Saúde

Universidade de Oxford estuda criar vacina contra Covid-19 em fórmula de pílula ou spray

A equipe da Universidade de Oxford que criou a vacina contra a Covid-19 — no Brasil, é fabricada pela Fiocruz — iniciou uma pesquisa para descobrir se o imunizante poderia ser tomado em forma de pílula. Este avanço poderia tornar os programas de imunização mais rápidos, baratos e difundidos. De acordo com a professora Sarah Gilbert, principal profissional por trás da criação da vacina desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca, um imunizante via spray nasal também poderia ser uma novidade que revolucionaria a corrida por vacinas de “segunda geração”.

Ela explicou que a via intramuscular — meio pelo qual todas as vacinas contra a Covid-19 estão sendo administradas — não é necessariamente a melhor forma de fornecer proteção contra uma infecção por vírus respiratório. E afirma que a intenção da imunização é ativar o sistema imunológico no trato respiratório superior e, em seguida, no trato respiratório inferior, que é onde o vírus está causando a infecção. Gilbert cita que algumas vacinas contra gripe são aplicadas por spray nasal e diz que esta poderia ser uma abordagem “muito boa” para combater o coronavírus no futuro.

— Também é possível considerar a vacinação oral, em que você toma um comprimido que vai lhe dar a imunização, e isso teria muitos benefícios para o lançamento da vacina se você não tivesse que usar agulhas e seringas para as pessoas — afirmou a professora da Universidade de Oxford.

Gilbert disse aos parlamentares britânicos na quarta-feira que sua equipe começou a avaliar as duas abordagens. No entanto, ela afirmou que estas novas vias de aplicação vão demorar para serem desenvolvidas. Informou também que elas precisarão ser testadas quanto à segurança e eficácia, porque as “respostas imunológicas que serão geradas por ambas as abordagens serão um pouco diferentes daquelas que obteremos com uma injeção intramuscular”.

— Mas elas têm vantagens potencialmente grandes, e é aí que vamos concentrar nossa atenção — afirmou.

Qualquer novo produto provavelmente levaria mais de um ano para ficar pronto porque teria que ser desenvolvido e então passar por testes pré-clínicos e clínicos. Os reguladores também teriam que revisá-lo para aprovação. A pequena empresa britânica de biotecnologia IosBio fez parceria no ano passado com a ImmunityBio, dos Estados Unidos, para desenvolver vacinas orais contra o coronavírus após testes promissores em macacos. Os ensaios clínicos estão em andamento na África do Sul e nos Estados Unidos.

A IosBio estava tentando desenvolver uma vacina oral para o vírus Zika — em parte por meio de financiamento do governo do Reino Unido — antes do início da pandemia no ano passado.

O GLOBO

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Saúde

Só lockdown de 21 dias evitará colapso nacional da saúde e funerário, alerta cientista

Desde dezembro, o médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade de Duke (EUA) Miguel Nicolelis vê o colapso se aproximar no horizonte da pandemia. Alertou autoridades e orientou as medidas a serem tomadas, em especial um necessário lockdown. Na semana passada, deixou a coordenação do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para a Covid-19.

O agravamento da pandemia da Covid-19 vem levando os sistemas hospitalares de diversos estados ao colapso, de Norte a Sul do país. No dia em que o país registrou o pior número de mortos em 24 horas de toda a pandemia (foram 1.582 óbitos registrados em apenas um dia, com recorde também na média móvel de mortes, que ficou em 1.150), Nicolelis conversou com O GLOBO e defendeu a necessidade de um lockdown nacional por 21 dias.

Só isso, diz, pode evitar o colapso simultâneo da saúde (e depois funerário) em praticamente todo o país: “A população precisa acordar para a dimensão da nossa tragédia”.

Confira matéria completa no Estadão.

Opinião dos leitores

  1. Esse e babaca mamadou de tetas públicas. Vamos ter fé em Deus e se cuida esses cara perderam o rumo da consciência.

  2. Esse Dr. Nicolelis., é o mesmo que criou o boneco para abrir os jogos da copa do mundo., muito bom de palpite, e, talvez em sonhos para jogar no bicho, nesse caso falta estudos de comprovação dos pares.

    1. Argentina fez um locdwau de 8 meses e mesmo assim não resolveu, experiência frustrada

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Saúde

Brasil já é o 5º país que mais vacinou contra o coronavírus no mundo

A chegada e distribuição de 2 milhões de vacinas da Índia somadas às primeiras 3,8 milhões de doses produzidas no Butantan levaram o Brasil ao posto de 5º país que mais vacinou sua população no planeta, segundo levantamento da prestigiada plataforma Our World in Data.

O Brasil aplicou cerca de 8 milhões de doses e a expectativa é ultrapassar a marca de 10 milhões de vacinados na semana que vem, superando inclusive o total de casos confirmados de Covid-19 no país, até agora. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Ao contrário de outros países, o Brasil decidiu manter reserva para garantir a segunda dose para aqueles que já receberam a primeira. Essa estratégia refuta os negativistas que difundem fake news do tipo “acabaram as vacinas”. Ao contrário.

Os estados utilizaram apenas metade das doses enviadas pelo governo. Com a nova remessa, a taxa diária de 250 mil vacinados deve disparar.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. A conta não é essa , em proporção a população está na rabeira esse povo precisa aprender a fazer conta.

  2. O 5º que mais vacinou e o segundo em número de mortos. Ô povinho burro esse. Não é a toa que elegeram um pária mundial para "governar" o país.

    Mercem, merecem.

  3. 3% da população, tamo bem. 43° no ranking mundial de vacinação. Ou a proporcionalidade só vale quanto ao número de mortes?

  4. O Brasil é o segundo país com mais mortes per capita por Covid-19 do hemisfério Sul: são 1.178 mortes para cada milhão de habitantes.
    Só perdemos para o Peru.

  5. Pronto agora irão aparecer os esquerdopatas dizendo que é mentira.
    Na realidade o que eles queriam é que o país estivesse em último para cair de pau em cima do presidente, mas se dão mal, porque o presidente é mais rápido que o Usain Bolt.
    Podem chorar esquerdopatas do quanto pior melhor.

  6. Hô Véio Bom da gota serena é o Presidente Bolsonaro.
    Se depender de Fatão GD, tamos lascados.
    MITO 2022

    1. É pra omitir notícias boas como a mídia faz? Deixa eu ver se eu entendi, o sujeito está deliberadamente pedindo que a imprensa escolha o que publicar em favor de uma narrativa? Pedindo manipulação? Isso é doença, tem que ser classificada.

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Economia

Ações da Eletrobras valorizam 23% na semana, mas não se falou em ‘interferência’

A estatal federal Eletrobrás valorizou 23% esta semana, mesmo após o presidente Jair Bolsonaro avisar que iria interferir no setor elétrico, mas ninguém atribuiu a essa atitude a valorização expressiva da estatal de energia. No início da semana, o papel da Eletrobrás era vendido a R$27,04 e, nesta quinta (25), registrava valorização de 23%, cotada a R$33,83. O dedo presidencial, no setor elétrico, afinal só gerou lucros. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O gesto do presidente de levar ao Congresso a medida provisória que deflagra a privatização da Eletrobrás ajudou a valorizar suas ações. A MP 1031 (Eletrobrás) teve objetivos vitais para o êxito do governo. Um deles foram os grandes investidores privados, nacionais e internacionais.

A MP também é uma investida contra aumentos tão cruéis quanto os dos combustíveis: só em 2021, o povo amarga alta de 13% na conta de luz. Confiar ao BNDES os estudos para privatizar a Eletrobrás gerou alívio. A pior escolha seria entregar a tarefa ao corporativismo dos eletrocratas.

DIÁRIO DO PODER

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Celebridades

Lady Gaga oferece recompensa de 500 mil dólares após ter cães roubados

A estrela pop Lady Gaga está oferecendo uma recompensa de 500 mil dólares pela devolução de seus buldogues franceses Koji e Gustav, que foram roubados em Hollywood, disse uma fonte a par do assunto nesta quinta-feira na esteira de reportagens segundo as quais seu passeador de cães foi baleado.

Gaga, cujas apresentações recentes incluíram cantar o hino norte-americano na posse do presidente Joe Biden no mês passado, está em Roma rodando um filme. Seus três buldogues franceses ficaram em Hollywood, noticiou o Daily Mail. O veículo de mídia disse que o passeador de cães de Gaga estava com os cães na noite de quarta-feira quando foi alvejado. A cadela Miss Asia escapou e foi recuperada mais tarde.

Pouco depois das 22h de quarta-feira, um homem munido de uma pistola semiautomática baleou um homem de cerca de 30 anos em Hollywood e fugiu em um carro branco com dois buldogues franceses, disse Drake Madison, agente da polícia de Los Angeles. Paramédicos do corpo de bombeiros levaram a vítima a um hospital local em estado desconhecido, disse Madison.

A fonte próxima de Lady Gaga, que falou pedindo anonimato, disse que a cantora está pedindo que qualquer um que esteja com os cães faça contato pelo email [email protected] para devolvê-los e receber a recompensa, sem ter que dar explicações.

Os buldogues franceses são uma raça popular. Os filhotes dos cães, que estão em alta, podem custar vários milhares de dólares, e são roubados para revenda ou procriação.

ESTADÃO

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Mundo

EUA atacam ‘infraestrutura de milícias apoiadas pelo Irã’ na Síria, diz Pentágono

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ordenou um ataque aéreo contra pontos de milícias apoiadas pelo Irã na Síria, após disparos de foguetes contra as forças americanas no Iraque nos últimos dias, informou o governo nesta quinta-feira, 25. Trata-se da primeira decisão militar tornada pública do presidente americano, que assumiu em 20 de janeiro. Segundo a organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que monitora o conflito na Síria, 17 combatentes pró-Irã morreram nos ataques. A informação, porém, não foi confirmada pelo governo americano.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que os disparos ocorreram “sob a direção do presidente Biden” e foram autorizados não apenas para responder aos recentes ataques contra as forças americanas e da coalizão, mas para lidar com “ameaças contínuas” a elas. O local atingido é usado por dois grupos de milícias apoiadas pelo Irã. Kirby informou, por comunicado, que Biden autorizou a ação militar após consultar aliados dos EUA, incluindo parceiros da coalizão.

Na terça-feira, Biden e o primeiro-ministro do Iraque, Mustafa Al-Kadhimi, discutiram por telefone os recentes ataques com foguetes no território iraquiano e concordaram que os responsáveis “deveriam ser responsabilizados totalmente”, como informou a Casa Branca.

“Especificamente, os ataques (americanos) destruíram várias instalações localizadas em um ponto de controle de fronteira usado por vários grupos de milícias apoiados pelo Irã, incluindo Kait’ib Hezbollah e Kait’ib Sayyid al Shuhada”, disse Kirbry. “A operação envia uma mensagem inequívoca: o presidente Biden agirá para proteger o pessoal da coalizão americana. Ao mesmo tempo, agimos de maneira deliberada com o objetivo de reduzir a situação geral tanto no leste da Síria quanto no Iraque.”

A maioria dos ataques das milícias contra o território iraquiano não causou vítimas, mas o último com foguete, na segunda-feira, foi o terceiro no Iraque em pouco mais de uma semana a atingir áreas da fortificada Zona Verde que hospeda soldados, diplomatas e contratados dos EUA. Os foguetes em tais ataques são normalmente disparados por grupos que as autoridades americanas e iraquianas dizem ter o apoio do Irã.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Esse não era o Biden bonzinho, mais uma fraude que os americanos engoliram. É exatamente o mesmo de todos os outros, governo assassino que sempre justifica seus atos dizendo que é o melhor para os americanos. Trump, Obama, Bush pai e filho, Nikxon, Ford……..todos agem do mesmo jeito., expansionista e invasor.

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Política

Câmara adia para esta sexta-feira votação da ‘PEC da Blindagem’

Em um revés para o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da blindagem parlamentar foi adiada para esta sexta-feira (26), às 10h. Aliados de Lira avaliam que o melhor momento para votar a PEC era nesta semana, por causa da repercussão negativa junto à opinião pública em priorizar uma pauta de autoproteção que vem sendo apelidada de PEC da “impunidade”.

Após um dia inteiro de discussões no plenário e de obstruções, o grupo do Centrão, aliado de Lira, não conseguiu apresentar um texto de consenso, nem negociar acordos com a oposição. PT, Rede, Novo, Podemos e Cidadania foram as legendas que mais trabalharam contra a votação da PEC às pressas.

Lira abandonou a condução da votação ainda durante a tarde e deixou o vice-presidente Marcelo Ramos (PL-AM) na Mesa. Nos bastidores, deputados apontaram a ausência de Lira e falta de diálogo sobre a redação final da PEC levada ao plenário como causas para a obstrução.

Alguns partidos ainda desejam alterar a versão e propõem emendas. O PT quer retirar a previsão de que somente o Conselho de Ética da Câmara e do Senado sejam responsáveis por punir infrações disciplinares cometidas por manifestações dos congressistas. A bancada, porém, rejeitou a proposta de que esse trecho fosse retirado para que as demais mudanças que dificultam a prisão de parlamentares fossem votadas na íntegra.

A bancada do Partido Novo comemorou a postergação. “Ganhamos por um dia”, celebrou Marcel Van Hattem (RS). O partido vai apresentar um destaque que retire da PEC um artigo que veda o afastamento de parlamentares do mandado por ordem da Justiça, sem que haja a cassação decidida no Legislativo.

Com quórum de 350 deputados, Ramos optou por adiar a votação do primeiro turno da PEC, que precisa de 308 votos para ser aprovada. As discussões anteriores sobre o texto, com tentativas de retirada de pauta e outros requerimentos, tiveram no máximo 319 votos a favor do grupo que defende a PEC. Por isso, os líderes entenderam que havia riscos à aprovação.

“Os líderes começaram a ficar inseguros, pelo horário, no meio do jogo do Flamengo. Seria (votado) na marra e não conseguiríamos terminar tudo. Teríamos que nos desgastar para votar o primeiro turno e amanhar ter que votar os detasques de qualquer jeito e o segundo turno. Amanhã vou sentar na Mesa e só levanto quando acabar”, disse Ramos. Ele afirmou que não há mais espaço para negociar mudanças no substitutivo da relatora, Margarete Coelho (Progressistas-PI).

Restrição. Batizada de “PEC da Blindagem”, a proposta restringe o alcance de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como a que determinou a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Antes da votação, Lira cobrou respeito à decisão do Legislativo e rejeitou o carimbo de “impunidade” com o qual a PEC foi rotulada.

Lira avisou, ainda, que não aceitará críticas de magistrados ao texto. Nos bastidores, integrantes do Supremo entraram em campo para articular mudanças no texto, mas a versão final ainda enfrenta forte resistência da Corte. “Não vejo onde o Legislativo esteja ofendendo outro Poder. Espero que o STF tenha um posicionamento constitucional firme”, disse ele.

Pela segunda vez consecutiva, Lira se ausentou da sessão de votação, o que provocou ataques nas redes sociais, sob o argumento de que precisava viajar para São Paulo, e deixou a condução do plenário nas mãos do vice-presidente da Câmara.

A proposta discutida na Câmara é uma resposta corporativista ao que deputados consideraram uma intervenção do STF, que, por 11 votos a 0, referendou a prisão de Silveira, determinada no dia 16 pelo ministro Alexandre de Moraes.

O deputado bolsonarista foi preso por divulgar um vídeo no qual ofendeu ministros da Corte, incitou a violência e fez a apologia da ditadura militar. A Câmara não afrontou a decisão unânime do STF e confirmou a prisão, mas logo em seguida Lira articulou forte reação.

Em conversas na residência oficial da presidência da Câmara e no seu gabinete, Lira e o grupo que o ajudou a se eleger para o comando da Casa decidiram que a PEC era uma forma de dar um “basta” no Supremo sob o risco de outros deputados acabarem presos por ordem de Alexandre de Moraes.

O combinado era que o revide seria a aprovação da PEC, mas, caso o Supremo interfira numa decisão do Congresso, o contra-ataque será turbinado com a aprovação de medidas que atinjam a Corte e também privilégios do Judiciário. Nos encontros que marcaram as últimas 24 horas em Brasília, deputados diziam que a Câmara não será um “puxadinho do Planalto, nem do Supremo”.

Desidratação. Resistências no Congresso e recados de reprovação vindos do Supremo levaram a mudanças na PEC, que acabou tendo alguns trechos desidratados após acordo entre líderes de partidos. “É uma reação do Congresso para tentar dar alguma coerência ao sistema. Não estou dizendo que a PEC é boa, mas o debate tem de ser feito”, disse ao Estadão o ministro do STF Gilmar Mendes.

A PEC perdeu, por exemplo, dispositivos que estabeleciam o duplo grau de jurisdição em Cortes Superiores e na Justiça Eleitoral. Os trechos atingiam a aplicação da Lei da Ficha Limpa e previam mais possibilidades de recursos em processos julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo. Também ficou de fora da PEC a ideia de unificar as imunidades parlamentares, estendendo as prerrogativas federais aos deputados estaduais e distritais.

A principal mudança na proposta, no entanto, foi relativa à definição dos crimes inafiançáveis. O texto substitutivo diz que deputados e senadores só poderão ser presos por crimes definidos assim “por sua natureza, na forma da lei”. “Não pode haver interpretação elástica do que é crime inafiançável”, disse a deputada Margarete Coelho (Progressistas-PI), aliada de Lira e relatora da PEC.

Na prática, a intenção é restringir as chances de prisão em flagrante aos crimes que estão previstos na Constituição e no Código de Processo Penal, como por exemplo racismo, tortura, terrorismo, crimes hediondos, tráfico ilícito de entorpecentes e ação de grupos armados contra a ordem constitucional. O texto original impediria, no entanto, a prisão de Silveira por divulgar vídeo com ameaças aos ministros do STF.

Durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro procurou se desvencilhar da polêmica. “O pessoal não gostou de alguns artigos dessa PEC, começa a atirar e fala que minha família vai ter proveito próprio em cima disso”, protestou o chefe do Executivo. “Não tenho conhecimento dessa PEC. São uns 30 mil projetos tramitando no Congresso. Não tem como eu saber tudo o que acontece lá”, afirmou.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Faltou incluir nesta PEC como crime hediondo a corrupção direta e indireta .
    Essa PEC é mais uma blindagem para os políticos canalhas.

  2. O Brasil está ferrado, com o aparelhamento, quase que total, de um poder por apenas um partido, outro poder muito enrolado com falcatruas e corrupção, e o executivo ajoelhado nas mãos dos dois, nunca vamos sair de miséria. Aqui, só se houvesse uma limpa geral, quarentena de um seculo para tentar desconstruir os com cinco séculos anteriores, quem sabe um novo país, pensar em mudar até o nome.

  3. O erro absurdo do stf ao processar, julgar, causar a liberdade e prender um deputado que mostrou quem era os bandidos de verdade nesse país, agora vai terminar beneficiando ainda mais os políticos bandidos, corruptos e ladrões.

  4. O Deputados tratando dos seus interesses e alguns paspalhos batendo palmas. Nada mudou…

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Economia

Governo quer decreto para ‘simplificar’ regras trabalhistas, mas juízes dizem que é preciso lei

O governo colocou em consulta pública um decreto para consolidar a regulamentação de regras trabalhistas e acabou virando alvo de críticas da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que vê inovações e até inconstitucionalidades no texto. Advogados, por sua vez, identificaram em um dos dispositivos a sinalização de que o governo pretende ampliar a lista de atividades com autorização permanente para o trabalho em domingos e feriados – ponto polêmico que já foi alvo de embates junto ao Congresso Nacional.

A área econômica argumenta que a medida representa uma simplificação e não avança “nenhum centímetro” para além da legislação atual. Ao Estadão/Broadcast, o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, diz receber as críticas com tranquilidade, uma vez que o texto passou pelo crivo das áreas jurídicas do governo, e ressalta que a consulta segue aberta até 6 de março para contribuições.

A Anamatra disse em nota conjunta com outras entidades trabalhistas que a minuta de decreto “apresenta um arcabouço jurídico inovador”, com princípios próprios e normas diferentes das previstas na Constituição e nas leis, em “manifesta violação ao processo legislativo”. Na visão da entidade, o texto promove “alteração da lógica protetiva da legislação trabalhista”.

Um dos pontos que podem gerar polêmica é o capítulo que fala do trabalho aos domingos. Na interpretação de advogados ouvidos pela reportagem, o texto concede autorização permanente para que os setores empreguem amplamente o trabalho aos domingos, sob a justificativa de “exigências técnicas” que tornem indispensável a continuidade do trabalho nesse dia, que deveria ser preferencialmente de descanso.

“A proposta aponta para a edição de nova relação das atividades que têm autorização permanente para o trabalho em domingos e feriados, que já havia sido ampliada em agosto de 2020. A tendência, considerando a apresentação deste programa como ‘marco regulatório trabalhista simples, desburocratizado e competitivo’, é de ampliação dessa relação de atividades empresariais”, afirma Alexandre Pessoa, sócio da área de Direito Trabalhista do KLA Advogados.

“O decreto não vai de encontro à lei, mas eu diria que tem uma flexibilização, porque a secretaria está autorizando de vez. Não vai fiscalizar caso o DSR (descanso semanal remunerado) não caia no domingo. O texto autoriza todo mundo, independentemente do setor. Isso pode ser um ponto polêmico, pode ter uma pressão muito grande, pois tem uma explicação para o descanso ser no domingo”, afirma Jorge Matsumoto, sócio trabalhista do Bichara Advogados.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia afirma que o governo não está mexendo na regra de trabalho aos domingos, apenas eliminando a “etapa burocrática” da negociação coletiva para permitir a adesão do setor. “A interpretação corrente é que precisa ser (no domingo) pelo menos uma vez a cada sete finais de semana. A gente não tá mexendo nisso. É um tema superpolêmico, já foi discutido na MP 905 (que buscava incentivar a geração de emprego e acabou perdendo validade sem aval do Legislativo) e acho que não há receptividade no Congresso para debater esse tema”, afirma.

As centrais sindicais também entraram em campo para questionar as mudanças. Um dos pontos atacados pelas entidades é o trecho que coloca “o livre exercício da atividade econômica e a busca do pleno emprego” como princípios para a elaboração das normas regulamentadoras relacionadas à saúde e à segurança do trabalhador. Para as centrais, a mudança fere o princípio de valorização do trabalho e de dignidade da pessoa humana, tolhendo a ação da fiscalização e representando risco de fragilização das condições de emprego.

Dalcolmo diz que não há conflito nenhum e ressalta que a promoção da saúde e da segurança do trabalhador segue sendo um princípio na elaboração e revisão dessas normas. Por outro lado, segundo ele, a própria Constituição e a Lei de Liberdade Econômica colocam a busca do pleno emprego como outro princípio a ser seguido.

“O objetivo de confecção e da revisão das normas regulamentadoras não pode ser único, orientado pela saúde e segurança do trabalho. A única maneira de ter risco zero à saúde e à segurança do trabalhador é não ter atividade produtiva nenhuma. É claro que as coisas precisam ser conciliadas. Você não pode ter uma regulamentação que seja desarrazoada para um lado ou outro. Não pode colocar em risco a saúde e a segurança do trabalhador, mas não pode ser hiperprotetivo e burocrático de maneira a impedir a atividade produtiva”, diz o secretário.

O documento é extenso, tem 182 artigos e já recebeu mais de 760 sugestões de alteração. O trabalho é fruto de um levantamento de mais de 2 mil atos que estavam antes apenas em papel e são datados desde a década de 1940. Algumas mudanças buscaram modernizar a regulamentação do ponto, para permitir meios digitais de acompanhamento de jornada, e incorporar práticas já adotadas, como o pagamento de vale-transporte em dinheiro ou disponibilização de frota.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Regras trabalhista na tradução livre é chibata nas costas do trabalhador e beneces para o empresário.

  2. Na verdade quer a liber do chicote, pq já não tem mais o que retirar dos trabalhadores, agora é so aprovar o açoite.

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Economia

Hacker anuncia dados de cartão de crédito de brasileiros por US$ 50 mil

Um hacker anunciou, nesta quinta-feira (25), em um fórum na internet, que colocava à venda os dados de mais de 12 milhões de brasileiros, incluindo o número do cartão de crédito e a senha de acesso à conta pelo aplicativo ou site. O pacote, com informações potencialmente obtidas em fevereiro de 2021, custava US$ 50 mil (R$ 273 mil). Além dos cartões de crédito, há dados correlacionados, como nome, email, telefone, CPF ou CNPJ. A informação foi noticiada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

O pacote não foi anunciado na deep web, seção oculta da internet que não é indexada em sites de busca, como o Google, onde costumam ocorrer essas vendas. No entanto, isso não significa que não esteja disponível nessa área. A Folha confirmou com a empresa de cibersegurança Syhunt a relação de nomes das pessoas com os cartões de crédito.

Em um primeiro momento, é impossível comprovar se as informações anunciadas são factíveis. O hacker exibe de modo rasurado, uma forma de não evidenciar o conteúdo de sua venda. Especialistas dizem que alguns indícios podem ser considerados em casos do tipo. Nesse episódio, o hacker, ou o coletivo de hackers, com pseudônimo “gneziol”, tem credibilidade dentro do fórum. Procurado, ele não se manifestou.

Segundo o anúncio, as informações foram capturadas por marcas da empresa Eduzz, uma plataforma que auxilia empreendedores com melhora de performance em vendas online. A empresa não se manifestou até a publicação deste texto. Não há paralelo evidente entre esse vazamento e os anteriores, como o que ocorreu em janeiro deste ano e expôs cerca de 220 milhões de CPFs e uma série de documentos pessoais, além de outro episódio em que ocorreu o vazamento de 100 milhões de contas de celular.

Há possibilidade, entretanto, de que essas bases sejam compiladas e agregadas, fornecendo ainda mais risco aos consumidores. “Alguns vazamentos podem contribuir para que outros ocorram, e aí vira um efeito dominó. Os dados de diferentes vazamentos podem ser agregados. Com a senha, é possível chegar a uma conta administrativa vazada de outra leva, e conseguir acessá-la, por exemplo”, diz Felipe Daragon, da Syhunt.

A recomendação inicial para qualquer pessoa que possua cartão de crédito é ficar atento a movimentações financeiras e alterar a senha de acesso do aplicativo e do próprio cartão. Qualquer compra diferenciada deve ser registrada para eventual contestação no banco. O pagamento aos vendedores de dados costuma ser feito com criptomoedas, impossíveis de rastrear.

De acordo com a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados), se a empresa identificar que houve violação cibernética em seu sistema, deve informar a clientes e potenciais cidadãos afetados. As multas da nova legislação estão previstas apenas a partir de agosto. Procurada, a ANDP (Autoridade de Proteção de Dados), ainda não se manifestou.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

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Esporte

Flamengo perde, mas é campeão brasileiro com empate entre Inter e Corinthians

O Flamengo já havia conquistado o Campeonato Brasileiro com vitória, com empate e até sem jogar. Agora, pode dizer que é campeão também com derrota. O time rubro-negro perdeu por 2 a 1 para o São Paulo, na noite desta quinta-feira (25), no Morumbi. Mas manteve a primeira colocação graças ao tropeço da única equipe que o ameaçava, o Internacional, que empatou com o Corinthians por 0 a 0, no Beira-Rio.

Em uma jornada tensa, com múltiplas participações dos árbitros de vídeo, nenhum dos aspirantes ao título conseguiu cumprir aquilo a que se propôs dentro de campo. A formação da Gávea, porém, acabou fazendo a festa depois de ter ultrapassado o rival colorado em confronto direto na penúltima rodada, quando assumiu a ponta pela primeira vez.

Foi uma campanha de altos e baixos, bem ilustrada na comemoração após uma derrota. Com três técnicos em uma temporada na qual não conseguiu sustentar o nível apresentado em 2019, o Flamengo fez o suficiente para triunfar em território nacional mais uma vez e celebrar o octacampeonato.

Na partida derradeira, os vencedores encontraram um adversário que ainda tinha um objetivo claro, que foi atingido: ficar entre os quatro primeiros e avançar diretamente à fase de grupos da próxima Copa Libertadores. Seria certamente um bônus para os são-paulinos impedir a festa de seu velho ídolo, Rogério Ceni, hoje comandante rubro-negro, em sua velha casa.

A festa ocorreu mesmo com o bom desempenho tricolor na 38ª rodada. A equipe paulistana, que liderou boa parte da competição antes de desmoronar, voltou a se apresentar com o ímpeto demonstrado em alguns momentos nos quais era apontada como favorita a levantar o troféu.

Mesmo sem público no Morumbi –como foram todas as partidas de um campeonato atrasado e afetado pela pandemia do novo coronavírus–, os anfitriões exibiram uma força que não vinham mostrando desde a virada para 2021. Defenderam-se bem e ajudaram o Inter, que não conseguiu cumprir seu papel. Os times que jogavam para buscar o título começaram suas respectivas partidas demonstrando nervosismo. Os adversários conseguiram equilibrar as ações adotando estratégias defensivas e foram pouco a pouco ganhando terreno.

O time gaúcho terminou a competição com 70 pontos. O Flamengo, com 71, festejou seu primeiro título do Brasileiro obtido com uma derrota.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Concordo com crítico. Não tem nada haver assistir 22 "machos" correndo atrás de um bola qdo sensato seria distribuir um bola pra cada um e um apito final. kkk

  2. E a "máquina de fabricar idiotas" chamada futebol segue fazendo rastro !
    Agora conta com mais um ingrediente que atende pela sigla de VAR para trazer mais suspense e aumentar a emoção dos bestas. Ou desilusão…
    Conquistado por um Flamengo que joga quando quer e "ganhou perdendo", o campeonato de futebol brasileiro se já era fraco, sem público então…
    Na realidade esse "título" cujo 'grand finale' pareceu até epílogo de ópera bufa tamanha a palhaçada, não passou de um cala boca para um clube que serviu como testa de ferro para o retorno do futebol ao país em pleno pico da pandemia do novo coronavírus e que só havia conquistado um falido campeonato estadual feito nas coxas e nas pressas.
    Assim como o Big Bosta braZil ainda é capaz de fazer otários ficarem até tarde da noite com a fuça grudada na TV imaginando que, aquilo que estão assistindo não é combinado e apenas o desfecho de um enredo pré estabelecido, o futebol segue se alimentando de uma paixão imbecil e cega fabricando idiotas pelo mundo afora.
    Afinal, para enganar o povo basta pão e circo…

    1. amigo … , só uma pergunta…., essa revolta toda foi chifre ?

    2. Dê um pulinho numa casa de drinks amigo… tá muito estressado…

    3. Rapaz, pela sua postagem, você entende de futebol melhor que todos aqui. Então você é o primeiro do seu próprio insulto!
      Será, André? kkkkkk

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Saúde

Ministério da Saúde assina contrato para compra de 20 milhões de doses da indiana Covaxin

O Ministério da Saúde informou ter assinado nesta quinta-feira (25) um contrato para compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech. Segundo a pasta, o investimento total é de R$ 1,6 bilhão. O acordo foi fechado com o laboratório Precisa Medicamentos, que tem uma parceria com a Bharat Biotech e deve receber as doses importadas da Índia.

A previsão é que 8 milhões de doses do imunizante comecem a chegar já no mês de março, em dois lotes de 4 milhões a serem entregues entre 20 e 30 dias após a assinatura do contrato. O restante seria entregue em abril (8 milhões) e maio (4 milhões).

Apesar do acordo, a vacina ainda não tem aval da Anvisa, necessário para que as doses sejam ofertadas à população. Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em reunião com secretários de saúde que a previsão é que a empresa solicite esse aval nos próximos dias. A assinatura do acordo ocorre uma semana após o ministério publicar uma portaria que dispensava o uso de licitação para compra de doses da Covaxin e da vacina russa Sputnik V.

Atualmente, representantes da União Química, laboratório que tem uma parceria com o Instituto Gamaleya, da Rússia, mantêm uma negociação com o ministério para oferta de 10 milhões de doses da Sputnik. Essa vacina, porém, também não tem ainda um aval da Anvisa para que possa ser ofertada.

Recentemente, a agência mudou as regras para que possa receber pedidos de uso emergencial de vacinas que tiveram estudos clínicos no exterior, e não apenas no Brasil –medida que beneficia, entre outras, a Sputnik e a Covaxin. Ainda não houve, porém, novos pedidos para que essa análise possa ocorrer.

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Saúde

Pazuello alerta para contágio mais rápido da Covid; porta-voz de estados prevê março como pior mês

Em pronunciamento ao lado de representantes de secretários estaduais e municipais de Saúde, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (25) que o país vive “uma nova etapa da pandemia” de Covid-19, com aumento na contaminação que pode “surpreender gestores”.

Nesta quinta (25), completou-se um ano do diagnóstico do primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Um dia antes, o país bateu a marca de 250 mil mortes pela doença.

Para Pazuello, esse aumento está ligado às novas variantes do coronavírus. “Hoje o vírus mutado nos dá três vezes mais contaminação e a velocidade com que isso acontece em pontos focais pode surpreender o gestor em termos de estrutura de apoio”, disse. “Vimos locais que no ano passado não estavam impactados nessa época do ano e estão impactados agora”, afirma. Já para os representantes de secretários estaduais e municipais de Saúde, a medida também está ligada a uma queda na adesão da população a medidas como distanciamento.

“Precisamos ligar o alerta, porque vamos viver semanas muito difíceis, talvez as mais difíceis enfrentadas na pandemia”, afirmou Carlos Lula, presidente do Conass (conselho que representa secretários estaduais de Saúde). Para ele, o mês de março poderá ser o mais difícil já enfrentado devido ao alto número de estados com leitos em ocupação quase máxima.

“Nunca tivemos tantos estados com tanta dificuldade ao mesmo tempo, seja por novas cepas ou pelo cansaço da sociedade”, afirmou Lula, citando que 15 estados já têm taxas de ocupação dos leitos acima de 90%.

Em Santa Catarina, segundo ele, a ocupação já chega a 110% –o que indica uma lista de espera por vagas. Em Rondônia, não há leitos disponíveis, aponta. Mais cedo, Lula disse em reunião de gestores que o mês de março poderá vir a ser o mais difícil que o país já enfrentou com a Covid. “Temos que ser claros na sociedade nisso”, afirmou.

Ainda no encontro, Pazuello citou três ações prioritárias para enfrentar a pandemia nessa etapa: atendimento imediato de casos em unidades básicas de saúde, aumento de leitos de UTI, inclusive com possibilidade de transferência de pacientes, e vacinação contra a Covid-19. No entanto, Pazuello não mencionou medidas de prevenção simples, como usar máscara e evitar aglomerações. Coube aos representantes dos estados e municípios ressaltarem as medidas. “Todos os estados têm tentado criar mais leitos. Mas temos que entender que apenas criar leitos não adianta. Precisamos da ajuda da sociedade. A sociedade tem que entender que não é hora de fazer festa, de estar junto”, disse Lula.

“A sociedade precisa entender que a fase que passamos agora é mais difícil do que no início da pandemia no Brasil. Pedimos que a população não abandone a obediência cega à ciência”, afirmou o presidente do Conasems, Wilames Bezerra. “Precisamos voltar a orientar a isolar os contaminados, obedecer hábitos de higiene e vacinar grupos prioritários.”

Ainda segundo os secretários, algumas medidas podem enfrentar dificuldade para serem colocadas em prática. “Terminamos a contabilidade de termos feito o transporte de mais de 600 pacientes do Amazonas para outros estados. Hoje teria uma dificuldade muito maior para fazer isso, porque todo mundo está no seu limite”, disse Lula. O grupo anunciou um acordo com o ministério para que a pasta volte a financiar leitos de UTI –cujo financiamento estava em queda brusca neste ano, em pleno agravamento da pandemia.

Inicialmente, o ministério chegou a propor que esse financiamento ocorresse por meio de reembolso em caso de uso. Agora, a ideia é que haja custeio mensal, pelo mesmo valor que era pago anteriormente –R$ 1.600. No encontro, Pazuello também tentou rebater críticas pelo número limitado de doses de vacinas contra a Covid, citando que o valor já distribuído, de 15 milhões, é uma “vitória ao SUS”.

Recentemente, a baixa oferta de doses levou parte das capitais a suspenderem temporariamente suas campanhas de vacinação –parte delas retomou a medida nesta semana. De acordo com Pazuello, o cronograma de vacinação começa a dar sinais de “estabilidade em termos de produção e quantidade de doses”. Ele voltou a repetir a promessa de vacinar cerca de 50% da população até julho.

A previsão vale para aqueles com indicação para receber a vacina, que não é indicada a menores de 18 anos. Ao fim do encontro, o ministro deixou o local sem responder perguntas da imprensa.

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Saúde

SUS vive pior momento da epidemia, com UTIs lotadas em 17 capitais, diz Fiocruz

O SUS enfrenta o seu pior momento desde o início da epidemia do novo coronavírus no Brasil: as taxas de ocupação de UTIs do sistema público batem recordes, com 17 capitais registrando lotação de pelo menos 80%. Segundo a Fiocruz, é o pior cenário já observado durante a pandemia.

As capitais com os piores indicadores são Porto Velho (RO), com lotação de 100%, Rio Branco (AC), com 88,7%, Manaus (AM) com 94,6%, Boa Vista (RR), com 82,2%, Palmas (TO), com 80,2%, São Luís (MA), com 88,1%, Teresina (PI), com 93%, Fortaleza (CE), com 94,4%, Natal (RN), com 89,0%, Recife (PE), com 80,0%, Salvador (BA), com 82,5%, Rio de Janeiro (RJ), com 85,0%, Curitiba (PR), com 90,0%, Florianópolis (SC), com 96,2%, Porto Alegre (RS), com 84,0%, Campo Grande (MS), com 85,5%, e Goiânia (GO), com 94,4%.

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Política

CASO KERINHO: PGE emite parecer favorável à decisão do TSE que manteve Beto Rosado na Câmara e Mineiro fora

O vice-procurador Geral Eleitoral, Renato Brill Goes, emitiu parecer favorável à decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Felipe Salomão, que manteve os votos obtidos pelo candidato Kerinho, que teve o registro posteriormente negado no TRE-RN, na coligação que tem a vaga na Câmara Federal com o deputado Beto Rosado. Mantendo portanto, o entendimento da suspensão da vaga à Mineiro que se beneficiaria pela tese de anulação total dos votos.

“Como visto, em demanda atinente às Eleições de 2018, como é o caso concreto, esse Tribunal determinou que a “execução de acórdão em processo de registro de candidatura ocorrerá somente após decisum de mérito desta Corte Superior. De tal forma, a determinação de imediato recálculo dos quocientes eleitoral e partidário constante do acórdão impugnado, decorrente do indeferimento de registro de candidatura atinente ao pleito de 2018, conflita com o posicionamento firmado por esse Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou o PGE citando jurisprudência do Tribunal .

Leia matéria completa AQUI no Justiça Potiguar.

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  1. É brincadeira esse Mineiro, levou uma pisa nas urnas e agora quer ganhar no tapetão, vai ficar só na vontade, pois eleição se ganha nas urnas e não no tapetão.

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Política

Fecam-RN confirma chapa de Paulinho Freire à presidência com amplo apoio

A Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam-RN) confirmou na noite desta quinta-feira (25) a legalidade da chapa de Paulinho Freire (PDT) à presidência da entidade. A eleição será nesta sexta-feira (26) na sede da entidade, em Natal, e a candidatura do vereador natalense conta com amplo apoio dos representantes potiguares de Legislativos.

“Chegamos a eleição da Fecam com a grata sensação de que construímos um grande projeto para o futuro desta entidade tão importante para as Câmaras Municipais. Juntamente com outros amigos presidentes de Legislativos, vamos trabalhar muito para fortalecer a Federação e, consequentemente, contribuir com o trabalho dos vereadores de todo o Estado”, disse Paulinho Freire.

Entre as principais propostas de Paulinho, destaque para a iniciativa de transformar as Câmaras Municipais em mini Centrais do Cidadão. O objetivo é permitir que todos os serviços oferecidos pelas centrais sejam disponibilizados nas sedes do Legislativo pelo interior.

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Saúde

Brasil registra mais de 9,3 milhões de curados da Covid-19


Foto: Diego Peres/Secom

O Brasil registrou nesta quinta-feira (25) mais 42.678 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 9.323.696 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas já representa 89,7% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil mais de onze vezes superior ao número de casos ativos (815.267), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que pelo menos 89 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

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