Neste domingo completa uma semana do trágico acidente que vitimou o amigo Miguel Josino, na segunda será a missa de 7º dia na catedral metropolitana, mas ainda é difícil acredita na partida de Miguel. Saulo Carvalho nos envia sua “despedida”, ficou muito bom Saulo. Segue:
O Miguel de Todos os Amigos…
Ainda posso ouvir a voz dele dizendo: sen-sa-ci-o-nal! O telefonema sempre atencioso pelas manhãs. O abraço apertado. Os risos fartos no caminho do almoço, os vinhos degustados, as músicas prediletas e as poesias preferidas sempre compartilhadas. É verdade, sim. Ele se foi. Miguel Josino Neto foi “arrancado” de todos nós. Foi meu amigo, sim. Amigo sensível, devotado e incentivador. Esteve comigo num dos momentos mais difíceis da minha vida: o momento da espada cortante da injustiça. Pois bem, ele esteve comigo e, graças a ele, consegui forças para superar o desafio que, como ele dizia se converteu em bênçãos. Na confraria dos vinhos, nos almoços das sextas-feiras ou nas manhãs de sábado em Ary, estávamos sempre juntos. Sorrindo, declamando, vivendo, cantando, semeando sonhos, selecionando canções e falando de livros. Muitos livros. Tantos livros. Vastos livros.
Em 2011, organizamos Marcelo Navarro, Luís Marcelo Cavalcanti, ele e eu, o lançamento em Natal de uma das maiores biografias de Fernando Pessoa em Língua Portuguesa, “Fernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia”, do amigo comum, o advogado pernambucano José Paulo Cavalcanti Filho, na Livraria Siciliano. O quórum não foi dos maiores, porém muito qualificado. Daí por diante estávamos sempre juntos e falando sobre Fernando Pessoa e, quase sempre, nos aprofundando em seu universo interior. Afirmo isto, pois, assim como Fernando Pessoa, Miguel Josino Neto também tinha o seu próprio universo. Um mundo transbordante de alegria, amor, poesia, música, aromas, sabores, lembranças, saudades e ritmos, tão largo como sua humanidade infinita e a sutileza dos seus gestos acolhedores e ternos de bondade.
No dia-a-dia, confidenciávamos segredos do bem e ríamos das peculiaridades do mundo, tão nossas, tão próximas a nós, com a mesma frequência que almoçávamos na Peixada da Comadre, numa terça ou quarta da semana, apenas para atualizar os assuntos e rir um pouquinho, o que já era prenúncio ideal do almoço da sexta, com o grupo completo. Por vezes, ríamos de nós mesmos, com toda a naturalidade, entre uma ou outra música e um caldinho de peixe com pão torrado.
Não declinarei aqui palavras sobre o jurista nato, o advogado talentoso e o procurador de estado respeitado em todo o Brasil. Este lauto papel não me cabe. Que o aproveitem os formalistas e as autoridades no assunto. Deixarei aqui algumas palavras alinhavadas sobre o meu amigo querido, sábio, leal, inesquecível e insubstituível, Miguel Josino Neto.
A “indesejada das gentes”, como dizem os mais antigos de Portugal, chegou cedo para o nosso Miguel. Jamais vi comoção igual no Rio Grande do Norte.
Mesmo à distância. Ele era mesmo único e genuinamente especial. Cada um de nós, de maneira personalíssima ficou órfão da sua amizade tão completa e humanamente acessível. Cada um de nós, familiares e amigos, carregará essa lacuna afetiva para o resto de nossos dias. Tornamo-nos, sem querer, cada qual, menos poeta, menos musical, menos sorridente, menos viajante, menos leitor, menos feliz e, sobretudo, menos gente.
Do meu jeito e modo, na distância das Minas Gerais, com o coração eivado de saudade, me somo à dor e esperança de Seu Sebastião Leite e família, da querida Karla Motta, de Pedro, das suas meninas Marília, Talita, Camila e Rebeca e, até mesmo, do pequeno Bernardo, que chegou há pouco.
Sob inspiração de Miguel Josino Neto e ombreado por toda uma legião de amigos, confrades, colegas, admiradores e alunos, busco encontrar a paz, a conformação e alegria de seguir em frente. Afinal, quis Deus que eu também tivesse um Miguel em casa, o meu pequeno Miguel Carvalho, que crescerá sabendo que seu pai foi amigo de um grande homem, um humanista que sabia viver sua humanidade em plenitude, com todas as suas forças e verve intacta. Um homem verdadeiramente bom e temente a Deus. Este homem carregava seu nome: Miguel. O Miguel de Todos os Amigos…
Não tem quem me faça acreditar que esta figura já estava prevista e a prefeitura fica tirando essa onda agora. Perceba que a arte inicial não tem nada haver com as figuras dos poste, figuras estas que estão bem mais familiarizadas com este novo painel. Portanto aquela arte inicial nunca foi definitiva. Vamos raciocinar meu povo! Sabe de nada inocente!
Paulo, quando eu era pequeno lá em BARBACENA, que tinha um garoto super inteligente como você o povo falava, "QUE MENINO SABIDO".
Anchieta, aprendeu a pilotar avião por lá aos 16 anos, também?
Paulo, quando eu era pequeno lá em Barbacena que tinha um menino super inteligente como você , se dizia "quer menino sabido".
Sou guia de turismo e desta vez ficou bonito. Acho que natal e bela e tem espaco que deve ser melhor aproveitado como o da arvore de mirassol. Natal faz 415 anos e ja esta na hora de programa eventos que levante a alto estima do potiguar ou seja amor a nossa terra.
Quanta diferença!!!
O primeiro painel que foi feito ficou um lixo.
Não sei como puderam aprovar aquela porcaria.
Aos meus desafetos de plantão, que me acham "protótipo de gênio" e "Paulo sabe-tudo", continuo dizendo que este ainda não é o painel ideal, mesmo reconhecendo que é um pouco melhor do que a proposta inicial. Fiz uma crítica construtiva, que mesmo assim desagradou os donos da mais pura e absoluta verdade. Foi um uiuiui danado. Aproveito para pedir desculpas a esses incautos,, porque, nessa crítica, que está aí nos arquivos do BG, para quem quiser ver, uma sugestão minha foi acatada neste novo painel: disse que a foto da Árvore de Mirassol estava com mais destaque do que a do Forte, que poderiam ser remanejadas. Quem olhar as duas peças, agora, verá que isso foi feito. Parabéns, prevaleceu o bom senso. Ou seja: enquanto eu contribuía com conhecimento, outros entraram apenas com pitaco. Como se arte fosse degustação de sorvete: gostei, não gostei; gostei, não gostei… E agora? Bom, só me resta acreditar que realmente eu sou um protótipo de gênio e assumir que eu sou o Paulo sabe-tudo. Desculpa aí.
Isso mostra o quão é incompetente o poder público, pessoas incapacitadas são colocadas em posições de comando e não sabem sequer analisar peças publicitárias.