Diversos

Ambev oferece auxílio de até R$ 255 para ambulante que não vai trabalhar no Carnaval

Foto: Ana Branco / Agência O Globo

A cervejaria Ambev criou um site para dar um auxílio de até R$ 255 para ambulantes que não conseguirem trabalhar durante o carnaval, devido à suspensão das festas pela pandemia. Para isso, a empresa criou um site chamado Ajude um Ambulante e pretende amparar aproximadamente 20 mil trabalhadores. Para receber o benefício, os vendedores precisam se cadastrar e comprovar que exerceram a atividade em carnavais passados.

Ao concluir o cadastro, o ambulante já receberá uma ajuda de custo de R$ 150 e um código próprio para divulgar aos amigos e aos clientes, para que eles peçam suas cervejas em casa durante o carnaval.

A cada utilização desse código em qualquer compra de produtos da Ambev e no aplicativo de entrega de cervejas Zé Delivery, a cervejaria vai doar R$ 5 para o ambulante, com um limite de 20 utilizações do cupom por CPF cadastrado.

Além disso, caso o inscrito participe de um curso sobre consumo responsável, receberá R$ 5 adicionais. Para evitar fraudes, os ambulantes precisam comprovar que exerceram a atividade em carnavais anteriores. Os nomes dos participantes e os cupons estarão disponíveis para consulta no site Ajude um Ambulante entre os dias 11 de 21 deste mês.

Trabalhadores sem renda

O cancelamento de festejos, blocos de rua e desfiles de carnaval está deixando milhares de trabalhadores sem uma das principais fontes de renda no ano. Há seis anos atuando como ambulante no carnaval do Rio, o técnico de refrigeração e manutenção Edmilson Silva dos Santos, de 41 anos, está preocupado com a falta de trabalho e de dinheiro. Ele contava com as vendas durante o carnaval para pagar o valor do aluguel e comprar produtos essenciais para casa e para sua filha:

— Eu me programava para percorrer cinco ou seis a blocos de rua por dia no carnaval. Chegava a ganhar uma média de R$ 1.500. É um dinheiro que vai fazer muita falta, ainda mais porque a oferta de trabalho diminuiu. Cansei de dormir na fila, na Gamboa, para fazer a inscrição e trabalhar. Trabalhava com gosto — lamenta Santos, que foi um dos primeiros fazer o cadastro para receber a ajuda de custo da Ambev.

Somente no município do Rio, mais de dez mil ambulantes receberam o cadastro oficial da prefeitura para trabalhar no carnaval em 2020.

— Os ambulantes sempre estiveram com a gente e com os nossos consumidores nos carnavais, e neste ano não podia ser diferente. Estamos muito felizes de poder ajudar — afirma o diretor-presidente da Ambev, Jean Jereissati.

Confira como receber o auxílio

O cadastro para o movimento Ajude um Ambulante deve ser feito no site da plataforma (www.ajudeumambulante.com.br) até o dia 17 de fevereiro. Lá, é preciso preencher um formulário com nome completo, CPF, data de nascimento, número do celular, e-mail, cidade e estado de residência.

Além disso, é preciso anexar um documento que comprove o trabalho como ambulante em carnavais de anos anteriores nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Olinda (PE), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).

O documento pode ser um Termo de Permissão, uma autorização da prefeitura, uma licença para ambulante, um comprovante de cadastramento de ambulante ou credenciais dos carnavais 2019 ou 2020.

Depois de preenchido e enviado o formulário, é preciso aguardar a confirmação dos dados, o que pode durar até dois dias úteis. Caso os dados sejam aprovados, a confirmação chegará via e-mail e SMS.

Depois de aprovado o cadastro, é preciso abrir uma conta digital na Donus, uma empresa de serviços financeiros da Ambev. É por meio dessa conta que o valor da doação será recebido.

Com o cadastro e a conta aberta, o vendedor ambulante já garante o recebimento de R$ 150. De acordo com a empresa, este valor estará disponível em até 30 dias úteis após a data de encerramento do movimento, no dia 21 de fevereiro.

Cupom para o Zé Delivery

Assim que o cadastro for concluído, o vendedor ambulante receberá, por e-mail ou SMS, um cupom exclusivo para o aplicativo de bebidas Zé Delivery, que deverá ser compartilhado com consumidores. Cada vez que o código for utilizado em uma compra no app, serão creditados mais R$ 5 além dos R$ 150 garantidos.

Quanto mais pessoas utilizarem o código, maior será o valor arrecadado. Porém, há um limite de 20 utilizações, ou seja, R$ 100. A Ambev oferece ainda um curso profissionalizante sobre consumo responsável de álcool, chamado Curso Boto Fé. Os ambulantes que concluírem os quatro módulos de aulas e retirarem o certificado de conclusão ganharão mais R$ 5.

Assim como no valor inicial, a Ambev afirma que o bônus referente aos cupons utilizados estará disponível na conta Donus em até 30 dias úteis após a data de encerramento do movimento, no dia 21 de fevereiro.

Extra – O Globo

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Cidades

Funcionários do Banco do Brasil anunciam nova paralisação na quarta-feira (10)

Em assembleias feitas em todo o país de maneira online, funcionários do Banco do Brasil aprovaram o Estado de Greve, além de paralisação por tempo determinado, das 0h00 às 23h59, no dia 10 de fevereiro. “Os funcionários mostraram que querem negociar. Exigem que o banco seja transparente com relação ao plano que está em implantação. Queremos saber quantas e quais agências serão fechadas, quantos funcionários serão afetados e o que o banco pretende fazer para que os trabalhadores não sejam, mais uma vez, prejudicados”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Na base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e região, a paralisação foi aprovada por 74% dos funcionários que votaram na assembleia. O Estado de Greve é um alerta para que a direção do banco e o governo se atente para as reivindicações dos trabalhadores e abram negociação para que se evite a deflagração da greve.

“Temos que estar preparados para o pior, pois temos no comando do País um governo que, declaradamente, quer acabar com os diretos dos trabalhadores e que vê o funcionalismo como um problema para seu projeto privatista. Um governo que quer, a qualquer custo, acabar com o Banco do Brasil”, completou a dirigente sindical Fernanda Lopes.

Pressão
Os funcionários estão pressionando a direção do BB para que seja transparente e abra negociações com relação ao plano que prevê a demissão de 5 mil funcionários (em plena pandemia), além do fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios. Na quarta-feira (03), os funcionários realizaram reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir intervenção do órgão na busca de informações.

“Procuramos a intermediação do MPT porque a direção do banco, pela primeira vez, se recusou a nos informar sobre mudanças que afetam os funcionários de forma contundente”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. O banco se comprometeu na reunião a submeter a pauta com os pontos destacados pela Contraf-CUT à instância superior e trazer a resposta até a próxima audiência com o MPT, na segunda-feira (8).

Outro lado
Até o início da manhã desta segunda-feira, não havia um posicionamento oficial da direção do BB. O espaço está aberto.

BANDA B

Opinião dos leitores

  1. Mpj, estudei sim! Sou formado em Administração e Ciências Contábeis. Nunca tive preguiça de trabalhar. Jamais quis me esconder atrás desse câncer, chamado estabilidade no emprego. Nunca vi como algo fantástico, passar em um concurso público. Respeito quem fez, ou pensa em fazer. Sim, a privatização do Banco do Brasil! João Macena.

    1. Tem certeza que nunca quis se "esconder " atrás desse "câncer" como diz vc? Ou tentou e não conseguiu a estabilidade? ….#não a privatização.

  2. Desde quê me entendo de gente, o Banco do Brasil, sempre teve a péssima fama, de ter um mal atendimento. Além do mais, a diretoria, não é obrigada, a mostrar a funcionários ou sindicatos, os seus planos/ planejamento. Privatização Já! João Macena.

    1. Estude , quem sabe um dia você conseguirá um emprego público. Aqueles que ali estão , não entraram por apadrinhamento, e sim com seus próprios méritos, estudaram para conseguir passar. #Não a privatização.

    2. Péssimo atendimento. Funcionários parecem que têm um "rei na barriga", alguns não tem conhecimento para trabalharem na linha de frente do atendimento. Certo dia, necessitei ir a agência centro em Natal apanhar um cartão de débito (o meu estava vencido). Esperei mais de 3 horas na fila para poder ter acesso ao andar superior. Pois bem, chegando a minha vez, a funcionária solicitou que apresentasse o meu cartão vencido. Assim que o fiz ela me respondeu "que aquela não era a minha agencia"! Simplesmente o próprio banco mudou o prefixo da agência e a sua própria funcionária não sabia. Despreparo total.

  3. não atendem telefone, não respondem e-mail… tem mais é que fechar as portas mesmo, bancos digitais são muito mais fáceis de usar.
    conheço gente que está há 3 semanas tentando abrir uma conta PJ e não consegue, são uns despreparados!

  4. Greve dos bancos já é mais certo do que data de aniversário, depois não querem que falem de funcionário público privatiza já, até porque privatizando gera muito mais empregos.

    1. Funcionário de banco não é servidor público, no máximo são empregados público, se for um banco público, são regidos pela CLT e não tem nenhuma estabilidade. Portanto, podem ser demitidos a qualquer momento, apesar de serem concursados.

  5. Paralisando as atividadas, não resolverão nada. Melhor tentar resolver com o diálogo político e sem agressões ao Presidente.

  6. Essa turma não gosta de trabalhar mesmo, é só esses aproveitadores de sindicato se assanharem que todo mundo adere. O governo tem que privatizar essa merda o mais rápido possível, como falou o ministro Paulo Guedes.

  7. Essa questão dos bancos fecharem agências, demitirem funcionários e ficarem no digital é um fenômeno mundial e não apenas do Brasil. Os sindicalistas precisam entender que não é porque o banco é público que os funcionários não precisam produzir. O Banco do Brasil está no caminho certo com esse guidance de fechar agências e enxugar a folha. As pessoas detestam ir na agência, só vão para resolver o que o app não resolve. Então sai muito mais barato melhorar as funcionalidades do app e fechar as agências. O gasto com aluguel é altíssimo, fora energia, agua.

  8. Privatiza logo esse Banco, deixe só CEF, BNDES e BNB.
    Pense nuns funcionários ruins , esses do BB.

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Política

STF julga hoje acesso de Lula a mensagens roubadas da Lava Jato

A Segunda Turma do Supremo julga hoje, a partir das 14h, recursos contra a decisão de Ricardo Lewandowski que liberou à defesa de Lula as mensagens da Lava Jato roubadas por hackers. O acesso foi concedido em dezembro e, desde então, os advogados do ex-presidente têm anexado ao processo centenas de páginas com os diálogos de Deltan Dallagnol com a força-tarefa e com Sergio Moro.

Nos recursos, os atuais e ex-integrantes do grupo, o próprio Ministério Público Federal e a Associação Nacional dos Procuradores da República alegam que Lewandowski sequer tinha competência para analisar o pedido, uma vez que o relator da Lava Jato no STF é Edson Fachin.

Em novembro, Fachin havia submetido ao plenário do STF o pedido de Lula para acessar as mensagens; no despacho, disse que somente os 11 ministros poderiam analisar a legalidade do uso do material pela defesa do ex-presidente.

Além de ter atropelado Fachin, Lewandowski também decidiu dentro de uma ação que não tinha qualquer relação com a Operação Spoofing, que prendeu os hackers. Na ação, a defesa pedia inicialmente somente o acesso à íntegra do acordo de leniência da Odebrecht e a documentos do MPF no Paraná que registravam as parcerias com autoridades americanas e suíças.

Além desses problemas, os procuradores dizem no recurso que não há como atestar a autenticidade e integridade das mensagens, uma vez que podem ter sido adulteradas pelos próprios hackers, que também são investigados por fraudes.

A liberação do uso das mensagens, acrescentam, também abriria precedente para ataques hackers generalizados contra autoridades que combatem o crime. “Seria a consagração jurídica, pelo Supremo, da prática delitiva em desfavor do trabalho de persecução penal pelo Estado, o que não se pode validamente aceitar”, diz o recurso.

Na sessão de hoje, participam do julgamento, além de Lewandowski, os ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

O Antagonista

GRANDE PONTO

Opinião dos leitores

  1. Vamos deixa esse troço para lá, quem diabo quer saber desse bandido, so o STF que tenta de todas as maneiras possíveis e impossiveis soltar esse bandido, deve ter o rabinho pre$$o, pois nunca houve na historia tamanho esforço p defender o este meliante

  2. Home devia deixar esse bandido logo livre para ele se candidatar e levar uma surra nas urnas só assim esse imundo ficaria quieto juntamente com os jumentos seguidores dele.

  3. País onde o poste mija no cachorro. O bandido investigando e colocando em cheque todo o sistema judiciário do país, que vergonha. Luladrao responsável pelo roubo de mais de UM TRILHÃO DE REAIS, agora pousando de bom moço e exigindo respeito. Somos uma vergonha sem tamanho para o mundo. Aqui, sempre roubar será vantajoso.

    1. Agora o stf está legalizando a receptação de roubo, com intuito de inocentar o ladrão. É demais.

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Cidades

Reitor do IFRN, José Arnóbio é inocentado do caso ‘Lula Livre’

O reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), José Arnóbio de Araújo Junior, foi inocentado de uma denúncia feita pelo Movimento Brasil Livre (MBL). A sindicância foi aberta após um evento na instituição em que foram vendidos produtos com a expressão “Lula livre”.

A Comissão de Sindicância, responsável por analisar o ocorrido e apresentar um parecer, destacou que após análise, observou “que não há como demonstrar subsunção entre os fatos (…) e as condutas” investigadas, que possa ser caracteriza como “a prática de ilícito administrado” – fato o qual o reitor foi acusado.

Arnóbio, que era diretor do campus de Natal, onde ocorreu o evento denunciado, obteve a maioria dos votos em eleição feita em 4 de dezembro de 2019. Após mais de um ano sem cumprir o mandato, tomou posse no último dia 5.

A transmissão do cargo foi realizada por Wyllys Farkatt, reitor do Instituto entre 2016 e 2020, sem a presença do reitor interino Josué Moreira, que estava no cargo desde 20 de abril e que não havia participado do pleito em 2019.

Arnóbio e “Lula Livre”

O então ministro da Educação, Abraham Weintraub, deixou de nomear o candidato eleito pela comunidade estudantil do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) por causa de uma denúncia feita pelo Movimento Brasil Livre (MBL) após um evento na instituição em que foram vendidos produtos com a expressão “Lula livre”.

José Arnóbio de Araújo Filho, que era diretor do campus de Natal, onde ocorreu o evento denunciado, obteve a maioria dos votos em eleição feita em 4 de dezembro do ano passado. No entanto, no dia 17 do mesmo mês, o ministro publicou portaria em que designou Josué de Oliveira Moreira, servidor da instituição, como reitor temporário.

AGORA RN

Opinião dos leitores

  1. É só pedir cópia dos dois processos relacionados ao tema via portal da transparência e ver a verdade.

  2. Bom . Já que a feirinha de Lula livre foi legal o professor arnobio pode agora transformar o IFRN em um espaço permanente para umas feirinhas de Lula livre, Foi Gopi, Dirceu guerreiro do povo Brasileiro, o amigo do meu pai etc.

  3. Eu acho que venceu o corporativismo, são raras as sindicâncias que dão em alguma punição. Nem as dos professores assediadores de alunas.

    1. Engraçado, fala e faz o mesmo, como dizem: Faça o que digo, não faça o que falo. Tem um ditado que se encaixa bem para essa frase acima: O sujo falando do mal lavado!!

    2. Pois é Caligula, a escolha é sua, qual vc prefere ser chamado?

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Economia

Conta de luz no Brasil deve subir 14,5%, em média, em 2021, calcula estudo

A conta de luz deve ter um aumento médio de 14,5% em 2021, segundo um estudo da TR Soluções, empresa de tecnologia aplicada ao setor elétrico. A estimativa é com base no Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (Sete), que leva em conta números das 53 distribuidoras e sete permissionárias do país.

As maiores altas devem ocorrer nas regiões Centro-Oeste e Norte. Na região Centro-Oeste, há uma expectativa de aumento de 19,4% nas tarifas de energia para 2021. Em seguida, aparece o Norte, com 19,4%. Nordeste (17,6%), Sudeste (13,1%) e Sul (12,2%) completam o ranking.

O levantamento apontou que o principal vilão para o aumento é o serviço de distribuição de energia elétrica, com alta de 15,5%. O motivo para a elevação está associado às variações obtidas em 2020 pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), acumulado em 23,14%; e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com 4,52%. Como grande parte das distribuidoras de energia vinculam suas receitas ao IGP-M e ao IPCA, as empresas de energia repassam ao consumidor final o reajuste desses indicadores.

“A inflação está entre os principais fatores que vão pressionar as tarifas de energia elétrica neste ano, em particular no caso das distribuidoras cujas receitas são reajustadas pelo IGP-M”, afirma o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa.

Conta-Covid também influencia no preço

Os números do levantamento também mostram que outro fator para a previsão de aumento das tarifas tem a ver com a expectativa de custos com a compra de energia, que subiu 9,5% em relação a 2020.

Essa elevação deve-se ao fato de que a maior parte dos custos financeiros que as empresas de energia repassaram às tarifas ao longo de 2020 ter sido coberta por empréstimos do programa Conta-Covid, do Governo Federal, que tem como janeiro de 2021 o início do pagamento das primeiras parcelas pelas distribuidoras.

Regulamentada pela Agência Nacional Energia e Eletricidade (Aneel), a Conta-Covid foi criada como medida para evitar reajustes maiores nas tarifas de energia elétrica para o consumidor final durante a pandemia do novo coronavírus em 2020, que seriam originados por efeitos previstos.

Por meio de linha de crédito, a medida garantiu às distribuidoras os recursos para compensar essa perda de receita temporária.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Esse era o choque de energia que Paulo palestrinha disse que teria?
    Aumento no preço dos combuatíceis, do gás de cozinha e da energia elétrica?
    Prepara mais capim aí que ta pouco.

    1. O salário mínimo é reajustado pelo IPCA, enquanto as contas de luz podem ser ajustadas pelo IPCA ou também pelo IGPM, aí como o IGPM subiu muito, fica essa discrepância.. fora que durante 2020 inteiro os reajustes foram bloqueados.

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Política

Centrão mira Ministério da Agricultura e quer deslocar Tereza Cristina para o Itamaraty

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro negar repetidamente que vai repartir a Esplanada dos Ministérios entre partidos da base aliada no Congresso, políticos do Centrão seguem articulando nos bastidores para tentar abocanhar mais espaço no governo. Aliados do Executivo passaram a sugerir que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assuma o Ministério das Relações Exteriores. O movimento atenderia a dois desejos: substituir o chanceler Ernesto Araújo e liberar a Agricultura para indicações de parlamentares.

Um dos principais argumentos é que Tereza Cristina à frente da Agricultura demonstrou bom trânsito em diversas agendas internacionais. Recentemente, a ministra foi convocada a ajudar na interlocução com a China para a liberação de insumos destinados à fabricação de vacina contra a covid-19.

A ministra mantém diálogo frequentes com o embaixador chinês Yan Wanming. No auge da tensão causada por declarações do ministro Ernesto Araújo e do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por questões ideológicas, Tereza Cristina atuou para evitar retaliações comerciais.

Com o apoio do setor produtivo, a chefe da Agricultura também tem atuado para ratificar o acordo firmando entre Mercosul e União Europeia. Anunciado em 2019, o tratado enfrenta resistência de países europeus que citam a política ambiental do governo Bolsonaro para sacramentar o acordo.

A defesa de Tereza Cristina para o Itamaraty também usa como argumento o fato de que ela poderia estabelecer com o vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho Nacional da Amazônia, uma relação mais próxima na área ambiental. O ministério do Meio Ambiente é comandado por Ricardo Salles que, apesar de criticado, foi garantido no cargo por Bolsonaro.

Em meio à expectativa de uma reforma ministerial, o nome de Tereza Cristina também foi citado para assumir a Secretaria de Governo e a Casa Civil. Segundo um importante interlocutor do governo no Congresso, o objetivo é abrir o espaço na Agricultura para parlamentares.

Aliado de Bolsonaro, o presidente do Progressitas, o senador Ciro Nogueira (PI), defende abertamente a substituição do chanceler Ernesto Araújo. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, na semana passada, o parlamentar defendeu mudança no Itamaraty, alegando

— Criou-se uma imagem mundial muito ruim para o país, que foi superdimensionada pela situação do Itamaraty. E aí estou falando como senador, não como governo. Eu acho que deveria ser modificado. Se isso acontecer, a Bolsa sobe 30%. A condução tem que mudar, a condução do Itamaraty hoje prejudica o país. Ou o ministro muda, ou muda a condução — disse.

Em conversa com interlocutores na tarde de ontem, a ministra Tereza Cristina negou que saiba de qualquer mudança. Ela reafirmou que pretende seguir na chefia da Agricultura.

Ministério vago

Ontem, Bolsonaro, em entrevista à TV Band, voltou a negar que esteja negociando ministérios com o grupo de partidos conhecido como Centrão, apesar de a pasta da Cidadania ter sido prometida para o Republicanos. O presidente confirmou que o ministro Onyx Lorenzoni será deslocado do Ministério da Cidadania para a Secretaria-Geral da Presidência.

— Hoje o meu relacionamento com esses parlamentares do centro está harmônico, sem problema nenhum. Não dei nenhum ministério para eles. Estão dizendo agora que eu vou dar um banco para o Centrão. Não existe isso. Eu tenho um ministério vago, aqui da Secretaria-Geral, que a previsão é trazer o Onyx Lorenzoni para cá e botar uma outra pessoa no Ministério da Cidadania. Isso que está previsto no momento — disse Bolsonaro.

Depois, o presidente confirmou a troca, referindo-se a Onyx:

— Vai para a Secretaria-Geral.

Bolsonaro também negou que fará uma reforma ministerial e disse que o Centrão — que, segundo ele, é chamado assim “pejorativamente” — tem “responsabilidade” e não cobra troca de ministros:

— Não existe isso (reforma ministerial). Fisicamente, ninguém me cobra, do Parlamento, isso. Ninguém quer isso — disse o presidente, acrescentando:

— O Parlamento sabe, o pessoal que dizem, pejorativamente, (ser) Centrão, os partidos de centro, eles têm responsabilidade, sabem como está o Brasil. Não é hora de trocarmos ninguém agora para atender interesse político.

O presidente disse também na entrevista que Araújo “continua” no cargo. Aliados que defendem a mudança pretendem continuar insistindo até convencê-lo.

Na edição de ontem do Diário Oficial da União, foi publicada a nomeação de José Vicente Santini para o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República. Conforme antecipou O GLOBO, ele está de volta ao Palácio do Planalto, para ser o número dois da pasta, um ano após ser demitido por usar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Outros cargos na mira do Centrão
Antes mesmo da eleição no Congresso, havia crescido sobre o governo a pressão do centrão para ocupar cargos no primeiro escalão hoje exercidos pelos militares. O grupo defende a nomeação de mais políticos em ministérios e mira, especialmente, duas pastas sediadas no próprio Palácio do Planalto: a Casa Civil, hoje a cargo de Braga Netto, e a Secretaria de Governo, responsável pela articulação política, ocupada por Luiz Eduardo Ramos.

A impressão de aliados de Bolsonaro no Congresso é que a “militarização” do governo atrapalha na interlocução com os partidos, além de ser um entrave para a liberação de cargos e emendas, moeda de troca importante para os parlamentares.

Durante a campanha, Bolsonaro também chegou a acenar ao centrão com a recriação de pastas, como Planejamento e Indústria e Comércio, que hoje são parte do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, que também poderiam acomodar aliados.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Vida de gado não é fácil, a cada dia ter q arrumar argumentos para defender bandido de estimação. Se gritar pega o centrão… e o gado, muuuuuuuuu.

  2. Se Fosse no governo do Luladrão e da Encaixotadora de Vento,já teria entregue todos os Ministerios,o que interessa ao PT é o Butim !!!!

  3. Espero que o Presidente não cometa esta burrice. A ministra Teresa Cristina é um dos melhores quadros do governo.

  4. Ô governo bom do centrão! Com o fim da Lava Jato, agora vai nadar de braçada, enquanto o palhaço Bozo continua suas macaquices.

    1. Eh a nova política talkei?! A gente percebe como o MINTOmaníaco eh contra corrupção e corruptos… Mas somente os do PT talkei?!

    2. 23:59 "a Lava jato destruiu o país!!"
      00:00 " agora acabam com a Lava jato pra roubarem"

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Economia

BC não tem dinheiro para pagar o salário dos servidores em março

O Banco Central já não tem recursos para pagar o salário dos servidores em março, caso o Orçamento de 2021 não seja aprovado até lá, de acordo com análises feitas por integrantes do Ministério da Economia. A situação do BC repete um cenário visto em outros órgãos, como as Forças Armadas, onde os recursos para o pagamento dos soldos dos militares acabam em abril.

Outros órgãos vinculados ao Ministério da Economia, além da própria administração direta da pasta, como o IBGE e o Ipea, só têm dinheiro para o pagamento dos servidores até março. As contas foram feitas pelo próprio governo, que quer aprovação do Orçamento o mais rapidamente possível para evitar um apagão nos pagamentos.

A dotação atual para o pagamento dos servidores ativos do Banco Central é de R$ 310,8 milhões. Desse valor, R$ 142 milhões foram gastos para pagar os salários de janeiro, e montante semelhante deve ser contabilizado em fevereiro. Por isso, pelas contas dos técnicos do Ministério da Economia, o recurso restante não é suficiente para honrar os compromissos de março na íntegra.

A situação se repete em alguns órgãos civis, como o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, onde não há dinheiro a partir de maio. A situação ocorre por uma combinação de fatores e está ligada diretamente a uma regra orçamentária, prevista na Constituição, que proíbe o governo de se endividar para pagar despesas correntes, como salários e aposentadorias.

Autorização do Congresso

Por conta da sequência de rombos nas contas públicas, essa regra vem sendo quebrada desde 2019. Para evitar punição, o governo encaminha desde 2019 ao Congresso um pedido para se endividar. Enquanto esse pedido é feito, uma série de despesas ficam condicionadas à autorização dos parlamentares.

A situação piorou neste ano porque o Orçamento total ainda não foi aprovado. Por isso, não é possível tecnicamente fazer adequações internas, dentro dos próprios órgãos, para garantir o pagamento dos salários. A Comissão Mista do Orçamento (CMO) deve ser instalada nesta semana.

O entendimento dos técnicos da equipe econômica é que os valores condicionados à aprovação do Congresso não podem ser pagos sem o aval dos parlamentares, sob pena de o presidente da República ser acusado de crime de responsabilidade fiscal, que pode ser usado como base para um processo de impeachment. É por isso que os pagamentos dos servidores estão em risco.

Por conta dessa norma, chamada de regra de ouro, o governo colocou R$ 453 bilhões em despesas (de um total de R$ 1,52 trilhão) dependentes de aprovação do Congresso Nacional. Procurados, o Ministério da Economia e o Banco Central não comentaram.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Os bocós confundem o orçamentário com o financeiro…E mais o duodécimo relativo a salários terá que ser repassado orçamentariamente. A legislação obriga. Não haverá atrasos. Podem crer….

  2. A Globo dispensando atores e empregados por falta de verba, tomara que ano que vem, feche as portas e que não tenha um centavo pra pagar seus empregados.

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Social

CONFIRA: Colunista destaca os homens mais elegantes e empreendedores do RN

O colunista Toinho Silveira, destacou na Revista TOMORROW RN, encartada na Revista TOMORROW BRAZIL/PORTUGAL, a lista dos HOMENS D+ MAIS elegantes do RN.

A revista circula no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Portugal e no RN em formato digital.

TS falou: “Resolvi destacar homens que admiro por várias qualidades, como gentileza, elegância, empreendedorismo, cultura, responsabilidade social, entre outros valores.”

Confira coluna completa:

Opinião dos leitores

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Política

Bolsonaro cogita prorrogar auxílio emergencial e mudar ICMS de combustíveis

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda (8) que “acha que vai ter prorrogação” do auxílio emergencial, mas que ainda está em constantes conversas com o ministro Paulo Guedes e a equipe econômica, mas que o ideal seria que a economia fosse retomada.

“Acho que vai ter prorrogação. Foram cinco meses de R$ 600 e quatro meses de R$ 300. O endividamento chegou na casa de R$ 300 bilhões. Tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal. Em São Paulo, por exemplo, estão com fase vermelha, fase amarela. Os donos de bares e restaurantes estão indignados. Em Belo Horizonte, mesmo problema. Até quando vão ficar com essa política de isolar? Se não deu certo antes, por que vai dar agora? Temos que enfrentar. Não adianta essa conversinha de ‘insensível e genocida’. Isso é conversa de quem não quer achar solução. Temos um vírus e estamos preocupados”, disse Bolsonaro em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.

O presidente lembrou que a maior dificuldade está na forma de endividamento. “Se eu não fizer com responsabilidade, sobe a desconfiança no mercado, sobe o preço do dólar, sobe o preço de combustível… É uma bola de neve. Não é só ‘vou fazer’. Se fosse, o ideal seria dar R$ 10 mil para cada um até esse vírus sair”, concluiu.

Bolsonaro também afirmou que o governo estuda uma forma de reduzir o impacto do aumento dos combustíveis (gasolina, diesel e gás de cozinha) anunciado pela Petrobras. Segundo ele, além da redução do PIS/Confis, que é um imposto federal, seria imperioso uma padronização do sistema de cobrança de ICMS, que varia de estado para estado.

“Estou buscando meios. Tivemos um reajuste há 15 dias e hoje mais um. Não temos uma política de controle de preços na Petrobras. Todo mundo aponta para o presidente da República, quer que eu interfira, mas o preço dos combustíveis no Brasil leva em conta o preço do petróleo lá fora e o dólar aqui dentro (…). Não posso congelar. Se congelar, pode faltar”, disse.

Relações políticas

Questionado pelo jornalista José Luiz Datena sobre uma possível filiação ao DEM, Bolsonaro desconversou e disse ter um relacionamento bom com o presidente do partido, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, mas que está “namorando” outros partidos. “Tenho um bom relacionamento com o ACM Neto, mas estou namorando alguns partidos, entre eles o Patriota. Vou conversar com deputados do PSL também”, afirmou.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. O país tá se encaminhando pra uma 2° Venezuela. Inflação nas alturas, poder de compra do salário cai a cada mês, governo gasta mais que arrecada, não há controle sob as contas públicas, endividamento, desemprego recorde… Lascou pra todos. Não vai escapar ninguém.

  2. Hô Véio Bom da gota serena é o Presidente Bolsonaro.
    Onde não tem roubo, tem dinheiro para ajudar o brasileiro.
    MITO, MITO

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Saúde

Programa de computador prevê risco de morte por Covid-19 com 90% de êxito

Uma pesquisa feita pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, conseguiu encontrar uma forma de prever, com mais de 90% de precisão, se um paciente infectado pelo Sars-CoV-2 morrerá em decorrência da Covid-19. O estudo, feito com base em inteligência artificial, também foi capaz de determinar com 80% de eficácia se um paciente hospitalizado por coronavírus precisará de um respirador mecânico. O trabalho está publicado na revista científica Scientific Reports.

A ferramenta foi criada a partir do histórico médico de 2,6 milhões de cidadãos dinamarqueses obtidos de um banco de dados do país. Os pesquisadores realizaram testes PCR do Sars-CoV-2 em indivíduos com suspeita de Covid-19 e escolheram 3.944 pacientes com a doença confirmada para realizar as análises.

Os dados dos participantes alimentaram o programa de computador criado pelos cientistas. O intuito foi reconhecer padrões e correlações entre doenças anteriores dos pacientes e a progressão da gravidade da Covid-19 entre eles. Com o resultado, os pesquisadores observaram que o programa de computador foi capaz de prever o risco de morte por coronavírus com 90,6% de exatidão. O programa também identificou os pacientes que precisaram de admissão hospitalar em 81,8% dos casos e quais necessitaram ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI) com 72,1% de eficácia.

As informações dos participantes também serviram para reforçar doenças e características que podem fazer com que alguém seja considerado grupo de risco. Segundo os pesquisadores, a informação poderia ajudar a determinar qual grupo de pessoas deve ser colocado como prioridade na fila de vacinação.

Idade e obesidade

O cruzamento de dados mostrou que homens mais velhos e com pressão alta têm risco maior de morrer devido ao coronavírus. “Nossos resultados demonstram, sem surpresa, que a idade e o índice de massa corporal (IMC) são os parâmetros mais decisivos para quão severamente uma pessoa será afetada pela Covid-19”, explica Mads Nielsen, professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Copenhagen e principal autor do estudo.

A probabilidade de morrer ou acabar em um respirador também aumenta se o paciente tiver alguma doença neurológica.

Em ordem de prioridade, as doenças e fatores de saúde que, de acordo com o estudo, têm mais influência sobre se um paciente acaba em um respirador após ser infectado são: IMC elevado; idade avançada; hipertensão; ser do sexo masculino; doenças neurológicas; doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); asma; diabetes e doenças cardíacas.

Câncer, insuficiência cardíaca, osteoporose e insuficiência renal crônica também entraram na lista de doenças que aumentam o risco de morte por Covid-19. Os pacientes hospitalizados apresentaram maior probabilidade de serem tabagistas.

“Para aqueles afetados por um ou mais desses parâmetros, descobrimos que pode fazer sentido movê-los para cima na fila de vacinas a fim de evitar qualquer risco”, detalha Nielsen.

O intuito dos pesquisadores é que a inteligência artificial seja usada para ajudar hospitais dinamarqueses, prevendo continuamente a necessidade de respiradores entre os pacientes com coronavírus. “Estamos trabalhando com o objetivo de prever a necessidade de respiradores com cinco dias de antecedência, dando ao computador acesso aos dados de saúde de todos os pacientes positivos para Covid-19 na região”, explica Mads Nielsen.

METRÓPOLES

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Política

PT quer assumir comissão de Eduardo Bolsonaro na Câmara

Com a maior bancada na Câmara, o PT pretende usar sua preferência nas escolhas de comissões para fazer um contraponto à política externa de Jair Bolsonaro. O partido vai reivindicar a Comissão de Relações Exteriores, até este ano comandada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. O indicado da legenda de oposição será Arlindo Chinaglia (PT-SP), que comandou a Casa entre 2007 e 2009.

A comissão é estratégica para a oposição, pois poderá servir para contestar medidas adotadas pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que é ligado à ala ideológica do governo. O colegiado é responsável por analisar a maioria dos tratados internacionais firmados pelo País e por aprovar projetos que tratam do assunto. Foi na gestão de Eduardo, por exemplo, que a comissão deu aval para utilização comercial do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão.

A presidência de cada uma das 25 comissões permanentes da Câmara não está definida. A divisão depende da regra da proporcionalidade, baseada no tamanho de cada partido ou bloco partidário, e também de acordos firmados entre os líderes.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já estabeleceu que o principal colegiado da Casa, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), será do PSL. O partido indicou o nome de Bia Kicis (DF) para a vaga.

Procurado, Lira não confirmou se o PT ficará com a de Relações Exteriores e disse que ainda vai ouvir outras bancadas para decidir. A intenção dele é retomar os trabalhos das comissões logo depois do carnaval. Os colegiados estão sem funcionar há mais de um ano, desde antes do início da pandemia.

O líder do PT, Enio Verri (PT), afirmou que, além da Comissão de Relações Exteriores, o partido vai tentar presidir outros dois colegiados. Até o ano passado, a sigla tinha três: Cultura, Legislação Participativa e Direitos Humanos.

Chinaglia também aguarda a definição do partido e das divisões, mas disse que a indicação do seu nome para a presidência seria algo natural, já que ele participa do colegiado. “As posições do ministro (Ernesto Araújo) vão contra os interesses nacionais”, afirmou Chinaglia. “Agora, não se pode imaginar que uma comissão tem o mesmo poder que um ministério, isso seria uma bobagem.”

Em 2019, Eduardo foi um “eco” do chefe do Itamaraty no Congresso. Os dois fizeram coro em críticas à China e ao alinhamento aos Estados Unidos. No período, a comissão aprovou uma moção de repúdio ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, por defender a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Questionado pelo Estadão, Eduardo declarou que não vai tentar a presidência de nenhuma comissão neste ano, mas pretende integrar algumas como membro. “Se a de Relações Exteriores for para o PT, estarei lá fazendo oposição.”

Governistas

A indicação de Bia Kicis para a CCJ não é o único avanço de governistas sobre postos-chave da Câmara, consolidado a partir da vitória de Lira para o comando da Casa. Fiel escudeira de Jair Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) assumirá a Secretaria de Comunicação.

Além disso, dos sete principais assentos da Mesa Diretora, apenas Luciano Bivar (PSL-PE), na Primeira-secretaria, e Marília Arraes (PT-PE), na Segunda-secretaria, não são aliados do Palácio do Planalto.

Investigada no inquérito das fake news, em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), Carla Zambelli tem o aval de Lira para assumira Secretaria de Comunicação. Entre as atribuições do cargo estão gerenciar e definir a linha editorial da TV, Rádio e Agência Câmara.

“Carla é um fenômeno na área da comunicação e tenho certeza de que vai fazer um bom trabalho”, disse o líder do PSL, deputado Major Vitor Hugo (GO). A parlamentar também é investigada em inquérito no Supremo que apura a organização de atos antidemocráticos, com pautas a favor do fechamento do Congresso e da Suprema Corte. Procurada, a deputada não se manifestou.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Mais do mesmo. Enquanto ficarmos nas mãos de bolsotralhas e petralhas esse país não irá evoluir.
    Moro 2022!

    1. #Moro2022 na cadeia!!! O lugar desse marreco biografado

  2. Arthur Lira confirmou Bia Kicis na CCJ, e mandou recado que não aceita pressão e intromissão, gostei, começou bem!

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Saúde

Brasil pode doar ao Haiti mais testes do que enviou a 23 Estados e ao DF; kits estão perto de vencer

O governo Jair Bolsonaro pode enviar ao Haiti mais testes para detecção da covid-19 do que o governo federal entregou a 24 das 27 unidades da federação do Brasil. Somente São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná receberam volume superior. Como revelou o Estadão, o Ministério da Saúde negocia a entrega de 1 milhão de exames do tipo RT-PCR, o mais adequado ao diagnóstico, para o país caribenho. Tratada como ato humanitário em documentos oficiais, a doação pode reduzir o estoque de 5 milhões de unidades que vencem a partir de abril, mas jogar sobre o Haiti a responsabilidade de usar o produto com validade curta.

Com praticamente o dobro da população do Haiti, Minas Gerais só recebeu 747 mil exames. Já o Rio Grande do Sul, que tem população similar ao do país caribenho (cerca de 11 milhões de habitantes), ficou com 571 mil testes.

Como o Estadão revelou em novembro, o ministério guardava 7,1 milhões de exames e a maior parte (96%) teria de ir ao lixo entre dezembro e janeiro, pois perderiam a validade. Após a reportagem, o governo recorreu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aceitou um pedido da fabricante para estender o o prazo de vencimento por mais 4 meses. Desde então, 2,1 milhões de exames foram entregues, mas a gestão de Pazuello continua com dificuldade para consumir todo o estoque.

No total, o Ministério da Saúde entregou 14 milhões de exames RT-PCR aos Estados na pandemia. Cerca de 10,2 milhões foram realizados até agora. A meta do governo era ter feito 24 milhões de exames deste tipo até o fim de 2020.

Com a maior população, São Paulo foi o Estado que mais recebeu exames do governo federal (2,4 milhões). Na outra ponta, Roraima levou 102,3 mil. Mesmo as unidades já entregues não foram totalmente utilizadas pelos Estados. Há dificuldades para processar as amostras pela falta de máquinas adequadas e insumos como reagentes de extração, cotonetes “swab” e tubos coletores. O exame hoje encalhado, fabricado pela coreana Seegene, também não é compatível com toda a rede de análise do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como revelou o Estadão, a área técnica da Saúde alertou a gestão de Pazuello, ainda em maio de 2020, sobre o risco de os exames perderem a validade. Quase um ano após a pandemia chegar ao Brasil, a pasta ainda negocia a compra de reagentes de extração de RNA. Além disso, o governo deve importar 12 milhões de testes de antígeno, produto de qualidade similar ao RT-PCR, mas de execução mais simples e rápida.

Pedido

O Itamaraty e o Ministério da Saúde afirmam que o governo haitiano pediu a doação dos testes. Não está claro se a quantidade ofertada foi proposta pelo Brasil ou pelo país caribenho. O governo brasileiro não doará outros insumos usados durante as análises das amostras. “Se os haitianos não tiverem como fazer essas análises ou como realizar coletas, não será possível ao Brasil dar início a alguma eventual doação”, afirma nota do Ministério da Saúde, que só se posicionou após duas semanas de cobranças da reportagem. Auxiliares de Pazuello, reservadamente, negam que a ideia é empurrar ao país os exames que estão prestes a vencer.

O Brasil já doou cerca de 130 mil testes ao Paraguai e ao Peru. Também recebeu, recentemente, 72 mil unidades do governo da Coreia do Sul, além de outras 600 mil unidades da Petrobrás, no começo da pandemia.

O Ministério da Saúde ainda pretende doar exames RT-PCR prestes a vencer para hospitais filantrópicos brasileiros. Mas, diante da oferta da equipe de Pazuello, a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) alertou as entidades sobre o risco de os estoques terminarem no lixo. “São testes com prazo de validade até abril de 2021”, destacou ofício da confederação obtido pela reportagem. “Dessa forma, recomendamos às instituições que pleitearem a doação dos mesmos que o façam com responsabilidade, para que não passemos a concentrar em nós e nas nossas instituições a responsabilidade pelo vencimento dos testes.”

Em nota, a CMB confirma que muitos hospitais devem rejeitar a proposta. “Os testes são necessários e bem-vindos, mas infelizmente nem todos os hospitais possuem equipamentos compatíveis para atender as especificações técnicas de análise do material coletado e leitura dos resultados do teste PCR.”

Abaixo, o número de exames do tipo RT-PCR que cada unidade da federação recebeu do Ministério da Saúde:

SP – 2.408.496

RJ – 2.153.480

PR – 1.815.888

CE – 947.492

BA – 777.252

MG – 747.792

SE – 571.728

RS – 571.284

MS – 332.368

AP – 325.516

PE – 314.552

SC – 306.424

DF – 274.680

RN – 273.888

PA – 247.084

AM – 230.948

MA – 215.412

RO – 208.696

PI – 204.492

MT – 203808

ES – 178.728

TO – 168.196

GO – 156.272

PB – 155.548

AC – 129.724

AL – 128.384

RR – 102.328

Total Geral – 14.150.460

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Cadê os governadores e prefeitos!!!
    Depois vão botam na conta do PR.
    Tem sobrando.
    Ô véi macho da gotaserena.

  2. Lula aquele safado, ladrão julgado e condenado, doou uma refinaria para a Bolívia, construiu um porto em Cuba e várias obras em outros paises.

    1. Outra vez essa conversa fiada de PT isso, PT aquilo. Concentre-se no governo atual. Isso não é justificativa para as cagadas do Bozo. O centrão foi cúmplice de tudo e agora está dirigindo o país. Lula vai ser absolvido graças a ele. Falta lógica para o ministro especialista em logística.

  3. O pintor de rodapé é incompetência em pessoa.
    O Brasil foi um dos países que menos testaram as pessoas, mas para o governo se sair de bom na história, vai mandar os testes vencidos para o Haiti. É querer humilhar o povo haitiano.
    Tem gado que aplaudi isso.
    Já é doença.

  4. Os Estados e Municípios não pediram, então é melhor doar.
    Só para lembrar o PT deixou centenas de obras paradas , causando desperdícios de dinheiro público.

    1. Os testes saem dos estoques do governo federal apenas quando demandados pelos Estados. Deixa de burrice, portuga…

    2. Sério? Então o governo federal ou errou na quantidade que comprou ou na distribuição! Considerando o exímio papangu especialista em logística que está no ministério da saúde, a incompetência eh certa!

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Economia

Congresso quer auxílio emergencial fora do teto e sem corte de despesas

O comando do Congresso sinalizou ontem que quer uma via expressa para a retomada do auxílio emergencial. Os gastos com o benefício devem ficar de fora do limite do teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Além disso, ao contrário do que defende o ministro da Economia, Paulo Guedes, a nova rodada do auxílio não deve prever contrapartidas, como a aprovação de medidas de controle de gastos.

Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acenou com a possibilidade de o Congresso abrir uma “excepcionalização temporária” do Orçamento para garantir o pagamento de novas parcelas do auxílio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi além. Disse que não é possível condicionar a concessão do benefício a medidas de ajuste fiscal, com o argumento de que a emergência e a urgência da situação não podem esperar. Em entrevista à GloboNews, Pacheco disse que o cenário pode ser diferente em três ou quatro meses, com o aumento da imunização, mas agora ele é urgente.

“Só temos duas saídas: ou votamos rapidamente o Orçamento ou o governo federal vai procurar alguma forma de o Congresso excepcionalizar temporariamente (o pagamento), até que tenhamos Orçamento para votar um projeto de novo de inclusão mais acessível para a população e que traga as pessoas que estão numa situação muito difícil”, disse Lira em entrevista em Alagoas.

Na prática, as falas dos presidentes da Câmara e do Senado sinalizam que o governo e o Congresso negociam uma forma de incluir as despesas da nova rodada do auxílio no que os economistas chamam de “extrateto de gastos”. Ou seja, fora da contabilização do limite do teto.

Essa “excepcionalização” poderia ser feita por meio da edição de um crédito extraordinário do Orçamento. Esse tipo de crédito só o governo pode editar. A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Há dúvidas, porém, se os gastos com o agravamento da covid-19, como os de agora, podem ser incluídos na categoria de imprevisíveis.

Outra possibilidade é abrir uma exceção na emenda do teto de gastos, como foi feito na distribuição dos recursos obtidos no leilão da exploração do pré-sal para Estados e municípios. Nesse caso, o caminho de tramitação exige uma mudança na Constituição.

Se adotada a via expressa , o novo auxílio poderá ser concedido antes da aprovação do Orçamento, que deve prever um novo programa social. Uma definição sobre o socorro financeiro do governo aos mais vulneráveis se arrasta há meses mesmo diante da piora da pandemia.

Meta fiscal

Lira e Pacheco não deram detalhes de como essa brecha orçamentária se daria, mas as discussões avançam na área técnica do Ministério da Economia depois que Guedes aceitou a nova rodada de auxílio com valor em torno de R$ 200 e por mais três meses, segundo apurou o Estadão. Bolsonaro, que publicamente negava a necessidade do auxílio, ontem disse que a discussão para uma nova rodada do benefício é para “ontem” (mais informações nesta página).

O impasse está no teto de gastos, mas a necessidade de cumprimento da meta fiscal de 2021 é outro obstáculo a ser superado para a concessão do auxílio. Mesmo que as despesas para o seu pagamento fiquem de fora do limite do teto de gasto – o cenário hoje mais provável devido à urgência da pandemia – o governo teria de compensar o gasto extra por meio de aumento da arrecadação ou mudar a meta fiscal, que prevê um rombo de R$ 247,1 bilhões.

Pela legislação brasileira, a despesa entra no cálculo do resultado primário (as receitas com a arrecadação de impostos menos as despesas, antes do pagamento de juros). Em 2020, com o chamado orçamento de guerra, as regras fiscais foram suspensas e o governo não precisou cumprir a meta fiscal e pode ampliar os gastos.

A edição de um crédito extraordinário é considerada a saída mais pragmática, mas tem ainda pontos de dúvidas em relação à exigência de imprevisibilidade para esse tipo de crédito ser aberto pelo governo. A dúvida a ser esclarecida é: a prorrogação do auxílio era ou não previsível?

Guedes tem defendido atrelar o auxílio a medidas de corte de despesas e também à aprovação de uma cláusula de calamidade que permitiria que as regras fiscais fossem suspensas enquanto ela estiver em vigor.

Para o coordenador do Observatório Fiscal da Fundação Getúlio Vargas, Manoel Pires, é possível fazer o auxílio por crédito extraordinário. “Algumas pessoas entendem o mecanismo de forma mais restritiva, mas deve prevalecer o entendimento mais flexível. A questão da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) é que o programa tem de obedecer à meta fiscal. A compensação se daria por acréscimo de receita ou corte de despesa.”

ESTADÃO

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Política

Presidente da Argentina participará de evento do PT em defesa de Lula

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, será a principal estrela internacional das comemorações dos 41 anos do PT, em fevereiro. Ele participará no dia 22 de um debate sobre o chamado “lawfare” contra Luiz Inácio Lula da Silva. O termo designa a suposta perseguição judicial sofrida pelo ex-presidente, que acabou por lhe tirar os direitos políticos.

A conferência “Lawfare: caso Lula e a luta pela recuperação de seus direitos políticos” é coordenada pelo ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, recentemente apontado pelo próprio Lula como candidato ao Palácio do Planalto em 2022, caso o ex-presidente continue inelegível.

No passado, a solidariedade de Fernández a Lula gerou críticas de Bolsonaro ao mandatário argentino. Nos últimos meses, os dois presidentes vinham ensaiando uma reaproximação. Também compõem a mesa o ex-candidato à Presidência da França Jean Luc Melenchon, do partido esquerdista França Insubmissa, e o advogado Antônio de Almeida Castro, o Kakay.

O debate será pré-gravado e feito de forma virtual, e depois disponibilizado on-line.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Por isso que a Argentina está virando uma Venezuela, esses governantes de esquerda só fazem isso mesmo roubar e militância, guerrilha e por ai vai. Tem um ditado que diz ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

  2. O Brasil foi roubado de todos os lados, empresas governamentais deram prejuízo, fundos de pensão dos funcionários públicos quase faliram, BNDES com prejuízo sem igual na história .
    Argentina com a lei do aborto aprovada, novo empréstimo pedido ao FMI, extrema pobreza está em 10% da população e a pobreza está em 40%, PIB negativo para 2020 de quase 12%, inflação na casa dos 37% a.a.
    E ainda vem mais um comunista da França apoiar o cachaceiro ladrão dos nove dedos.
    Que belo evento, certamente o tema principal será "como levar um país para a pobreza extrema em 1 mandato"

  3. Se fosse o presidente dos EUA fazendo conferencia sobre como manter um bandido na cadeia, os petistas estariam revoltados. No minimo, fecharia a embaixada na argentina. Isso é uma interferencia direta no sistema e leis do Brasil.

  4. O que esse incompetente vem fazer no Brasil, ele devia era tomar de conta da corriola dele e do país chamado Argentina que ele está quebrando.

  5. A Argentina, hoje, parece um cadáver insepulto. Seu povo elege, mas não merece, os governantes que têm.

  6. No mínimo vem agradecer pelo dinheiro do BNDES que o Cachaceiro investiu em seu país e que não vai pagar.
    Valor da obra – US$ 152,8 milhões
    Empresa responsável – Odebrecht
    7) Aqueduto de Chaco (Argentina)
    Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES
    Empresa responsável – OAS
    8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)

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Política

ACM Neto atua para que crise no DEM não afaste Huck, considerado presidenciável

O presidente do DEM, ACM Neto, passou o fim de semana numa ofensiva para evitar que a crise na legenda afaste Luciano Huck, visto como opção presidencial do partido. Por telefone, disse que não pode descartar já o apoio a Jair Bolsonaro em 2022 por respeito à ala da sigla que defende o presidente.

O ex-prefeito de Salvador (BA) frisou, porém, que prefere não apoiar a reeleição, segundo pessoas próximas ao político e a Huck. Por enquanto, a articulação fez efeito. O apresentador de TV não descartou se filiar ao antigo PFL.

Agora desafeto de ACM Neto, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia também procurou Huck no fim de semana e buscou convencê-lo a se distanciar do DEM.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Mais um Tiririca. Se der brecha ele ganha mesmo. Senhor perdoa, o eleitor brasileiro não em quem vota.

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Saúde

Médicos recomendam check-up pós-Covid para detectar e tratar sequelas

A cura da Covid-19, a doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2, pode ser um processo que se estende para muito depois do final da fase aguda da infecção. Mesmo após o vírus deixar o organismo, podem permanecer sequelas espalhadas por órgãos como coração, pulmão e cérebro por meses até em pessoas que tiveram as formas mais leves da doença. Médicos de diferentes especialidades vêm sugerindo uma visita ao médico logo após o fim da infecção para checagem de sequelas e busca por tratamento, principalmente quando há sintomas persistentes ou antes de reiniciar uma atividade física.

Estudos no mundo todo vêm avaliando o cenário pós-Covid-19. As estimativas dos cientistas apontam que apenas uma porcentagem entre 10% e 20% dos pacientes relatam recuperação completa nos primeiros meses após a infecção. Cerca de metade das pessoas que tiveram Covid-19 dizem ainda sentir fadiga incomum nos meses posteriores. Sintomas como dor de cabeça, dores no peito, falhas na memória e perda do olfato (anosmia) também aparecem e podem até indicar uma condição crônica, segundo médicos.

“Todos os pacientes deveriam procurar um médico após a doença. Cada pessoa tem um ritmo de vida e hábitos diferentes; é importante saber se há alguma sequela antes de retomar a vida normal. Há pessoas que ficam com alguma inflamação que pode durar meses”, diz o cardiologista Marcelo Sampaio, da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP).

De acordo com Gustavo Faibischew Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a melhor opção é procurar um clínico geral ou um médico da família, profissionais que conseguem fazer uma avaliação global e encaminhar o paciente para as especialidades necessárias caso haja necessidade de avaliação complementar. “Assim, o paciente recebe orientações sobre os cuidados que deve ter e sabe se precisará fazer algum exame para confirmar existência das sequelas e conhecer a extensão delas”, diz o médico.

A Covid-19 hoje é reconhecida pelos médicos e cientistas como uma doença sistêmica, que desencadeia diversos processo inflamatórios em diferentes regiões do corpo. Os pulmões estão entre os órgãos mais afetados pelo vírus. O coronavírus pode levar a uma infecção nos órgãos (pneumonia) que causa morte por insuficiência respiratória nos casos mais graves.

Segundo Prado, a avaliação física de um pneumologista vai apontar para a necessidade ou não de exames mais detalhados. Nesses casos, tomografia do tórax, ecocardiograma pulmonar e a prova de função pulmonar ajudam a montar um tratamento para o problema. “A tomografia, por exemplo, mostra se há sinais de fibrose no pulmão [cicatrizes que surgem depois de uma infecção] e mostram a presença de doenças das vias aéreas, que podem ser a causa de tosse prolongada ou cansaço”, diz o pneumologista.

No coração, arritmias e insuficiência cardíaca inexistentes antes da doença podem surgir após a infecção. “Se o paciente passou por uma Covid-19 e tem fadiga, cansaço ou palpitação, o recomendado é passar por uma avaliação mesmo se a pessoa teve um quadro leve da doença”, afirma o cardiologista Fernando Bacal, diretor-científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Segundo o médico, aqueles que tiveram casos moderados ou graves da doença devem passar por uma avaliação ainda que não tenham sintomas. “Consequências mais graves, como morte súbita, infarto, disfunção ou insuficiência cardíaca são pouco frequentes, mas devem ser detectadas”, afirma Bacal.

De acordo com Marcelo Sampaio, da BP, algumas das sequelas podem existir sem serem notadas, daí a importância de buscar um parecer médico especialmente antes de retornar às atividades físicas, que expõem o coração a um maior esforço. Além disso, dintomas como dor de cabeça, sonolência excessiva e perda de memória podem estar ligados à ação do vírus no sistema nervoso e pedem a atenção de um neurologista.

A médica Clarissa Lin Yasuda, professora na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), lidera uma pesquisa que busca identificar a persistência de manifestações neurológicas após a Covid-19 por meio de um questionário que pode ser respondido pela internet por qualquer pessoa que tenha tido a doença, mesmo sem sintoma persistente.

De acordo com os dados ainda não publicados em revista científica, das cerca de 4.500 pessoas que responderam a pesquisa, apenas 13,5% afirmam ter se recuperado completamente da doença após dois meses da infecção. Sonolência diurna e dores de cabeça depois de dois meses da doença são sentidas por aproximadamente 34% das pessoas que responderam o questionário. Cerca de 40% afirmam ter alteração de memória.

“Milhares de pessoas têm entrado em contato para relatar algum sintoma neurológico, e isso é assustador, especialmente porque 90% desses respondentes não chegaram a ser hospitalizados com a doença, tiveram casos leves”, diz Yasuda. “A dor de cabeça é muito limitante. Há relatos de pacientes que não tinham enxaqueca e passaram a ter, ou de pacientes que já tinham enxaqueca e tiveram piora na frequência e na intensidade das crises. Mesmo a fadiga, com sonolência, pode ter um fundo neurológico”, afirma a médica.

“A cada momento descobrimos fatos novos sobre a doença, e o cenário vai mudando ao longo da observação. É uma doença repleta de formas alternativas, e no contexto geral pode ser como várias doenças em uma só”, diz Sampaio, da BP.

Segundo os médicos, o ideal é que o acompanhamento seja integral. “Especialmente o cansaço e a falta de ar podem ter mais de uma causa em mais de um órgão. Doenças respiratórias e cardiovasculares também podem ter causas variadas, e a Covid-19 traz repercussões para os sistemas cardíaco e respiratório. A avaliação, nesses casos, nunca pode ser simplista”, afirma Gustavo Prado, do Oswaldo Cruz.

“Quando falamos de pacientes curados, isso não é algo binário —ou o paciente está doente ou está curado—, há todo um contínuo entre esses dois pontos. Muitas vezes, a recuperação não será imediata nem completa. Podemos enfrentar a situação de termos um enorme contingente de pacientes que não se recupera plenamente ou rapidamente, e o sistema de saúde deve estar preparado para isso”, diz o pneumologista.

FOLHAPRESS

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