Saúde

Vacinas já distribuídas atendem cerca de 10% dos públicos prioritários

As vacinas contra a covid-19 distribuídas até o momento são suficientes para imunizar cerca de 10% dos públicos prioritários definidos no plano de imunização contra a doença. O balanço foi apresentado em debate virtual reunindo representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Segundo o Conass, até o momento, foram encaminhadas aos estados 8,9 milhões de doses, sendo 2 milhões de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca e 6,9 milhões de doses da vacina CoronaVac, do consórcio entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, de São Paulo. Desses, seis milhões são relativas ao 1º lote, importado da China, e cerca de 900 mil são do 2º lote.

Esse conjunto de doses deve ser suficiente para vacinar 5,3 milhões de pessoas, conforme projeção do Conass. O cálculo considera que 3,28 milhões de pessoas deverão se vacinar com a CoronaVac, – que demanda duas doses- e 5% de perdas. Outro 1,9 milhão deverá ser imunizado com a vacina de Oxford/AstraZeneca. Apesar da aplicação do imunizante demandar duas doses por pessoa, como a 2a dose deve dada em até 12 semanas é possível utilizar os 1o lote de 2 milhões para começar a imunizar mais pessoas, empregando uma dose por paciente (descontados aí 5% de perdas).

Os públicos prioritários do plano de vacinação somam 77,2 milhões de pessoas. Neste universo estão profissionais de saúde, idosos e pessoas com deficiência com 18 anos ou mais em instituições de longa permanência, indígenas aldeados, idosos, comunidades quilombolas e trabalhadores em educação, segurança e transportes.

Para imunizar todo este contingente, são necessárias mais de 154 milhões de doses. “De acordo com os quantitativos [de vacinas], vamos precisar elencar novas prioridades até operacionalizar todo o plano nacional e vacinar este contingente”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato.

O assessor técnico do Conass, Nereu Mansano, reforçou que, como ainda não há imunizantes para todos, o esforço é definir as “prioridades dentro das prioridades” a partir dos públicos estabelecidos como prioritários. “Vamos ter que priorizar a manutenção de saúde e redução da maior mortalidade. Nosso grande objetivo é manter o serviço de saúde funcionando, principalmente aqueles mais utilizados no atendimento à pandemia sem esquecer os demais trabalhadores”, comentou. O assessor do Conass acrescentou que o intuito é imunizar todos os profissionais de saúde à medida que sejam adquiridos mais lotes de vacinas.

DIÁRIO DO PODER

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Saúde

Saúde atualiza plano de vacinação com novas categorias na prioridade

O Ministério da Saúde publicou a segunda versão do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 incluindo trabalhadores industriais e portuários nos grupos prioritários para receber o imunizante. A primeira versão foi divulgada em dezembro do ano passado. Com esses dois novos setores, que totalizam 5,4 milhões de pessoas, o total do público prioritário subiu para 77,2 milhões de pessoas.

Foram mantidos os demais segmentos, mas em ordem alterada. Os idosos e pessoas com deficiência com 18 anos de idade ou mais em instituições de longa permanência e indígenas aldeados são citados em primeiro lugar, seguidos dos trabalhadores de saúde, pessoas com mais de 75 anos e povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas.

Fazem parte também, após esses primeiros grupos, idosos de 60 anos a 74 anos, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente grave, moradores de rua, população privada de liberdade e funcionários dessas instituições, trabalhadores da educação do ensino básico e superior, forças de segurança e armadas.

Já haviam sido incluídos trabalhadores do transporte, abarcando aí empregados do transporte público de coletivos, linhas aéreas e transporte metroviário, rodoviário e aquaviário.

DIÁRIO DO PODER

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Saúde

Absurdo: Justiça suspende vacinação em Manaus, apesar do caos e das mortes

Em vez de apenas punir aqueles que furaram a fila de vacinação e autoridades coniventes com a irregularidade, a Justiça Federal no Amazonas decidiu punir toda a população do Estado que mais sofre os efeitos da pandemia, suspendendo a distribuição de todas as doses da vacina de Oxford (desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca) em Manaus.

A capital do estado deveria receber 74.134 doses, informou a prefeitura, mas a juíza federal Jaiza Fraxe decidiu que a Prefeitura de Manaus precisa “garantir a total transparência na programação e critérios para vacinação contra Covid”. Enquanto isso, a vacinação tão agiuardada pela população de Manaus foi suspensa.

A decisão incompreensível da juíza atende a uma Ação Civil Pública dos Ministérios Públicos do Estado (MPE), Federal (MPF), do Trabalho (MPT) e Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), e Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado (DPE), contra o Município de Manaus.

Chegaram a Manaus 132.250 doses da vacina de Oxford na noite de sábado. Foi o Estado que mais recebeu doses do imunizante, exatamente em razão da emergência do aumento de casos e de mortes, sobretudo após a constatação de uma nova variedade do vírus. Sem contar que o Estado sofre colapso no sistema de saúde, em razão da falta de leitos e de oxigênio.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Atenção esquerdopatas leiam com atenção foi uma juíza que determinou a suspensão e não o ministério da saúde.
    O ministério fez a sua parte cedendo a maior parte para do imunizante para Manaus.

  2. Um governo corrupto tem o fim que merece. A população paga pelo desgoverno é a justiça está correta em.pedir garantias do controle.

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Saúde

Nem Bolsonaro, nem Doria: maioria dos brasileiros atribuem vacinação a laboratório

Levantamento nacional exclusivo do Paraná Pesquisa para o site Diário do Poder e esta coluna revela que a maioria dos entrevistados (28,7%) atribui o início da vacinação no País ao laboratório chinês Sinovac, que desenvolveu a vacina Coronavac, e não aos políticos que tentam “faturar” perante a opinião pública. O governador João Doria (24,9%) e o presidente Jair Bolsonaro (24,5%) empatam na disputa pela paternidade. A informação é do nosso colunista Coluna Cláudio Humberto.

A pesquisa nacional mostrou que os cidadãos não se deixam enganar pelo oportunismo político de quem não fez mais que a obrigação. Pela pesquisa, só 1,1% atribuem a vacinação ao Ministério da Saúde, que pagou a conta. E 14,4% não reconhecem paternidade da vacina.

Bolsonaro, que questionou a vacina chinesa, publica nas redes sociais as despesas do governo federal com vacinas e insumos da Coronavac.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Parabéns João Dória, único governador que fez algo diferente! Onde estavam os outros governadores, pq não foram atrás de fazer parcerias com outros laboratórios no mundo? Opa, e o presidente!? Bem, esse aí, que eu me lembro, disse que era só uma gripezinha e não havia necessidade alarme, que a cloroquina resolvia!

  2. Nem a china nem qualquer país desenvolvido doou a vachina para sua população , mas tudo bem, os esquerdopatas que tomem a vontade.

    1. ? O que tem na cabeça de alguém que respondeu Bolsonaro??!! Bolsonaro há 15 dias, era contra QQ tipo de vacina ,simples assim. ?

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Economia

Senadores e deputados pedem que TCU investigue compras de alimentos de R$ 1,8 bi do governo

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) protocolaram, nesta terça-feira (26/1), uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Presidência da República. Os parlamentares querem que o órgão investigue os gastos do Executivo em alimentação, que somaram R$ 1,8 bilhão em 2020.

De acordo com os congressistas, “esse cenário, como se passará a demonstrar, exige uma análise detida e criteriosa por parte do Tribunal de Contas da União”. A representação é uma resposta à matéria veiculada no domingo (24/1), pelo Metrópoles, que revelou um aumento de gastos do governo federal na compra de produtos alimentícios.

Segundo dados do Ministério da Economia, no último ano, todos os órgãos do Executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos – um aumento de 20% em relação a 2019.

Chiclete, leite condensado e alfafa

Só em goma de mascar, foram R$ 2.203.681,89 aos cofres públicos. Sem contar a compra de molhos shoyo, inglês e de pimenta que, juntos, somam mais de R$ 14 milhões do montante pago. Pizza e refrigerantes também fizeram parte do cardápio do ano. O custo foi de R$ 32,7 milhões para a União.

Para alguns órgãos, a conta custou mais e o cardápio foi bem mais variado. A maior parte das compras e o montante mais alto é ligado ao Ministério da Defesa. Foram mais de R$ 632 milhões com alimentação das tropas. A compra de vinhos, por exemplo, que somou R$ 2.512.073, 59, foi quase toda bancada pela pasta.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Choooora, gado ruminante.
    Inclusive, tem alfafa e capim pra vocês nesse cardápio delícia aí.

  2. O interessante é que os demônios do apocalipse do supremo, fazem um banquete gastando milhões comprando lagostas, vinhos da melhor qualidade etc… E esses senadores e deputados
    nada falam.

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Economia

Atraso no Orçamento põe em risco salários de servidores civis e militares

O pagamento de salários para servidores, inclusive militares, e de outras despesas do governo federal pode ficar ameaçado pela demora na aprovação do Orçamento deste ano. Se todo o rito de tramitação for cumprido à risca pelos parlamentares, a perspectiva de aprovação da peça orçamentária na melhor das hipóteses é só para o mês de abril. A essa altura, o dinheiro disponível hoje para pagar os funcionários já terá acabado, segundo documento obtido pelo Estadão/Broadcast. O problema foi confirmado pelo Ministério da Defesa, que disse ter recursos disponíveis só até abril. O Ministério da Economia não se manifestou até a publicação deste texto.

No Ministério da Defesa, pagamento de salários e benefícios está garantido apenas até março deste ano. Foto: Sérgio Dutti/Estadão
O ponto central do impasse é que uma parte das despesas com salários está condicionada à aprovação de um crédito especial para o cumprimento da chamada regra de ouro. Prevista na Constituição, essa regra fiscal proíbe o governo de usar recursos obtidos de empréstimos, via emissão de títulos públicos, para bancar despesas correntes, como é o caso dos salários. Só que o governo só pode pedir essa autorização especial depois da aprovação do Orçamento.

O problema, considerado de grande complexidade técnico-política, já acendeu o sinal amarelo na Esplanada e é motivo de preocupação nos ministérios. Em nota técnica de 22 de janeiro obtida pela reportagem, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) afirma que 43,6% de todas as despesas com pessoal ativo da União estão condicionados ao crédito especial. “(…) Sendo os recursos considerados livres suficientes para cobrir no máximo 3 meses da folha de pagamentos dos servidores ativos e 6 meses da folha dos pensionistas e inativos”, diz o documento, assinado pela Subsecretaria de Assuntos Fiscais do órgão.

Em outra nota técnica, o Departamento de Programas das Áreas Social e Especial da SOF analisa um pedido feito em novembro de 2020 pelo Ministério da Defesa para que seja enviada uma solicitação de remanejamento de recursos à Comissão Mista de Orçamento (CMO) para tentar contornar o problema.

“Segundo o ofício (do Ministério da Defesa), as alterações têm por objetivo evitar que, a partir de março, seja comprometido o funcionamento dos Comandos Militares e a continuidade de seus projetos. Além disso, assegurar a dotação necessária à execução de despesas obrigatórias, como pagamento de pessoal ativo, inativo e benefícios aos servidores, que está garantida somente até o primeiro trimestre do próximo exercício (2021)”, diz o documento.

Técnicos do governo já discutiram o problema com representantes do Congresso. O assunto também está sendo debatido pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), colegiado que toma as decisões sobre as diretrizes para gastos do governo.

Leia matéria completa no Estadão.

Opinião dos leitores

  1. Salvem que puder!!!! Quando governo federal deixar de pagar o estadual deixou de pagar faz tempo. Aviso aos barnabés; façam tudo para economizar, quarde dinheiro e esteja líquido, pois quando faltar dinheiro não tem greve que resolva. Com certeza tempos difíceis virão.

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Saúde

Estudo detecta mutação do coronavírus em 85% de amostras em Manaus; rastreio no Brasil é falho

Uma análise preliminar feita por pesquisadores brasileiros e britânicos mostra que a nova variante do coronavírus originária do Amazonas deve ter se tornado predominante em Manaus. O avanço da cepa é apontado como uma das razões para a explosão de casos na cidade e o consequente colapso no sistema de saúde local.

A partir do sequenciamento genético do vírus coletado em exames de pacientes infectados na capital amazonense, os cientistas verificaram que, até novembro, não havia registro da cepa P.1 entre as amostras analisadas. Já no mês de dezembro, 52,2% dos genomas sequenciados eram da nova variante. Em janeiro, esse índice passou para 85,4%.

Embora o número de amostras sequenciadas pelo grupo de pesquisa seja pequeno (142), os cientistas afirmaram que os “os dados sugerem um aumento na proporção de casos da variante P.1 em Manaus”, segundo texto publicado na plataforma científica virological.org pelo pesquisador Nuno Faria, um dos integrantes do Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (grupo Cadde), que conta com pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Duas mutações identificadas na cepa brasileira e que também estão presentes em outras variantes descobertas no mundo estão associadas a um maior potencial de transmissão e reinfecção, segundo estudos preliminares.

Especialistas temem que a P.1 já tenha se disseminado para outros Estados brasileiros, mas que não tenha sido ainda identificada pelo baixo número de sequenciamentos realizados no País. A escassez de centros especializados e as dificuldades na aquisição de insumos são entraves para a ampliação do monitoramento genômico no Brasil. Tanto é que a nova variante brasileira foi detectada em cinco países (Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Alemanha) antes de ser encontrada em outros Estados brasileiros.

Somente nesta terça-feira, 26, houve a confirmação de um caso no País fora do Amazonas. A Secretaria da Saúde de São Paulo detectou a variante em três pacientes vindos de Manaus que manifestaram a doença em solo paulista.

Desde o início da pandemia, os cientistas brasileiros depositaram cerca de 2,5 mil genomas do SARS-CoV-2 no site Gisaid, banco online de sequenciamentos que traz dados do mundo inteiro. Embora o Brasil seja o país com o terceiro maior número de casos de covid-19 no mundo, com cerca de 9% das infecções registradas, o número de genomas feitos pelo País representa só 0,6% de todos os 424 mil publicados na plataforma. Em comparação, o Reino Unido, que no mês passado identificou uma nova variante no sudeste da Inglaterra, já submeteu ao banco mais de 150 mil genomas.

Parte dos Estados não tem estrutura própria para sequenciamento genético e depende de parcerias com centros de excelência como a Fiocruz para ter amostras analisadas. Essa desigualdade regional fica clara na análise dos genomas brasileiros submetidos ao Gisaid. Mais de 60% dos sequenciamentos depositados na plataforma são do Sudeste. O Centro-Oeste inteiro tem somente 25 amostras presentes no banco.

Além da rede da Fiocruz, referência para o País, o sequenciamento genético de amostras do SARS-CoV-2 é feito principalmente pelas redes Coronaômica, coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), e, mais recentemente, por uma rede de quatro laboratórios criada pelo Ministério da Saúde em outubro. O Instituto Adolfo Lutz, que identificou a nova variante em São Paulo, faz parte da força-tarefa. Ele já faz sequenciamentos desde o início da pandemia, mas agora integra a iniciativa federal para auxiliar no processamento de amostras de outros Estados.

“Estamos sequenciando 80 amostras por mês que fazem parte da rotina de monitoramento e outras 80 de situações específicas, como de viajantes vindos de locais de surto por nova variante. O objetivo dessa rede é exclusivamente para monitoramento epidemiológico, para ajudar na definição das políticas públicas”, explicou.

Leia matéria completa no Estadão.

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Cidades

Aeroporto de Guarulhos é multado em R$ 3 milhões por causa de combustível

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) multou o aeroporto de Guarulhos em cerca de R$ 3 milhões nesta terça-feira (26) por problemas de concorrência no sistema de dutos para o abastecimento das aeronaves. Segundo a agência, as empresas interessadas em concorrer com a distribuidora de combustível Raízen no local deverão ter acesso liberado imediatamente pelo aeroporto, que deve compartilhar a infraestrutura da rede de hidrantes com as companhias autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).

A Anac também negou um recurso do aeroporto e da Raízen para uma penalidade sobre a questão e decidiu que os critérios de acesso precisarão ser discutidos mais abertamente com o setor. Em caso de descumprimento após 60 dias, haverá multa diária de R$ 34 mil.

Procurado pela coluna, o aeroporto de Guarulhos afirma que vai recorrer da decisão porque diz que não descumpriu o contrato de concessão e não dificultou o acesso para a distribuição de combustível.

FOLHAPRESS

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Economia

Brasil é 66º em ranking de países para abrir um negócio online

O Brasil é o 66º colocado em um ranking de melhores países para abrir um negócio online. A lista foi feita pela Best Accounting Software, organização dedicada a avaliar sistemas para pequenas empresas, e usou critérios como conectividade, velocidade da internet, número proporcional de usuários de redes sociais, bancarizados e tempo necessário para se abrir uma empresa, entre outros.

Mais de 200 países foram avaliados, mas apenas 99 aparecem no ranking devido à ausência de dados em alguns lugares. Ainda assim, o Brasil ficou atrás de países em que o acesso à internet é controlado, como a China ou a Arábia Saudita, ou de economias bem menores, como Uruguai e Vietnã.

Todos os dez mais bem posicionados são países desenvolvidos, sendo a Dinamarca líder da lista, seguida por Suíça, Holanda e Estados Unidos. Mas nenhum deles se destaca em todos os aspectos. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, são os melhores em velocidade de internet para dispositivos móveis. Já a Nova Zelândia é a que mais se destaca em termos de bom ambiente para se começar uma startup.

“Não há um único desafio que afete a maior parte dos países. Por exemplo, aqueles com renda nacional bruta maior tendem a ter conectividade e práticas melhores para dar início a um negócio, mas os empreendedores são frequentemente confrontados com taxas corporativas altas”, explica a pesquisadora Rebecca Moody, que coordenou o levantamento.

Diretor de marketing da Locaweb, Victor Popper ressalta a diferença de importância de cada ponto a depender do serviço prestado.

“Se você quer ser um pequeno empreendedor, a falta de talentos para contratar não deve te impedir de abrir um negócio, desde que você seja o talento. Você pode atuar localmente para fugir dos entraves de logística, por exemplo”, diz. “Agora, se você quer crescer, passa a ter um conjunto de fatores que vão dificultar sua capacidade de escalar o negócio, entre eles a carga tributária para contratar profissionais, e a própria falta de profissionais, que vai acabar inflacionando o mercado.”

Moody também concorda com a diferença. “Negócios que dependem ainda de espaços físicos enfrentam desafios ainda maiores. Por exemplo, um ecommerce que dependa de um galpão para armazenar produtos precisa lidar ainda com aluguel, contas de luz etc.”

Ao todo, foram analisadas 20 categorias diferentes. Além das já mencionadas, os pesquisadores olharam para aspectos bastante específicos, tal qual o número de coworkings disponíveis em um país. Para avaliá-los, os pesquisadores usaram documentos públicos de entidades como o Banco Mundial e a Tax Foundation. Cada critério recebeu então um número de 0 a 100 e cada país foi pontuado de acordo com a posição que ocupava em relação aos demais. A Dinamarca, mais bem colocada, tem 78,46 pontos. O Haiti, pé do ranking, 14,93.

Moody avalia que a má posição brasileira, abaixo da média dos países na segunda metade do ranking, se dá principalmente pelo baixo acesso da população à internet e à péssima infraestrutura. A pesquisadora destaca, no entanto, o potencial nacional para fomentar o surgimento de startups. Já Popper considera que o lugar do Brasil do ranking não é preocupante, pois não se trata de um caso em que “falta tudo”.

“O Brasil tem um universo enorme de empreendedores natos. Somos sobreviventes, pessoas que operam seus negócios como verdadeiros empreendedores, só que sem o conhecimento necessário para a transformação digital”, diz.

Ele destaca a importância da educação como investimento. “Temos que atuar na base. Faltam profissionais e sobram oportunidades para o brasileiro criativo e sobrevivente poder atuar.”

Presidente-executivo da MondoDX, startup que traz parte da experiência da loja física para o mundo online ao usar realidade virtual, Danilo Castro também faz ressalvas à posição brasileira.

“Não vi nenhuma incoerência na pesquisa, os índices brasileiros até são bons, é muito fácil criar um negócio no Brasil, por exemplo, mas a taxa da população sem acesso à internet acaba trazendo a média para baixo”, diz. “É preciso olhar para cada critério e ver se seu produto é aderente.”

Sem citar a pandemia, considerada responsável pelo fim de muitos negócios em 2020, assim como pelo impulsionamento de outros, a pesquisa menciona o crescimento do setor no ano passado e ressalta 2021 como o ano para criar um negócio online. A expectativa é que vendas online globais cheguem a US$ 6,5 trilhões até 2023, representando 22% do varejo. Hoje, não chega a 15%.

“O que podemos esperar a longo prazo sobre o verdadeiro impacto da pandemia é incerto e está para ser sentido, já que ainda estamos no meio disso tudo. Mas ter uma presença online tem se tornado uma prioridade para muitos negócios cujas lojas de tijolo e argamassa foram impactadas pelo lockdown”, completa Moody.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

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Economia

Governo corta benefícios fiscais para pesquisa científica e atinge projetos de Butantan e Fiocruz na pandemia

O governo Jair Bolsonaro cortou 68,9% da cota de importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica. A medida afeta principalmente as ações desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no combate à pandemia da Covid-19. Em 2020, o valor foi de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão, em valores de hoje). Para 2021, serão apenas US$ 93,29 milhões (R$ 499,6 milhões).

A cota de importação é um valor total de produtos comprados de outros países, destinados à pesquisa científica, que ficam livres de impostos de importação. Duas leis de 1990 garantem o benefício fiscal. A definição sobre a cota ocorre todo ano, e fica a cargo do Ministério da Economia.

Um levantamento feito pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) mostra que a redução feita pelo governo Bolsonaro, em plena pandemia, é sem precedentes na última década. Em 2010, o valor da cota foi de US$ 600 milhões. Em 2014, foi de US$ 700 milhões. E, em 2017, 2019 e 2020, caiu para US$ 300 milhões.

A mudança no benefício, com prejuízos diretos a pesquisas relacionadas ao combate ao novo coronavírus, foi contestada pelo CNPq, que pediu aos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações, ao qual está vinculado, uma recomposição da cota de importação aos valores de 2020. Os US$ 93,29 milhões não são suficientes nem para os projetos voltados à pandemia.

O Butantan e a Fiocruz, por exemplo, são os institutos que concentram algumas das principais pesquisas para desenvolvimento de uma vacina brasileira contra o novo coronavírus. Os estudos ainda não entraram na fase de ensaios clínicos (testes em humanos).

O valor limite de US$ 93,29 milhões para importação de insumos destinados a pesquisas científicas, com isenção de impostos, foi definido em portaria do Ministério da Economia publicada no último dia de 2020. O total se refere a 2021.

Assina a portaria Marcelo Pacheco dos Guaranys, ministro substituto. Guaranys também assina a portaria que havia definido uma cota de US$ 300 milhões para 2020.

“Caso mantido o valor definido, teremos uma profunda redução em relação aos últimos exercícios, o que implica refrear a capacidade de importação de bens e insumos destinados à pesquisa científica, tecnológica e de inovação brasileira, incluindo as pesquisas na área de saúde em quase 70%”, afirmou Vilela ao explicar a necessidade de recomposição dos valores.

Os principais importadores em 2020 foram os institutos públicos dedicados ao combate à pandemia, como Butantan, Fiocruz e universidades federais, segundo o presidente do CNPq. Vilela disse que projetos de combate à Covid-19, beneficiados com a isenção de impostos, consumiram US$ 9 milhões por mês.

“Em um cenário conservador que considere a manutenção do investimento mensal por 12 meses em 2021, teremos uma demanda total de US$ 108 milhões somente para o combate à Covid-19”, complementou.

Assim, o valor estipulado para 2021 não supriria nem os projetos dedicados ao combate à pandemia. “Reforço a necessidade de recomposição da cota de importação de US$ 300 milhões, no mínimo, para garantir as pesquisas tanto da Covid-19 como de outros projetos de grande relevância para o país”, afirmou o presidente do CNPq.

Fundações ligadas ao Butantan e à Fiocruz foram os principais importadores em 2020, segundo um estudo da área técnica do CNPq. A Fundação Butantan (de apoio ao instituto) consumiu US$ 80,3 milhões da cota, ou 26,7%. Já a fundação de apoio à Fiocruz importou US$ 47,7 milhões (15,9%). “Fiocruz e Instituto Butantan lideram a fabricação de vacinas no Brasil para o enfrentamento da Covid-19, tendo contado com o importante apoio do CNPq e da cota de importação para aquisição de insumos e bens destinados à pesquisa”, afirmou o órgão.

Estudos sobre ventiladores pulmonares da Fundação Butantan, por exemplo, consumiram US$ 16,8 milhões em importações. Na Fiocruz, estudos sobre o diagnóstico do vírus necessitaram de importações que somam US$ 20,8 milhões, segundo o CNPq.

Na pandemia, o governo Bolsonaro já manteve uma sobretaxa na importação de seringas chinesas e elevou a tarifa de importação de cilindros usados na armazenagem de oxigênio medicinal. Após a repercussão negativa da divulgação das duas iniciativas, o governo derrubou as cobranças.

A Folha enviou perguntas ao Ministério da Economia no fim da manhã desta terça (26). Não houve resposta até a publicação da reportagem.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. A elite gado brasileira grita esperneia e se aborrece, pq segundo a elite esse é o governo bom, maravilhoso e incorruptível! Na minha visão, tão ruim quanto o PT do Lula e Dilma.

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Política

Racha no DEM expõe crise no bloco de Baleia, que vê Lira ampliar base

O racha no DEM, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), expõs uma crise na candidatura do seu apadrinhado, Baleia Rossi (MDB-SP), ao comando da Casa. Enquanto isso, seu principal rival, o líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL), amplia sua base de apoio após dissidências. Em uma reunião fechada ocorrida nesta terça-feira (26), Maia manifestou insatisfação com o presidente nacional do DEM, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, em um reflexo da dificuldade interna da legenda de se unir em torno de Baleia.

Maia chegou a dizer que o DEM corre o risco de ganhar um apelido dado ao PT no passado, o de “partido da boquinha”. A reunião ocorreu pela manhã, no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, e teve a presença do prefeito Eduardo Paes (DEM) e de deputados federais de vários partidos, da esquerda e da direita. Maia tenta emplacar Baleia como seu sucessor, mas enfrenta o favoritismo, até agora, de Lira, candidato chancelado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que vem conseguindo apoio público inclusive de deputados do DEM.

A eleição para a renovação do comando da Câmara ocorrerá na próxima segunda-feira (1º), às 22h. De acordo com relatos obtidos pela Folha, Maia demonstrou em sua fala na reunião insatisfação por ACM Neto não ter usado sua influência para impedir as manifestações públicas de apoio a Lira por parte de integrantes do DEM da Bahia.

Na última segunda-feira (25), Lira foi a Salvador e se reuniu com ACM Neto e com um grupo de deputados do estado, entre eles cinco do DEM. O presidente da Câmara disse aos parlamentares ter telefonado para ACM Neto e afirmado que se o partido se render a cargos e emendas ao orçamento oferecidos pelo governo Bolsonaro e por Lira pode virar o “partido da boquinha”. Maia confirmou à Folha ter usado a expressão, mas disse que ela não foi uma crítica a ACM Neto.

“O que eu disse é que já tinha gente preocupada que o partido tivesse passando uma imagem de que estava negociando cargo e emenda por voto. Um amigo meu, que é admirador do DEM, falou isso. E eu alertei isso ao presidente do partido. E o Neto me garantiu que o partido vai ficar com o Baleia. E que vamos garantir o [apoio ao] bloco [de Baleia Rossi] e, depois do bloco, vamos garantir os votos do partido, mais de dois terços dos votos”, disse Maia.

A expressão foi usada em 1999 pelo então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, (à época no PDT), que disse que o ex-aliado PT deveria mudar de nome no Rio, para PB (Partido da Boquinha). “Eles têm mais de 200 cargos no meu governo e estão querendo mais.” ACM Neto afirmou que não iria responder as declarações do colega de partido.

“Eu não vou debater pela imprensa, nem com quem pensa de uma forma ou de outra. Não vou ficar alimentando questões internas de divisões de opiniões pela imprensa. Isso tem de ser tratado internamente com quem de direito, que são os parlamentares”, disse o ex-prefeito de Salvador.

Por ora o DEM está formalmente no bloco de apoio a Baleia, mas Lira tenta ampliar as dissidências. A ideia dos parlamentares infiéis é registrar no dia da eleição uma lista com a assinatura da maioria dos integrantes da bancada em apoio ao candidato de Bolsonaro.

Um dos principais líderes da rebelião interna pró-Lira é o deputado Elmar Nascimento (BA), que tem um indicado seu na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e que foi preterido por Maia na escolha do candidato à sua sucessão.

Pelos cálculos do bloco de Lira, devem votar no deputado do PP parlamentares como Arthur Maia (BA), Carlos Gaguim (TO), Luiz Miranda (DF) e Paulo Azi (BA). Segundo deputados do partido, caso ocorra a migração, foi sinalizado à legenda um posto na Mesa Diretora.

“O doutor Rodrigo Maia deveria ter mais respeito pelas pessoas que têm posição diferente das dele. Porque se ele está se referindo a ‘boquinha’ como cargo no governo, quero saber se foi boquinha quando ele indicou o sr. Rodrigo Sergio Dias no governo Bolsonaro”, afirmou Arthur Maia, se referindo a um aliado do presidente da Câmara indicado para o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), mas que acabou exonerado pelo então ministro da Educação, Abraham Weintraub, em janeiro de 2020.

“Nós estamos esperando que o partido tome a decisão orgânica de entender que eles [grupo de Maia] não possuem dois terços. Quem possui é o grupo que vai votar no Arthur Lira”, afirmou à Folha Luiz Miranda (DEM-DF).

Segundo ele, ACM Neto tem afirmado que não vai interferir na disputa. “Em nenhum momento, ele [ACM Neto] pediu para eu votar, por exemplo, no Baleia. Nunca. Ele deixou eu fazer o meu papel.”

O DEM tem 29 dos 513 deputados. Para vencer a eleição, que é secreta, é preciso de mais da metade dos votos dos presentes.

O grupo oficial de apoio a Baleia é formado por 11 partidos, que somam 238 deputados. Lira tem apoio formal de 11 siglas, que somam 259 parlamentares. O voto secreto abre espaço para traições.

Maia afirmou ainda na reunião na Prefeitura do Rio que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), cassado em 2016 e hoje em prisão domiciliar, está atuando em favor da candidatura de Lira.

O atual presidente da Câmara foi aliado de Cunha até 2016, mas se afastou após ser preterido pelo emedebista na indicação para o cargo de líder do governo na Casa. Lira também foi aliado próximo de Cunha no período em que o emedebista comandou a Câmara.

De acordo com a avaliação feita por Maia aos parlamentares, o apoio majoritário da esquerda está garantido ao emedebista. O problema, disse, está no próprio DEM e no PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Como mostrou o Painel, FHC disse em mensagem encaminhada para o grupo de WhatsApp da bancada que trair a decisão da legenda e votar em Lira é dar adeus às expectativas de ganhar a eleição presidencial de 2022. Isso porque, em sua análise, ninguém confiaria mais na palavra dos tucanos. O PSDB tem 33 deputados.

Nos bastidores, ACM Neto e seus aliados mais próximos têm dito que não interferiram explicitamente para barrar o anúncio público de traições no partido com o objetivo de não prejudicar a candidatura à presidência do Senado de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem o apoio do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de Bolsonaro.

Segundo essa tese, o governo e o PP poderiam retaliar Pacheco caso houvesse interferência de ACM. Por outro lado, integrantes da campanha de Baleia ainda apostam que ACM entrará em campo na reta final para ao menos garantir que o partido fique formalmente no bloco do emedebista. Para isso ocorrer, porém, o ideal seria que o MDB do Senado abrisse mão da candidatura de Simone Tebet (MDB-MS). Se fizesse isso, Pacheco não precisaria mais do apoio do PP e os dirigentes do DEM teriam mais liberdade para influenciar a bancada na Câmara.

Parlamentares apontam uma série de fatores para explicar o racha no partido de Maia. O primeiro é o fato de Alcolumbre creditar a Maia o fracasso na tentativa de obter aval jurídico para sua reeleição ao comando do Senado. No terceiro mandato consecutivo, enquanto Alcolumbre está no primeiro, Maia teria flertado com a possibilidade de ser reconduzido mais uma vez. A essa postura é atribuída parte da derrota dele e de Alcolumbre no Supremo Tribunal Federal, que barrou a hipótese de eles buscarem a reeleição.

Alcolumbre não fala com Maia desde dezembro. Pesa ainda o fato de os parlamentares terem cargos no governo e o Planalto ameaçar retaliação, exonerando seus indicados. Segundo cálculos do governo, o DEM tem hoje ao menos 16 indicados em postos federais. “Espero ter a maioria do DEM e mais alguns partidos que não compõem ainda o nosso bloco”, disse Lira nesta terça-feira. Além do DEM, ele busca o Solidariedade.

A disputa pela presidência da Câmara tem movimentado intensamente o mundo político, pois o resultado do próximo dia 1º terá o poder de moldar de forma expressiva o cenário político futuro. Além de definir qual é a pauta de votações, o presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória da Presidência da República e, entre seus poderes, tem nas mãos a responsabilidade de definir monocraticamente se dá ou não sequência a um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo —há, hoje, 56 peças aguardando análise.

Maia irá encerrar um período de quatro anos e meio como presidente da Câmara, tendo derrotado o centrão em duas das três eleições de que participou. Na última, em 2019, ele teve o apoio do grupo. Atualmente, o deputado tem adotado uma linha de forte oposição a Bolsonaro. Caso Lira vença, o presidente da República terá, pelo menos nesse início, um aliado no comando da Câmara.

FOLHAPRESS

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Saúde

956,7 mil brasileiros já receberam a 1ª dose da vacina contra o coronavírus; Veja números por estados

Pelo menos 956.751 doses de vacina contra o coronavírus foram aplicadas em todo o Brasil até 20h15 desta terça-feira, 26.

Os dados são do CoronavirusBot, que complica dados do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de saúde.

São 224.131 a mais que o registrado no dia anterior.

No Mundo

Our World in Data estima que 69,2 milhões de doses foram aplicadas em todo mundo até 2ª feira (25.jan). Os Estados Unidos têm o maior número de doses administradas: 23,4 milhões.

Já Israel é o país que conseguiu vacinar, proporcionalmente, mais habitantes. Também de acordo com o Our World in Data, 31,5% dos israelenses receberam pelo menos a 1ª dose de uma vacina contra o novo coronavírus.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. O RN é segundo estado com mais doses aplicadas por milhão, ou seja é segundo estado com a vacinação mais acelerada. O drive thru tá funcionando em Natal muito, puxando a média estadual

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Saúde

Coronavac pode ser atualizada para conter as novas cepas de coronavírus em 2 meses


Foto: Dirceu Portugal/FotoArena/Estadão Conteúdo

As vacinas contra a Covid-19 produzidas na China, baseadas no vírus inativado, podem ser atualizadas para conter as novas variantes em cerca de dois meses, relatou o Global Times, do governo chinês, nesta terça-feira (26), citando um especialista do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças.

Existem preocupações de que as vacinas desenvolvidas no último ano possam ser menos eficazes contra novas variantes do vírus descobertas recentemente na Grã-Bretanha e na África do Sul. A Moderna Inc. disse na segunda-feira (25) que testaria uma nova injeção de reforço dirigida à variante sul-africana, após concluir que a resposta do anticorpo pode ser diminuída.

As vacinas da Sinovac Biotech (Coronavac, também produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo) e China National Pharmaceutical Group (Sinopharm), que estão sendo usadas na China e no exterior, contêm o vírus inativado que não pode se replicar em células humanas.

Se necessário, uma atualização para a vacina Covid-19 inativada da China pode ser concluída em cerca de dois meses, afirma Shao Yiming, um cientista do China CDC, ao Global Times em uma entrevista.

A capacidade de neutralização dos anticorpos induzidos pelas vacinas chinesas, que foram desenvolvidas de acordo com a propagação da variante na cidade de Wuhan no final de 2019, parecia mais fraca contra as variante s recentemente descobertas no Reino Unido e na África do Sul, segundo o Global Times citando Shao, citando estudos de Laboratórios e empresas chinesas de vacinas.

O redesenho das vacinas Covid-19 inativadas pode demorar mais do que as vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que não requer o cultivo e a inativação do vírus, de acordo com Shao, que participa de revisões técnicas das vacinas Covid-19 da China.

A tecnologia de mRNA é usada em vacinas desenvolvidas pela Pfizer Inc e Moderna.

O Global Times é publicado pelo People’s Daily, o jornal oficial do Partido Comunista na China.

CNN Brasil

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Economia

Governo federal aprova auxílio emergencial para 196 mil pessoas após análises de contestações e revisões


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal vai pagar, na próxima quinta-feira (28), mais de R$ 248 milhões de auxílio emergencial para 196 mil pessoas.

A portaria do Ministério da Cidadania foi publicada hoje (26) no Diário Oficial da União, após análise das contestações e revisões decorrentes de atualizações de dados governamentais.

O grupo de beneficiários inclui cerca de 191 mil pessoas que contestaram a suspensão do benefício no site da Dataprev, entre 7 e 16 de novembro e entre 13 e 31 de dezembro de 2020.

Outras cinco mil pessoas que tiveram os pagamentos reavaliados em janeiro de 2021 também estão no grupo. Eles receberão de uma só vez todas as parcelas a que têm direito.

De acordo com o ministério, entre as 196 mil pessoas, há 8,3 mil que receberão a segunda, a terceira, a quarta e a quinta parcelas do Auxílio Emergencial. Outras 40,9 mil pessoas receberão as três últimas parcelas.

Uma terceira faixa, de quase 68,1 mil cidadãos, receberá a quarta e a quinta parcelas. Por último, 78,3 mil vão embolsar somente a quinta parcela.

Os recursos serão depositados na poupança social digital da Caixa e já estarão disponíveis no dia 28, tanto para movimentação por meio do aplicativo Caixa Tem, quanto para saques e transferências para outros bancos.

Compras pela internet

Com o Caixa Tem é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code.

O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas, e transferir os recursos sem o pagamento de tarifas.

Para o saque em espécie, é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”.

Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. Esse código deve ser utilizado para a retirada do dinheiro, que pode ser feita nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou mesmo nas agências.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. A aprovação caiu??? Basta aprovar mais auxílio que a aprovação sobe novamente e a economia melhora. Naro aprendeu com Lula que ajudando aos mais necessitados o governo será aprovado.

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Saúde

Brasil registra mais 89 mil recuperados e totaliza 7.798.655 curados da Covid-19


Foto: Alex Borgmann

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Política

Maia manifesta insatisfação com ACM Neto e diz que DEM pode virar ‘partido da boquinha’


Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em uma reunião fechada ocorrida nesta terça-feira (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou insatisfação com o presidente do seu partido, ACM Neto (BA), expôs a dificuldade interna da legenda em se unir em torno de seu candidato à sua vaga, Baleia Rossi (MDB-SP), e chegou a dizer que o DEM corre o risco de ganhar um apelido dado por adversários ao PT no passado, o “partido da boquinha”.

A reunião ocorreu pela manhã, no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, e teve a presença do prefeito Eduardo Paes (DEM) e de deputados federais de vários partidos, da esquerda e da direita.

Maia tenta emplacar Baleia como seu sucessor, mas enfrenta o favoritismo, até agora, de Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado por Jair Bolsonaro (sem partido) e que vem conseguindo apoio público inclusive de deputados do DEM.

A eleição para a renovação do comando da Câmara ocorrerá no dia 1º de fevereiro, às 22h.

De acordo com relatos obtidos pela Folha, Maia demonstrou em sua fala na reunião insatisfação por ACM Neto não ter usado sua influência como presidente do partido e como ex-prefeito de Salvador para impedir as manifestações públicas de apoio a Lira por parte de integrantes do DEM da Bahia.

Ainda de acordo com esses relatos, o presidente da Câmara disse aos parlamentares ter telefonado para ACM Neto e dito que se o partido se render a cargos e emendas ao orçamento oferecidos pelo governo Bolsonaro e por Lira pode virar o “partido da boquinha”.

Maia confirmou à Folha ter usado a expressão “partido da boquinha”, mas disse que ela não foi uma crítica a ACM Neto.

“O que eu disse é que já tinha gente preocupada que o partido tivesse passando uma imagem de que estava negociando cargo e emenda por voto. Um amigo meu, que é admirador do DEM, falou isso. E eu alertei isso ao presidente do partido. E o Neto me garantiu que o partido vai ficar com o Baleia. E que vamos garantir o [apoio ao] bloco [de Baleia Rossi] e, depois do bloco, vamos garantir os votos do partido, mais de dois terços dos votos”, disse Maia.

A expressão foi usada em 1999 pelo então governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), que disse que o ex-aliado PT deveria mudar de nome no Rio, para PB (Partido da Boquinha). “Eles têm mais de 200 cargos no meu governo e estão querendo mais”, disse, à época.

Por ora o DEM está formalmente no bloco de apoio a Baleia, mas Lira tenta ampliar as dissidências para forçar o partido a migrar para o seu bloco. Um dos principais líderes da rebelião interna pró-Lira é Elmar Nascimento (BA), que tem indicado seu para a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e que foi preterido por Maia na escolha do candidato à sua sucessão.

O DEM tem 29 dos 513 deputados. Para vencer a eleição, que é secreta, é preciso de mais da metade dos votos dos presentes.

A reunião desta terça evidencia uma crise na candidatura de Baleia, que tem buscado conter as dissdências em vários dos partidos que o apoiam. De acordo com a avaliação feita por Maia na reunião, o apoio majoritário da esquerda está garantido ao emedebista. O problema, disse, está no próprio DEM e no PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Como mostrou o Painel, FHC disse em mensagem encaminhada para o grupo de WhatsApp da bancada que trair a decisão da legenda e votar em Lira é dar adeus às expectativas de ganhar a eleição presidencial de 2022. Isso porque, em sua análise, ninguém confiaria mais na palavra dos tucanos. O PSDB tem 33 deputados.

Expoentes da ala que liderou a renovação do DEM (ex-PFL) após o declínio político de figuras como Jorge Bornhausen e Antonio Carlos Magalhães, avô do atual presidente da sigla, ACM Neto e Maia sempre atuaram unidos politicamente.

Nos bastidores, ACM e seus aliados mais próximos têm dito que não interferiram explicitamente para barrar o anúncio público de traições no partido com o objetivo de não prejudicar a candidatura à presidência do Senado de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem o apoio do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de Bolsonaro. Segundo essa tese, o governo e o PP poderiam retaliar Pacheco caso houvesse interferência de ACM.

Maia afirmou ainda na reunião desta terça que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), cassado em 2016 e hoje em prisão domiciliar, está atuando em favor da candidatura de Lira.

Maia foi aliado de Cunha até 2016, mas se afastou após ser preterido pelo emedebista na indicação para o cargo de líder do governo na Câmara, na ocasião. Lira também foi aliado próximo de Cunha no período em que o emedebista comandou a Casa.

A disputa pela presidência da Câmara tem movimentado intensamente o mundo político, pois o resultado do próximo dia 1º terá o poder de moldar de forma expressiva o cenário político futuro.

Além de definir qual é a pauta de votações, o presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória da Presidência da República e, entre seus poderes, tem nas mãos a responsabilidade de definir monocraticamente se dá ou não sequência a um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo (há, hoje, 56 deles aguardando análise).

Maia irá encerrar um período de quatro anos e meio como presidente da Câmara, tendo derrotado o centrão em duas das três eleições de que participou. Na última ele teve o apoio do grupo. Atualmente, o deputado tem adotado uma linha de forte oposição a Bolsonaro. Caso Lira vença, o presidente da República terá, pelo menos nesse início, um aliado no comando da Câmara.

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. É um canalha mentiroso vive fazendo intriga, mas agora o caixão fechou para ele e ainda perdeu o resto de poder que tinha sobre o partido para o ACM.

  2. O congresso é um grande esgoto à céu aberto,os políticos que colocamos lá,só pensam neles e no voto dos trouxas,quando é que vamos parar de votar em bandido?

  3. Quem é Maia heim??
    Não sei de nada, o que sei é que esse bandido ta em contagem regressiva.
    Falta poucas horas pra ele cair e nunca mais se levantar.
    Prestaram atenção na matéria??
    Qual a preocupação desse corrupto com o país??
    Ele e o gágá FHC??
    Nenhuma!
    Estão pensando em eleição presidencial.
    Essa é a diferença, o povo tem que varrer da política esse tipo de gente descompromissadas com o nosso Brasil.

    1. Vai trocar seis por meia dúzia. Rodrigo Maia por ACM Neto. Kkkkkkkk

    2. Baleia ou Lira, tanto faz. O congresso se vendeu e se rendeu ao executivo. Essa história de três poderes independentes não existe. Final de mandato impune pro Bozo.

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