Durante a COP30 em Belém (PA), o presidente Lula disse que pretende convencer o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a gravidade da crise climática durante a COP30, em Belém. Em tom otimista, Lula afirmou que sonha em resolver a guerra na Ucrânia e alcançar o “melhor resultado que uma COP já pôde oferecer ao planeta Terra”.
No discurso, o petista exaltou a importância do chamado “desenvolvimento verde” e insistiu que cuidar do clima é cuidar da própria existência da humanidade. Ele destacou que, em negociações como a COP, não se pode impor regras, apenas buscar consenso entre os países participantes.
Apesar da fala confiante de Lula, Trump não participou do evento nem enviou representantes oficiais, após ter retirado os EUA do Acordo de Paris no início do ano. Entidades americanas e governos subnacionais, como o governador da Califórnia, Gavin Newsom, marcaram presença na conferência.
A COP30 ainda enfrenta impasses sobre financiamento climático, lacunas nas metas e relatórios de transparência, enquanto Lula tenta acelerar negociações para fechar a conferência até sexta-feira (21). O otimismo do presidente brasileiro contrasta com a ausência de Trump, deixando dúvidas sobre a efetividade dos acordos.
O presidente Lula deve oficializar nesta quinta-feira (20) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF. O encontro acontece no Palácio da Alvorada antes de Messias embarcar para compromissos em São Paulo e África do Sul.
A vaga está aberta desde 18 de outubro, quando Barroso se aposentou antecipadamente. Messias é dado como certo para a cadeira por ser considerado leal e de confiança do petista, superando outros nomes cotados, como o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A preferência de Lula foi confirmada mesmo após reunião com Pacheco no último dia 17.
Se confirmado, Messias passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, depois, no plenário. Com 45 anos, ele poderá permanecer na Corte até 2055, caso aprovado. Com esta escolha, Lula acumula 11 indicações ao STF, sendo três apenas no terceiro mandato.
A indicação de Messias é mais rápida do que em nomeações anteriores de Lula: ele levou 33 dias para oficializar a escolha, enquanto Cristiano Zanin e Flávio Dino demoraram 51 e 58 dias, respectivamente. O cenário reforça a estratégia do petista de manter aliados fiéis no comando da Suprema Corte.
A Colômbia defende que Nicolás Maduro entregue o poder a um governo de transição que organize novas eleições, em vez de enfrentar uma intervenção direta dos EUA. A ideia é evitar prisão do ditador venezuelano e impedir uma crise humanitária enquanto Donald Trump acumula navios de guerra no Caribe.
Segundo a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, Maduro poderia aceitar o plano se tivesse garantias de imunidade. “Ele poderia sair sem necessariamente acabar na prisão”, disse, sugerindo um acerto diplomático que blindaria o presidente venezuelano da Justiça.
A proposta circula nos bastidores de Washington e Caracas, mas enfrenta ceticismo: Maduro não se manifestou e não há sinais de que os EUA estejam dispostos a negociar. O plano ainda depende de apoio da oposição venezuelana, apontou Villavicencio, e de que Brasília e Bogotá consigam convencer a região de que “eleições legítimas” são possíveis depois de um pleito fraudulento em 2024.
Enquanto isso, o mercado reage: os títulos da Venezuela e da estatal petrolífera subiram, com algumas notas atingindo o maior valor em seis anos. Na prática, a proposta tenta criar uma saída “segura” para Maduro, mas esbarra na política, na diplomacia e na desconfiança regional.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, disse não à redução da pena de 2 anos em regime aberto do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A decisão foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e reforça que medidas cautelares não contam como cumprimento antecipado da pena.
A defesa de Cid alegava que o militar já havia cumprido mais de 2 anos sob tornozeleira eletrônica, afastamento das funções e recolhimento domiciliar, conforme informações do Poder 360. Mesmo assim, Gonet destacou que “não se verifica hipótese de extinção da punibilidade do réu”, citando o entendimento do STF de que o artigo 42 do Código Penal não permite abater períodos de medidas cautelares do tempo da pena.
Cid já foi condenado pela 1ª Turma do STF, em setembro, pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e outros, com validade de sua delação premiada reconhecida. Apesar de os ministros terem fixado a pena mínima, a Justiça mantém o militar sob restrições rigorosas, incluindo monitoramento eletrônico e recolhimento noturno, feriados e finais de semana.
Além disso, a PGR intimou a defesa sobre o pedido da Polícia Federal de incluir Cid e seus familiares no programa de proteção a testemunhas, devido às delações contra Bolsonaro e outros réus do chamado plano de ruptura institucional de 2022. A decisão final sobre essa proteção cabe ao ministro Moraes, mantendo o ex-ajudante de ordens na mira do STF.
O empresário Augusto Ferreira Lima, preso pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, caiu direto no centro de um velho enredo baiano: suas ligações com o PT de Rui Costa, hoje ministro do presidente Lula. Lima entrou no mundo dos grandes negócios em 2018, quando comprou da gestão petista a Ebal — a estatal que controlava a rede Cesta do Povo e o cartão Credicesta. Levou tudo por R$ 15 milhões e ainda assumiu a dívida deixada para trás.
A partir daí, seu caminho se entrelaçou com figuras do PT baiano, como Rui Costa e o senador Jaques Wagner. Em 2019, já com Rui no comando do Estado, servidores públicos passaram a receber automaticamente o cartão Credcesta — sem nem pedir. Bastava “ativar”. O benefício? Expansão acelerada do negócio de Lima, que passou a lucrar oferecendo empréstimo consignado para funcionários do governo, segundo informações do Poder 360.
Apesar da proximidade com petistas históricos, Lima também circulava bem na oposição baiana, incluindo ACM Neto. E sua vida política ganhou outro capítulo quando se casou, em 2024, com Flávia Arruda — ex-deputada do DF, ex-ministra de Bolsonaro e nome forte do PL. Um pé lá, outro cá. Brasília conhece esse tipo de equilíbrio.
A PF agora tenta entender como o ex-sócio do Master se beneficiou dessas relações políticas enquanto expandia seus negócios. Rui Costa, Wagner e ACM Neto foram procurados, mas ninguém quis comentar. O silêncio, como sempre, fala mais alto.
Vários políticos fizeram as previdências municipais investirem nesse banco, mas a culpa é do PT. O BRB foi estimulado por políticos a comprar esse banco podre. É assim que vai se enganando a população: você culpa algúem por tudo, enquanto faz tudo de ruim sem que ninguém fale nada.
Silenciado há mais de cem dias por ordem judicial do STF, Jair Bolsonaro pode ganhar um microfone aberto na CPMI do INSS — graças ao próprio PT. A estratégia dos petistas é convocar o ex-presidente para tentar vinculá-lo a medidas que permitiram a criação de entidades fantasmas, usadas para desviar dinheiro de aposentados e pensionistas, segundo informações do Metrópoles.
A ideia partiu do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que também quer chamar o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes. Oficialmente, a convocação é para ouvir sobre o INSS, mas nos bastidores o microfone da CPMI estará livre para Bolsonaro mandar recados ao eleitorado e falar sobre qualquer assunto.
Mesmo proibido por Moraes de se manifestar publicamente nas redes sociais, Bolsonaro poderá se posicionar diante das câmeras, transformando a convocação em palanque político. O episódio reforça a tensão entre petistas e bolsonaristas: cada lado acusa o outro de ser responsável pelo esquema de desvio que já levou à prisão a cúpula do INSS e ex-dirigentes indicados pelo governo Bolsonaro.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, não poupou Jair Bolsonaro: segundo ele, uma candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência em 2026 seria o “beijo da morte” para o ex-presidente. Para Farias, Bolsonaro já vem sendo abandonado por aliados e corre risco de ser esquecido, especialmente se acabar no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Farias acredita que a tentativa de emplacar um dos filhos de Bolsonaro – Eduardo ou Flávio – seria apenas para manter o nome da família vivo na política, segundo informações do Metrópoles. “Se Bolsonaro apoiar o Tarcísio, ele vai enterrar o bolsonarismo e será esquecido lá na Papuda”, disse o deputado, sem rodeios.
O PT avalia ainda que uma escolha de candidato da direita sem o sobrenome Bolsonaro prejudicaria toda a base bolsonarista na Câmara e no Senado. “A força política dele se dissipa. Pararam de falar no Bolsonaro. Se passarem para o Tarcísio, é o beijo da morte”, afirmou Farias.
Para o líder petista, o Centrão aposta em Tarcísio para apagar o ex-presidente do mapa político. “Quem tem voto mesmo é Bolsonaro. Mas a turma do Centrão calcula: esquece o Bolsonaro, segue com o Tarcísio. É o fim da linha para ele e para os filhos”, concluiu.
Lindbergh vê Haddad “forte” em São Paulo
O parlamentar disse ainda que o ministro Fernando Haddad é o principal nome da base governista para disputar o governo de São Paulo em 2026, embora a decisão ainda dependa de discussões internas. Segundo ele, a escolha deverá passar por uma avaliação do presidente Lula.
Esse inútil e garoto de recado do pt , papa bola da odebrecht , sai muito caro pra o eleitor ! Zero projeto de lei é um vagabundo muito bem remunerado.
O secretário de Administração do RN, Pedro Lopes, pediu exoneração do cargo que ocupava desde o segundo mandato da governadora Fátima Bezerra. O anúncio foi feito pelo próprio Lopes nas redes sociais, mas o pedido oficial já havia sido enviado à governadora no último dia 11.
Pedro Lopes vai assumir na próxima semana a vice-presidência da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). Ele destacou que está “voltando para onde veio” e que continuará a lutar em defesa da administração tributária e do serviço público.
O secretário estava no governo Fátima desde o primeiro dia, iniciando como controlador geral do Estado em 1º de janeiro de 2019. Depois, foi escalado para comandar a Secretaria de Administração, pasta estratégica para gestão de servidores e recursos do Estado.
Apesar do agradecimento público à governadora, sua saída reforça a impressão de que a gestão petista enfrenta dificuldades em manter nomes experientes em cargos-chave. A saída de Pedro Lopes abre espaço para nova troca na estrutura administrativa do governo do RN, que já convive com desgaste e impopularidade.
O setor hoteleiro do RN vai ferver neste feriado prolongado. A ABIH-RN, que representa os hotéis e pousadas do estado, projeta taxa de ocupação entre 85% e 90% durante os dias 20 e 21 de novembro. Em Natal, a expectativa dispara para 95% por causa do feriado municipal.
A pesquisa da associação mostra que os turistas não estão perdendo tempo: hotéis e pousadas já se preparam para receber uma multidão, aproveitando a chance de faturar alto em datas estratégicas. A alta procura indica que o turismo potiguar segue firme, mesmo com a crise econômica que pressiona o país.
Para quem não conhece, a ABIH-RN é a principal voz do setor no estado. A entidade sem fins lucrativos atua defendendo hotéis e meios de hospedagem, promovendo o turismo e capacitando profissionais da área. Ou seja: eles sabem bem o que significa encher quartos e encher o caixa.
Se você ainda não reservou, corra. A chance de conseguir vaga está cada vez menor, e a cidade promete estar lotada com turistas aproveitando o feriadão. Natal, Mossoró e outras cidades do RN devem sentir o impacto direto no comércio e na rede hoteleira.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta quarta-feira (19), três mandados de prisão preventiva contra homens suspeitos de participar de roubos a motoristas de aplicativo em Natal, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim.
As investigações começaram em março deste ano, após um motorista ser feito refém durante uma corrida. Ele foi algemado, levado até João Câmara e teve veículo e pertences roubados, além de sofrer ameaças relacionadas a facções criminosas. Um segundo caso semelhante ocorreu em junho, na mesma região, com outro motorista sendo ameaçado e roubado.
No primeiro estágio da apuração, a polícia reuniu provas que incluíram reconhecimento fotográfico das vítimas, imagens de câmeras de segurança, registros de transferências bancárias e dados fornecidos pelo aplicativo de transporte. Uma prisão já havia sido cumprida em setembro, identificando outros integrantes do grupo.
Na segunda fase, três suspeitos tiveram prisão preventiva decretada pelo Juízo de Garantias da Comarca de Natal. Os mandados foram executados nesta quarta-feira em Goiás e no Rio Grande do Norte. Os homens já estavam presos por outros crimes de roubo e agora respondem também pelos novos casos.
A ação foi coordenada pela 21ª Delegacia de Polícia de São Gonçalo do Amarante. A Polícia Civil segue investigando para localizar outros envolvidos e pede que informações relevantes sejam repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
A Câmara Municipal de Natal reforçou, em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (19), que cumpre rigorosamente todas as determinações judiciais e mantém diálogo constante com o Judiciário potiguar. Segundo a Casa, seus procedimentos estão totalmente dentro da lei e seguem com transparência e responsabilidade.
O comunicado deixa claro que a Câmara não se responsabiliza por opiniões ou declarações individuais dos vereadores, servidores ou cidadãos. Cada um responde pelo que fala, e a instituição se mantém firme, longe de polêmicas alheias.
O presidente Eriko Jácome destacou que o Legislativo funciona normalmente, com plenárias, reuniões de comissões e atos administrativos seguindo sem interrupções. A mensagem é direta: a Câmara segue operando com seriedade e respeito às normas.
A Mesa Diretora reforça o compromisso com gestão segura, transparente e rigorosa no cumprimento das decisões judiciais, reafirmando que a Câmara de Natal mantém firme seu papel institucional e o respeito ao Estado Democrático de Direito.
Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar do RN flagrou dois suspeitos transportando 20 quilos de maconha dentro de um carro na região de Angicos, nesta quarta-feira (19).
A droga estava escondida no interior do veículo e foi descoberta durante abordagem realizada por equipes da CIOPAR.
Os dois homens foram presos em flagrante. Todo o material apreendido foi levado para a sede da PF, onde passará por perícia oficial.
A ação integra as operações de combate ao tráfico de drogas nas rotas utilizadas no interior potiguar, segundo a corporação.
O apresentador Marcos Mion, da TV Globo, está no Rio Grande do Norte gravando conteúdos especiais para o Caldeirão. Um dos cenários escolhidos pela produção do programa foi a praia de Genipabu, em Extremoz, região metropolitana de Natal, um dos cartões-postais mais conhecidos do Brasil. Nas redes sociais, Mion compartilhou imagens do passeio e enalteceu as belezas naturais da região, que devem ganhar repercussão nacional nas próximas semanas.
Durante a passagem pelo município, o apresentador percorreu as dunas ao lado de bugueiros credenciados e fez gravações em pontos tradicionais do turismo local. A equipe contou com apoio logístico da Prefeitura de Extremoz, garantindo estrutura e segurança para realização da produção.
Além das cenas nas dunas e passeios de buggy, Mion gravou quadros com convidados especiais e influenciadores potiguares, valorizando a cultura e a hospitalidade local. O conteúdo deve integrar o quadro de verão do programa, que tradicionalmente exibe destinos turísticos brasileiros.
A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, destacou a importância da visibilidade nacional:
“Extremoz vive um momento especial, com crescimento turístico e investimentos importantes. Ver Genipabu e nossas riquezas naturais sendo exibidas para o Brasil fortalece nossa economia e gera oportunidades para quem trabalha com turismo e serviços na região.”
Com a chegada da alta estação, a expectativa é de aumento do fluxo de visitantes, movimentando a rede hoteleira, restaurantes e a tradicional operação dos bugueiros. Marco Mion grava quadro especial do Caldeirão em Genipabu e destaca belezas naturais de Extremoz
O apresentador Marcos Mion, da TV Globo, está no Rio Grande do Norte gravando conteúdos especiais para o Caldeirão. Um dos cenários escolhidos pela produção do programa foi a praia de Genipabu, em Extremoz, região metropolitana de Natal, um dos cartões-postais mais conhecidos do Brasil. Nas redes sociais, Mion compartilhou imagens do passeio e enalteceu as belezas naturais da região, que devem ganhar repercussão nacional nas próximas semanas.
Durante a passagem pelo município, o apresentador percorreu as dunas ao lado de bugueiros credenciados e fez gravações em pontos tradicionais do turismo local. A equipe contou com apoio logístico da Prefeitura de Extremoz, garantindo estrutura e segurança para realização da produção.
Além das cenas nas dunas e passeios de buggy, Mion gravou quadros com convidados especiais e influenciadores potiguares, valorizando a cultura e a hospitalidade local. O conteúdo deve integrar o quadro de verão do programa, que tradicionalmente exibe destinos turísticos brasileiros.
A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, destacou a importância da visibilidade nacional:
“Extremoz vive um momento especial, com crescimento turístico e investimentos importantes. Ver Genipabu e nossas riquezas naturais sendo exibidas para o Brasil fortalece nossa economia e gera oportunidades para quem trabalha com turismo e serviços na região.”
Com a chegada da alta estação, a expectativa é de aumento do fluxo de visitantes, movimentando a rede hoteleira, restaurantes e a tradicional operação dos bugueiros.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), usou as redes sociais nesta quarta-feira para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Motta se queixou do fato da base do Palácio do Planalto ter votado contra o projeto de lei Antifacção e disse que o “o governo optou pelo caminho errado” e cria “falsas narrativas”. A fala acontece logo depois de Lula reclamar da aprovação do projeto.
“Não se pode desinformar a população, que é alvo diariamente do crime, com inverdades. É muito grave que se tente distorcer os efeitos de um Marco Legal de Combate ao Crime Organizado cuja finalidade é reforçar a capacidade do Estado na segurança pública”, disse Motta.
“Não vamos enfrentar a violência das ruas com falsas narrativas. Precisamos estar unidos neste momento. O governo optou pelo caminho errado ao não compor essa corrente de união para combater a criminalidade. Repito: segurança não pode ser refém de falsas narrativas”, também declarou o presidente da Câmara.
Apesar de a iniciativa ser de autoria do governo, a base foi contra o texto de Guilherme Derrite (PP-SP), que foi aprovado. Há críticas em relação a pontos como a questão do financiamento da Polícia Federal e o risco de sobreposição de leis.
Derrite é secretário do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como possível candidato da oposição à Presidência.
Mais cedo nesta quarta, Lula disse que a iniciativa “enfraque o combate ao crime”.
“Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei”, declarou o petista.
O chamado “novo marco legal do combate ao crime organizado” prevê penas de 20 a 40 anos de prisão para integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares, podendo chegar a 66 anos em algumas hipóteses.
O projeto restringe ainda, entre outras medidas, a progressão de regime para os criminosos, permite o confisco de bens de forma antecipada e prevê um banco nacional de registro de criminosos. O governo também tentou fazer mudanças no texto com os chamados destaques, mas acabou derrotado nos pedidos.
Como foi a votação na Câmara
O PL Antifacção foi aprovado por 370 votos a 110. O texto traz os seguintes pontos:
cria um marco legal específico para facções, milícias e grupos paramilitares;
estabelece penas de 20 a 40 anos, podendo chegar a 66 anos;
torna todas as condutas definidas no projeto crimes hediondos;
amplia o confisco de bens, inclusive antecipado;
cria um banco nacional para registro de criminosos;
restringe progressão de regime;
estabelece regras mais duras de comunicação de presos.
A oposição tentou incluir a equiparação de facções ao terrorismo, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta, anulou as tentativas ao considerá-las “estranhas ao texto”.
Mutirão realizado neste ano pelos tribunais de todo o país, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reverteu 3.676 condenações de pessoas flagradas com menos de 40 gramas de maconha para consumo pessoal.
Esse número representa 12,4% do total de casos analisados pela Justiça — 29.725 processos envolvendo porte de maconha nos últimos oito anos.
Foi a primeira vez que o mutirão, realizado anualmente, revisou processos de pessoas condenadas por portarem maconha, com o objetivo de aplicar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho de 2024, descriminalizou o porte de até 40 gramas da para consumo próprio.
Balanço do mutirão
Segundo o balanço do mutirão, além dos casos em que a condenação foi revista, houve:
manutenção das condenações em 16.327 processos (54,9% do total);
encaminhamento para a defesa e o Ministério Público se manifestarem sobre 7.434 processos (25% do total) — que ainda poderão gerar novas revisões das condenações;
e outros 2.151 processos (7,2%) estão pendentes aguardando a análise do juiz, o que significa que também poderão resultar em novas absolvições.
Nos 3.676 processos que tiveram a condenação revista, há duas situações diferentes:
pessoas que foram condenadas como usuárias de maconha e que agora foram absolvidas, porque ser usuário deixou de ser crime. Essas pessoas já não iam para a prisão — porque a punição era branda e podia ser convertida em penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade —, mas deixaram de ter esse antecedente criminal;
e pessoas condenadas como traficantes, mesmo portando uma quantidade pequena de maconha. Nesses casos, quando não havia outros indícios de que esses réus vendiam drogas, eles acabaram tendo a conduta reclassificada — de traficante para usuário — e, consequentemente, foram absolvidos.
Os dados do CNJ, no entanto, não detalham quantos processos se enquadram em cada situação nem quantas pessoas foram efetivamente soltas no mutirão em decorrência da decisão do Supremo sobre a maconha.
O STF estabeleceu que, quando uma pessoa é flagrada com até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas, deve-se presumir que ela é usuária, a menos que junto com ela a polícia encontre outros indícios de tráfico, como balança de precisão, caderno de contabilidade e dinheiro vivo.
Flávio Dino respondeu, indiretamente, críticas do colega André Mendonça sobre o ativismo judicial no STF. “Isso tem tanta consistência quanto as espumas das ondas que quebram na praia”, disse Dino.
Presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Dino reservou um espaço da sessão de terça-feira, 19, do julgamento da trama golpista para rebater críticas feitas no dia anterior pelo colega.
Mendonça comentou as mudanças que o STF fez no Marco Civil da Internet, sob o pretexto de combater desinformação: “Com a devida vênia da maioria que se formou, na própria decisão do Marco Civil da Internet, nós criamos restrições sem lei. Isso se chama ativismo judicial. E os próprios colegas têm defendido esse ativismo. Eu não defendo”.
Dino disse que “ativismo judicial” é uma expressão trazida dos Estados Unidos, mas “aplicada em contextos totalmente diferentes no caso brasileiro”, e criticou “essa ideia de inquéritos que nunca acabam”.
Mas o inquérito das fake news, por exemplo, não é exatamente uma ideia. Ele foi aberto em 2019, por iniciativa do próprio STF, sem a provocação do Ministério Público, e já tem mais de seis anos de idade.
Quem sabe após umas dúzias de cerveja e umas lapadas de cana você o convencerá? Arrocha o nó cumpanhêro.
A influência de Lula em relação a Donald Teump é ZERO.