingressou na Polícia Militar do Rio Grande do Norte em 1989. É especialista em Segurança Pública e Cidadania e possui Curso Superior de Polícia e Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, além de outras capacitações na área de segurança pública.

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Política

[VÍDEO] NO APAGAR DAS LUZES: Governo Fátima anuncia retomada das obras do Centro de Tratamento de Queimados do Walfredo Gurgel, paralisadas desde 2024

Imagem: Reprodução/Instagram

Por incompetência do governo Fátima Bezerra (PT), a reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel tinha recursos previstos desde 2019, só começaram efetivamente em junho de 2024, mas desde então ficaram travadas.

Agora, depois de anos atraso, o titular da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Alexandre Motta, anunciou que a reforma será retomada na próxima semana. Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado do secretário de Infraestrutura, Gustavo Coelho, ele anunciou a contratação emergencial de R$ 2,053 milhões, com prazo de 150 dias.

Prevista inicialmente para durar apenas três meses, a reforma acumulou rescisões e paralisações. Em um dos contratos, apenas 2,33% do serviço foi executado em quase 150 dias. A Justiça determinou a retomada da obra em julho e fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento para o Governo do Estado.

A paralisação afetou o funcionamento do CTQ, que passou a operar com capacidade reduzida, com cerca de 12 leitos, além de ter espaços de isolamento, atendimento semi-intensivo e reabilitação comprometidos.

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Política

Rogério Marinho pede a Fachin derrubada de sigilo sobre inquéritos das Fake News, roubo dos aposentados e emendas


Foto: Waldemir Barreto

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que examine medidas para ampliar a publicidade de investigações de elevado interesse público em tramitação na Corte. O pedido alcança o Inquérito das Fake News e seus desdobramentos, como o chamado inquérito das milícias digitais, além das apurações sobre fraudes e descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os procedimentos relacionados às emendas parlamentares, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

A iniciativa foi apresentada após a decisão de Fachin, na noite de quinta-feira (10), que resultou na ampliação da transparência das investigações relacionadas ao Banco Master. No ofício, Rogério Marinho sustenta que a publicidade dos atos processuais constitui princípio constitucional e que o sigilo deve permanecer restrito às situações em que seja necessário para preservar diligências, proteger a intimidade ou resguardar outros valores previstos na Constituição. O senador defende que parâmetro semelhante seja considerado em procedimentos de relevância pública equivalente ou superior.

Em relação aos inquéritos da Fake News e das Milícias Digitais, o senador destaca a longa duração e a repercussão dessas apurações sobre direitos fundamentais e sobre o funcionamento das instituições. Também pede máxima transparência possível nas investigações sobre descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS e nos procedimentos relativos às emendas parlamentares, especialmente quanto a investigações e providências instauradas de ofício no âmbito desses processos.

Rogério Marinho argumenta que a ampliação da publicidade também reduz o espaço para vazamentos seletivos e permite que a sociedade diferencie fatos registrados nos autos de versões ou informações fragmentadas. “A publicidade, naquilo que não prejudique a investigação, constitui também mecanismo de proteção da própria credibilidade do sistema de Justiça”, afirma no ofício. Para o senador, a aplicação coerente dos critérios de transparência fortalece o controle público, a segurança institucional e a confiança da sociedade nas decisões da Suprema Corte.

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Cidades

[VÍDEO]: ACREDITEM SE QUISER: Vejam o atentado que a Prefeitura de São Miguel do Gostoso fez na cidade

Imagem: Reprodução

As obras de repavimentação da Avenida dos Arrecifes, na altura do bairro Maceió, em São Miguel do Gostoso, estão causando transtornos e tirando a paz dos moradores da região.

Além da via ficar praticamente intransitável, os residentes relatam até dificuldade para caminhar e chegar às próprias casas.

Segundo o morador Emanuel Neri, a Prefeitura vinha executando o serviço apenas em uma faixa da via. Porém, na noite desta quinta-feira, as equipes retiraram os paralelepípedos de toda a extensão da avenida, com apoio de uma retroescavadeira, o que agravou ainda mais a situação e comprometeu a locomoção de pedestres. “Parece cena de guerra!”, disse.

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Brasil

EM MEIO À CRISE NO STF: Gilmar Mendes dá palestra na Itália, publica imagem no Instagram, mas ‘restringe’ comentários

Foto: Reprodução/Instagram @gilmarmendes

Diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes viajou para a Itália, onde palestrou em uma conferência na Università di Torino nesta quinta-feira (10). O decano falou sobre a influência da doutrina jurídica nas decisões da Corte brasileira.

O próprio Gilmar divulgou a participação nas redes sociais; no entanto, restringiu os comentários no post.

Na publicação no Instagram, o ministro agradeceu aos professores envolvidos no encontro e destacou integrantes do departamento de Direito da universidade.

A palestra recebeu o título A Circulação da Doutrina na Jurisprudência Constitucional: a Experiência do Supremo Federal. Durante a apresentação, Gilmar discutiu diferentes mecanismos utilizados pela Justiça constitucional.

Não foi apenas o evento acadêmico que levou o ministro ao solo italiano. Na última terça-feira (8), ele esteve no casamento da filha do empresário Marcos Molina, com quem o decano mantém anos de amizade. A cerimônia ocorreu às margens do Lago di Como.

Com informações de Pleno News

 

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Geral

CRISE PF x STF: Andrei Rodrigues nega que monitorou Mendonça e diz que relatórios de inteligência usados por Moraes são “lícitos”

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao presidente do STF, Edson Fachin, nesta sexta-feira (11), que os relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes foram produzidos dentro da lei.

Andrei também negou que a PF tenha feito monitoramento ilegal dos ministros André Mendonça (STF) e Jorge Messias (AGU). Ele afirmou que os documentos têm caráter analítico, não servem como prova criminal e não foram usados para restringir direitos.

“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste STF e tampouco do Advogado-Geral da União”, frisou Andrei Rodrigues.

O diretor-geral também negou que os relatórios de inteligência da PF seriam “apócrifos”, como afirmou Mendonça. De acordo com Andrei, essa qualificação é “equivocada”, porque os documentos “têm autoria institucional”.

A manifestação rebate diretamente Mendonça, que classificou os relatórios como ilegais e chegou a afastar Andrei do comando da PF. A decisão acabou suspensa e o delegado foi reintegrado ao cargo.

Com informações do jornal O Globo

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Geral

A COISA TÁ FEIA: Com rombo de R$ 5,6 bilhões no governo Lula, Correios entram em greve nacional

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em meio a uma crise financeira pesada no governo Lula, trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação começou às 22h desta quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta de renovação do acordo coletivo.

Os Correios acumularam prejuízo de R$ 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026. Para tentar fechar as contas, a empresa busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.

Além de estar no vermelho, a estatal ainda enfrenta impasse com os funcionários sobre reajuste salarial e mudanças no plano de saúde. Os sindicatos são contra a proposta que retira dos Correios a condição de mantenedora da assistência oferecida a empregados e aposentados. A empresa afirma ter oferecido reajuste integral pelo INPC nos salários e benefícios, além da manutenção de 78 das 80 cláusulas do acordo atual. Não há previsão para o fim da greve.

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Geral

IGOR GADELHA: PF evitou Mendonça e priorizou Dino em diligências do caso Dark Horse

Foto: Reprodução/YouTube

A Polícia Federal (PF) evitou pedir diligências sobre o caso Dark Horse ao ministro do STF André Mendonça, relator original do inquérito, e concentrou as solicitações no gabinete de Flávio Dino, relator no Supremo de investigação paralela referente ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo fontes da Corte e da própria PF ouvidas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles, desde que Mendonça abriu o inquérito específico para apurar os repasses de Daniel Vorcaro ao Dark Horse, em 22 de julho, a corporação não pediu qualquer diligência relevante ao gabinete do ministro. A investigação está em sigilo.

Na decisão, Mendonça tornou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficialmente investigado no caso, conforme a coluna revelou à época. O senador é investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, após negociar o patrocínio de Daniel Vorcaro à cinebiografia do pai.

Passados 50 dias da abertura do inquérito, porém, a PF não pediu diligências investigativas relevantes a Mendonça. Nesse período, contudo, a corporação solicitou diligências sobre o caso a Dino, que relata investigação sobre o uso irregular de emendas parlamentares para bancar o filme.

Na quinta-feira (10/9), por exemplo, Dino atendeu a um pedido da PF e autorizou operação de busca e apreensão contra diversos alvos da investigação. Entre eles, Karina da Gama, dona da produtora responsável pelo filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo da obra.

Segundo fontes da PF ouvidas pela coluna, a decisão de não apresentar pedidos a Mendonça ocorreu por questão de estratégia e desconfiança em relação ao ministro. A corporação preferiu enviar as solicitações a Dino, considerado mais alinhado ao governo Lula e à atual cúpula da PF.

“Há diligências que independem do relator (Mendonça). Não queremos atrapalhar uma investigação com um relator (Dino) sério, que avançou muito ontem, por exemplo”, explicou um delegado da diretoria da PF.

A ausência de pedidos da PF a Mendonça no caso Dark Horse fragiliza críticas feitas por setores do governo Lula de que o ministro estaria atuando para proteger Flávio. Esse cenário, segundo apurou a coluna, tem estimulado Mendonça a abrir o sigilo do inquérito para expor a situação.

Igor Gadelha – Metrópoles

Opinião dos leitores

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