Economia

Camex zera tarifa de importação de mais 65 produtos de combate à covid

Mais 65 produtos usados no combate à covid-19 tiveram o imposto de importação zerado temporariamente, anunciou nessa 2ª feira (29.mar.2021) o Gecex (Comitê Executivo de Gestão) da Camex (Câmara de Comércio Exterior) do Ministério da Economia. Com a decisão, o número de produtos com isenção tarifária relacionados ao enfrentamento da pandemia subiu para 628.

Entre os produtos beneficiados estão medicamentos para alívio de dor, sedação, intubação e respiração artificial, entre anestésicos, calmantes, analgésicos e antibióticos. A medida também abrange monitores para leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), equipamentos para análise de gases respiratórios e central de monitoração para UTI adulto, além de carrocerias e caminhões-tanque para transporte de cargas perigosas, como oxigênio.

A Camex aprovou a redução temporária em reunião extraordinária, a pedido do Ministério da Saúde. A isenção entrará em vigor um dia após a publicação de resolução no Diário Oficial da União.

A inclusão dos medicamentos na lista de produtos com tarifa zerada teve como base uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) editada em 19 de março, que fixa requisitos para a importação de dispositivos médicos novos e medicamentos identificados como prioritários para o combate à covid-19.

A isenção abrangerá medicamentos nas formas de matéria-prima, produto semielaborado, a granel ou acabado.

A lista de equipamentos médicos foi elaborada pela Seae (Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade) da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia. Formada por itens essenciais para o enfrentamento à pandemia, a relação abrange principalmente itens relacionados ao fornecimento de oxigênio.

Com informações da Agência Brasil

PODER360

Opinião dos leitores

  1. Excelente! Enquanto o governo federal zerado impostos de um lado, do outro os governos estaduais aproveitam, e AUMENTAM!! E ainda dizem que o presidente é genocida, Santa ignorância desses esquerdeopatas

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Política

Em carta, Ernesto Araújo diz ser vítima de narrativa “falsa” e “hipócrita”

De saída do governo federal, o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que foi vítima de uma “narrativa falsa e hipócrita” sobre a atuação para obter vacinas, o que causou sua demissão da pasta nesta 2ª feira (29.mar.2021).

“Ergueu-se contra mim uma narrativa falsa e hipócrita, a serviço de interesses escusos nacionais e estrangeiros, segundo a qual a minha atuação prejudicaria a obtenção de vacinas. Exibi todos os fatos que desmentem tais alegações, mas infelizmente, neste momento da vida nacional, a verdade não importa para as correntes que querem de volta o poder”, declarou.

A declaração está na carta que o chanceler endereçou ao presidente Jair Bolsonaro para entregar o cargo. No texto, Araújo afirma que se deparou com “correntes frontalmente adversas”. “Desse choque, –do qual não posso recuar sem renunciar aos princípios que com o senhor compartilho– surgiu nesses últimos dias uma situação que me torna impossível seguir trabalhando por nossos ideais na posição que neste momento ocupo”, disse.

Nos últimos dias, cresceu a pressão pela demissão de Ernesto Araújo. Senadores pediram a renúncia do chefe do Itamaraty na semana passada. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou a política externa brasileira em discurso em uma sessão da Casa.

No sábado (27.mar), um grupo de ao menos 300 diplomatas do Itamaraty escreveu uma carta com críticas a Ernesto Araújo. No domingo (28.mar.2021), Araújo se indispôs com o Senado depois de declarar que senadores o poupariam de ataques se ele apoiasse a adoção de tecnologia chinesa para a internet 5G no Brasil.

O chanceler disse que a presidente da Comissão das Relações Exteriores no Congresso, Kátia Abreu (PP-TO), pediu a ele um “gesto” em relação ao 5G. A congressista teria afirmado que isso faria dele “o rei do Senado”. A senadora rebateu e disse que o ministro age de “forma marginal”.

Vários senadores criticaram a declaração de Araújo. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a fala do chanceler foi um “grande desserviço”.

Leia a carta de demissão:

No início do mês, Araújo afirmou que há um “esforço deliberado” de opositores do governo para prejudicar a imagem do Brasil no exterior e disse algumas correntes políticas tentam criar uma “obra de ficção” para ser “vendida como a realidade do Brasil”.

Também no começo de março, o chanceler disse a norte-americanos que o aumento de mortes por covid-19 em meio à vacinação contra o coronavírus é “normal” e que o sistema de saúde brasileiro “está conseguindo suportar bem” a pandemia. A declaração foi dada no mesmo dia em que a Fiocruz anunciou o colapso do sistema de saúde, com o pior momento em termos de ocupação de UTIs.

Na carta de renúncia, Araújo afirma que lutou “desde o início pela liberdade e dignidade do Brasil e do povo brasileiro”. “A verdade liberta e a mentira escraviza. Hoje, a mentira é despudoradamente utilizada para um projeto materialista que visa escravizar o Brasil e os brasileiros”, disse.

CARLOS FRANÇA SUBSTITUI

O diplomata Carlos Alberto Franco França substituirá Ernesto Araújo e será o novo ministro de Relações Exteriores. França é assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência e já chefiou o cerimonial da Presidência da República. Apesar de ser diplomata de carreira, nunca foi embaixador no exterior nem ocupou cargos de chefia no Itamaraty.

OUTRAS TROCAS

Nesta 2ª feira (29.mar.2021), houve 6 trocas na Esplanada. Foram feitas mudanças nos ministérios da Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Defesa, Relações Exteriores e AGU (Advocacia Geral da União).

PODER360

 

Opinião dos leitores

  1. O único problema para retirada do ministro Ernesto Araújo foi ele ser contra o 5G chines da Huawei, vários países do mundo não querem por saber que existe espionagem que envolve a segurança do pais, mas o $$ fala mais alto.
    Ernesto Araújo vinha fazendo um bom trabalho, imunizantes não é o problema, estão chegando, o país é o 5º em quantidade absoluta no mundo, exportações para a China continuam e com superávit na balança comercial, não há nenhum embargo internacional.
    Tiraram o Pazzuelo o Ernesto e o próximo quem será ?
    Damares, Ricardo Salles, a deputada bia kicis, querem a volta da roubalheira e do quem dá mais.
    E vender o país para os chineses.

  2. O pior ministro da história do MRE, capacho dos americanos e brigou com nosso maior parceiro comercial (China)

  3. Pior que o Ernesto somente a dinherama que Lula distribuiu pelo mundo sem nenhuma utilidade para o nosso país.
    E ainda tem gente querendo esse SONSO de volta.

  4. É muito mais fácil sair botando a culpa do fracasso nos outros do que assumir a própria incompetência. Esse Ministro engoliu corda dos seus superiores, derrubou pontes diplomáticas estratégicas e hoje o Brasil colhe os frutos desse desmantelo, correndo e se humilhando atrás das vacinas.

    1. Como se fosse só o Brasil que estivesse, correndo atrás de Vacinas…….Sai dessa bolha rapaz.

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Saúde

Brasil totalizou aplicação de 21,2 milhões de doses de vacina até esta segunda-feira

A segunda-feira (29) fechou totalizando 21.209.160 vacinas aplicadas em todo o País até este momento, desde o início da vacinação, em 17 de janeiro, de acordo com a plataforma independente de monitoramento vacinabrasil.org, mantida pela Rice University, de Houston.

Do total administrado, 16.370149 correspondem à primeira dose e outras 4.839.011 a segunda dose do imunizante contra covid-19. Neste momento, 11.531.138 pessoas aguardam a segunda dose da vacina.

O Ministério da Saúde já distribuiu aos Estados, até agora, um total de 34,8 milhões de doses de vacina, das quais 26,6 foram distribuídas e 21,2 milhões efetivamente aplicadas.

O Brasil continua sendo o quinto país do mundo a vacinar sua população, registrando número de imunizantes superior a todos os países da Europa, à exceção do Reino Unido. Apenas Estados Unidos, China, Índia e o próprio Reino Unido, grandes produtores de vacinas, têm número maior de doses aplicadas.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Cai por terra o discurso criminoso da esquerda dizendo que o Brasil não vacina !!! Eles são os verdadeiros negacionista.

  2. Essa narrativa de quantidade de vacinas é hipócrita e só gera desinformação e "infla" o gado… Ora, comparar quantidade de vacinas com países como Israel e Ilhas Seicheles é "brincadeira". O Brasil é um dos países mais populosos do mundo. Só deve ser comparado com que também tem mais de 200 milhões de habitantes, como EUA, Rússia, China, India, Nigéria, etc.
    Outra forma de comparar é a vacinação por milhão de habitantes. Aí papai, estamos lá para a 50º posição. É mole, ou quer mais?

  3. BG e equipe está aí uma ótima informação que nenhuma midia posta, sugiro, se possível, incluir diariamente o número de doses que o governo federal enviou para os estados e o número de vacinados.
    Como você faz com atualização diaria de óbitos.

    Governo federal já distribuiu 34 milhões , porque os governadores e prefeitos guardam 13 milhões de vacinas?
    Depois reclamam que há falta, há falta sim de ação dos governantes estaduais em colocar mais pontos de vacinação para a população, que sofre com filas intermináveis para serem vacinadas.

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Política

Comandantes militares colocam cargos à disposição e descartam golpismo

Os comandantes do Exército, Marinha e Força Aérea decidiram colocar seus cargos à disposição do novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, em uma reunião no começo da manhã desta terça (30). Eles querem acompanhar a saída do general Fernando Azevedo da pasta, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta segunda após seguidas negativas de apoio político ao governo federal.

Segundo um interlocutor de Azevedo, o limite da relação dos dois foi atingido a partir da semana passada, quando Bolsonaro voltou a insinuar que queria o apoio do Exército para aplicar medidas de exceção como o estado de defesa em unidades da Federação que aplicam lockdowns contra a pandemia. A relação entre ambos já vinha desgastada pelo que um aliado do presidente qualificou de falta de apoio político das Forças Armadas, decididas a se afastar dos fardados que ocupam o governo federal.

Para esse aliado, há pouco reconhecimento ao fato de que Bolsonaro trabalhou para manter benesses à categoria com a reforma previdenciária e administrativa das Forças, aprovada em 2019, além de garantir investimentos na maioria dos programas bélicos prioritários.

O problema foi explicitado por Azevedo em sua carta de demissão, na qual omite que foi demitido, mas ressalva que buscou preservar as Forças Armadas como instrumentos de estado —em oposição à ideia bolsonarista de uma milícia de apoio ao governo. O combinado entre os comandantes, que se encontraram com Azevedo e depois fizeram uma reunião, era entregar o cargo conjuntamente. Braga Netto pediu para que eles esperassem e se encontrassem na terça.

Se Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) saírem juntos, isso terá sido inédito. Os dois últimos podem ficar, caso Braga Netto os convença a evitar mais turbulência.

Já Pujol é o único cuja permanência não é especulada por ninguém, dado o grau de animosidade entre ele e Bolsonaro. O presidente já havia tentado tirá-lo do cargo no ano passado, como a Folha revelou.

É uma disputa que vem do ano passado, simbolizada no dia em que Pujol ofereceu o cotovelo a um aperto de mão do presidente. O comandante chamou o esforço contra a Covid-19 de maior missão de sua geração enquanto o chefe promovia aglomerações e falava em “gripezinha”.

Tal diferença se acentuou. Como chefe da Força mais importante, coube a Pujol riscar a linha no chão ao dizer em uma palestra que os militares tinham de ficar fora da política. A crise seguiu com a insistência do general Eduardo Pazuello em se manter na ativa enquanto conduzia a sua criticada gestão no Ministério da Saúde.

Com as novas insinuações de Bolsonaro sobre os usos do que chamou de “meu Exército”, as insatisfações foram transparecendo, como a Folha mostrou na semana passada. Agora, transboradaram.

Em reunião posterior com os integrantes do Alto-Comando do Exército, por videoconferência, Pujol discutiu os cenários. Segundo o pouco que transpareceu até aqui do encontro, as Forças querem dar um recado claro a Braga Netto de que não aceitariam ser usadas por Bolsonaro em qualquer iniciativa golpista.

Uma forma de isso acontecer sem sugerir insubordinação é a costura dos nomes dos novos comandantes. Na FAB e na Marinha a situação é relativamente tranquila, por serem forças de menor peso relativo.

No Exército, o ideal debatido seria a apresentação de nomes com apoio consensual do Alto-Comando e que não fossem muito próximo do bolsonarismo. Há uma questão a avaliar, prezada pelos militares, que é a antiguidade.

Tradicionalmente, o ministro da Defesa apresenta três nomes para o presidente escolher para o comando, todos os mais antigos da Força, e na maioria das vezes o que tem mais tempo de caserna leva.

O mais longevo general de quatro estrelas da ativa é José Luiz Freitas. Um nome com força é o do número 2 da Força, Marco Antônio Amaro dos Santos, e há citações a um fardado que não está entre os três mais antigos, o comandante do Nordeste, Marco Antônio Freire Gomes.

Seja qual for o desfecho da reunião desta terça, o certo é que Bolsonaro contratou uma ameaça de crise militar com sua mudança ministerial desta segunda. E na quarta (31) se completam 57 anos do golpe de 1964, uma data central e sensível do calendário militar brasileiro.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Normalíssimo!! É praxe quando você ocupa Cargos e há troca de Gestores, colocar os Cargos à disposição

  2. Êles sabem que o proximo presidente não serà nem de esquerda,nem de direita,na reta final serà um moderado de direita/esquerda,acho que serà de direita,bom de debate,ou Mandetta ou Dória,Estes extremos são um mal para o Brasil.

  3. A crise de abstinência é grande, e eles agem em todas as esferas políticas, o paí vem crescendo dia após dia, projetos de infraestrutura em todo o país em rodovias, ferrovias, portos , aeroportos, todas as grandes estatais deram lucro, não há roubo no governo, o país é o quinto em vacinacao, não faltam equipamentos médicos nem insumos (os estados tem que informar antes a carência para serem abastecidos).

  4. Que país é este?! A Síria começou assim, com uma familia cheia de sede por poder e vive uma guerra há 10 anos! O Brasil flerta com algo muito perigoso. A pior Democracia ainda é mais desejável que a melhor Ditadura!

  5. A ala militar está acordando. Não querem seu nome atrelado ao genocida. Aos poucos vão se dando conta de que Bolsonaro quer aparelhar as forças armadas em troca delas serem sua milícia particular. Fora os diversos acordos do centrão que na verdade é mais do mesmo.

  6. Na vida militar tem uma máxima que diz, os comandantes passam, mas o comando permanece, ninguém é insubstituível, sempre tem alguém qualificado pra assumir o comando!!🇧🇷🇧🇷🇧🇷

  7. Foram 14 anos de corrupção , o PT destruiu a moral de alguns militares que hoje são contra medidas enérgicas para combater esses desmandos do judiciário e de políticos no Brasil. O verme 9dedos solto está conspirando com tudo para desestabilizar o país , mas Deus é maior e Bolsonaro vai vencer esse verme e seus seguidores doentes.

  8. O presidente é o Cmt supremo das forças armadas, Bolsonaro deu vida aos militares que foram humilhados nos governos do PT, já esqueceram a malfadada COMISSÃO DA VERDADE, colocou um militar como ministro da defesa que antes eram figuras políticas militantes do PT e comunistas. Os militares não tem memória curta e não adianta a Globo, Folha e Estadão querer tentar jogar os militares contra o governo.

  9. Ato normal, o cargo de comandantes das Forças Armadas é cargo político. E como o atual Ministro da defesa é de uma turma posterior ao dos atuais comandantes é comum os demais oficiais mas modernos se afastarem.
    Mais uma vez Bolsonaro tem razão.
    O Véio é Fhoda.
    Tô com o Véio e não abro.

  10. Agora só falta dizer que esses comandantes militares são comunistas, kkk.

    1. Por que não? Pode ter certeza que tem alguns. Inclusive, querendo ser vice de alguns bandidos.

  11. Colocar cargo a disposicao é para ingles ver. Cargos sempre estao a disposição. Conversa mole. Como q para serem exonerados, precisassem colocar cargo a disposicao.

  12. Na sua realidade distorcida, o capitão vê as forças armadas como um bando de jagunços do qual ele pode dispor como quiser. Pele sua tosca formação ele não entende que as FFAA estão a serviço do Estado (que é permanente) e não do Governo (que é transitório).
    O capitão jamais chegaria a General, e em um país adiantado nem sentaria praça.

  13. Um miliciano querendo transformar as forças armadas numa milicia armada propria. Quem diria, a Venezuela é aqui. Para aqueles que pedem golpe militar, cuidado; o golpe pode tirar o presidente, e colocar um general.

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Política

Com trocas, Bolsonaro tenta fidelizar centrão e controlar estruturas para embate com estados

A troca de ministros anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta segunda-feira (29) teve como objetivo fidelizar o apoio do bloco do centrão, diminuir resistências dentro do próprio governo e aumentar o controle sobre estruturas com capacidade de fazer um embate mais assertivo com governos estaduais e municipais.

Ao mesmo tempo em que tentou agradar a sua base aliada, presidente colocou aliados de extrema confiança em três áreas estratégicas: Defesa, Justiça e Advocacia-Geral da União. Bolsonaro tem protagonizado embates com governadores e prefeitos em relação a medidas restritivas para o combate da Covid-19.

Ao todo, foram feitas trocas em seis pastas ministeriais. O bloco do centrão, que já tinha o controle das Comunicações e da Cidadania, agora também chefiará a Secretaria de Governo, responsável pela articulação política. Segundo assessores presidenciais, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) foi sugestão do ministro Luiz Eduardo Ramos para agradar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que se reuniu na manhã desta segunda-feira (29) com o presidente no Palácio da Alvorada.

O esforço do presidente, de acordo com auxiliares palacianos, foi tanto de acalmar os ânimos de Lira, que na semana passada fez um discurso crítico ao Executivo, como o de tentar amarrar o PL em sua candidatura à reeleição em 2022.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou recentemente a integrantes do centrão o interesse em ter como seu candidato a vice-presidente o empresário Josué Alencar, do PL. A entrega de um cargo ministerial à legenda, no entanto, não é considerada por dirigentes da sigla como uma garantia de um apoio em 2022.

Na dança das cadeiras, o presidente demitiu ainda dois ministros que vinham questionando, em caráter reservado, decisões do presidente. Um deles foi José Levi do Amaral que, há meses, já sinalizava a intenção de deixar a o comando da AGU.

Bolsonaro se irritou com o fato de Levi não ter aceitado assinar ação ingressada no STF (Supremo Tribunal Federal) que pedia a suspensão de decretos publicados pelos governos do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul com medidas de restrição para o combate do coronavírus.

No ano passado, Bolsonaro e Levi também entraram em confronto na decisão do presidente de recorrer ao Supremo contra a suspensão da posse de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Na época, o presidente desautorizou o ministro e disse que quem mandava era ele.

A demissão do general Fernando Azevedo do comando da Defesa também se deveu, segundo integrantes da cúpula militar, a desavenças com Bolsonaro. Segundo relatos feitos à Folha, o presidente vinha pressionando o ministro para que as forças militares atuassem contra medidas de lockdown, algo que Azevedo era contra.

Além disso, o presidente defendia, em conversas reservadas, uma troca do general Edson Pujol do comando do Exército, alteração da qual Azevedo vinha resistindo. Segundo militares do governo, Pujol sempre defendeu a independência das Forças Armadas em relação à atual gestão. A expectativa no Palácio do Planalto é que, com a nomeação do general Braga Netto para a Defesa, Bolsonaro terá um controle maior sobre os efetivos militares, sobretudo em sua atuação contra medidas de restrição decretadas por estados e municípios.

A mudança do comando da Justiça também passaria por uma maior ascendência do presidente sobre as forças policiais. Para o lugar de André Mendonça, Bolsonaro nomeou o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.

O nome do delegado da PF foi indicado ao presidente pelo ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), amigo de longa data de Bolsonaro. Além de tentar reforçar a bandeira da segurança pública para a disputa presidencial, a nomeação de Torres passa, segundo aliados do presidente, por uma nova tentativa de Bolsonaro de emplacar Ramagem para o comando da Polícia Federal.

Com Mendonça na AGU, a expectativa do presidente é voltar a contar na estrutura com um nome que não se oponha às suas decisões. Como prêmio de consolação, por ter deslocado Mendonça para uma pasta de menor peso político, Bolsonaro avalia indicá-lo em julho para a vaga no STF a ser aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O CENTRÃO faz com Bostonaro o que fez com Dilma.
    Não vai chegar ao 2 turno.
    De olho no impedimento.
    Chame o Mourão.

  2. Nunca mais vi uma entrevista do general Heleno. Aquele cantor de samba. Se gritar pega centrão….

  3. Daqui a pouco ele (o miliciano) vai colocar o queiroz para ser o min da economia, micheque para min da saúde e Queiroga para min da justiça.
    O posto Ipiranga não chegar em pé na sexta-feira santa.

    1. Chora esquerdopatas 2022 vem ai e nova derrota da quadrilha condenada em 03-instancias.

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Esporte

Maior artilheiro da história do Manchester City, Agüero deixará o clube ao fim da temporada

O atacante argentino Sergio Agüero e o Manchester City optaram pelo fim da longa e vitoriosa relação. O goleador não terá seu contrato renovado ao fim da temporada, segundo informações oficiais do próprio clube inglês. O atual vínculo está perto do fim e o goleador estará disponível no mercado para assinar com qualquer time, de graça.

Hoje com 32 anos, Agüero chegou ao City em 2011, vindo do Atlético de Madrid. Sua contratação pelo time de Manchester se deu em um acordo que também envolveu negociações com a Juventus, da Itália, e com o Barcelona, da Espanha. Ele é o maior artilheiro da história do clube, com 257 gols em 384 partidas. “A contribuição de Sergio (Agüero) para o Manchester City na última década não pode ser subestimada”, declarou Khaldoon Al Mubarak, dono da equipe.

“Seu legado ficará definitivamente marcado na memória de todos que amam o clube, e talvez até naqueles que simplesmente amam o futebol”, disse o dirigente. “Este ainda não é o momento de discursos e despedidas. Ainda há muito a se conquistar no tempo que nos resta, e estamos ansiosos pelos desafios que ainda temos pela frente.”

Agüero tem sofrido com recorrentes problemas de lesões há mais de um ano, tendo sido limitado a apenas oito jogos no Campeonato Inglês nesta temporada, balançando as redes adversárias apenas uma vez. Desde outubro do ano passado, ele foi titular apenas duas vezes. Em comunicado nas redes sociais, o atacante disse que tem ‘uma grande sensação de satisfação e orgulho’.

O Manchester City declarou ainda que Sergio Agüero terá uma estátua inaugurada no Etihad Stadium, ao lado de seus companheiros Vincent Kompany e David Silva. “Também estamos ansiosos a dar a ele uma despedida adequada no fim da temporada”, completou Al Mubarak.

ESTADÃO

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Judiciário

Juizado Federal de São Paulo reconhece prescrição e declara extinta punibilidade de Lula no caso da invasão do triplex

A Justiça Federal em São Paulo rejeitou nesta segunda-feira, 29, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela ocupação do triplex no Guarujá, em abril de 2018, em protesto contra sua prisão. Por unanimidade, a Primeira Turma Recursal do Juizado Especial Federal da 3ª Região reconheceu que as acusações prescreveram em abril do ano passado e absolveu sumariamente (sem análise do mérito) o petista. Como Lula tem mais de 70 anos, em favor dele o prazo prescricional é contado pela metade.

O voto da juíza Flávia de Toledo Cera, relatora do caso, foi seguido pelos colegas Fernando Moreira Gonçalves e Sérgio Henrique Bonachela. A denúncia já havia sido rejeitada pela 6ª Vara Federal em Santos (SP), por ausência de provas, mas o MPF recorreu da decisão.

A denúncia em questão foi apresentada pelo procurador da República em São Paulo Ronaldo Ruffo em janeiro do ano passado e incluiu ainda o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), e militantes do MTST, que viraram réus em fevereiro.

Segundo o Ministério Público Federal, a ordem para ocupação partiu do petista, que teria instigado a invasão do imóvel, e o plano foi ‘organizado e articulado’ por Boulos. “Eu já pedi para o Boulos mandar o pessoal dele ocupar aquele apartamento. Se é meu, ocupem.”, disse o ex-presidente em comício na Praça da República, em São Paulo, no dia 24 de janeiro de 2018 – quase três meses antes da ocupação.

Ao tribunal, os advogados de Lula argumentaram que o trecho de 15 segundos de um ‘longo discurso’ foi usado para justificar um ‘contorcionismo retórico’.

“Os eventos amealhados nos autos dão conta de que o evento ocorrido meses antes no centro de São Paulo sequer é mencionado pelas pessoas identificadas no litoral paulista; estes que compareceram no ato do Guarujá declararam que ficaram sabendo uma dia antes da manifestação; ademais, esclareceram ainda que a manifestação foi convocada para ocorrer de fronte ao imóvel. Logo, em nenhuma medida se pode conferir algum grau de organização e planejamento ao ocorrido, tampouco que o escopo era invadir/ocupar o imóvel”, disse a defesa.

Pivô da condenação do ex-presidente Lula a 12 anos de prisão na Operação Lava Jato, o triplex foi arrematado, em leilão judicial, pelo valor mínimo, de R$ 2,2 milhões. Em abril de 2018, quando permaneceu ocupado pelos manifestantes da Frente Povo Sem Medo e do MTST por cerca de três horas, o imóvel já estava bloqueado, por ordem judicial, a título de reparação dos cofres públicos. O grupo deixou o local pacificamente após conversar com a Polícia Militar.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Aí é uma vara boa!!!!!!!
    Demoram, demoram e no final vai ver que prescreveu…e o prejú que paga??
    A Viúva!!

  2. Os corruptos ganham força e perdem o medo da justiça…Obrigado STF!!! Gilmar Mendes segue fazendo escola…

  3. O cara comanda a maior quadrilha do mundo , quase faliu caixa, BB, correios, Petrobrás, fundos de pensão, e até o BNDES, e ainda vai ser candidato .
    Por isso não saímos do terceiro mundo.

  4. JUSTIÇA DE MERDA NESSE PAÍS, O MAIOR LADRÃO DO MUNDO. SOLTO. É UMA VERGONHA PARA O BRASIL.

  5. Quem tem o minimo de consciência, lembra da Operação Castelo de Areia, Mensalão, Petrolão, Lava Jato e sabe que o Luladrão estava envolvido em tudo, mas nomeou pessoas importantes.
    O Bolsonaro não tem a lábia de ladrão, não tá roubando, mas não faz m bom governo.

  6. Aquele momento que o Brasil é brasileiro, bandido que rouba é herói e quando uma parte de sua população apoia um ladrão e se identifica com ele.

  7. Lula é só um ladrão (e que ladrão) com benefícios de uma justiça desmoralizada do Brasil.

  8. E as máscaras continuam caindo…
    O ex-juizeco ladrão e a quadrilha de Curitiba não conseguiram provar que esse lixo de apto pertence ao Presidente Lula…
    Mas ele falou que não guarda raiva no coração, mesmo depois de perder a esposa, um neto e um irmão…
    O Brasil deve desculpas ao Presidente Lula.

    1. Larga de ser burro e pare de defender ladrão. Está bem claro que Lula charfurdor na lama. Você podia se intitular ZéBurro.

    2. A decisão não diz que Lula é inocente. Houve prescrição do suposto crime por lentidão da nossa justiça. As suspeitas de corrupção persistem.

    3. Deve desculpas por quê?
      Pelo MENSALÃO, pelo PETROLÃO, pelos BILHÕES enviados para países socialista, pela entrega de refinaria de gás para a BOLÍVIA, pelos BILHÕES gastos em COPA DO MUNDO e OLIMPÍADAS que nada deixaram de útil para o país, pelos bilhões relativos à CORRUPÇÃO denunciada.
      Por que mesmo hemmm? Ainda não entendi.

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Educação

Enem: 28 candidatos alcançam nota mil e 86 mil zeram redação

No dia em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) permitiu o acesso dos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 aos resultados de suas provas, também foi divulgado um balanço oficial do teste. No total, de acordo com os dados finais, entre as cinco áreas do conhecimento, a maior média geral foi da Redação, com 588,74 pontos. Entre os mais de 2,7 milhões de textos corrigidos, 28 candidatos obtiveram a nota máxima e mais de 86 mil zeraram a atividade.

No total, foram três temas propostos aos candidatos nesta edição. Na versão impressa, ‘Estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira’ foi o escolhido. Na versão digital, ‘O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil’, e, na reaplicação da prova, ‘A falta de empatia nas relações sociais no Brasil’.

Já entre as provas com questões objetivas, a que teve maior média geral foi a de linguagens, códigos e suas tecnologias, com 523,98 pontos. Matemática ficou com a média geral em 520,73, seguida de ciências humanas, com 511,64 e ciências da natureza, com 490,39.

Para o cálculo das notas de cada área, o instituto adota a Teoria de Resposta ao Item (TRI), um conjunto de modelos matemáticos que permite a comparabilidade entre as edições do exame. Já as redações foram corrigidas uma a uma, por pelo menos dois corretores.

A consulta das notas pelos candidatos que realizaram a prova física, o Enem digital e o Enem PPL – modalidade destinada para pessoas privadas de liberdade – já estão disponíveis na página do participante, que apresentava instabilidade no início da noite desta segunda.

Em meio à pandemia de covid-19, o exame teve abstenção recorde. De acordo com o Inep, dos 5.523.036 estudantes que se inscreveram para a versão impressa do Enem 2020, 51.6% não compareceram. O número foi ainda maior para os 93.079 inscritos na primeira edição do Enem digital, com 68,5% de não comparecimento. Já no exame para adultos e jovens privados de liberdade, no Enem PPL, dos 41.864 inscritos a participação foi de 74,1%.

Do total de inscritos, 4,9 milhões tiveram direito à isenção por algum dos critérios definidos no edital. De acordo com o Inep, devido à pandemia, o órgão garantiu gratuidade automática a todos que se enquadravam nos perfis de isenção da taxa, mesmo sem pedido formal.

No entanto, somente 42% dos isentos compareceram ao exame. Entre os quase 1 milhão de candidatos que pagaram a taxa de inscrição, o percentual de comparecimento foi ainda menor, apenas 25,1% fizeram a prova.

Na reaplicação da prova no Estado do Amazonas devido à crise pela falta de oxigênio para tratamento de pacientes com covid-19, realizada nos dias 23 e 24 de fevereiro, e em duas cidades de Rondônia, a abstenção também foi expressiva. Dos 235.204 inscritos, 72,3% não compareceram.

No balanço divulgado do Enem 2020 ainda consta que 5.787 participantes foram eliminados, sendo 5.505 do Enem impresso, 141 do digital, 16 do Enem PPL e 125 da reaplicação. Seis participantes da versão impressa foram eliminados por não utilizarem a máscara de proteção cobrindo nariz e a boca, desde sua entrada até a saída do local de prova.

De acordo com o Inep, nesta edição do Enem a versão impressa do exame foi aplicada em 1.689 municípios e contou com 14.447 locais de prova. Foram utilizadas 201.380 salas para aplicação do exame. Já o Enem digital foi realizado em 104 municípios em 4.053 laboratórios de informática de 1.028 locais de prova. Já o Enem PPL, mais a reaplicação e a aplicação do exame para os participantes do Amazonas, Espigão D’Oeste e de Rolim de Moura, ambas cidades em Rondônia, foram realizados em 1.503 municípios, em 2.188 locais de prova e 13.568 salas.

Os candidatos podem acessar a página do participante com o login gov.br, um acesso único a diversos serviços digitais do Governo Federal. Em caso de dúvidas ou dificuldades, o MEC disponibilizou um telefone para consultas: 0800 616161.

Os resultados estão divididos entre as cinco áreas do conhecimento: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Redação.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

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Meio Ambiente

EUA dizem que só mandam dinheiro após Brasil reduzir desmatamento ilegal

O governo de Joe Biden tem cobrado o Brasil a assumir compromissos claros e imediatos para combate ao desmatamento ilegal, algo que os americanos esperam ver no encontro de líderes internacionais para discutir a pauta climática em abril. “Os níveis altos de desmatamento, na verdade, persistem”, disse integrante do Departamento de Estado americano em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira.

“Queremos ver coisas tangíveis para aumentar o cumprimento da lei contra o desmatamento ilegal. Queremos ver um sinal político de que desmatamento ilegal não será tolerado. E queremos ver uma diminuição real esse ano, não esperar cinco ou dez anos”, disse, sobre a expectativa do governo americano com o que o presidente Jair Bolsonaro irá apresentar na cúpula de líderes para o clima, organizada pelo governo Biden.

Desde o dia 17 de fevereiro, quando o chamado czar do clima americano, John Kerry, conversou por telefone com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, os times dos dois governos têm dialogado sobre os compromissos ambientais do Brasil. Os EUA tentam negociar em uma postura colaborativa, apesar de Biden ter dito durante a campanha que o País poderia sofrer sanções econômicas caso não se comprometesse com a preservação da Floresta Amazônica.

Nos bastidores, o governo Biden demonstra que os sinais enviados pelo Brasil ainda são insuficientes para inspirar a confiança da comunidade internacional. “Nós não dizemos ‘esse é número para esse ano’ (que esperam de redução do desmatamento), mas temos a visão muito forte de que esse não é um programa no qual não se faz nada por uma década e, de repente, em 2030, faz tudo. Isso não vai funcionar”, afirmou o integrante do governo americano.

O compromisso de zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030 foi firmado no Acordo de Paris, ao qual os americanos voltaram no governo Biden após terem se retirado durante a gestão de Donald Trump.

Desde que Biden tomou posse, o governo brasileiro tem sido pressionado a assumir uma agenda ambiciosa e concreta de proteção da Floresta Amazônica. Biden falou no assunto durante a campanha eleitoral e o governo do democrata trouxe o tema à tona nas três conversas por telefone mantidas entre o alto escalão dos dois países desde o início de março.

Os EUA dizem estar cientes e preocupados com a mudança nas políticas ambientais no governo Bolsonaro e afirmam que o País precisa mostrar consistência na redução do desmatamento, algo que não aconteceu no passado recente. “Se o mundo vai fazer um investimento para ajudar a combater o desmatamento, é preciso criar confiança”, afirmou o integrante do Departamento de Estado.

“Não estamos dizendo como o Brasil precisa agir. Essa é, claro, uma decisão soberana. Mas nos parece que há medidas que precisam ser tomadas. O que buscamos é clareza”, disse nesta segunda-feira a fonte da diplomacia americana. “É uma questão de construção de confiança. O mundo vai olhar e entender que o Brasil está avançando? Ou não de verdade e não muito?”, afirmou.

O governo Bolsonaro tem dito explicitamente que espera que nações ricas, como os EUA, ofereçam contrapartida financeira pelo compromisso com a preservação da Amazônia. O time de Biden considera que há três frentes de apoio financeiro. O primeiro através de parcerias pontuais e auxílio técnico usando o USAID, por exemplo, o que já é feito.

O segundo é o pagamento baseado em resultados. “Os noruegueses, os alemães, o Reino Unido começaram a examinar isso com bastante seriedade. O que diz essencialmente é que se o Brasil puder reduzir seu desmatamento, e puder demonstrar que este tem sido um mecanismo eficaz para evitar o corte de árvores, então haveria pagamentos da comunidade global. Pagamentos sobre os resultados, não pagamentos adiantados, mas pagamentos quando virmos essas mudanças”, afirmou a fonte do Departamento de Estado americano.

Mas os americanos concordam que, para atingir essas mudanças, é preciso de recursos adicionais. “Estamos analisando como combinar essas duas coisas. Pagamentos podem vir de países. Os EUA poderiam colocar algo. Mas parte do apoio pode vir tanto do setor público como privado”, afirmou.

A ideia de “reunir o mundo” para criar um fundo para a Amazônia, como proposto por Biden durante a campanha eleitoral, está em discussão no Tesouro Americano. Em debate eleitoral no ano passado, o então candidato democrata falou em um fundo de US$ 20 bilhões para preservação da floresta. O plano deve levar mais de um mês para ficar pronto, então não deve ser anunciado formalmente na reunião de abril.

O encontro dos dias 22 e 23 será online. Não há previsão até o momento de reunião virtual bilateral entre Bolsonaro e Biden na ocasião.

Os americanos têm ressaltado que a forma de agir é uma decisão soberana do Brasil e que não há previsão de imposição de sanções econômicas, por parte do time de Biden. “Não significa que nunca iremos considerar sanções, mas não é o ponto de partida de nossa conversa”, afirmou oficial do Departamento de Estado. O governo Biden tem frisado ao Brasil, no entanto, que o País pode perder investimentos e espaço como exportador se não mudar de postura, pois países e empresas têm buscado fazer contratos com nações alinhadas com compromisso ambiental.

“Não estamos presumindo que esta seja uma agenda dos EUA. Isso tem que ser do Brasil, tem que ser dentro do contexto da soberania brasileira. Mas pessoas de fora podem ajudar? Achamos que a resposta é sim. E se pudermos fazer isso e evitar o desmatamento, acreditamos que seria uma vitória para todos”, afirmou o americano, sobre a posição dos EUA no diálogo com o Brasil.

Entre as medidas concretas para alterar o ritmo de desmatamento, os americanos esperam ver a melhor e o aumento na fiscalização, a distribuição de competências também para governos estaduais e locais, além do engajamento com comunidades indígenas da região. Além da pressão sobre a atividade ilegal, os americanos dizem que é preciso trabalhar com a comunidade local para oferecer incentivos ao cumprimento das leis ambientais.

A possível troca no comando do Itamaraty não é vista, na chancelaria americana, como um fator de mudança na relação entre os países. O ministro Ernesto Araújo, que pediu demissão nesta manhã, já defendeu nos EUA ideias completamente contrárias aos princípios do governo Biden. Em 2019, Araújo comparou, em palestra em Washington, o que chamou de “climatismo” e “alarmismo climático” com um sistema de “justiça stalinista”.

O governo Biden, no entanto, diz que a conversa sobre meio ambiente é de interesse dos dois países e que a relação não deve ser alterada. “Eu não acredito que isso vai afetar fundamentalmente nossa interação. É uma conversa de país para país. É certamente muito afetada pelos indivíduos, mas vemos muito como uma conversa que nós e outros no mundo queremos manter com o Brasil”, afirmou o integrante do Departamento de Estado.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Impressionante que em nenhum outro lugar do mundo existe uma ingerência global em torno de uma soberania nacional como a Amazônia. Fiquem com o dinheiro de voce e nos ficaremos com nossa floresta e mais na frente veremos quem estará mais bem posicionado

  2. NÃO ao desmatamento ilegal; Duas vezes NÃO aos pitacos do sr. Biden em assuntos internos do Brasil.

  3. Entao vão mandar nada não. E agora qual país do mundo nos protegerá contra os comunistas americanos.

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Saúde

Cientista da USP desenvolve máquina que tira oxigênio da água

Um respirador artificial autônomo, de cerca de 80 cm x 40 cm e um metro de altura, pode suprir uma das lacunas existentes hoje no enfrentamento da pandemia de coronavírus no Brasil: o abastecimento de oxigênio a pacientes de covid-19 em comunidades isoladas do País. A máquina, cujo projeto já foi aprovado na Fapesp, está em desenvolvimento nos laboratórios do Instituto de Química de São Carlos, da USP, pela equipe do professor Germano Tremiliosi Filho, do Departamento de Físico-Química.

“Ligando o aparelho na tomada, você vai respirar com o oxigênio que o equipamento produzir. É importante a gente desenvolver alternativas”, afirma Tremiliosi em entrevista ao Estadão. “Você só abastecerá a máquina com água. Essa água será transformada em oxigênio. A água sofrerá uma eletrólise, vai se dividir em oxigênio e hidrogênio. O oxigênio vai ser purificado no sistema. Por eletrólise, o oxigênio é bem puro, não tem (elementos) particulados.”

Para ser produzida em escala industrial, no entanto, essa máquina autônoma deve ser submetida a etapas burocráticas empresariais que levam de 6 a 8 meses. “Precisamos abrir uma empresa”, afira o inventor. O resto está pronto: “Funciona. Os eletrodos são diferenciados, operam em conjunto com a membrana polimérica transportadora de íons, o sistema é sofisticado, com uma tecnologia avançada”.

Facilidade de abastecimento em comunidades isoladas

O novo equipamento poderia auxiliar no suprimento de oxigênio em comunidades isoladas durante a crise da covid-19. Uma das dificuldades de logística no transporte ocorre porque os cilindros com o insumo são muito pesados – as paredes de aço são muito espessas para conter a pressão do gás. “É como um balão. Se você inflar exageradamente um balão de festas, que tem só uma membrana elástica fina, ele explode porque a pressão dentro é muito maior do que a externa”, explica.

Tremiliosi diz que o oxigênio fornecido aos hospitais deve ter pureza mínima de 99,5%. Meio por cento é composto de outros gases, que não têm efeito nas pessoas. “É recomendado que esse oxigênio não tenha nenhuma matéria sólida, particulados”, explica. O oxigênio industrial seria aceitável com pureza de até 95%. “Também é relativamente puro. Pode ter um pouco de articulados e outros gases, que normalmente são inofensivos. Existe a possibilidade da parte particulada se acumular no pulmão”.

“Quando houve o agravamento de Manaus, eu via cilindros verdes, de oxigênio hospitalar, de alta pureza, junto com cilindros pretos, do oxigênio industrial, de 95% de pureza”, conta. “Lá, a situação estava tão crítica que tiveram que usar mesmo o oxigênio industrial. E, apesar de ter algumas poucas impurezas, é também um oxigênio muito bom. Na emergência, usaram. Mas era uma emergência”.

Oxigênio, para que te quero

Para o pneumologista Paulo Feitosa, da Comissão Científica de Doença Pulmonar Avançada da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a ideia do respirador do professor Germano Tremiliosi Filho é ótima. “É um ventilador que faz as duas coisas ao mesmo tempo: além de produzir o oxigênio, ele ventila. É uma ótima ideia. Nesta situação, é de grande valia”, diz o pneumologista.

Feitosa diz que a natureza oferece no ar 21% de oxigênio e 78% de nitrogênio, num total de 99%. O restante é de outros gases. “Quando você está produzindo oxigênio, significa filtrar, separar os dois gases. Então a gente espera que uma “bala” (cilindro) de oxigênio tenha 99%”.

Quando vão ficando mais velhos, contudo, os aparelhos concentradores de oxigênio fornecem em torno de 95%, 94%, até 92% de oxigênio. “Mas isso é muito melhor do que os 21% da natureza, concorda?”, questiona. Para o pneumologista, “o que é importante ter é a oximetria do paciente para ver se aquele oxigênio foi suficiente para que ele sature em faixa adequada. Se ele saturar acima de 90%, estará razoável, porque acima dos 90% a gente tem certeza de que os tecidos estão sendo oxigenados”.

Se o paciente precisar de fluxo alto, o oxigênio hospitalar é necessários. “Quem precisa de fluxo alto precisa ser monitorados”, afirma. Infectados pelo coronavírus precisam de acompanhamento detalhado nesse sentido: “Pode haver a necessidade de amanhã ele necessitar de um fluxo maior do que o de hoje”.

Como funciona a máquina autônoma de oxigênio

Em material distribuído pelo Conselho Federal de Química, Tremiliosi Filho detalhou o processo de obtenção do oxigênio. Segundo ele, “a composição do ar é 78% nitrogênio, 21% oxigênio e uma mistura de vários outros gases, dentre eles o argônio. Para separar cada componente dessa mistura homogênea, o mais conveniente é fazer uma destilação fracionada. E para que o processo seja mais simples de ser feito, o ar deve estar em seu estado líquido”.

O processo tem início abaixando a temperatura do ar em pelo menos a -200 graus Celsius. Depois, este ar líquido vai sendo aquecido lentamente. “Como o oxigênio, argônio e nitrogênio têm pontos de ebulição diferentes, eles vão sendo liberados em diferentes etapas durante o aquecimento. O primeiro a ser liberado é o nitrogênio, que ao atingir -196 graus Celsius entra em ebulição e passa para o estado gasoso. Este gás é separado dos outros componentes da mistura e tem diversas aplicações, inclusive industriais”, explica o pesquisador. “Enquanto todo o nitrogênio não for liberado do ar, a temperatura permanece constante. Depois de o nitrogênio ser eliminado e a temperatura chegar a -186 graus Celsius, é a vez do argônio entrar em ebulição. Após a etapa de extração do argônio, o oxigênio, que tem a temperatura de ebulição em -183 graus Celsius, é obtido. Ainda restam alguns resíduos da destilação, que são eliminados posteriormente.”

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Tive um professor, do qual não vou citar o nome, que nos anos setenta inventou um carro movido a água. Cruzou o interior do estado nesse carro atestando sua eficácia.
    Bastou uma ligação anônima para a residência dele e o coitado nunca mais tocou no assunto…

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Saúde

Santa Catarina adota protocolo para escolher qual paciente terá prioridade em vaga de UTI

Há mais de um mês com hospitais completamente lotados, a Secretaria de Saúde de Santa Catarina decidiu adotar um protocolo de triagem para decidir quais pacientes com covid-19 que aguardam na fila de UTI serão transferidos e quais vão receber um tratamento paliativo. A expectativa é de que a decisão possa ser seguida nos próximos dias por outras secretarias de saúde, diante da crise.

Santa Catarina vai seguir os critérios da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), da Associação Brasileira de Medicina de Emergência, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e da Academia Nacional de Cuidados Paliativos. As entidades lançaram em maio de 2020 uma lista de recomendações sobre como alocar os recursos a fim de salvar o maior número de vidas,caso fosse necessário fazer escolhas em um momento de esgotamento do sistema.

Na sexta-feira, os conselhos de secretários de saúde estaduais (Conass) e municipais (Conasems) se reuniram para discutir o problema e viram uma apresentação do protocolo pela médica intensivista Lara Kretzer, primeira autora do documento da Amib. Coordenadora da Residência em Medicina Paliativa da Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Direito pela Universidade de Londres, ela está na linha de frente do atendimento aos pacientes com covid desde o início da pandemia e lembrou que essas escolhas já estão sendo feitas diariamente quando há mais pessoas precisando de recursos do que o disponível.

“Recomendamos que as decisões sejam transparentes, com base em critérios elaborados por quem tem expertise técnica e que também passaram por escrutínio de juristas e profissionais de bioética”, explica Lara.

A ideia é que todos estejam sujeitos aos mesmos critérios, de modo a evitar inconsistência ou perda de credibilidade. O protocolo foi enviado aos intensivistas do País, mas o momento pede a adoção pelo poder público. “A gente precisa compartilhar o peso dessa decisão. Ela não pode ficar somente nos ombros dos profissionais de linha de frente que estão super desgastados com a carga de trabalho e com tanto sofrimento e morte. Não é justo que eles tenham de definir isso sozinhos”, diz.

Critérios

“O nosso objetivo é sempre salvar o maior número de vidas. A base da pirâmide é reduzir a transmissão com as medidas de higiene, máscara, distanciamento com rigor dependendo da fase da pandemia. Depois vem ampliar a oferta de leitos, as medidas de contingência. Mas quando isso tudo é superado, como é o caso agora, é preciso acionar a triagem. A gente esperava nunca ter de usar esse protocolo”, afirma.

Lara explica que o primeiro critério observado é o da gravidade da doença aguda, quantos órgãos foram afetados e quão gravemente. Outro fator observado é se a pessoa tem outras doenças de base, crônicas e muito avançadas. “Avaliamos se aquele paciente estaria caminhando para o fim de sua vida antes mesmo da covid”, diz.

O terceiro critério é o de funcionalidade – quão bem a pessoa está fisicamente para aguentar não só a doença como o próprio tratamento em UTI, que é bastante agressivo. “A missão do sistema de saúde é fazer o atendimento centrado na pessoa. No momento em que não podemos atender todo mundo, temos de deslocar a decisão do nível individual para o nível de população. Só vou salvar mais vidas se identificar quem tem mais chance de sobreviver. É uma decisão muito cruel, que vai contra todas as conquistas dos últimos anos.”

Santa Catarina

Dados de Santa Catarina repassados ao Ministério Público mostram que, oficialmente, foram 233 mortes registradas na fila de UTI só em janeiro, fevereiro e março. No Estado, terão preferência aos leitos de UTIs os pacientes que se enquadram na chamada “prioridade 1”: que necessitam de intervenções de suporte à vida, com alta probabilidade de recuperação e sem limitação de suporte terapêutico.

Na sequência, vem o grupo 2, dos que necessitam de monitorização intensiva, “pelo alto risco de precisarem de intervenção imediata, e sem limitação de suporte terapêutico”. Os pacientes com limitações para intervenção terapêutica, com baixa probabilidade de recuperação ou em fase terminal são os que têm menos chances de chegar à UTI. A indicação é encaminhar para cuidados paliativos.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Pois é, as voltas que o mundo dá…
    Santa Catarina berrava aos quatro ventos no começo da pandemia que isolamento era um idiotice, engolindo corda do genocida e se orgulhava de "não ter fechado nada!"
    Infelizmente taí o resultado….

  2. Qdo as autoridades dispersarem as festas, aglomerações e flagrar pessoas sem máscaras na rua, perde mais um tempinho e faz um cadastro dos CPFs delas, qdo esse pessoal precisar, já sade que não é prioridade a passa a vez pra quem quer viver.

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Economia

Mesmo após desencalhe, Brasil pode sofrer com ‘efeito dominó’ de paralisação no canal de Suez

A reabertura do Canal de Suez ao tráfego de navios após seis dias de paralisação deve provocar um efeito dominó com impactos nas cadeias globais de suprimento e efeitos na produção da indústria global, segundo especialistas no setor. O navio Ever Given foi desencalhado nesta segunda-feira (29), reabrindo uma das principais rotas do comércio internacional, mas ainda assim a expectativa é que os fluxos de cargas levem algum tempo para retornar à normalidade.

O encalhe ocorreu na última terça (23). Com 400 metros de comprimento, a embarcação ficou presa na diagonal em um dos pontos do canal que não têm via auxiliar, interrompendo a rota que liga a Ásia e a Europa e provocando uma enorme fila de navios nas duas pontas do canal.

“Apesar de falarmos de região geográfica longe do Brasil, que não é parte de nossas principais rotas comerciais, esperamos impactos indiretos para o país”, diz Lucas Leite Marques, sócio do escritório especializado em direito marítimo Kincaid Mendes Vianna Advogados. “Pelo canal transitam mercadorias que são matérias-primas para insumos mais diversos, combustíveis e outros derivados de petróleo, então uma hora o reflexo vai ser sentido por toda a cadeia econômica”, completa.

Além disso, diz, a interrupção do fluxo sobrecarregou portos europeus e asiáticos que esperavam os navios que passam pela região para escoar suas cargas, com efeitos já sentidos em estradas de acesso e até em indústrias que dependem da rota. “Além de atrasos em toda a cadeia logística, como efeito dominó a gente vê indisponibilidades de contêineres no mercado, o que já foi visto durante a pandemia, aumento de custos das mercadorias e variações nos preços de frete marítimo.”

A interrupção do canal de Suez ampliou os efeitos da pandemia no transporte marítimo global, num momento em que a crise dava sinais de melhora. Desde o segundo semestre de 2020 o setor tenta resolver problemas gerados pela ruptura nos fluxos de comércio no início da pandemia.

Com economias fechadas e rotas marítimas suspensas no primeiro semestre, contêineres e navios ficaram espalhados pelo mundo. O rearranjo foi prejudicado pelo crescimento do comércio de mercadorias e pela elevada demanda por produtos farmacêuticos a partir do segundo semestre.

Como efeito, os fretes dispararam e os contêineres desapareceram. O custo do transporte entre a China e o porto de Santos chegou a bater US$ 9.000 em janeiro, quase cinco vezes a média dos últimos anos, acrescentando um fator adicional de preocupações para a indústria brasileira.

O valor vinha caindo desde então, mas deu um repique após o encalhe do Ever Given, como reflexo dos efeitos do engarrafamento na disponibilidade de navios e contêineres. Na semana passada, o frete entre Shangai e a Europa ficou 2,1% mais caro, na primeira alta desde o final de fevereiro.

O presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, diz que ainda não ouviu relatos de impactos da crise sobre empresas brasileiras que dependem do comércio marítimo de cargas. Mas avalia que pode haver atrasos em entregas e prejuízos financeiros decorrentes da paralisação. “E, num primeiro momento, elevação dos preços do petróleo e dos fretes”, diz, esperando que os impactos sejam pontuais. “Quando o fluxo for regularizado, reajusta-se novamente. Para o Brasil [devem ocorrer] apenas atrasos nas estatísticas.”

Marques, da Kincaid, diz que o mercado segurador global será outro prejudicado, já que proprietários de cargas e seus clientes tendem a acionar seguros por lucros cessantes ou prejuízos à produção provocados pelo atraso ou cancelamento das entregas.

As seguradoras, por sua vez, poderão acionar os responsáveis pelo encalhe, que ainda serão apontados por investigações da autoridade marítima local, para cobrir o prejuízo. “Podemos esperar uma série de litígios ao redor do mundo, em jurisdições diversas, que vão desencadear num pleito enorme frente ao mercado de seguros e, no fim, os prejudicados e seguradores vão buscar remediar seus prejuízos contra o causador do dano”, diz.

FOLHAPRESS

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Saúde

Natura doa R$ 4 milhões para compra de vacina e insumo hospitalar

A Natura&Co vai dar a largada no apoio empresarial para a compra de vacinas contra a Covid no Brasil. A multinacional de cosméticos brasileira assina nesta terça-feira (30) um acordo com a FNP (Frente Nacional de Prefeitos) para doar R$ 4 milhões que devem ser usados na compra de imunizantes, quando houver disponíveis para venda, e insumos hospitalares. A Natura não vai comprar doses para vacinar seus funcionários. O objetivo da doação é atender a saúde pública.​

João Paulo Ferreira, presidente da Natura&Co América Latina, diz que a empresa é contra privilégios de grupos econômicos. “Não conseguiremos avançar como nação se pensarmos só em interesses individuais. Sem a universalização da vacina, condições básicas de atendimento médico e segurança alimentar, ampliaremos o fosso social e as divisões que tornam o país tão desigual e injusto.” ​

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao presidente João Paulo Ferreira e toda sua equipe pelo lindo ato de amor, humanidade, carinho e apoio ao povo brasileiro.
    Parabéns NATURA & CO tenho muuuuito orgulho de fazer parte dessa Empresa com muito orgulho😍👏

  2. #Natura parabéns a natura sempre pronta a judar a população. Deus abençoe muitíssimo
    Eu tenho orgulho de fazer parte dessa empresa🤩👏👏👏❤❤

  3. Boa noite lindaaaaa. Iniciativa da natura se todos os brasileiros fizessem sua parte o Brasil seria bem melhor, o que falta nesse povo é Amor muito amor e Deus no coração 🙏🙏🙏🙏💋💋💋🌹🌹🌹💕💕💕😃

  4. Parabéns ao Presidente da Natura &Com,Sr.João Paulo Ferreira pelo ato de Amor ao próximo e por não pensar de forma egoísta, visando o bem – estar da população brasileira!!!

  5. Parabéns natura, Jesus abençoe e que prospere para sempre ajudar com a humanidade!

  6. Parabéns pelo amor ao próximo. Parabéns por ajudar o país. Sei que a empresa já dou sabonetes álcool em gel. Aquele que nos guarda não dorme nem cochila. A Natura ainda vai mais longe. Com Atitudes como ESSA com o CRER pra VER que ajuda muitas gente. Tem orgulho de vc NATURA.

  7. Que Deus abençoe grandiosamente é um ato de amor e todo mundo importa nesse momento tão crítico que estamos vivendo obrigado ao nosso chefe Bruno Giovanni

  8. Também sou muito grata a Natura e me orgulho de fazer parte dessa empresa tão maravilhosa e generosa

  9. MUITO OBRIGADA PELO NOSSO CHEFE DA NATURA. FICO MUITO FELIZ POR SER UMA CONSULTORA DA NATURA, QUE NESSE MOMENTO TRISTE DA COV19, VAI AJUDAR COM ESTA DIAÇÃO DEUS LHE ILUMINE COM UM GESTO HUMANITÁRIO SÓ GRATIDÃO OBRIGADA

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Cidades

VÍDEO: Secretário do RN diz que tendência é que decreto seja renovado

O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia, disse que a tendência é que o atual decreto relacionado às restrições contra Covid-19 seja renovado. A afirmação foi realizada durante entrevista ao programa Bora RN, da Band Natal.

“Pelo que estamos vendo no país como um todo, a tendência é pela manutenção das restrições até que tenhamos uma ocupação de, no máximo, 80%. Hoje ainda temos uma fila com 94 e 100% de ocupação. Não acreditamos que em oito dias consigamos zerar a fila e baixar essa taxa de ocupação para 80%. Mantendo essas restrições, a gente com dois a três meses, como médio prazo, teríamos uma situação mais favorável da pandemia”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Só uma pergunta 😮 salário dele vai cair na conta todo mês?todos nós sabemos a resposta, falar em fechar tudo com salário em dia é fácil, quem trabalha de dia pra comer a noite fica difícil, muitas pessoas sem ter o que comer ,esse senhor ainda fala em 2 ou 3 meses de restrições, é um brincante,está no mundo de Nárnia, verdade é uma só, não estão nem aí para o povo ,quanto pior melhor para eles

  2. Trabalho com turismo e vou pra 8 meses sem trabalhar juntando o fica em casa do ano passado com esse lockdown desse ano!! Não tenho mais como pagar as minhas contas e impostos como vai ficar sr : secretário a governadora vai criar um auxílio?
    Pois o ano passado que ainda ajudou foi o prefeito com cesta básica mas esse ano depois das eleições nem o prefeito é muito menos a senhora dona Fátima, não quero esmolas do seu governo mas vcs tenho certeza que querem meu voto, o que eu quero é o meu direito de trabalhar é o que a constituição me garante, e não esses decretos que passam por cima de uma constituição!! Será dona Fátima que eu só tenho deveres e não direitos?

  3. Quer dizer que o povo vai morrer de fome por não poder trabalhar?
    E quando começar os arrastões em busca de comida, quem serão os culpados?
    Será que ele vai assumir essa responsabilidade?

  4. Se fecharem os leitos de Uti como denunciou o médico Madson Vidal nunca chegaremos a 80% de ocupação.

  5. Pede para sair secretário….

    Hoje faz 1 ano q minha empresa tá fechada e não sei se volto a trabalhar mais , fora depressão , dívidas , filhos tive q tirar de escola entre outras..

  6. Abrir leitos não é como subir em árvore, qie eu quero é faço na hora. Leitos precisam de pessoas para operar, não é apenas uma cama em um quarto.

  7. Kkkkk, perdão senhor secretário, minha gargalhada é de desespero!!!
    Como assim mais dois ou três meses???
    Quer dizer que a única ação de controle do risco é o lockdown? Não há no governo um plano de contingência, de mitigação de riscos?
    Não há na esfera estratégica do governo do estado um ser pensante que seja????
    Estamos a deriva e deixamos os lunáticos no controle do barco!!!

  8. Parece que está formado o complô com os outros governadores de esquerda, o negócio é questão política, esse partido está testando o povo do RN.

  9. A este secretário interessa à fidelidade à sua chefe, a senhora governadora, cujo "sonho de consumo" é destruir a economia do RN e culpar o Presidente da República.

  10. Tivemos o toque de recolher e depois o lockdoaw, os números de infecções e mortes só aumentando exponencial…. o fato concreto é que NÃO está dando certo a brincadeira de Ditadura… Ninguém segura quando vem uma onda do covid.

  11. Porque esse pilantra não abriu mais leitos para atender a população que está morrendo a míngua?

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Política

Novo ministro da Justiça é próximo à PF e tem relação estreita com bancada da bala

Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para comandar o Ministério da Justiça no lugar de André Mendonça, o delegado federal Anderson Gustavo Torres tem bom trânsito na chamada bancada da bala. Torres atuou durante anos como chefe de gabinete do ex-deputado federal Fernando Francischini (PSL), do Paraná, um dos primeiros parlamentares no Congresso a abraçar, em 2018, a campanha de Bolsonaro ao Planalto.

O novo ministro da Justiça mantém boa relação com a direção da Polícia Federal, atualmente chefiada pelo delegado federal Rolando Souza. Torres, no entanto, avalia fazer alterações, mas buscará o aval de Bolsonaro. Ao aceitar o convite do presidente para a Justiça, o delegado da PF deixa a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, do governo de Ibaneis Rocha (MDB). Torres estava à frente da secretaria desde o início de 2019.

O nome do novo ministro havia sido especulado no ano passado para a Esplanada dos Ministérios, quando o Planalto chegou a cogitar a recriação do Ministério da Segurança Pública, área hoje sob a responsabilidade de uma secretaria na estrutura da Justiça.

Antes ainda, durante a transição de governo, havia sido mencionado para a Polícia Federal. Mas o ex-juiz Sergio Moro estabeleceu entre as condições de sua transferência para Brasília autonomia para escolher o diretor-geral da polícia —o delegado Maurício Valeixo foi o escolhido por Moro, então ministro da Justiça.

Na sua trajetória como policial, Torres atuou em ações voltadas ao combate às organizações criminosas e à repressão ao tráfico internacional de drogas. Participou de investigações em conjunto com adidos de outros países em missão no Brasil.

No Congresso, assessorou Francischini em comissões da Câmara como a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Fiscalização Financeira e Controle, além de CPMIs (comissões parlamentares mistas de inquérito), entre elas a da JBS.

Nessas comissões, Torres se aproximou de congressistas da chamada bancada da bala, um dos grupos de sustentação do governo Bolsonaro no Legislativo e que defende armar a população como política de segurança pública.

Criou laços de amizade também com o ministro Jorge Oliveira, do TCU (Tribunal de Contas da União), que por anos foi um dos principais auxiliares de Bolsonaro na Câmara e na Presidência da República. Oliveira foi um apoio importante para escolha de Torres.

No ano passado, em meio às manifestações de bolsonaristas que pediam o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso, o novo ministro da Justiça foi acusado por adversários do governo federal de não adotar, no comando da Segurança Pública do DF, medidas mais rigorosas contra os apoiadores do presidente.

O governo local agiu contra os manifestantes, que montaram acampamentos no centro de Brasília, após Ibaneis ser cobrado por ministros do STF. O governador chegou a decretar o fechamento da Esplanada.

Em junho, Torres recebeu na secretaria uma inesperada visita de Bolsonaro —o encontro não estava previsto na agenda do Planalto— numa clara demonstração de prestígio que desfrutava.

Torres será o terceiro ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Entra no lugar de André Mendonça, que retorna à AGU (Advocacia-Geral da União).

Mendonça deixa a pasta acusado pelos partidos de oposição de aparelhar a PF. A pedido dele, a polícia instaurou inquéritos para apurar a suspeita de crimes contra a honra de Bolsonaro após declarações de adversários políticos, entre eles o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT).

No ano passado, houve outra mudança, considerada uma das baixas mais importantes da administração Bolsonaro. Mendonça assumiu o lugar do ex-juiz Sergio Moro.

Moro deixou o governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na autonomia da PF para proteger familiares e aliados.

A suspeita de interferência na corporação levou o titular do Planalto a ser investigado em inquérito no STF, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A corporação é responsável por investigações sensíveis ao Planalto. Na mais recente, instaurou inquérito para apurar a conduta de Jair Renan Bolsonaro, o filho 04 do presidente, sob a suspeita de tráfico de influência no governo. A defesa de Jair Renan nega o envolvimento do empresário em irregularidades.

É missão da PF cumprir diligências, por determinação do Supremo, em apurações que miraram bolsonaristas, entre elas os inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Todo o cidadão brasileiro com bons antecedentes e com sanidade mental comprovada deve ter direito de possuir e portar uma arma de fogo. Espero que o governo faça a doação de armas para todos por questão de segurança e justiça.

  2. Eh interessante esse Brasil na Câmara federal existe a bancada da bala como eh que podem falar de milícia se vai dá no mesmo?

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Saúde

Para Fux, mudanças em ministérios não geram preocupação institucional: “realinhamento político do governo”


Foto: Nelson Jr. / Agência O Globo

A interlocutores próximos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, disse que as trocas de ministros são apenas um “realinhamento político do governo”. Para ele, as mudanças não geram preocupação institucional. Fux conversou nesta segunda-feira com o general Fernando Azevedo depois que ele deixou o Ministério da Defesa. O militar disse ao ministro que a situação está sob controle e não há com o que se preocupar.

Segundo Fux disse a assessores, Azevedo deixou o cargo porque estava insatisfeito, por não ser ouvido no governo e porque se recusou a politizar as Forças Armadas. Além disso, na visão de Fux, o general era contra a tentativa de acomodar no governo os interesses do Centrão.

Azevedo era o principal interlocutor do Supremo com a ala militar do governo. Chegou inclusive a ser assessor do ministro Dias Toffoli na presidência do tribunal. Fux disse a pessoas próximas que, segundo acredita, Braga Netto, que deixou a Casa Civil para assumir a Defesa, também será um bom interlocutor para o STF.

Fux também não viu com preocupação a saída de Levi do Amaral Junior, da Advocacia-Geral da União. Mas, na visão do ministro, as mudanças de hoje deixa o governo Bolsonaro mais nas mãos no Centrão. Apesar de ter relação próxima com Levi do Amaral, com André Mendonça e com o general Azevedo, Fux não foi consultado previamente sobre as mudanças nos cargos que eles ocupavam.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O pensamento do gado, “fechar STF, “ministro com medo”…
    Esse lixo de governo já acabou.
    Gado acéfalo.

    1. Seu chifre continua crescendo de acordo com seu nariz. Um esquerdopata é um verme, uma bactéria descartável .

  2. O ministro da defesa agora é aquele general que foi interventor militar da secretaria de segurança do RJ e falhou feio na missão? Trocou seis por meia dúzia, de novo.
    O novo chanceler é amigo dos filhos do capitão???!!!
    Mourão está no aquecimento…

  3. Eu no lugar do Bolsonaro, aproveitava o ensejo e fechava logo esse covil de bandidos, e como merda só presta grande, aproveitava e fazia logo o serviço completo.

    1. E eu no seu lugar tomava vergonha na cara de querer ser mais estupido do que esse idiota incompetente que aí está.

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