Política

Câmara resiste a adiamento das eleições municipais

Foto: Givaldo Barbosa/Agência O Globo

Parlamentares são mais resistentes a apoiar uma mudança constitucional que possa, eventualmente, prorrogar mandatos, segundo enquete feita pelo jornal O Estado de S. Paulo. Mesmo os deputados que dizem acreditar ser necessário o adiamento não formam consenso sobre a forma ideal para fazê-lo. Parte declara concordar, mas com a condição de que a disputa seja realizada ainda neste ano – em dezembro, por exemplo, como sugeriu o futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. Uma outra parcela já expõe que a crise poderia ser usada para unificar as eleições no Brasil, deixando a escolha de todos os cargos para ser realizada a cada quatro anos.

A enquete do Estado mostra ainda que, seja qual for o texto de uma eventual Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com essa finalidade, a matéria encontraria dificuldades para passar no plenário da Câmara. Caso o tema fosse levado hoje à votação, faltariam mais de 100 votos favoráveis para ser aprovado – uma PEC requer 308 votos, em dois turnos de votação.

A menos de seis meses do primeiro turno das eleições municipais, marcado para 4 de outubro, já tem parlamentar que sugere, inclusive, que a votação seja dividida em dois dias.

“Um deles sendo apenas para pessoas do grupo de risco”, disse o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que hoje se diz contrário ao adiamento. “Não gosto dessa dicotomia ‘ter ou não ter eleições’. A realização delas é algo constitucional.”

Para o deputado Arthur Maia (DEM-BA), o adiamento das eleições abriria um precedente indesejável, que é a prorrogação dos mandatos. “Haverá eleições em outros países neste ano e não ouvi nada sobre adiamento lá fora.”

Já seu colega de partido, Elmar Nascimento, também da Bahia, sugere até uma nova data: “Poderia passar para 15 de novembro, como era antes”.

Conforme o levantamento do Estado, no grupo dos parlamentares que são favoráveis é praticamente unânime a preocupação de evitar que prefeitos e vereadores tenham seus mandatos estendidos, mesmo que por pouco tempo. É o caso dos oito integrantes do Novo, que se dizem favoráveis a uma nova data dentro de 2020.

Há parlamentares com dúvidas sobre o que é possível fazer diante da eleição em meio à pandemia. O deputado Léo Moraes (Podemos-RO) apresentou requerimentos aos ministérios da Justiça e da Saúde para saber sobre a possibilidade de adiamento da disputa municipal. O parlamentar propõe que a data passe de 4 de outubro para 6 de dezembro, mas não menciona o segundo turno que, de acordo com a lógica atual, teria de ocorrer em 27 de dezembro, entre o Natal e o Ano Novo.

Eleições gerais

A defesa pela adoção de um calendário que defina eleições gerais – o que significa um pleito que escolha todos os candidatos federais, estaduais e municipais – a cada quatro anos voltou a tomar corpo na Câmara, apesar de o tema ser de difícil aceitação. Pelo menos seis PECs foram protocoladas com esse objetivo.

Na lista de apoiadores da proposta está o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que sugere, além da unificação das eleições, o fim da reeleição para o Executivo a partir de 2026 – o tucano foi reeleito governador de Minas Gerais, em 2006.

Para o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), o calendário eleitoral já está prejudicado. “Defendo que passemos a ter eleições gerais a partir de 2022, mas, no mínimo, a próxima temos de adiar para dezembro, com uma readequação do calendário”, afirmou.

Um eventual adiamento, seja para dezembro deste ano ou 2022, no entanto, pode contrariar mais uma norma eleitoral. Qualquer mudança nas regras eleitorais exige aprovação do Legislativo federal com, no mínimo, um ano de antecedência.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Bobagem, político profissional que se preza faz campanha (e ganha a eleição na base do coitadismo) até depois de uma facada, quanto mais diante de uma simples "gripezinha" como essa…

  2. As eleições não podem demorar. O Brasil não vai suportar esse MUSEU DE GRANDES NOVIDADES. temos que votar em outros, retirando os que têm ligações fisiológicas com os PODRES PODERES. Limpeza em 2020 e 2022. Vamos expulsar esses que enganaram o Brasil com bala e bíblia, como também os que já enganaram com foice e estrela. Os verdadeiros seguidores da Bíblia e da Constituição devem ser os nossos representantes. Não os falsos profetas e messias.

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Saúde

Veja o que muda nos planos de saúde durante a pandemia de coronavírus

Imagem: reprodução

Com a chegada do novo coronavírus no Brasil, os planos de saúde alteraram, em caráter de exceção, alguns pontos no atendimento de seus beneficiários para doenças não relacionadas a ele. Por isso, caso você tenha um convênio particular, fique ligado às mudanças na assistência suplementar e saiba seus direitos.

Para evitar a sobrecarga das unidades de saúde e a exposição desnecessária das pessoas ao risco de contaminação, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) decidiu prorrogar os prazos máximos de atendimento dos planos em relação a consultas, exames, terapias e cirurgias que não sejam urgentes.

Os limites atuais serão mantidos para tratamentos que não podem ser interrompidos ou adiados por colocar em risco a vida do paciente, além de atendimentos de urgência e emergência. Mas os beneficiários que precisarem de uma consulta com um clínico geral, por exemplo, agora terão que aguardar 14 dias para o atendimento, e não sete dias, como antes da pandemia.

Segundo a ANS, se, mesmo com contato do consumidor, a operadora do plano de saúde não garantir o atendimento no novo prazo estabelecido, contado da data do pedido, deve ser feita denúncia para a agência reguladora por meio dos canais de relacionamento. Para isso, é necessário informar o protocolo de contato fornecido pelo plano.

Já as regras de reembolso continuam iguais, mesmo com a pandemia. Caso o beneficiário entre em contato com a operadora de saúde e, no entanto, tenha sido obrigado a pagar os custos do serviço ou procedimento por não conseguir atendimento no prazo, o plano deverá reembolsá-lo integralmente em até 30 dias, contados da data da solicitação.

Telemedicina

Outro ponto importante alterado por causa do coronavírus foi a implementação da telemedicina durante a pandemia. O projeto de lei 696/2020, sancionado no dia 16 de abril pelo presidente Jair Bolsonaro, permite que, durante a pandemia, os médicos façam consultas a distância, pela internet.

A modalidade já estava em funcionamento por meio da portaria 467 do Ministério da Saúde, mas, segundo alguns consumidores, na prática, há planos que ainda impõem barreiras para o atendimento.

O beneficiário que precise de uma consulta ou de um atendimento não urgente deve entrar em contato com o plano de saúde. O sistema público de saúde e atendimentos particulares também oferecem essa opção.

A consulta pode ser feita por chamadas de vídeo de aplicativos, plataformas onlines dos planos de saúde ou por telefone. O paciente não precisará ir a consultórios e hospitais e estará menos exposto ao coronavírus e a outras doenças.

Segundo Lincoln Ferreira, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), a modalidade está passando por processo de implementação, mas é muito importante neste momento.

“Com certeza, é uma opção segura para que menos pessoas transitem por hospitais sem necessidade e, mesmo assim, possam ter atendimento durante a pandemia”, diz.

Ferreira lembra, no entanto, que, se o usuário precisar entrar em um consultório ou hospital, deverá seguir os procedimentos de segurança e higiene para a quarentena: lavar as mãos, usar álcool em gel e e ter cuidado ao ir ao banheiro dos locais, por exemplo.

Troca de plano

Já quem quiser trocar de plano durante a pandemia vai encontrar as mesmas regras de antes. A portabilidade libera a exigência de carências (período para ter acesso ao atendimento integral) no novo plano. Porém, para isso, é necessário seguir algumas regras; como contrato ativo, pagamento em dia e preços compatíveis.

Inadimplência

Outro ponto que permanece igual a antes da crise do coronavírus é a inadimplência. O contrato do plano de saúde será rescindido por falta de pagamento se a mensalidade não for paga por período superior a 60 dias, seguidos ou não, nos últimos 12 meses de vigência do contrato.

A ANS propõe aos planos de saúde que eles não realizem a rescisão de contratos durante a crise do coronavírus ou que seja dado um prazo maior para rescisão dos inadimplentes, mas a questão ainda não foi resolvida com as empresas. A proposta foi aprovada pela diretoria da ANS e aguarda a assinatura das operadoras, o que ainda não ocorreu.

Reajustes

Sobre reajustes, A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) e a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), anunciaram que recomendaram aos planos de saúde a suspensão temporária, por 90 dias, dos reajustes anuais de mensalidades por conta da pandemia do coronavírus.

Segundo compromisso assumido pelas empresas, o pagamento desses valores ocorrerá a partir de outubro de 2020 e poderá ser dividido em três parcelas. Portanto, será apenas uma prorrogação do pagamento.

Direitos

A advogada Mérces da Silva Nunes, especialista em Direito Médico, lembra que os planos precisam seguir os novos prazos e fornecer a mesma qualidade do atendimento e dos serviços de antes da pandemia.

“Quem tiver problemas ou recusa de atendimento deve entrar em contato com a ouvidoria da empresa e denunciar os casos. A pessoa que se sentir prejudicada por conta dos planos tem seus direitos tanto quanto antes da crise do coronavírus. Caso a ouvidoria da empresa não resolva a situação, o beneficiário poderá entrar na Justiça para requerer seus direitos”, afirma.

UOL

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Saúde

OMS: Não há comprovação de que curados da covid-19 sejam imunes


Foto: EFE/Mariscal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que ainda não há evidências científicas suficientes que comprovam que pessoas que se recuperaram do novo coronavírus estão imunes à doença. O comunicado se refere especialmente a governantes que têm defendido a criação de um “passaporte da imunidade” ou “certificado de risco zero” para que ex-pacientes recuperados sejam excluídos de medidas de restrição de mobilidade durante a pandemia da covid-19.

“As pessoas que assumem que estão imunes a uma segunda infecção porque receberam um resultado positivo no teste podem ignorar os conselhos de saúde pública. O uso de tais certificados pode, portanto, aumentar os riscos de transmissão continuada”, ressalta a organização.

A agência lembra que o desenvolvimento da imunidade contra uma doença através de uma infecção natural é um processo de várias etapas, que geralmente ocorre de uma a duas semanas. Ela pondera, contudo, que, até 24 de abril, nenhum estudo concluiu que a presença de anticorpos confere imunidade ao novo coronavírus em humanos.

“A OMS continua revisando as evidências da respostas de anticorpos à infecção por SARS-CoV-2 (vírus da covid-19). A maioria desses estudos mostra que as pessoas que se recuperaram da infecção têm anticorpos para o vírus”, diz o comunicado. “No entanto, algumas dessas pessoas têm níveis muito baixos de anticorpos neutralizantes no sangue, sugerindo que a imunidade celular também pode ser crítica para a recuperação.”

“Testes de laboratório que detectam anticorpos para SARS-CoV-2 em pessoas, incluindo testes rápidos de imunodiagnóstico, precisam de validação adicional para determinar sua precisão e confiabilidade”, pontua a OMS.

“Os testes imunodiagnósticos imprecisos podem categorizar falsamente as pessoas de duas maneiras. A primeira é que eles podem rotular falsamente as pessoas que foram infectadas como negativas e, a segunda, é que as pessoas que não foram infectadas são falsamente rotuladas como positivas. Ambos os erros têm sérias conseqüências e afetarão os esforços de controle.”

A OMS ressalta, ainda, que os testes precisam distinguir o SARS-CoV-2 dos outros seis coronavírus humanos conhecidos (dos quais, quatro causam o resfriado comum e têm ampla circulação mundial, enquanto os outros dois causam a Síndrome Respiratória no Oriente Médio e a Síndrome Respiratória Aguda Grave). “Pessoas infectadas por qualquer um desses vírus podem produzir anticorpos que reagem de maneira cruzada com anticorpos produzidos em resposta à infecção por SARS-CoV-2.”

A organização também afirma apoiar as iniciativas de diversos países de testagem de anticorpos do novo coronavírus na população, por ajudar a entender a extensão da pandemia e os fatores de risco associados à doença, mas faz uma ressalva: “Esses estudos fornecerão dados sobre a porcentagem de pessoas com anticorpos da covid-19 detectáveis, mas a maioria não foi projetada para determinar se essas pessoas são imunes a infecções secundárias.”

Jovem Pan

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Saúde

77% dos leitos de UTI estão ocupados na Grande São Paulo, Argentina prorroga quarententa e mais 2500 óbitos nos EUA em 24 horas

Segundo o governador João Doria,  a ocupação dos leitos de UTI na Grande São Paulo já chega a 77,3%.

Em todo o estado, a taxa de ocupação é de 58,9%.

Como registramos mais cedo, o número de mortes por Covid-19 no estado subiu para 1.667 neste sábado, com 155 novos óbitos nas últimas 24 horas.

ARGENTINA

O presidente Alberto Fernández anunciou que a quarentena para conter a disseminação do novo coronavírus na Argentina vai continuar até o dia 10 de maio.

Neste período, não haverá flexibilização do isolamento em cidades com mais de 500 mil habitantes.

As atividades comerciais das cidades menores poderão começar a voltar desde que o número de infectados pela Covid-19 não seja elevado.

EUA

Os Estados Unidos registraram 2.494 mortes provocadas pela Covid-19 de sexta-feira para sábado.

O número de contaminados pela doença passa de 960 mil e os óbitos passam de 54 mil em todo país.

Opinião dos leitores

  1. O comentário desse idiota falando que a metade não morreu do corona …realmente , a metade morreu de infarto quando leu comentários como o seu ..vc deve ser um imbecil igual ao seu presidente

  2. Só lembrando aos desenformados, que adoram passar sem máscara , não ligam para o isolamento social, querem voltar a trabalhar a todo custo, até porque se perder uma vida compra outra no supermercado da esquina entre outras coisas a que são adeptos, que na guerra que os EUA travaram com o Vietnã durou VINTE anos e matou CINQUENTA mil americanos, e já o coronavirus em DOIS meses matou 55 mil americanos. Era no mínimo pra esse pessoal refletir sobre esses números. Mas eles não estão nem aí, são os fodões, se morrer pai ou mãe, filho, irmão ou amigo, tem problema nao é a vida, eu não vou perder é minha liberdade. São uns completos idiotas inúteis.

    1. Segue a piada para alguns….
      Que Deus proteja você e sua família.

    2. Morreram de quê, então? Se tivessem lido seu comentário teriam morrido de raiva, como não leram, morreram de covid19.

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Saúde

RN sai da zona de conforto em ocupação de leitos, constata tensão em UPAs e pronto-socorros e adjunto diz que aglomerações vão causar um impacto grande

Com base na análise diária da evolução da pandemia do novo coronavírus, o secretário adjunto da Saúde Pública do Governo do RN, médico Petrônio Spinelli, considerou neste sábado (25) o momento como “delicado, por que os números crescem com gravidade e trazem a preocupação com a ocupação, por casos graves, de 41,5% dos leitos disponíveis.

O RN tem atualmente 3.928 casos suspeitos em 155 municípios. 781 casos confirmados em 53 municípios. 2.838 casos descartados, 40 óbitos em 17 cidades e 289 recuperados. Petrônio explicou que tudo o que está sendo feito pelo Governo e pelas equipes médicas nas unidades de saúde e hospitais fica neutralizado se o comportamento social não obedecer as regras de proteção. “A ocupação dos leitos hoje mostra isso. E já constatamos um tensionamento nas UPAs, pronto-socorros e hospitais. É preciso repetir: há forte necessidade de a população manter o isolamento social”.

Spinelli atribui o aumento dos casos à saída às ruas e a permanência das pessoas em filas, sem a devida proteção, para receber a ajuda de R$ 600,00 do Governo Federal e resolver problemas bancários. “Toda vez que há aumento de aglomerações, o impacto acontece 10 a 14 dias depois. A previsão é que os próximos dias serão dramáticos, pois vão refletir a saída das pessoas às ruas nos dias passados”, explica.

Opinião dos leitores

  1. Não votei na Governadora mas acho que as atitudes do seu governo são respeitáveis. Estou torcendo por ela independente do seu partido.
    "CASO ACABEM COM O ISOLAMENTO SOCIAL, VAMOS TER UM CAOS GERAL NO ESTADO".
    O USO DA MÁSCARA TERIA QUE SER OBRIGATÓRIO EM LOCAIS DE CIRCULAÇÃO, E OS PRÓPRIOS SEGURANÇAS DOS ESTABELECIMENTOS IMPEDIRIAM O ACESSO DAS PESSOAS SEM MÁSCARA.
    NO CASO DA JUSTIÇA, NÃO HÁ COMO FLEXIBILIZAR NADA, POIS ALÉM DE O JUDICIÁRIO TER MUITOS COLABORADORES NO GRUPO DE RISCO, A PANDEMIA PODE SER DISSEMINADA NAS SALAS DE AUDIÊNCIA, VISITAS A PRESÍDIOS, NO TRABALHO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA, ETC.
    É FECHAR E TRABALHAR AS MEDIDAS DE URGÊNCIA…

  2. Acho q não bate que esse aumento é devido essas filas pelo Auxílio, o reflexo dessas aglomerações serão sentidos nós próximos dias. Esse aumento vem de contaminação de semanas atrás…

  3. Nessa pisada senhor Gustavo, procurando chifre em cabeça de cavalo, vc vai dando munição a todos os incompetentes desse desgoverno. Concordo em gênero, número e grau com todos os comentários anteriores, obvio, exceto o seu.

  4. Pergunta para esse secretário, quantos leitos de UTI o RN tinha antes da pandemia e quantos tem hoje? O povo tá de saco cheio dele dizer/enrolar sobre medidas efetivas e concretas do governo. Sempre que alguém pergunta sobre leitos a mais, ele enrola e não responde. São um bando de incompetentes. Chega dar pena em ver a governadora escondida e o nível desses que ainda mostram a cara.

  5. Verdade sigam a PB já tem normas p.uso de máscara em todo o estado, os ônibus nem circulam em JP. Cadê os leitos extras nós hospitais? Cadê o hospital da prefeitura que nem se fala mais. A conta e fácil, aumentam internações diariamente, portanto em maio já esgotou. Ação urgente, tiveram tempo suficiente e já se sabia que seria assim. Estão esperando o que? Abram o hospital na via costeira para ontem.

  6. O governo do Estado deveria ter editado norma pra obrigar as pessoas a usarem máscara ao andar em coletivos ou ficar em filas… E mandar a polícia fiscalizar os locais! Está esperando o que?

    1. Que adianta obrigar as pessoas a usarem algo que não se acha para comprar?

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Saúde

Planos de saúde abrem mão de socorro de R$ 15 bilhões do governo para não ter de atender inadimplente na pandemia

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informou ontem que seus associados não assinarão o termo de compromisso proposto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a  liberação de R$ 15 bilhões das reservas técnicas das operadoras para uso no combate à pandemia de Covid-19. A entidade representa 16 grupos que, juntos, atendem 40% dos 47 milhões de usuários de planos do país.

Segundo a FenaSaúde, suas associadas concluíram que “não poderão assumir o compromisso de manter a cobertura ou deixar de cancelar contratos inadimplentes de forma indistinta até 30 de junho, como proposto pela ANS”.

A proposta da agência reguladora é que as empresas se comprometam a envidar esforços para renegociar as dívidas acumuladas durante a pandemia, além de garantir que não suspenderão contratos inadimplentes até 30 de junho. Vale lembrar que, segundo a lei atual, as operadoras podem romper o contrato de planos de saúde individuais e familiares depois de 60 dias de atraso. No caso dos contratos coletivos, a negociação é feita entre as empresas.

Contrapartidas danosas

A Unimed do Brasil também divulgou nota ontem, informando que seu Conselho Confederativo recomendou às cooperativas do sistema que não assinem o termo.

Assim como a FenaSaúde, a Unimed disse considerar que “as contrapartidas propostas pela ANS se mostram mais danosas do que benéficas à solidez das operadoras, impondo requisitos que podem incentivar a inadimplência e pesadas penalidades e, em especial, não estabelecendo prazo razoável para recomposição dos recursos.”

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), que reúne 136 operadoras, que representam outros 40% do mercado de saúde suplementar, disse não saber informar quantas empresas assinariam o termo. E explicou que alertou suas associadas quanto aos prós e contras da adesão, para que cada uma tomasse a melhor decisão.

Em levantamento feito em uma rede social com um grupo de operadoras, apenas uma entre 42 se disse disposta a assinar o acordo com a ANS. Mais de 80% responderam que não assinariam por considerar que os compromissos do termo são desproporcionais ao incentivo.

Injeção de caixa

Os R$ 15 bilhões , a serem liberados com a assinatura do termo de compromisso, constituem parte da chamada reserva técnica, um fundo criado para cobrir o atendimento ao usuário e o pagamento aos prestadores de serviços, caso a empresa tiver dificuldades financeiras.

Em sua nota, a FenaSaúde pondera ainda que a maior parte dos R$ 15 bilhões de que trata o termo, não seriam, de fato, liberados para o uso das operadoras. Isto é, a ANS permitiria a gestão e movimentação de R$ 10 bilhões de ativos garantidores, mas as empresas teriam que recompor essas reservas, que são monitoradas pela reguladora trimestralmente.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Eu também tinha essa dúvida…

    O que me explicaram é que, mesmo sem pagar você tem direito a usar a emergência, mas não a parte eletiva (Marcar consultas, cirurgias e etc.). Por isso que você paga até o período que ficou inadimplente.

  2. Boa, está de parabéns os planos de saúde, os adimplentes mais uma vez ia ser punido , esse país é assim quem paga certo paga pelos inadimplentes

  3. O interessante nessa história e o seguinte, caso vc não pague seu plano de saúde na data, depois de alguns dias vc perde o direito de uso por inadimplência, perfeito, quando se vai pagar, se paga por todo o período, inclusive por aqueles dias que não se pode usar, enfim, pagamos por algo que não tivemos o direito de uso.

    1. Eu também tinha essa dúvida, Pedro.

      O que me explicaram é que, mesmo sem pagar você tem direito a usar a emergência, mas não a parte eletiva (Marcar consultas, cirurgias e etc.). Por isso que você paga até o período que ficou inadimplente.

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Jornalismo

Nas redes, apoio a Bolsonaro cai e presidente vira alvo de críticas de antigos apoiadores

Após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, a base do presidente Jair Bolsonaro ficou menor e ainda mais isolada no Twitter. É o que aponta um levantamento da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP/FGV), que analisou mais de 2,85 milhões de postagens sobre o tema na rede social, entre 11h e 18h de sexta-feira, período que compreendeu tanto o pronunciamento do ministro quanto do presidente. Os dados apontam que a base fiel a Bolsonaro mobilizou apenas 9,5% desse volume.

O Twitter é considerado o território no qual bolsonaristas travam suas disputas e é usado pelos próprios aliados de Bolsonaro para medir a popularidade das decisões do presidente. O levantamento indica que, pela primeira vez, houve ataques a Bolsonaro no grupo à direita que tradicionalmente dá sustentação ao governo. Das postagens desse núcleo, 26% foram críticas ao presidente, acusado de se render à velha política e de traição contra o titular da Justiça. Cerca de 74% das publicações foram contrárias a Moro, com acusações, por exemplo, de insubordinação e de que o ministro “abandonou o barco”.

A maior parte dos tuítes sobre a saída de Moro (70%) partiu do grupo classificado pela DAPP/FGV como de oposição, que reúne perfis de vários espectros políticos e que repudiou a saída do ministro. O engajamento desse grupo foi maior ontem que no início de abril, quando somou 60%, durante a mobilização pela permanência do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido no último dia 16. Ainda segundo a DAPP/FGV, 3,5% das postagens foram de grupos à direita, antes alinhados ao governo Bolsonaro, que lamentaram a saída de Moro. As demais publicações não tiveram alinhamento político.

Diretor da DAPP/FGV, Marco Aurelio Ruediger avalia que a base do governo Bolsonaro no Twitter está se “desmanchando”, apesar de a maior parte dela ter continuado a apoiar o presidente.

— Bolsonaro tem perdido espaço na rede e a saída de Moro pode custar mais um pedaço dessa base. A base que apoia o governo Bolsonaro está se desmanchando — diz o diretor da DAPP/FGV. – A saída de Moro fortalece a oposição a Bolsonaro. O centro pode achar o Moro uma alternativa interessante amanhã.

Nos dois primeiros lugares do debate, aparecem as hashtags em defesa de Moro #bolsonarotraidor e #forabolsonaro, em aproximadamente 44,8 mil e 27,4 mil postagens, respectivamente. Já a hashtag mais usada por apoiadores de Bolsonaro foi #tchauquerido, em 23,7 mil postagens, emterceiro lugar do debate.

Um levantamento amostral da consultoria Arquimedes feito após o pronunciamento de Moro e antes da fala de Bolsonaro também aponta alta proporção de mensagens contra Bolsonaro na rede social ontem. Os dados apontam que, entre as menções ao presidente no Twitter, 82% foram negativas e 18% positivas. Já em relação ao ex-ministro da Justiça, 88% das citações foram positivas e apenas 12% negativas.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. ####FORABOLSOBOSTA

    ####FORA CAPETA DO INFERNO

    ####FORA ZUMBI DO SATÃ

    ####FORA MARGINAL

    ####FORA DIABO LOURO DO QUINTO
    DOS INFERNOS

    FORA BOZO INFELIZ….TEU LUGAR É NA FOGUEIRA DOS INFERNOS

  2. Enquanto os MIMADOS do presidente derem PITACOS no Governo , o BRASIL não anda. É um vergonha o BOLSO seguir o que os Filhos querem fazer. E tem mais . Segundo o que se divulga todos TRÊS tem o RABO PRESO. Já tem até o 04 , querendo entrar na mamata . Onde esse País vai PARAR ?

  3. Me incluo nós que defenderam o Bolsonaro por muito tempo, porém já há algum tempo venho me decepcionando, a saída do Moro, foi a gota d'água. Fora Bolsonaro

  4. Continua com meu apoio,só perderá meu apoio no dia que eu souber de um desvio de dinheiro público, agora se 2022 aparecer um candidato que seja melhor que Bolsonaro eu votarei sim nele mas até agora não tem.
    #BOLSONARO2022
    ATÉ QUE APARECA OUTRO ,POR ENQUANTO NÃO TEM.

  5. Votei em Bolsonaro, mas, depois da coletiva de Moro, passei a enxergar que o presidente é um fake. O pior é ver parte da sociedade q criticava a esquerdopatia, desenvolver a BOLSOPATIA. #ForaBolsofake. #SOMOSTODOSMORO

    1. #SomostodosAécio #SomosTodosTemer #SomosTodosBolsonaro #SomosTodosMoro #SomosTodosGado

  6. Cadê o gado MUmmmmm, sumiu? Onde foi pastar? Nem o Antagonista serve mais pra eles, tô louco pra saber onde estão postando.

  7. A estória não mudou. Mudaram apenas o ator principal e alguns coadjuvantes. Entre os coadjuvantes das cenas dos próximos capítulos, estréiam como amigos do rei, os do centrão. Grande parte dos que eram aliados, passam agora a ser inimigos. O gado começa a se dividir, está atordoado e desorientado.

    1. Tomara que o gado não seja como os petistas. Que idolatram seus ídolos de barro. Votei no Lula todas as vezes, depois comemorei sua prisão, votei no Bolsonaro, não vejo a hora de comemorar sua saída.

    2. Precisamos de seguidores da Bíblia e da Constituição. Não podemos é seguir falsos profetas que misturam bíblia com bala. Não podemos seguir também aqueles representantes da estrela e da foice. Falsos messias e juízes injustos nunca mais. Mourão é a solução.

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Jornalismo

Moro diz que evitou intervenções de Bolsonaro na PF até onde pôde e que entrevistas que concedeu eram verdadeiras

Uma dia depois de Sergio Moro pedir demissão do Ministério da Justiça e revelar a interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, apoiadores do presidente passaram a divulgar entrevistas do ex-juiz em que ele afirmava que o órgão tinha independência.

Em uma delas, no programa “Roda Viva”, em 20 de janeiro deste ano, Moro disse que “nunca houve qualquer interferência indevida do presidente, nunca houve qualquer afirmação ‘não faça isso, não faça aquilo’” na PF. Em outra entrevista, concedida em 11 de março à GloboNews, o então ministro afirmou que “a Policia Federal tem trabalhado com a autonomia que tem sido garantida a ela”.

Perguntado pela coluna sobre essas declarações, Moro respondeu que a situação àquela altura, de fato, ainda estava sob controle, mas o cenário mudou.

– É fato notório, afirmado pelo próprio presidente da República, suas reiteradas tentativas de interferência na PF, com troca de superintendentes e do diretor-geral. Até minha demissão, não permiti que essas tentativas prosperassem. Então, as entrevistas de janeiro e março sobre o presidente não interferir na PF eram verdadeiras, mas não são mais”, declarou Moro, referindo-se às afirmações dadas ontem, 24 de abril, de que o presidente, efetivamente, interferiu na Polícia, levando o ministro a pedir demissão.”

BELA MEGALE

Opinião dos leitores

  1. Em Mossoró onde está(?) o miliciano carioca sogro(?) do 04 foi interrogado(?) ou orientado(?). Outro foi encontrado morto. Uma coisa não tem nada com a outra. Ou tem? Temos que lembrar que mortos não falam.

  2. Creio ser reprovável: 1) Negar apoio ao Presidente neste momento de Pandemia; 2) Qualquer tentativa de desconstrução da imagem do Ex-Ministro Sérgio Moro. Ele fez muito pela dignidade do povo brasileiro. Não esqueçamos disto.

  3. Votei em FHC, em Lula no 1 mandato, Bolsonaro e estou longe de loucuras ideológicas como as praticadas pelos petistas e bolsonaristas.

    1. Parabéns! Também penso assim, me preocupa a defesa ideológica doente, tanto de um lado como do outro.

    2. Faça um favor ao Brasil, rasgue seu título pelo amor de Deus!!kkkkkkkk

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Judiciário

Auxiliares tentam convencer Bolsonaro a aceitar desembargador que condenou Lula para lugar de Moro

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro tentam convencê-lo a nomear o ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o desembargador Carlos Thompson Flores, como o novo ministro da Justiça. Além de ter o apoio de alguns generais do governo, o magistrado é próximo do chanceler Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores.

O presidente, no entanto, segue insistindo em ter como substituto do ex-ministro Sergio Moro o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, o ministro Jorge Oliveira, ou o advogado-geral da União, André Luiz Mendonça. Os dois são cotados para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Se optar por uma solução caseira, Bolsonaro terá que encontrar substituto para eles.

Inicialmente, o presidente queria definir as mudanças ao longo deste final de semana e anunciar o novo ministro e as mudanças no governo até a próxima segunda-feira,27. Porém, diante da dificuldade das escolhas, não está descartado que o presidente adie sua decisão.

Para alguns interlocutores, Thompson Flores seria um nome de peso para ocupar o vácuo deixado por Moro, o ministro mais popular do governo. O desembargador atuou, em novembro de 2019, no julgamento que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso envolvendo o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo.

Bolsonaro, no entanto, resiste. Na avaliação de interlocutores, o presidente tem receio de não ter contato prévio com Thompson Flores e também porque quer evitar um desgaste como o que ocorreu com o Moro. Outra ponderação feita nos bastidores é que o desembargador é próximo do ex-juiz da Lava Jato.

Nos planos do presidente, ao indicar o Jorge Oliveira, para o Ministéro da Justiça, o secretário de Assuntos Estratégicos (SAE), o almirante Flávio Rocha, seria promovido a ministro-chefe da Secretária-|Geral. Nomeado em fevereiro, o militar já é um dos principais auxiliares do Planalto.

Entretanto, Oliveira já comunicou ao presidente que prefere não ficar com a pasta que era ocupada por Moro. Além de chefe da Secretaria-Geral, ele também comanda a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), órgão que presta consultoria jurídica para atos do presidente.

O posto exige uma pessoa de confiança de Bolsonaro e encontrar um substituto é também um problema para o governo. Próximo da família Bolsonaro, Oliveira argumentou também que indicá-lo para o Ministério da Justiça pode potencializar a acusação de Moro de que o presidente quer interferir politicamente na Polícia Federal e ter acesso a relatórios de investigação.

Diante da resistência do ministro-chefe da Secretaria-Geral, é que o advogado-geral da União passou a ter a preferência do presidente. André Luiz Mendonça é próximo de Oliveira e ganhou a confiança de Bolsonaro. Caso ele seja o escolhido para substituir Moro, o presidente terá que encontrar um novo nome para a AGU.

Outro nome cotado para assumir o Ministério da Justiça é o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivan Sartori. Segundo o Estado apurou, o desembargador aposentado está mantendo conversas reservadas com interlocutores do presidente.

No mês passado, Sartori, que é pré-candidato a prefeito de Santos, furou o isolamento social, medida de combate ao coronavírus, e desafiou o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) a manter o fechamento das praias da cidade.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente é a personificação do presidente, seu apequenamento em defesa de seus filhos.
    Como Moro, um desembargador, um grande Jurista, não vai aceitar ingerências do Presidente, que nada sabe de direito.
    Vai colocar um assessor insignificante pra ficar apitando.
    O Governo se acabou.
    Não é crítica de petista, fui eleitor dele.

    1. A diferença entre Bolsonaro e o Severino Cavalcanti são os filhos.

  2. Indica Haddad, Lula, Fernandinho Beira Mar, Marcola ou o Queiroz. Nomeia logo um desses bandidos que farão o dever de casa.

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Política

Lula diz que “Bolsonaro é cria de Moro, diz que os 2 são bandidos” e pede cautela sobre impeachment

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegeu o ex-ministro Sérgio Moro, seu algoz, e não o presidente Jair Bolsonaro como alvo principal na crise causada pela demissão do titular da Justiça.

Em reunião com a executiva nacional e representantes das bancadas do PT na Câmara e no Senado, sexta-feira à noite, Lula usou a maior parte de sua fala para atacar Moro. Segundo participantes da reunião, o ex-presidente decidiu falar no começo da conversa e não no final, como é de costume. Lula fez um aparte durante a manifestação da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, primeira a falar e imediatamente partiu para o ataque contra Moro.

De acordo com relatos, aos palavrões, Lula passou a enumerar atos de Moro contra ele próprio e o PT desde o início da Lava Jato. Em certo momento, o ex-presidente disse que Moro tinha ligações com o governo dos EUA quando era juiz mas não chegou a vincular essas ligações com a forma belicosa como o ex-juiz deixou o governo.

Em sua conta no Twitter, na manhã deste sábado, 25, Lula disse que Bolsonaro é “cria” de Moro e não o contrário.

“Não pode haver inversão da história. O Bolsonaro é filho do Moro, e não o Moro cria do Bolsonaro. Nessa disputa toda, os dois são bandidos, mas é o Bolsonaro que é a cria e não o contrário. E os dois são filhos das mentiras inventadas pela Globo”, postou o ex-presidente.

Moro foi o responsável pela condenação de Lula a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, em 2017. A pena foi aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4) para 12 anos e depois reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para oito anos e dez meses.

A condenação levou Lula a ficar preso por um ano e meio na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e impediu o petista de disputar a eleição presidencial de 2018, quando era líder nas pesquisas Lula sempre negou irregularidades no caso do tríplex e alega que Moro forçou a condenação para tirá-lo da disputa eleitoral, o que abriu caminho para a vitória de Bolsonaro.

Segundo fontes do PT, isso explica o fato de Lula ter pedido cautela ao partido horas antes, em conversa com Gleisi, Aloisio Mercadante e Fernando Haddad, ainda sob o calor do pronunciamento de Moro.

Na reunião de sexta-feira à noite o PT decidiu que não vai apresentar um pedido de impeachment de Bolsonaro de forma isolada. Se o fizer, será junto com outros partidos de oposição e entidades da sociedade civil. Mas também não vai se posicionar contra o afastamento do presidente e caso a Câmara dê início ao processo, o partido votará a favor do impeachment.

Em outra frente o PT designou enviados para procurar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e tentar destravar a tramitação das propostas de emenda à Constituição (PECs) que alteram a forma de sucessão presidencial em caso de impeachment.

Hoje existem duas PECs sobre o tema no Congresso. A primeira, do ex-deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), já passou Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A segunda, dos deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS), é mais detalhada mas ainda não foi analisada pela comissão. A ideia é convencer Maia a juntar as duas PECs.

“Temos que nos aprofundar nas investigações sobre o uso de fake news na eleição de Bolsonaro porque houve fraude. Com a aprovação da PEC não teríamos que nos preocupar com (Hamilton) Mourão (vice-presidente)”, disse Paulo Teixeira.

As PECs prevêem a realização de novas eleições em caso de vacância na Presidência da República até seis meses antes do término do mandato. Hoje, em caso de impeachment assume o vice.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Meu PRESIDENTE , TE AMO LULA ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

  2. ESSE LULADRÃO, NÃO TEM CREDIBILIDADE NENHUMA NÃO PASSA DE UM LADRÃO VAGABUNDO. O PROBLEMA É QUE A CORRUPÇÃO NOS 03 PODERES ULTRAPASSOU AO LIMITE DO T. É A CLASSE POLITICA QUASE TODA ESTÁ QUERENDO TIRAR UM PRESIDENTE HONESTO QUE ESTACOU A SANGRIA DA CORRUPÇÃO, ELE PODE NÃO SER TÃO PREPARADO PARA PRESIDIR O BRASIL. MAIS FOI O ÚNICO POLITICO QUE DERROTOU ESSES FDS LADRÕES DA ESQUERDA QUE ESTAVAM DESTRUINDO TODO O NOSSO BRASIL. SOU BOLSONARO E NÃO ABRO. AGORA NÃO SOU JUMENTO COMO OS SEGUIDORES DO LULADRÃO. ENQUANTO NÃO FOR COMPROVADO NADA SOBRE CORRUPÇÃO DO NOSSO PRESIDENTE, ESTAREI AO SEU LADO LHE DEFENDENDO E VOTANDO NOVAMENTE.

  3. Lula, mais uma vez, está errado e querendo transferir a culpa da criação de Bolsonaro para outros. Quem criou Bolsonaro foi o PT. Como já disse Eduardo Jorge, ex-candidato a vice-presidente na chapa da Marina: um se alimento pelo ódio ao outro.

  4. Vcs da imprensa ainda dão espaço pra um corrupto sem precedentes como esse, o lugar dele é na cadeia de onde nunca deveria ter saído, não tem a menor credibilidade de chamar nenhum ser humano desse mundo de ladrão…se liguem! Ignore esse ser detestável…

  5. Lula e Bolsonaro: Farinha do mesmo saco. Eles tem inimigos em comum: 1 – Rede Globo; 2 – Sérgio Moro e 3 – A Verdade.

  6. O BANDIDO MOR do Brasil devia se calar. Um LADRÃO igual a LULA não era para dar entrevista. Bota o rabo entre as pernas e vai se deitar CABRA DE PEIA.

  7. Na semana passada Lula havia dado a palavra de ordem ao partido a favor do impeachment de Bolsonaro. Agora voltou atrás e determinou aos seguidores de sua seita não apoiar o processo. Porque será? A mágoa de Lula com a justiça (Moro) é muito maior que diferenças políticas com Bolsonaro. Ainda mais agora que o governo chamou para perto os ladroes e cúmplices do seu roubo bilionário. Rodrigo Maia também está quieto. Para ele e os políticos corruptos do PT e do centrão é possível fazer jogo com o presidente mas com Moro o buraco é bem mais embaixo. Militares se perguntam porque estão nessa mas, já que estão resolveram ir pra cova junto com Bolsonaro. Vamos ver como se comporta o STF quanto aos muitos e diversos crimes cometidos pelo presidente e sua curriola de filhos imprestaveis. O cenário político muda muito rapidamente e os políticos vão se adaptando a ele. A justiça é uma só e não deveria mudar, pelo menos em tese.

  8. BG.
    Um marginal presidiário que só sabe balbuciar. Solto por um STF de cócoras que faz de conta que não ver ele atuando mesmo condenado em 2° instância. Até quando a justiça vai ficar inerte com esse meliante?.

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Política

Pesquisa aponta que 65% acreditam em Moro, não em Bolsonaro

Pesquisa realizada nesta sexta-feira (25) após Sérgio Moro pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública revela que 65% dos entrevistados acreditam nas acusações do ex-juiz de que houve interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. A informação é do portal BRP.

A pesquisa instantânea foi realizada por telefone com 1.615 respostas. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos.

Cerca de 65% das pessoas interrogadas acreditam nas acusações de Moro de que houve interferência por interesses políticos de Bolsonao na Polícia Federal. Outros 35% confiam no Presidente Bolsonaro.

A segunda pergunta era sobre a possibilidade de transformar as acusações de Moro em uma espécie de estopim para um pedido de impeachment de Bolsonaro. A diferença percentual reduzida ainda indica que 61% responderam positivamente, contra a perspectiva de 39%.

A terceira questão dizia respeito ao futuro profissional de Moro. Cerca de 66% dos entrevistados acreditam que Moro pode sair candidato à Presidência da República em 2022, e apenas 34% que consideram que não.

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Opinião dos leitores

  1. PESQUISA APONTA QUE 95% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA QUER LULA DE VOLTA NA CADEIA.
    E PODE LEVAR FÁTIMA BEZERRA JUNTO

  2. Nossa! Eu fico aqui imaginando ! Mil pessoas recebendo um ligação com o DDD (011) e aquele monte de números, aí quando a pessoa ver o DDD 011 imagina, atendo ou não atendo? A maioria dos brasileiros recebem chamadas deste DDD 011 e não atendem por que elas já sabem que é uma cobrança do cartão ou do financiamento daquele veículo que atrasou a prestação do carro ou do cartão três vezes. De dez ligações deste DDD 011 só uma pessoa atende, quantas vezes este instituto teve qualidade para estes entrevistados? Kkkkk conta outra BG, que esta não colou.

  3. Não sou fã de Bolsonaro, mas se Moro estava certo, por que não falou com o Presidente antes de dar sua demissão pela imprensa, um ato grosseiro e descortez? Quem tem empresa ou é chefe sabe disso. Uma atitude desleal para quem diz que não é.

  4. Quero vê uma pesquisa de hoje. O Moro é frio, calculista, e traiçoeiro. O intercept tem razão.
    Moro divulgou mensagens sem autorização. Traidor. SERGIO MORO=INTERCEPT

  5. Pesquisa mentirosa ,como sempre ,igual quando diziam que no segundo turno Bolsonaro perdia para todos ,para presidente do Brasil ,essas pesquisa e uma piada kkkkkkkk

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Política

Caso Moro-Bolsonaro no STF dá tempo para centrão negociar cargos na crise

O debate sobre o futuro do governo Jair Bolsonaro foi judicializado com as acusações do ex-ministro Sergio Moro, o que dá tempo para o centrão buscar extrair vantagens do presidente enquanto a velocidade de sua sangria é estipulada pelos fatos.

Folha conversou ao longo da sexta-feira (24) com atores do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e do governo acerca dos próximos passos da crise política embutida na tragédia da pandemia do novo coronavírus.

Até antes da espetaculosa queda do ex-juiz da Lava Jato Moro, a discussão era mais sobre o isolamento do presidente ante outros Poderes.

A palavra proibida, impeachment, era falada com regularidade comedida até a explosão da pandemia. Depois disso, com a negação do presidente da gravidade da situação, virou lugar-comum.

A saída de Moro, com seu pronunciamento de despedida na sexta, gerou um terremoto político.

Ele acusou o ex-chefe de querer interferir politicamente na Polícia Federal e listou o que poderiam ser crimes graves do presidente na condução do processo de derrubada de Maurício Valeixo da chefia do órgão.

Foi respondido de forma confusa por Bolsonaro, que negou irregularidades, mas não rebateu a intenção de interferência na PF.

O mais importante ocorreu fora dos discursos. O Supremo irá avaliar um pedido da Procuradoria-Geral da República para avaliar o caso. Ele caiu na mão do decano Celso de Mello, que quase certamente dará seguimento a ela.

Mello, longe de ser um lava-jatista empolgado com Moro, tem dados sinais de que não irá para aposentadoria compulsória em novembro em ritmo de prova de pijama.

A provável investigação é um osso duro para Bolsonaro, porque o oporá a um ex-juiz conhecido por usar todos os elementos probatórios possíveis na avaliação de seus réus.

Como disse um líder importante de partido do centrão, Moro tem “know-how” de lidar com o poder. Foi o juiz, afinal, que levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à cadeia.

apresentação de mensagens para reforçar seus argumentos contra Bolsonaro no Jornal Nacional da Rede Globo, na noite de sexta, foi vista no mundo político como mero aperitivo do que está por vir.
Não menos porque o presidente é sabidamente falastrão no WhatsApp. Ironia: o mesmo aplicativo associado à sua ascensão agora o ameaça.

Com a chegada do caso Moro ao Supremo, a pororoca de rolos judiciais para Bolsonaro ganha força.
Está lá o longevo inquérito das fake news, que segundo relatos vindos do Judiciário já chegaram a empresários envolvidos no envio de mensagens falsas pró-Bolsonaro.

Além dele, e também sob a batuta do ministro Alexandre de Moraes, há a nova apuração, aberta nos últimos dias, sobre os atos pró-golpe militar realizados no domingo (19) e que, em Brasília, contaram com discurso de Bolsonaro para seus apoiadores.

O presidente não está citado, mas ambas apurações esbarram diretamente nele.

A primeira chega ao chamado “gabinete do ódio” que seria coordenado por seu filho Carlos nas redes sociais. A segunda é uma derivação vida real da primeira.

Desta forma, o virtual inquérito do caso Moro ganha ares de um julgamento de impeachment miniaturizado.

É o melhor dos mundos para o centrão, bloco de partidos que negocia o apoio a Bolsonaro em troca de cargos. Até a vaga de Moro pode ficar na mão do desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo e indicado do grupo.

Isso porque a amálgama de partidos que compõe o centrão quer extrair algum tipo de controle sobre o governo enquanto o destino de Bolsonaro é definido.

Há também consenso, mesmo no Supremo, que no momento não haveria votos ou clima para a abertura de um processo de impeachment.

Sem a pressão na Câmara, terceirizando o trabalho para os 11 togados do Supremo, o trabalho fica mais fácil.

Para ministros da corte, a chegada do pedido da PGR transfere o protagonismo para eles inevitavelmente.
A equação ganha nuances com o papel do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Antes chamado de líder do centrão, o deputado perdeu controle sobre essa ala parlamentar ao radicalizar sua posição contra o presidente.

Isso é visto por amigos de Maia como uma reação epidérmica ao fato de ter virado alvo dos ataques bolsonaristas em redes sociais, no escopo do embate entre Poderes.

Isso começou antes do coronavírus, na já esquecida crise pelo controle do Orçamento.

Só piorou com a ascensão do vírus e os questionamentos à condução do presidente negacionista da emergência sanitária da Covid-19.

O plano original, segundo aliados de Maia, seria o deputado trabalhar pelo eventual impedimento do presidente só quando deixasse o cargo, em fevereiro de 2021 —com um sucessor amigo na cadeira.
Agora, não tem a segurança para o encaminhamento de uma iniciativa congressual contra o Planalto, dada a ofensiva de Bolsonaro junto ao centrão.

Além disso, a peça mais forte contra o presidente é a fornecida por Moro, que é figura detestada por boa parte do Parlamento por sua atuação na Lava Jato. Como disse um líder de bancada, a Câmara não pretende ajudar a pré-candidatura do ex-ministro à Presidência em 2022 —ou antes.

Assim, a solução judicial é a melhor para todos.

No Supremo, Moro também não terá exatamente vida fácil, dado que ele foi pivô de muitas discussões entre as ditas alas garantista e lava-jatista.

O ministro Gilmar Mendes, vocal adversário de Moro, usou o Twitter para enviar um recado velado, sem citá-lo nominalmente.

“Há muito critico a manipulação da Justiça, por meio da mídia e de outras instituições, para projetos pessoais de poder”, escreveu o ministro.

“A criação de heróis e de falsos mitos desenvolveu um ambiente de messianismo e intolerância. Autoritarismo judicial e político são ameaças irmãs à Constituição”, afirmou.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse país precisa de paz, acho que Mourão pode nos trazer pelo menos isso, sob aconchego de uma agenda liberal.

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Polícia

Bandido que participou do assalto com reféns nas Americanas e na perseguição a uma família fugiu do ITEP correndo

Lucas Willianderson Varela, 18 anos, um dos criminosos que participou do assalto com reféns na Lojas Americanas na tarde de sábado (25), fugiu do ITEP algemado. Ele havia sido conduzido ao órgão para realização de exame de corpo de delito.

Após ser preso no assalto às lojas Americanas, Lucas havia sido levado para delegacia de Plantão Zona Sul e depois conduzido pela equipe da Polícia Militar para realização do exame de corpo de delito, quando aproveitou para fugir, mesmo com as mãos algemadas.

Ainda antes de participar do assalto às lojas Americanas, Lucas havia se envolvido em uma perseguição a uma família para assaltá-la. Na tentativa de fugir dos bandidos, a família acabou invadindo o comando geral da PM na busca por socorro, onde foi acolhida por policiais.

Brincadeira…

VIA CERTA NATAL

Opinião dos leitores

  1. Fugiu quando estava fora do itep , estava na rua. O itep não faz guarda e nem tem responsabilidade em fazer. A policia civil conduz o preso para vigiar se fugiram foi falha da policia e não do itep.

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Política

Decisão de Moro estava tomada antes de Bolsonaro comunicar troca no comando da PF

Com seis minutos de atraso, abatido e cabisbaixo, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro entrou pelo acesso direito do Auditório Tancredo Neves do Palácio da Justiça para encerrar 478 dias de sua participação no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contados a partir do ato de sua nomeação, em 2 de janeiro de 2019.

A cena contrasta com a euforia do dia 1º de novembro de 2018, quando o então juiz da Lava Jato desembarcou no condomínio de Bolsonaro na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para largar 22 anos de magistratura —cinco deles à frente da maior investigação de corrupção do país— e aceitar emprestar seu nome e sua imagem ao governo recém-eleito.

declaração de despedida, na última sexta-feira (24), durou 37 minutos e 55 segundos e foi seguida por uma salva de palmas de 44 segundos —mas não foi construída na véspera.

A decisão de sair do governo caso o presidente insistisse em interferir na Polícia Federal já estava tomada por Moro desde o fim de semana.

O ex-ministro da Justiça já havia avisado assessores e subordinados próximos, entre eles o próprio Maurício Valeixo, então diretor-geral da PF, que a interferência no órgão era uma linha intransponível e não aceitaria que o presidente a cruzasse.

No entanto, Moro já esperava que isso fosse acontecer.

Nas últimas semanas, em reação ao apoio do ex-juiz às medidas de isolamento social defendidas pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Bolsonaro havia voltado a cobrar insistentemente a saída de Valeixo.

A cobrança se tornou assunto monotemático do presidente nas reuniões semanais entre ele e Moro às quintas-feiras no Palácio do Planalto.

O último encontro ocorreu às 9h de quinta (23), no gabinete da Presidência da República. Bolsonaro comunicou que trocaria Valeixo até o final da semana e avisou que definiria o substituto.

Moro tentou indicar o nome do delegado Disney Rosseti, da Diretoria Executiva, cadeira número 2 na hierarquia da corporação. Bolsonaro rejeitou. A conversa durou menos de dez minutos e, ao final, Moro pediu demissão.

No caminho do Planalto para o Palácio da Justiça, onde comunicou aos auxiliares que estava fora do governo, o ministro avisou a esposa, a advogada Rosangela Moro, da decisão. Ela ficou em Curitiba na semana passada. De longe, tentou monitorar, dar forças e consolar o marido nas últimas horas no cargo.

Em texto publicado nas redes sociais da advogada —enviado pessoalmente ao ex-ministro por WhatsAp—, Rosângela recorreu ao poema “Ausências”, de Vinícius de Moraes, para confortar Moro.

Os versos falam sobre o fim de um relacionamento. “Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto”, começa o poema.

Em outro trecho, Moraes diz: “Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados. Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada”.

O poema foi apagado das redes sociais de Rosângela logo após Moro fazer o pronunciamento em que anunciou os motivos da demissão. E foi justamente ao falar da família que o ministro embargou a voz uma única vez na saída do governo.

A última semana de Moro à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo autoisolamento.

O ex-ministro veio sozinho para Brasília. Nos últimos dias, andou mais calado e fechado do que de costume desde que entrou no governo.

Para alguns aliados, o comportamento dele nesses dias lembrou o do ex-juiz da Operação Lava Jato.
Um dos assessores que era da equipe da PF na época afirmou à Folha que Moro estava tão tenso quanto no dia da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em março de 2016.

Na terça-feira (21), já em Brasília, Moro foi informado de que Bolsonaro iria colocá-lo contra a parede sobre a mudança na PF. Ele voltou a avisar a equipe que, ocorrendo isso, estaria fora.

Nos dias seguintes, o ministro recorreu a aliados, amigos e assessores para avaliar os prós e contras de um pedido de demissão e os impactos a sua imagem.

Moro tinha a preocupação de não passar a mensagem errada e a impressão de que estava abandonando o barco em meio à pandemia do novo coronavírus.

O ex-ministro queria ainda passar um recado sobre o seu futuro, deixando em aberto que poderia voltar a trabalhar pelo Brasil. Moro é, a todo momento, lembrado como um possível presidenciável em 2022, apesar de sempre negar a intenção de ser candidato.

Antes mesmo de formalizar a saída, na quinta-feira, o ex-ministro foi sondado por governadores e também pela iniciativa privada. Moro disse a interlocutores que, por ora, só queria voltar para casa em Curitiba e descansar ouvindo Fagner, seu cantor favorito.

Na véspera da demissão, o ex-ministro orientou assessores próximos que copiassem arquivos pessoais em seus computadores e em seus celulares funcionais. E deixou o prédio por volta das 19h após receber ministros militares do governo que tentaram dissuadi-lo da decisão.

Moro passou a noite de quinta-feira sozinho em casa acompanhando o noticiário e trocando impressões com assessores por telefone.

Ele também recebeu uma ligação de Maurício Valeixo confirmando que a sua exoneração sairia no dia seguinte.

A decisão de Bolsonaro pôs fim a uma relação marcada por altos e baixos.

O primeiro encontro entre os dois ocorreu em 2017 e, na verdade, foi um desencontro. Em março daquele ano, o então juiz ignorou Bolsonaro no aeroporto de Brasília.

O presidente, então deputado federal, bateu continência e tentou cumprimentá-lo. Moro acenou com a cabeça, falou “tudo bem” e virou as costas.

Em 2018, após a ida do juiz ao Rio de Janeiro, Bolsonaro por mais de uma vez declarou que o futuro ministro teria “total liberdade” para escolher o primeiro, o segundo e o terceiro escalões da pasta.

A promessa durou pouco. Em fevereiro de 2019 veio o primeiro veto de Bolsonaro ao ex-ministro.

Moro foi obrigado a revogar a nomeação da especialista em segurança pública Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária após repercussão negativa entre bolsonaristas.
Alguns meses depois, em agosto, sem o conhecimento da cúpula da PF, Bolsonaro anunciou a troca do superintendente do órgão no Rio de Janeiro e houve reação na cúpula da corporação.

Diante da resposta negativa, o presidente recuou momentaneamente, mas começou a pedir a cabeça de Valeixo.

Bolsonaro também transferiu o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O órgão produziu relatório que levou a investigações sobre a “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), senador e filho do presidente, quando era deputado estadual no Rio.

Em janeiro deste ano, o presidente tentou novamente tirar o diretor-geral da PF e diminuir o poder de Moro.

Bolsonaro afirmou que pensava em dividir as atribuições do Ministério da Justiça, recriando a pasta da Segurança Pública. Porém, recuou após repercussão negativa.

O último capítulo da aliança aconteceu na sexta-feira.

Após ser chamado de mentiroso por Bolsonaro, Moro divulgou troca de mensagens entre os dois na qual mostra a tentativa do presidente de interferir na PF.​

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Junior errar uma vez tudo bem.
    Agora viver errando é burrice. Principalmente quando essa pessoa tem escolaridade como especialistas . Desculpa. Rasca o diploma e vai fazer aulas particulares na Universidade da rua. Lá existe moradores de rua que são politizados. ESTÃO lá por saber que as coisas não são só paixão ou fanatismos por sindicatos ou partido com ideias ultrapassadas e manipulado por meios de comunicação vendidos. E que prefere a liberdade da rua de que ser submetido a política podre de vários anos no poder.

  2. "Os fins justificam os meios", tão bem utilizada pelos nossos políticos, parece não ser uma filosofia incorporada por Sérgio Moro, por isso o Brasil precisa dá um voto de confiança pra esse cidadão, que tem defendido o país e a cidadania com tanto afinco.

  3. Concordo cem por cento com Rosângela Moro. Bolsonaro e Moro são uma coisa só. Uma montanha de esterco….

    1. Ou seja, um ajudou a prender o maior ladrão de todos os tempos e o outro ganhou a eleição contra o partido desse mesmo ladrão, entendo sua revolta canhoto

    2. Júnior, o bonzinho e seu chefe LULALADRÃO. Que vergonha cara, deixe de idolatrar essa corja, abra os olhos.

    3. Nos temos dois BRASIL AM e DM antes de Moro e Depois de Moro, esse cara entrou na História pra sempre, imaginar que um Marcelo Odebrecht preso, um ex presidente preso, e muitos outros magnatas, isso por si só já é um fato de coragem inestimável.
      Olha eu votei já em Lula, reconheço que ele fez muito pelo menos favorecidos na seu Gonverno, mais isso não isenta a culpa dele, durante muito tempo eu fui defensor do rouba mais faz, talvez por que nos sabemos que é prática comum os políticos meter a mão no dinheiro, mais depois da lava jato vi que pode haver justiça nesse país independente de quem seja.
      Por conta de Moro surgiu uma nova forma de se ver esse país.
      Ele passou a ser exemplo e todos deveriam ver isso.

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Economia

Queda na arrecadação de ICMS e ISS no RN supera R$ 55 milhões

O revés na economia provocado pela pandemia do novo coronavírus pode ser dimensionado, em Estados e Municípios, pela queda na arrecadação de impostos. Do dia 1º ao dia 20 de abril, a frustração de receitas oriundas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), recolhido pelo Governo do Estado, supera os R$ 53 milhões. No Município do Natal, a apuração do Imposto Sobre Serviços (ISS) acumula queda de R$ 2,47 milhões. Com isso, os entes enfrentarão ainda mais problemas para quitar folhas de pagamento de pessoal e dívidas com fornecedores. A situação, que já é difícil, tende a piorar ainda mais em maio.

“O recolhimento de abril de 2020 representa, na verdade, a atividade do mês de março, uma vez que o pagamento dos tributos sempre é feito no mês subsequente ao da prestação dos serviços. Dessa forma, temos a primeira quinzena no mês de março com atividades normais para o período. Já a arrecadação do mês de maio de 2020 terá o impacto real do isolamento social e da redução da atividade econômica”, destaca nota da Associação dos Auditores do Tesouro Municipal de Natal (ASAN) enviada com exclusividade à TRIBUNA DO NORTE.

Para continuiar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/queda-na-arrecadaa-a-o-de-impostos-no-rn-supera-r-55-milha-es/478397

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. Mais fique em casa ! A fome, as contas e a arrecadação de impostos podem esperar, temos que diminuir o contágio e as mortes pelo corona vírus, até por que este é o único problema que os governadores e os prefeitos estão enfrentando, não existe mais acidentes automobilísticos, não existe mais assaltos, latrocínios, violência doméstica, as pessoas não adoecem mais de outra doença e já não tem mais câncer, o corona vírus tomou o lugar destas doenças. #fique em casa !
    Vc tem a TV e as lives para se distrair, enquanto o mundo lá fora está passando por mudanças no cotidiano das pessoas que não mais poderão ser revertidas. Quando vc sair de casa, vc não terá mais liberdade de ir vir ,até porque este vírus não será erradicado assim como a h1n1, vc cinviverá com ele assim como vc convive com as demais doenças infectocontagiosas, até surgir outro vírus para vc ficar em casa mais uma vez.

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Mundo

Espanhóis poderão sair para passear e praticar esportes a partir de 2 de maio, diz primeiro-ministro

Foto: Borja Puig de la Bellacasa/La Moncloa/AFP

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou na noite deste sábado (25) que a partir de 2 de maio os cidadãos, há seis semanas submetidos a um confinamento rigoroso, poderão sair de casa para praticar esportes ou passear, se a epidemia continuar desacelerando.

Além disso, Sánchez anunciou que apresentará na terça-feira o plano de suspensão do confinamento que seu governo espera colocar em andamento a partir de meados de maio.

“Gostaria de anunciar que, se a evolução da pandemia continuar em um sentido positivo, […] a partir de 2 de maio será permitido sair para praticar atividades físicas individuais e passeios com as pessoas com as quais convivemos”, declarou durante um discurso na televisão.

A Espanha está desde 14 de março em um confinamento mais rígido do que o restante dos países europeus, que foi inclusive prolongado até 9 de maio.

Os adultos podem sair somente para trabalhar – no caso de não poderem trabalhar remotamente -, comprar comida, ir à farmácia, ao médico ou passear com o cachorro.

Sánchez, que mencionou nesta semana que a suspensão das medidas poderia ocorrer a partir de meados de maio e de forma progressiva, anunciou que na terça-feira apresentará o plano de ‘desconfinamento’.

O processo “será gradual, pois não vamos recuperar toda a mobilidade de uma só vez”, insistiu.

“Todas as atividades [econômicas] serão recuperadas em etapas e com limitações que vão mudando a cada avanço” no combate à epidemia, acrescentou, destacando que o desconfinamento será diferente dependendo da região.

A Espanha é o terceiro país do mundo mais afetado pela pandemia em número de mortes, atrás dos Estados Unidos e da Itália, com 22.902 mortos.

G1

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