Cultura

Apresentadora detona Evaristo Costa: ‘Desempregado e rei das FakeNews’

Nesta quarta-feira (8), a apresentadora Sonia Abrão esteve no ‘SuperPop’, da RedeTV!, e concedeu uma entrevista para Luciana Gimenez, onde falou de assuntos polêmicos em sua carreira. Ela que contou o que pensa sobre Anitta, Eduardo Costa e do jornalista Evaristo Costa.

A apresentadora criticou Anitta e ainda a comparou com outras estrelas da música: “A visão comercial é maior que o talento musical. Ela é um produto mediano, não me agrada. Respeito o trabalho, mas artisticamente não me convence 100%, prefiro a Iza e a Ludmilla. Você vê que tudo é muito fabricado para continuar em evidência, dava para maneirar um pouco”, declarou.

Depois, Sonia falou sobre o cantor Eduardo Costa: “Nunca fui amiga do Eduardo Costa. Ele tem um jeito bem atrasado de ver as coisas, tanta ignorância dentro de um ser, espero que consiga evoluir uns degrauzinhos. Ele se sente o rei da cocada preta, acha que está sempre podendo. Ele não é dono da verdade, não está acima do direito das pessoas”, relembrando momentos como os ataques do sertanejo a Fernanda Lima.

Sobre Evaristo Costa, a apresentadora soltou verbo. “Ele deixou de ser bem-humorado nas redes e virou um chatinho de marca maior. Ele postou uma foto com a mão esquerda sem aliança em primeiro plano. Isso levantou especulação na internet que ele teria se separado da mulher, aquela mão parecia de propósito para mostrar. Para ele chegou a notícia que anunciamos a separação, e não fui eu, tudo vem parar em mim”, alfinetou.

“Ele ficou bravo, falou que eu não tinha renovado contrato, dando fake news, sendo que ele é o rei das fake news. Hoje ele está em uma situação em que o exílio lá fora está parecendo mais desemprego. Ele está realmente sem convites, finalizou.

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Economia

Brasil ganha US$ 8,1 bilhões com guerra comercial entre China e EUA

disputa comercial entre China e Estados Unidos turbinou as exportações brasileiras para a China em US$ 8,1 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vendas nacionais passaram de US$ 22,589 bilhões, em 2017, para US$ 30,706 bilhões, no ano passado. Por princípio, uma guerra comercial não é boa nem indicada para nenhum país no médio e longo prazo, mas no curto prazo, o Brasil tem sido beneficiado.

A CNI cruzou os dados dos 382 produtos americanos, que tiveram os impostos de importação elevados subitamente – mais de 100 deles viram a alíquota subir para 25% da noite para o dia – com a pauta de exportações do Brasil para a China. O maior salto em valor de exportação ocorreu com a soja. Produtores chineses compraram US$ 7 bilhões a mais no ano passado do que no ano anterior. O Brasil, por ser o maior exportador de soja do mundo, é naturalmente a primeira opção na falta de competitividade de outras economias.

O maior crescimento percentual foi no tabaco para fumar. As vendas subiram 521%. Seguido de fígados, ovas e gônadas masculinas com aumento de 421,6%. Os americanos perderam mercado para os brasileiros em produtos tradicionais como milho e lagostas congeladas, com aumento de exportações de 376,3% e 327,8% respectivamente.

“O principal impacto da guerra comercial foi com o aumento das exportações do Brasil para a China. Percebemos que a China fez um lista bem cirúrgica, atacando produtos americanos importantes. O caso da lagosta é icônico. O estado americano do Maine praticamente não exporta mais lagosta para os chineses. A penetração de produtos brasileiros para os Estados Unidos também aumentou de um ano para o outro, mas não percebemos relação direta com a disputa entre eles”, diz o gerente-executivo de Assuntos Internacionais da CNI, Diego Bonomo.

Com a guerra entre China e EUA, o Brasil conquistou outros mercados na China como de: carne bovina, pedaços e miudezes de galos e galinhas, algodão, sucos de laranja, caixas de marchas e suas partes para veículos e automotores, castanha do Pará e peixes ornamentais.

O levantamento da CNI também mostra desvio de mercado das exportações chinesas para o Brasil. As importações brasileiras da lista de produtos da China, que sofreram com aumento de alíquota do governo Trump, aumentaram 12% entre 2018 e 2017. Subiram de US$ 13,7 bilhões para US$ 15,4 bilhões. Entre eles, destacam-se: eletroeletrônicos, produtos químicos e plásticos.

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  1. Brasil exportou pra China o que gera graça na balança comercial Ceará mundão kbça de bagre.
    O livre comércio não é tão livre assim né?
    Bloqueio econômico tipo o que ocorre a Cuba e Venezuela atrapalha parceira e aumento de emprego e renda.

    1. Dinheiro honesto é dinheiro honesto. Tal como o PT, os dirigentes chineses são todos milionários, enquanto o povo continua pobre.

    2. Acho que antes de lançar a crítica deveriam saber da história política da China.
      Durante séculos foi um país dominado por ditadores, o povo dominado, a iniciativa privada refém do governo, a indústria nas mãos do governo, o comércio vigiado pelo governo e nas mãos daqueles que eram a favor do governo.
      A China viu que entraria no rumo destrutivo dos demais países que não tinham comércio forte e indústria com exportação, fez o certo, reviu seus conceitos, começou a abrir seu mercado e gradativamente vem mudando sua atuação e chegando com força no mercado capitalista.
      Hoje tem muito chinês milionário com o comércio e a indústria, situação que até os anos 1990 era impossível por lá.

    3. Rapaz! Manda isso para o teu Mito, quem sabe ele manda acabar com isso tudo que está aí e vamos exportar para Israel, Bulgária, Hungria, Islândia e ilhas Fiji. Não tem necessidade de comércio exterior com países que estão sem alinhamento ideológico com o pensamento de 1/3 do eleitorado brasileiro.

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Educação

Fátima e Governadores do Nordeste pedem a Bolsonaro revisão de bloqueio nas universidades

Governadores do Nordeste falam à imprensa após reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na foto, fala a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.
Fátima Bezerra disse que governadores pediram ao presidente revisão de bloqueio de recursos para universidades – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Os governadores do Nordeste pediram nesta quinta-feira, 9, durante reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, a revisão do contingenciamento de 30% no orçamento das universidades e institutos federais feito nos últimos dias. Eles também reforçaram o pedido para que o governo apresente um projeto de emenda constitucional destinado a prorrogar a validade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Fizemos um apelo ao presidente no sentido de rever o corte anunciado junto às universidades e institutos federais. Fizemos esse apelo, inclusive, levando em consideração o papel e a presença fundamental que essas universidades e institutos federais têm em todo o Brasil, em especial na Região Nordeste”, afirmou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

“A posição firme dos governadores do Nordeste [é] no sentido de pedir que pudesse haver uma revisão em relação ao corte nas universidades”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias.

O Ministério da Educação (MEC) informou esta semana “que o critério utilizado para o bloqueio de dotação orçamentária foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos”. Segundo a pasta, foram bloqueados R$ 7,4 bilhões do total de R$ 23,6 bilhões de despesas não obrigatórias. No total, o orçamento anual do MEC, incluindo gastos obrigatórios, é R$ 149 bilhões.

“O bloqueio preventivo incide sobre os recursos do segundo semestre para que nenhuma obra ou ação seja conduzida sem que haja previsão real de disponibilidade financeira para que sejam concluídas”, informou o MEC.

Fundeb

No caso do Fundeb, a preocupação é com o seu encerramento em 2020. O fundo é um conjunto de um conjunto de 27 contas estaduais que serve como mecanismo de arrecadação e redistribuição de recursos destinados à educação básica. No ano passado, o Fundeb realocou cerca de R$ 148 bilhões em recursos, usados para pagamento de salários e manutenção de creches e escolas.

Para Fátima Bezerra, o debate sobre o assunto é urgente. “Colocamos, portanto, para ele, a proposta dos governadores de todo o Brasil, que é uma emenda à constituição para tornar o Fundeb uma política permanente e, ao mesmo tempo, ampliar a participação financeira da União junto aos estados e municípios”, ela acrescentou. A governadora propôs o aumento da participação da União de forma progressiva até chegar a 40% do total dos fundos. No primeiro ano, a União aumentaria o percentual de 10% para 20%, sendo 2 pontos percentuais anos seguintes, até atingir o percentual de 40%.

Além de Fátima Bezerra e Wellington Dias, participaram da reunião os governadores Flávio Dino (Maranhão), Renan Filho (Alagoas), João Azevedo (Paraíba), Camilo Santana (Ceará), Paulo Câmara (Pernambuco) e Belivaldo Chagas (Sergipe). A Bahia foi representada pelo vice-governador, João Leão. Pelo lado do governo federal, estava presentes, além do presidente Bolsonaro, os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tarcísio Gomes (Infraestrutura), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Crédito aos estados

Os governadores nordestinos também receberam a informação de que o chamado Plano Mansueto (em referência ao secretário do Tesouro, Mansueto Almeida) será apresentado aos secretários estaduais de Fazenda na próxima semana e a ideia é que, em seguida, seja apresentado como projeto de lei ao Congresso Nacional. O programa, que pode render até R$ 40 bilhões em empréstimos ao longo de quatro anos, permitirá aos estados usar os recursos para pagar funcionários e fornecedores, entre outras despesas, e eles devem se comprometer a adotar medidas de ajuste fiscal. Dentre os pontos da agenda dos governadores com o presidente, esse foi o que vai avançou, segundo o governador Flávio Dino.

“Nossa pauta não é a do pires da mão, é a pauta da retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, e para isso você precisa de condições fiscais, claro, que no governo federal, mas também nos estados e municípios. E por isso o Plano Mansueto é importante, porque, ao se dispor a injetar R$ 10 bilhões este ano, que sejam, nos estados, isso significa geração de empregos. Desses três dias que percorremos aqui [em Brasília], o grande saldo é esse: nós conseguimos que, na semana que vem, chegue ao Congresso o Plano Mansueto”, afirmou.

Outro ponto abordado pelos governadores foi a retomada de obras federais nos estados, nas áreas de habitação, infraestrutura rodoviária e hídrica. “Importantíssimas essas obras, para garantir o desenvolvimento da região e, ao mesmo tempo, evidentemente, gerar empregos para o nosso povo”, ressaltou Fátima Bezerra.

AGÊNCIA BRASIL

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  1. Contingenciar recursos das universidades federais é prerrogativa exclusiva do governo federal. Os governantes estaduais, ciosos de seus afazeres e deveres, que cuidem de suas "superavitárias" universidades estaduais.

  2. Até que eu gostaria, mas é impossível levar a sério a 'gove do góipi'.
    Confesso que dói quando rio! Fazer o quê? Salto no rio.

  3. Eu nunca vi tanta comentário idiota em uma postagem como esses daqui. Deixem de ser bitolados, a campanha já acabou, questão de esquerda e direita ficou la trás. Vocês estão criticando as universidades federais, vão estudar que é melhor. Já sei que quem critica nunca passou por nenhuma delas. Isso é uma vergonha para o pais uma situação dessa, e tem gente que ainda apoia. Educação é o primordial para o crescimento de uma nação. As universidades são para os meus filhos, os seus filhos e para todos nós. Esqueçam a campanha e deixem de falar besteira. O outro vem falar de maconheiro…animal, maconha se fuma em qualquer canto, até dentro de casa, em todos os meios, em todas as profissões, todas, sem tirar uma.

  4. Sem entrar no demérito e nas máscaras que alguns políticos usam diariamente, vamos aos fatos:
    Algumas Matérias publicadas:
    22/07/15 – Dilma corta verba para pré-escola
    03/03/16 – Governo Corta mais de R$ 6 BILHÕES em recursos para Saúde e Educação;
    01/06/2010 – Governo Lula corta R$ 1,28 BILHÃO da Educação;
    01/01/2016 – MEC PERDE R$ 10,5 BILHÕES mesmo com o lema Pátria Educadora.
    Governo corta R$ 13, 9 MILHÕES da Educação no PAC;
    ONDE ESTAVAM OS PROFESSORES E ALUNOS UNIVERSITÁRIOS QUE NÃO PROTESTARAM?

  5. VOCÊS PETISTAS, COMUNISTAS, MARXISTAS TEM 4 ANOS PRA MAMAR NAS TETAS DO GOVERNO DO PT. APROVEITEM AS TETAS CHEIAS DE LEITE DO GOVERNO DURANTE 4 ANOS.

  6. ESTES CORTES NAS UNIVERSIDADES ESTAO CORRETOS SE FOSSE ANTERIORMENTE QUE AS UNIVERSIDADES SERVIAM PARA FORMAR ALUNOS SERIA DESASTROSOS, MAS COMO AGORA SÓ SERVE PARA ENSINAREM OS ALUNOS FUMAREM MACONHA E FICAREM BAITOLAS BARBUDOS, TEM QUE DIMUNUIR AINDA MAIS AS VERBAS SIM

  7. O título da matéria deveria ser "com os canecos nas mãos, oposicionistas sem propostas concretas pedem dinheiro para continuarem sem propostas para melhoria da educação (real)". Já perceberam que o discurso desse povo é sempre "que o governo apresente propostas", "que o MEC faça isso ou aquilo", mas não se comprometem (nem apresentam) nada fático! Nosso povo Nordestino passando vergonha por meio desses representantes deles mesmos!

  8. Esses gornadores do NE só pedem. Mas ajudar ao governo a aprovar as medidas pra equilibrar as contas não fazem. Tão achando o que? Que Bolsonaro faz milagres? Isso não passa de propaganda política.

    1. O governo Bolsonaro já tem um déficit enorme, mais contingenciamento vai ter que ser feito, outros setores serão atingidos. só se Bolsonaro fosse louco pra não tentar equilibrar as contas públicas porquê senão, depois, a petralhada tentaria impeachment por quebra de responsabilidade fiscal, deixa eles. Kkkkkk

    2. Realmente tem que fazer milagre, pq pela inteligência dele, estamos …

    3. Quando Lula e Dilma cortaram mais do que está sendo cortado atualmente, essa governadora nada falou nem mesmo o povo de "esquerda" da UFRN, que ganha mais de 20 mil por mês.

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Educação

Em live com Bolsonaro, Ministro da Educação explica cortes da Educação com chocolates

Em meio à repercussão negativa do corte de 30% de recursos para universidades federais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais durante a qual chamou pesquisadores de duas universidades federais —UFC, do Ceará, e UFPB, da Paraíba,— para falar sobre pesquisas de pele de tilápia para tratamento de pessoas com queimaduras.

Ele exaltou o trabalho dos pesquisadores e defendeu parcerias para aplicação dos estudos para curar outras doenças no país. O presidente voltou a falar também de pesquisas envolvendo o grafeno, tema recorrente em sua fala sempre que cita temas ligados à ciência e tecnologia.

Num segundo momento do vídeo, ele convidou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para explicar os cortes das universidades federais.

“Deu uma certa polêmica aí, mas ele vai explicar”, disse Bolsonaro.

Sentado ao lado do presidente, Weintraub usou quatro caixas de chocolates para fazer uma analogia ao corte de verba. No total, elas somavam cem bombons.

Para sustentar a argumentação de que o governo não está fazendo corte, mas contingenciando os recursos, ele reserva parte dos chocolates e diz que eles devem ser guardados para serem comidos depois.

“A gente não está falando pra pessoa que a gente vai cortar. Não está cortado. Deixa pra comer depois de setembro. É só isso que a gente está pedindo. Isso é segurar um pouco. Agora eu me pergunto, senhor presidente, o senhor já passou por uma situação dessa? Um imprevisto, uma dificuldade na vida, e falou assim: segura um pouco. Se alguém falasse assim, três chocolatinhos e meio, 3,5% dos 100, 3,5% segura, porque o salário está integralmente preservado e pago no dia. A gente tem todo auxílio aos alunos pago, e agora ficam espalhando que a gente está fechando tudo”, disse.

Ao ver que Weintraub abria o quarto chocolate para produzir o meio ponto percentual de sua analogia, Bolsonaro esticou a mão e comeu a porção que ficava de fora da conta.

“Tá bom o chocolate?”, perguntou o ministro ao presidente ao terminar sua explanação. “Tá excelente”, respondeu Bolsonaro, “vou até confiscar alguns de você, tá ok?”.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. BG, que bela alisada você deu no Ministro, que título é esse? Para quem tanto criticou Dilma e Lula, deveria manter o sarrafo no mesmo nível para o Ministro Economista que não sabe regra de porcentagem simples.

  2. hahahahaha o cara tem 100 chocolates e para explicar 35% separa 3 chocoletes de 1/2. Né burro não é a moléstia. Olhe que ele é economista.

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Denúncia

Carlos Bolsonaro deu cargo a ‘faz-tudo’ da família que foi laranja de militar

Filho do presidente da República, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC) manteve empregada por 18 anos em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro uma mulher que já foi laranja de um militar em empresas de telecomunicação e também atuou como uma espécie de faz-tudo da família Bolsonaro —inclusive em afazeres domésticos.

Enquanto remunerada pelo gabinete de Carlos, Cileide Barbosa Mendes, 43, apareceu como responsável pela abertura de três empresas nas quais utilizou como endereço o escritório do hoje presidente Jair Bolsonaro. Na prática, porém, ela era apenas laranja de um tenente-coronel do Exército —ex-marido da segunda mulher deBolsonaro— que não podia mantê-las registradas no nome dele.

Após ter sido babá de um filho de Ana Cristina Valle (que foi companheira de Bolsonaro e é mãe também de Renan, filho dele), Cileide foi nomeada em janeiro de 2001 no gabinete de Carlos, que era vereador recém-eleito.

Novato na política, Carlos tinha 18 anos na época. No início deste ano, ele fez uma limpeza em seu gabinete, assim que o pai assumiu o Palácio do Planalto. Nos meses de janeiro e fevereiro, o vereador exonerou nove funcionários. Cileide foi um deles, demitida após 18 anos —recentemente com remuneração de R$ 7.483.

Hoje instrumentadora cirúrgica, Cileide mora na casa que, até o ano passado, abrigou o escritório político de Jair Bolsonaro. Ela continuou vivendo na casa em Bento Ribeiro, subúrbio do Rio, mesmo depois de ter sido exonerada, em janeiro, do gabinete de Carlos. O antigo escritório político do então deputado federal hoje é ocupado por parte da equipe de Carlos.

A relação de Cileide com a família é antiga. Nos anos 1990, ela cuidava dos afazeres domésticos na casa de Ana Cristina e do ex-marido dela, o militar Ivan Ferreira Mendes. Uma das funções era cuidar do filho do casal.

Quando os dois se separaram e Ana Cristina passou a viver com Bolsonaro, em 1998, Cileide foi orientada a morar com Ivan, atuando como babá. Ivan diz que ele e Ana Cristina ajudavam Cileide financeiramente.

“Não tinha nem vínculo empregatício nem carteira assinada. A relação era bem de amizade, quase família.”

Anos depois, quando o tenente-coronel se casou pela segunda vez, Cileide voltou a trabalhar diretamente para Ana Cristina, à época casada com Bolsonaro. Segundo relato de Ivan, foi aí que Cileide passou a morar na casa de Bento Ribeiro. Nesse período, conta ele, Cileide se aproximou de Bolsonaro a ponto de ter optado por ficar com ele quando Ana Cristina se separou do então deputado.

À Folha Ana Cristina disse ter conhecido Cileide “no passado, assim que seu filho nasceu”. “Trabalhou mais comigo no primeiro casamento. Ela saiu da minha casa e foi trabalhar no comitê.”

De acordo com o chefe de gabinete de Carlos, Jorge Luiz Fernandes, Cileide trabalhava formalmente para o vereador, mas, na prática, cuidava da casa onde funcionava o escritório do pai (e onde morava) e entregava correspondências. Depois, de acordo com ele, a ex-funcionária passou a coordenar o trabalho realizado por lá, que consistia, por exemplo, em atender telefonemas da base eleitoral de Bolsonaro.

Apesar do relato de evolução na função, diários da Câmara Municipal mostram que o salário de Cileide diminuiu. Ela ingressou em 2001 como assessora especial, cargo que hoje corresponde a uma remuneração de R$ 15.231. Na hierarquia do gabinete, estava abaixo de Ana Cristina, que foi nomeada assessora-chefe, com um salário que hoje chega a R$ 21.244.

“Ela era uma pessoa mais da confiança do deputado do que nossa. Veio trabalhar com a gente há muito tempo, veio com a segunda esposa do deputado”, disse Fernandes.

Enquanto esteve lotada no gabinete de Carlos, Cileide foi laranja de Ivan, ex-marido de Ana Cristina, em empresas de telecomunicação até 2007. O militar, que hoje está reformado, diz não considerar esse termo adequado, mas admite que ela “emprestou o nome” para ele, que não podia assumir formalmente a direção das empresas. Com isso, Cileide assinava em seu lugar.

Repetindo que não prejudicaria a ex-babá, Ivan nega que Cileide recebesse salário no gabinete de Carlos sem trabalhar para o vereador e afirma que a ex-funcionária nunca atuou para a sua empresa. “Aquele período em que ficou vinculada ao gabinete com o nome na empresa incomodava muito a nós todos”, diz.

Em setembro de 2004, quando duas empresas foram constituídas em seu nome, Cileide abriu mão da vaga de assessora especial para outros funcionários de Carlos. Com isso, a assessora (que, segundo o chefe de gabinete, passou de ajudante a coordenadora do escritório de Bolsonaro) viu sua remuneração despencar ao assumir o cargo formal de auxiliar de gabinete.

Ainda segundo Fernandes, Cileide foi exonerada pelo vereador por ter completado sua formação educacional e passado a atuar como instrumentadora cirúrgica.

Segundo ele, Bolsonaro pediu que Cileide deixasse o gabinete para evitar suspeitas de que a funcionária não estivesse, de fato, trabalhando para o vereador. O presidente, diz, solicitou a mudança para não dizerem que ela não estaria cumprindo expediente.

A reportagem teve acesso a documentos que indicam que Cileide continua morando na casa de Bento Ribeiro, propriedade do presidente, mesmo depois de ter sido exonerada por Carlos. Embora a conta de luz e o IPTU estejam em nome de Bolsonaro, Cileide registra o endereço como o de sua residência em outros documentos oficiais, como o cadastro do SUS (Sistema Único de Saúde).

Dados disponíveis no site da Câmara dos Deputados mostram que desde 2009, primeiro ano em que os deputados tiveram que prestar contas da cota parlamentar, Bolsonaro pagou com dinheiro público contas de luz e água da casa em que morava Cileide. A cota é destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar.

No início do ano, Carlos Bolsonaro nomeou quatro assessores que já trabalhavam na casa de Bento Ribeiro, a serviço do então deputado federal Jair Bolsonaro. Eles permanecem cumprindo expediente na residência, que, segundo o chefe de gabinete de Carlos, agora funciona como escritório do vereador.

O chefe de gabinete diz que o filho do presidente já assumiu formalmente as despesas como internet e televisão, enquanto o IPTU e a luz continuam no nome do pai. “Montamos uma estrutura para o pessoal trabalhar. Como vai colocar 18 funcionários dentro do gabinete?”, questiona.

A carga horária prevista para assessores comissionados da Câmara do Rio é de seis horas diárias, que não precisam ser cumpridas no espaço físico da Casa. Esses assessores não batem ponto e têm a frequência assinada pelo próprio vereador.

A reportagem foi três vezes à porta do escritório. Em todas as tentativas, foi atendida por uma assessora de Carlos, que disse que Cileide não estava em casa. Pelo telefone, a ex-funcionária disse que não falaria com a Folha. Ela também não respondeu a email e mensagens de WhatsApp.

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

  1. A folha está sobrevindo da família Bolsonaro. Triste fim para um jornal que já foi grande em todos os aspectos.

  2. A imprensa não tinha preocupação com os aderentes da família lula no governo e servindo de laranja da oi e das empreiteiras. Agora faz até de quem passa na rua de bolsonaro. Kkkkkkk

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Judiciário

Comando do Coaf foi uma das condições de Moro para assumir ministério

O comando do Coaf, que controla as atividades financeiras do país, foi uma das condições colocadas por Sergio Moro a Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça.

Questionado, via assessoria, se poderia deixar o cargo caso o órgão volte para o Ministério da Fazenda, Moro não respondeu até o fechamento da coluna.

MÔNICA BERGAMO

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Jornalismo

Rodrigo Maia sugere rever decreto de armas e vira alvo de criticas de Eduardo Bolsonaro e do Governo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 9, em entrevista à Rádio Jovem Pan, que conversou com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para tentar “reorganizar” o decreto do presidente Jair Bolsonaro que ampliou o porte de armas no País. Maia afirmou ter encontrado “inconstitucionalidades”. Mais tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro criticou Maia e defendeu o texto. O mesmo fez o porta-voz da Presidência da República.

O decreto facilita porte de arma para 19 categorias, entre elas políticos, caminhoneiros e moradores de área rural – estimativas de ONGs apontam para até 19,1 milhões de beneficiários. “A princípio, já existem inconstitucionalidades, alguns temas que não deveriam ser regulados por decreto”, disse Maia. Ele reafirmou que, da forma como está o decreto, o governo terá de rediscuti-lo ou “acabará com uma decisão da Câmara ou do Judiciário”. “Há um desconforto do Parlamento.”

Em evento em prol da legítima defesa, em São Paulo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) reiterou que o pai cumpre uma promessa de campanha com a flexibilização. Para ele, não houve o mesmo “apetite” do Congresso em outros assuntos que seriam prerrogativa do Legislativo, como na interferência do Judiciário em relação à criminalização do aborto.

Além disso, comentou aquilo que chamou de “acadelamento” da sociedade. Segundo ele, o desarmamento fez o cidadão terceirizar responsabilidades. “Não é papel da polícia defender sua casa quando o bandido entrar lá. Ela vai se esforçar ao máximo, mas quanto tempo vai demorar? Então, quando alguém entra na sua casa, o primeiro responsável pelo combate é você.” Na mesma toada, o deputado foi irônico ao dizer que a ideia de desarmar a população viria de “democratas” como Hitler, Fidel Castro, Maduro e Lula. Ele também deixou aberta a possibilidade de, “no futuro”, se avançar na liberação de mais calibres à população.

Procurado, o Planalto informou que não tem intenção de rever o decreto. “Quaisquer outras modificações que venham a partir do próprio Congresso, o presidente vai analisá-las, mas não há nesse momento nenhuma intenção de fazer qualquer correção”, disse o general Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Televisão

Jussier Santos estará Cara a Cara com BG neste sábado

Ex-presidente do América-RN nas décadas de 1970 e 1990, Jussier Santos é o convidado deste sábado do programa Cara a Cara com BG.

Cara a Cara com BG, sábado, às 8h30, na TV Ponta Negra.

Acompanhe o programa através dos canais: Cabo Telecom 120 (sinal digital) e 805 (HD); NET 13 (sinal digital) e
513 (HD); Sky HD 313.1. Logo

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Política

Bolsonaro pede que plenário da Câmara mantenha Coaf com Moro

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro utilizou a transmissão ao vivo que realiza semanalmente no Facebook para fazer um apelo a deputados e senadores, para que mantenham o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça e Segurança Pública. A fala foi feita em referência à votação realizada na comissão que apreciou a medida provisória da reforma administrativa, em que parlamentares decidiram pela devolução do órgão ao guarda-chuva do Ministério da Economia.

“A gente espera que o plenário da Câmara e do Senado mantenham o Coaf no Ministério da Justiça, porque é uma ferramenta muito forte para ajudar o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) a combater a lavagem de dinheiro”, disse Bolsonaro.

Durante a live, Bolsonaro também endossou os argumentos do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que usou uma pilha de chocolates para explicar os cortes orçamentários nas universidades. O ministro investiu no argumento de que os cortes representam apenas um esforço de contenção em um momento difícil na economia. “As universidades estão preservadas. Não existe esse terror todo”, afirmou Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

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  1. Pense numa grande frescura, o país tem coisas mais importantes para ser resolvido e fica essas babacas brigando por besteira, eu acho que tanto faz ficar com Moro ou com Guedes.

  2. O Brasil sempre foi um País sério, o que estraga tudo é o próprio povo que escolhe mau seus representantes políticos e enchem o Congresso , com pessoas sem comprometimento com a verdade, e só querendo levar vantagem e encher o bolso de dinheiro.

  3. Que tipo de país e de políticos lutam para que bandidos que cometem crimes financeiros não sejam descobertos???? "Esse país não é sério!"

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Judiciário

Dodge diz que decisão do STF sobre decreto de indulto é preocupante

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse hoje (9) que é preocupante a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou o decreto de indulto natalino editado pelo então presidente Michel Temer em 2017.

Segundo Raquel Dodge, a decisão é um retrocesso no combate a crimes, principalmente, corrupção. Segundo a procuradora, as regras do decreto reduzem em 80% o tempo de cumprimento de penas. “Sem justificativa minimamente razoável, amplia desproporcionalmente os benefícios e cria um cenário de impunidade no país”, disse a procuradora, por meio de nota.

O STF derrubou nesta quinta-feira a decisão individual do ministro Luís Roberto Barroso que suspendeu o indulto. Pelo entendimento da maioria, o indulto está previsto na Constituição e cabe exclusivamente ao presidente da República assiná-lo com as regras que bem entender, sem interferência do Judiciário.

Em março de 2018, Barroso entendeu que texto inovou e previu a possibilidade de indulto para condenados que cumpriram um quinto da pena, incluindo crimes de corrupção e correlatos, além de indultar penas de multa.

Para Barroso, o indulto só poderia ser aplicado após o cumprimento de um terço da condenação. Condenados pelos crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa com penas superiores a oito anos de prisão também não poderiam ser beneficiados.

Em dezembro de 2017, durante o recesso de fim de ano, a então presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República e suspendeu o decreto. Em seguida, Roberto Barroso restabeleceu parte do texto, mas retirando a possibilidade de benefícios para condenados por crimes de corrupção, como apenados na Operação Lava Jato.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. STF e Congresso Nacional, todos na contra mão da tentativa de moralizar o país. Perderam o pudor e cinicamente debocham com a população brasileira. Mas isso um dia terá limites e todos sofrerão as consequências. Se continuar dessa forma, com certeza os tanques sairão às ruas.

  2. A cada dia a sociedade fica mais pobre e enojada com as decisoes da justiça e dos politicos, em quererem transformar crimes em estilo de vida e passarem a ideia que é tudo norma e natural em ser um fora da LEI e um CRIMINOSO CONTUMAZ. Isso é uma Vergonha.

  3. Um STF só tem função, se seus ministros tiverem insenção para executar sua decisões, caso este não visto nos magistrados atuais.

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Economia

Mais de 2 milhões de brasileiros ainda não sacaram abono salarial ano-base 2017

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

 

A menos de dois meses para o fim do prazo, cerca de 2,34 milhões de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos não sacaram o abono salarial ano-base de 2017. O prazo para a retirada acaba em 28 de junho. Quem não tiver feito o saque perderá o direito ao benefício.

Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o montante ainda não sacado soma R$ 1,53 bilhão. Os trabalhadores que não retiraram o benefício equivalem a 9,49% do total.

A maior parte dos benefícios não sacados está na Região Nordeste, onde 642.074 trabalhadores ainda não retiraram o abono. No entanto, o estado com o maior volume de esquecimentos é o Rio Grande do Sul, com 584,1 mil benefícios não retirados.

Tem direito ao abono salarial quem estava inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2017, recebendo até dois salários mínimos. Além disso, é preciso que os dados do trabalhador tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Os empregados da iniciativa privada sacam o abono do PIS nas agências da Caixa Econômica Federal. Os servidores públicos e empregados de estatais devem fazer a retirada em qualquer agência do Banco do Brasil. O abono salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 26 de julho de 2018.

O valor a que cada pessoa tem direito depende do tempo trabalhado formalmente no ano-base. Quem trabalhou por apenas 30 dias em 2017 pode sacar o valor mínimo, que é de R$ 84, o equivalente a 1/12 do salário mínimo. A quantia sobe 1/12 por mês trabalhado até atingir um salário mínimo (R$ 998), para quem trabalhou durante todo o ano.

Agência Brasil

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Judiciário

Ministro do STF rejeita ação contra contigenciamento em universidades

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio negou hoje (9) mandado de segurança protocolado pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA) contra a medida de contingenciamento de verbas de universidades federais. Por razões processuais, o ministro entendeu que não cabe ao Supremo decidir a questão.

No entendimento do ministro, o contingenciamento é uma medida que não pode ser atribuída à Presidência da República, como apontou o parlamentar, mas ao respectivo ministério que gerencia os recursos. Segundo o ministro, a Corte só pode julgar mandados de segurança contra um ato do presidente da República, da Mesa Diretora do Senado ou da Câmara, do procurador-geral da República e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Na terça-feira (7), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que os recursos poderão ser descontingenciados e liberados se a economia tiver um crescimento com a aprovação da nova Previdência.

Durante audiência na Comissão de Educação do Senado, o ministro afirmou que o contingenciamento é sobre “uma parte pequena do volume total de despesas”, que atinge apenas a parte discricionária das universidades federais: “a folha de pagamento e o refeitório estão integralmente preservados”. Segundo Weintraub, as 65 universidades federais custam, em média, R$ 1 bilhão por ano.

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Polícia

Temer ficará na PF em São Paulo e coronel Lima ficará em presídio militar

O ex-presidente da República Michel Temer ficará preso na superintendência da Polícia Federal (PF) na capital paulista, na rua Hugo D’Antola, no bairro da Água Branca, zona oeste de São Paulo. Já o coronel aposentado João Batista Lima Filho será encaminhado a um presídio militar. A informação foi divulgada, em nota pela PF, na noite de hoje (9): “Conforme decisão da justiça, o coronel aposentado será encaminhado para um presídio militar e o ex-presidente permanecerá na Superintendência da Polícia Federal até que haja decisão em contrário”.Temer e o coronel Lima foram alvos da Operação Descontaminação, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga desvios da ordem de R$ 1,8 bilhão nas obras da usina nuclear de Angra 3. No dia 21 de março, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou as prisões preventivas de ambos.

Temer e o coronel Lima foram alvos da Operação Descontaminação, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga desvios da ordem de R$ 1,8 bilhão nas obras da usina nuclear de Angra 3. No dia 21 de março, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou as prisões preventivas de ambos.

Na ocasião, eles foram levados ao Rio de Janeiro, onde ficaram detidos por quatro dias, sendo liberados em 25 de março, conforme liminar concedida pelo desembargador Antonio Ivan Athié. Ontem (8), no entanto, a Primeira Turma do TRF-2 derrubou essa liminar por 2 votos a 1. A posição de Athié foi vencida pelos votos dos desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo.

De acordo com o advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós, a defesa está reivindicando que Michel Temer seja colocado em uma sala de estado-maior, em que há condições diferenciadas para ex-presidentes da República.

“Aqui não é uma instalação apropriada. Eles, se necessário, fariam uma adaptação. O que é muito diferente de você ter uma sala já preparada, por exemplo, em uma instituição militar que já é uma sala para essa finalidade”, destacou o Carnelós em entrevista em frente ao prédio da PF onde Temer está preso.

De acordo com o advogado, a própria polícia está buscando um outro local para a detenção do ex-presidente. “O superintendente da Polícia Federal aqui em São Paulo oficiou a magistrada no Rio de Janeiro, da 7ª vara, para informar que a sede da superintendência aqui não tem uma acomodação própria para isso”.

Segundo Carnelós, como não houve a possibilidade de encontrar outro local para a noite de hoje, provisoriamente o presidente ficará em uma sala isolada até que a questão seja solucionada. Ainda segundo o advogado, será colocada uma cama improvisada na sala de reunião em que está o ex-presidente.

Defesa
Questionado sobre a estratégia da defesa caso o habeas corpus protocolado hoje seja negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o advogado do ex-presidente disse que não trabalha com hipóteses e criticou a prisão, argumentando ser ilegal.

“Não vamos impetrar habeas corpus perante o STF [Supremo Tribunal federal] antes da apreciação de terça-feira. Não vamos e não temos porque ir ao STF antes de ter a primeira apreciação do nosso pedido de liminar”, declarou. “Não há fundamentos para prisão do ex-presidente Temer. Esta prisão é ilegal, é injusta e é cruel”, disse Carnelós.

Segundo Carnelós, Temer mostra uma indignação própria de quem é vítima de uma injustiça, mas que ele tem uma característica muito forte em sua personalidade que é a serenidade. “Além de tudo e até pela formação jurídica que tem, confia muito no poder judiciário. Entende que é vítima hoje de uma injustiça, mas confia no poder judiciário e sabe que lamentavelmente às vezes é necessário transpor alguns degraus para se obter a solução justa”.

Opinião dos leitores

  1. BG
    Este individuo tem que ser mantido preso, mais também ter os bens comprados com dinheiro ilegal sejam confiscados, tipo a fazendinha do filho mais novo que fala-se 200 milhões de reais, enquanto isso os hospitais ABANDONADOS e esses morcegos roubando com os pés e as mãos de dia e de noite. Uma vergonha.

  2. A Lava Jato em nosso país, tem mudado bastante a história de nosso Brasil, mas por outro lado ainda temos pessoas pobres de espírito e de mentes, não reconhecem ainda o mal que fizeram esses políticos, que aí estão presos, se estão trancafiados com certeza fizeram algo muito grave. Na história de nosso nosso país atualmente, temos dois ex-presidentes presos e temos também um país literalmente quebrado quebrado com vários estados e municípios na mesma situação. No meu ponto de vista essa reforma previdenciária precisa sim ser passada, mas também nosso país precisa ainda de uma reforma política muito severa, uma reforma política que tire todas as mordomias desses parlamentares e retirem também todas verbas exclusivas para eles, que cada um passe a pagar seu aluguel do próprio bolso, suas passagens aéreas sejam pagas com o dinheiro deles e do povo sofrido que já pagam impostos altíssimos com bastante sofrimento. Aí sim, poderíamos dizer que tínhamos um país passado a limpo.

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Política

Porta-voz diz que Bolsonaro aceita analisar mudanças em decreto de armas

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente Jair Bolsonaro considera que o decreto que amplia o acesso a armas de fogo no país é constitucional, mas que ele aceita analisar eventuais sugestões de mudanças feitas pelo Poder Legislativo.

Nesta quinta-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a medida tem inconstitucionalidades e que pode ser sustada pelo Congresso Nacional. Ele afirmou que tem dialogado com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para encontrar uma solução.

A iniciativa assinada na terça-feira (7) amplia o acesso a armas de fogo no país para 19 milhões de pessoas, concedendo o direito a categorias como políticos com mandato, agentes penitenciários, repórteres policiais, conselheiros tutelares, entre outros.

“A constitucionalidade do decreto foi analisada previamente à sua assinatura pelo presidente. A área jurídica do Palácio do Planalto entendeu ser constitucional, e o presidente chancelou o entendimento ao assinar o decreto. O direito não é uma ciência exata. A existência de interpretações diferentes é natural”, afirmou o porta-voz.

Maia disse que, caso a iniciativa não seja adequada, ela teria amplo amplo apoio da Câmara dos Deputados para ser derrubada. O porta-voz ressaltou que não há, neste momento, “nenhuma intenção” do presidente de fazer qualquer alteração no decreto, mas que ele aceita avaliar eventuais alterações.

“A decisão do nosso presidente já foi realizada a partir da assinatura desse decreto, feita publicamente. Quaisquer outras modificações que venham a partir do próprio Congresso Nacional, o presidente vai analisar, mas não há, neste momento, nenhuma intenção de fazer qualquer correção”, disse.

Entre as mudanças na medida, adolescentes não precisam mais de autorização judicial para praticar tiro, a quantidade de munição que pode ser comprada centuplicou e armas mais letais deixaram de ser de uso restrito das forças de segurança.

Tais regras se somam àquelas sobre posse de armas —ter o armamento em casa ou no local de trabalho—, flexibilizadas também em decreto em 15 de janeiro, numa das primeiras medidas de Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Segundo a última pesquisa do Datafolha, de dezembro do ano passado, 61% da população é contrária à liberação da posse de armas no país, e 68% também são contra facilitar o acesso das pessoas a armamentos.

Folhapress

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Economia

Derrotado no Congresso, Moro diz que governo irá sempre fortalecer o Coaf

No dia em que uma comissão do Congresso votou por tirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça, o ministro da pasta, Sergio Moro, disse que “independente do que aconteça” a política do governo será “sempre de fortalecer” o órgão.

“A intenção de trazer o Coaf para o Ministério da Justiça foi sempre a de fortalecer o Coaf. Independente do que aconteça, essa será a política do governo, sempre de fortalecer o Coaf. Todos sabem que é um órgão estratégico”, disse Moro, durante a cerimônia de entrega do diploma de mérito Coaf.

A decisão dos parlamentares, tomada nesta quinta-feira (9), representou uma derrota para o ex-juiz da Operação Lava Jato. A comissão de parlamentares que analisa a medida provisória da reforma administrativa decidiu remover o órgão da Justiça, transferindo-o para o Ministério da Economia.

Nos últimos dias, Moro tem se empenhado em tentar convencer os deputados e senadores a manter o Coaf na Justiça, até o momento sem sucesso.

“Nós conversamos, dialogamos, tentamos explicar. Aparentemente não fomos bem-sucedidos, pelo menos em relação à decisão da comissão”, reconheceu Moro no final da tarde desta quinta.

A votação da comissão especial precisa ainda ser confirmada pelos plenários da Câmara e do Senado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, passou por cima do acordo feito com oposição, centrão e governo, e decidiu não apreciar a medida provisória em plenário nesta quinta. O prazo para que a MP caduque é 3 de junho.

“Hoje houve uma decisão não muito favorável a essa proposta do governo [de fortalecer o Coaf]. Independente do que aconteça, podem ter certeza que a política do governo será sempre de fortalecimento desse órgão”, afirmou Moro.

O ministro da Justiça reafirmou ainda que entende que “o Coaf fica melhor no Ministério da Justiça”, mas ressaltou que respeitará a manifestação final do Parlamento caso ela seja por transferir o órgão para a pasta comandada por Paulo Guedes.

“Se essa for a decisão final do Congresso, vamos conversar com a Economia para ver a melhor forma de manter as estruturas e os trabalhos que vão ser analisados”, afirmou Moro.

O diploma de mérito Coaf é dado anualmente pelo conselho a pessoas e instituições que atuam na área de combate à lavagem de dinheiro ou ao financiamento do terrorismo.

Referindo-se à intensa discussão envolvendo o órgão recentemente, Moro disse que “nunca se falou tanto no Coaf como nos últimos seis meses”.

“Sem a inteligência financeira não conseguimos enfrentar de forma eficaz a corrupção e o financiamento do terrorismo. Por isso que o Coaf tem que ter uma estrutura compatível”, disse Moro.

A derrota de Moro e do governo Bolsonaro, que evidenciou novamente a fragilidade na articulação política do Planalto com o Congresso, ocorreu pela pressão de parte do centrão e pela oposição.

Criado em 1998, o Coaf é um órgão de inteligência financeira que investiga operações suspeitas.

O Coaf recebe informações de setores que são obrigados por lei a informar transações suspeitas de lavagem de dinheiro, como bancos e corretoras. O conselho analisa amostras desses informes e, se detectar suspeita de crime, encaminha o caso para o Ministério Público.

Durante a crise do Mensalão, ofícios do Coaf entregues à CPI dos Correios indicaram, por exemplo, grande volume de saques em espécie por parte da SMPB, empresa de Marcos Valério, o operador que abasteceu o esquema de pagamentos a políticos da base do governo petista.

Mais recentemente, o Coaf identificou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o órgão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 ao mesmo mês de 2017 —entraram em sua conta R$ 605 mil e saíram cerca de R$ 600 mil. A quantia foi considerada incompatível com o patrimônio do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

A reforma

– Principais pontos

Corta de 29 para 16 o número de ministérios; cria quatro pastas com status ministerial —Casa Civil, Secretaria de Governo, Secretaria-Geral, GSI— e dois cargos com status de ministro: advogado-Geral da União e presidente do Banco Central
Extingue o Ministério do Trabalho e distribui atribuições entre Economia, Justiça e Cidadania
Economia herda atribuições dos antigos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços
Cultura perde o status de ministério e vai para baixo do Ministério da Cidadania
Transfere para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas e quilombolas, antes sob Funai e Incra
Serviço Florestal Brasileiro, que fazia parte do Ministério do Meio Ambiente, vai para a gestão do Ministério da Agricultura

– O que já caiu na comissão especial?

Coaf saiu do Ministério da Justiça e foi para o Ministério da Economia
Funai saiu do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e foi para o Ministério da Justiça. A demarcação de terras indígenas, que estava no Incra, no Ministério da Agricultura, também foi para a Justiça
Fiscalização do governo sobre ONGs foi derrubada
Foram recriados os Ministérios da Integração Nacional e das Cidades
Foi incluído um jabuti (proposta que nada tem a ver com a MP) que limita a atuação de auditores da Receita Federal

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Quem vota no PT, vota na impunidade e no favorecimento do crime organizado. Essa votacao foi a maior prova disso. Qualquer discurso contrario é apenas pra enganar alienado. Derrotado foi o cidadao honesto.

  2. O RN já começou bem com um suplente de Senador mostrando o que suplente mal indicado pode fazer, será que tá com medo do COAF.

    1. BG.
      Esse cargo de suplente de senador tem que ser extinto, tai o exemplo do carioca agora "senador" do RN, voltando contra medidas de combate aos corruPTos inclusive os do partidinho delle. Quem deveria assumir o mandato era o 2º colocado e fim de papo, afinal não se vota em suplente e mais desse tipo forasteiro.

  3. Essa é a famosa matéria dos pelegos de esquerda….
    Derrota de quem, independente do Ministério que o COAF ficar subordinado, quem manda, quem é o Presidente e por quem esses Ministros são nomeados???!!!
    PUTZS… essa mídia caviar é um saco!

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Economia

‘Capitalização só com contribuição do trabalhador não para em pé’, diz relator

O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), disse, nesta quinta-feira (9), que um regime de aposentadorias de capitalização apenas com recursos depositados pelo trabalhador não é viável.

“Eu acho que há quase que uma unanimidade do ponto de vista que a capitalização só com a contribuição do indivíduo não para em pé”.

Moreira acredita ser necessário que o empregador também pague para a aposentadoria do trabalhador.

A proposta de reforma da Previdência enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) prevê a possibilidade de contribuição patronal, mas não há a obrigação para o pagamento desses recursos.

O relator avalia que, somente com a parte do empregado, há risco de o trabalhador não poupar o suficiente para a aposentadoria.

“Estamos estudando essa parte”, afirmou o relator ao ser questionado se incluiria a obrigatoriedade da parcela do patrão.

No sistema de capitalização, cada trabalhador faz a própria poupança para bancar a aposentadoria. O ministro Paulo Guedes (Economia) defende a troca do atual modelo —o de repartição – pela capitalização.

Pelo regime de repartição, os trabalhadores da ativa contribuem para a Previdência e esses recursos são usados para pagar as aposentadorias de quem já saiu do mercado de trabalho.

Guedes já se posicionou contra a ideia de que o empresário também pague para a aposentadoria do empregado. Em audiências públicas no Congresso, o ministro cita que o Chile teve uma forte geração de empregos quando implementou uma capitalização sem a parcela do empregador.

A oposição, no entanto, critica o caso chileno, argumentando que o regime de capitalização não funcionou nesse modelo no país.

Apesar da postura de Guedes, integrantes da equipe econômica defendem que o empregador também tem que contribuir.

Nesta quinta, a comissão especial da reforma da Previdência se reuniu novamente para debater o tema com especialistas contrários e favoráveis à proposta.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Ministro do mercado financeiro, ele está preoculpado com aposentadoria de pobre ainda tem trabalhador que defende essa armadilha. Ainda tem Rogério Marinho essa gosta do trabalhador, abra os olhos povão, depois não chore.

  2. A capitalização é maior armadilha dessa reforma. E é o item mais ansiosamente aguardado pelos tubarões do mercado financeiro.

    1. PTralhas qual a sugestão ??? Ficaram 13 anos no poder e ROUBANDO ..cadê a solucao seus ladroes

    2. Deixa como tá. Já tem município com mais inativo como ativo e a proporção piorando. Vai dar certinho.

    3. Segundo as crias do PT, o modelo correto foi o mantido pelo PT durante mais de uma decada, onde so os funcionarios publicos, marajas, recebem suas aposentadorias e regalias contribuindo com muito pouco pra receber muito. O trabalhador e o desempregado nao fazem parte da sociedade petista, nao vai receber nem o salario minimo pelo modelo mantido pelos petistas, porque a previdencia ja esta quebrada. Petista gosta de privilegios… e do jeito que votam, votam contra a populacao.

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