Economia

Governo fecha acordo com Congresso para garantir megaleilão do pré-sal

Um acordo entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a cúpula do Congresso fechado na quarta-feira, 25, à noite vai permitir ao governo realizar o megaleilão do pré-sal marcado para novembro, mesmo que deputados voltem a mudar a partilha entre Estados e municípios dos recursos previstos.

 

Há uma pressa pela aprovação porque o governo tem até o dia 15 de outubro para enviar um projeto de lei que coloca no Orçamento a previsão dos recursos. O governo precisa do montante do leilão para fechar as contas deste ano.

Ribeiro afirmou que duas possibilidades estão em negociação: a supressão do repasse para os Estados e a consequente destinação de 30% para os municípios ou uma nova divisão do montante, sendo de 10% para os Estados e 20% para os municípios. A segunda opção obrigaria o texto a voltar para o Senado. Estados como São Paulo, no entanto, protestam contra a ideia.

O acordo para não atrasar a realização do leilão do excedente da chamada cessão onerosa foi fechado na quarta entre Guedes e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Pelo combinado, será promulgada apenas a parte do texto em que há consenso entre deputados e senadores, o que inclui a autorização para o leilão e para o pagamento de R$ 33 bilhões da dívida da União com a Petrobrás.

Contexto

O acordo da cessão onerosa foi fechado pela Petrobrás com a União em 2010 e permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal na Bacia de Santos, sem licitação. Em troca, a empresa pagou R$ 74,8 bilhões. O governo estima, porém, que a área pode render de 6 a 15 bilhões de barris e fará um megaleilão, marcado para novembro, que pode render R$ 106,5 bilhões.

A PEC já foi votada pelos deputados e aprovada pelo Senado, mas como foi modificada, está novamente em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. De acordo com parlamentares que foram avisados sobre a manobra, o que não for promulgado porque não há consenso, como a divisão dos recursos com governadores e prefeitos, continuará tramitando na Casa. O que sobrar da proposta começará a tramitação do zero, com a definição de um novo relator e novos prazos.

Segundo o secretário adjunto da Fazenda, Esteves Colnago, o governo não vai entrar na discussão da divisão dos recursos. “A gente não concorda e nem discorda. Não queremos é que a PEC volte para o Senado porque temos pressa.”

Pelo texto aprovado pelo Senado e agora em análise na Câmara, a divisão dos R$ 106,5 bilhões que podem ser arrecadados com o megaleilão do pré-sal, marcado para novembro, será assim: R$ 10,95 bilhões (15%) serão repassados a Estados, seguindo os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE); outros R$ 10,95 bilhões (15%) serão distribuídos para os municípios, de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM); R$ 2,19 bilhões (3%) ficarão com Rio de Janeiro e R$ 48,9 bilhões, com a União.

“No novo modelo de Brasil, acho que os recursos precisam ser melhor distribuídos para os municípios que são os que tocam o dia a dia das pessoas e hoje estão quebrados”, afirmou Ribeiro ao Estadão/Broadcast.

Precariedade

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Arolde, avaliou que a mudança é benéfica, mas ponderou que os Estados também enfrentam situações precárias. “Claro que quanto mais recursos puderem, ser destinados para quem está na ponta da vida cotidiana do cidadão, melhor. Mas também sei que alguns Estados estão em situação muito ruim”, disse.

Apesar do prazo exíguo, Ribeiro reclama que não foi procurado por ninguém do governo e que ele teve que procurar o líder na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para saber se teria apoio ao seu relatório. “Parece que esse tema não é importante para o governo.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse governo federal é só embolsando dinheiro, é do presal, venda disso, daquilo outro. Agora reverter esse dinheiro pra o povo ou pra economia, NADA.

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Economia

FMI confirma suspensão de ajuda à Argentina, diz agência

O diretor-gerente interino do FMI (Fundo Monetário Internacional), David Lipton, afirmou que o fundo poderá suspender o programa de ajuda financeira à Argentina. Em entrevista à rádio da agência de notícias Bloomberg, Lipton afirmou que a suspensão se deve às incertezas políticas e econômicas que o país atravessa.

“A situação da Argentina agora é extremamente complexa”, afirmou.

Segundo ele, o FMI irá “trabalhar para uma eventual retomada da relação, que terá que esperar um pouco”.

A Argentina havia fechado um acordo de ajuda financeira de US$ 56 bilhões (R$ 232 bilhões) com o FMI no ano passado.

No mês passado, porém, a declaração de moratória do país colocou a ajuda financeira do FMI em risco. Ainda que a moratória tenha sido apenas sobre dívida local, sem afetar o contrato com o fundo, o governo argentino afirmou que buscaria uma renegociação dessa dívida com o FMI.

A crise argentina se agravou após a vitória da chapa kirschnerista liderada por Alberto Fernández  nas eleições primárias por larga vantagem, indicando chances de vitória sobre o atual presidente, Mauricio Macri, que tenta a reeleição.

Após a disputa, o dólar saltou de 45 para quase 60 pesos argentinos, elevando o risco de calote.  Investidores elevaram a 95% a chance de um calote no país nos próximos cinco anos.

Apesar do compasso de espera, o diretor do FMI afirmou que negociará com qualquer chapa que vença a eleição, em 27 de outubro.

“Nós ficaremos prontos para ajudar seja qual for o lado que vença a eleição presidencial”, afirmou Lipton.

“O maior desafio que existe é como acalmar o mercado e estabilizar a situação”, complementou, acrescentando que o fundo monitora o crescimento do mercado paralelo de câmbio após a imposição de alguns instrumentos de controle de capital.

A nova entrevista de Lipton ocorre apenas um dia após ele ter afirmado que o fundo tinha a intenção de continuar colaborando com as autoridades argentinas.

FOLHAPRESS

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Jornalismo

Projétil que matou Ágatha é de fuzil, mas não poderá ser comparado a armas de PMs

A polícia concluiu que o projétil que atingiu Ágatha Félix, 8, tem formato “adequado a armas de fogo do tipo fuzil”, mas não está em condições de ser comparado às sete armas apreendidas com policiais militares que estavam trabalhando na noite em que a menina foi morta.

Isso porque foi encontrado dentro do corpo da criança apenas um fragmento deformado desse projétil. Segundo o laudo do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), ele consiste em um núcleo de chumbo endurecido, sem seu revestimento metálico, pesando 4,5 gramas e medindo até 21,55 mm de comprimento.

Não será possível saber nem o calibre da arma que foi disparada. O projétil está “destituído de elementos técnicos para determinar calibre nominal, número e direcionamento das raias [ranhuras que indicam o calibre], bem como de microvestígios de valor criminalístico, fato que o torna inviável para o exame microcomparativo”, diz o relatório.

Foram apreendidos cinco fuzis e duas pistolas com policiais da UPP Fazendinha [Unidade de Polícia Pacificadora]. Desses armamentos, três fuzis foram usados na noite em que Ágatha foi baleada, e os outros quatro ainda passam por um teste de eficácia, para saber se funcionam.

Um outro laudo, do IML (Instituto Médico Legal), apontou que a menina tinha apenas uma perfuração nas costas. Ela morreu com lacerações (cortes) no fígado, no rim direito e em vasos do abdômen. Uma reconstituição do caso está marcada para a próxima terça-feira (1).

A kombi em que ela foi atingida já foi periciada e continua no estacionamento da delegacia, acessível a qualquer um que passa ao lado da unidade, com os vidros abertos. É possível ver a marca do tiro no banco traseiro, mas não há furos no porta-malas, que estava aberto no momento do disparo.

DEPOIMENTOS

Até a tarde desta quarta (25), haviam sido ouvidas 20 pessoas no total, segundo a Polícia Civil, sendo 11 policiais militares: oito da UPP Fazendinha, um sargento supervisor e dois da UPP Nova Brasília, que ajudaram no socorro.

Segundo o site G1, parte deles afirmou que a equipe disparou pelo menos duas vezes para se defender de criminosos. O grupo teria sido alvejado por um homem na garupa de uma moto e depois por traficantes de diferentes ângulos do Alemão.

Além dos policiais, prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios do Rio o motorista, o proprietário da kombi e mais três testemunhas. Nesta quarta também falaram quatro parentes de Ágatha —a mãe, o pai, um tio e uma tia.

Os pais rejeitaram veementemente a versão da PM de que um confronto ocorria no momento dos disparos, de acordo com o advogado Rodrigo Mondego, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ que tem acompanhado a família no caso.

“Não se sabe se estava tendo uma briga de bar atrás, um marido tentando matar a mulher atrás, um traficante de drogas dando tiro a esmo ou se foi o próprio policial que atirou, mas não havia tiroteio no local”, disse ele à imprensa na porta da delegacia.

A mãe de Ágatha, única dos familiares que estava dentro da kombi quando a menina foi atingida, afirma que não viu de onde partiram os tiros, mas que vieram da direção onde estavam policiais. Ela se lembra de ter avistado mais de dois agentes na rua.

Já o motorista da kombi, que prestou depoimento no sábado (21) e novamente na terça (24), afirmou que viu quatro policiais —dois de cada lado da via—, sendo que um deles teria atirado contra dois motociclistas sem camisa que passaram em alta velocidade ao lado da van. Ele havia encostado o veículo para que uma família desembarcasse.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Deveriam periciar as armas dos bandidos também !!! Ou eles possuem tratamento diferenciado pela lei ?

  2. Manchete tendenciosa e maldosa, pois, leva a entender que bandidos estão excluídos da investigação, levando a culpabilidade para os policiais militares. Traficantes usam armas mais potentes de que as polícias e ninguém pede as armas deles para investigar. Porquê será? Porquê quem critica, não pede para passar seis horas numa VTR, confrontando traficantes, para depois darem suas opiniões?

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Judiciário

Fachin vota para manter sentenças da Lava Jato, e julgamento no STF é adiado

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin votou por rejeitar a anulação de uma sentença da Lava Jato no início do julgamento que pode afetar uma das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e gerar uma reviravolta na operação.

A análise do recurso será retomada na tarde desta quinta-feira (26).

Único a votar na sessão desta quarta (25) e relator da Lava Jato na corte, Fachin discordou da tese apresentada pela defesa de Márcio de Almeida Ferreira, ex-gerente de Empreendimentos da Petrobras, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O julgamento no plenário do Supremo, composto por 11 ministros, vai decidir se réus delatores devem apresentar suas alegações finais em processos antes dos demais acusados e se ações que não seguiram esse rito anteriormente devem ter suas sentenças revistas.

Fachin afirmou que a ordem das considerações finais não está na lei e que uma decisão só pode ser considerada nula quando há prejuízo ao réu.  “Não há na lei expressa, no ordenamento jurídico infraconstitucional, que sustente a tese da impetração [da defesa].”

De acordo com o ministro, a delação não desencadeia “efeito acusatório”, ou seja, delator continua réu no mesmo processo igual ao delatado. Assim, sustentou, não há motivos para prazos diferentes.

“Não me convenci da tese [da defesa]”, disse o relator da Lava Jato no STF. Segundo ele, os advogados não apontaram qualquer cerceamento efetivo ao direito do contraditório.

Em sustentação no plenário, o advogado Marcos Vidigal de Freitas Crissiuma, que representa Ferreira, afirmou que “réu colaborador não é defesa, é acusação”.

“Ele está ali por obrigação legal para incriminar quem está no processo”, disse. Segundo Crissiuma, um delator pode falar por último, nas alegações finais, e impedir a contra-argumentação do réu delatado. “Isso é grave”, afirmou. “Aqui está em jogo a discussão de uma ordem democrática.”

Crissiuma pediu a nulidade do processo e a reabertura do prazo para as alegações finais.

No pedido ao STF, a defesa diz que a primeira instância da Lava Jato “acertadamente estipulou que os réus colaboradores [delatores] fossem ouvidos antes dos demais [delatados]”, mas, nas alegações finais, “estabeleceu prazo conjunto para todos os réus, colaboradores e não colaboradores”.

O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, negou haver qualquer motivo para anular a decisão de primeiro grau, proferida pelo então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

“Não viola qualquer previsão legal, cumpre o que a lei expressa”, disse Martins, em sua primeira sustentação oral no STF. “Não há como se reconhecer a nulidade.”

Como a Folha mostrou na terça-feira (24), uma saída costurada no Supremo para limitar os efeitos de uma decisão favorável às defesas seria atender apenas réus que pedem desde a primeira instância o direito de apresentar alegações finais por último.

Entre os casos de Lula na Lava Jato, isso tornaria passível de revisão o do sítio de Atibaia (SP), mas não o do tríplex de Guarujá (SP), sentenciado por Moro em 2017.

No processo em que o petista foi condenado em razão de reformas bancadas por emprei teiras no sítio, o processo poderia retroagir em nove meses. As alegações finais do processo foram entregues em janeiro, um mês antes da publicação da sentença de primeira instância, proferida pela juíza Gabriela Hardt, que substituíra Moro temporariamente em Curitiba.

Enquanto Fachin proferia o voto no plenário, dois grupos protestavam na praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo. Um deles carregava a bandeira “Lula Livre” e outro, de defesa da Lava Jato.

Houve confusão entre manifestantes pró-Lava Jato, que empurraram a grade. A Polícia Militar usou bomba de gás pimenta e dispersou o grupo. Com pixulecos de ministros, o grupo pedia impeachment de integrantes da corte.

Em nota, a PM informou que os manifestantes lançaram pedras e pedaços de paus contra os policiais. Um deles ficou ferido com uma pedrada no rosto. Ele foi encaminhado a um hospital e levou pontos.

CASO BENDINE

O plenário do STF foi chamado a se pronunciar se réus delatores devem apresentar suas considerações finais em processos antes dos demais acusados depois de a Segunda Turma da corte ter anulado condenação em primeira instância imposta pelo então juiz Moro.

Em agosto, a turma composta por cinco ministros tornou sem efeito a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, por corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão se deu justamente por essa questão técnica ligada ao cerceamento da possibilidade de defesa e foi considerada uma das principais derrotas da história da Lava Jato.

A defesa de Bendine argumentou que Moro abriu prazo para alegações finais simultaneamente para todos os réus, os que tinham fechado acordo de delação e os que não tinham —caso do ex-presidente da Petrobras.

Com base no princípio constitucional do direito à ampla defesa e ao contraditório, a maioria da turma concordou com a tese da defesa e determinou a primeira anulação de uma sentença de Moro por questões processuais.

Com a decisão do STF, o processo de Bendine voltou para a primeira instância da Justiça Federal em Curitiba.

Moro havia condenado Bendine, em março de 2018, a 11 anos de prisão. Posteriormente, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve a condenação, mas reduzindo a pena para 7 anos e 9 meses.

Bendine assumiu a presidência da Petrobras em fevereiro de 2015, no governo Dilma Rousseff (PT), em meio à Lava Jato. Ele foi preso sob suspeita de ter pedido R$ 3 milhões à Odebrecht para proteger a empreiteira nos contratos com a estatal. Em março de 2018, foi condenado por Moro e permaneceu preso até abril passado.

ENTENDA O QUE ESTÁ  EM DISCUSSÃO NO STF

O que o Supremo decidiu em agosto?
A Segunda Turma decidiu anular, por 3 votos a 1, a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, por corrupção e lavagem de dinheiro. A maioria entendeu que Bendine deveria, como requereu sua defesa ao ex-juiz, ter apresentado suas alegações finais na ação penal depois dos outros réus que eram delatores

O que são as alegações finais?
São a última etapa de uma ação penal antes da sentença. É a última oportunidade para as partes apresentarem seus argumentos

Qual foi interpretação do STF para o caso?
Os ministros da Segunda Turma entenderam que, para garantir o amplo direito à defesa, assegurado pela Constituição, o delatado deve apresentar suas alegações depois do delator

O que o plenário discute agora?
A questão das alegações finais em outro caso: o do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, também condenado por corrupção e lavagem. Apenas o ministro Edson Fachin apresentou seu voto, sendo contrário à anulação da sentença.

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Judiciário

Principal centro de formação do MST no Nordeste é alvo de despejo da gestão Bolsonaro e Governo de PE informa que não vai executar sentença

Centro de formação do MST, em Caruaru (PE), alvo de ação de despejo judicial
foto João Valadares

 

O governo Jair Bolsonaro (PSL), por meio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), conseguiu decisão favorável da Justiça Federal para despejar, em Caruaru, interior de Pernambuco, o maior centro de formação nordestino do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que faz parte do bloco nordestino de oposição a Bolsonaro, tenta evitar a execução da sentença e já informou que não pretende usar a força policial para auxiliar na reintegração de posse, caso não se encontre uma saída.

“A orientação do governador é para que não ocorra conflagração, que este processo não seja executado”, diz o líder do governo na Assembleia Legislativa de PE, deputado Isaltino Nascimento (PSB).

O centro de formação, batizado há 20 anos com o nome do educador pernambucano Paulo Freire, faz parte da área comum do assentamento Normandia. O local conta com três agroindústrias, 52 alojamentos, salas de aula, auditório para 700 pessoas, centro comunitário, quadra esportiva, academia pública para atividades físicas, creche e refeitório.

Há duas semanas, o MST montou acampamento no local com 1.500 pessoas e espera dobrar a quantidade até o final desta semana. “Vamos resistir”, disse Jaime Amorim, um dos coordenadores nacionais do movimento.

O processo tramitava desde 2008 e foi transitado em julgado contra o MST no final de 2017. Em agosto passado, 20 dias após ser nomeado superintendente do Incra em Pernambuco, o coronel da PM Marcos Campos de Albuquerque solicitou que a Justiça Federal ordenasse o cumprimento da sentença.

O juiz da 24º Vara Federal Tiago Antunes de Aguiar acatou o pedido e deu prazo de 30 dias, a contar da notificação, para desocupação espontânea da área. Em seguida, após reuniões com representantes do governo estadual e deputados federais da comissão de direitos humanos da Câmara, o magistrado concedeu 10 dias para posicionamento oficial do Incra.

O prazo final é 10 de outubro, e o juiz determinou uso da força policial para cumprimento da medida. O Incra, diferentemente do que afirma o MST, alega que as construções na área comum do assentamento foram feitas sem a anuência do órgão federal.

O local é considerado o coração do movimento social na região por já ter formado, em parcerias com universidades federais e estaduais, mais de 8.000 pessoas só em cursos de graduação e pós-graduação.

A fazenda, com 556 hectares, foi invadida pelo MST em maio de 1993. Em abril de 1996, após greve de fome que durou 10 dias, uma equipe do Incra de fora de Pernambuco vistoriou o local e emitiu laudo atestando que o imóvel era improdutivo.

Um ano depois, o Incra concedeu a posse da área a 41 famílias. Posteriormente, o imóvel virou oficialmente um assentamento. Cada lote tem 10 hectares.

O líder dos sem-terra Jaime Amorim conta que, na época, a única orientação do Incra era para que as famílias dos assentados não utilizassem a casa grande. “Mas nos orientaram a destinar parte do assentamento para fazer capacitações. E foi isso que nós fizemos, tudo com a concordância deles.”

Após a formalização de duas associações, uma para cuidar do assentamento e outra para gerir o centro de formação, a área, além dos lotes individuais, foi dividida. Há uma agrovila (15 hectares), onde moram as famílias até hoje, uma reserva florestal (105 hectares), uma área para produção coletiva gerida por uma cooperativa (20 hectares) e o Centro de Formação Paulo Freire (14 hectares).

O movimento doou 0,7 hectare para a diocese de Caruaru porque havia uma igreja no local.

O processo administrativo teve origem logo depois que o imóvel virou assentamento. Quatro famílias de assentados acionaram o Incra por se sentirem prejudicadas pela construção do centro de formação na área de acesso do assentamento.

“O que aconteceu é que não demos bola, não atuamos no processo e perdemos em todas as instâncias. Não atuamos porque o próprio presidente nacional do Incra veio aqui em 2008 e disse para não nos preocuparmos que a questão seria resolvida administrativamente”, afirma Jaime Amorim.

Segundo o secretário de Agricultura de Pernambuco, Dilson Peixoto, o estado aceita receber a área numa solução negociada com o Incra. “Se, no final, existir realmente uma obrigatoriedade a partir de uma decisão judicial para cumprimento da sentença, a gente vai ter que debater, com o juiz seja lá com quem for, o nosso papel.”

Na sexta-feira passada (20), a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, encaminhou ofício à presidência do Incra pedindo um solução conciliatória e pacífica. Ela fez um histórico do assentamento e lembra que o local cumpre sua função social.

Por meio de nota, o Incra lembra que a ação é de 2008 e foi instituída porque houve na área de domínio coletivo dos assentados a edificação do centro sem autorização do Incra. “Cumprida a ordem judicial, o Incra procurará regularizar a área na forma da legislação vigente, a fim de promover benefícios a todos os assentados”, diz. Não há detalhamento do que será feito na área.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Por gentileza, me digam qual dia o trator vai passar por cima do centro Paulo Freire que eu vou contribuir pra abastecer o tanque.

  2. Eles são formados pra quê??? Queimar pneus e obstruir rodovias??? A mando desses políticos de esquerda??? Bancados com dinheiro de desvios…

  3. Cumprimento de ordem judicial NÃO tem a ver com o "governo de Jair Bolsonaro". Matéria que já começa com um viés ideológico esquerdista escancarado, visto que a sentença é de 2017 (Michel Temer, que foi Vice-presidente de Dilma Rousseff) e o processo iniciou no governo de Luiz Inácio Ladrão da Silva (2008). Com o objetivo de desinformação. A SENTENÇA TRANSITOU EM JULGADO. Portanto, ao gestor público cabe cumpri-la, NÃO HÁ ESCOLHA, É ATO VINCULADO!
    Ao governador Paulo Câmara: O NÃO CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL É CRIME DE RESPONSABILIDADE, conforme o art. 12 da Lei 1.079/50.
    O que é revoltante na esquerda, principalmente a brasileira, é o descumprimento de ordem legal, o agir de forma ilegal, e promover o caos sob berros de revolucionários. O governador, agindo conforme a matéria, deveria ser preso; já a imprensa, particularmente a Folha, Estadão, Globo, Brasil 247 , Revista Fórum e afins, é vil, é desonesta.

  4. Se o Governador se negar a cumprir decisão judicial ele pode ser denunciado por crime de desobediência, bem que a justiça poderia fazer o mesmo e exigir a desocupação das instalações do colégio agrícola dez Ceara mirim que encontra-se ocupada por este grupo. Não sei como um grupo que se quer tem CNPJ consegue tantas beneces do governo, pois até igreja é exigido CNPJ para poder existir legalmente.

  5. Se a polícia de lá não quiser cumprir, joga esse governador na cadeia com os comandados da polícia, e apruma os espinhaço desses vagabundo do mst no porrête.

  6. Bote esses vagabundos pra trabalhar.
    Um centro de formação de vagabundos.
    Era só o que faltava.
    Deplorável esse PT.

  7. Enfia o pé na bunda desse VAGABUNDOS , e passa a máquina por cima , amo nso se produz um pé de alface, só vagas espera de pão com mortadela

    1. Esse centro segue os princípios socialistas à risca, foi construído em cima do patrimônio alheio.

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Judiciário

Amarn repudia vetos à Lei do Abuso de Autoridade

A Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn) emitiu uma nota de repúdio contra a Lei de Abuso de Autoridade aprovado no Congresso Nacional.

Confira nota na íntegra

A AMARN – Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte lamenta profundamente a aprovação da Lei nº 13.869/2019 no Congresso Nacional, fato que se deu no dia 14 de agosto do ano em curso. Em virtude de ser nítido que o texto normativo apresentava, desde a sua origem, diversos vícios jurídicos e padecia de inconstitucionalidade patente, a AMARN, junto com outras Associações de Magistrados do País e com a própria AMB – Associação dos Magistrados do Brasil, não poupou esforços para alertar o Parlamento sobre os riscos que uma lei com tanto desamor à arte da boa redação legislativa causaria à sociedade brasileira.

Entretanto, após aprovação do texto, verificou-se que os trinta e seis vetos enviados pela Presidência da República, na mensagem nº 406, de 5 de setembro de 2019, diminuiriam os efeitos maléficos trazidos pela lei no que se refere ao enfraquecimento dos órgãos e instituições envolvidos, principalmente, no combate à corrupção e ao crime organizado que assolam nosso Brasil.

Ocorre que, na data de ontem, 24/09/2019, praticamente derrubando todos os vetos do Presidente da República, a Pátria assistiu a uma sessão do Congresso Nacional nitidamente marcada pelo objetivo de tornar concreto o sentimento de desforra que esteve presente desde a primeira linha redigida no trabalho de confecção da Lei nº 13.869/2019. Referida vindita mirou na magistratura e acertou os anseios da sociedade brasileira que experimentou, depois de longos anos de desalento, o gosto dos primeiros passos da grande jornada que é o fim da impunidade, enxergando políticos e autoridades de todos os escalões e todos os Poderes da República, antes intocáveis, respondendo por seus atos que tanto atrasavam – e continuam a atrasar – o desenvolvimento deste País.

O Brasil viveu ontem uma lamentável página da história de seu Parlamento. O que se viu no Plenário da Casa, que tem como Patrono o Jurista Rui Barbosa, foi um Congresso nacional vingativo, enraivecido, que sem observar normas básicas relacionadas ao devido processo legislativo, aprovou, em sessão atropelada, sem o aprofundamento necessário que uma discussão com esse tema e essa natureza requer, um conjunto de normas criminais que, se em todo lugar do mundo serve para proteger os cidadãos dos desmandos autoritários de agentes públicos que se desviam de sua missão de bem servir à sociedade e terminam por violar direitos de pessoas inocentes, no Brasil permitirá que perigosos corruptos e criminosos delinquentes possam achacar juízes, promotores, policiais e demais agentes que possuem como missão, não pessoal, mas inerente aos cargos que ocupam, o dever de fazer cumprir as leis e defender, dentre outros valores da sociedade, as leis que cuidam da proteção ao erário nacional tão aviltado nas últimas décadas.

Por fim, a AMARN, ao mesmo tempo em que repudia com veemência todos esses ataques contra as instituições, sobretudo ao Poder Judiciário, assegura à sociedade potiguar e brasileira que não descansará e nem deixará esfriar o sentimento de luta que, até o fim, será alimentado para que restem demonstradas as ilegalidades e inconstitucionalidades contidas na lei ontem aprovada e possa, ao final, extirpá-la do mundo jurídico através dos remédios legais disponíveis em nosso Ordenamento Jurídico.

Herval Sampaio – Presidente da Amarn

Opinião dos leitores

  1. Bg este comentário não tem nada a ver com o post acima. É só para alertar que o exemplo de Gustavo Jornaleiro Negreiros é válido para qqr comunicador que se exceda. Vocês, reacionários e bolsonarista, dependem de patrocínio. Portanto, respeitem as pessoas ou as redes sociais vão cobrar.

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Judiciário

Bolsonaro assina nomeação de Augusto Aras na PGR

O presidente Jair Bolsonaro nomeou Augusto Aras como novo procurador-geral da República. O decreto com a nomeação foi publicado edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Mais cedo, o plenário do Senado aprovou a indicação de Aras 68 votos a favor, 10 contrários e uma abstenção. Era a última etapa que faltava para que o subprocurador-geral estivesse apto a assumir o cargo, para um mandato de dois anos.

No início da tarde, Augusto Aras também havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, após sabatina que durou pouco mais de cinco horas. Aos membros da CCJ, ele respondeu perguntas sobre Operação Lava Jato, meio ambiente, separação dos poderes, dentre outros temas.

Depois de ter seu nome aprovado pelos senadores, Aras foi até o Palácio do Alvorada para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro.

Perfil

Augusto Aras ingressou no Ministério Público Federal (MPF) em 1987. Ele é doutor em direito constitucional pela PUC de São Paulo. Foi procurador regional eleitoral na Bahia de 1991 a 1993, representante do Ministério Público Federal (MPF) no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), entre 2008 e 2010, e corregedor auxiliar do MPF.

O subprocurador também é professor da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) desde 2002 e da Universidade de Brasília (UnB), onde leciona direito comercial e eleitoral. Como membro do MPF, Aras também teve atuação em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e integrou o Conselho Superior do MPF, além de ter sido titular da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão em matéria de direito econômico e do consumidor do MPF.

Agência Brasil

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Política

Para Bolsonaro, é preciso “algo mais concreto” sobre Fernando Bezerra

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, afirmou hoje (25) que o presidente Jair Bolsonaro espera “algo de mais concreto” para tomar qualquer decisão sobre a permanência do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) no cargo de líder do governo no Senado. Na semana passada, o parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF). Após a ação da PF, o líder do governo colocou o cargo à disposição.

“Em recente entrevista, o presidente Jair Bolsonaro disse: ‘é preciso de algo mais concreto’, segundo avaliação do próprio presidente. ‘Não posso tirá-lo de lá com uma busca e apreensão de um processo antigo, que nós já sabíamos que existia'”, disse o porta-voz, em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto. Foi uma menção de Rêgo Barros a declarações dadas pelo presidente ao jornal Correio Braziliense, quando ele ainda estava em Nova York, nos Estados Unidos, para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

As ações da Polícia Federal no gabinete de Fernando Bezerra fazem parte da Operação Desintegração, desdobramento da Operação Turbulência, e foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Luís Roberto Barroso. A PF apura um suposto esquema de propinas pagas por empreiteiras que executaram obras custeadas com recursos públicos e que, supostamente, beneficiaram os parlamentares. As supostas irregularidades teriam sido cometidas em 2016, quando o senador era ministro da Integração Nacional no governo de Dilma Rousseff.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Acho ótimo são as suspeitas, tudo na cara de todo mundo, mas é tudo suposição. Brasil é uma graça.

  2. Ora, quem tem Bandido de estimação são os outros. O mico tem apenas no partido dele, na própria família e na família da 3ª esposa.

  3. Esperava uma posição bem mais firme do nosso Presidente. O mesmo pau que bate em Chico TEM QUE BATER em Francisco obrigatoriamente , senão não existe ética nem seriedade.

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Saúde

Comissão aprova reincluir cubanos no Mais Médicos por até dois anos

Uma comissão formada por deputados e senadores aprovou nesta quarta-feira (25) um relatório que propõe a reincorporação de médicos cubanos ao programa Mais Médicos por até dois anos.

Nesse período, os médicos devem receber o valor integral da bolsa de R$ 11.800 mensais ofertada no programa e prestar até quatro provas para revalidação do diploma. Se aprovados, poderão continuar a atuar como médicos no país.

A proposta integra relatório apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) em comissão criada para analisar o texto da medida provisória que cria o programa “Médicos pelo Brasil”, previsto para substituir progressivamente o Mais Médicos.

Após ser aprovado na comissão, o texto com as regras para o novo programa segue agora para os plenários da Câmara e Senado. A expectativa do governo é que a medida provisória seja aprovada até novembro deste ano.

Com isso, as primeiras seleções do Médicos pelo Brasil seriam realizadas em 2020. A previsão é que o programa contemple até 18 mil vagas, a maioria em municípios de difícil acesso e no Norte e Nordeste.

Apesar de ter como foco original a criação do novo programa, a comissão mista acabou por concentrar boa parte dos debates em pontos extras, como mudanças nas regras para revalidação do diploma de médicos formados no exterior e ajustes na lei do Mais Médicos —caso, por exemplo, da reinclusão dos cubanos.

Para Moura, que foi relator da comissão, a reincorporação dos médicos cubanos no Mais Médicos é uma medida “humanitária”. A estimativa atual é que 1.700 médicos tenham ficado no Brasil após o fim da participação de Cuba no Mais Médicos. “São médicos que ficaram na condição de refugiados”, afirma.

Ele reforça que a medida será limitada aos profissionais que atuavam no programa no momento do anúncio do encerramento dos contratos, o que ocorreu em novembro de 2018.

A proposta foi aprovada um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmar, na ONU, que os médicos cubanos “não tinham comprovação profissional” e que aqueles que decidiram ficar no Brasil “se submeterão à qualificação médica para exercer sua profissão”.

Revalida

Além da reinclusão dos cubanos, o texto aprovado na comissão altera as regras previstas para revalidação de diploma para formados no exterior. Entre elas, está a realização de duas provas por ano do Revalida, nome dado ao exame aplicado para médicos estrangeiros interessados em atuar no Brasil. Hoje, não há prazo fixo.

Os custos da prova também passariam a ser cobrados dos profissionais no momento da inscrição. Em voto complementar, o relator sugeriu que esse valor tenha como teto o valor da bolsa de residência médica, de R$ 3.400.

Em outra medida, o texto também abre espaço para maior participação de faculdades privadas nesse processo, o que tem gerado polêmica junto a entidades médicas, que prometem pressionar para que a proposta seja revista.

Outras duas medidas foram incluídas no texto durante a votação do relatório na comissão. Uma delas foi a possibilidade de que estados e municípios façam consórcios para contratar médicos no Mais Médicos, inclusive com apoio de organizações estrangeiras. Para o autor da medida, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), a medida visa atender áreas que não forem supridas pelo Médicos pelo Brasil.

Outra é a previsão de que médicos federais recebam gratificação de desempenho prevista na carreira da Previdência, da saúde e do trabalho. Membros da bancada governista contestaram a medida, dizendo que ela traria impacto no orçamento com despesas indevidas e não tinha relação com o Médicos pelo Brasil. A proposta, no entanto, foi aprovada pelos demais parlamentares.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Como podem? São espiões comunistas cubanos, não são médicos. Vieram fomentar a revolução comunistas.

  2. Mas, mas, mas… ontem mesmo o "mitu" n disse na onu q era tudo um bando de terrorista comunista de formação duvidosa?

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Política

Tribunal da Lava Jato frustra Lula e barra mensagens hackeadas de Moro e Deltan na ação do sítio

A 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) negou provimento na tarde desta quarta, 25, por unanimidade, ao agravo regimental interposto pela defesa do ex-presidente Lula que requeria a inclusão de mensagens divulgadas pelo site The Intercept nos autos do processo criminal sobre o sítio de Atibaia.

As informações foram divulgadas pelo TRF-4 – 021365-32.2017.4.04.7000/TRF

No recurso, os advogados requeriam que todos os diálogos apreendidos na Operação Spoofing que se relacionassem direta ou indiretamente com Lula fossem anexados aos autos para uso como prova compartilhada.

A Operação Spoofing investiga as invasões de contas do aplicativo Telegram de mil autoridades e agentes públicos que atuam na Operação Lava Jato, inclusive o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, e do ex-juiz Sérgio Moro.

Seis hackers estão presos.

Segundo o relator do processo no TRF-4, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, as correspondências foram obtidas ‘por meio de interceptação de mensagens trocadas em ambiente privado por autoridades públicas sem a devida autorização judicial, o que torna o material imprestável como prova’.

O magistrado ressaltou que ‘mesmo que fosse desconsiderado o contexto criminoso em que foram capturadas as mensagens, a validação indireta ou por meio de peritos particulares não tem efeitos processuais’.

Segundo Gebran, ‘não há como concluir pela correspondência exata entre as mensagens constantes do inquérito policial e aquelas divulgadas por veículos de imprensa, existindo materiais de origens diversas, não podendo a validação de um diálogo ampliar-se para outros’.

Da decisão da 8.ª Turma sobre o agravo regimental ainda cabem embargos de declaração.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O medo do Lula é grande. Medo das novas condenações que certamente virão.
    #LULAPOLÍTICOBANDIDOCONDENADO

  2. OLÊ, OLÊ, OLÊ, OLÁ… LU-LA! LU-LA! SE APERREIE NÃO, MEU PRESIDENTE… O MUNDO ASSISTE ABISMADO A PODRIDÃO DO JUDICIÁRIO "BRAZILEIRO".

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Polícia

Sobe para 13 as cidades do Ceará com ônibus queimados e ataques

Subiu para 13 as cidades do Ceará que já sofreram ataques criminosos nessa onda de violência que desde sexta-feira (20) voltou a assustar a população.

Já foram cerca de 50 atos, que tiveram incêndios a ônibus, caminhões, concessionária e ataque a prédios públicos e privados —57 suspeitos foram detidos.

Em janeiro, na primeira onda de ataques também atribuída a facções criminosas, foram 50 cidades atacadas em mais de 280 atos criminosos.

Por enquanto, o governo do Ceara não solicitou ao Ministério da Justiça a presença de agentes da Força Nacional de Segurança, como em janeiro nos primeiros ataques —foram 408 deslocados por 30 dias ao estado.

Mas já ocorreram duas conversas entre o governador Camilo Santana (PT) e o ministro Sérgio Moro e dois pedidos foram feitos e aceitos: liberação de vagas em presídios federais para lideranças de facções (dez ao menos) e envio de 200 radiocomunicadores para ajudar no contato dos agentes de segurança cearenses.

A reportagem apurou que o governo cearense não descarta a solicitação da Força Nacional, mas apenas se os ataques se intensificarem. A avaliação nesse momento é que os agentes cearenses dão conta da prevenção e captura de suspeitos.

Duas pessoas tiveram ferimentos leves nos incêndios —uma mulher queimou os pés ao sair de um ônibus e um homem machucou a perna no ataque a um caminhão. Entre os adolescentes apreendidos um deles está em estado grave com 70% do corpo queimado.

A população sofre principalmente com a falta de ônibus, já que as empresas reduziram a frota nos dois últimos dias, e com atraso ou até falta de coleta de lixo.

Caminhões dessas empresas são dos principais alvos dos criminosos e muitos não saem das garagens. Nesta quarta (25), pontos e terminais de ônibus voltaram a ficar cheios pela manhã e ao final da tarde. Linhas com rotas consideradas mais perigosas continuam com escolta policial.

Nesta quarta houve ataques no interior, como um clube de tiro em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, ônibus em Maranguape e Várzea Alegre e um caminhão em Juazeiro do Norte.

Na noite de terça (24), criminosos queimaram vegetação próxima ao estádio Arena Castelão, que no próximo final de semana receberá um dos mais famosos festivais de forró do estado.

A tentativa de atingir a gigante estrutura preparada para o show falhou com seguranças contratados pela empresa organizadora acionando a polícia. Oito suspeitos foram presos.

Em fevereiro, em entrevista à Folha, Santana disse que a presença da Força Nacional servia mais como efeito psicológico à população do que de prevenção de fato, já que recebeu pouco mais de 400 homens do governo federal contra os 29 mil que tem no Ceará.

O governo do Ceará atribuiu o movimento a membros de facções criminosas por motivo semelhante ao de janeiro: o endurecimento de regras em unidades prisionais. Ao menos 257 presos foram transferidos e isolados desde o início dessa nova onde de ataques.

Folhapress

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Judiciário

Frente de procuradores e juízes vai ao STF contra lei de abuso de autoridade

Uma frente que reúne diversas associações de procuradores e juízes afirmou nesta quarta-feira (25) que pretende questionar no STF (Supremo Tribunal Federal) trechos da lei sobre abuso de autoridade.

A entidade classificou de “retrocesso sem precedentes” a derrubada pelo Congresso, na terça (24), de parte dos vetos presidenciais à lei. Para a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público, o projeto prejudica o “combate à impunidade, à criminalidade e a ilegalidades” no Brasil.

Em nota, a frente disse que deve questionar no Supremo trechos da lei que contêm “manifestas inconstitucionalidades”. O texto também afirma que as entidades vão trabalhar para que haja uma regulamentação precisa da norma, uma vez que consideram haver “termos vagos e imprecisos” na legislação que saiu do Parlamento.

A frente é composta por agremiações como a Associação Nacional dos Procuradores da República e a Associação dos Magistrados Brasileiros. Para elas, o texto original aprovado pelo Congresso em agosto foi votado “às pressas”, sem discussão e num “turbulento ambiente político”.

Os vetos presidenciais teriam sido importantes para reduzir “graves problemas” no projeto, segundo a entidade. “A decisão de senadores e deputados federais de rejeitar a maioria dos vetos do Palácio do Planalto, produziu uma lei subjetiva, vaga e repleta de imperfeições”, diz a nota da entidade.

A frente afirma que as associações “sempre defenderam o aperfeiçoamento da legislação sobre o abuso de autoridade, mas esse aprimoramento deveria ser gestado a partir de debate amplo, em tramitação ordinária, sem açodamento e sem gerar o alto potencial de criminalização da regular atuação de juízes e membros do Ministério Público”.

As entidades de magistrados e procuradores dizem ainda que a lei vai inibir a atuação da juízes, do Ministério Público e das forças de segurança, prejudicando processos e investigações e contribuindo para a impunidade. “A legislação aprovada impõe o medo e o receio na atuação de juízes, promotores e procuradores”, conclui a frente.

Na noite de terça-feira, o Congresso Nacional derrubou vetos feitos por Bolsonaro a 18 dispositivos da lei. A ação dos parlamentares foi considerada uma derrota para o presidente e para o ministro Sergio Moro (Justiça).

Várias das punições para agentes públicos previstas na versão votada em agosto pelo Legislativo —e vetadas posteriormente por Bolsonaro— foram restabelecidas por deputados e senadores.

Entre elas, o trecho que estabelece detenção de um a quatro anos para quem decretar prisão “em manifesta desconformidade com as hipóteses legais”, o que determina a mesma pena para o agente que deixar de relaxar prisão ilegal, o que pune a autoridade que constranja o detento a produzir prova contra si mesmo ou aquela impeça, sem justa causa, a entrevista reservada do preso com seu defensor.

Também foi reincorporado ao texto da lei o dispositivo que determina detenção de seis meses a dois anos para o agente público que impedir o acesso, por parte do interessado ou de seu advogado, aos autos da investigação, salvo em casos em que o sigilo é “imprescindível”.

Ao rejeitar um último veto presidencial, os parlamentares ainda voltaram a criminalizar o desrespeito de prerrogativas de advogados, como o sigilo das comunicações telefônica e eletrônica, bem como a inviolabilidade dos seus escritórios.

Por outro lado, alguns vetos foram preservados pelo Parlamento.

Um dos artigos agora definitivamente suprimidos previa, como punição substitutiva à prisão, a possibilidade que o agente público fosse impedido de exercer funções de natureza policial ou militar no município em que o crime tenha sido praticado ou onde resida a vítima.

Também entra nesse rol o trecho que estabelecia uma pena para a autoridade que efetua prisão ou busca e apreensão que não esteja em situação de flagrante ou sem ordem judicial.

Foi preservado ainda o veto ao item que criava uma punição para quem submeter o preso ao uso de algemas quando não há resistência ou ameaça de fuga, entre outros.

A derrubada dos vetos de Bolsonaro teve aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que, assim como outros senadores, ficou bastante irritado com a operação da Polícia Federal na semana passada que fez busca e apreensão contra o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

O resultado no Congresso foi visto como uma resposta à ação da PF, subordinada a Moro. O ministro é contrário a diversos pontos do projeto de abuso de autoridade, assim como integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, onde ele atuou como juiz federal antes de integrar o governo Bolsonaro.

Para o Planalto, os dispositivos vetados traziam termos genéricos e com ampla margem de interpretação, o que geraria insegurança jurídica se entrassem em vigor. Esse argumento é contestado por especialistas em direito penal defensores da proposta.

Segundo o projeto aprovado, para configurar abuso de autoridade é necessário que o ato seja praticado com a finalidade de prejudicar alguém, beneficiar a si mesmo ou a outra pessoa ou que seja motivado por satisfação pessoal ou capricho.

A lei entra em vigor em janeiro de 2020.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. APROVEITO PARA PEDIR AO BLOGUEIRO QUE FAÇA UMA MATERIA COM O ABUSO DE AUTORIDADE DO NOSSO MINISTERIO PUBLICO DO RN, SUAS MORDOMIAS, SEUS ALTOS SALARIOS, QUEM SÃO OS PARENTES QUE ESTAO INDICADOS EDM ORGAOS PUBLICOS, PRECISA FAZER UMA DEVASSA, PAGAMOS CARO PARA MANTE-LOS , QUEM OS INVESTIGA???

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Esporte

Atleta brasileira perde medalha de ouro conquistada no Pan

A Organização Desportiva Pan-Americana (Panam Sports) anunciou na tarde desta quarta-feira (25) que a judoca brasileira Rafaela Silva perdeu a medalha de ouro na categoria até 57 kg que conquistou na última edição dos Jogos Pan-americanos, que aconteceram este ano em Lima.

Rafaela deu positivo em um exame antidoping realizado no dia 9 de agosto. No teste foi constatada a presença de fenoterol no organismo da atleta. O fenoterol é um medicamento de efeito broncodilatador usado para o tratamento de asma brônquica, pneumonia, bronquite e tuberculose.

Contaminação acidental

Segundo a brasileira, a contaminação pode ter acontecido de forma acidental, durante uma brincadeira com uma criança: “Sempre tive muito cuidado como atleta e nunca imaginaria que pegaria uma criança de 6 meses no colo que faz uso dessa substância. Tenho o costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos. Sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira, e uma das crianças com as quais brinquei fez uso dessa substância. Esta pode ser a forma como [a substância] entrou no meu corpo”.

Kacio Fonseca

Além de Rafaela, a Panam Sports anunciou que puniu outro brasileiro pego em exame antidoping, o ciclista Kacio Fonseca. O teste dele deu positivo para a presença da substância LGD-4033. Com isto, foi caçada a medalha de bronze conquistada pela equipe brasileira no ciclismo de pista.

Agência Brasil

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Política

Sem pacto federativo, Orçamento continuará apertado, alerta Guedes

Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

Com R$ 89,1 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias), o Orçamento de 2020 traz um alerta, disse hoje (25), o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, se a reforma do pacto federativo, que desvincula recursos federais e aumenta a partilha da União com estados e municípios, não for aprovada, serviços públicos correm o risco de serem paralisados a partir do próximo ano.

“O Orçamento de 2020 prevê déficit [primário] de R$ 124 bilhões, um pouco melhor que neste ano [déficit de R$ 139 bilhões]. As despesas discricionárias para o ano que vem estão em R$ 89 bilhões. Esse volume mostra que vamos manter o nível de aperto no governo federal pelo segundo ano seguido. As previsões são dramáticas, não apenas para o governo federal, mas também para estados e municípios, se a classe política não recuperar o controle do Orçamento”, disse Guedes.

Visita

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visitou brevemente a audiência, e sentou-se à mesa com Guedes. Ele disse que a desvinculação do Orçamento representa um passo importante para reduzir o tamanho do Estado e devolver o controle das verbas à classe política.

“Todos que estamos na política temos que refletir muito sobre a peça orçamentária do próximo ano. Deixa clara a sinalização de que ou nós reformamos o Estado ou estaremos aqui apenas validando o pagamento de pessoal e custeio da máquina pública, sem capacidade de investimento”, alertou Maia.

Para o presidente da Câmara, o Orçamento público tornou-se uma peça de ficção, que atende a frações privilegiadas da sociedade. Ao mesmo tempo, ressaltou Maia, os gastos públicos aumentam de forma descontrolada, enquanto a maior parte da população tem acesso insuficiente a serviços públicos e empresários conseguem R$ 400 bilhões em subsídios e em incentivos fiscais.

“Fizemos um Orçamento que atende à cúpula do serviço público, algumas grandes empresas que conseguiram R$ 400 bilhões em incentivos fiscais, e nós, que representamos a população, não conseguimos atender à sociedade brasileira. São essas reformas que defendemos, com algumas divergências”, disse Maia. “Tenho certeza que o objetivo final de todos é o mesmo: é que o Parlamento possa transformar o Brasil, reduzir pobreza, reduzir desigualdade e garantir crescimento econômico com geração de empregos.”

Confusão

O presidente da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI), encerrou a audiência depois de 2h20 de debates, após uma confusão entre Guedes e o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que questionou as finanças pessoais e a evolução do patrimônio do ministro. Braga interrompeu a sessão, no momento em que a palavra estava com Guedes, provocando a irritação de Castro e de parlamentares governistas.

“Quando eu entrei aqui [no governo], entreguei minha situação para o Comitê de Ética. Está tudo lá. Então saio mais dessa parte provocativa, mas digo que ajudei a fazer uma empresa que saiu do zero e hoje atende a 1,1 milhão de jovens no ensino básico e criei os programas de MBA no Brasil”, disse Guedes. O ministro disse que processaria o parlamentar caso ele tivesse feito a acusação num foro privado. “Não estou aqui para conversar sobre minhas finanças pessoais, mas para discutir o Orçamento”, declarou Guedes.

Agência Brasil

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Judiciário

Fachin vota contra tese que pode anular condenações da Lava Jato

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou hoje (25) contra a tese jurídica que pode anular várias condenações na Operação Lava Jato, segundo avaliação da força-tarefa de procuradores que atuam na operação. Fachin, que é relator do caso, votou contra o entendimento firmado pela Segunda Turma do STF, segundo o qual os advogados de delatados podem apresentar as alegações finais, última fase antes da sentença, após a manifestação da defesa dos delatores. Atualmente, o prazo é simultâneo para as duas partes, conforme o Código de Processo Penal (CPP).

Após a manifestação do relator, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (26), quando dez ministros poderão votar sobre a questão.

O caso é discutido no habeas corpus em que a defesa do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, condenado na Lava Jato a 10 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, pede a anulação da sentença para apresentar novas alegações finais no processo que correu na Justiça Federal em Curitiba.

Em seu voto, o ministro Fachin disse que não há na lei brasileira regra obrigando a concessão de prazo para que a defesa do delatado possa se manifestar após os advogados dos delatores nas alegações finais. Dessa forma, as defesas não podem alegar nulidade das sentenças por cerceamento de defesa.

“Não há lei infraconstitucional que assegure esse direito e, ao menos até a data de hoje, até onde alcança a pesquisa que fiz, não há manifestação plenária desse STF sobre a matéria”, disse o relator.

Durante o julgamento, o procurador-geral da República interino, Alcides Martins, disse que a concessão de prazo simultâneo para as defesas de delatores e delatados cumpre determinação do Código de Processo Penal (CPP) e não é ilegal. Segundo Martins, no caso de reconhecimento de alguma nulidade, o prejuízo da defesa deve ser comprovado no processo e a anulação não ocorre de forma automática.

“A concessão de prazo comum, e não sucessivo, para que as defesas dos réus delatados e delatores apresentem razões finais somente haverá qualquer prejuízo no caso de fatos novos contra os réus delatados, ou seja, fatos que ainda não haviam sido alegados no processo”, disse o procurador.

O advogado Marcos Vidigal de Freitas Crissium, representante do ex-gerente da Petrobras, disse que a defesa tem o direito de rebater todas acusações que foram feitas contra ele. Segundo o advogado, não é possível fazer a defesa de delatados por meio de um prazo concomitante com a acusação.

“Há uma incriminação clara, direta, sem nenhuma cerimônia a atos supostamente praticados pelo paciente”, disse o defensor.

Bendine

O julgamento da questão pelo plenário foi motivado pela decisão da Segunda Turma do Supremo que anulou a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine.

Em agosto, o colegiado decidiu, por 3 votos a 1, que os advogados de Bendine tem direito de apresentar alegações finais após os delatores do caso, fato que não ocorreu no processo. Dessa forma, a sentença foi anulada e o processo voltou para a fase de alegações finais na Justiça Federal em Curitiba.

Bendine foi condenado em março de 2018 pelo então juiz Sergio Moro. Em junho deste ano, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, reduziu a pena de 11 anos para 7 anos e 9 meses de prisão, mas manteve a condenação, que poderia ser executada em breve com base na decisão do STF que autoriza a prisão após o fim dos recursos em segunda instância.

A favor da Lava Jato

Um grupo de manifestantes a favor da Operação Lava Jato se reuniu na tarde de hoje em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O ato contou com a adesão de grupos como a Organização Nacional dos Movimentos (ONM) e o Vem Pra Rua.

Além de protestar contra a ação que estava sendo julgada pelo STF, o grupo reunido na Praça dos Três Poderes pedia o impeachment de ministros da Corte. Os manifestantes pediram ainda a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar eventuais irregularidades no âmbito dos tribunais superiores, apelidada de CPI da Lava Toga.

O esquema de segurança para acompanhar a manifestação contou com dois ônibus e três carros da Polícia Militar do Distrito Federal. Até a primeira hora do protesto, todas as viaturas estavam estacionadas próximo ao prédio do STF, do lado oposto àquele onde os manifestantes se encontravam.

Sobre a Lava Toga

A constituição da CPI da Lava Toga tem dividido parlamentares. Ao final de agosto, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) anunciou ter obtido as 27 assinaturas na Casa, necessárias para a criação da CPI. Essa é a terceira tentativa do senador de abrir uma comissão para investigar o Judiciário.

De acordo com informações da Agência Senado, o requerimento de instalação informa que a comissão seria composta por dez membros titulares e seis suplentes, tendo duração de 120 dias e limite de despesa de R$ 30 mil.

O primeiro pedido teve assinaturas retiradas depois do protocolo e acabou sendo derrubado. O segundo recebeu 29 manifestações de apoio, mas foi arquivado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sob o argumento de que extrapolava os limites de fiscalização da Casa.

Com as assinaturas necessárias, o senador deve encaminhar à Secretaria-Geral da Mesa o novo requerimento, que deverá ser lido no plenário. Mesmo após a leitura, os parlamentares poderão acrescentar ou retirar assinaturas.

Agência Brasil

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Economia

Postos de “Bandeira Branca” devem informar origem dos combustíveis que comercializam

Os postos de combustíveis de “bandeira branca”, aqueles que não fazem parte das grandes redes, deverão exibir de forma destacada, a marca comercial do distribuidor com o qual mantém vinculo, gerando mais transparência e segurança para os consumidores.

Esse projeto de lei de autoria do vereador Felipe Alves foi aprovado na sessão ordinária desta quarta-feira (25) a unanimidade e segue agora para a sanção do poder executivo municipal.

Para o autor da matéria, a aprovação significa um avanço nas relações de consumo: “É direito de quem está comprando saber a origem do produto. Muitos estabelecimentos do gênero possuem contrato de exclusividade e revendem os combustíveis de um distribuidor específico, entretanto, alguns postos não trabalham dessa forma e com a nosso projeto eles serão obrigados a trazer informações claras e precisas sobre os produtos comercializados”, falou Felipe Alves.

Opinião dos leitores

  1. Se há lei federal sem aplicabilidade é de grande relevância a proposição se houver, por meio desta, a fiscalização dos órgãos municipais.

  2. Importante Projeto para o Consumidor, que tem o total direito de saber a origem do Produto que está comprando e utilizando.
    Parabéns Vereador, pela preocupação das pessoas que estão utilizando certos estabelecimentos

  3. Vereador procure saber antes de criar uma lei. Essa lei já existe, é uma lei federal e quem fiscaliza é a ANP. Vamos estudar antes de tudo. Aliás a ANP é quem REGULAMENTA O SETOR.

    1. BG.
      Esse vereador é um da oligarquia Alves que está sendo enterrada no RN. Abaixo as oligarquias, ainda bem que o ano passado houve uma boa vassourada.

    2. Combata o cartel que existe em Natal. Essa medida da tal "bandeira branca" não vai contribuir com absolutamente nada para diminuir o preço dos combustíveis.

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