As autoridades gregas e europeias acertavam neste domingo os últimos detalhes para a operação que expulsará a partir desta segunda-feira centenas de migrantes para a Turquia em cumprimento de um polêmico acordo entre a União Europeia e Istambul.
Os responsáveis gregos não explicaram os detalhes da operação, que terá início na manhã de segunda-feira desde a ilha de Lesbos, atual abrigo de 3.300 refugiados, segundo números oficiais.
Ainda é possível que a operação se estenda a outras ilhas do Egeu com grande fluxo migratório, como Quios, onde, neste domingo, chegaram agentes da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (Frontex), indicou um jornalista da AFP instalado no local.
A agência de notícias estatal grega ANA afirmou, sem ser desmentida pelo governo, que aproximadamente 70 migrantes seriam devolvidos para a Turquia entre segunda e quarta-feira, a primeira onda de deportações desde que o acordo entre UE e Turquia entrou em vigor.
Segundo a ANA, os migrantes serão enviados desde a ilha de Lesbos até o porto turco de Dikili, para o que a Frontex havia fretado dois barcos turcos.
Fontes policiais em Lesbos explicaram, neste domingo, que haviam registrado uma série de demandas de asilo de última hora de migrantes e refugiados que queriam evitar a expulsão.
O acordo entre UE e Turquia prevê que todos os migrantes que chegassem à Grécia depois de 20 de março poderiam ser devolvidos à Turquia, embora a normativa contemple a obrigação das autoridades em examinar a situação caso por caso.
Muitos dos que chegaram recentemente à Grécia se queixaram de não haver tido tempo e acesso suficientes para completar o procedimento de demanda de asilo.
Do outro lado do Egeu, a Turquia prepara dois centros de registro para os migrantes que chegarão ao país a partir de segunda-feira, enquanto o Crescente Vermelho espera abrir um campo de refugiados para cinco mil pessoas na cidade de Manisa, segundo a mídia turca.
O acordo polêmico entre UE e Ancara prevê que a Turquia acolha novamente, a partir de segunda-feira, migrantes expulsos da Grécia. Ademais, para cada sírio expulso para a Turquia, a UE aceitará um, dos 2,7 milhões de refugiados dessa nacionalidade que se encontram em território turco, até um máximo de 72 mil pessoas.
A aplicação deste acordo, muito criticado pelas organizações humanitárias e pela ONU, procura frear o fluxo migratório no mar Egeu, por onde chegaram mais de 150 mil pessoas desde o início do ano e 850 mil em 2015, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A Anistia Internacional acusou, na sexta-feira, as autoridades turcas de expulsarem diariamente “uma centena de crianças, mulheres e homens sírios para a Síria”, demonstrando, assim, “as terríveis falhas do acordo entre UE e Turquia”.
“As deportações coletivas que não examinam os direitos individuais daqueles que se proclamam refugiados são ilegais”, indignou-se o responsável pelas migrações da ONU, Peter Sutherland.
O presidente austríaco se mostrou cético sobre o poder real do acordo para deter o fluxo migratório e mostrou sua preocupação com o estado de direitos humanos na Turquia.
“Há muitas coisas acontecendo na Turquia neste momento que não nos agradam”, disse a uma rádio austríaca.
Atualmente, cerca de 52 mil refugiados e migrantes se encontram na Grécia, segundo dados do governo.
A União Europeia também deve revelar, nesta semana, seu plano para revisar seu sistema de asilo, já que a atual normativa de Dublin, que permite o reenvio de migrantes ilegais ao país pelo qual entraram na Europa, demonstrou ser totalmente ineficaz ante o atual fluxo migratório.
ISTOÉ
Vc eu novo presidente do brasil Aécio Neves pode quer mais não esquece dá Bahia vc eu presidente ?
Aécio neves e eu volto na sua campanha eleitoral
Aécio, Marina na hora em que esperamos deles… nada acontece. Politica se aprende hora de começarem como vereadores. PRESIDENTES JAMAIS.