Judiciário

TRF ratifica ou sobe pena de 71% dos julgados por Sérgio Moro

O Estado de S.Paulo

As sentenças do juiz Sérgio Moro que chegaram ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) têm sido, na maior parte, reforçadas ou mantidas. Dos 28 réus que já tiveram recurso julgado na segunda instância, nove tiveram suas penas aumentadas, somando em conjunto 78 anos de prisão a mais. Outros onze terão que cumprir a mesma pena decidida originalmente por Moro.

Isso significa que 71% dos réus – ou praticamente três em cada quatro – cujos casos já foram analisados pelos desembargadores tiveram as condenações proferidas pelo juiz Sérgio Moro mantidas ou aumentadas. Só quatro dos réus que recorreram ao tribunal viram suas penas serem reduzidas, enquanto outros quatro foram absolvidos pelos desembargadores. No total, as penas que não precisarão serem cumpridas somam 34 anos.

No tribunal, os casos ficam sob a relatoria do desembargador João Pedro Gebran Neto, que pertence à 8.ª Turma do TRF-4, formada por um total de três desembargadores e na qual são julgados os processos da Lava Jato. A taxa de confirmação das sentenças de Moro neste grupo já preocupa advogados de defesa de réus que ainda nem sequer foram julgados na primeira instância.

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Política

Trunfo de Temer, Congresso vota em três dias cinco vezes mais que em todo 2016

El País

Michel Temer teve uma de suas piores semanas desde que assumiu o Planalto por causa dos primeiros vazamentos da Odebrecht. Perdeu um auxiliar importante (José Yunes), não saiu das manchetes negativas nem da defensiva. Nem a cerimônia de Natal no Planalto rendeu as imagens positivas que o Governo tanto precisava. Mas, num ponto crucial, apoio de deputados e senadores, Temer se diferencia de sua antecessora em matéria de crise. Enquanto o presidente amargava momentos ruins, sua base de apoio no Legislativo corria para fechar o ano mais produtiva do que nunca. Em três dias, o Congresso Nacional brasileiro imprimiu um ritmo de votação quase cinco vezes maior do que costumou fazer em 2016. Na semana que passou, os deputados e senadores votaram 62 projetos de lei, vetos presidenciais, requerimentos e propostas de emenda constitucional. Uma média de 20,6 projetos por dia de trabalho. Em média, nos outros dias deste ano os parlamentares votavam 4,3 propostas – foram 541 ao todo. As votações ocorrem nas sessões ordinárias e extraordinárias, geralmente, de terça a quinta-feira. Mas houve longos períodos em que nem a Câmara nem o Senado analisaram um mísero requerimento sequer.

Entre os dias 14 e 29 de setembro, por exemplo, os deputados federais não votaram absolutamente nada nas sete sessões realizadas no período. Por conta das eleições municipais eles se fizeram uma espécie de recesso branco com o objetivo de fazerem campanhas em suas bases. No Senado, a seca de votações ocorreu também em setembro, de 21 a 29, quando ocorreram cinco sessões.

A análise do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) nas duas casas e a votação da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e suas consequências, como a eleição para o presidente da Câmara, colaboraram para a redução de ritmo em boa parte do ano.

Opinião dos leitores

  1. Clara demonstração que o mesmo congresso que não se presta em sua totalidade aos interesses da nação, muitas vezes o faz conspirando contra a mesma…

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Jornalismo

Parte do dinheiro solicitado por Temer à Odebrecht pagou Duda no caixa dois

Josias de Souza

Todo mundo já ouviu meia dúzia de histórias de gênios que saem de garrafas. Duda Mendonça, mago da marquetagem política, parecia ser um caso raro de gênio que volta voluntariamente para dentro da garrafa. Pilhado no escândalo do mensalão recebendo uma valeriana de R$ 10,5 milhões numa conta secreta nas Bahamas, Duda confessou o mau passo numa CPI, pagou os impostos sonegados, safou-se no julgamento do mensalão, tomou distância do petismo, virou fumaça e sumiu.

Quando se imaginava que Duda estivesse abaixo do nível do gargalho, ele ressurge em cena na pele de um gênio reincidente. Em delação premiada, executivos da Odebrecht contaram à força tarefa da Lava Jato que parte dos R$ 6 milhões que Michel Temer mandou borrifar nas arcas eleitorais de Paulo Skaf, candidato derrotado do PMDB ao governo de São Paulo em 2014, foi destinada a Duda numa conta no exterior. A novidade foi relatada em notícia veiculada nas página de Veja.

No mensalão, Duda safara-se dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas porque conseguiu convencer o Supremo Tribunal Federal de que não sabia que o dinheiro que recebia de Marcos Valério era sujo. No petrolão, a lorota perdeu o prazo de validade. Depois de assistir à estadia de seis meses do ex-pupilo João Santana na hospedaria da PF’s Inn de Curitiba, Duda apressou-se em oferecer ao Ministério Público Federal o suor do seu dedo-duro. Por ora, não colou. A delação da Odebrecht chegou antes. E o gênio talvez tenha de passar uma temporada em local menos confortável do que a garrafa.

Opinião dos leitores

  1. Que o brasil é berço de corrupção não restam dúvidas entre a maioria dos brasileiros, a dúvida real é sobre a eficiência e imparcialidade investigatoria para elucidação dos fatos e o comprometimento do poder judiciário em fazer jus à sua nomenclatura. Porque se a corrupção é o grande mal do país é também inegável que o poder judiciário ao se abster de seus atributos carrega sobre os ombros a decadência social e moral a qual se expõe a nação brasileira. A indignação só não é maior que o anseio, que entre os muitos déspotas ressurgentes na esfera do poder público possa existir algum vestígio de moral, decência e porque não compaixão desta grande nação que se apequena a cada dia diante do mal crescente e permissivo por parte daqueles em cujas mãos estão a possibilidade das mudanças e que indiferentes ao papel que lhes cabe se posicionam tiranicamente tomando parte no sangue derramado e na devastação sobre milhões de vidas, fatos prenunciados desde que estas terras eram colônias pois aonde a injustiça impera a ordem e o progresso são palavras vazias que a muito perderam o sentido…

  2. sim tudo bem, Duda pode ir preso, mas se ele for preso porque recebeu pagamento pelo seu trabalho, o que vai acontecer com quem pagou ? Será que Duda vai preso primeiro do que quem pagou ? Esse Brasil é uma piada, e diga-se: de mau gosto.

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Política

Senado aprova lei que endurece regras para licitações

Por Interino

Sem alarde, o Senado aprovou projeto de lei que promove uma mudança radical na famosa Lei 8.666, de licitações públicas. O projeto, que terá de ser votado na Câmara, muda vários procedimentos que desincentivam os aditivos contratuais das propostas. São esses aditivos que encarecem a obra e funcionam como combustível para a indústria da corrupção, como têm mostrado as investigações da Operação Lava Jato.

O projeto deixa claro o valor de punições e multas decorrentes da prática de corrupção, o que não acontece com a lei atual. Pelo texto aprovado pelos senadores, a multa poderá ser fixada entre 0,5% e 30% do valor do contrato. Uma das mudanças mais profundas introduzidas pelo projeto é a que prioriza a conclusão da obra pela seguradora do projeto no caso de atrasos no cronograma ou de algum problema que ocorrer ao longo da execução, fortalecendo a contratação do seguro-garantia.

Se a obra não for entregue no prazo ou não tiver qualidade, a seguradora do projeto terá de assumir o empreendimento ou contratar um terceiro grupo para fazê-lo, regra chamada de “step in”. “A ideia é que a seguradora passe a ser a parceira, fiscalize o andamento da obra em termos de qualidade e prazo”, diz o secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Esteves Colnago. “Para ela se associar à construtora tem de ser uma em que confie.”

Segundo ele, hoje o que acontece é uma discussão jurídica sem fim com a seguradora sobre o valor de ressarcimento. Colnago destaca que enquanto as seguradoras pagam para o setor privado cerca de 90% dos sinistros nos casos em que obras não são concluídas, para o setor público, o desembolso é de menos de 10% dos valores.

O edital poderá exigir seguro tendo o trabalhador como beneficiário. O secretário prevê resistências das seguradoras durante a votação na Câmara, no ano que vem. O projeto, no entanto, é uma das prioridade da agenda econômica no Congresso.

Ainda está prevista a inversão de fases na licitação. Hoje, os concorrentes apresentam a documentação e, com base nela, são classificados ou retirados licitantes. Mesmo não sabendo se seu preço é competitivo, é comum o participante litigar para tentar retirar concorrentes com questionamentos sobre a documentação. Pelo projeto, o preço será licitado antes. Colaborou André Borges.

O Tempo

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Diversos

Roberto Carlos vai ganhar novo livro escrito pelo biógrafo não-autorizado que irritou o Rei

Roberto Carlos

Por Interino

Autor da biografia não autorizada Roberto Carlos em Detalhes, que foi censurada e acabou sendo recolhida das livrarias, o escritor Paulo César Araújo está preparando um novo livro sobre o cantor, a ser lançado em 2017. “Desta vez, a obra não será proibida de circular. Isso não tem mais cabimento, pois o STF garantiu liberdade aos biógrafos.

Felizmente, é página virada”, afirma. A nova edição trará histórias dos bastidores de grandes canções de Roberto Carlos e também revelará a fase mais empresarial do Rei, focada em empreendimentos imobiliários e publicidade. “Acho uma pena ele estar preocupado em fazer dinheiro em vez de se concentrar em sua arte. O Paul McCartney, por exemplo, sempre renova os shows e inclui músicas novas no repertório. Já o Roberto está mais preocupado com reuniões de negócios e censura de livro”, alfineta.

Opinião dos leitores

  1. O livro do Paulo César RC em detalhes ficou excelente, eu mudaria o título é republicaria na integra.

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Esporte

Com medo do grampo, Ricardo Teixeira usa até 6 celulares

FIFA Executive Member Ricardo Teixeira of Brazil claps his hands prior to the awarding of the 2014 World Cup at the FIFA headquarters in Zurich, Switzerland, Tuesday, Oct. 30, 2007. Brazil's long wait to stage the World Cup will end today when it is named the host nation for the 2014 finals. Brazil is the only candidate to stage the world's largest and most lucrative single-sport tournament after its bid was approved by FIFA's technical delegation last week. By the time the finals kickoff, 64 years will have passed since the South American country hosted the World Cup for the only other time. (AP Photo/Keystone/Steffen Schmidt)

Por Interino

Ricardo Teixeira usa até seis números diferentes para falar com aliados. Com medo de grampos, o ex-presidente da CBF está sempre trocando de celular. Até o amigão e sucessor Marco Polo del Nero tem dificuldade em achá-lo.

VEJA

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Esporte

Neto dá primeiros passos e volta aos treinos deve acontecer em até 120 dias

Neto com o Policial chapecoense (Foto: Reprodução / Facebook)

Por Interino

 

Último sobrevivente resgatado da tragédia com o avião da Chapecoense, aproximadamente oito horas após a queda da aeronave,  Neto deu os seus primeiros passos no último sábado, com o auxílio de um colete ortopédico, no hospital em que está internado na cidade de Chapecó. O zagueiro se recupera de uma lesão na quinta vértebra lombar só com medicamentos e tem previsão de alta para a próxima semana.

Satisfeito com a evolução do zagueiro, o médico Marcos Sonagli disse que, entre 90 e 120 dias, Neto deverá poder voltar a treinar, dependendo do grau de recuperação das lesões associadas aos membros inferiores.

– Hoje (domingo) nós temos boas notícias. Ontem à noite (sábado), o Neto deu os primeiros passos. Isso é muito importante porque o Neto tem uma fratura na quinta vértebra lombar, que inicialmente é com tratamento conservador, sem precisar de cirurgia. Ele tem usado um colete para dar suporte, proteção para a coluna lombar (…). Ele conseguiu caminhar com um pouco de auxílio e não teve dor na região lombar. Ele tem falado que quer voltar a jogar. Isso ele deixa bem claro. Mas a primeira intenção dele é ir para casa (…). Ele quer ter contato com a família, os filhos já vieram e tudo mais. Ele quer jogar e como a fratura dele é de tratamento não cirúrgico, ele vai ter que usar o colete por, pelo menos, 90 dias (…).  Eu acredito que ele já possa estar treinando, dependendo das lesões associadas aos membros inferiores, entre 90 e 120 dias. De três a quatro meses. Mas o Neto é mais um guerreiro. Ele sempre surpreende a gente e é difícil dar uma data porque normalmente eles sempre conseguem mais do que a gente imagina. Eu estou torcendo para isso acontecer também – afirmou o médico.

O jornalista Rafael Henzel está bem próximo de voltar para casa. Nas próximas 24 horas, ele passará por uma nova avaliação para saber como está o seu quadro infeccioso. Caso ele siga evoluindo, a alta deverá ser confirmada para esta segunda-feira. Henzel ainda se recupera de fraturas no pé esquerdo e no tornozelo. De acordo com a médica Juliana Foresti, a recuperação dessas lesões será feita em outro momento.

– (Ele ainda tem) Algumas lesões nos dois membros inferiores que precisam ser fixadas, mas o que não vai ser feito agora.

Jackson Follmann, que teve parte da perna direita amputada, passará nos próximos dias por uma cirurgia no tornozelo esquerdo. De acordo com o médico Rovani Camargo, do hospital onde os jogadores estão internados, o goleiro passará por uma artrodese, um procedimento para fixar o tornozelo em um posição funcional, para que possa continuar caminhando, mesmo que tenha algumas limitações.

– A lesão que o Follmann teve foi uma fratura luxação do tornozelo, uma lesão no talus. O talus é osso do tornozelo que faz a principal articulação com a tíbia (…). Ele vai ter que ser submetido a um reparo dessa lesão. Provavelmente será feita uma artrodese, fixação do tornozelo em uma posição funcional para ele manter um padrão de caminhada. Manter o pé em uma posição funcional para ele ter um futuro aí funcional.

O lateral Alan Ruschel foi o primeiro sobrevivente brasileiro a ter alta em Chapecó. Ele deixou o hospital na última sexta-feira e deu uma emocionada entrevista no sábado, quando disse que espera voltar ao futebol em seis meses.

SPORTV

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Jornalismo

Quase 100 brasileiros tentam sair da Venezuela por fronteira com Roraima

Por Interino

O vice-consulado do Brasil em Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana que faz fronteira com Roraima, informou neste domingo (18) que quase 100 brasileiros estão na fronteira tentando voltar para o Brasil.

O acesso, que fica a 250 KM de Boa Vista, é o único ponto que liga o Brasil com a Venezuela.

Segundo Claudio Bezerra, vice-cônsul do Brasil em Santa Elena, 40 brasileiros já procuraram auxílio do Itamaraty. Entretanto, o órgão tem informações de que existe outros grupos na mesma situação. “O número total é impreciso, mas temos notícias de 100 brasileiros”, informou Bezerra.

O vice-cônsul informou ainda que os brasileiros estão preocupados com a situação no país vizinho. “Eles estão preocupados pois estão sem dinheiro, não tem moeda circulando e não há comida”.

Apesar disso, ele garante que o Itamaraty está trabalhando para reverter a situação. “Desde sexta-feira (16) estamos tentando articular uma solução com as autoridades venezuelanas para que esses brasileiros retornem, mas ainda não conseguimos”.

Neste domingo, o vice-consulado estava aberto e atendendo grupos de brasileiros que procuravam ajuda. “Estamos fazendo esse atendimento para os que buscam o auxílio do Itamaraty”.

Itamaraty
Em nota, o Itamaraty informou que a embaixada brasileira na Venezuela atua junto ao governo do país para buscar uma solução para os brasileiros que desejam retornar ao Brasil.

Além disso, o Itamaraty reforçou que os brasileiros que estão na Venezuela e que precisarem de assistência devem procurar o vice-consulado do Brasil em Santa Elena de Uairén, que fica na fronteira entre os dois países.

Fronteira fechada
Na terça-feira (13), o presidente venezuelano Nicolás Maduro decretou que as fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia fossem fechadas. Na quinta (15), o presidente prorrogou a decisão por mais 72h e no sábado (17) ele anunciou que a medida irá valer até o dia 2 de janeiro.

Segundo o líder chavista, a Venezuela está sendo vítima de um “ataque econômico” contra sua moeda. O fechamento visa combater as “máfias” que entram no país para desestabilizar a economia da Venezuela.

Maduro também decidiu estender a vigência da nota de 100 bolívares, que, como anunciara o governo no domingo passado, deveria ser retirada de circulação na última quinta.

O fechamento das passagens fronteiriças foi estabelecido, ainda de acordo com a visão de Maduro, justamente para evitar que as notas de 100 que tinham sido tiradas do país por grupos ilegais voltassem a circular.

Opinião dos leitores

    1. Pois é meu caro, a Venezuela é o retrato ideológico do que o PT queria pra o Brasil: Populismo que a qualquer custo mantivesse o projeto de poder.
      Graças a Deus escapamos dessa rota de destruição.

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Política

Quem é quem na Delação do Fim do Mundo

Por Interino

O ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA ASSINADO PELA EMPREITEIRA ODEBRECHT com o Ministério Público Federal é superlativo em números, explosivo e suprapartidário. Distribuídas em mais de 300 anexos – 300 novas histórias sobre a corrupção no Brasil –, as colaborações de 77 ex-executivos da empreiteira, incluindo o patriarca Emílio Odebrecht e seu filho, Marcelo Odebrecht, envolvem, entre uma infinidade de políticos, o atual presidente da República, Michel Temer, os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, tucanos de alta plumagem, como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, peemedebistas próximos a Temer, como Eliseu Padilha e Moreira Franco, e o triunvirato do PMDB no Senado: Renan Calheiros, Romero Jucá e Eunício Oliveira.

As revelações na delação da Odebrecht, que faturou 125 bilhões de reais em 2015 e reuniu 400 advogados para costurar o acordo, levam procuradores da força-tarefa da Lava Jato a constatar que “se os executivos comprovarem tudo o que dizem, a política será definida como a.O. e d.O. — antes e depois da Odebrecht”. O sempre comedido juiz federal Sergio Moro também dá dimensão da turbulência que se aproxima ao comentar: “Espero que o Brasil sobreviva”.

Veja matéria completa da VEJA AQUI

Opinião dos leitores

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Política

Maduro fecha fronteira entre Venezuela e Brasil até 2017

Nicolás Maduro durante discurso em manifestação na Venezuela

Por Interino

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no sábado (17) a prorrogação do fechamento das fronteiras com Brasil e Colômbia até o dia 2 de janeiro, uma medida justificada para coibir o contrabando de moeda local, em meio à grave crise econômica enfrentada pelo país.

Opinião dos leitores

  1. Com a admiração q o PT tem por esse governo e por outros na mesma linha, fico imaginando o q seria do Brasil com mais 4 anos nas mãos do PT… ora se td esses governos trabalham de acordo com o foro de São Paulo, bem como o Brasil tb faz parte..

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Política

Garotinho, em gravação, fala em acordo para filha assumir secretaria de Crivella

Por Interino

 

Uma gravação telefônica interceptada pela Polícia Federal no dia seguinte à eleição de Marcelo Crivella (PRB) à prefeitura do Rio mostra a expectativa do ex-governador Anthony Garotinho de que a filha, a deputada federal Clarissa Garotinho (PRB-RJ), seja nomeada no governo. Na conversa, o ex-governador cita um acordo com o então candidato do PRB, hoje prefeito eleito, para que Clarissa comandasse o Desenvolvimento Social. Segundo interlocutores de Crivella, ela terá mesmo espaço, mas será titular da Secretaria de Trabalho. Durante a campanha, Crivella negou a negociação de cargos com Garotinho e tentou mostrar distanciamento do aliado.

Garotinho classificou a Secretaria de Desenvolvimento Social de “operacional”, importante para montar uma base para seu grupo político. Em outro trecho, o ex-governador demonstra interesse de concorrer ao Senado em 2018. A conversa foi gravada no dia 31 de outubro, com autorização da Justiça, e integra os autos do processo da Operação Chequinho. Garotinho fala com um interlocutor identificado como Cleiton de Souza, assessor parlamentar do prefeito eleito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PR).

“Clarissa vai ser secretária, provavelmente, o Crivella vai convidar ela (sic), de Ação Social (Desenvolvimento Social) no Rio, pra montar nossa base. Será que não era melhor para você (Cleiton), ao invés de cuidar de política, pegar uma secretaria operacional, tipo essa assim, Ação Social?”, argumenta Garotinho.

Os dois conversam também a respeito da futura formação da gestão em Nova Iguaçu, e Cleiton demonstra interesse em ocupar a Secretaria de Governo, por ser a pasta responsável, segundo ele, por “operar” todas as outras. Em outro trecho, Garotinho volta a tratar da indicação de Clarissa para o governo Crivella.

“Minha preocupação, por exemplo, é que, porra, vamos lá que o Crivella cumpra (o acordo) e dê a Secretaria de Ação Social (para Clarissa)”, diz o ex-governador.

“Vai dar, vai dar, vai dar”, responde Cleiton.

“Vai dar, né? Ele vai dar?”, insiste Garotinho.

“Ah, acho que vai, claro”, afirma o aliado.

“Então, aí Clarissa pode montar um programaço, aproveitar aquele povo todo nosso na Zona Oeste, nosso colegas nas comunidades que estão tudo (sic) aí entregues às baratas, sofrendo e tal”, reforça o ex-governador.

Em novembro, Garotinho foi preso, acusado de coagir testemunhas e obstruir o trabalho da PF, em investigação sobre uso irregular de recursos de um programa social de Campos. Garotinho, que foi solto por decisão do TSE, nega as acusações e se diz vítima de perseguição.

O Globo

Opinião dos leitores

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Judiciário

Ex-prefeito de Ielmo Marinho (RN) condenado por homicídio deve cumprir pena em regime semiaberto

Por Interino

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu Habeas Corpus (HC 138862) que garante ao ex-prefeito de Telmo Marinho (RN) Germano Patriota o início do cumprimento da pena em regime semiaberto. Ele foi condenado pela prática de homicídio na direção de automóvel. A decisão se deu, de acordo com o ministro, porque a pena inicialmente calculada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em 8 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado, foi reduzida para 6 anos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que justifica a aplicação do regime mais benéfico.

Consta dos autos que o então prefeito foi condenado pela prática do crime de homicídio na direção de veículo automotor, sob efeito de bebida alcoólica, fato ocorrido em outubro de 2004. A decisão estadual levou em consideração, entre outros fatores, “sinais concretos do agir doloso do réu”, como a ingestão de álcool, o excesso de velocidade e a indiferença ante o resultado danoso. Além disso, a sentença frisou que a morte prematura da vítima, aos 44 anos, deixando filhos órfãos, justificava a valoração negativa das consequências do delito.
Ao analisar recurso da defesa, o STJ decidiu reduzir a pena para 7 anos de reclusão, por considerar que, na análise das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, a sentença fez acréscimo acima das balizas legais. Mas manteve o regime inicial fechado para cumprimento da pena. Na sequência, ao analisar embargos declaratórios, o STJ decidiu conceder habeas corpus de ofício para reduzir a pena para 6 anos, por reconhecer a atenuante da confissão espontânea, mantendo, contudo, o regime fechado.
A defesa, então, acionou o STF, alegando que, como a pena final imposta coincide com o mínimo descrito no tipo penal, deveria ser redefinido o regime prisional.
Ao analisar o pleito, o ministro lembrou que a orientação jurisprudencial do STF aponta no sentido de que “a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada exige a motivação idônea”. No caso concreto, frisou o relator, o réu, primário e de bons antecedentes, foi condenado a uma pena final de 6 anos de reclusão. A reprimenda, explicou o ministro, é bem inferior a 8 anos de reclusão, sendo perfeitamente compatível com a fixação do regime prisional semiaberto, conforme prevê o artigo 33 (parágrafo 2º, ‘b’) do Código Penal.
Muito embora haja a identificação da presença de circunstância judicial desfavorável ao réu, o ministro considerou que a adoção do regime prisional semiaberto, na concreta situação dos autos, é “necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime”, a teor do caput do artigo 59 do Código Penal. Com esse argumento e com base no artigo 192 do Regimento Interno do STF, o ministro deferiu o mérito do HC para fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena.
MB/FB

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Esporte

Se perdi sozinho em 2014, ganhei sozinho a Copa-2002, diz Felipão

Luiz Felipe Scolari Coletiva Guangzhou Evergrande China 14/05/2016

Por Interino

 

No dia 8 de julho de 2014, a Seleção Brasileira sofreu o seu maior vexame. Em pleno Mineirão, os pentacampeões foram eliminados da Copa do Mundo diante de seu torcedor e por uma goleada histórica de 7 a 1 para a Alemanha. Luiz Felipe Scolari era o técnico e acabou também se transformando no maior alvo das críticas pelo revés surpreendente. Desde então, Felipão evita o assunto e aproveita o fato de morar na China para tornar essa tarefa um pouco mais fácil. Mas, em entrevista ao site Chuteira FC, o treinador resolveu falar. E não escondeu sua bronca com quem o culpa.

“O mínimo que eu posso dizer aos que querem me culpar é que, se sou o culpado pela derrota de 2014, então sou o único responsável pela vitória de 2002. Eu pergunto: quem é o último campeão do mundo com o Brasil? Sou eu. Então, se perdi sozinho a Copa de 2014, ganhei sozinho a Copa de 2002”, lembrou o técnico, famoso por seu estilo ‘turrão’.

Para Felipão, o resultado daquela semifinal não refletia as realidades de Brasil e Alemanha. O gaúcho entende que as seleções viviam estágios parecidos e “uma falha coletiva geral” acabou resultado em três gols seguidos dos alemães, o que deixou sua missão de reanimar o grupo no vestiário impossível. Assim, Felipão evitou usar a lesão de Neymar, o choro no Hino, as opções na convocação ou até mesmo os problemas dentro da CBF como fatores implicantes para que a goleada acontecesse.

“Até aquele jogo da semifinal não havia uma grande diferença entre Brasil e Alemanha. De nada adianta falar que a Granja (Comary) aberta prejudicou, que a confederação (CBF) atrapalhou, que isso ou aquilo do nosso comprometimento com País, a pressão da Copa ser aqui, que nossa atitude poderia ter sido diferente. Se jogássemos fechados… O resultado do nosso trabalho não vinha sendo ruim. Estava bem feito. Naquele jogo deu errado. Os alemães foram felizes e nós, não. Às vezes procuram muitas explicações no futebol onde não se tem”, simplificou.

De férias no Brasil, mas com contrato renovado com o Guangzhou Evergrande, Felipão se mostrou bem satisfeito com o futebol chinês, lembrou que já foi campeão cinco vezes após o 7 a 1, como uma forma de resposta a que o culpa pelo vexame na Copa, e saiu em defesa dos técnicos brasileiros, que passaram a ser questionados justamente após o Mundial de 2014, principalmente na comparação com os europeus.

“Eu te pergunto: quem é o campeão brasileiro de 2016? O Cuca com o Palmeiras. Onde ele estava antes? Na China. Quem é o campeão da Copa do Brasil? Renato Gaúcho com o Grêmio. Onde ele estava antes? Na praia. Nenhum deles foi à Europa estudar. Cuca e Renato, cada um a seu jeito, se aperfeiçoaram. Muita gente imagina que é fácil ser técnico no Brasil. Não é nada fácil. Tu olha os estrangeiros que chegam aqui (no Brasil). Não duram muito tempo”, opinou.

E, por coincidência, nos exemplos de campeões citados por Felipão estão justamente os dois times com quem o técnico tem mais identificação. Em um momento mais leve e bem humorado da entrevista, Luiz Felipe Scolari revelou que conseguiu chegar a tempo de assistir o título do Tricolor Gaúcho e se conectou com Paulo Nobre, presidente palmeirense, pouco antes do Verdão confirmar a conquista do Brasileirão em casa.

“Quando cheguei de férias deu para ver o Grêmio ser campeão depois de 15 anos sem um título nacional. Fiquei muito feliz. Todo mundo sabe que gosto do Grêmio de coração”, contou. “E também fiquei muito feliz com o título do Palmeiras. Torci muito pelo Cuca, que foi meu melhor meia quando era jogador do Grêmio. No dia do jogo contra Chapecoense, eu estava na China e nosso time tinha acabado de ser campeão da Copa da China, mandei um WhatsApp ao Paulo Nobre. Perguntei: ‘Onde você está?’. Ele respondeu: ‘No ônibus do time indo para o Allianz’. Falei: ‘Vocês vão ser campeões aí. Não vão me decepcionar. Eu acabei de ser campeão aqui na China’. O Paulo respondeu: ‘Tomara que os bons fluidos possam nos ajudar’. E o Palmeiras foi campeão…”.

 

ESPN

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Judiciário

Delatores da Odebrecht foram ouvidos em 29 cidades diferentes

Placa da construtora Odebrecht é fotografada em Lima, Peru

Por Interino

 

Para que seus depoimentos fossem colhidos rapidamente, os 77 delatores da Odebrecht foram ouvidos em 29 cidades diferentes – um esforço de guerra.

Opinião dos leitores

  1. Quando as delações atingiam o PT, Dilma ou Lula, não paravam de pipocar "vazamentos". Agora que envolve Tucanos e Peemedebistas de alto calado, tal como Temer, Jucá, Moreira Franco, Padilha, Serra e Aécio, o silêncio começa a reinar com a conivência da imprensa marrom organizada politicamente com essa finalidade…
    Estranho, estranho…
    A cada dia fica mais e mais explícito toda a orquestração para tomada e entrega do Poder aos Tucanos ungidos pelo Tio San como seus "capitães do mato", cuidando dos seus interesses, entregando o petróleo, implantando o Neoliberalismo e destruindo qualquer resquício de resistência dos trabalhadores organizados em partidos ou sindicatos , numa reedição do que foi o Marcatismo (ler sobre isso no google) na década de 80.
    Macartismo (em inglês McCarthyism) é um termo que se refere à prática de acusar alguém de subversão ou de traição sem respeito pelas evidências. Mais objetivamente, se refere à "prática de fazer alegações injustas ou utilizar técnicas investigativas injustas, especialmente para restringir o dissenso ou a crítica política" criada ou inventada com finalidade politica ideológico.

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Jornalismo

Atentado suicida mata 43 soldados no Iêmen

Mulher observa fábrica destruída após ataques aéreos ocorrerem em Saná, no Iêmen - 15/09/2016

Por Interino

 

Um atentado suicida matou pelo menos 43 soldados na cidade portuária de Aden, no sul do Iêmen. Autoridades disseram que os soldados estavam em fila para receber salários, perto de uma base militar, no distrito de Khor Maksar, quando o homem-bomba atacou. Pelo menos 60 outras pessoas ficaram feridas.

Aden é a capital temporária do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen. A administração tem lutado para estabelecer seu controle na cidade, enquanto militantes islâmicos têm lançado dezenas de ataques contra suas forças.

A Al Qaeda e o Estado Islâmico exploram quase dois anos de guerra no país empobrecido, conduzindo assassinatos e bombardeios, principalmente em áreas islâmicas ilegais do sul do país, nominalmente controladas pelo governo.

Há uma semana, outro ataque de um grupo extremista islâmico matou 50 soldados na região. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado.

Com Agência Reuters

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Economia

Aeroportos concedidos, incluindo São Gonçalo do Amarante, perdem cerca de 6 milhões de passageiros

Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um dos concedidos pelo governo federal (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Por Interino

Levantamento do site G1 com base nos balanços divulgados pelas concessionárias mostra que os aeroportos concedidos pelo governo federal perderam cerca de 6 milhões de passageiros na comparação entre os primeiros nove meses de 2015 e de 2016.

Os aeroportos concedidos são os de Brasília, Campinas (Viracopos), Guarulhos, Galeão (RJ), Confins (MG) e São Gonçalo do Amarante (RN).

Entre janeiro e setembro de 2015, esses aeroportos receberam 74,9 milhões de passageiros e, no mesmo período de 2016, 68,9 milhões.

A queda no movimento desses aeroportos é uma das dificuldades enfrentadas pelas concessionárias, que chegaram a pedir ao governo – que aceitou – para adiar o pagamento das outorgas (valor que uma empresa paga à União pelo direito de explorar um serviço ou bem público).

As empresas também argumentam que a crise econômica resultou na dificuldade das concessionárias de ter acesso a financiamentos.

Diante desse quadro de retração, o secretário de Política Regulatória de Aviação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Rogério Coimbra, diz que os próximos leilões estão levando em conta o novo cenário econômico.

Os novos contratos, diz, reduzem os efeitos da demanda muito alta ou muito baixa, por meio de um sistema de “gatilho”. Por esse sistema, alguns investimentos só são exigidos após os aeroportos alcançarem determinado número de passageiros por ano.

Coimbra destaca ainda que o mercado projeta recuperação na procura por voos. “No longo prazo, há otimismo de que essa queda é pontual e que, recuperando o crescimento econômico, o número de passageiros se recupera. A demanda aérea, aliás, reage rápido à melhora na economia”, diz.

Opinião dos leitores

  1. Enquanto os voos internos forem reserva de mercado para as empresas nacionais isso acontecerá.

    1. Nenhum pais tem empresas estrangeiras fazendo voos domésticos.

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