Política

‘Tropa da anistia’ contou com reforço de condenado no mensalão

Valdemar Costa Neto: "Precisávamos aumentar o espaço do bloco"

Um único assunto dominou os principais gabinetes no Congresso Nacional nesta semana: a temida delação dos executivos da Odebrecht e o efeito devastador do detalhamento do esquema de pagamento de propina a políticos dos mais diversos matizes. Em um movimento multipartidário, formou-se uma tropa em busca de algum tipo de blindagem ao estrago que a cada dia se aproxima. A solução foi sacar dos bastidores uma proposta de anistia ao crime de caixa dois e torná-la pública revestida com ares de moralidade, dentro de um pacote de medidas anticorrupção.

Para isso, advogados de políticos enrolados no esquema se mobilizaram às pressas para discutir o texto. A portas fechadas, o clima era de tensão total: “A delação da Odebrecht vai ferrar todo mundo. Precisamos ver isso [a anistia]”, repetiam deputados, apreensivos. Relator das 10 medidas contra a corrupção, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) recebeu um telefonema, aos gritos, do líder de seu partido, Pauderney Avelino (AM). Era chamado de traidor por não acatar as mudanças sugeridas ao projeto proposto pelo Ministério Público. Do outro lado da Câmara, já havia um batalhão de senadores a postos para aprovar a medida tão logo ela saísse da Casa.

A cinco quilômetros do Congresso Nacional, um nome já conhecido da Justiça por suas traficâncias com dinheiro público também se movimentava para impor um duro revés à Operação Lava-Jato. Valdemar Costa Neto, ex-deputado condenado no julgamento do mensalão a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, reunia na sede do Partido da República (PR) deputados para discutir caminhos de sobrevivência.

Uma das propostas foi derrubar, ainda na comissão, o relatório de Lorenzoni e apresentar um novo texto que trazia a anistia a reboque da tipificação do crime de caixa dois. Presidente do Conselho de Ética, justamente o órgão responsável por fiscalizar o decoro dos congressistas, o deputado José Carlos Araújo (PR-BA) foi escolhido por Valdemar Costa Neto para comandar um texto alternativo ao do relator.

Na véspera da votação, Araújo ensaiou o discurso repetido entre aqueles que querem a anistia: se ainda não há uma tipificação, não há crime. Ele admite ter sido questionado se assinaria uma medida com essa redação, mas nega que o ex-presidente do PR tenha sido porta-voz da proposta. Araújo também admite que se reuniu com Valdemar nesta semana, mas afirma que o assunto esteve restrito à prestação de contas do diretório do partido na Bahia. “Não houve essa articulação”, resumiu à reportagem.

Em outra frente de atuação, na terça-feira Valdemar Costa Neto recebeu deputados na sede do partido, entre eles o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), e do PR, Aelton Freitas (MG). Saíram de lá com a redação da anistia em mãos e entregaram para líderes do chamado centrão, um bloco com 12 partidos formado por mais de 200 deputados, durante um almoço na casa de Jovair. Também visitou o local o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD). Ele nega, porém, que tenha tratado sobre a emenda. Segundo sua assessoria, ele participou do encontro apenas para anunciar a candidatura de Rogério Rosso (PSD) à presidência da Câmara.

O PR tem interesse direto em se blindar. Em acordo de delação, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta Engenharia, negocia vincular o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), um dos braços do Ministério dos Transportes, historicamente ligado ao partido, ao pagamento de propinas a políticos. O acordo de colaboração se dá no âmbito da Operação Saqueador, da qual o empresário foi alvo em junho deste ano.

Em nota, Valdemar Costa Neto afirmou que é comum a frequência de parlamentares na sede do Partido da República, inclusive para realização de reuniões com deputados de outras legendas, e disse atender a todos que o procuram “no horário de expediente”. Valdemar afirma restringir “sua atuação aos limites da atividade profissional que desempenha como funcionário responsável pela administração do Partido da República”.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Esse CONGRESSO É UM VERDADEIRO MAR DE LAMA. Nada de ANISTIA a todos esses bandidos, LUGAR DE BANDIDOS/LADRÕES É NA CADEIA, não anistiados, somente uma mobilização do povo vai evitar ESSA ABERRAÇÃO!!!

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Jornalismo

Funeral de Fidel é marcado para 4 de dezembro

O governo de Cuba decretou nove dias de luto nacional pela morte do ex-presidente e líder da revolução cubana, Fidel Castro, contados a partir deste sábado (26).

Havana também anunciou que o funeral de Fidel será no dia 4 de dezembro, no cemitério Santa Efigência, na cidade de Santiago de Cuba. Mas o corpo do ex-presidente deve ser cremado ainda hoje, conforme a vontade do próprio Fidel, informou seu irmão e sucessor político, Raúl Castro. As informações são da agência Ansa.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Imprensa americana se despede do velho adversário Fidel Castro

Imprensa americana se despede do velho adversário Fidel Castro

A imprensa americana dedicou na madrugada deste sábado enormes espaços de suas edições eletrônicas ao falecimento do líder cubano Fidel Castro, um adversário com o qual manteve meio século de enfrentamentos e que sai de cena aos 90 anos.

O jornal The New York Times destacou que que Fidel foi um “líder revolucionário que desafiou” os Estados Unidos. Castro “trouxe a Guerra Fria ao hemisfério ocidental, atormentou 11 presidentes americanos e por instantes colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear”, acrescentou.

De acordo com o jornal, Fidel “se tornou uma figura internacional cuja importância no século XX superou longamente o que podia se esperar de um chefe de Estado de uma ilha do Caribe com 11 milhões habitantes”.

O jornal Washington Post ressaltou que “embora amado por uma legião de seguidores, seus detratores viram em Fidel Castro um líder repressivo que transformou seu país em um gulag”.

Para o Los Angeles Times, Fidel foi “um ícone revolucionário cuja influência foi sentida muito além de Cuba”.

O Miami Herald, por sua vez, disse que Fidel “conduziu a ilha durante quase cinco décadas” e foi “uma figura de barba rala e uniforme de combate cuja longa sombra se estendeu pela América Latina e pelo mundo”.

O especialista Peter Schechter, do centro de análise Atlantic Council, disse à AFP na madrugada deste sábado que o falecimento de Fidel Castro “agora nos faz peguntar sobre o impacto que terá em Cuba”.

Para o especialista, desde que deixou o poder nas mãos de seu irmão Raúl em 2006 o Partido Comunista cubano preparou um processo de transição que garantiu estabilidade, de forma que não há elementos para prever mudanças significativas.

“Regionalmente, acho que continente manteve o respeito por ele, mas o superou”, avalia.

De acordo com Schechter, a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba iniciada em 2014 por Raúl Castro e por Barack Obama “provavelmente não teria ocorrido com Fidel no governo”.

“Fidel claramente deixou que seu irmão fizesse isso”.

Terra

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Política

Delatores dizem não saber sobre suposta vantagem de Lula em tríplex

Lula

Em mais um dia de depoimentos no processo movido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Ministério Público Federal (MPF), outros três delatores da Operação Lava Jato afirmaram que não têm conhecimento sobre as supostas vantagens indevidas que Lula teria recebido da OAS. Nesta sexta-feira (25), o juiz Sérgio Moro tomou os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e dos lobistas Milton Pascowitch e Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

Assim como nas demais audiências, a defesa de Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia interrompeu os depoimentos por diversas vezes. Os advogados reclamavam, entre outras coisas, da postura do procurador do Ministério Público Federal (MPF) e da condução dos trabalhos pelo juiz Sérgio Moro.

O depoimento de Youssef foi o mais demorado. O doleiro, que foi um dos primeiros delatores da Lava Jato, disse que nunca esteve com Lula, mas que, em dado momento, presenciou uma ligação entre o ex-deputado José Janene e o então ministro Aldo Rebelo, na qual o parlamentar reclamava de uma demissão feita pelo ex-presidente. Na ocasião, Lula ouvia a ligação entre os dois pelo viva-voz. Quando Janene soltou um xingamento, Lula teria interrompido e dito que o ex-deputado poderia xingá-lo à vontade, desde que não ofendesse membros da família.

Ainda no depoimento, o doleiro afirmou ao juiz Sérgio Moro que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, quando era cobrado por não repassar as propinas ao PP, alegava que precisava consultar o Palácio do Planalto.

Youssef – É, porque muitas vezes o Paulo Roberto Costa deixava de passar receita para o  partido e os políticos reclamavam. Aí o PRC dizia: ‘Olha, conversa lá no Planalto. Se eu receber um sinal de fumaça ou qualquer coisa assim nesse sentido, eu faço o que eles me mandarem.
Moro – Ele fazia essa afirmação?
Youssef – Várias vezes.
Moro – Fez ao senhor?
Youssef – Fazia a mim junto com os líderes do partido.
Moro – E antes desse episódio, só o PP que recebia a parte política da Diretoria de Abastecimento?
Youssef – Sim, senhor.

Youssef nega incentivo a delações
A defesa de Lula questionou Youssef sobre os boatos de que ele teria incentivado presos da Operação Lava Jato a fecharem acordos de delação premiada com o MPF. O doleiro negou que tenha agido de alguma forma nesse sentido. “Jamais, os outros presos vinham falar comigo pra saber como era a colaboração e eu explicava”, contou.

Logo em seguida, os defensores continuaram no tema “Se comenta no meio forense uma ‘delação premiada à la carte’, disseram. Nesse momento, foram interrompidos pelo juiz Sèrgio Moro, que questionou as afirmações da defesa.

Moro – Quem comenta isso? É calunioso, inclusive…
Defesa Lula – É um comentário geral, não lembro quem, eu ouvi isso. Existem sites que noticiaram isso… Vossa excelência que tá criando incidente,. Que fique registrado para que a imprensa não publique que a defesa que cria incidentes. Vai indeferir a pergunta?
Moro – Só estou explicando que a afirmação tem um tom calunioso. Eu peço que o doutor decline…
Defesa Lula – Calunioso a quem?
MPF – À Justiça, ao Ministério Publico, porque pressupõe que tem uma outra parte. Também acho ofensiva.
Defesa Lula –
O site Consultor Jurídico mencionou esse fato
Moro – A sua fonte de informação é o site Consultor Jurídico?
Defesa Lula – Uma das….  Agora nós vamos ficar discutindo fontes?

Apesar de ter pedido à defesa para declinar dos questionamentos sobre isso, mais tarde, Moro voltou ao assunto. O juiz perguntou ao doleiro se ele havia sido incentivado por algum membro do STF para fechar um acordo de delação ou mesmo se em algum momento lhe foi apresentada alguma lista de pessoas que ele deveria incriminar. Youssef negou que qualquer situação assim tenha acontecido.

Intervenção na TermoRio
O lobista Fernando Baiano, apontado pelas investigações como operador de propina para o PMDB, disse no depoimento que começou a atuar na Petrobras no início dos anos 2000, representando um grupo de empresários espanhóis, que queria fechar um contrato com a Petrobras para a construção da TermoRio.

Segundo o lobista, as negociações duraram cerca de quatro meses e foram abruptamente interrompidas por ordem do então diretor de Gás e Energia da Petrobras, Delcídio do Amaral, que mais tarde viria a ser senador. “Depois ele veio conversar comigo e eu querendo entender e depois de muita pressão que eu fiz, ele disse que ele tinha recebido ordens para não assinar porque eles teriam que assinar com uma outra empresa”, afirmou.

Baiano disse que descobriu mais tarde que essa empresa era representada por Paulo Henrique Cardoso, filho do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.
Era uma operadora, na época ele não me falou quem eram as empresas. Só me falou que ele teria que assinara com outra empresa e posteriormente eu fiquei sabendo quais eram essas empresas.

Ele ainda disse que nos anos em que atuou junto à Petrobras teve pouco contato com políticos. “Pessoalmente que eu tratei foi o deputado Eduardo Cunha e um pedido de ajuda pra campanha do senador Valdir Raupp, que eu me lembre”, afirmou. O lobista disse ainda que, normalmente, preferia enviar as propinas aos políticos com a ajuda de intermediários.

Próximas audiências
O processo contra Lula segue na fase dos depoimentos das testemunhas de acusação. Até o dia 16 de dezembro, estão marcadas mais seis audiências, onde serão ouvidas pelo menos 15 pessoas. Entre elas, está o pecuarista José Carlos Bumlai, que também já foi preso e condenado na Lava Jato, mas que ficou conhecido antes mesmo da operação, pela amizade que mantinha com o ex-presidente Lula.

G1

Opinião dos leitores

  1. Simplesmente tem a vida devassada e nada.
    Como um colega falou abaixo, queria ver se a maioria dos políticos brasileiros aguentaria uma devassa dessa….

  2. A inocência de Lula está cada vez mais provada e sacramentada! Não vai restar dúvidas de quem é o candidato mais limpo para o pleito de 2018! Afinal, Lula teve sua vida devassada e nada foi provado.

  3. Fico me perguntando que político hoje no Brasil resistiria a uma investigação como esta que estão fazendo com o Lula.

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Polícia

Lava-Jato investiga pagamentos à Gamecorp, de filho de Lula

A Polícia Federal investiga, no âmbito da Operação Lava-Jato, pagamentos feitos pelo grupo Petrópolis, do empresário Walter Faria, à empresa Gamecorp, de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula. Um laudo da Polícia Federal, anexado ao inquérito que investiga pagamentos de empreiteiras à Lils, empresa de palestras do ex-presidente Lula, mostra que a Cervejaria Petrópolis depositou cerca de R$ 7 milhões nas contas da Gamecorp entre 2005 e 2016. A força-tarefa apura em que condições os pagamentos foram feitos à Gamecorp. No período, a Gamecorp movimentou mais de R$ 300 milhões, de acordo com o laudo. Em outra linha de investigação, segundo investigadores da Lava-Jato, há suspeita de que a Odebrecht possa ter utilizado o grupo Petrópolis para operações ilegais.

A força-tarefa desconfia que a cervejaria tenha atuado como intermediária de pagamentos de propina da empreiteira e como “doleira” do banco Meinl Bank Antígua, comprado pela Odebrecht para movimentar valores destinados a corromper políticos e agentes públicos. Faria nega irregularidades. Em 2005, o empresário chegou a ser preso pela Polícia Federal, acusado de sonegação fiscal.

Dono da cervejaria Itaipava, Faria se transformou em um frequente doador para políticos nas eleições de 2014, quando os repasses às empresas ainda eram permitidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na eleição presidencial, Faria distribuiu R$ 101 milhões para partidos e candidatos por meio das empresas do grupo. O salto no valor das doações a políticos foi significativo comparativamente com os anos anteriores. Em 2012 e 2010, as doações do grupo Petrópolis alcançaram R$ 5,1 milhões e R$ 1,6 milhão, respectivamente.

A campanha de Dilma Rousseff (PT) ficou com R$ 17,5 milhões, recordista de contribuições da empresa entre os candidatos. Uma das doações, de R$ 5,5 milhões, foi feita pelo empresário cinco dias depois de a cervejaria renegociar um empréstimo com o Banco do Nordeste, conforme revelou a revista “Época”.

As distribuidoras de cerveja do grupo Petrópolis, Leyroz, Imapi e Praiamar, também fizeram doações a políticos. No Rio, essas três empresas acumulavam juntas, no ano passado, cerca de R$ 1 bilhão em créditos ilegais de ICMS no Estado do Rio.

A Leyroz, por exemplo, chamou a atenção da Lava-Jato em março, quando seu nome apareceu em planilhas apreendidas na Odebrecht, com nomes de políticos e documentos que listam supostos repasses da empreiteira a candidatos que disputaram as eleições de 2010.

Lulinha tem como sócio na Gamecorp Fernando Bittar, que já é investigado na Lava-Jato por ser um dos proprietários do sítio de Atibaia, utilizado pelo ex-presidente Lula. As tratativas para reforma do sítio começaram em outubro de 2010, quando Lula ainda era presidente. Lula afirma que só começou a frequentar a propriedade em 2011, a convite da família Bittar.

O Globo

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Polícia

Vice dos direitos humanos admite que recebia mesada do PCC

O vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, admitiu em depoimento à Polícia Civil de São Paulo que recebia uma mesada do PCC para prestar serviços à organização criminosa. Santos é um dos 55 alvos da Operação Ethos, que desmontou o núcleo jurídico da facção, a chamada “célula R” — cada integrante dela era chamado de R1, R2, R3 até o R41. Santos teve a prisão temporária (válida por 5 dias) prorrogada pela Justiça paulista nesta sexta-feira, no mesmo dia em que foi afastado do cargo pelo Condepe.

Em seu interrogatório, obtido com exclusividade por VEJA, Santos diz que vinha sendo renumerado pelo PCC desde janeiro de 2015 e que só não recebeu neste mês porque a facção atrasou o pagamento. O objetivo inicial dos criminosos era que ele usasse de sua influência perante desembargadores e representantes do governo para interceder pelos membros da facção. Em seu depoimento, ele diz que recusou fazer esse tipo de trabalho, mas aceitou “auxiliá-los nos processos envolvendo reclamações contra o Sistema Prisional Paulista”. Muitas das queixas protocoladas por Santos eram falsas e acabaram sendo arquivadas, como por exemplo uma que dizia que cacos de vidro foram encontrados na comida da Penitenciário 2 de Presidente Venceslau, onde está encarcerada a cúpula do PCC. O intuito final era, como ele próprio confirmou, reunir as denúncias e levá-las até a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Em um e-mail interceptado pela Polícia Civil, ele chega a cobrar 10.000 reais aos advogados do PCC para fazer uma vistoria no presídio de Presidente Bernardes, onde é cumprido o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – o fechamento desse presídio é uma reivindicação antiga da facção. No início das tratativas, foi combinado que Santos receberia 2.000 reais mensais. Depois, a quantia subiu para 3.000, 4.500 e, enfim, 5.000 reais. A soma costumava ser depositada na conta de sua mulher.

 

Opinião dos leitores

  1. Um país desse não quebra nuuuuuuuuuca…
    De A a Z TOOOOOOOOODOS roubam algum/alguém…
    Moral da história: ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão…

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Judiciário

‘Temer errou, mas não consigo ver crime’, diz professor de direito

O presidente Michel Temer errou eticamente ao tratar um interesse pessoal do ex-ministro Geddel Vieira Lima como se fosse um conflito entre ministérios, mas não há crime.

Essa é a opinião de Gustavo Badaró, professor de direito penal da USP, sobre o caso que provocou o pedido de demissão do ministro da Cultura, Marcelo Calero, e a queda do chefe da Secretaria do Governo, Geddel Viera Lima.

Calero pediu demissão porque diz ter sofrido pressão de Padilha e Geddel para aprovar um prédio de 30 andares em Salvador (BA) que o Iphan, instituto do patrimônio histórico, havia vetado. Os edifícios do entorno, uma área histórica, têm o limite de dez andares.

Badaró diz não ter a mesma certeza sobre a inocência do ministro Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, acusado de fazer pressão para que Calero enviasse o caso para a AGU (Advocacia Geral da União), que teria uma solução para o caso. Para Badaró, há indícios de que Padilha pode ter cometido o crime de advocacia administrativa, que ocorre quando um funcionário público promove interesses privados no governo.

Folha SP

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkk Esse Sorieden sabe contar piada. Kkkkkkkk. Só acertou quanto a permanência de quadrilheiros no governo.

  2. As panelas estão muito quietas ultimamente, e os escândalos só acontecendo. O pau que bateu em Chico também deveria bater em Francisco.

  3. É crime de responsabilidade um agente público atuar em favor de interesse privado. Ponto!

  4. Impressiona a defesa dos atos de Temer.
    A conduta de Temer se adequa ao tipo do art 321 do Código Penal:
    " Advocacia administrativa
    Art. 321 – Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário:
    Pena – detenção, de um a três meses, ou multa.
    Parágrafo único – Se o interesse é ilegítimo:
    Pena – detenção, de três meses a um ano, além da multa."

  5. É preciso, caso a votação não seja nominal, que o Presidente Temer vete a ANISTIA que os deputados pretendem em causa própria.

  6. Bom dia, da criação de Deus o mais desleal e desumana, somos nós humanos, o presidente, independente de quem seja, continua sendo um ser falívio, e tão exposto, que termina se preocupando em dar satisfação em tudo, que pouco consegue produzir, somos falíveis e portanto a imprensa divulga e dá muita atenção a coisas banais, divulguem coisas construtivas, honradas, que venha contribuir para as gerações vindouras, a violência por exemplo devemos reprimir e não dar ênfase e divulgar

  7. Na verdade saiu uma quadrilha e entrou outra!!!!! Só cego nao vê! !!! Ainda bem que assim como o riquinho saiu, saiu também o SUÍNO! !!!

  8. Tudo farinha do mesmo saco: PMDB, o partido mais corrupto do Brasil de Cabral. Mateus, primeiro OS MEUS!!!! E ainda derrubaram uma presidenta ilibada, só pq não aceitava ser desonesta.

  9. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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Segurança

Roubos explodem em todas as regiões do país, e governos culpam crise

SAO PAULO, SP, 15.03.2015: Criminosos fazem reféns durante tentativa de roubo a carro-forte em SP PM trocou tiros na região da Barra Funda e um dos suspeitos morreu. Seguranças do carro-forte foram mantidos reféns. Pessoas não identificada se entregam para a policia (Foto: Daniel Guimarães/Folhapress

FolhaPress

Os registros de roubo e furto explodiram neste ano em todas as regiões do país, segundo levantamento da Folha em estatísticas de nove Estados -os únicos que disponibilizam números atualizados de bases de crimes contra o patrimônio.

A reportagem analisou informações das secretarias estaduais de segurança de Rondônia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Todos eles tiveram aumento nos registros de roubos, em comparação com 2015.

É o caso do Rio Grande do Sul, por exemplo, que decretou estado de calamidade financeira na última terça (22). No Estado, os roubos aumentaram 20% de janeiro a junho deste ano (dados mais recentes) comparados ao mesmo período do ano passado. Só em Porto Alegre, o aumento foi de 27% nesse intervalo.

Outro local em grave crise nas contas públicas é o Rio de Janeiro, que sediou a Olimpíada em agosto. No Estado, houve aumento de 36% nos casos de roubo de janeiro a setembro de 2016 em relação a 2015 -na capital, os casos aumentaram 22%.

O mesmo aconteceu no Paraná, que viu os roubos crescerem 29% no primeiro semestre deste ano. Em Curitiba, o aumento foi de 14%.

Os números absolutos não podem ser comparados entre os Estados, apenas as taxas de evolução, porque cada unidade federativa possui uma metodologia diferente para contabilizar os casos -podem somar ou não estatísticas da Polícia Militar e da Polícia Civil, por exemplo.

O Estado de São Paulo também vem acompanhando, mês a mês, esse aumento nos índices de roubos, ainda que em taxas menores que outros –a soma dos casos de janeiro a outubro deste ano mostra um aumento de 6% nesse tipo de crime. Foram, no total, 270,5 mil registros neste ano, contra 255 mil no mesmo período do ano passado.

Opinião dos leitores

  1. Aqui sim meu filho! Porque que os políticos não ver esse absurdo, todos os dias só se ouver na televisão o governo falar em cortes, cortes etc. Existe essa turma tocando terror Brasil a fora e os Temes da vida não estão nem aí, deve ser porque vagabundos não tem o que dá ao governo, se estivesse dinheiro na parada o governo certamente se aproximava pra pegar o seu quinhão. Com isso sobra para a população que fica com medo, entregue a própria sorte.

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Política

Para conter crise, Temer diz a aliados que pode vetar anistia a Caixa 2

Em meio a mais uma crise que resultou na queda de Geddel Vieira Lima, um dos principais ministros do governo, o presidente Michel Temer tenta criar uma agenda positiva antecipando que vetará qualquer proposta do Congresso de anistia ao caixa dois. A posição representa um recuo de Temer em relação ao que havia sinalizado a interlocutores menos de 24 horas antes.

Segundo eles, o presidente vinha dizendo que sancionaria integralmente o texto aprovado pelos parlamentares, havendo ou não anistia a crimes. Mas, em reunião nesta sexta-feira com aliados, após um dia conturbado com a demissão de Geddel, Temer afirmou que vetará qualquer anistia a caixa dois, segundo o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF).

Em vídeo postado nas redes sociais, o aliado diz que Temer o autorizou a anunciar para a “sociedade” que vai barrar a proposta, caso o Congresso manobre para incluir o perdão a crimes eleitorais e outros cometidos por políticos.

– Caso o Congresso Nacional venha a aprovar qualquer tipo de anistia, não só o caixa dois, mas qualquer outro crime, o presidente Temer vetará imediatamente – disse Rosso.

Na esfera das investigações, a Procuradoria-Geral da República vai chamar Padilha para dar explicações sobre a suposta participação dele na manobra para pressionar Calero a liberar a obra do Edifício La Vue, em Salvador, onde Geddel tinha comprado um apartamento. A partir daí, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá decidir se pede no Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra Padilha. Janot também deverá analisar se há indícios suficientes para estender a Temer um eventual pedido de investigação.

Agência O Globo

Opinião dos leitores

  1. Sr Presidente Temer o sr tem a maior possibilidade de entrar para história pela porta da frente ponha esse país nos trilhos Lugar de ladrao e na cadeia doa a quem doer passe esse país a limpo

  2. Ele não tem saída,se cair na besteira de sancionar,a tese da oposição de q houve "arrumado" ganhará força, apesar de mais na frente o STF declarar a lei inconstitucional,ou seja,vai se queimar em vão.Vetando cria um problema com o Congresso Nacional,porém ganhará fôlego ….

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Jornalismo

PF encontra indícios de R$ 4 milhões em joias em nome de motorista de Cabral

 

O Globo

Em diligências realizadas na sexta-feira, na Zona Sul do Rio, em duas lojas da joalheria Antonio Bernardo, agentes da Polícia Federal encontraram indícios de compras de cerca de R$ 4 milhões, desde 2007, em nome de um motorista do ex-governador Sérgio Cabral. Pelas informações levantadas pela PF, as joias teriam sido adquiridas pelo próprio Cabral, apesar de os registros encontrados estarem no nome do funcionário.

Os policiais estiveram no shoppings Leblon e da Gávea. Permaneceram por cerca de duas horas em cada uma das lojas, recolhendo documentos e imagens das câmeras de segurança. Segundo as investigações, Carlos Miranda, operador financeiro do grupo acusado de cobrar propina de empreiteiras que tinham obras com o governo estadual, era outro que fazia compras de joias usando o nome de um laranja. Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama, também está na lista de compradores da joalheria.

As diligências de ontem foram feitas a pedido do Ministério Público Federal, que considerou insatisfatórias as informações prestadas pela gerente da joalheria Vera Lúcia Guerra. Em seu depoimento, ela havia contado que a última venda para Cabral teria ocorrido há dois anos: um colar de ouro no valor de R$ 10 mil. A gerente afirmou que o pagamento em dinheiro foi feito por um homem que ela disse não conhecer.

Ontem, em nota, o MPF ressaltou a suspeita em relação à aquisição de joias de valores expressivos. “A venda de joias de altos valores em dinheiro, sem nota fiscal e sem comunicação aos órgãos competentes, além da possível sonegação de informações às autoridades públicas, podem indicar conivência com crimes de lavagem de dinheiro, sendo dever do MPF assegurar, pelas medidas previstas no Código de Processo Penal, a colheita e a preservação dos elementos de prova necessários à elucidação dos fatos”.

Um advogado da joalheria acompanhou a ação da PF, mas não deu declarações. Em nota, a assessoria de imprensa da Antonio Bernardo afirmou que “desde o início da Operação Calicute está colaborando e atendendo a todas as solicitações das autoridades competentes”. “Todos os documentos solicitados por eles foram entregues por nossos advogados”, completou.

A Polícia Federal apreendeu quase 300 joias durante a Calicute. Os peritos da PF estão identificando cada uma delas. O trabalho é para descobrir se são autênticas e qual o valor de mercado. Quarenta estavam no apartamento de Sérgio Cabral e da mulher dele, Adriana Ancelmo. As outras foram encontradas com os outros integrantes do grupo de investigados.

Além da Antonio Bernardo, Cabral e Adriana Ancelmo também costumavam comprar joias na H.Stern. Segundo depoimento prestado pela diretora comercial Maria Luiz Trotta, as peças, com valor de até R$ 100 mil, eram vendidas na residência do casal, no Leblon.

 

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Judiciário

Embate entre Moro e a defesa de Lula torna audiências longas e polêmicas

O Globo

Mais três delatores da Lava-Jato foram ouvidos nesta sexta-feira em audiência na ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual ele é acusado de receber vantagens indevidas da OAS com o tríplex do Guarujá e com pagamentos de armazenagem do acervo presidencial. Alberto Youssef, Fernando Soares e Milton Pascovitch negaram ter conhecimento sobre essas operações.

A audiência foi marcada mais uma vez por desentendimentos entre a defesa de Lula e o juiz Sérgio Moro, que chegou a responder uma pergunta no lugar do doleiro Alberto Youssef. A defesa de Lula quis saber se Youssef estava negociando acordos de delação no exterior e se havia feito viagens para negociar acordo.

– Ele está preso desde março de 2014. Vou responder porque eu sei – disse Moro.

Opinião dos leitores

  1. Grupo 1( coxinhas )
    Rede Globo
    Gilmar Mendes
    Aécio Neves
    José Serra
    Sérgio Moro
    FHC
    PSDB e DEM e PP
    FIESP
    MBL
    Vem pra rua
    Milionários gananciosos
    Viciados em drogas
    Fascistas
    Objetivo : dinheiro acima de tudo (para eles mesmos)
    Risco: vender o Brasil e aumentar a desigualdade, tornando o país uma espécie de África.

    Grupo 2 (mortadelas)
    PT e PMDB
    Dirceu
    Lula
    Eduardo Cunha
    Levandowski
    Temer
    Pobres e classe media desinformados
    Evangélicos (são fácil de serem enganados )
    Objetivo : dinheiro acima de tudo (para eles mesmos)
    Risco: arruinarem a economia do Brasil (já está acontecendo )

    Grupo 3 (eram do grupo 2 até descobrir que havia uma banda podre)
    Dilma (foi expulsa do grupo 2 por ser honesta)
    Intelectuais
    Universitários
    Classe média bem informada
    Pessoas honestas e do bem
    Objetivo : tornar o Brasil um país melhor para todos
    Risco: nenhum

  2. O juizeco de 1 estância. Moro . Uza do abuso de autoridade. É fala com a testemunha de pois da defesa.

    1. Nobre Carlos Taxista,o sr sabe como se procede uma audiência de oitiva de testemunha??!!

  3. Acho que Moro estar passando dos limites de juiz do caso. onde já se viu responder as perguntas dirigidas a testemunha !

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Jornalismo

Governadores do Nordeste se reúnem em Pernambuco para discutir PEC do teto e retomada de programas

governadores

Governadores de oito estados do Nordeste se reuniram em Recife (PE) nesta sexta-feira (25) para discutir a aplicação da PEC do teto nos estados, ações de combate aos efeitos da seca, liberação do fundo penitenciário, retomada de obras federais paradas, entre outros. O governador Robinson Faria participou atendendo a uma sugestão do governador pernambucano Paulo Câmara. A reunião ocorreu na sede do governo.

O principal pleito dos chefes do Executivo estadual incidiu sobre a partilha da repatriação dos R$ 5,3 bilhões com os Estados, aceita pelo presidente Michel Temer na terça-feira (23).

Uma das principais divergências em relação à divisão é sobre os 15% de multa, que não seriam divididos totalmente com as Federações, restando a partilha dos 15% do Imposto de Renda dos recursos mantidos por brasileiros no exterior.

Na reunião, os governadores chegaram a uma posição conjunta, com a redação de uma carta, que deverá ser levada ao Planalto.

“O encontro resultou em muitas ideias propositivas porque vivenciamos situações semelhantes em diversas áreas. Estamos dividindo as iniciativas já tomadas por cada estado pelo ajuste e, mais uma vez, o Nordeste sairá unido, com um posicionamento conjunto”, declarou Robinson Faria.

Opinião dos leitores

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Jornalismo

ASSUSTADOR: Delatores ameaçados na Lava Jato

Delatores ameaçados

Isto É

A advogada Beatriz Catta Preta abre a porta de casa localizada na rua Hungria, bairro Jardim Europa, São Paulo, e se depara com o doleiro Lúcio Bolonha Funaro no sofá da sala brincando com seus dois filhos. Ela estremece. Funaro saca uma arma, aponta para sua cabeça e desfia um rosário de ameaças. Para não realizá-las, impõe a Catta Pretta uma condição: que convença seu cliente, o empresário Julio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, a não sustentar denúncias contra seu aliado, o então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha. Em negociação de delação premiada, no início de 2015, Camargo havia se comprometido a dizer aos investigadores da Lava Jato que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propinas na venda de navios-sondas da Samsung para a Petrobras em 2008. Funaro, que já havia sido defendido por Catta Preta no episódio do mensalão, tinha acesso à residência da advogada, mas àquela altura já era uma espécie de capanga de Cunha. A ameaça surtiu efeito. Num primeiro momento, sob a orientação de Catta Preta, Camargo livrou a cara do deputado. Só em maio deste ano, Camargo decidiu revelar os subornos recebidos por Cunha e forneceu os detalhes mais sórdidos do pagamento de propina em contas na Suíça. Iniciava-se ali o processo de perda do mandato de Cunha e da conseqüente prisão pela Lava Jato.

Tensão permanente

As criminosas ameaças de Funaro a Catta Preta, até então uma jurista responsável por defender dezenas de delatores da Lava Jato, levaram a advogada a abandonar os clientes e a praticamente encerrar a profissão. Mas desnudou uma faceta obscura do mundo das delações premiadas. De 2014, quando a operação Lava Jato foi deflagrada, até hoje, delatores sofrem ameaças de terem suas vidas e a de seus parentes ceifadas. Aterrorizados, alguns se viram obrigados a mentir em depoimentos à Justiça. Depois, mudaram suas versões. O clima permanece pesado entre os dispostos colaborar com os procuradores. Há duas semanas, o empresário Léo Pinheiro, ex-sócio da OAS, foi responsável por um gesto insólito. Pinheiro chegou a pedir para continuar preso temendo que, em liberdade, corresse risco de morte. A solicitação foi feita por seus advogados ao juiz Sergio Moro “tendo em vista o teor bombástico de sua nova delação”. Os defensores de Pinheiro alimentam outro receio: o de que o empreiteiro seja transferido para o Complexo Médico Penal de Pinhais. Entendem que ele não teria garantia de vida no local, mais vulnerável do que a Superintendência da PF no Paraná. “Seria recomendável a sua manutenção na carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal do Paraná, inclusive para acautelar eventual risco à sua integridade física”, disseram. Um delator clamar para permanecer detido é algo inédito na Lava Jato, mas Pinheiro teme terminar como Celso Daniel, o ex-prefeito de Santo André assassinado com 13 tiros em janeiro de 2002. O crime teve motivações políticas. Assim como Daniel estava disposto a denunciar um sombrio esquema de desvios de recursos para financiamento de campanhas eleitorais, o que poderia ferir o PT de morte antes mesmo de o partido ascender ao Planalto, Pinheiro pretende apresentar à Lava Jato seu arsenal bélico com potencial para enterrar de vez o lulopetismo, quase 15 anos depois. A nova delação pode ser determinante para a condenação do ex-presidente Lula, hoje réu nos casos do tríplex no Guarujá e do armazenamento de seu acervo num balcão em São Paulo, custeado pela OAS.

TRUCULÊNCIA - Lúcio Funaro ameaçou Catta Preta e Fábio Cleto: doleiro agia a mando de Eduardo Cunha
TRUCULÊNCIA – Lúcio Funaro ameaçou Catta Preta e Fábio Cleto: doleiro agia a mando de Eduardo Cunha

 

O lobista Fernando Moura, que delatou o ex-ministro José Dirceu na Lava Jato, também não quis pagar para ver até onde PT era capaz de chegar. Num primeiro depoimento a Sérgio Moro, contrariou o que dissera na delação premiada aos procuradores. Moura afirmou que Dirceu nunca recomendou que ele deixasse o Brasil e desistisse de revelar as transferências de R$ 11,8 milhões em propinas para o ex-ministro. Depois voltou atrás. “Eu errei. Errei feio”. E se explicou: deu uma guinada de 180° graus no depoimento por se sentir ameaçado quando passeava por uma rua de Vinhedo, interior de São Paulo, cidade onde Dirceu mantinha residência, e foi abordado “por um homem branco, de 1,85m de altura, aparentando ter uns 40 anos”, que perguntou como estavam seus netos. “Eu interpretei que houve uma ameaça velada de alguém envolvido neste processo”, disse Moura. O delator ainda relatou aos procuradores da Lava Jato que quando estava na cadeia, apenas uma pessoa o procurou para falar sobre as implicações de seu depoimento. Tratava-se de Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, que lhe pediu, quando dividiram cela em Curitiba, para que ele não citasse o nome do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, no esquema do Petrolão. Pereira, que havia sobrevivido incólume ao mensalão, mesmo depois de ser denunciado por Roberto Jefferson, acabou virando réu na Lava Jato este mês.

O expediente de atemorizar familiares de delatores tem se mostrado bastante usual durante as investigações da Lava Jato. O mesmo Funaro que foi o principal responsável pela aposentadoria forçada e precoce de Catta Preta, ao colocar uma arma em sua cabeça na frente dos filhos, ameaçou os rebentos de outro delator: Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) e apadrinhado de Eduardo Cunha. Funaro costumava ser agressivo durante cobranças de propinas. Em delação premiada, Cleto disse ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que ele quis pôr fogo em sua casa, no momento em que seus filhos estivessem lá. “Em razão dessas cobranças agressivas, o declarante (Fábio Cleto) e Lúcio Bolonha Funaro acabaram brigando. Que o fator culminante para a separação foi quando Funaro ameaçou colocar fogo na casa do depoente com os filhos dentro”.

Opinião dos leitores

  1. FATO RELEVANTE
    A quem possa interessar

    Eu, BEATRIZ CATTA PRETA, tendo sido duramente atingida com possíveis danosos reflexos em minha vida pessoal e profissional, pela matéria jornalística veiculada nesta data, pela Edição nº 2451, da Revista Istoé, sob o título “Delatores ameaçados”, assinada por Germano Oliveira, que traz absurdas invencionices e deslavadas mentiras acerca de fatos jamais ocorridos na denominada “Operação Lava Jato”, venho externar repúdio público ao conteúdo inverídico e afrontoso de referida matéria e prestar, em respeito aos ex-clientes e parceiros de trabalho, amigos, familiares e às pessoas de boa-fé que me conhecem os esclarecimentos seguintes:

    1) Os fatos lançados em referida matéria publicada irresponsavelmente na revista Istoé são mentirosos. Pura invenção de um jornalista mal intencionado e, com o fim claro de lançar factóide para criar sensacionalismo, utilizando-se de meu nome e dos meus filhos para tamanha desfaçatez.

    2) A má-fé do jornalista Germano Oliveira e da Revista Istoé é tamanha, que referido profissional – se é que podemos chamá-lo assim, entrou em contato comigo por whatsapp e por e-mail durante a semana e, por escrito, eu comuniquei a ele que esses fatos nunca existiram, que seriam aberrações, mentiras. Mesmo assim, malsinado jornalista publicou histórias para enganar o leitor. Um desserviço ao bom trabalho realizado pela imprensa nacional.

    3) Em primeiro lugar, nunca residi “na Rua Hungria, bairro Jardim Europa”, como afirmou Germano Oliveira. Ali, era meu escritório e, em sendo assim, em horário comercial, meus filhos nunca estariam lá, e sim, na escola.

    4) O Sr. Lucio Bolonha Funaro, foi meu cliente durante praticamente 10 (dez) anos. Em todo esse período, verdade seja dita, frequentou minha residência (que nunca foi no endereço citado na matéria) esporadicamente, para tratar de assuntos relacionados a questões jurídicas, quando as mesmas apareciam após o horário comercial. Jamais faltou com respeito com meus filhos, comigo ou alguém que por ventura tenha encontrado em minha casa.

    5) Nunca vi o Sr. Lucio Bolonha Funaro portando uma arma. Nunca soube se ele sequer teria uma.

    6) Quanto aos depoimentos do Sr. Julio Gerin de Almeida Camargo e a ilusória e absurda conclusão do jornalista de que “a ameaça surtiu efeito”, tenho a ressaltar que suas declarações sempre foram prestadas dentro dos padrões estabelecidos nos acordos de delação premiada. Como já exaustivamente repetido pelo colaborador e pela própria imprensa, havia muito receio do Sr. Julio Camargo em delatar o Sr. Eduardo Cunha, por questões pessoais dele. Jamais influenciei ou influenciaria em qualquer decisão, de nenhum cliente, sobre o que deveria ou não fazer ou falar. É a vida e a liberdade do cliente que estão em jogo. Em um acordo de colaboração, tudo deve ser revelado, sob pena de perder os benefícios almejados. Essas sim, sempre foram minhas instruções como advogada.

    São Paulo, 25 de novembro de 2016.
    Beatriz Catta Preta

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Jornalismo

Morre Fidel Castro

Ex-presidente de Cuba e líder da revolução comunista, Fidel Castro morreu aos 90 anos, anunciou seu irmão, Raúl Castro, na TV estatal cubana nesta madrugada, sem fornecer mais detalhes. O ex-líder governou a ilha caribenha por quase meio século antes de entregar os poderes a Raúl, em 2008.

Ele morreu às 22h29 e o corpo do ex-presidente de Cuba será cremado, “atendendo a seus pedidos”, informou Raúl, na TV estatal. Informações sobre o funeral serão divulgadas em breve. Fidel foi visto publicamente pela última vez foi em 15 de novembro, quando recebeu o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang.

Em abril, Fidel deu um discurso raro no último dia do congresso do Partido Comunista. Na ocasião, ele reconheceu a idade avançada, mas disse que os conceitos comunistas cubanos ainda eram válidos e o povo cubano “será vitorioso”.

Enquanto seus partidários o elogiaram como um homem que havia devolvido Cuba ao povo, seus oponentes o acusaram de suprimir brutalmente a oposição.

Em agosto, a festa de aniversário de 90 anos de Fidel Castro reuniu mais de 100 mil pessoas na capital cubana. Aposentado há 10 anos, o ex-líder era praticamente inacessível. Só recebia visitas esporádicas de personalidades em sua casa em Havana.

A morte de Fidel Castro encerra 60 anos de história, marcada pelo seu desembarque em Cuba com um grupo de rebeldes do México, em 1956, para conduzir os guerrilheiros que derrubaram o ex-ditador Fulgencio Batista, em 1959.

Desde que se viu foi forçado a deixar o poder, em 2006, a principal atividade pública de Fidel Castro foi a publicação de artigos na imprensa cubana. Em março, dias depois da visita histórica de Barack Obama na ilha, ele publicou uma coluna na qual mostrou sua resistência ante a aproximação com os Estados Unidos.

Agência O Globo

Opinião dos leitores

  1. "Hoje milhares de crianças dormirão nas ruas, nenhuma delas é CUBANA"
    Vai em Paz Fidel!

  2. Lula marcou um encontro com Fidel em dezembro espero que ele mantenha a palavra e va se encontrar com ele

  3. Ainda vai ter gente vestindo a camisa desse verme , vermelho. Ele não irá fazer nenhuma falta a humanidade.

  4. Se os Castros fossem bom e se Cuba fosse um Paraiso, Ninguém queria fugir da Ilha de Fidel, Agora esses bando de abestalhados que se dizem da esquerda deveriam aprontar as malas e ir mora em Cuba. Deixem o Brasil esqueçam os EUA e vão morar no Paraiso da Esquerda Revolucionária.

  5. Será recebido pelo velho bandido da esquerda brasileira: Stalin….ainda faltam mais.O time ainda não tá completo.A terra agradece.

  6. Líder de uma era! Responsável pela erradicação da fome e universalização da saúde e da educação num país que estava fadado a ser quintal ianque. Cometeu erros, claro. Mas seus acertos foram maiores. A história saberá, como já o faz, reconhecer a sua importância não só para o povo cubano, mas para o mundo!!! Que descanse em paz!!!

    1. Cuba detinha excelentes indicadores sociais antes da revolução.
      Não era um Haiti, estava mais para um Uruguai.
      Havia prostituição e jogatina? sim… como em grandes destinos turísticos do Mundo. Quem acredita em dados sociais de ditadura merece pastar.

    2. NeoCom, Cuba na época de Fulgêncio era um puteiro dos EUA. Os indicadores sociais de que você fala devem ser dos que se hospedavam nos cassinos montados por americanos, que controlavam o governo usando Fulgêncio como marionete. Fora dos cassinos só havia fome e miséria. A revolução veio de baixo para cima, e não teria ocorrido sem apoio popular. Queira você ou não, Cuba dá a seus moradores saúde e educação de qualidade. Se souberem fazer uma transição para a volta do capitalismo sem gerar muita desigualdade, mantendo-se à esquerda, como a China e a Rússia fizeram, certamente será um país com excelentes indicadores e que proporciona qualidade de vida ao povo.

  7. Fidel Castro foi um grande revolucionário que, infelizmente, para se perpetuar no poder, passou dos limites, cometendo injustiças e se tornou pior do que o famigerado Fulgêncio Batista. Cuba há décadas já deveria ser um país democrático. O poder sem limites corrompe. Os refugiados cubanos comemoram, as famílias dos políticos, gays e demais perseguidos e assassinados também. De qualquer forma, o comandante em chefe foi um ícone da esquerda.

    1. Nobre Lobo,muito bem posta sua opinião,concordo com seu ponto de vista…

  8. Será que os "cumpanheiros " de Natal vão fazer uma vaquinha para irem ao velório? Se forem fique por lá.

    1. ERA LÍDER DOS MAMULENGOS, QUE SE FAZEM DE DOIDO OU NÃO TEM NOÇÃO DO QUE É VIVER EM CUBA.
      A MENTIRA DA PROPAGANDA DA EDUCAÇÃO, QUE NÃO EXISTE ANALFABETISMO: A GRADE DE ENSINO É FUNDAMENTADA NA DOUTRINA IDEOLÓGICA COM LAVAGEM CEREBRAL, NÃO NO ENSINO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
      A MENTIRA DA PROPAGANDA DA SAÚDE: OUTRA BALELA, A POPULAÇÃO PENA PARA TER ASSISTÊNCIA EM UM HOSPITAL, NÃO EXISTE INSUMOS E MUITOS DESCARTÁVEIS SÃO REUTILIZADOS, POIS APENAS OS CAMARADAS DA ELITE TEN ACESSO AO QUE EXISTE DE MELHOR.

    1. Vc sabe o que é fascismo? O lema é 'tudo para o estado, nada contra o estado, nada fora do estado'. Isso se parece mais com liberalismo ou com comunismo, chavismo, socialismo e afins? Vai estudar.

  9. Já vai tarde, depois de tudo o que fez com o povo cubano. Parece até que o satanás estava esperando a promoção do Black Friday para leva-lo, poderia ter aproveitado o embalo e levado alguns pseudo comunistas que temos em Natal que só sabem fazer baderna nas ruas.

  10. O Satanás munca esquece os seus filhos. Demorou mas chegou! O inferno está em festa! Só falta agora vir buscar o irmão.

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Política

Renan diz que alegações de Calero sobre caso Geddel ‘não afetam’ Temer

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou esta sexta-feira uma nota, assinada pela assessoria de imprensa, na qual avalia que as alegações do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero sobre o episódio envolvendo o agora ex-ministro Geddel Vieira Lima “não afetam” o presidente da República, Michel Temer.

Para Renan, é necessário “ultrapassar falsas polêmicas” e “assegurar a união em torno de uma agenda, sob o risco de esgarçamento da crise econômica com imprevisíveis desdobramentos sociais”.
Ele afirmou que poderá cancelar o recesso de fim de ano para acelerar a votação de matérias importantes. “Se necessário, o recesso parlamentar de fim de ano será cancelado para viabilizar essa agenda de desenvolvimento no país”, disse.

Em depoimento à Polícia Federal, Marcelo Calero afirmou que se sentiu “enquadrado” pelo presidente para que encontrasse uma “saída” para que fosse autorizada a continuidade da obra de um edifício em Salvador no qual Geddel comprou um apartamento.

Em resposta, o porta-voz do Planalto, Alexandre Parola, disse que Temer procurou Calero para resolver o “impasse” entre os ministros. Nesta sexta, Geddel pediu demissão do cargo.

“As alegações do ex-ministro da Cultura não afetam o presidente Michel Temer, que reúne todas as condições para levar adiante o processo de transição. As mexidas ministeriais tampouco afetarão o calendário de votações do Senado, que inclui a PEC do limite de gastos e o projeto de abuso de autoridades”, diz a nota de Renan Calheiros.

Renan afirmou, ainda, que, além da PEC do teto, estão na pauta do Senado propostas necessárias, na visão dele, para a recuperação da economia do país e para a geração de empregos, como o projeto que regulamenta as terceirizações.

“O presidente Renan Calheiros entende que o momento é de ultrapassar falsas polêmicas e assegurar a união em torno de uma agenda, sob o risco de esgarçamento da crise econômica com imprevisíveis desdobramentos sociais”.

Opinião dos leitores

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Política

Justiça intima Pezão a esclarecer pessoalmente isenção fiscal a joalheria

A juíza Fernanda Rosado de Souza, da 3ª Vara da Fazenda Pública, intimou hoje (25) o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para que explicar esclarecimentos a respeito do benefício fiscal dado este ano retroativo a 2013 para a joalheira Sara Joias. A juíza deu prazo de 48 horas para a prestação de esclarecimentos. A assessoria do governador Pezão não se manifestou sobre a decisão da Juíza.

No dia 24 de outubro, a mesma vara proferiu liminar que congelava a concessão de isenções fiscais até que o governo estadual detalhasse os benefícios para elucidar se as isenções haviam contribuído para a crise financeira no estado. Entretanto, nos dias 4 e 18 de novembro, o governo publicou no Diário Oficial portaria com retificações do regime tributário especial à joalheria. Em portaria anterior, com data que antecede a determinação da Justiça, limitava a concessão do benefício a 31/12/2015. A data foi retirada, sem encerramento da benesse fiscal, na portaria mais recente. Se ficar provado que houve desobediência, Pezão pode ser multado em R$ 20 mil.

No processo (0334903-24.2016.8.19.0001), é pedido que a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado apure se a isenção fiscal fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e se Pezão incorreu em crime de desobediência à ordem judicial. A Juíza também determinou a apreensão dos autos do processo administrativo que aprovou o benefício fiscal.

Hoje também o desembargador Cláudio Mello Tavares, da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou que a Secretaria Estadual de Fazenda informe sobre isenções fiscais dadas a pessoas jurídicas nos últimos dez anos.

A liminar foi dada com base em mandado de segurança impetrado por um grupo de deputados estaduais depois que a secretaria recusou-se a prestar esclarecimentos sobre a relação das pessoas jurídicas que obtiveram benefícios fiscais desde 2008. O órgão também não forneceu informações sobre isenções tributárias concedidas. Os parlamentares informaram que uma auditoria feita pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro constatou que foram concedidos, entre 2008 e 2013, R$ 138 bilhões em benefícios fiscais para empresas que atuam no estado.

Na decisão o magistrado determinou que o governo do estado divulgue imediatamente as informações solicitadas pelos parlamentares. “Considerando a gravíssima crise financeira por que passa o estado do Rio de Janeiro, bem como o fato notório de que as concessões não se restringem às empresas que estruturam a economia, adequada se revela a pretensão dos impetrantes, que objetivam o imediato acesso às informações para que sejam adotadas providências urgentes que se justificam pelo colapso financeiro que vem dificultando o atendimento às necessidades básicas dos cidadãos”, declarou Mello Tavares.

O pedido de informações encaminhadas pelo grupo de parlamentares foi feito em março deste ano e recebeu a resposta negativa em agosto. Ainda segundo o desembargador, a divulgação dos nomes não significa quebra de sigilo fiscal previsto no Código Tributário Nacional, como alegado pela secretaria, sob a justificativa de que se tratava de informações fiscais de natureza sigilosa de contribuintes. “Não acarreta a divulgação de dados particulares e sigilosos relacionados às pessoas jurídicas, não se configurando, assim, a violação ao referido dispositivo legal” disse o relator na decisão. “A receita tributária, como se sabe, integra o patrimônio público e, por tal razão, o Executivo não pode renunciar às mesmas sem adotar a transparência e a publicidade necessárias à prática de tal conduta”, disse o desembargador, ao ressaltar que um dos papeis do Poder Legislativo é o de fiscalizar as ações do Executivo.

A assessoria do governador Pezão também foi procuradada não se manifestou sobre o assunto.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Bandido da pior espécie…Graças aos vários deuses que foram venerados até hoje, apareceu o competente, o JUIZ, o homem de caráter, Sérgio Moro!

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