Saúde

Problemas de envio de vacinas com a China foram resolvidos, diz Dimas Covas

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que ainda faltam insumos para concluir a produção das doses da CoronaVac encomendadas pelo Ministério da Saúde, mas que não vê “nenhuma perspectiva de dificuldade em relação à vinda dessa matéria-prima”. Ele concedeu as declarações em entrevista ao Poder360 gravada na 4ª feira (10.mar.2021). O Butantan tem, atualmente, material para produzir 35 milhões das 100 milhões de doses que o Ministério da Saúde encomendou. Mais de 13 milhões de doses foram entregues até 4ª feira (10,mar).

Covas afirma que 46 milhões serão entregues até abril. “O Butantan está fazendo um grande esforço no sentido de acelerar a produção. Agora em março, no cronograma original, iríamos entregar 18 milhões. Vamos entregar 22 milhões, quase 23 milhões de doses”, disse.

O Butantan está construindo uma fábrica para produzir no Brasil os insumos que hoje importa da China. As obras devem ficar prontas em setembro. Mas a produção da matéria-prima em solo nacional só deve começar em 2022: “Até o fim do ano nós esperamos instalar a parte de equipamentos e qualificar essa fábrica, para que no início do próximo ano a gente dê início à produção [100% nacional]”, explica o diretor do Butantan. A partir desse momento, o instituto terá autonomia para produzir, em média, 100 milhões de doses por ano.

Mesmo dependendo dos insumos importados no atual momento, Covas reforça a avaliação de que hoje a CoronaVac é que está garantindo a vacinação no país. “O Butantan, neste momento, é a espinha dorsal do programa nacional de imunização contra a covid-19”. Assista à entrevista na íntegra (30min29s):

DEMANDA INTERNACIONAL

Argentina, Uruguai, Peru, Bolívia, Colômbia e Chile contataram o Butantan em busca de vacinas. Mas o Instituto só deve exportar a partir de 2022, quando não depender mais dos insumos chineses e os primeiros contratos com o governo brasileiro estiverem finalizados.

Por enquanto, “o Butantan faz os acordos e a Sinovac faz a remessa das vacinas”, explica Covas. Sobre os atrasos em entregas ou o interesse em comprar doses de outros medicamentos, Dimas Covas lembra que a elevada procura pelos imunizasntes pressiona os fabricantes. “O mercado mundial de vacinas é um mercado muito volátil e a demanda é muito grande”.

EFICÁCIA E NOVAS VARIANTES

Covas criticou estudo preliminar da Lancet que indicara possibilidade de a CoronaVac não proteger contra a variante brasileira. Ele afirmou que a pesquisa tem problemas metodológicos: “Nesse mesmo estudo, o soro de pessoas que tiveram a infecção apresentou uma resposta até pior do que os indivíduos que haviam sido vacinados”, aponta Covas.

O Butantan divulgou na 4ª (10.mar) um estudo de pesquisadores do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP (Universidade de São Paulo). A eficácia valeria para 3 variantes em circulação no Brasil: P.1, P.2 e do Reino Unido. Segundo comunicado do governo, o resultado é preliminar. O estudo completo ainda não foi divulgado.

Covas se disse mais preocupado com a resposta da CoronaVac à variante sul-africana: “A resposta [contra a cepa sul-africana] é adequada, embora possa haver uma diminuição em relação à cepa original, encontrada na China”, explica o médico. Ele ressalta que os estudos sobre essa variante em específico foram realizados fora do Brasil.

Dimas explica que a preocupação maior é em relação a vacinas que se baseiam na proteína S do coronavírus –como a da Pfizer, da Oxford e a da Moderna: “como as mutações ocorrem exatamente nessa proteína S, isso pode interferir na qualidade da resposta imunológica. O indivíduo produz anticorpos contra a proteína S original, e esses anticorpos têm dificuldade para reconhecer a proteína S que passou por mutação”.

Covas ressaltou que, ainda que uma vacina não impeça o contágio por novas cepas, ainda é válida no combate à pandemia: “Não significa que ela não seja eficaz na proteção dos sintomas da doença, que é o objetivo de todas essas vacinas: evitar a doença grave que leva a pessoa ao hospital”, alerta Covas.

NOVAS VACINAS

O Instituto Butantan desenvolve outros 3 imunizantes contra a covid-19. Um deles está na fase pré-clínica e pode ficar pronto em 2020. Agora, o Butantan se organiza para começar os testes clínicos (em pessoas) .

A vacina mais “recente” usa RNA mensageiro, mesma tecnologia da Pfizer e da Moderna. O projeto está na fase inicial e o Butantan procura parcerias para dar continuidade ao projeto.

SORO ANTI-COVID

A vacina é voltada para as pessoas que ainda não contraíram o coronavírus, mas o Butantan também desenvolve um soro para aqueles que pegaram a doença. Covas explicou que a substância funciona como um tratamento precoce: “a hora que o indivíduo começa com os primeiros sintomas da doença, ele recebe o soro, que funciona quase como uma vacina imediata. Quando você aplica, o soro já começa a fazer o seu efeito contra o vírus”.

O diretor do Butantan afirmou que a autorização para ensaio clínico (testes em humanos) foi solicitada à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ele se disse que espera começar o ensaio “nas próximas semanas possamos começar os estudos clínicos” e pediu “sensibilidade” da agência em se manifestar de forma rápida.

Covas descartou qualquer semelhança entre o soro do Butantan e o spray nasal de Israel: “Não tem relação. Essa terapia com o soro é uma terapia que tem mais de século, é chamada a imunoterapia passiva e é utilizada contra um grande número de doenças. Não é nada assemelhada com esse spray nasal que estão procurando como solução. São coisas completamente distintas”.

O governo federal enviou uma comitiva a Israel na semana passada. Quer realizar ensaios clínicos do medicamento no Brasil.

RELAÇÃO COM A ANVISA

Covas negou a possibilidade do uso emergencial da CoronaVac cair. Quando o uso do imunizante foi aprovado pela Anvisa, a agência solicitou dados adicionais sobre a produção dos anticorpos, que deveriam ser entregues e aprovados até 31 de março.

O Butantan pediu mais prazo para enviar as informações. A Anvisa prorrogou o limite para 30 de abril.

Sem esses dados, o Butantan não pode pedir o registro definitivo da CoronaVac junto à agência. Sem detalhar datas, Covas afirmou que a documentação do processo está adiantada.

PODER360

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Economia

Dólar cai para R$ 5,54 e fecha no menor nível em duas semanas

Influenciada por fatores domésticos e internacionais, a cotação do dólar caiu para abaixo de R$ 5,60 e fechou no menor nível em duas semanas. A bolsa subiu pelo terceiro dia seguido e aproximou-se dos 115 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a R$ 5,543, com recuo de R$ 0,11 (-1,94%). A cotação operou em queda durante toda a sessão e está no menor nível desde 25 de fevereiro, quando estava em R$ 5,514.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, encerrou a sessão aos 114.984 pontos, com alta de 1,96%. O indicador subiu durante toda a sessão, chegando a ultrapassar os 115 mil pontos por volta das 17h30, antes de desacelerar levemente.

No mercado doméstico, dois fatores levaram ao otimismo no mercado financeiro. O primeiro foi a aprovação, em segundo turno na Câmara dos Deputados, da proposta de emenda à Constituição (PEC) emergencial. O texto permite a recriação do auxílio emergencial no valor de R$ 44 bilhões com medidas de ajuste fiscal no médio e no longo prazo, como compensação.

O segundo fator foi a intervenção do Banco Central (BC), que leiloou US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro). Mesmo num dia em que a moeda norte-americana estava em queda, o BC atuou para derrubar as compras de dólares no mercado futuro, que poderiam pressionar o câmbio para cima, mesmo após a previsão de o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa Selic na reunião da próxima semana.

No cenário internacional, o otimismo prevaleceu nos mercados externos após a divulgação de que os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado e com a sanção da ajuda de US$ 1,9 trilhão pelo presidente Joe Biden. Além de estimular a recuperação da crise provocada pela pandemia de covid-19, o pacote injetará dólares em todo o planeta, favorecendo países emergentes, como o Brasil. (ABr)

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Pode parecer simplista a opinião de que não há mais governo no mundo que tenha domínio de sua economia, mas de fato quem dá as cartas é a especulação financeira internacional. Portanto, nem direita, nem esquerda e outras bostas, quem manda é "o mercado", ou seja, a agiotagem institucionalizada.

  2. Se justificam os aumentos nos preços dos combustíveis pelo aumento do dólar, e agora será que vai baixar os preços dos combustíveis… Apenas uma curiosidade…

  3. Ok, vamos aguardar se os combustíveis vai cai com tanta rapidez o quanto sobe, com essa queda do dólar.

  4. Efeito Lula!
    (Calma Blog do BG esse é o primeiro comentário do dia. Como posso está enviando comentários rápidos demais? Além de não publicar alguns, colocou mais um gatilho nos perfis que de quem não é da turminha?censurando um simples comentário?)

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Cidades

Detran/RN libera emissão de documentos eletrônicos nos escritórios dos despachantes

O presidente do Conselho Regional dos Despachantes e Documentalistas do Rio Grande do Norte, Josué Severiano Cunha Neto, emitiu uma nota na qual expressou agradecimento ao Governo Estadual, em especial ao Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran/RN), por ter sido concedida autorização para que os profissionais despachantes realizem o processamento de emissão de documentos, como o Certificado de Registro de Veículos-eletrônico e o cancelamento de alguns serviços, em seus respectivos escritórios.

“A ação, que dar-se-á em momento de reajuste processual na autarquia estadual por conta da pandemia da Covid-19, com a redução no atendimento presencial dos servidores públicos, resultará em um benefício aos condutores de veículos motorizados, com a celeridade na liberação dos referidos documentos”, pontuou Josué no texto divulgado nesta quinta-feira 11.

A nota é concluída com um recado à governadora do Rio Grande do Norte. “Agradecemos a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, pelo voto de confiança e respeito prestados a todos os despachantes do Rio Grande do Norte, que também se unem nesse momento de enfrentamento ao novo coronavírus”, encerra.

Em uma autorização, o diretor geral do Detran/RN, Josenilson Pereira de Oliveira, justificou a decisão para liberação de emissão de documento eletrônico.

“Em atenção ao momento vivenciado, bem como prezando pela celeridade e primazia do serviço público, este Departamento realizou as alterações sistêmicas necessárias e liberou os acessos para emissão do CRV-Eletrônico e cancelamento de processos quando realizados por Despachantes. Esta liberação visa a otimização dos serviços prestados aos usuários por meio dos despachantes em vivência ao momento pandêmico e celeridade processual”, justifica.

AGORA RN

Opinião dos leitores

  1. A criacao de documentos eletronicos visam reduzir intermediarios, tempo, despesas com papel, e principalmente a industria da burocracia, onde se insere o gasto da populacao com os despachantes. Nao tem nada haver com coronavirus… so faltou dizer que foi ideia de algum comitê pra diminuir o contagio. Despachante nao é servidor publico, pagamos taxas e impostos pra isso. Entao essa justificativa nao cola. Na verdade vai se manter outros vicios com aval da governadora. Isso é um retrocesso.

  2. Despachante não faz nada de graça. Teremos mais uma conta para pagar, um serviço público sendo dando para terceiros fazerem, certamente será mais um custo para o cidadão.

    1. Se vc quiser ficar em casa sem fazer nada claro que vai ter custo né abestado

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Cidades

“Precisamos de ajuda imediata e concreta sem propaganda e sem ninguém que quer colocar uma medalha no peito”, diz presidente da Abrasel sobre medidas contra Covid no RN

“Precisamos de ajuda imediata e concreta sem propaganda e sem ninguém que quer colocar uma medalha no peito”, diz presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) sobre medidas contra Covid no RN. A Associação divulgou uma nota falando sobre as novas medidas do Governo do Estado, que foram um pedido das entidades que representam o turismo do RN.

Confira nota completa:

NOTA ABRASEL

As medidas que o Governo do Estado anunciou, vieram de um pedido das entidades que representam o turismo no Rio Grande do Norte, maior empregador do estado, protocolado no dia 2 de Março 2021.

O normal seria o contrário e deveria ser pensado junto ao decreto de restrição, sendo que para contribuir a salvar vidas, fomos solicitados a não trabalhar depois das 20 hs e no domingo; maiores momentos em que nossas atividades geram vendas.

Estamos a mais de um ano no vermelho e nossas vidas e de nossos colaboradores, também importam. Nosso setor é feito pela maioria de micro e pequenas empresas, e em muitos casos de núcleos familiares. O setor não vai mais aguentar por muito tempo.

Sobre as medidas anunciadas, é um pequeno avanço mas é uma gota no mar, respeito as milhares de empregos que podem ser perdido. 
Precisamos de ajuda imediata e concreta sem propaganda e sem ninguém que quer colocar uma medalha no peito!

Paolo Passariello
Presidente ABRASEL

Opinião dos leitores

  1. No Paraná hj está com o modelo perfeito de bolsonaro. O governo afroxou as medidas de restrição exatamente quando tem mais mil pessoas esperando vagas nos hospitais e destas aproximadamente 500 só prs vaga de UTI. Já que pra alguns vidas são apenas números, vamoa aguardar e comparar depois.

  2. Assim pensam as pessoas realmente preocupadas com o povo. Esses governadores irresponsáveis tem que fazer sua parte, criar leitos e equipar os hospitais para atender a população. E precisam deixar as pessoas trabalhar. Destruir empresas e empregos irá piorar muito a situação. Mas parece que é essa a intenção desses incompetentes. Usam o vírus para fazer política. O povo está vendo.

  3. E se pegar a doenca nesses horarios qye costumam aglomerar e morrer??? Vai trabalhara aonde???? Responde ai !!!! Isso ja era pra ter sido feito!!! Mas tudo sao interesses e vidas sao ceifadas!!!! Quando ele sofrer com osso passa a pensar ….!!!!!

    1. Amigão, vai ao bar quem quer. Fica tu em casa, não deixa sua família sair! Não saia de casa que você não vai pegar vírus. Né essa a teoria.
      Vai quem quer, você fica em casa que estarás protegido. Tá com medo de quê?

    2. Junin, quando der essa vontade incontrolável de conversar m34da, conte até 10 e se segure para não postar. Será uma grande contribuição. Você vai colocar comida na mesa dos trabalhadores? Você vai comprar a fralda das crianças? Deixe o povo escolher! Todos já conhecem os riscos! Mas é de sobrevivência que estamos falando. De pão na mesa!!! Hipócritas! É muito fácil decidir pelos outros com MUITO dinheiro na conta garantido todo mês.

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Saúde

Brasil deve chegar a 40 milhões de vacinas distribuídas até o fim do mês

Confirmando-se a previsão mais modesta do ministro Eduardo Pazuello, sobre a entrega ao Ministério da Saúde “de 22 a 25 milhões de doses”, o Brasil chegará a 40 milhões de doses distribuídas e aplicadas em todo o País, considerando as 18,6 milhões já disponíveis e aplicadas. Vacinas contratadas para entrega em março somavam 38 milhões de doses, mas os produtores acabaram informando a impossibilidade de cumprir o trato. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Segundo o ministro Eduardo Pazuello (Saúde), o Brasil tem garantidas essas doses. “São números impactantes, que vão fazer a diferença”, diz.

Até a sexta (5), levantamento do Planalto indicada a expectativa de entre de 23,3 milhões de doses da Coronavac e 3,8 milhões da AstraZeneca.

O governo contava também com outras 2,97 milhões de doses de AstraZeneca do consórcio Covax Facility, criado pela OMS.

Dados do Our World in Data mantêm o Brasil como o 4º país com maior média de doses aplicadas. São cerca de 360 mil vacinas todos os dias.

DIÁRIO DO PODERA

Opinião dos leitores

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Saúde

Cientistas identificam 6 novas linhagens do coronavírus no Tocantins

Um estudo da Universidade Federal Tocantins (UFT) identificou seis linhagens do novo coronavírus que circulam no estado — dois deles são mutações da variante brasileira, identificada pela primeira vez em Manaus.

Foram analisadas amostras positivas com altas cargas virais recolhidas em Tocantins. Com o sequenciamento genético, os pesquisadores encontraram quatro variantes entre os seis genomas. As variantes são mutações específicas sofridas pelo vírus — a de Manaus, por exemplo, tem mudanças na proteína Spike que a tornam mais transmissível.

Os resultados mostram que o vírus continua evoluindo e passando por mutações. Os responsáveis pela pesquisa ainda não notificaram a Secretaria de Saúde do estado, mas reforçam a importância de que as medidas de segurança, como o uso de álcool gel, máscaras e distanciamento físico, sejam seguidas.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. A única forma de contribuirmos p esse mal, é orando p que o Senhor extermine esse vírus no mundo! Homem nenhum na terra vai conseguir, só Jesus!!!

  2. O Brasil virou um laboratório.
    Obrigado bolsonaro pela eficiência em nos tornar o país primeiro no número de mortes diárias pelo covid 19 e por proporcionar ao virus tantas mutações quanto possíveis.

  3. Terrorismo da bixiga !!!! Só noticia ruim !!! Ninguém investiga de onde ou quem inventou essa praga!?!?! Mas toda empresa grande ta fazendo vacina….interessante!!!!comeco a crer em genocidio por intetesse financeiro/ comercial….

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Saúde

Número de vacinados contra a covid-19 no Brasil chega a 9,2 milhões, 4,39% da população

A quantidade de pessoas vacinadas contra a covid-19 no Brasil chegou nesta quinta-feira, 11, a 9.294.537, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número representa 4,39% da população brasileira. Nas últimas 24 horas, 280.898 pessoas receberam a primeira dose do imunizante.

Entre os 9,2 milhões de vacinados, 3.317.344 receberam a segunda dose da vacina. O número representa 1,57% da população. Nas últimas 24 horas, 151.155 pessoas receberam essa dose de reforço necessária para completar a imunização. Vinte e cinco Estados forneceram dados sobre vacinação nesta quinta-feira.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Muito devagar, e parando nos finais de semana, absurdo. Tínhamos que já ter vacinado pelo menos 30% da população, que era pouco mais já colocaria a curva descendente em marcha, por enquanto só sobe.

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Economia

Fila de startups a caminho do IPO cresce e Bolsa brasileira se prepara para ‘modernização’ de perfil

O processo de digitalização imposto pela pandemia e o rápido crescimento das empresas de tecnologia, a reboque desse fenômeno, colocaram uma leva de startups a caminho da Bolsa brasileira (B3). O movimento rumo à oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) promete ganhar tração, se a volatilidade do mercado não mudar os planos dessas empresas.

O apetite dos investidores é grande, como ficou provado nas ofertas das empresas “tech” logo no início do ano. A Mosaico, por exemplo, dona dos buscadores Buscapé e Zoom, viu seu valor de mercado praticamente dobrar, marcando a maior disparada de uma ação no primeiro dia de negociação na história da Bolsa brasileira.

Agora, a grande expectativa está em nomes como Movile, dona do iFood, e Nubank, que, por conta das características de suas rodadas de captação, tendem a abrir capital fora do Brasil. Essas ofertas ainda devem levar um tempo, mas há diversas prestes a se concretizarem, entre elas a da companhia de comércio eletrônico Privalia e a da empresa de fidelidade Dotz. Estão também mais no início da fila para o IPO a Livetech, de criação de websites, e a Getninjas, maior aplicativo de serviços da América Latina, que ajuda a encontrar profissionais de uma infinidade de serviços.

Bolsa

Há ainda a Bionexa, que pode ser a primeira “health tech” na Bolsa – a empresa desenvolveu um software que conecta hospitais e clínicas com fornecedores de suprimentos médicos. Segundo apurou o Estadão, a próxima “queridinha” dessa nova leva deve ser a Infracommerce, empresa de serviços para sites e que já recebeu proposta de investimento de grandes fundos estrangeiros.

Segundo o sócio do BTG Pactual responsável pela área de renda variável, Fábio Nazari, uma das mudanças que abriram a porta para a chegada das empresas de tecnologia à Bolsa brasileira foi a maior maturidade dos investidores institucionais, que são, principalmente, os fundos de ações. “Eles começaram a entender o negócio e a forma de precificar uma empresa de alto crescimento”, comenta o executivo. O desempenho das ações depois da listagem dessas empresas, segundo Nazari, decorre do grande fluxo de investimento vindo das pessoas físicas. “Estamos com vários mandatos”, conta o executivo. A área dedicada no banco a esse setor está crescendo e novas contratações estão previstas para reforçar o time.

Apenas em 2021 chegaram à B3 a Bemobi, de assinaturas de aplicativos e games; a Westwing, de decoração; a companhia de cashback Meliuz; a desenvolvedora de software Neogrid; e a Mobly, de vendas de móveis online. A Eletromidia, considerada uma “adtech” (uma empresa de publicidade com perfil digital), também estreou, mas com menos euforia. Ano passado, fizeram oferta o brechó online Enjoei e a Locaweb – empresa que mais se valorizou em 2020, com 600% de ganho de valor de mercado e seis aquisições depois do IPO.

O chefe das áreas de atacado e banco de investimento do Itaú BBA, Cristiano Guimarães, destaca que no banco há uma área dedicada às empresas de tecnologia, em função da pujança que esse setor tem demonstrado. “Com o cenário de juros baixos e a migração de recursos da renda fixa para renda variável, o momento tem sido positivo para ofertas de ações. O setor de tecnologia se destaca pelo potencial de crescimento dos papéis e pela agenda de digitalização, que também ajudaram o desenvolvimento de muitas dessas companhias durante o ano passado”, explica Guimarães.

O responsável pela cobertura de tecnologia no banco de investimento da XP Investimentos, Lucas Chaise, diz que a pandemia, de fato, explica o ritmo de crescimento dessas empresas. “Elas já eram empresas de crescimento muito elevado, algo que se acelerou no momento pandêmico. Eram empresas muito boas que receberam um vento na popa”, afirma. Agora, uma das mudanças que o mercado começará a verificar, diante desse novo fenômeno, são as empresas de tecnologia se alocando no principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa. Segundo ele, por conta da liquidez de negociação, a Locaweb deve logo estar no índice.

Segundo o fundador da São Pedro Capital, fundo atento ao setor de tecnologia, Alexandre Dias, o setor está em ebulição também por conta do grande movimento de aquisições que vem sendo observado por grandes companhias. “Isso estimula esse setor, traz mais dinamismo”, afirma o gestor, que é ex-presidente do Google no Brasil e ex-sócio do fundo de private equity Victoria Capital Partners. “Estamos montando um terceiro fundo de empresas e continuamos olhando com muito interesse para o setor de tecnologia”, diz.

ESTADÃO

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Judiciário

Gerente de farmácia é condenado a pagar R$ 11 mil por divulgar receita de cloroquina de David Uip

O gerente da farmácia que vazou a receita médica do infectologista David Uip na qual era prescrito difosfato de cloroquina deverá pagar R$ 11 mil por divulgar o documento. ​Uma audiência preliminar no Juizado Especial Criminal do Fórum da Barra Funda, em SP, foi realizada na tarde desta quinta (11). Ela foi presidida pelo juiz Fabrizio Sena Fusari —Uip não compareceu, ele foi representado por seu advogado Luiz Flávio Borges D’Urso.

Na audiência, o Ministério Público estadual ofereceu o valor de R$ 11 mil, a ser pago em quatro vezes, diretamente ao Fumcad (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente da Prefeitura de SP). O gerente pediu que o valor fosse dividido em 10 parcelas —mas o pedido foi indeferido.

Em abril do ano passado, uma imagem da receita atribuída ao infectologista, que foi coordenador do Comitê de Contingenciamento do Governo de São Paulo, veio a público. No dia 23 de março, o infectologista havia sido diagnosticado com Covid-19. O gerente da farmácia é acusado pelo crime de violação de sigilo profissional, que pode ter pena de detenção de três meses a um ano.

Com o vazamento da receita, Uip passou a ser atacado em redes sociais pelo suposto uso do medicamento no tratamento da Covid-19. Questionado sobre isso em diversas ocasiões, o médico se negou a informar se lançou mão da droga ou não. “Não faço isso para esconder nada, mas não quero transformar meu caso em modelo para coisa alguma”, disse Uip na época.

O assunto virou uma questão política, com o presidente Jair Bolsonaro, entusiasta do medicamento, cobrando uma resposta de Uip. O médico reagiu, respondendo a Bolsonaro em uma entrevista coletiva do governo paulista naquele mesmo mês.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Está ai a prova esquerdopatas, não foi um médico qualquer que receitou e tomou a H I D R O X O C L O R O Q U I N A , foi um dos maiores infectologistas do Brasil que usou o medicamento indicado pelo Bolsonaro e não teve nenhum problema grave.
    Mas continuem esperando a falta de ar para tentar a sorte de ter uma vaga para serem intubados no hospital.
    E boa sorte!!!!!!!!

  2. Tá vendo como são as coisas no Brasil! O fdp toma o remédio, fica curado, mas por questões políticas, não pode divulgar. Esse é o Brasil. Ainda fica um babaca feito esse junin falando merda. Que estudo ele usou. Usou e ficou curado. Você mesmo deve tá tomando.

    1. Num é Birosca? Assim é o Brasil. O PR vacinou a própria mãe com a vacina que, por politicagem, negou ao povo. Depois inventou outra de suas lorotas. Decretou sigilo no próprio cartão de vacinação. Só foi atras de comprar vacinas após o adversário Dória tê-las comprado. E ainda fez de tudo para atrapalhar os outros entes da federação de comprar a vacina, sob a desculpa de que foi impedido de agir pelo STF. Cadê o tal decreto que supostamente o proibiu de fazer o que deveria? Ninguém viu. E ainda fica o gado ruminando sobre sua improvável reeleição.

  3. Qual base ele usou??? Quais estudos??? E o louco foi na onda??!!?!?!? A pergunta mudou: qual o tipo de merda ele tem na cabeça ????

    1. Só para lembrar que ele e MÉDICO. MÉDICO OK. SÓ ISSO!

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Economia

Câmara conclui votação da PEC que destrava auxílio emergencial

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno finalizado na madrugada desta sexta-feira (12), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, em votação acompanhada de perto pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), responsável pela articulação política e que esteve no plenário para evitar novas tentativas de desidratar a proposta.

O texto-base foi aprovado por 366 votos a 127 —eram necessários ao menos 308 votos para a proposta passar. Na votação posterior, os deputados suprimiram os dois trechos que proibiam promoção e progressão de carreira de agentes públicos, seguindo acordo firmado com o governo. A PEC deve ser promulgada na próxima semana.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou à Câmara no final da manhã desta quinta (11) acompanhado de Ramos. Ele falou rapidamente com jornalistas e afirmou que a manutenção do texto da PEC era “imperiosa” pelos acordos feitos. “O governo cedeu um pouco, o plenário da Câmara ajustou”, disse. “É importantíssimo que nós terminemos hoje essa PEC, para dar tempo de se tomar as providências necessárias e passarmos para outros assuntos, que são justamente a reforma administrativa, com a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] já instalada, e a liberação do relatório [da reforma tributária].”

Lira minimizou a presença de Ramos na votação. “Ele é o ministro da Secretaria de Governo, é quem trata da política do governo, é quem tem a relação com os parlamentares”, disse. “É função dele estar em contato direto com o Parlamento, para acompanhar votações importantes para o governo. Nada de especulação. O clima está de tranquilidade.”

Na quarta-feira, para que os deputados não derrotassem a estrutura central da proposta, o governo teve que abrir mão de parte do ajuste e liberar promoções e progressões para servidores públicos. Avaliação preliminar do Ministério da Economia indica que o impacto da liberação das promoções e progressões é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em um ano para o governo federal.

Levantamento do CLP (Centro de Liderança Pública) estima que o impacto total da PEC aprovada pelo Senado, incluindo economia de gastos e redução de incentivos tributários, era de R$ 155,3 bilhões em uma década. Com a desidratação da Câmara, esse valor caiu para R$ 120,6 bilhões.

Do total, R$ 100 bilhões foram estimados considerando que o governo vai enviar e aprovar o plano de redução de benefícios tributários. Essa economia, portanto, é incerta. Desse modo, foi projetada uma redução efetiva de gastos em dez anos de apenas R$ 20,6 bilhões, sendo R$ 12,8 bilhões para estados e municípios e R$ 7,8 bilhões para a União.

Isso significa que, em dez anos, a economia potencial da medida para o governo federal corresponde a menos de 20% do valor previsto para ser desembolsado em 2021 com o auxílio emergencial.

Na avaliação do gerente de causas do CLP, José Nascimento, a PEC é positiva e traz mecanismos importantes como o plano de redução de incentivos fiscais, melhor uso de recursos de fundos públicos e alguns gatilhos de ajuste fiscal. Ele critica, no entanto, o movimento do Congresso e do próprio Palácio do Planalto para desidratar o texto. “O texto original trazia gatilhos mais duros de cortes de ​gastos no setor público, mas a gente perdeu vários. Tendo em vista essa sinalização do Planalto de não propor adequações que cortem na carne, como diz o ministro Guedes, a gente tem que ir para outras oportunidades. A própria reforma administrativa não tem um intuito fiscalista, mas naturalmente seu impacto se dá nas contas do governo”, disse.

O acordo feito pelo governo na quarta-feira teve como objetivo reverter votos a favor de um destaque do PT que buscava retirar da PEC gatilhos de ajuste fiscal para os estados e municípios quando a despesa corrente ultrapassar 95% da receita corrente. Pelo artigo, nesses casos, podem ser adotados mecanismos para reduzir o endividamento, com a proibição de concessão de aumentos a servidores, realização de concursos públicos ou criação de despesas obrigatórias.

Na prática, porém, a retirada desse dispositivo não inviabilizaria apenas o ajuste dos governos regionais, mas também da União. Ainda tornaria sem efeito o ajuste fiscal proposto em caso de decretação de calamidade, enterrando o protocolo de crise elaborado pelo Ministério da Economia. Esse efeito em cascata ocorreria porque nos casos de calamidade ou de crise fiscal na União, a PEC afirma que serão adotados os ajustes previstos no artigo que trata de estados e municípios —e que quase foi descartado pelos deputados.

Esses mecanismos são o pilar da proposta defendida pela equipe econômica. O ministro Paulo Guedes (Economia) chegou a dizer a interlocutores que poderia deixar o cargo se o Congresso não aprovasse as medidas de ajuste fiscal como contrapartida à liberação da nova rodada do auxílio emergencial.

Diante da derrota iminente, Ramos e o assessor especial de Guedes, Esteves Colnago, foram ao plenário na quarta para “virar votos” —ou seja, convencer deputados favoráveis ao destaque do PT a rever a posição e rejeitar a mudança. A negociação envolveu a aprovação de dois destaques para suprimir do texto dispositivos que impediam a promoção e progressão de funcionários públicos. Esse benefício será liberado mesmo em situações de emergência fiscal ou calamidade.

Na quarta, a Câmara também impôs outro revés à equipe econômica, ao rejeitar desvincular receitas de impostos a fundos, despesas e órgãos específicos. Com isso, o governo não poderá descarimbar e remanejar recursos de fundos como o de meio ambiente, cultura, aviação civil, saúde e social. Também será obrigado a manter os repasses à Receita Federal.

Nesta quinta, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) prometeu manter integralmente os incentivos fiscais da lei de informática. “Nós então nos comprometemos a fazer uma nova emenda constitucional que trará os incentivos da lei de informática no mesmo nível hierárquico que está a zona franca de Manaus”, afirmou. “Nós entendemos que isso traz segurança jurídica para todos os que investem nesse setor.”

O relator do texto, Daniel Freitas (PSL-SC), manteve o texto como veio do Senado. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro e deputados ligados à segurança pública tentaram excluir do ajuste fiscal promovido pela PEC categorias como policiais e militares.

Esse grupo foi decisivo na pressão pela derrubada das medidas, o que acabou levando o governo a abrir mão de parte do ajuste para não perder todo o texto.

Líderes de partidos de centro e Lira, porém, se alinharam à equipe de Guedes e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para evitar uma desidratação maior do texto, o que não conseguiram.

Os deputados rejeitaram outras tentativas de desidratar o texto, mantendo os gatilhos de congelamento de salário e outros mecanismos de ajuste fiscal para estados endividados. Além disso, não alteraram o limite de R$ 44 bilhões para pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.

O texto-base da PEC foi aprovado na madrugada desta quarta em primeiro turno. A proposição recebeu 341 votos favoráveis e 121 contrários –eram necessários pelo menos 308 votos. “Às vezes a gente não pode ganhar de três a zero, quatro a zero, cinco a zero. Se ganhar de dois a um, é uma vitória. E foi uma vitória que tivemos hoje que soma para que a nossa população tenha dias melhores, soma para que os investidores tenham cada vez mais confiança”, disse o presidente Jair Bolsonaro em evento virtual com micro e pequenos empresários.

A proposta foi aprovada no Senado na última quinta-feira (4). A tramitação acelerada tem como objetivo destravar o pagamento do auxílio emergencial em março. Segundo Guedes, as parcelas da nova rodada do benefício irão variar de R$ 175 a R$ 375. O valor médio será de R$ 250. A PEC autoriza o uso do saldo financeiro dos fundos públicos para compensar a dívida pública. A medida é uma forma de balancear o endividamento a ser realizado para pagar o novo auxílio emergencial e outras consequências da crise do coronavírus.

Proposta que chegou a fazer parte da medida, a extinção dos mínimos constitucionais para gastos com saúde e educação saiu do texto durante a tramitação no Senado. Também foi retirado o corte nos repasses do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para o BNDES.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Adivinha quem votou CONTRA essa PEC Emergencial e contra o auxílio emergencial? Os partidos de esquerda, aqueles que DIZEM defender os carentes. Querem o pior para o país, pensando que isso deve beneficiá-los politicamente. Só pensam no poder. Querem que o povo se f… SEMPRE agiram assim. Quem realmente se preocupa com o povo é o presidente Bolsonaro.

  2. Esses caras vao fuder tudo….!!!! La na frente muitos vao de hj estarao bem !!!! Mas, os filhos estarão fudidos urrando…..e quem vai querer ser servidor publico??? Só vai ser bom lra babao de politico, bajulador, baba ovo, sem vergonha, sem morala !!!+ esse povo subserviente é quem vai achar bom!!!! Mas a vida, assim como a a politica é um ciclo !!!tenho pena dos invejosos….

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Economia

Mercado avalia como inevitável primeira alta dos juros em quase seis anos

Economistas do mercado financeiro consideram inevitável uma alta da taxa básica de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central na próxima quarta-feira (17) e discordam apenas da intensidade desse ajuste. Se confirmada, será a primeira alta da Selic em quase seis anos. A última foi em 29 de julho de 2015, quando o Copom subiu os juros de 13,75% para 14,25%. A queda começou em 19 de outubro do ano seguinte, quando baixou para 14%.

Das 13 instituições com projeções coletadas pela agência Bloomberg até esta quinta-feira (11), 10 projetam elevação da taxa básica de 2% para 2,50% ao ano, entre elas, Bradesco, Santander e Fundação Getulio Vargas. Três esperam um aumento um pouco menor, para 2,25% ao ano.

Entre os motivos para a elevação dos juros estão o risco de descontrole das expectativas de inflação, que pela primeira vez desde 2017 estão acima do centro da meta, choques de aumento de preços, ligados principalmente à alta do dólar, que estão se disseminando pela economia, e a falta de ação do governo federal e do Congresso para conter o aumento do gasto público.

“O Banco Central deve subir os juros para não perder o controle sobre as expectativas de inflação e, consequentemente, sobre a própria inflação”, afirma José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central e chefe do centro de estudos monetários do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

“O quadro se deteriorou muito rapidamente. A gente teve mais depreciação do câmbio, reajuste de combustíveis, uma demonstração mais clara ainda de que o apetite para o ajuste fiscal é inexistente e sinais de uma linha muito populista [em decisões governamentais], como no episódio da Petrobras.”

Senna afirma que a ação do BC não deve ter como objetivo segurar o câmbio e que, dado o nível de ruído político no Brasil atualmente, não se pode ter segurança de que esse efeito secundário da alta de juros irá se materializar.

O economista diz ainda que a instituição não pode deixar a inflação sair do controle devido ao baixo nível de atividade e das restrições econômicas causadas pela pandemia. Ele destaca a diferença atualmente entre a taxa básica e os juros de longo prazo, que tem sido prejudicial ao funcionamento da economia.

A professora Margarida Gutierrez, do Coppead/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirma que um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa Selic não representa um choque de juros e que o que interessa para o nível da atividade econômica são os juros futuros. “O que baliza o custo do crédito são os juros futuros. O juro de dez anos está a 8,5%. Nos EUA é 1,6%. O de cinco anos está em 7%. De três anos está em 6%. Um ano, em 4,5%. Se o Banco Central ficar atrás da curva de juros, significa que ele perdeu”, afirma a economista.

Gutierrez afirma que, por trás da alta da inflação ao consumidor, há um choque de expectativas inflacionárias e que não adianta nada o BC não subir os juros por causa da fraca atividade econômica. “A gente vai ficar em um mundo pior ainda. Vai ter mais inflação, isso vai reduzir ainda mais o eventual crescimento do PIB. Os juros futuros vão subir mais desordenadamente do que já vêm subindo. Para o PIB crescer, você precisa de uma série de condições na economia, incluindo as condições financeiras. Não subir os juros agora em detrimento de um PIB um pouco maior é uma falsa questão”, afirma.

“Se você tem uma inflação crescendo, ao Banco Central só cabe uma coisa. Se é uma inflação de demanda, é o remédio clássico, tem de subir juros. Não é de demanda, mas é de expectativas. Então também é o remédio clássico, tem de subir juros, não tem jeito.”

Um dos três analistas que projetam um aumento menor dos juros no próximo Copom, segundo a Bloomberg, é o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sachez. Para ele, acelerar o ritmo de aumento dos juros, que atualmente estão abaixo da inflação corrente com objetivo de estimular a economia, vai derrubar a inflação e as expectativas para 2022, que ainda estão em linha com a meta. Como a política monetária tem defasagens em relação a seus efeitos, subir muito a taxa agora não ajudaria a segurar a alta de preços neste ano.

Segundo Sachez, se o câmbio não mexeu com as expectativas para 2022, o Banco Central tem de fazer a condução da política monetária de maneira serena e gradual. “Todo esse fervor que a gente está assistindo em relação à inflação deste ano não tem se refletido na do ano que vem. Pelo contrário, as expectativas em relação à atividade vêm sendo revisadas para baixo, o grau de incerteza em relação ao horizonte econômico e político subiu bastante. Tudo isso mitiga investimento, crescimento, e a gente não vê uma pressão inflacionária.”

Ele afirma que o processo de vacinação da população economicamente ativa só deve ganhar força no último trimestre do ano, o que dificulta a retomada das atividades, o avanço do PIB neste ano e o surgimento de eventuais pressões inflacionárias adicionais. “Subir os juros em 0,25, iniciar o ciclo, é diferente de dar 0,50 [ponto percentual] agora. Hoje o mercado está precificando 6,30% de Selic em janeiro 2022. Isso já está no patamar restritivo de política monetária. A partir desse patamar, a gente vai enterrar ainda mais a atividade, removendo completamente o estímulo que o Brasil precisa para sair desse processo pandêmico. Neste ano a gente vai crescer 2,9% de PIB se der muita sorte.”

O professor da Fipecafi Estevão Alexandre afirma que seria saudável aumentar a Selic para conter um pouco mais o aumento da inflação no curto prazo e que isso deve contribuir para reduzir um pouco a pressão em cima do dólar, ao reduzir a diferença de juros entre o Brasil e o exterior porque fica mais atrativo aplicar dinheiro aqui. “A gente está vivendo um ambiente de muita incerteza e volatilidade no mercado. Isso no mundo inteiro. É uma tendência mundial subir as taxas de juros. Se o Brasil não subir pode gerar uma tendência de saída de capital”, diz Alexandre.

A meta de inflação é de 3,50% para 2021 e 3,50% para 2022, com margem de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. As expectativas do mercado são de 3,98% para este ano e 3,50% para o próximo ano. A taxa básica está em 2% ao ano desde agosto do ano passado.

FOLHAPRESS

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Saúde

EUA estudam enviar doses da vacina AstraZeneca ao Brasil, diz jornal

Com dezenas de milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca paradas nas fábricas americanas, enquanto aguardam resultados de um estudo clínico no país, os EUA estudam enviar injeções para o Brasil ou outros países, segundo o jornal The New York Times.

O destino dos imunizantes é assunto de um intenso debate entre a Casa Branca e autoridades de saúde do país, com alguns argumentando que a gestão Biden deveria permitir que fossem exportados para países com necessidades urgentes, enquanto outros não estão prontos para abandoná-los, segundo autoridades da administração democrata ouvidas pelo jornal. O laboratório, porém, não está envolvido nessas conversas.

Algumas autoridades insistiram que a Casa Branca tome uma decisão nas próximas semanas. Elas discutem enviar doses para o Brasil, que vive seu pior momento da pandemia, ou mesmo para União Europeia ou Reino Unido.

Cerca de 30 milhões de doses estão engarrafadas em uma unidade do AstraZeneca em West Chester, no estado de Ohio, responsável pela fase final da produção da vacina, na qual há o envasamento do imunizante, disse ao New York Times um funcionário com conhecimento do estoque.

Já em Baltimore, no estado de Maryland, outra empresa que fabrica a vacina já produziu quantidade suficiente para mais dezenas de milhões de doses. Apesar de ter seu uso autorizado em mais de 70 países, segundo o laboratório, nos EUA, porém, o estudo clínico ainda não teve seus resultados divulgados, e a empresa não pediu autorização para aplicação emergencial ao FDA, agência regulatória do país.

O AstraZeneca chegou a pedir à gestão Biden que empreste as doses destinadas aos EUA para a União Europeia, onde o laboratório não conseguiu cumprir seu compromisso de entrega. “Entendemos que outros governos podem ter entrado em contato com o governo dos EUA sobre a doação de doses da AstraZeneca e pedimos ao governo americano que considerasse cuidadosamente essas solitações”, afirmou ao NYT Gonzalo Viña, porta-voz do AstraZeneca. “Se essas doações acontecerem, vamos buscar orientação do governo americano para repor essas doses nos EUA”, complementou.

A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário feito pelo New York Times.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Daqui a pouco vai começar a vergonha de o Brasil ser ajudado por todos, menos o seu presidente!

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Nacional

Governador Camilo Santana decreta lockdown em todo o Ceará a partir de sábado

O governador Camilo Santana (PT) decretou, nesta quinta-feira (11), lockdown em todo o Ceará. A medida passa a valer a partir deste sábado (13) até o próximo dia 21 de março. Consequentemente, as restrições em Fortaleza, antes vigentes até o dia 18, também serão estendidas. Durante a vigência do decreto, poderão funcionar apenas atividades consideradas essenciais, construção civil e indústria, informou Camilo.

O chefe do Executivo ponderou que 181 municípios cearenses têm classificação de risco “alto” ou “altíssimo” para transmissão da Covid-19. Neste contexto, diante da escalada de casos e internações, a pressão aumenta no sistema de saúde. “Mesmo abrindo novos leitos, nós decidimos decretar o isolamento social rígido em todo o Estado. Já há pessoas esperando, na fila, por um leito de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermaria, apesar de todo o esforço que estamos fazendo. É duro tomar essa decisão, mas é necessária”, afirmou.

De acordo com o Governo do Estado, no período de vigência do isolamento social rígido, o Campeonato Cearense estará suspenso. Copa do Brasil e do Nordeste, no entanto, continuam. A paralisação acontece após a 1ª rodada da segunda fase da competição, disputada na última quarta (8), já sem nenhuma partida na Capital.

Na Capital, o lockdown foi decretado no último dia 5 de março com validade até 18 de março. Embora houvesse uma recomendação para que as regiões em situação crítica adotassem a restrição, municípios comandados pela oposição resolveram não acatar a medida – que agora passa a ser definida em decreto estadual.

Ampliação de leitos

Em virtude do avanço da segunda onda da Covid-19 no Ceará, novos leitos foram abertos e unidades de campanha anexas reativadas. Em dezembro passado, estavam ativos 186 leitos no Estado, número que refletia a situação de queda pré-segundo ciclo epidêmico.

Atualmente, já são mais de 3,5 mil leitos voltados exclusivamente para o atendimento de pessoas que contraíram o novo coronavírus, sendo 1.013 de UTI e mais de 2.600 enfermarias.

DIÁRIO DO NORDESTE

Opinião dos leitores

  1. Na hora de aglomerar, de sair na rua sem máscara, ninguem pensa nas consequências. A culpa é de cada um desses incivilizado. Não é dos políticos não. Eles só não têm competência para lidarem com a situação, repito, gerada pelo povo.

  2. UM ANO DEPOIS e ainda estão com essa mesma proposta para quebrar o país e matar o povo de fome? O que fizeram com os bilhões que o governo federal mandou para estados e municípios? E por que não criaram novos leitos hospitalares? Tempo e dinheiro tiveram de sobra. Esse "lockdown" é um atestado de INCOMPETÊNCIA que esses governantes estão se auto-conferindo. Precisam deixar de mentiras e de politicagem e começar a TRABALHAR, a fazer o que PRECISA ser feito. Quebrar a economia só vai aumentar o problema.

    1. Camilo acabando com o Ceará? ???
      Tá "bem" informado hein?
      Procure saber qual o papel atual do Ceará no cenário regional e nacional… evitará passar vergonha falando besteira!

  3. O jumento de brasilia que nao é cearense ja devia ter pelo menos proposto isso!!! Mas, nem conversar sabe, o juizk é nos pés!!! Duas penas ao povo desse pais: pandemia e esse arrogante na presidencia….

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Política

Bolsonaro diz ter conversado com PSL e outros partidos: ‘Quero tomar a decisão’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse em live realizada nesta quinta-feira (11) ter sido procurado por vários partidos em busca de sua filiação para disputar a reeleição em 2022. Ele lembrou conversa que teve com o PSL, apesar de considerar que há deputados na sigla “que não dá para conversar”.

O chefe do Planalto também reagiu às falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desta quarta-feira, 10, no primeiro pronunciamento público do petista após ter suas condenações na Lava Jato anuladas por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro posicionou um globo terrestre sobre a mesa no Palácio da Alvorada da qual promove suas transmissões ao vivo, ancorando-se apenas na afirmação de Lula de que o presidente seria “terraplanista”.

“Olha a qualidade dos meus ministros e os do presidiário”, atacou o mandatário, lembrando que Lula havia sugerido que Bolsonaro perguntasse a seu ministro da Tecnologia, Ciência e Inovação, o astronauta Marcos Pontes, se a Terra é plana ou redonda.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Até o LuLadrão tava em dúvida se a terra era redonda ou plana, o nosso presidente mostro na live o globo ao ladrão.

  2. Ah se vc ( Bolsonaro) e algum dos seus ministros chegasse aos pés da inteligência de lula . Vcs sao uma cambada de burros … faz vergonha escutar um pronunciamento seu … #vergonhaalheia

    1. Vc tá louco? Aí
      Era dois ladrões.
      Basta um pra fazer o estrago que fez.

  3. Eu fico imaginando um debate Lula x Bozo… ????
    Seria um massacre…Bozo não acertaria nem a porta de saída…????

  4. Lula é demais…tirou o genocida do eixo (se é que ele já esteve nos eixos alguma vez na vida)…
    Lula é o cara…????

  5. La pras tantas, chamou lula de jumento também.
    Hoje ele estava inspirado.
    Kkkkkkkk
    Ta releito.
    Não tem adversários.

  6. Ele pode ir pra qualquer partido, meu voto é do Bolsonaro.
    Pq p Véio Bolsonaro é Macho, cunhudo é competente.
    MITO SEMPRE

    1. Esse ai queima o anel com força.
      Sonha todo o dia com o Bozo por traz.
      A vaca alem de sebosa, gosta de mamar um charuto de carne.

  7. Cai FORA BOSTANARO
    DEMÔNIO
    LEVA PRA TEU PARAÍSO INFERNAL TUA PATOTA DE DE BOLSOTRALHAS
    MALDITOS
    MARMOTA

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Clima

VÍDEO: Forte vento durante chuva em Pau dos Ferros impressiona moradores

Moradores da cidade de Pau dos Ferros registraram imagens da chuva que caiu na tarde desta quinta-feira (11) na cidade.

Mas o que impressionou mesmo as pessoas foi a força do vento enquanto caía a chuva.

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Saúde

Brasil registra 9.958.566 pessoas curadas da Covid-19


Foto: divulgação/Governo do ES

O Brasil registrou nesta quinta-feira (11) mais 44.827 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 9.958.566 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas já representa 88,3% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é mais de nove vezes superior ao número de casos ativos (1.043.262), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que pelo menos 94,6 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

Opinião dos leitores

  1. Tiquinho de Ardauto vai ver se o meliante tá na esquina, ontem, para não variar, ele estava mentindo e no dia anterior embriagado. Talvez ele precise de alguém para mostrar onde fica a pálida.

  2. Essa notícia é um desrespeito àqueles que perderam um ou mais entes queridos para a Covid.

    1. Desrespeito às vítimas é o desvio de verbas praticado pelos gestores do Estado, deixando a população à deriva pra culpar o governo federal pelo desmantelo. Se liga, sujeito!

    2. Falou o seguidor do presidiário que comemorou a chegada do coronavirus…
      A esquerda é formada por abutres abutres que quanto mais óbitos e desemprego mais comemoram.
      Os governadores nada fazem e querem colocar a culpa em Bolsonaro…

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