A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país recuou para 5,2% em outubro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a outubro de 2012, quando registrou 5,3%, o indicador apresenta ligeira queda. A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Com o resultado, a desocupação fica no menor patamar no ano de 2013 e registra o menor valor para o mês de outubro em toda a série histórica, iniciada em 2002. Em setembro, a desocupação ficou em 5,4%, leve recuo diante dos 5,3% verificados no mês de agosto, até então, a menor taxa do ano.
A ligeira queda do desemprego em outubro foi resultado da combinação de um pequeno recuo na procura de emprego com leve crescimento na oferta de vagas. A população ocupação encerrou o mês com alta de 0,4% em relação setembro, enquanto a desocupada ficou 4,4% menor, cerca de 1,3 milhão de pessoas, número considerado estável em relação ao mês anterior.
Já no setor privado, o total de trabalhadores com carteira assinada (11,9 milhões) também não se alterou na comparação com setembro, mas teve alta de 3,6% em relação a outubro de 2012.
– As duas populações, tanto a ocupada como a desocupada, caíram. No mês, houve geração de 85 mil vagas,que não é considerada significativa, e redução de 58 mil postos na população desocupada. A redução da taxa de 5,4% para 5,2% não é queda, mas uma estabilidade. As populações (ocupada e desocupada) estão variando, mas em movimentos que não têm peso significativo – diz Adriana Berinuy, pesquisadora do trabalho e rendimento do IBGE.
O instituto informou ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores recuou 0,1% em outubro em relação a setembro, para R$ 1.917,3 – o mês de setembro teve o dado revisado para R$ 1,919,82. Na comparação com outubro de 2012, quando ficou em R$ 1.883,45, houve alta de 1,8%.
A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em R$ 45,1 bilhões em outubro de 2013, ficando estável em relação a setembro último e subindo 1,4% em relação a outubro do ano passado. Já a massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados (R$ 45,0 bilhões em setembro último) cresceu 0,5% frente a agosto de 2013 (R$ 44,8 bilhões) e subiu 1,2% comparada a setembro de 2012 (R$ 44,5 bilhões).
O Globo
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