Política

Aprovação de Moro vai a 57% após sair do Governo. Mandetta lidera com 63%, com Guedes com 40%. Bolsonaro tem 30%

Sergio Moro viu seu nome se fortalecer politicamente diante da opinião pública. O ministro chegou a ter sua imagem arranhada com as denúncias da Vaza Jato, quando chegou a ter 48% de aprovação. Voltou a crescer e, durante a crise do coronavírus, manteve estabilidade, com cerca de 53% de aprovação, em pesquisa do dia 15 de abril. Ao protagonizar o embate público com o presidente, viu sua aprovação voltar a crescer e atingir o percentual que tinha antes da suspeição sobre sua atuação como juiz da Lava Jato. Entre dez líderes políticos incluídos na pesquisa, Moro tem aprovação menor apenas que a de Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde que foi demitido por Bolsonaro por divergências na condução da crise do coronavírus.

Bolsonaro também tem menos popularidade que o ministro da economia Paulo Guedes, cuja aprovação só é menor que a de Mandetta e Moro.

A pesquisa do Atlas Político foi feita com 2.000 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. A pesquisa, que tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

EL PAÍS

Opinião dos leitores

  1. Quem é Bolsanaro nao deixa de ser nunca,essa pesquisa é igual a que dava Bolsonaro derrotado no 1º Turno em 2018…..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…Bolsonaro 2022 no 1º turno!!

  2. Essas pesquisas são sempre assim, todo mundo está mais bem avaliado que Bolsonaro. Que credibilidade tem essa pesquisa? Tudo tendencioso….kkkkkkk

  3. A pesquisa só vai ser melhor depois que os homens de preto colegas do Japa da PF amanhecerem nas residências dos MITRALHAS…..

  4. É não , tá errada está pesquisa , o X-9 Moro está com 60%, o falso do Mandetta está com 39% e Bolsonaro está com 1%. Pronto , os comecapim agora estão em polvorosa , kkkkkkkkk. Sonhem, sonhem, sonhem e vão produzir pra ganhar dinheiro pq as "têtas" não existem mais.

    1. Só tem teta pro Centrão agora, já que o presidente tá loteando os cargos para salvar a pele dele e dos filhos!

    2. Se não tem mais "teta" Roberto Jefferson e seus amigos "honestos" vão mamar em quê hein ?????kkkkkkkkkk.

  5. Isso é muito efêmero, em 2 meses Mandetta e Moro não fariam mais parte do noticiário nem das memórias outras pautas surgirão está é a dinâmica da política

    1. Né isso! Daqui a dois meses pode ser até que Bolsonaro não seja mais o presidente se algumas coisas contra ele forem comprovadas né?

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Política

Apoio ao impeachment de Bolsonaro alcança 54% e reprovação ao Governo bate em 64%. Aprovação de Bolsonaro fica em 30%

A guerra pública travada entre o presidente Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro Sergio Moro em meio às acusações de interferência política no comando da Polícia Federal empurrou o presidente a um patamar inédito no derretimento de sua imagem pública: pela primeira vez na série histórica de pesquisas realizadas pela consultoria Atlas Político, a maioria dos entrevistados (54%) é favorável a um processo de impeachment contra Bolsonaro.

 

Os reflexos da demissão de Sérgio Moro afetaram diretamente seu capital político: 64,4% responderam que desaprovam seu desempenho como Presidente, enquanto 30% o aprovam.

A pesquisa do Atlas Político foi feita com 2.000 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. A pesquisa, que tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

embate entre Bolsonaro e Moro colocou o impeachment de volta ao debate público. Oposicionistas têm aumentado a pressão na Câmara dos Deputados para iniciar um processo. A Casa já recebeu ao menos 19 pedidos que acusam o presidente de crime de responsabilidade, sendo oito deles protocolados neste ano. Na sexta-feira, mais um se somou a esta lista, feito por três parlamentares da REDE. E um vigésimo pedido deverá ser entregue nos próximos dias pelo partido que elegeu Bolsonaro, PSL.

EL PAÍS

 

Opinião dos leitores

  1. Como essa pesquisa foi feita? Foi através de entrevista física, cara cara ou por telefone ou por redes sociais, que poderiam ser robôs falando contra o presidente?
    Se a entrevista tiver sido feita cara cara, no momento ela é ilegal, se ela tiver sido feita por telefone através de chamada, acho muito provável que a maioria das pessoas que receberam essa chamada em seu celular com o DDD 011, deve ter sido recusada, por que boa parte dos brasileiros estão no SPC/CERASA, mais ou menos 60 milhões , se tiver sido por redes sociais pode ter sido respondidas por robôs.

  2. Eu vi uma pesquisa que dava 1.750% de aprovação para Bozo.
    Nessa, com certeza, seu gado vai acreditar….

  3. Sinceramente ..!! Nao acredito em pesquisa!! .. tem muitos interesses por trás .. !! .. hoje os institutos de pesquisa esta em baixa .. !! Resta saber se a população vai na onda .. !!

    1. Eu também não acredito em pesquisa . Eu só acredito em Bolsonaro, Lula, nos filhotes de Bolsonaro, em Roberto Jefferson, no centrão, em Rodrigo Maia e Alcolumbre, em saci-pererê, em Papai Noel, em mula sem cabeça e em coelhinho da Páscoa, kkkkkk.

    2. Também não acredito. Tenho certeza que a reprovação de Bolsonauro é bem maior. Parte grande das opiniões favoráveis é de robôs.

  4. A petralhada os sem dedo demitiu 64 ministros. A Anta. 89 e o temer. 59. Demitio e.colocou.outros tantos de ladrões. O Presidente só.troucou 5 e é esse Carnaval Gay. Vao chupar.

  5. Só tem uma saída para a família MITRALHA. É o toma lá dá cá com a turma do Renan, Aécio, Collor……Roberto Jefferson já está no bolso. Entrega um Ministério para cada um, e devolve outro para o DEM de Maia, Alcolumbre e Mandetta. Mas ainda assim, tem que ter cuidado com a turma da República do Paraná….. A lavajato não morreu. É melhor dar logo um ministério para Dalagnol e prometer que vai indicar ele para o STF.

  6. O cara é eleito democraticamente, mas não consegue tranquilidade para governar o país, a imprensa podre que vive especulando negativamente e os que perderam as eleições , não cansam de atacar , pqp. Se houver tentativa real de dar impeachment no Presidente restará medidas extremas para a limpeza no STF e CN.

    1. Faz sentido.

      Mas o governo já perdeu o prestígio. Até os alienados estão acordando.

      2022 cai fora, ou antes quem sabe.

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Política

Mandetta não descarta se candidatar à Presidência e reconheceu que ganhou maior visibilidade e relevância como ministro ” eu tinha 1:30h da casa das pessoas”

Ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta não descarta se candidatar à Presidência da República em 2022. O político foi entrevistado, na noite deste domingo (26), por Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), e o humorista Danilo Gentili, em live transmitida no Youtube.

Mandetta rechaçou concorrer a um novo mandato como deputado para deixar “espaço aberto” no Congresso. Questionado sobre a possibilidade de se candidatar à Presidência em 2022, declarou: “isso é um troço muito doido. Não saberia te dizer”.

“Acho política destino, não existe o cara chegar e falar: ‘vou fazer um projeto político'”, avaliou o ex-ministro, ao ser questionado sobre seus projetos para disputar novas eleições.

“Posso te afirmar categoricamente que não desejo me candidatar a deputado federal. Isso já fiz e já colaborei, o espaço tem que ser aberto. Me sinto representado pelo Kim (Kataguiri) e vários que lá chegaram”, disse.

Mandetta reconheceu que ganhou maior visibilidade e relevância política como ministro da Saúde durante a crise do novo coronavírus: “eu tinha uma hora e meia dentro da casa das pessoas (nas coletivas de imprensa)”, comentou.

Em outro momento da live, Kim Kataguiri trouxe à tona pedidos de internautas para uma candidatura presidencial de Mandetta em 2022. Instigado a comentar seus planos, o ex-ministro disse que no momento está “reestruturando a vida” e que irá escrever um livro sobre sua participação no governo Bolsonaro.

Ele afirmou que escrever e “cortar o cabelo” são suas prioridades momentâneas.

Saída do governo

Mandetta ressaltou que “não saiu brigado com Jair Bolsonaro” e agradeceu o apoio que recebeu de todos os ministros enquanto esteve no cargo. Rindo e em tom de brincadeira, disse que apenas o atual ministro da Cidadania não lhe apoiou.

“(Todos os ministros) me apoiaram, à exceção do Onyx Lorenzoni, que deu uma surtada. Foi tomar mate com o Osmar Terra e ficou numa saia justa“, disse Mandetta, se referindo a um áudio, obtido com exclusividade pela CNN, no qual Onyx comentava com Osmar Terra sobre a saída do então ministro da Saúde, que ainda não havia se concretizado.

Mandetta negou que suas participações em lives de artistas sertanejos, fazendo recomendações para a população cumprir a quarentena, tenha incomodado Bolsonaro. Segundo ele, porém, a entrevista que conecedeu à TV Globo afirmando que a população “não sabia se ouvia o ministro ou o presidente” de fato gerou atritos com o presidente.

“A entrevista do Fantástico sim (incomodou Bolsonaro). Foi fruto de uma semana dura que tínhamos passado”, comentou o ex-ministro.”Em um evento o presidente fez tudo aquilo que não era para fazer (descumprindo protocolos para prevenir o coronavírus) na frente da gente, aí a situação ficou muito difícil. Eu tinha que dar uma entrevista e não gostaram”.

Sobre a saída de Sergio Moro do governo, Mandetta disse não saber detalhes, mas afirmou que a relação entre Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça “já não vinha muito bem”.

Futuro da pandemia

Ao comentar sobre projeções relacionadas à pandemia do novo coronavírus, o ex-ministro citou o caso da epidemia de vírus zika no Brasil em 2016 para demonstrar que algumas vezes previsões não se concretizam.

“Diziam que o vírus zika poderia resultar em uma geração de microcefalia quando entrasse no estado de São Paulo, no Rio de Janeiro e outras regiões do Brasil”, lembrou Mandetta. “Mas o zika só produziu um número muito elevado de microcefalia em uma região Nordeste e até hoje tentam entender por que isso se deu”, ponderou o ex-ministro.

Ainda comentando a pandemia, o político avaliou que, enquanto não houver vacina, haverá “um novo normal” na vida das pessoas.

“Vai ter um novo normal. Antes de ter vacina, acho pouco provável que as pessoas queiram ambientes muito lotados. Só vamos ter o antigo normal quando tiver a vacina, que é a única maneira de enfrentar o vírus”, comentou.

Questionado se foi contraditório abraçar uma colega do Ministério da Saúde em sua despedida da pasta, descumprindo protocolos de cuidados para evitar a disseminação do coronavírus, Mandetta respondeu: “com certeza”.

“Erradamente (abracei uma colega), aquilo não é para fazer não”, declarou o ministro, repercutindo vídeo que circulou na internet.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Está explicado pq Alcolumbre, Maia, alguns ministros do STF não queriam que ele não saísse, observou uma projeção política para dar uma má rasteira no presidente

  2. O politiqueiro corrupto apareceu??
    EFEITO MORO??
    kkkkkkkk
    Sai fora Mandeta.
    Procure nhonho ou o mentiroso Bolsonaro, agora é MORO!!!
    na cabeça.
    Kkkkkk

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Política

Roberto Jefferson “Se o pau cantar, essa base do Bolsonaro é muito mais forte que esse grupo de fora da lei que cerca o Lula e essa esquerdalha bagunceira no Brasil”

Neste domingo, um dos novos aliados de Bolsonaro, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicou em suas redes sociais um áudio no qual faz defesa enfática do presidente.

— Se o pau cantar, essa base do Bolsonaro é muito mais forte que esse grupo de fora da lei que cerca o Lula e essa esquerdalha bagunceira no Brasil. Você tem aí os evangélicos, os pastores, você pega a rede social e são os homens que começam o discurso falando em Deus — disse Jefferson.

Roberto tem sido nos últimos dias um dos comandates do Bolsonarismo nas redes sociais.

 

Opinião dos leitores

  1. Um ladrao defendo outro LADRAO….dois LADRÕES MARGINAIS…Jeferson o cagao e a bosta Naro ….DA DESCARGA..QUE O BRASIL AGRADECE…BG PREFEITO DE NATAL UIII PAPAI

  2. Kkkk. Sabe aquele ditado: dizem com quem tu andas que eu direi quem és? E agora ?? Saiam desse curral que Bolsonaro quer colocar vcs! Essa história de apoiar Bolsonaro senão o PT volta não cola mais! Se o PT voltar, o único culpado será Bolsonaro!!!

  3. Palavra de corrupto confesso, ex-presidiário e condenado. Não é isso que dizem que o Lula é? Mas se apoia o lunático está tudo bem né? Hipocrisia…

  4. Comentários a parte. Tudo de sujo ocorre porque temos REELEIÇÃO. Se o cara não pudesse mais voltar ao mesmo cargo, não saberiam onde fica o cofre. E os políticos não pudessem votar matérias do interesse deles.

  5. Vamos ser francos, alguém esperava coisa melhor de Bolsonaro? Pelo seu histórico não como militar e parlamentar, o resultado será um desastre sem precedentes no Brasil.
    O cara foi péssimo como militar, e como parlamentar ficou conhecido pelas suas grosserias e atitudes toscas, por defender torturadores e regimes repressores. Oportunista colocou a sua despreparada e arrogante prole na política, nunca teve zelo pelo patrimônio público, sempre acusassem provas e depois recua e diz que distorceram as suas palavras, etc.

  6. Todo vagabundo, sem vergonha quando faz sacanagem começa a falar em DEUS para enganar aos BESTAS. Pense num cabra de moral para falar, dar entrevista. Bolso agora afunda de vez. Ter Roberto Jeferson como aliado. Só no BRASIL mesmo.

  7. Um dos maiores delinquentes políticos da história desse país!
    Agora esse governo mostra sua verdadeira cara!
    A cara fora da lei.

  8. Esse Roberto Jefferson, falando do Lula. Qual motivo? Porque é o sujo falando do mal lavado!! Agora, Bolsonaro se juntar com esse grupo do qual este senhor está metido, é que não dá! Não acredito mais nesse governo. É muita mentira e hipocrisia. Eleições chegando, para mudar mais uma vez. Esse já foi!!

  9. Camarada…existe um vírus pior que o Covid 19 espalhado por aí…o da imbecilidade.
    Esse outro doente mental, canalha e boca suja associar a "força" (?!?) do bozo a quadrilha evangélica, tá com a bixiga…
    Logo essa quadrilha especializada em se aproveitar da fé dos desesperados para vender "religião", essa ferramenta de fabricar idiotas que vende a utopia de uma salvação ilusória, devia era pagar imposto ! Prá não ser colocada no xilindró pois esse é o seu lugar !
    Um pilantra doente mental apoiando e bajulando outro. Retrato do Brazil…

  10. Quem diria que um BANDIDO desse iria voltar a cantar de galo no terreiro de Brasilia. Canalha!!!

  11. Essa frase do Jeferson, já é o toma lá dá cá funcionando forte.
    O ruim é que financiado por nós.

    1. mais de 16 anos e não se acustomou? GOVERNO BONITO O DO 171 COMUNISTA QUERENDO ENTREGAR O PAÍS PARA GS. DEU MERDA, E DARÁ SEMPRE EM MERDA.

  12. Pense numa pessoa honesta Roberto Jefferson conseguimos tirar u a quadrilha e entrou outra pior.

    1. Essa cachaça q tomaste é das boas rsrs. PARTICULARMENTE estou deitado aguardando a mídia noticiar Casos de Corrupção no atual governo.. São mais de 400 dias e nada como MENSALÃO e ou PETROLÃO…Então manete nos seus comentários sem nexo.

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Judiciário

MBL vai ao Supremo contra nomeações de Jorge Oliveira e Alexandre Ramagem

O MBL prepara duas ações para tentar impedir as nomeações de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal e de Jorge Oliveira como ministro da Justiça e da Segurança Pública.

A alegação é de desvio de finalidade, como no caso da tentativa de nomeação de Lula por Dilma.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Teríamos que conceder um trofeu 4 patas para quem conseguir ter o mandado mais ridículo. O cargo de confiança é dado para pessoas que preenchem os requisitos de honestidade: capacidade, experiência e confiabilidade. È um despreparo enorme se achar que estas qualidades se encontra
    em inimigos ou desconhecidos. como por exemplo, nos quados do PSOL.

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Jornalismo

TOME PEIA: Trump diz que entrevistas coletivas sobre Covid-19 não ‘valem seu tempo ou esforço’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no sábado que as entrevistas coletivas da força-tarefa dos EUA contra a pandemia da Covid-19 “não valem o tempo ou esforço”. Segundo a imprensa americana, os briefings da Casa Branca poderão deixar de ser diários, em meio a críticas crescentes sobre o comportamento errático e sugestões potencialmente danosas que o presidente vem fazendo frente às câmeras.

A gota d’água para a mudança de posição do presidente americano parece ter sido a imensa repercussão negativa de comentários que fez na quinta-feira, quando sugeriu que “injeções com desinfetantes” ou luzes ultravioletas poderiam ser tratamentos eficazes contra o novo coronavírus. A comunidade médica foi rápida ao condenar o presidente, chamando sua fala de “irresponsável” e “perigosa” e alertando que os procedimentos podem levar à morte.

Em resposta, Trump declarou que “estava sendo sarcástico” e a Casa Branca afirmou que a imprensa distorceu seus comentários. No entanto, apenas o estado de Maryland recebeu “centenas de ligações” perguntando sobre a eficácia do procedimento potencialmente fatal, segundo o governador Larry Hogan.

Coletivas em xeque

O incidente parece ter reforçado o coro de republicanos que vinham questionamento as entrevistas diárias por temer que o comportamento errático e autocongratulatório do presidente afete suas chances nas eleições presidenciais de novembro. Integrantes da cúpula do partido governista também temem que isso possa lhes custar a atual maioria no Senado ou impedir que retomem o controle da Câmara, sob comando da oposição democrata desde 2018.

“Qual é o objetivo de ter entrevistas na Casa Branca quando a mídia patética não pergunta nada além de perguntas hostis e depois se recusa a relatar os fatos e a verdade com precisão”, questionou Trump em seu Twitter na noite de sábado. “Eles têm recordes de audiência e o povo americano não recebe nada além de notícias falsas. Não vale o tempo ou esforço.”

Horas antes da postagem do presidente, um porta-voz da Casa Branca havia anunciado que a já tradicional entrevista não iria acontecer naquele dia, após uma rara entrevista curta na sexta, quando o presidente nem sequer falou. Em paralelo, fontes ouvidas pelo site Axios apontam que as aparições da força-tarefa poderão deixar de ser diárias. Sem negar ou confirmar a reportagem, a porta-voz do governo americano, Kaileigh McEnany, disse que a decisão cabe unicamente a Trump.

Desde março, a Casa Branca realizou mais de 50 entrevistas coletivas diárias, que se tornaram um palanque político para Trump. Com eventos de campanha suspensos pela pandemia, o presidente vem aproveitando os briefings, que chegaram a durar 2h30, para exaltar o governo, suas ações contra a pandemia, distribuir informações questionáveis, atacar a imprensa e fazer elogios a si mesmo.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Esse é outro delinquente débil mental e intelectual.
    Botando os EUA no buraco!
    Acabando o que de bom que seus antecessores fizeram.
    Ah desgraça!

  2. Patético, é, ele, como representante da maior economia do mundo, não saber tratar, com responsabilidade, a imprensa e respeito aos seus eleitores. É outro, que já tinha o que da,ou melhor, não deu nada, a não ser fazer zoada.

  3. Existe uma similaridade comportamental entre Bozo , votei nele e me arrependo , e Trump . Talvez um bom psicólogo ou psiquiatria , encontre explicação nesse aspecto . A diferença está na preparação intelectual dos dois . Trump é arrogante , tosco mas é um cara preparado e estrategista , aproveita o conservadorismo republicano e manda uma mensagem clara para seus eleitores , podemos até não gostar das suas ideias mas elas tem recado certo para um público certo . O nosso CLOROQUINA , votei nele e me arrependo , também é arrogante , tosco mais é um desastre em preparação e em capacidade gerencial e comunicativa . A fala no dia da demissão de moro , vai entrar para historia como o discurso mais ridículo do presidente mas despreparado que já tivemos . E olhe que já tivemos até , presidentes sem instrução e uma que era um fracasso em termos de microfone e gestão . O governo acabou , mirabolismos vão ser feitos , a “NOVA POLÍTICA “ , vai receber uma roupagem velha , mas o presidente está completamente perdido . Se for confirmada a participação dos Bananinhas em atos fora da lei , o que já é notório , o BOZO sai do prumo de vez . PAULO GUEDES o posto Ypiranga , deve pular do barco essa semana , o governo vai abrir o cofre para segurar uma base de apoio , aí a coisa desanda de vez . O MITO , votei nele e me arrependo , já está tirando água com o balde de dentro do Navio . O Brasil não suporta outro impedimento de um presidente da república , vamos tangendo a jangada até a praia , e torcendo para que os militares que esto junto do Bozo , consigam domá-lo .

    1. Na hora que o cara escreve “Bozo”, já da pra saber que o cara não votou nele, mesmo se dizendo um arrependido!

      Quem se arrepende, não defende, mas não insulta o presidente!

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Judiciário

Celso de Melo decide nesta segunda se Aras abre investigação sobre acusações de Moro

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, deve decidir na segunda-feira, 27, o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para investigar as declarações do ex-ministro Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido de abertura de inquérito atinge não apenas o presidente Jair Bolsonaro, como também o próprio Moro.

O objetivo é apurar se foram cometidos os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra. O foco no ex-juiz federal da Lava Jato surpreendeu integrantes do Ministério Público Federal (MPF) ouvidos pelo Estado/Broadcast.
“A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de Ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa”, escreveu o procurador-geral.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Desde que a justiça fudeu as construtoras desculpa a minha indignação é que a irresponsabilidade de não proteger o emprego ou seja os pais de família a economia não teve sua retomada, e começou com a irresponsabilidade do Sérgio Moro junto com Janot, não sou a favor da corrupção mas que se faça sem prejudicar os que precisam por o sustento de suas famílias o que eles fizeram foi de uma enorme responsabilidade com economia de nosso país e agora novamente esse senhor o Moro querendo aparecer novamente em uma época de pandemia infelizmente trazendo instabilidade dinovo ao nosso país mais uma vez, e se o Bolsonaro tiver culpa que pague mas poxa é querer aparecer pra mídia o Brasil precisando de ajuda e ele vem novamente querer aparecer !
    Deixando claro que é apenas uma opinião de um desempregado desde 2016 q já vinha sofrendo as consequências dessas atitudes da justiça sem proteger os trabalhadores!

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Judiciário

Deixar o governo era a única atitude eticamente aceitável, diz Rosângela Moro

Em sua conta de Instagram, Rosângela Moro, mulher do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, se manifestou, pela primeira vez, neste domingo, 26, sobre a saída do ex-juiz da Lava Jato do governo Jair Bolsonaro. “Eu não poderia esperar outra atitude do meu marido; deixar o governo era a única eticamente aceitável”.

Defensora do isolamento social durante a crise do coronavírus, ela voltou a defender os cuidados contra a pandemia e reclamou, assim como o ex-ministro, de ser alvo de fake news. Eu lamento que, em meio a uma gigante pandemia, o foco tenha sido desvirtuado, porque acredito que a vida precisa estar acima de tudo. Sou cidadã e, ao mesmo tempo, esposa de uma pessoa que lutou fortemente contra a corrupção sob a máxima: a lei é para todos, em defesa do estado de direito”.

“Usem máscaras e se protejam. Não podemos sair iguais dessa pandemia. Precisamos nos transformar em pessoas melhores”, disse Rosângela, que já chegou a postar mensagem de apoio ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, antes de ele deixar a pasta – a mensagem foi apagada por ela minutos depois.

“A Lava Jato é uma conquista da sociedade brasileira. Também somos uma família que sempre, com muita fé em Deus, defendeu valores de ética e verdade. Nunca ofendi qualquer autoridade do país, mesmo quando discordava. Nunca insultei ou ofendi qualquer condenado quando meu marido era juiz. Atos têm consequências e cada um responde pelos seus”, diz Rosângela.

Mais cedo, o ex-ministro também reclamou, em seu Twitter, de ser alvo de notícias falsas nas redes e no WhatsApp. Rosângela também reagiu. “Viveremos tempos difíceis, certamente, com a propagação de ofensas e inverdades, sejam por parte de robôs ou de pessoas que discordam dos nossos valores. Mas sigo confiante de que fazer a coisa certa é sempre o caminho necessário”.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Moro recuperou minha admiração e respeito. Errou quando aceitou fazer parte dessa sujeira, mas nesse momento não tinha outra coisa a fazer, dessa vez fez a coisa certa. Espero que seja assim daqui pra frente, que continue fazendo a coisa certa sempre.

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Celebridades

Influenciadora Gabriela Pugliesi faz festa na quarentena durante pandemia e causa revolta. Casamento da irmã em Março foi um dos focos de coronavírus no Brasil

Curada do novo coronavírusGabriela Pugliesi decidiu fazer uma festinha em casa neste fim de semana. Diversas imagens do encontro foram divulgadas pela influenciadora nas redes sociais e causaram revolta entre seguidores.

O casamento da irmã da influenciadora digital, no dia 7 de março, no sul da Bahia, foi apontado como um dos focos de novos casos de coronavírus no Brasil.

Marcela Minelli se casou em Itacaré e diversos convidados apresentaram diagnóstico positivo para a doença, entre eles, a cantora Preta Gil.

A própria Gabriela Pugliesi contraiu o vírus e teve de ficar em isolamento social.

Até a apresentadora Tatá Werneck comentou a publicação de Gabriela Pugliesi e a festinha em casa. “Gabriela, você vai me achar uma babaca depois desse comentário. Mas eu acho menos importante isso do que alertar as pessoas. Tão pedindo caminhão para os hospitais porque está um caos. Minha prima médica (que pegou coronavírus) chega chorando em casa. Porque eles já têm que escolher quem salvar. Você já teve. Está teoricamente ‘imune’. Eu acho que essa atitude, ainda mais para um monte de gente que te segue e se inspira na sua vida saudável, foi inadmissível”, escreveu.

Depois da repercussão negativa, Gabriela Pugliesi usou o Instagram para gravar um vídeo e pedir desculpas. “Só estou fazendo esse vídeo para pedir desculpas, do fundo do meu coração. Ontem juntei meia dúzia de amigos aqui em casa, a gente pediu comida, bebeu, eu postei, falei besteira, enfim, estou extremamente arrependida. Fui irresponsável e imatura, to mal comigo mesma. E mais uma vez queria pedir desculpas”, disse.

Os comentários foram bloqueados da publicação e a influenciadora continuou. “E eu errei porque não é pra juntar ninguém em casa, porque sei que tem pessoas passando dificuldades, é ofensivo, não ajuda ninguém nesse momento. A quarentena está difícil pra mim, mas sei que está muito mais difícil pra outras pessoas. E eu que me proponho a falar sempre como a vida pode ser maravilhosa, tenho que ter responsabilidade sobre o que faço, sobre o que posto e o que eu falo. Mais uma vez, quero pedir desculpas do fundo do meu coração”, concluiu.

E+ ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. O pior é que esse tipo de criatura, fútil e vazia, tem milhões de "seguidores" em suas redes sociais, o que acaba se revertendo em dividendos para ela. Se essas pessoas tivessem um mínimo de bom senso, deixariam de acompanhar essa ignóbil na internet, para ela sentir na pele e no bolso o peso da sua irresponsabilidade.

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Política

SERÁ? Tiroteio de Sergio Moro contra Bolsonaro está apenas no começo

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro saiu do governo para começar uma guerra contra o presidente Jair Bolsonaro, a quem pretende enfrentar nas urnas em 2022, segundo ex-auxiliares e ex-colegas de ministério. Na sexta (24), o ex-juiz da Lava Jato prometeu novos “rounds” ao afirmar que “em outra ocasião” se colocará à disposição dos holofotes para contar detalhes das divergências com o seu ex-chefe e novo inimigo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Moro vazou sem demora, ainda na sexta, gravações e mensagens de Bolsonaro. Ele sabe que vazamentos de mensagens doem muito.

Sergio Moro insinua seu projeto político ao afirmar que é caminho “sem volta” deixar a magistratura e que está pronto a “ajudar o Brasil”.

Bolsonaro se indignou particularmente quando Moro fez um aceno ao PT citando seus governos como exemplares na relação com a PF.

A dúvida é se Sérgio Moro terá fôlego para conduzir seu projeto presidencial até outubro de 2022.

CLÁUDIO HUMBERTO

Opinião dos leitores

  1. Lula e Bolsonaro tinham um coisa em comum. O odio a rede Globo. Globolixo. O povo não eh bobo. Abaixo a Rede Globo. Agora sao duas coisas em comum. Nao gostam do Moro. Amanha pode ser 3 ou mais coisas em comum. O cão é que duvida.

    1. Mania de chamar Globolixo!!! Apesar de tendenciosa,com algumas mazelas e tudo mais, continua sendo a maior rede de TV do Brasil. Com excelentes atores e atrizes, programas de boa qualidade, frente as demais,novelas, filmes, programa de humor, além da estrutura e qualidade de imagem. Agora, se não gosta muda de canal. Faz como eu, quando começa o " Big Brother", apesar de ter dado mais de 5 milhões de acessos, muda o canal. Graças a Deus que temos outros canais, livre arbítrio . Isso é democracia!!

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Segurança

MPF apura intervenção política de Bolsonaro no Exército

Sob suspeita de ingerência na Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro entrou agora na mira do Ministério Público Federal (MPF) por indícios de violar a Constituição ao interferir em atos de exclusividade do Exército. Procuradores abriram dois procedimentos de investigação para apurar uma ordem dada por Bolsonaro ao Comando Logístico do Exército (Colog), no último dia 17, que revoga três portarias publicadas entre março e abril sobre monitoramento de armas e munições.

A procuradora regional da República Raquel Branquinho aponta a possibilidade de Bolsonaro ter agido para beneficiar uma parcela de eleitores e que não há espaço na Constituição “para ideias e atitudes voluntaristas” do presidente, ainda que pautadas por “bons propósitos”. O desdobramento do caso pode levar a uma ação de improbidade na Justiça Federal ou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

As portarias 46, 60 e 61, revogadas pelo comandante do Colog, general Laerte de Souza Santos, por exigência de Bolsonaro, foram elaboradas em conjunto por militares, policiais federais e técnicos do Ministério da Justiça. “Determinei a revogação das portarias (…) por não se adequarem às minhas diretrizes definidas em decretos”, escreveu Bolsonaro no Twitter em 17 de abril.

Essas portarias estabeleciam o controle, rastreabilidade e identificação de armas e munições importadas e fabricadas pela indústria nacional, sob a finalidade de atividades esportivas, de colecionador e também para abastecer os quartéis. Na avaliação dos procuradores, ao revogá-las, o governo facilita o acesso do crime organizado a armas e munições desviadas. “A cidade do Rio de Janeiro é a face mais visível dessa ausência de efetivo controle no ingresso de armamento no País”, observou Raquel Branquinho em ofício obtido pelo Estado.

Ex-braço direito da então procuradora-geral da República Raquel Dodge na área criminal e uma das integrantes do grupo escolhido pelo atual chefe do MPF, Augusto Aras, para atuar na Lava Jato, Raquel Branquinho é considerada uma procuradora linha dura, conhecida por seu trabalho em processos importantes, como o mensalão.

As normas estabeleciam diretrizes para identificação de armas de fogo, bem como para a marcação de embalagens e cartuchos de munições. Umas das regras revogadas, por exemplo, determinava que armas apreendidas pela Justiça cuja identificação tenha sido suprimida ou adulterada poderiam ganhar uma nova numeração.

O pedido de investigação foi enviado por Raquel Branquinho no dia 20 deste mês ao chefe da Procuradoria da República no Distrito Federal, Claudio Drewes José de Siqueira. No ofício, a procuradora argumenta que Bolsonaro fere princípios constitucionais.

“Ao assim agir, ou seja, ao impedir a edição de normas compatíveis ao ordenamento constitucional e que são necessárias para o exercício da atividade desempenhada pelo Comando do Exército, o Sr. Presidente da República viola a Constituição Federal, na medida em que impede a proteção eficiente de um bem relevante e imprescindível aos cidadãos brasileiros, que é a segurança pública, e possibilita mecanismos de fuga às regras de controle da utilização de armas e munições”, escreveu Raquel Branquinho.

Agora, o MPF vai avaliar os motivos da conduta de Bolsonaro de determinar a derrubada das portarias do Exército. Numa avaliação inicial, Raquel Branquinho entendeu que a finalidade da revogação das portarias pode ter sido a de “atender uma parcela de eleitores.”

Procuradores ouvidos pelo Estado sob a condição de anonimato observaram que o texto de cancelamento das portarias, publicado no Diário Oficial da União, no dia 17, não apresentou motivação. “Caso o Exército não apresente justificativas plausíveis, que não seja uma postagem do presidente no Twitter, tudo fica ainda mais grave”, disse um procurador.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Esse povo é muito inteligente, desde quando armas contrabandeadas são rastreadas pelo exército? Inventam tudo para criar chincanas jurídicas, e o pior é que existe uma infinidade de "intelectuais" e "especialistas" que acreditam que os bandidos pedem autorização ao exército para adquirir armas e munições, esse Brasil é um país de loucos.

  2. O Coisa Ruim, sonha em ser ditador porém se Deus quiser quem breve deverá ser Presidiário. Mesmo com tudo que está acontecendo o nobre blogueiro afirma " ainda votaria nele " ????

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Política

Bolsonaristas fazem carreata e protesto contra Maia em Brasília e chama Moro de Judas

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizaram neste domingo (26.abr.2020), em Brasília, uma carreata que pede a saída de Rodrigo Maia (DEM-RJ) da presidência da Câmara e o afastamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Em 19 de abril, Bolsonaro divulgou uma live feita pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson em que o político acusa Maia de arquitetar 1 “golpe parlamentarista” contra o presidente.

Depois da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Maia ganhou destaque. O ex-juiz acusou Bolsonaro de ter cometido crime de responsabilidade ao tentar interferir nas indicações da Polícia Federal. É função do presidente da Câmara autorizar a abertura do processo de impeachment.

Bolsonaro está próximo de igualar o número de pedidos de impeachment que recebeu 1 dos presidentes cassados desde a redemocratização, Fernando Collor. Maia está há semanas está em atrito com o governo federal. O demista, no entanto, demonstra estar pouco propenso a abrir o procedimento no momento.

No ato, o agora ex-ministro Sergio Moro é chamado de judas e traidor. Os participantes fizeram uma carreata pela área central de Brasília, da catedral Rainha da Paz até o Congresso Nacional. Muitos também defenderam o fim do isolamento social durante a pandemia da covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

De acordo com os organizadores, ao menos 3.000 veículos e 10.000 pessoas compareceram ao protesto até as 12h.

Opinião dos leitores

  1. Sinceramente não sei quem é mais babaca…
    Quem faz panelaço ou quem faz carreata pois nenhum dos dois adianta P.O.R.R.A. nenhuma.
    Só prá se prestar a fazer papel de otário.

    1. Povo se manifestando é a forma mais democrática pra reafirmar seus anseios, sem se manifestar os ratos fazem a festa e saqueiam os direitos do povo

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Política

Bolsonaro demite menos ministros do que Dilma e Lula, mas faz mais barulho

As demissões de ministros do governo Bolsonaro têm ganhado enorme repercussão, com exceção de Sérgio Moro, por serem incomuns. São 8 saídas em 16 meses ao contrário do que ocorreu com Temer e Dilma, que demitiram nove no primeiro ano de mandato, e Lula que atingiu o mesmo número de Bolsonaro em apenas 12 meses. No geral, Dilma é imbatível com 86 demissões de 2011 a 2016. Verdadeiro recorde.

Se contar Onyx Lorenzoni, que trocou a Casa Civil pela Cidadania, Bolsonaro tem nove demissões no total. Ainda assim, é o mais paciente.

No caso de Bolsonaro, ao contrário dos antecessores que demitiam os ministros enrolados em escândalos, as trapalhadas surgem no Planalto.
 
Ao final de oito anos, Lula nomeou quase uma centena de ministros ou cargos com status de ministério. Apenas três ficaram do início ao fim.
 
CLÁUDIO HUMBERTO

Opinião dos leitores

  1. Não sou fã de Bolsonaro, mas:
    1) ainda bem que não foi por corrupção.
    2) quem faz o barulho é a imprensa e os políticos sedentos por boquinha.

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Polícia

Em carta a Bolsonaro, delegados da PF dizem que há ‘crise de confiança instalada’ e pedem autonomia e mandato para diretor

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste domingo (26.abr.2020), em carta pública, que o presidente garanta que não haverá interferência no trabalho do próximo diretor-geral da PF e que envie ao Congresso projeto para dar formalmente autonomia à instituição.

O pedido é feito em meio à crise instaurada pela demissão do ex-diretor-geral da corporação Maurício Valeixo e a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro do governo. A ideia dos delegados é evitar novas crises na instituição.

No documento, a categoria pede que o presidente Jair Bolsonaro firme 1 compromisso público de que o próximo ocupante da cadeira na PF terá liberdade para formar sua equipe. Além disso, cobram que este não tenha obrigação de repassar informações ao governo federal nem de instaurar ou não inquéritos por interesse político. Eis a íntegra (247 KB).

Em seu pedido de demissão, Moro acusou Bolsonaro de tentar intervir na chefia da Polícia Federal com interesses políticos. Disse que o presidente gostaria de ter alguém que pudesse ter contato direto e obter informações do órgão.

Já Bolsonaro, em seu pronunciamento de resposta a Moro, confirmou que pediu para ter relatórios diários da PF. Ele, entretanto, negou que tenha interferido em qualquer investigação.

 “Eu tenho que todo dia ter 1 relatório do que aconteceu, em especial, nas últimas 24h para poder bem decidir o futuro dessa nação. Eu nunca pedi a ele o andamento de qualquer processo.”, disse na última 6ª feira (24.abr).

A carta ainda pede que Bolsonaro envie 1 projeto formal ao Congresso propondo a autonomia da Polícia Federal e que o cargo de diretor-geral tenha mandato e seja escolhido dentro de uma lista feita pelos delegados federais. A autonomia deveria vir por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

“Envie urgentemente projeto de legislação ao Congresso Nacional, prevendo mandato para o Diretor Geral da Polícia Federal e escolha mediante lista previamente apresentada pelos delegados ao Presidente da República, com sabatina. Os delegados para se tornarem integrantes da lista deverão atender a critérios objetivos mínimos estabelecidos em lei”, escrevem.

E seguem: “O Projeto deve garantir ao Diretor Geral escolhido pelo presidente a autonomia para nomear e exonerar todos os cargos internos da PF, mediante a obediência a critérios mínimos objetivos para cada cargo, definidos em lei.”

CHEFE DE SEGURANÇA NA CAMPANHA E AMIGO DA FAMILIA

O atual diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, deve ser o indicado por Bolsonaro para a chefia da PF. Uma foto do vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, ao lado de Ramagem viralizou na internet neste sábado (25.abr).

Bolsonaro saiu em defesa de Ramagem para o cargo de diretor-geral da PF. Neste domingo, o presidente foi questionado em sua rede social sobre a proximidade do atual diretor da Abin com sua família. Escreveu: “E daí? Antes de conhecer meus filhos eu conheci o Ramagem. Por isso deve ser vetado? Devo escolher amigo de quem?.”

Opinião dos leitores

  1. 1) Não ter que repassar informações ao Presidente? E as investigações de caráter estratégico ou importantes para a Nação? Atos terroristas, ocorrências em terras indígenas, casos de fronteira. Vão ficar com o DGP e o Ministro?
    2) Mudar a regra pata agradar a quem? Lula fez o mesmo em 2007 e ninguém reclamou.

  2. Em nenhum lugar do mundo a polícia tem autonomia administrativa. só aqui os delegados querem essa jabuticaba. como se o cargo de delegado uma jabuticaba não já fosse, sendo só no Brasil que existe e por força dos primeiros atos de Dom Pedro. É para fortalecer a PF? que se bota em pauta a PEC do FBI. ai sim vc vai ver a PF se agigantar!

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Política

Moro sobe em popularidade nas redes e se aproxima do líder Bolsonaro. Mandetta cai

Ao se demitir do Ministério da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro disparou em popularidade nas redes sociais e se aproximou do desempenho obtido por Jair Bolsonaro, segundo um ranking da consultoria de dados Quaest que analisa o alcance digital de líderes políticos nacionais.

Com a saída de seu auxiliar, o presidente viu despencar seu índice no monitoramento. Bolsonaro é o primeiro colocado no levantamento desde que ele foi criado pela empresa, em janeiro de 2019.

repercussão da demissão também causou uma rara perda de seguidores pelo presidente, enquanto seu ex-ministro registrou ganho.

O chamado IPD (Índice de Popularidade Digital), com pontuação que varia de 0 a 100, é medido a partir de dados de Twitter, Facebook e Instagram, além de YouTube, Google e Wikipédia. A classificação era mensal e passou a ser diária em março deste ano.

Na sexta-feira (24), data em que anunciou sua saída do cargo, Moro alcançou 52,1 pontos (acima dos 30,7 que teve no dia anterior), enquanto Bolsonaro registrou 75,8 (abaixo dos 82,9 de quinta-feira). A diferença entre os índices de ambos na sexta foi de 23,7 pontos.

A tendência de alta do ex-ministro e de queda do presidente continuou no sábado (25), com uma aproximação ainda maior de ambos. Moro chegou a 55,3, enquanto Bolsonaro caiu para 70,3 —uma diferença de 15 pontos.

A consultoria também monitorou o desempenho de nomes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o apresentador e pré-candidato à Presidência Luciano Huck (sem partido) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que ganhou protagonismo com a pandemia do coronavírus.

demissão de Mandetta, no dia 16 deste mês, após uma série de desgastes com Bolsonaro, desencadeou uma situação parecida com a de Moro. O ex-titular da Saúde cresceu em popularidade e chegou a ficar apenas 10 pontos atrás do presidente.

Com a diminuição da presença de Mandetta do noticiário, seu índice começou a cair, processo que coincidiu com o crescimento de Moro, observado a partir de quinta-feira (23), depois que a Folha antecipou a informação de que o ex-juiz deixaria o ministério.

Ao mesmo tempo em que sua linha no gráfico subia, a de Bolsonaro iniciou uma trajetória de queda.

“Moro estava em um viés de baixa e começou a subir no início da semana passada, chegando ao fim dela com seus indicadores mais altos na série histórica”, diz Felipe Nunes, CEO da Quaest e professor de ciência política da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

“Na média, ele [Moro] não tinha pontuação relevante em nenhuma dimensão, exceto na de mobilização, que compreende o total de compartilhamentos de conteúdos.”

Além de mobilização, o IPD é calculado com base em aspectos como: interesse (buscas por informação no Google e na Wikipédia), presença digital (número de redes sociais ativas) e fama (público total nas redes).

As outras duas dimensões avaliadas, de um total de seis, são: engajamento (volume de reações e comentários ponderado pelo número de postagens nas redes) e valência (proporção de reações positivas e negativas).

De acordo com Nunes, Moro cresceu em engajamento, mobilização, fama e interesse. Os acessos ao verbete do ex-magistrado na Wikipédia são um exemplo. Foram 628 cliques na página na quarta-feira (22), 9.200 na quinta, quando a demissão foi noticiada, e 71.050 na sexta, data em que ela se confirmou.

O resultado negativo de Bolsonaro incluiu diminuição de seguidores, um fato inédito, segundo o coordenador do IPD, já que o presidente costumava ter um saldo positivo diário nesse quesito.

De quinta para sexta-feira, a redução foi mais visível no Instagram, de onde saíram 55.474 seguidores, e no Facebook, com uma perda de 13.873. Só no Twitter manteve a tradição, conquistando 19.646 novos seguidores.

O ex-juiz, por sua vez, avançou em todas as redes —chegou a ganhar 195 mil seguidores no Instagram entre quinta e sexta.

A troca de acusações entre Moro e Bolsonaro, que começou nos pronunciamentos feitos por ambos na sexta-feira, tiveram desdobramentos em seus perfis.

O ex-ministro, por exemplo, usou suas páginas para contestar a afirmação do presidente de que ele usou a disputa em torno da manutenção de Maurício Valeixo na direção-geral da Polícia Federal para negociar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro também se valeu de seus perfis para lembrar que deu apoio a Moro no episódio do vazamento de mensagens da Operação Lava Jato. Via rede social, o ex-magistrado mandou resposta ao presidente, negando o que chamou de “suposta ingratidão” apontada pelo antigo chefe.

ara o CEO da Quaest, as oscilações dos dois personagens, que indicam uma pulverização da rede de apoio de ambos, sugerem que Bolsonaro terá um racha em sua base política.

“O eleitorado ideológico, também conhecido como ‘core voter’, não deve mudar seu comportamento em relação ao presidente. Mas o eleitorado pragmático, o que votou nele por causa do antipetismo, deve abandonar a base de apoio de Bolsonaro”, diz o analista.

O movimento, contudo, não é definitivo, na opinião do professor. Pensando nas eleições de 2022, ele afirma que Bolsonaro tem chance de recuperar terreno. “Se ele conseguir fazer um governo de entregas, com poucas mortes na pandemia e com um plano de recuperação da economia, continua competitivo.”

Moro, por outro lado, “tem o apoio da classe média das grandes cidades e pode se apresentar como uma terceira via anti-Bolsonaro e anti-Lula”, calcula o cientista político.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O lema da campanha mudou depois de eleito.
    Antes Brasil acima de tudo
    Agora meus filhos acima de tudo

  2. Kkkkkkkkk, a piada do dia " Moro cresce" só se for em perder seguidores .
    Postar prints de conversas íntimas é coisa de canalha X9, isso o Brasil não perdoa .

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Saúde

Pandemia reduz até 90% das cirurgias eletivas, e hospitais preveem demissões

Hospitais privados e filantrópicos de todo o país registram queda de até 90% no movimento por causa do cancelamento de exames e cirurgias eletivas causados pela pandemia de Covid-19.

Entidades representativas de hospitais ainda calculam o montante de perdas, mas já observam instituições dando férias coletivas e dispensando funcionários, algumas sob ameaça de fechamento a partir do fim do mês.

O setor, juntamente com a área de medicina diagnóstica, busca linhas especiais de financiamento no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), e tem feito gestões no Ministério da Economia para isso.

Ao mesmo tempo, negocia com planos de saúde o repasse, por um período de três a quatro meses, de parte da receita estimada que teriam se estivessem trabalhando dentro da normalidade.

O faturamento do setor é de R$ 83,7 bilhões, 82% pagos por operadoras de saúde.

A FBH (Federação Brasileira dos Hospitais), entidade que reúne 4.000 hospitais no país, a maioria pequenos e médios, diz que o impacto é tão severo que muitas das instituições não têm fôlego para fechar o mês de abril. Cerca de 70% delas se dedicam apenas a atendimentos eletivos.

“Os hospitais grandes ainda conseguem aguentar dois, três meses. Mas os pequenos e médios, que carregam o Brasil, vão fechar as portas, estão quebrando, não conseguem pagar os colaboradores [funcionários]”, diz o urologista Adelvânio Francisco Morato, presidente da FBH.

Morato cita o próprio exemplo. Ele dirige um hospital em Goiânia com 90 leitos dedicados à urologia, cardiologia e cirurgia geral. Trabalha hoje com apenas 10% da capacidade —até fevereiro, a taxa girava entre 75% e 80%. Como urologista, fazia 250 procedimentos ao mês. Entre março e abril, não chegou a 50.

A Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que concentra 122 instituições de ponta como Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz, tem avaliação parecida.

Diz, porém, que o impacto na receita será sentido a partir de 15 de maio porque planos de saúde demoram de 45 a 60 dias para pagar atendimentos prestados aos seus usuários.

Segundo Eduardo Amaro, que preside a entidade, com a previsão do Ministério da Saúde de que o pico da pandemia seria no fim de março e a recomendação de isolamento social, as cirurgias eletivas começaram a ser canceladas.

“O pico [da pandemia] ainda não aconteceu, não vimos esses pacientes da Covid-19, e as cirurgias eletivas desapareceram. Em alguns lugares, a taxa de ocupação dos leitos caiu 90%”, diz ele.

No Einstein, 520 cirurgias foram canceladas neste mês por conta da Covid-19. “É um impacto muito grande. Os procedimento eletivos, os exames complementares, são os que dão sustentabilidade financeira a uma organização de saúde”, diz Sidney Klajner, presidente do hospital.

Como cirurgião, ele fazia de 40 a 50 operações por mês. Em abril fez quatro procedimentos de urgência. Em março de 2019, o hospital realizou 2.393 cirurgias. No mês passado, foram 1.635.

“Há queda da receita, mas o custo fixo do hospital não muda, corresponde de 73% a 85% do custo total”, diz o médico Renato Couro, do IAG Saúde, empresa de gestão cuja base de dados reúne 22% dos usuários da saúde suplementar.

Ele estima uma redução média de 40% das internações com a suspensão das cirurgias eletivas, mas diz que nos últimos 45 dias, com a pandemia, houve diminuição da coleta de dados e pode haver subnotificação.

A Bionexo, que tem 127 hospitais como clientes na gestão de procedimentos que demandam órteses e próteses, afirma que a sua base de dados mostra que, na primeira semana de março, foram realizadas 5.800 cirurgias.

Um mês depois, no início de abril, foram 1.800. “É uma queda muito brusca na receita dos hospitais”, diz Rafael Barbosa, CEO da empresa.

Nesse período, também houve aumento de custos nas instituições pela compra de equipamentos de proteção individual, que tiveram preços muito inflacionados por causa da alta procura em todo o mundo.

Segundo dados da Bionexo, o valor das máscaras descartáveis, por exemplo, subiu mais de dez vezes –de R$ 0,30 a unidade, em fevereiro, para R$ 3,14, na semana passada.

Para Barbosa, não necessariamente as coisas vão voltar ao normal ainda neste ano. “Terá folga de caixa das operadoras. Existe um bloco de 30% das cirurgias, aquelas que podem ser controversas, como as de joelho ou de coluna, que a pessoa pode desistir e não fazer mais.”

É pensando nessa “folga de caixa” por procedimentos não realizados na pandemia que os hospitais tentam fazer com que as operadoras de saúde adiantem parte da receita por serviços ainda não prestados.

De acordo com Amaro, da Anahp, foi proposto às operadoras que os hospitais recebessem 85% do valor faturado no mesmo mês do ano passado, por três a quatro meses. “Mais para frente faríamos uma conta de chegada para descontar.”

Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) disse, por meio de nota, que a possibilidade de atender ou não o pedido é uma decisão individual e comercial de cada operadora.

Ela lembra que a suspensão de procedimentos eletivos é resultado de decisões pessoais dos pacientes e/ou da orientação de médicos e de autoridades de saúde , e não imposta pelas operadoras.

Segundo Reinaldo Sheibe, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), a entidade reconhece as dificuldades dos hospitais e que já orientou seus associados a negociarem alternativas diretamente com eles.

Para Mauro Novais, superintendente-executivo da Abramge, a situação financeira das operadoras também não é confortável, uma vez que, com as paralisação das atividades econômicas, os empregadores também enfrentam dificuldades financeiras e já atrasam pagamentos às operadoras.

“Temos boletos com 22 dias de atraso. A inadimplência é considerada a partir de 60 dias de atraso. E não adianta rescindir contratos. Temos que negociar, o momento está difícil para todos.”

Tanto a FenaSaúde quanto a Abramge acreditam que as pessoas com planos estão apenas postergando a busca por atendimento e que, quando a pandemia acabar, haverá um impacto muito grande sobre custos assistenciais e sobre a sinistralidade geral do sistema de saúde suplementar.

“Temos uma demanda reprimida de cirurgias eletivas, como as de hérnia de disco, de pé. A pandemia só está adiando, mas elas ainda vão acontecer”, diz Sheibe.

No Sírio-Libanês, por exemplo, embora os serviços de reabilitação e os consultórios de atendimento permaneçam fechados, o setor de exames já percebe uma retomada na última semana, segundo o diretor clínico, Fernando Ganem.

“A gente analisa caso a caso e vê a real necessidade. Também estamos revendo fluxos, agendando com maior espaço de tempo, fazendo pré-cadastro”, explica.

Segundo Wilson Shcolnik, presidente da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), está havendo uma recuperação do setor, mas muito lenta. “Coletas domiciliares cresceram muito, mas não os exames de imagem, que exigem deslocamento até as unidades.”

O setor trabalha hoje com 30% a 40% da capacidade e também busca linhas de crédito para a folha de pagamento dos empregados. “Se a oferta de crédito do Ministério da Economia for estendida para o nosso setor, poderá assegurar a manutenção de empregos.”

FOLHAPRESS

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