O Corinthians enfrenta um momento delicado em sua administração com o presidente Augusto Melo sofrendo sua primeira derrota no processo de impeachment na noite da última segunda-feira, 27, o que resultou no seu afastamento temporário do cargo.
A decisão final ainda depende de uma votação dos associados do clube, que terão a palavra final sobre o futuro da gestão. Enquanto o processo não é concluído, o vice-presidente Osmar Stabile assume interinamente a presidência.
Ele tem a responsabilidade de convocar uma assembleia extraordinária para que os sócios decidam sobre a permanência ou não de Augusto Melo.
Este procedimento deve ocorrer dentro de um mês, embora o estatuto do clube não especifique um prazo exato para a realização da assembleia.
Quais são as acusações contra Augusto Melo?
O pedido de impeachment contra Augusto Melo está fundamentado em alegações de irregularidades em um contrato de patrocínio com a empresa VaideBet.
Além disso, há acusações de infração à Lei Geral do Esporte e desrespeito ao estatuto do clube. Recentemente, Melo foi indiciado pela Polícia Civil, o que intensificou a pressão por sua saída.
Em resposta às acusações, Augusto Melo afirmou que não pretende renunciar e que lutará para permanecer no cargo. Ele destacou que a votação dos sócios será crucial e que está confiante de que conseguirá reverter a situação a seu favor.
O que acontece se o impeachment for aprovado?
Caso os sócios do Corinthians aprovem o impeachment, uma nova eleição será convocada, mas apenas os conselheiros do clube poderão participar. Se, por outro lado, Augusto Melo decidir renunciar antes da votação, Osmar Stabile assumirá a presidência até o final de 2026.
Durante sua gestão, Melo destacou conquistas como a regularização dos salários dos jogadores e a assinatura de contratos importantes, como o da Adidas. Ele também mencionou a realização de auditorias e o cumprimento de promessas feitas à torcida e ao clube.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (26), em votação simbólica, o projeto de lei que equipara a atuação de milícias privadas e organizações criminosas ao crime de terrorismo. A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), segue agora para análise do plenário, sem passar pelas comissões temáticas.
O texto altera a Lei Antiterrorismo e amplia o conceito do crime para incluir atos de domínio territorial e controle social. O objetivo, segundo Forte, é combater o uso do terror como ferramenta para impor poder paralelo ao Estado, retaliar políticas públicas ou demonstrar controle em regiões específicas.
A proposta também estabelece que as regras da Lei Antiterrorismo devem ser aplicadas a milícias e organizações criminosas envolvidas em atos de terrorismo. Além disso, o projeto prevê o aumento de um terço na pena, atualmente de 12 a 30 anos de prisão, nos casos em que houver sabotagem ou interrupção de serviços públicos, ou infraestruturas críticas por meio de recursos cibernéticos.
Lula vai vetar, a extrema esquerda é parceira do crime organizado e não vai concorda com essa Lei, caso o congresso derrube o veto, o STF tá aí pra dar suporte ao governo Lula.
Os presidentes de 6 centrais sindicais brasileiras divulgaram na segunda-feira (26) uma nota em que criticam a decisão do ministro Wolney Queiroz (Previdência Social) de suspender os conselheiros indicados pelas entidades representativas dos trabalhadores e dos aposentados no CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social). Segundo elas, a medida é “autoritária, antidemocrática e ilegítima”.
O CNPS é responsável por definir orientações amplas e analisar a administração da previdência, bem como examinar decisões relacionadas às políticas da Previdência Social.
Assinaram a nota:
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores);
Miguel Torres, presidente da Força Sindical;
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores);
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil);
Moacyr Tesch Auersvald, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores);
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).
O Ministério da Previdência Social disse, em comunicado, que os conselheiros afastados eram representantes das entidades envolvidas na investigação da PF (Polícia Federal) sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O órgão afirmou ter pedido que as centrais sindicais indiquem novos nomes.
Na nota, as centrais declararam que não houve “qualquer justificativa formal” para o afastamento.
“Trata-se de uma medida autoritária, antidemocrática e ilegítima, tomada à revelia das entidades representativas dos trabalhadores e sem o mínimo respeito institucional. Não houve qualquer notificação formal, publicação de ato normativo ou exposição de motivos. O ministério limitou-se a comunicar por telefone a decisão –um gesto de desprezo pelas representações legítimas da classe trabalhadora”, disseram.
“Não aceitaremos que entidades sérias e combativas sejam tratadas como organizações de fachada. As verdadeiras fraudes devem, sim, ser investigadas e punidas com rigor –mas é inadmissível que, sob esse pretexto, se criminalize todo o movimento sindical dos aposentados e trabalhadores”, lê-se na nota.
Segundo as centrais, o afastamento constitui “um ataque direto à democracia e aos direitos sociais”. Elas pedem que Queiroz reveja a decisão.
“Caso contrário, estará rompendo com o pacto democrático, ao violar direitos constitucionais e comprometer a legitimidade do CNPS como espaço plural de construção das políticas de Previdência Social”, disseram.
O ministro declarou que “a suspensão dos investigados não é um pré-julgamento, mas, ao contrário, favorece que eles possam se defender nos espaços adequados, sem prejuízo aos debates do Conselho”.
Queiroz afirmou querer “um CNPS democrático, amplo, que valorize a pluralidade social e do governo”.
Além do afastamento dos conselheiros, o ministro ampliou a participação de outros órgãos do governo, substituindo parte dos representantes do Ministério da Previdência Social por conselheiros indicados pela Casa Civil, pela Dataprev e pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento.
Confederações que representam o setor privado brasileiro, do comércio à indústria, divulgaram ontem um documento criticando a decisão do governo de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O manifesto faz um apelo para que o Congresso “se debruce sobre o tema e avalie com responsabilidade a anulação do teor do decreto” do governo, apresentado na semana passada.
O texto afirma que “a decisão gera imprevisibilidade e aumenta os custos para produzir no país”, o que reforça a pressão de parlamentares da oposição sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para colocar em votação um decreto legislativo para anular a medida do Executivo. Tributaristas avaliam que alguns pontos da decisão do governo podem ser questionadas por empresas na Justiça.
As entidades empresariais signatárias do manifesto são a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).
O manifesto foi publicado na noite de ontem, no fim de um dia de alta tensão na relação entre o Executivo e o Legislativo. Quatro dias depois de o governo anunciar um aumento no IOF, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou ontem a medida ao dizer que o país “não precisa de mais imposto” e que vai discutir com líderes partidários, em reunião na próxima quinta-feira, pedidos da oposição para revogar o decreto do governo que prevê novas alíquotas de IOF.
Ele ainda rebateu declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, feitas em entrevista ao GLOBO publicada no domingo, na qual ele afirmou um ajuste das contas públicas “depende mais do Congresso” do que do Executivo.
Motta contra-atacou dizendo que “quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor”, e acrescentou que o governo “não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar”.
Além da reação pública do presidente da Câmara, a oposição no Congresso apresentou ontem novos projetos de decreto legislativo (PDLs) para derrubar o aumento do IOF. Até agora, são sete propostas protocoladas por deputados de PL, Novo, União, MDB e Solidariedade, todos de oposição. Entre eles, Marcel Van Hattem (Novo-RS), Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE).
Reação à entrevista de Haddad
As declarações de Motta foram publicadas em suas redes sociais, no dia seguinte à entrevista em que Haddad responsabiliza o novo arranjo institucional — que chamou de “quase parlamentarismo” — pelas dificuldades do governo em avançar com medidas de ajuste fiscal.
Na quinta-feira, Haddad, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e outros integrantes da equipe econômica anunciaram um congelamento de gastos a ordem de R$ 31 bilhões e o aumento do IOF em algumas situações, como tomada de crédito para empresas, transações cambiais e gastos com cartões em compras internacionais.
Inicialmente, o governo previa arrecadar R$ 20 bilhões neste ano com as mudanças, que já estão em vigor. Mas, algumas horas depois do anúncio, no mesmo dia, o governo revogou o IOF que havia sido apresentado para aplicações em fundos nacionais fora do Brasil, para escapar da interpretação no mercado de que se tratava de uma tentativa de controle de saída de capital. Ou seja, retomou a alíquota zero para esse caso.
Nos outros, ficou mantido o IOF maior. Porém, o governo ainda não divulgou as estimativas de receita com as mudanças.
No manifesto publicado ontem, as entidades afirmam que o aumento do IOF vai elevar os custos das empresas e dos negócios com operações de crédito, câmbio e seguros em R$ 19,5 bilhões só este ano. Para 2026, elas preveem uma alta nos custos de R$ 39 bilhões.
O texto ressalta que “a medida encarece o crédito para as empresas, ao elevar a carga tributária do IOF sobre empréstimos em mais de 110% ao ano”. E prossegue nas críticas acrescentando que o aumento do IOF no câmbio, por exemplo, provocará impacto na importação de insumos e máquinas e equipamentos, tirando incentivos ao investimento privado e à “modernização do parque produtivo nacional”. O manifesto também critica a tributação sobre títulos de previdência privada VGBL.
No manifesto de ontem, as confederações afirmam que “iniciativas arrecadatórias, com aumento de impostos, impactam negativamente a construção de um ambiente econômico saudável. O IOF, aliás, é um imposto regulatório, e não arrecadatório. É preciso enfrentar os problemas crônicos do Orçamento para acabar com a contínua elevação de impostos. Construir um desenho institucional mais eficiente é a forma certa de garantir o equilíbrio fiscal, reduzir o enorme custo tributário que trava o crescimento do país e garantir previsibilidade para investidores.”
As entidades ressaltam que o Brasil “ostenta uma das maiores cargas tributárias do mundo” e que é preciso assegurar que o aumento da arrecadação se dê graças ao crescimento da economia, não com mais impostos. O texto conclui afirmando que “é hora de respeitar o contribuinte”.
Estatais federais e entidades do Sistema S patrocinaram eventos que promoveram o presidente Lula (PT), deram palco a ele e atenderam bandeira de campanha do terceiro mandato. A verba bancou atos organizados por associações próximas aos petistas e para conferências prometidas à base do partido.
A lista de eventos patrocinados inclui reuniões que o presidente costuma citar como pontos de aproximação do governo com grupos da sociedade civil e movimentos sociais. Um exemplo é a ExpoCatadores, que reúne catadores de materiais recicláveis.
Em 2023, o ato teve patrocínios diretos de BNDES (R$ 200 mil), Caixa (R$ 300 mil), Itaipu (R$ 450 mil), Sebrae (R$ 250 mil) e Conselho Nacional do Sesi (R$ 250 mil).
A ExpoCatadores de 2023 aconteceu em Brasília de 20 a 22 de dezembro. Lula compareceu ao último dia para participar do Natal dos Catadores, ato ao qual costuma ir todos os anos.
Na ocasião, organizadores do evento fizeram reivindicações, deram declarações como “viva o presidente” e se referiram a Lula como uma “esperança para a democracia”. Ao final, o presidente fez um discurso.
Em 2024, o petista se recuperava de uma cirurgia para tratar uma hemorragia intracraniana e não participou do ato. Ele foi homenageado com um vídeo desejando-lhe boa recuperação.
Sebrae (R$ 401 mil), Caixa (R$ 300 mil), Itaipu (R$ 200 mil), Correios (R$ 150 mil) e BNDES (R$ 195 mil) patrocinaram o evento. Além do repasse direto das estatais, em cada ano houve R$ 300 mil da Fundação Banco do Brasil.
Bancos públicos também ajudaram a retomar a realização de conferências com a sociedade civil, prometidas por Lula a movimentos sociais.
A Caixa repassou R$ 300 mil para a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2024. O Banco do Brasil patrocinou a Conferência Nacional de Segurança Alimentar (R$ 150 mil), em 2023, e as conferências de Ciência, Tecnologia e Inovação (R$ 1 milhão) e de Cultura (R$ 1,5 milhão), em 2024. Lula discursou em dois desses eventos: no de cultura e no de ciência.
As conferências, marcas dos primeiros mandatos de Lula, são organizadas com a justificativa de levar ao governo propostas da sociedade civil. O petista mencionou esses atos nos primeiros e nos últimos dias de sua campanha eleitoral.
“Realizamos [nos governos anteriores] 74 conferências em âmbito municipal, estadual e nacional, com participação de milhões de pessoas, para discutir os mais diferentes temas”, disse em maio de 2022, no lançamento de sua chapa com Geraldo Alckmin (PSB). “Vamos precisar convocar tudo outra vez.”
Logo depois de vencer o segundo turno, ele voltou a defender as conferências.
Lula também discursou nos atos de 1º de Maio das centrais sindicais, tanto em 2023quanto em 2024. As duas edições tiveram patrocínios do Conselho Nacional do Sesi. Os contratos foram de R$ 600 mil e de R$ 500 mil, respectivamente.
De acordo com o site da entidade, quem captou os recursos foi a CUT (Central Única dos Trabalhadores). A organização sindical tem relação estreita com o PT de Lula.
Empresas dizem que patrocínios seguem rito
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência afirmou que a diversidade de atividades do presidente “implica, naturalmente, em diferentes maneiras de custear a infraestrutura e os serviços envolvidos”. Segundo a pasta, há processos de contratação e transparência quando esses eventos são financiados por órgão do governo federal.
A Secom também afirmou que tem a responsabilidade de supervisionar a instância que valida os patrocínios em órgãos federais.
Segundo a nota enviada, “não há que se confundir as competências institucionais da Secom com ingerência na política de empresas estatais ou sobre execução orçamentária ou estratégias específicas de patrocínio, que são definidas de forma autônoma por cada empresa”.
O Conselho Nacional do Sesi disse que tanto a ExpoCatadores quanto o 1º de Maio proporcionaram visibilidade institucional. Além disso, afirmou que não houve nenhuma solicitação do governo federal para os patrocínios.
O Sebrae declarou que seus patrocínios cumprem regras e são publicados em ferramentas de transparência. Também afirmou que sua política de apoio a projetos é coerente com a missão de promover o desenvolvimento de pequenos negócios.
A Caixa afirmou que seus patrocínios são selecionados de acordo com o planejamento estratégico, observando os limites legais. As restrições e pré-requisitos para as contrataçõestambém estão em instrução normativa da Secom, disse.
O BNDES afirmou que tem estratégia de patrocínios diversificada. “O patrocínio à ExpoCatadores se enquadra nos projetos de inclusão produtiva e fortalecimento da economia circular.”
Itaipu declarou que já havia patrocinado a ExpoCatadores em 2016 e 2017. Também afirmou que tem ações relacionadas a catadores de material reciclável e gestão de resíduos sólidos e que o patrocínio está nesse contexto. Disse ainda que os apoios foram aprovados depois de análise técnica.
Os Correios afirmaram que todos os seus patrocínios têm rigorosa análise técnica, jurídica e administrativa e que negocia sua participação em eventos de forma a maximizar resultados.
O Banco do Brasil disse que seus patrocínios fazem parte de estratégias de visibilidade e posicionamento de marca. Segundo a estatal, essa estratégia é orientada por dados e “baseada nas melhores práticas de mercado”. A Fundação Banco do Brasil afirmou que o patrocínio à ExpoCatadores está de acordo com seu plano estratégico.
A CUT declarou que o evento de 1º Maio tem atividades culturais, educativas e de lazer, que são viabilizadas pelos patrocínios. A central sindical também disse que sua proximidade com o governo não influi na obtenção de financiamentos.
Quando Bolsonaro fazia isso tava tudo bem… os cometários eram: Esse é meu presidente. É isso ai meu mito… mas agora os mesmos que diziam isso criticam… e assim segue o Brasil.
Pouco mais de um mês após a operação que revelou um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o governo federal ainda patina e enfrenta dificuldades para implementar um plano de devolução dos valores retirados de forma indevida.
Um dos principais entraves é a falta de clareza sobre o tamanho exato do rombo causado pelas fraudes e sobre quando começará o ressarcimento integral dos aposentados e pensionistas prejudicados.
Até o momento, o governo confirmou apenas o reembolso referente aos descontos feitos na folha de abril. No entanto, muitos beneficiários vêm sofrendo descontos há meses, e ainda não há definição sobre a devolução completa das quantias cobradas indevidamente.
Para essa restituição integral, o INSS trabalha em um plano que prevê que as entidades que fizeram os descontos irregulares possam devolver o dinheiro. Nesse cenário, os valores serão liberados diretamente na folha de pagamentos do mês seguinte.
Caso as entidades não consigam comprovar a legalidade do desconto feito e não devolvam os valores, o governo ressarcirá os aposentados diretamente e, posteriormente, buscará recuperar os recursos por meio de ações judiciais.
Em entrevista à CNN na segunda-feira (26), o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, pediu desculpas aos aposentados que foram vítimas do esquema.
“Primeiro tenho um recado geral para todos os aposentados e pensionistas que foram vítimas do golpe e estão nessa situação de insegurança, e não sabem quanto que vão receber: primeiro um pedido de desculpas. O INSS precisa pedir desculpas porque possibilitou que entidades golpistas ingressassem no INSS”, afirmou Waller.
No dia 23 de abril, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que revelou um esquema que pode ter desviado cerca de R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024.
De acordo com as investigações, foram identificados descontos associativos em aposentadorias e pensões que não foram autorizados. Os valores são pagos mensalmente a entidades e sindicatos que representam os aposentados e pensionistas.
Estimativa de aposentados
Para dimensionar o impacto da fraude, o INSS notificou cerca de 9,4 milhões de aposentados e pensionistas que podem ter sido vítimas dos descontos irregulares. A notificação fez parte de um mecanismo lançado pela autarquia que permite aos aposentados e pensionistas contestarem descontos considerados indevidos.
No total, mais de 2,1 milhões de consultas foram realizadas e mais de 2 milhões de pessoas não reconheceram os descontos das associações e pediram reembolso desse dinheiro.
No entanto, esses números podem ser ainda maiores, já que as contestações foram realizadas exclusivamente pelo aplicativo “Meu INSS” ou ligando para o 135.
Para aposentados que não têm acesso a internet ou com dificuldades para acessar o aplicativo, o governo vai utilizar as agências dos Correios para atender os aposentados presencialmente a partir desta sexta-feira (30).
A expectativa é de que o número de aposentados que contestaram os descontos seja aumentado com essa possibilidade de pedir o ressarcimento presencialmente. Segundo Gilberto Waller Júnior, o número de aposentados que foram vítimas do esquema pode chegar a 4,1 milhões.
O gabinete do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), dentro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em Natal, foi arrombado na madrugada desta segunda-feira (26).
Um boletim de ocorrência foi registrado, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do RN.
De acordo com o deputado Gustavo Carvalho, a porta do gabinete que dá acesso ao jardim foi arrombada. Foram levados um computador e uma televisão que ficava na recepção.
Em nota, a Assembleia Legislativa do RN informou que o crime, ocorrido nas dependências da Casa Legislativa, teria sido cometido por um suspeito.
“De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional, o fato ocorreu na madrugada e foi confirmada a participação de um suspeito que teria invadido o local subtraindo objetos do Poder Público Estadual”, informou em nota.
Segundo a ALRN, as câmeras de vigilância registraram a ocorrência e “o caso está sendo investigado pelas autoridades policiais do Rio Grande do Norte”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) ouça o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para esclarecimentos sobre o financiamento do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
Ao acolher o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para instaurar inquérito contra o parlamentar, Moraes solicitou que a PF tome, no prazo de até 10 dias, o depoimento de Bolsonaro, que deve prestar “explicações a respeito dos fatos, dada a circunstância de ser diretamente beneficiado pela conduta descrita e já haver declarado ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano”.
Além de Bolsonaro, o ministro ordenou que a PF ouça deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor da representação que levou a PGR a apresentar a petição.
O ministro determinou que Eduardo Bolsonaro seja ouvido no caso. No entanto, como o parlamentar está nos EUA, Moraes autorizou que ele preste esclarecimentos por escrito.
Além disso, solicitou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, indique quais são as autoridades diplomáticas competentes nos Estados Unidos para comunicar oficialmente o parlamentar sobre a abertura do inquérito.
Inquérito
Ao defender a instauração do inquérito, Gonet destacou que Eduardo tem afirmado publicamente que atua junto ao governo dos EUA para aplicar sanções contra os ministros do STF, a PGR e a PF.
Segundo ele, as ações do parlamentar seriam uma resposta ao que considera ser uma “perseguição política” contra si e contra o pai, apontado em denúncia em curso no STF como líder de uma organização criminosa empenhada em romper com a ordem democrática para permanecer na Presidência, apesar dos resultados das eleições de 2022.
O filho 03 do Bolsonaro se afastou da Câmara em março deste ano e passou a morar nos EUA, onde, segundo ele, denuncia os abusos supostamente cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes. O requerimento da PGR atende a uma representação criminal do também deputado federal Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara.
“As publicações se dão, sobretudo, em postagens em redes sociais, que reverberam em outros canais de mídia, bem como em entrevistas diretas a veículos de imprensa”, escreveu Gonet.
“Há um manifesto em tom intimidatório para os que atuam como agentes públicos, de investigação e de acusação, bem como para os julgadores na ação penal, percebendo-se o propósito de providência imprópria contra o que o sr. Eduardo Bolsonaro parece crer ser uma provável condenação”, concluiu o PGR.
O Grupo Reviver promoverá nos dias 10, 11 e 12 de junho um Bazar Solidário, com produtos doados pela Receita Federal e com o apoio da Caravana Natal Feliz. Estarão disponíveis itens como smartphones, eletrônicos, roupas e perfumes. O evento acontece no Espaço Valéria Calazans, situado à Rua Paulo Lira, 3582, Candelária (atrás do posto de combustíveis Planalto), sempre das 14h às 20h. O agendamento é destinado somente a pessoas físicas e está sendo feito exclusivamente pelo site www.sympla.com.br ou aplicativo Sympla mediante cadastro e pagamento de taxa no valor de R$ 30,00. O valor arrecadado será utilizado para a aquisição de novo equipamento.
Conforme o regulamento do Bazar Solidário, o agendamento será confirmado via email em até 24 horas após a validação do pagamento. O acesso ao local só será permitido aos titulares dos agendamentos com a apresentação da comprovação e documento oficial com foto.
As compras poderão ser realizadas por cartão de crédito em até três parcelas sem juros com parcela mínima de R$ 300,00, débito ou pix. “Nós recomendamos às pessoas chegarem 15 minutos antes do horário agendado. Cada comprador terá o tempo máximo de 45 minutos no local e poderá adquirir até um item da categoria celular, dois itens da categoria eletrônicos, dois itens da categoria perfumes e até cinco itens nas demais categorias”, explicou a presente do Grupo Reviver, Ana Tereza Mota.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sentiu um mal-estar na tarde desta segunda-feira (26), e foi atendido no hospital Sírio Libanês, em Brasília.
Ele apresentou um quadro de vertigem e foi diagnosticado com labirintite. Segundo boletim, Lula passou por exames de imagem e de sangue, todos dentro da normalidade.
Ele já retornou ao Palácio da Alvorada, onde permanecerá em repouso.
O atendimento foi conduzido por equipe médica coordenada pelo professor Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.
“Realizou exames de imagem e de sangue […] todos dentro da normalidade. Já se encontra no Palácio da Alvorada, onde deve permanecer em repouso ao longo do dia”, informa o documento.
Lula deixou as reuniões agendadas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, para ir até a unidade de saúde.
Em nota de esclarecimento, a Hapvida reafirmou seu compromisso com um atendimento humanizado e de qualidade para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), após denúncias feitas por pais.
A operadora informou que suas unidades seguem protocolos assistenciais que garantem acolhimento adequado, com respeito às necessidades individuais. Equipes multidisciplinares atuam de forma integrada para assegurar o bem-estar e a continuidade do tratamento.
A empresa destacou ainda que cumpre as determinações legais e permanece à disposição das famílias para esclarecimentos.
Confira nota completa:
A operadora reforça seu compromisso com um atendimento humanizado, seguro e de qualidade a todas as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As unidades seguem protocolos assistenciais que garantem o acolhimento adequado, respeitando as necessidades de cada paciente.
Equipes multidisciplinares atuam de forma integrada para oferecer um cuidado individualizado, com foco na saúde, no bem-estar e na continuidade do tratamento. A empresa também cumpre, com responsabilidade, as determinações legais aplicáveis a cada caso.
Permanece à disposição das famílias para esclarecimentos e segue empenhada em aprimorar continuamente a assistência prestada.
A primeira-dama Janja e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), dançaram tango com palhaços durante uma agenda conjunta no estado do Ceará, na segunda-feira (26/5).
A dança ocorreu durante a visita de Janja e do ministro do governo Lula ao projeto “Tapera das Artes“, em Aquiraz, cidade localizada na região metropolitana de Fortaleza.
Janja e Camilo acompanhavam sentados uma apresentação do projeto, quando os palhaços tiraram os dois para dançar ao som de violino tocado por outro artista.
A primeira-dama e o ministro da Educação dançaram com os palhaços ao som da música “Por una cabeza (por uma cabeça, em tradução livre)”, do cantor argentino Carlos Gardel.
O projeto visitado por Janja e pelo chefe do MEC atua, desde 1996, no ensino de artes para crianças, jovens e adolescentes. O projeto conta com financiamento via Lei Rouanet.
Em uma ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), foi recuperada, na tarde desta segunda-feira (26), uma quantia de R$ 947.345,00 em dinheiro, furtada mediante arrombamento da agência do Banco do Brasil da cidade de Cabrobó, no sertão de Pernambuco, no último fim de semana.
A abordagem aconteceu no km 112 da BR-226, em Santa Cruz/RN, quando os policiais fiscalizaram um automóvel TOYOTA/COROLLA de cor bege, ocupado por um casal. Durante a vistoria, os agentes localizaram baldes plásticos contendo o dinheiro escondido no interior do veículo.
A recuperação foi possível graças à troca de informações entre as forças de segurança dos estados de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Segundo a PM/PE, o furto foi praticado mediante arrombamento, logo após a realização de uma obra no interior da agência, o que pode ter facilitado a ação criminosa.
Os dois ocupantes do veículo, bem como o montante em dinheiro, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz/RN, onde serão adotados os procedimentos legais.
A atuação conjunta reforça a importância da integração entre as forças de segurança na repressão qualificada à criminalidade interestadual e na proteção do patrimônio público e privado.
O ABC, por meio de nota, repudiou a atuação da equipe de arbitragem durante o empate alvinegro em 1 a 1 contra a equipe do Londrina, no último sábado (25), pela Série C. O clube acredita que foi “absurdamente prejudicado por decisões que comprometeram de forma direta o resultado da partida”. O ABC afirmou que irá realizar uma representação contra os árbritros.
O fato não passou despercebido nem pela equipe de narradores do time adversário que apontou os erros de decisão da arbitragem em dois lances. O primeiro se deu no pênalti assinalado e convertido pelo Londrina. O segundo, no lance que definiria a virada do time potiguar no jogo.
“O ABC consegue anular essa partida no Tribunal”, diz narradores do Londrina após o gol anulado.
Para o ABC, a atitude é “incoerente e inaceitável, especialmente em um jogo que não contou com o recurso da arbitragem de vídeo (VAR)”.
Leia a nota:
“O ABC Futebol Clube vem a público expressar sua profunda indignação e repúdio à atuação da equipe de arbitragem na partida contra o Londrina/PR, realizada neste sábado, 24 de maio de 2025, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), em Londrina (PR), válida pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C 2025.
O Clube foi absurdamente prejudicado por decisões que comprometeram de forma direta o resultado da partida. Um pênalti inexistente foi assinalado contra nossa equipe, e um gol, inicialmente validado pelo árbitro Leonardo Willers Lorenzato e pelo assistente Renan Antônio Angelim Rodrigues, foi posteriormente anulado, em atitude incoerente e inaceitável, especialmente em um jogo que não contou com o recurso da arbitragem de vídeo (VAR).
Tais equívocos evidenciam uma conduta arbitrária e inaceitável, ferindo o princípio da imparcialidade e desrespeitando o esforço, a história e a instituição ABC Futebol Clube. O Clube não aceitará passivamente esse tipo de prejuízo e, por meio de seu departamento jurídico, tomará todas as medidas cabíveis, inclusive com uma representação contra a arbitragem junto às instâncias competentes.
O futebol brasileiro exige seriedade, profissionalismo e respeito a todas as instituições envolvidas. O que ocorreu nesta partida fere os valores do esporte e compromete a credibilidade da competição.
O ABC Futebol Clube seguirá vigilante, atento e combativo, em defesa de sua torcida e de sua história”.
Famílias de crianças autistas seguem enfrentando grandes desafios no acesso ao tratamento que seus filhos tanto precisam.
Nos últimos anos, muitas dessas famílias têm relatado dificuldades junto à operadora Hapvida: desde o descumprimento de decisões judiciais até obstáculos no agendamento e continuidade dos atendimentos essenciais.
Uma das denúncias mais recentes envolve os chamados “agendamentos fantasmas” — situações em que horários são marcados, mas os atendimentos não acontecem. Isso gera frustração, insegurança e sofrimento para pais e mães que já vivem sobrecarregados e lutando, dia após dia, pelo desenvolvimento dos seus filhos.
Além disso, há relatos de falta de profissionais especializados, de estrutura insuficiente e de tentativas de redirecionamento para clínicas que não oferecem sequer o mínimo que as crianças precisam.
Foto: Reprodução
Diante desse cenário, algumas famílias decidiram se mobilizar de forma pacífica, pedindo apenas o que é justo e necessário: respeito, continuidade no cuidado e cumprimento dos direitos garantidos em lei.
Essa não é uma luta contra alguém, mas uma luta por dignidade, por escuta e por compromisso com quem mais precisa.
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26), Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o ex-presidente só “respondia monossilabicamente” após ser derrotado na eleição presidencial de 2022.
“Segunda, logo após as eleições, acho que o último dia ao qual ele foi ao planalto. Ele estava triste, claro, como todos nós. Lembrei ao presidente exemplos como o Nixon, Carter que não foram reeleitos e depois ganharam até mais protagonismo”, disse Queiroga.
“Depois estive com o presidente duas vezes no Alvorada, ele teve um quadro de erisipela, entrou num quadro profundo de tristeza, só respondia monossilabicamente, muito cabisbaixo. Cheguei até a me preocupar. Mas ele como um homem forte se recuperou”, afirmou Queiroga ao ser questionado pelo advogado de Bolsonaro se ele havia mantido agendas pessoais com o ex-chefe do Executivo.
O ex-ministro ainda negou que Bolsonaro tenha citado não ter transição ou estado de exceção durante esses encontros.
“Não, pelo contrário”, disse Queiroga.
Depoimentos
Nesta tarde, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou os depoimentos das testemunhas de defesa dos réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após o resultado da eleição presidencial de 2022.
Comente aqui