Judiciário

ACREDITEM SE QUISER: PGR se rebela contra redução de ferias de 60 dias para promotores e procuradores e faz ameaças “Férias de 30 dias nos 3 poderes seria o caos”

Ai de quem vive sem horror, pois só o espanto salva a sanidade em tempos de insensatez. Se você acha que já viu tudo, recomenda-se que leia uma nota emitida nesta segunda-feira pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

No texto, o doutor rebela-se contra a idéia de acabar com as férias de 60 dias de promotores e procuradores, mimo usufruído também por juízes. Em defesa de sua corporação, Aras converteu-se numa espécie de cavaleiro do Apocalipse.

“Caso o Parlamento pretenda levar adiante a redução das férias, é provável que tenhamos que discutir, também, a necessidade de se estabelecer jornada de trabalho e férias de 30 dias para os membros dos Poderes Legislativo e Executivo – o que seria o caos na vida nacional”.

A lipoaspiração nas férias dos membros do Ministério Público é discutida no âmbito da reforma administrativa do governo. Consta de proposta de emenda à Constituição relatada pelo líder de Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra.

Aras poderia defender a extinção ampla, geral e irrestrita das férias em dobro. Mas preferiu utilizar seu poder de persuasão na construção de uma tese mosqueteira: “Um por todos, todos por hummmmmmm…”

Dias atrás, ao comentar o flagelo do desemprego, Jair Bolsonaro afirmou: “O pessoal sempre fala em direito, direito, direito… E esquece deveres. O que eu tô sentindo por parte do trabalhador é que eles já falam: ‘Se for possível, menos direito e [mais] emprego”. E Aras: Não ousem tocar nos nossos privilégios.

Admitindo-se que a Procuradoria siga o calendário do Judiciário, o repouso anual não é de 60 dias, mas de 88 dias. Nessa conta, observada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, entram, além das férias, um recesso de final de ano e feriadões prolongados.

Aras alega que promotores e procuradores suam demasiado a camisa. “A carga de trabalho de cada membro torna-se até certo ponto desumana…” E a redução das férias em dobro levaria procuradores a “descumprir prazos, dobrando ou triplicando os 110 milhões de processos que hoje existem”.

A tese do procurador-geral é desconexa e insultuosa. Não faz nexo porque excesso de processos se resolve com mais trabalho, não com mais férias. Insulta a inteligência alheia porque subverte o significado de crueldade. Desumano é não ter um contracheque para encher a geladeira. Ou arrostar a sobra do mês no fim do salário.

Tudo muda no Brasil, exceto a disposição das autoridades de suportar na própria pele todas as vantagens que o déficit público puder financiar. Em situação normal, as férias de 60 dias seriam um absurdo. Num país empregocida, com 12 milhões de pessoas no olho da rua, tornam-se um escárnio.

É verdade que o brasileiro se espanta cada vez menos. Virou um cidadão de poucos espantos. Suprimiu dos seus hábitos o ponto de exclamação. Mas não convém cutucar a sociedade com o pé. Ela pode morder.

JOSIAS DE SOUZA

 

Opinião dos leitores

  1. São um bando de parasitas.Como frizou o José Carlos,a grande maioria deles vendem as férias??Em seguida entram de licença médica,alegando
    stress ou quaisquer outros problemas
    de saúde.Arranjando atestado com amigos ou parentes médicos ou até comprando.Tomara que a reforma administrativa acabe com a regalia desta mundiça.Os assessores desta desta corja,são todos parentes e puxa sacos subservientes.
    Fortaleza,04.11.2019

  2. São um bando de parasitas.Como frizou o José Carlos,a grande maioria deles vendem as férias??Em seguida entram de licença médica,alegando
    stress ou quaisquer outros problemas
    de saúde.Arranjando atestado com amigos ou parentes médicos ou até comprando.Tomara que a reforma administrativa acabe com a regalia desta mundiça.Os assessores desta desta corja,são todos parentes e puxa sacos subservientes.

  3. Apatia é algo engraçado, a massa ignara ganhando R$ 4,54 por hora e esses monstros querendo essas férias todas. Se não fosse tanta torpeza, eles iam lá pegar pelos cabelos esses parasitas e botar para cortar cana.

  4. essa turma do "direito" não quer perder nada… deram jeito de arranjar 16,38% justamente quando 'perderam' o auxílio moradia… agora, não querem perder a mamata de 30 dias extras de férias (e, claro, mais 1/3 de férias em $$)… como dizia a música do Gilberto Gil, "a usura dessa gente já virou um aleijão". Agradeçam ao 'melhor presidente que o Brasil já teve', que deu essa liberdade (que virou libertinagem) aos togados e demais do "efeito-cascata" (efeito-mamata, na realidade).

  5. kkkkk
    Sabia que um dia esse trem da alegria se acabava.
    Apesar de não gostar desse Bolsominion pelo menos estou vendo alguma coisa boa.
    Espero que seja de uma vez por todas, pq não é a primeira vez que acabam os penduricalhos e essa "turma boba" cria administrativamente varios penduricalhos.
    Basta lembrar quem viveu a fase antes do subsidio, essas figuras se autoconcediam inumeros penduricalhos (anuenio, quinquenio, licenca premio, ferias 60 dias, recesso, folgas de plantao, feriados proprios, sem contar as modormias que em paises serios nao existem como motorista, carro oficial, auxilio saude, auxilio moradia, etc)

  6. Seria cômico se não fosse trágica a postura desse Procurador!
    Melhor tivesse ficado calado!
    Isso causa repugnação!
    NOJO!

  7. Bando de covardes!
    Não têm o menor bom senso para reconhecerem suas regalias são absurdas e desproporcionais e servem muito mais para encher seus bolsos do que para a finalidade para que foi criada, pois 99% dos "doutores" vendem as férias de forma indenizatória sem nenhum desconto, ou seja, a estatística prova que sua finalidade é FINANCEIRA.
    No mais, ainda tem recesso e folgas administrativas, agora fundamentem sua defesa???
    PALHAÇADA!

  8. Babaca!
    Fique tranquilo que a população vai te apoiar!
    Esses falso moralistas éum câncer nas costas do povo!
    E tem muito mais regalias que deviam acabar o recesso de 20 dias, licença premio de 90 dias, penduricalhos administrativos, etc
    TREM DA ALEGRIA dos "semideuses", que usam de forma particular telefones corporativos, tablets, notebook é um ABSURDO!

  9. No entender desse procurador quanto mais hora trabalhada, menos se produz. Sei não, acho que se fosse uma declaração de um procurador dos EUA, ele estaria defenestrado. Assim como a roubalheira esquerdalha, estariam todos presos e a justiça americana jamais estaria tentando encontrar um possível álibi pra livrar os couros desses CANALHAS criminosos.

  10. O raciocínio do homem é totalmente sem lógica, diz que trabalham demais e de forma desumana kkkk e estão poucos funcionários por isso as férias de 60 dias kkkkk a solução para ele parece ser quanto maior o volume de trabalho maior o tempo de férias kkkkk então a solução parece ser aumentar o período de férias para 120 dias kkkkkkkkk piada desses promotores kkkkkkkkkkkk

  11. Se existe acumulo de processos a serem julgados, o que fazem essa corja de assessores nomeados para auxiliarem esses individuos?

  12. Correto.ga nem muito bem. Trabalham pouco, além de ter milhões de processos. Morosos de preguiçoso . Tem juiz que nem ler, nem.manda colocar o que foi dito. Tudo de audiência tem que ser gravado com um prazo maior para que a parte tome conhecimento se houve axotdis para a favorecer a empresa. Prática corriqueiea entre os colegas advogados embora parte dos casos. Se o advogado for amigo e valente. Ainda vai…..

  13. Ou reduz as ferias pra 30 dias, ou todos servidores tenha mesmo direito de 6o dias de férias, isso é uma vergonha.

  14. Eu TB quero 60 dias de férias entao …..
    MP brasileiro é um dos orgulhos da nação ,só não é muito referência quando o caso é com eles !!

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Economia

Melhora de cenário leva governo a aumentar projeção do PIB para 2020

Na esteira da divulgação da nova fase de reformas, a equipe econômica vai elevar nesta semana sua previsão para o crescimento da economia em 2020. A nova estimativa deve ficar mais próxima de 2,5% – hoje é de 2,17%. Na avaliação do governo, o setor privado está puxando a retomada do PIB.

Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, esse movimento já pode ser verificado nos últimos dados das contas nacionais, destrinchados em estudo preparado pela sua equipe. O trabalho foi concluído na semana passada e será divulgado essa semana em boletim macroeconômico da Secretaria.

O estudo separa o crescimento, os investimentos e a criação de vagas formais de trabalho no setor público e no setor privado, e o diagnóstico é uma inversão de tendência. Se em 2014 os números registrados pelo governo eram acima dos das empresas, a crise fiscal e a falta de recursos reduziram o espaço do governo, levando as empresas a aumentarem sua participação.

De acordo com o secretário, essa tendência será reforçada com as novas reformas que serão encaminhadas ao Congresso, com as medidas já em andamento para o crédito e mercado de capitais e com a liberação do FGTS. Ele citou ainda ações para facilitar a quitação de dívidas, os investimentos no setor de petróleo e os efeitos plenos da queda de juros, que demoram de seis a nove meses para refletir na atividade econômica.

“A nossa leitura é que esse é um crescimento sustentável no longo prazo e que preserva as contas públicas. Esse modelo veio para ficar”, diz o secretário. Sachsida ressalta que, nas últimas semanas, os economistas também estão revisando para cima as suas estimativas para o crescimento econômico, depois de um período em que alguns deles apostavam num quadro de recessão técnica no segundo trimestre do ano.

Investimentos

O estudo da Economia mostra que, ao final do segundo trimestre, o investimento privado crescia 7,02%, enquanto o público teve tombo de 14,30% em relação ao mesmo período de 2018. Já o PIB do setor privado avançava 1,69%, ante queda de 1,56% do público.

“Isso significa crescimento sustentável”, ressalta o secretário. Em resposta às críticas ao forte recuo dos investimentos realizados pelo governo, o secretário diz que eles são importantes em diversas áreas, mas pondera que é preciso separar o investimento que é fundamental para a estrutura do funcionamento do setor público do que foi feito no passado recente, que gerou perda produtividade e prejudicou as contas públicas. A estimativa do governo é que os investimentos fiquem em cerca de R$ 49 bilhões, um dos menores da história.

Para Sachsida, a queda dos juros para o patamar de 5% vai favorecer ainda mais os investimentos do setor privado. Além disso, a não reposição das vagas do setor público depois das novas aposentadorias também tem levado um distanciamento da criação de vagas formais do setor privado.

Em junho, o número de vagas abertas pelas empresas nos 12 meses anteriores chegou a 480,6 mil, enquanto no setor público houve uma redução de 28,8 mil empregos no período. “Antes caminhavam juntos.”

Tentação

Sachsida revela que o momento mais difícil para a equipe econômica foi em julho, quando diante da falta de recursos e de uma quase paralisação da máquina administrativa, especialistas recomendavam a revisão da meta fiscal do ano e mudanças no teto de gastos para liberar gastos públicos e impulsionar a economia. Segundo ele, o governo não caiu na “tentação” de seguir por esse caminho.

“O resultado deixou claro que a estratégia se pagou, com a credibilidade que o governo conquistou sendo firme em julho e agosto, quando havia várias cobranças”, afirma. O quadro negativo, na sua avaliação, passou a mudar em setembro.

Para o secretário, a política adotada pelo ministro da economia, Paulo Guedes, está corrigido os problemas de má alocação de recursos. “Agora, quem é o líder é o setor privado. Estamos usando os recursos públicos onde ele é o mais eficiente.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Torçamos para que o aumento do PIB traga resultados concretos para todos, principalmente os mais pobres, e não fique concentrado nas camadas economicamente mais aquinhoadas. No Chile temos um bom exemplo de PIB elevado com concentração de renda, gerando empobrecimento, sofrimento e revolta no povo .

    1. Não houve empobrecimento. Pelo contrário. Pode até ter havido aumento nas desigualdades.
      Isso é outra coisa. Mas até irmãos criado sob um mesmo teto são desiguais nos talentos, aspirações e esforços e é melhor haver desigualdade com a base vivendo dignamente
      do que ter igualdade na miséria. Agora, como existe muita inveja, as pessoas precisam de um discurso racionalizador para lidar com isso (viram socialistas).

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Economia

Governo Bolsonaro anuncia hoje novas medidas econômicas. Veja quais são

O governo começa a apresentar nesta terça-feira ao Congresso um conjunto de reformas para equilibrar as contas públicas. O pacote é a prioridade da equipe econômica após a aprovação da reforma da Previdência e vem sendo chamado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de “agenda de transformação do Estado”.

O anúncio será dividido em duas partes. Nesta terça-feira, serão apresentadas ao Senado três propostas de emenda à Constituição (PECs). Uma delas prevê medidas emergenciais de ajuste fiscal, como redução de salários e jornada de servidores públicas. Outra, tratará da redistribuição de recursos com estados e municípios. A terceira desvinculará dinheiro hoje preso em fundos públicos, liberando R$ 220 bilhões para abater a dívida pública.

Já na quarta-feira, o governo encaminhará à Câmara dos Deputados a proposta de reforma administrativa. O texto prevê que novos servidores só tenham direito a estabilidade após dez anos: três anos de estágio probatório e sete anos de contrato. Em outra frente, prevê uma reestruturação do plano de carreiras do funcionalismo, acabando com funções como datilógrafo e vidreiro, consideradas obsoletas.

Também chamada de Mais Brasil, a PEC prevê a redistribuição de recursos com estados e municípios. O objetivo da equipe econômica é pôr em prática o princípio do “mais Brasil, menos Brasília”. Ou seja: descentralizar dinheiro que fica em Brasília, irrigando estados e municípios. Essa divisão será feita principalmente por meio da arrecadação de royalties do petróleo. O governo federal quer que, no futuro, estados e municípios fiquem com 70% da arrecadação desses recursos, e a União receba apenas 30%. Hoje, ocorre o inverso: governos locais ficam só com 30%.

A PEC do pacto também vai propor uma desvinculação de recursos públicos. O plano ganhou o apelido de DDD, em referência às três medidas que Guedes planeja para o Orçamento: desvincular, desindexar e desobrigar despesas. Um dos pontos prevê, por exemplo, mudanças na regra que hoje destina percentuais fixos da receita com os gastos com saúde e educação. O projeto deve criar uma regra única para as duas áreas, assim, gestores públicos teriam mais flexibilidade para escolher o que é prioridade.

PEC emergencial

A medida também é conhecida como PEC dos gatilhos, em referência às ações que são engatilhadas a partir do descumprimento de regras fiscais. O objetivo é cortar despesas obrigatórias e, assim, reequilibrar as finanças públicas no curto prazo. Entre as medidas, está a possibilidade de redução de jornadas e salários de servidores públicos.

A proposta que será enviada pelo governo ao Senado é semelhante a outro projeto, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que hoje tramita na Câmara. A estratégia do governo é que os dois textos se encontrem eventualmente, de forma que as medidas sejam complementares.

A principal diferença entre as duas medidas é que a PEC elaborada pelo governo amplia a possibilidade de acionamento de gatilhos a estados e municípios. Assim, governadores também poderão reduzir salários e jornadas de servidores para se ajustarem aos limites de gastos previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Para a União, o acionamento desse gatilho ocorrerá pelo descumprimento da chamada regra de ouro, que proíbe que o governo federal se endivide para pagar despesas correntes.

PEC dos fundos

A proposta busca liberar R$ 220 bilhões, hoje parados em mais de 280 fundos públicos. O objetivo é usar esse dinheiro para abater a dívida pública, hoje em R$ 5,5 trilhões. Esse montante equivale hoje a 79% do Produto Interno Bruto (PIB).

A reformulação irá poupar os fundos constitucionais do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Nesse caso, o dinheiro é usado para investimentos nos estados dessas regiões. A avaliação é que não há clima político para acabar com esses fundos.

Veja o que será apresentado nos próximos dias:

Quarta-feira: PEC da reforma administrativa

Proposta para revisar as regras do funcionalismo público. Entre as principais medidas, o governo quer rever o modelo para conceder estabilidade a novos servidores. Quem entrar a partir da aprovação das novas regras, precisará passar por três anos de estágio probatório e será contratado sem estabilidade por até sete anos. Após dez anos, será servidor estável. Hoje, aprovados em concursos se tornam estáveis após os três anos de estágio.

O governo também planeja uma ampla reestruturação das carreiras. Hoje, existem mais de 2 mil cargos e 117 carreiras no funcionalismo. O plano inclui a extinção de carreiras como datilógrafo, ascensorista e vidreiro. O fim dessas funções, no entanto, só ocorreria após a aposentadoria dos servidores que hoje ocupam esses cargos. Não há previsão de demissão de funcionários públicos.

Em outra frente, o projeto também prevê o fim do que são considerados privilégios para servidores. Funcionários do Judiciário, inclusive juízes, perderão o direito a férias de dois meses. Também está previsto o fim da licença especial de três meses a que servidores têm hoje direito para fazer cursos fora. Além disso, a PEC vai prever o fim da progressão funcional por tempo de serviço. As promoções só ocorrerão por mérito.

Quinta-feira: Pacote de emprego

Para estimular a contratação de jovens e pessoas acima de 55 anos, o governo vai propor uma desoneração da folha de pagamento temporária. Serão zeradas as contribuições para a Previdência Social, o Sistema S e salário-educação dessas faixas etárias. O FGTS deverá cair de 8% para 2%, segundo técnicos a par das discussões. Os benefícios deverão vigorar por dois anos e os empregadores não poderão se aproveitar da nova modalidade de contratação para substituir os funcionários atuais.

Também será anunciado um programa de microcrédito, voltado para a população de baixa renda e desbancarizada (sem acesso às instituições financeiras).  A ideia é copiar o Crediamigo, ofertado pelo banco do Nordeste – que reúne vários empreendedores individuais ou reunidos em grupos solidários que atuam no setor informal e formal.  A abertura de conta é gratuita e o risco de calote é dividido entre os tomadores.

Próximos dias: reforma tributária e programa de aceleração de privatizações

Ainda estão previstas, para os próximos dias, ainda a confirmar, o lançamento de duas medidas da agenda pós-Previdência. A proposta de reforma tributária do governo será fatiada e tocada aos poucos no Congresso. A primeira medida será a unificação do PIS/Cofins, primeiro passo para a criação de um imposto que substituirá tributos federais.

Já para as privatizações, está prevista a criação de um rito acelerado para venda de estatais, chamado de “fast track”, algo como pista rápida, em tradução livre.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Os salários dos servidores tem que ser compatíveis com a sua função e mérito relacionado a todo o mercado de trabalho .

  2. O gestor comete erros, falha no planejamento, nao atraem empresas, compromete as finanças publicas e quem paga é o servidor com redução de salario. Bacana essa PEC. Nao devia chamar de Emergencial.. seria melhor PEC da Incompetência Gerencial. Isso so vai servir pra livrar de processos de improbidade o mau gestor…

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Política

Janaína Paschoal diz que vê risco de Bolsonaro não terminar mandato e que Eduardo e Carlos Bolsonaro “acreditam na ditadura”

ctv-ane-janaina

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou nesta segunda-feira que existe o risco de o presidente Jair Bolsonaro não concluir seu mandato por conta de maus aconselhamentos e de erros da sua família. Para Janaína, “ou ele (Bolsonaro) melhora” ou será necessário “construir uma alternativa”.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Janaína disse que não vê nenhuma acusação que atinja Bolsonaro ou algum de seus filhos, mas que erros políticos podem enfraquecê-lo a ponto de ele não conseguir manter sua sustentação no cargo até 2022.

“Acho que há [risco]. Não pela prática de crimes, mas ele se circulou de pessoas que não o aconselham bem” disse Janaína e emendou “tem situações em que ele cria conflitos onde flagrantemente não precisa. E não é só ele, é a família”.

A deputada não explicou qual seria a alternativa caso Bolsonaro perdesse o cargo. Segundo ela, a retórica contra a democracia e pró-ditadura usada em determinados momentos pelo vereador Carlos Bolsonaro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro é digna de críticas, mas não é surpresa.

“Eles acreditam nisso mesmo. Eles nunca mentiram, durante a campanha ou quaisquer entrevistas. Mas o país tem instituições fortes o suficientes para que fique claro que não existe espaço para isso. Eles pensam muito com esse saudosismo de 1964” disse a deputada.

Segundo Janaína, não há risco de crescimento de autoritarismo no governo pela falta de apoio do presidente pelos “formadores de opinião”.

Ao longo do programa, a deputada também defendeu a atuação do ministro da Justiça Sérgio Moro. “Não sinto nele um desejo de intervenção para melhorar a situação para o presidente. Não vejo o ministro Moro como um advogado do presidente como no passado recente.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. NÃO SE ENGANEM INDEPENDENTE DE ERROS E ACERTOS O POVO ESTÁ COM BOLSONARO ………um presidente com apoio do povo nunca estará sozinho. ……..

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Economia

ISSO PORQUE SÃO “AMIGOS”: Em novo revés, EUA mantêm veto à carne bovina do Brasil e frustram Bolsonaro

Em mais um gesto que frustrou o governo Jair Bolsonaro, os EUA negaram a abertura de seu mercado para a carne bovina in natura do Brasil, pleito que estava incluído nas negociações de uma parceria estratégica acertada com o presidente Donald Trump.

A decisão dos EUA é resultado de uma inspeção técnica liderada pelo Departamento de Agricultura no Brasil, cujo relatório foi disponibilizado para o governo brasileiro na quinta-feira (30).

Nele, segundo pessoas com conhecimento do documento, os americanos solicitaram informações adicionais ao governo Bolsonaro e estabeleceram que uma nova inspeção sobre a qualidade da carne   deverá ser realizada no Brasil.

Só depois —dizem os americanos— haverá a possibilidade de as barreiras contra a carne brasileira naquele país serem levantadas.

De acordo com interlocutores no governo, isso pode atrasar a abertura do mercado norte-americano em cerca de um ano.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ficou decepcionada com o teor do relatório por considerar que todas as informações solicitadas pelos EUA tinham sido esclarecidas. Não haveria, portanto, necessidade de agendamento de um nova missão ao país.

Tereza Cristina deve embarcar com uma comitiva para os EUA no dia 17.

A viagem já estava agendada, mas a ministra deve aproveitar a programação naquele país para expressar seu incômodo ao Secretário de Agricultura, Sonny Perdue.

“Vamos tratar disso pessoalmente nos EUA, com quem temos um bom relacionamento”, disse a ministra à Folha.

Os EUA suspenderam a compra de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, na esteira da operação Carne Fraca, que revelou um esquema de adulteração do produto vendido no mercado interno e externo com atestados de qualidade obtidos mediante corrupção de funcionários do governo.

Desde então, o governo brasileiro vem tentando a reabertura desse mercado —um esforço que sempre encontrou resistência dos produtores americanos de proteína animal.

Em 2016, o Brasil exportou US$ 284 milhões de carne bovina in natura aos EUA, o que representou cerca de 5% das vendas brasileiras desse produto ao exterior. O país era o sexto maior comprador do Brasil.No ano seguinte, foram US$ 292 milhões.

A expectativa do governo Bolsonaro era que a proximidade com Trump e concessões feitas a Washington ajudassem na liberação das exportações de carne bovina.

Até o momento, só houve concessões pelo lado brasileiro como a abertura de uma cota para a importação de trigo dos EUA.

Em março, em visita à Casa Branca, Bolsonaro acertou com Trump que o Brasil permitiria a importação de até 750 mil toneladas de trigo dos EUA com tarifa zero.

Na declaração conjunta, em razão da visita oficial de Bolsonaro a Washington, os dois presidentes afirmam que os EUA concordaram “em agendar uma visita técnica do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para auditar o sistema de inspeção de carne bovina do país”.

A visita do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar ocorreu em meados deste ano. Antes da conclusão do relatório, os norte-americanos solicitaram ainda informações adicionais ao Brasil, que foram enviadas.

Interlocutores no governo que seguem o assunto de perto relataram à Folha que os norte-americanos se incomodaram com carnes brasileiras que tinham abcessos, causados pela vacinação contra a febre aftosa.

​Essa foi uma das razões da decepção com o relatório da semana passada, uma vez que, de acordo com esses interlocutores do governo brasileiro, a presença desses abcessos não torna a carne imprópria para consumo, afetando apenas o aspecto visual do produto.

O porta-voz da Presidência República, general Otávio Rêgo Barros, disse nesta segunda-feira (4) que a expectativa do governo era que as exportações fossem retomadas.”A nossa expectativa é de que esse veto não se mantivesse”, disse.

“Uma futura ou próxima inspeção, nós não sabemos exatamente o tempo, mas temos todas as capacidades. Já as apresentamos aos nossos interlocutores e a expectativa é que muito pronto esse mercado esteja aberto igualmente como tantos outros à carne brasileira”, acrescentou.

Em setembro, o Brasil decidiu também aumentar em 150 milhões de litros o limite para importação de etanol dos EUA com isenção de tarifa.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. A própria matéria diz o motivo da não aceitação. Os caras têm o direito de exigir o máximo de informações possíveis para liberarem a venda.

  2. Esse CÂNCER avassalador do mundo chamado "eua" não enxerga nada além do seu próprio nariz.
    Egoísta e egocêntrico, esse 'encosto' presunçoso, preconceituoso e com um rei na barriga só se aproxima de algum outro país quando quer sugar ou tem algum interesse próprio.
    Fora isso, essa raça imunda não tem o menor espírito de boa vizinhança ou humanidade.
    Mas um dia a conta vai chegando aos pouquinhos…
    A mesma mão capitalista que afaga é a mesma que estronda !
    A lei do retorno é implacável, até mesmo pros que se acham acima do bem e do mal.
    Esse coice foi muito bom pro bozo tomar vergonha na cara e parar com essa bajulação sebosa e essa postura subserviente ao pato donald. Ele e outros babões por aí afora.
    Pelo menos é o que se espera…

  3. Mesmo sem vender aos EUA o BRASIL tem seu melhor mês (outubro/19) em exportações de carne. Mais de U$808mi
    Vamos manter matérias sem tendência política. Bom dia!

  4. Interessante, o BG está parecendo jornal nacional da Rede Globo, só tem reportagens que não prestam do governo…E o que bom?, por que você não divulga….BG, vamos ser imparcial, nós das redes sociais estamos antenados a vocês da mídia….Boa sorte…Mas, elogie o nossa nação também…

  5. Bom cachorrinho balance mais o rabinho ou bom cachorrinho abaixe mais as calças…?????????. O gado nem murgi, murgi, como bons mínimos naturalmente ??????

  6. Vou dar o troco.. A partir de agora só produtos não norte americanos no meu consumo..chevrolet..shell..mc donalds Dell.. Etc.. Todos fora

  7. Como Brasil está sendo visto como futura potência mundial, as atuais estão com ciúmes!
    Estão vendo que novo governo acredita no potencial do Brasil e dos brasileiros. Não somos subserviente!

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Jornalismo

Falsa babá com mandado de prisão no RN trabalhava na casa de Érick Jacquin em SP roubando artigos de luxo e cuidando dos filhos dele

A polícia prendeu um comerciante acusado de receptação de relógios e bolsas de luxo, neste domingo (3), após o apresentador e chef de cozinha Érick Jacquin ser vítima de uma babá de 38 anos, acusada de furtar um relógio suíço, presente do nascimento de seus filhos gêmeos, avaliado em R$ 15 mil.

Segundo a polícia, Jacquin estava em uma reunião de amigos entre a noite de sábado (2) e a madrugada de domingo (3), em endereço não informado, quando a mulher do chef, Rosangela Menezes, recebeu uma mensagem via WhatsApp. “Ela recebeu um alerta, com foto, de uma babá que estaria furtando vítimas”, explicou o delegado Roberto Monteiro.

O delegado também estava na reunião de amigos e foi procurado por Rosangela, que afirmou ao policial que a babá da foto seria a mesma que havia contratado para cuidar de seus gêmeos, nascidos em 23 de dezembro do ano passado.

Ao constatarem que a mulher da foto estava na casa com os gêmeos, o chef, Rosangela e o delegado foram ao encontro à suspeita.

A princípio, acrescentou o delegado, ela negou ser a babá suspeita, inclusive deixando o policial verificar o que havia no celular dela.

Segundo a polícia, no aparelho da babá foram encontradas fotos do interior da casa de Jacquin, incluindo do relógio que foi dado de presente ao chef quando os filhos dele nasceram. “A suspeita se apresentou às vítimas usando a identidade da irmã”, explicou Monteiro. Por fim, a babá teria confessado o crime.

Ela ainda indicou a pessoa para a qual vendeu o relógio do chef, um comerciante se 65 anos, que adquiriu o objeto por R$ 600,00. “O suspeito foi procurado e, quando informado sobre a prisão, tentou atacar os policiais usando uma faca”, afirmou o delegado Luís Guilherme Pinheiro. Ninguém se feriu.

Pinheiro acrescentou que foram encontrados 43 relógios de luxo com o comerciante, incluindo o de Jacquin. “A suspeita também mandou uma foto de uma bolsa de luxo [da mulher do chef] para que o receptador a avaliasse para comprar”, acrescentou o delgado.

A bolsa, porém, não foi furtada pela babá. O chef também constatou que 500 euros (R$ 2.232) e mais dois relógios também sumiram de sua casa. A polícia investiga se a babá tem participação no sumiço destes itens também.

A suspeita já havia sido presa em janeiro deste ano, na capital paulista, em cumprimento a um mandado de prisão, por furto, expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte. Ela respondia o processo em liberdade.

A polícia investiga outras sete prováveis vítimas da babá em São Paulo. Ela usaria, ainda de acordo com a polícia, sonífero para que as crianças das quais cuidava dormissem enquanto furtava a casa das vítimas.

Ela foi indiciada por furto qualificado (abuso de confiança) e por falsa identidade. O comerciante foi indiciado por receptação e resistência à prisão. Ele já foi condenado por homicídio e por outros casos de receptação, acrescentou a polícia.

“Não confie na indicação de ninguém, alerta Jacquin

O chef e apresentador Érick Jacquin disse para que as pessoas tomem cuidado ao contratarem pessoas para trabalhar dentro de casa. “Não compartilhe sua casa sem saber com quem está fazendo isso. Também não confie na indicação de ninguém”, alertou.

Jacquin contratou a babá, para cobrir as folgas de outra funcionária, por indicação de uma amiga da família, há cerca de dois meses. Por causa disso, nem ele nem a mulher levantaram os antecedentes criminais da suspeita, que usou os dados da irmã para trabalhar.

Ao constatar que havia contratado uma suspeita de furto, o chef se sentiu mal. “Quando abri a porta de casa, parecia que estava diferente. Uma sensação de sujeira, de que o ambiente estava violado.”

AGORA SP

Opinião dos leitores

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Política

Deputados do PSL defendem quebra de sigilo de gastos do cartão corporativo de Bolsonaro

Com o partido em pé de guerra, integrantes do PSL passaram a defender a quebra do sigilo do cartão corporativo de Jair Bolsonaro. Deputados argumentam que falta isonomia ao presidente, que critica a sigla e exige a devassa nas contas do partido, mas mantém em segredo o detalhamento de gastos com alimentação e transporte. Essa ala da legenda lembra que, quando deputado, Bolsonaro reivindicava transparência no uso da verba presidencial. Agora, parece ter se esquecido do assunto.

No PSL, há quem estude recorrer ao Ministério Público Federal para pedir formalmente a descrição dos gastos do Palácio do Planalto.

O governo fornece dados sobre a despesa total da Secretaria de Administração da Presidência da República, que inclui o gabinete pessoal e órgãos vinculados, mas preserva a divulgação de informações consideradas de segurança do mandatário.

As últimas declarações de Bolsonaro, de que deverá mesmo deixar o PSL e migrar para uma sigla nova, irritaram dirigentes do partido que até a última semana tentavam compor com ele. A ala do “deixa disso” prega agora a expulsão do presidente.

Esses integrantes da legenda vão levar a reivindicação a Luciano Bivar, que comanda o PSL. Vão argumentar que o dirigente não deve se furtar a atender uma solicitação que parta da maioria de seu grupo para não correr o risco de perder apoio.

PAINEL / FOLHA

Opinião dos leitores

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Acidente

A cada 3 horas, um motorista é autuado por embriaguez no Rio Grande do Norte

A cada três horas, uma pessoa no Rio Grande do Norte é  autuada por embriaguez no trânsito. Ao todo, foram 2.379 autuações de janeiro até o primeiro final de semana de novembro. O acidente envolvendo um Siena e uma Strada, na Rota do Sol, que deixou duas pessoas mortas no final da tarde do último sábado (02), entrou para essa estatística. Isso porque o motorista que provocou o sinistro estava com sinais de embriaguez. No mesmo período do ano passado, a Lei Seca do RN autuou 2.522, tendo uma redução de 143 autuações.

De acordo com o capitão Isaac Paiva, coordenador da Operação Lei Seca no RN, foram feitas 77 operações neste ano no Estado. Ao todo, foram 35.916 condutores que se prestaram ao teste de alcoolemia. Apesar de campanhas de educação, redução nos números e da lei ter se tornado mais rígida – com o crime de homicídio culposo se tornando inafiançável – ele aponta que os condutores ainda insistem em dirigir sob efeito da bebida.

Para continuar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/no-rn-autuaa-a-es-por-embriaguez-no-tra-nsito-sa-o-consideradas-altas/463932

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. A Rota do Sol é uma via sem lei, na qual, motoristas irresponsáveis estão ceifando a vida daqueles que ao menos tentam agir corretamente no trânsito.

    Agora a pouco, por volta das 7h, mais uma colisão na rotatória da Rota do Sol que dá acesso a Cidade Verde e Praias do Litoral Sul.

    Somente nos últimos 15 dias eu já presenciei 8 colisões na Rota do Sol, 6 na rotatória e duas ao longo da via principal no sentido Pium/Natal.

  2. tá pouco, eu vejo uns 3 por hora, sinal que tem pouca fiscalização…
    gostaria de contar uma situação que está acontecendo no calçadão de ponta negra: os amarelinhos ficam mexendo no celular enquanto motos como CG e BROS entregam gelo e descartáveis pilotando pelo próprio calçadão em alta velocidade, desviando de banhistas/turistas… quando vão fazer alguma coisa? quando uma criança for atropelada e morrer? fica aqui meu relato!

  3. Lei seca nesses "cidadãos de bem" que enchem a cabeça de cachaça e saem matando pessoas inocentes.

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Economia

Governo vai criar critérios para repassar recursos do pré-sal a estados e cidades

O Ministério da Economia vai criar um conjunto de critérios para distribuir recursos do pré-sal a estados e municípios, um dos eixos centrais do chamado pacto federativo —pacote que vai propor a alteração de regras fiscais e orçamentárias.

Analisadas pela equipe econômica durante a elaboração do pacto, as condicionalidades estavam inseridas na reta final das discussões e, segundo fontes, fizeram parte da concepção das medidas.

A distribuição dos recursos e os critérios a serem seguidos foram analisados principalmente pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Por isso, o pacote chegou a ser apelidado por Guedes de “Plano Waldery”.

O secretário considera em seus estudos uma distribuição maior de recursos ao longo dos anos aos entes que registrem melhora em indicadores ligados a saúde e educação (como dados de saneamento e de educação básica).

As discussões também consideraram privilegiar entes que promovam abertura do mercado de gás. Além disso, o governo estudou aumentar a rigidez de tribunais de contas regionais para evitar o mau uso dos recursos.

Os critérios a ficarem dentro do pacote ainda eram debatidos na reta final das discussões. Eles devem ser regulamentados por lei, o que pode ficar para depois do envio da PEC ao Congresso.

A ideia do ministério é que os repasses sejam feitos por meio do fundo social.

Criado em 2010, durante o governo Lula, ele recebe royalties e participações especiais da exploração do pré-sal e é usado hoje apenas pela União.

A distribuição dos royalties do pré-sal a estados e municípios é uma das partes centrais do pacto federativo e obedece ao objetivo de Guedes de buscar uma maior descentralização de recursos da União para os entes subnacionais. A ideia é buscar “menos Brasília e mais Brasil”.

A descentralização cria a oportunidade de os entes receberem recursos bilionários. A previsão de arrecadação com royalties e a parcela da União no lucro óleo (parcela da produção paga pelas petroleiras ao governo) é de R$ 52,5 bilhões por ano a partir de 2024, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Considerando o Imposto de Renda a ser pago pelas empresas, a arrecadação sobe para cerca de R$ 70 bilhões por ano, ainda segundo a agência.

De acordo com a ANP, no entanto, os montantes não são perenes e tendem a cair depois de um crescimento na exploração ao longo dos anos.

Na visão dos técnicos, os royalties do pré-sal (embora não permanentes) têm um caráter de receita recorrente que pode se tornar mais longeva que muitos tributos.

Nos estudos do ministério, a distribuição de recursos do fundo pode durar 35 anos, com distribuição já no ano que vem, e durar até 2054.

Em até dez anos, as novas condicionantes poderiam substituir totalmente itens que provocam discussões atualmente entre o governo federal e os estados.

As discussões são feitas atualmente em torno do FEX (Auxílio-Financeiro de Fomento às Exportações) e da Lei Kandir, que demandam cerca de R$ 4 bilhões ao ano em repasses.

O governo defende já ter ressarcido os estados conforme a lei exigia, mas todo ano os governadores demandam os recursos em meio a questionamentos sobre os valores. Por isso, o governo quer usar a proposta de redistribuição para pôr fim ao debate.

A redistribuição de recursos do pré-sal é uma das três PECs do pacto federativo a ser encaminhada ao Congresso.

Outra PEC é a que aciona gatilhos de redução de despesas (também chamada de PEC Emergencial), que pode criar um espaço de R$ 27,4 bilhões no Orçamento.

O cálculo foi feito pelo deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), autor da PEC anterior que alteraria regras fiscais, e pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados.

Também está prevista outra PEC para criar o Conselho Fiscal da República (que reunirá chefes de Poderes para monitorar e discutir as contas públicas).

“O país tem uma lei de responsabilidade fiscal que ninguém cumpre, então, queremos que os responsáveis pelos principais Poderes estejam em contato com essa realidade”, afirmou Guedes em entrevista à Folha publicada no domingo (3).

Com o conjunto de medidas previstas no pacto federativo, Guedes disse acreditar que diferentes governantes podem sair da crise.

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Política

Repreensão de Rodrigo Maia abre brecha para Câmara convocar Augusto Heleno por fala sobre AI-5

A repreensão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), às declarações do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, sobre um novo AI-5 foi vista por parlamentares como uma brecha para que o militar seja convocado a prestar esclarecimentos ao plenário da Casa.

Na segunda-feira (4), Maia chamou de grave a fala de Heleno e disse que o militar virou um auxiliar do radicalismo do escritor Olavo de Carvalho.

Na sexta-feira (1º), o deputado Orlando Silva (PC do B-SP) apresentou um requerimento de convocação do ministro do GSI. Segundo relatos feitos à Folha, o movimento do parlamentar da oposição não foi isolado —tendo, inclusive, aval de aliados do presidente da Câmara.

Maia indicou a pessoas próximas que pretende consultar os líderes partidários sobre a possibilidade de votar o requerimento já na sessão desta terça-feira (5).

Uma ala da Câmara se mostrou disposta a impor essa derrota ao governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Como se trata de um pedido de convocação, se ele for aprovado pela maioria dos deputados presentes, o ministro é obrigado a comparecer ao plenário, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade na hipótese de ausência sem justificação adequada, conforme prevê a Constituição.

Na quinta (31), Heleno comentou declarações do líder do PSL na Câmara, deputado Eduardo Bolsonaro (SP), de que a edição de um novo AI-5 poderia ser uma resposta a uma eventual radicalização da esquerda.

O instrumento, adotado durante a ditadura militar, resultou em forte repressão, com cassação de direitos políticos e fechamento do Congresso.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Heleno havia dito que não tinha ouvido as declarações de Eduardo, filho do presidente.

“Se falou, tem de estudar como vai fazer, como vai conduzir. Acho que, se houver uma coisa no padrão do Chile [atos violentos], é lógico que tem de fazer alguma coisa para conter. Mas até chegar a esse ponto tem um caminho longo”, afirmou.

Nesta segunda, Maia chegou a citar o pedido de convocação do general na Câmara. “Acho que a frase dele foi grave. Além disso, ainda fez críticas ao Parlamento, como se o Parlamento fosse um problema para o Brasil”, disse.

“É uma cabeça ideológica, infelizmente o general Heleno, o ministro Heleno virou um auxiliar do radicalismo do Olavo. Uma pena que um general da qualidade dele tenha caminhado nesta linha.”

A declaração de Maia foi celebrada pelos principais líderes do Congresso. Para eles, o presidente da Câmara agiu em defesa do Congresso e reafirmou que o único caminho que o país aceita é o da democracia.

Maia indicou a aliados insatisfação com uma sequência de ataques feitos pelo general. Disse que o ministro tem adotado postura cada vez mais agressiva, mas que é preciso lembrá-lo que, diante da instabilidade política, é o Congresso quem tem salvado o país.

Autor do requerimento, Silva afirmou à Folha que, se a convocação for aprovada, “o ministro terá a chance de se explicar ao plenário e dizer o que significa ‘estudar’ a proposta absurda de Eduardo Bolsonaro de reeditar um novo AI-5”.

Olavo de Carvalho, radicado nos EUA, é o principal ideólogo do entorno presidencial: seus filhos, particularmente Eduardo e o vereador Carlos, o chamam de professor.

Também estão na cota de discípulos olavistas o chanceler Ernesto Araújo e o ministro Abraham Weintraub (Educação), além de assessores como Filipe Martins (assuntos internacionais da Presidência).

Procurado, Heleno disse à Folha que não tem “nada a comentar” sobre a declaração de Maia. Segundo relatos, ele foi recomendado a não responder à crítica para evitar um acirramento na relação entre Executivo e Legislativo. “Nada a declarar. Não tenho nada a comentar”, afirmou. “Não vou falar, pô”, acrescentou.

O tom adotado por Maia foi interpretado no Palácio do Planalto como uma tentativa de se distanciar de Bolsonaro por motivações eleitorais. As declarações de Eduardo e Heleno tiveram uma repercussão negativa nas redes sociais, inclusive entre eleitores bolsonaristas.

Para auxiliares do presidente, o movimento de Maia, adequando-se a um discurso de centro, tem também como objetivo se aproximar do mercado financeiro, que tem reprovado o radicalismo de integrantes do governo e avaliado que ele atrapalha a tramitação da pauta econômica.

Há um outro fator. Heleno, um dos principais conselheiros de Bolsonaro, tem ficado crescentemente isolado em posições mais radicais nos últimos meses.

Generais da ativa que antes o consideravam uma garantia de bom senso ante as teorias mais radicais dos bolsonaristas agora preferem manter distância do oficial de quatro estrelas da reserva.

FOLHAPRESS

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Judiciário

Lava Jato deixou Rosa Weber no escuro ao pedir apoio a investigação sobre Lula

Procuradores da Operação Lava Jato esconderam informações da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, ao pedir seu apoio num momento decisivo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início de 2016.

Mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil mostram que os procuradores sabiam que o líder petista mencionara Rosa em telefonemas grampeados pela Polícia Federal e mobilizara aliados para tentar influenciá-la, mas decidiram deixar a ministra do STF no escuro quando a procuraram para tratar do caso.

Os diálogos, analisados pela Folha junto com o Intercept, indicam que os integrantes da Lava Jato agiram assim por temer vazamentos de informações que poderiam prejudicar as investigações, que nessa época eram conduzidas sigilosamente pela força-tarefa à frente da operação em Curitiba e pela Polícia Federal.

Segundo as mensagens, eles também evitaram fornecer ao gabinete do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem pediram que discutisse o assunto com Rosa, detalhes sobre o andamento do caso em Curitiba e as ações planejadas pela Lava Jato no cerco a Lula.

A questão estava na mesa da ministra porque ela fora sorteada para examinar uma ação que a defesa do ex-presidente movera para tentar suspender as investigações. Para os advogados de Lula, havia um conflito entre a força-tarefa de Curitiba e promotores de São Paulo que também o investigavam na época.

Além de ordenar a interceptação dos telefones do líder petista, o então juiz Sergio Moro, que era responsável pelos processos da Lava Jato no Paraná, autorizara os investigadores a realizar buscas e conduzir Lula à força para depor. Faltava definir a data da operação quando o caso chegou ao STF.

As mensagens obtidas pelo Intercept sugerem que a força-tarefa temia que Rosa aceitasse os argumentos da defesa do ex-presidente. Além disso, revelam que o grampo nos telefones do petista permitiu que os procuradores obtivessem informações sobre a movimentação dos seus advogados e se antecipassem a eles.

O material também oferece novos indícios da proximidade entre os investigadores e Moro, que deixou a magistratura para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro (PSL). O Supremo deve julgar em breve uma ação em que Lula questiona a imparcialidade de Moro como juiz e pede a anulação dos processos em que foi condenado.

A ação examinada por Rosa Weber em 2016 foi protocolada pela defesa do ex-presidente na tarde de 26 de fevereiro, uma sexta-feira. Pouco depois, a Polícia Federal interceptou duas ligações em que o advogado Roberto Teixeira, sócio do escritório que defende Lula, sugeriu o contato com a ministra.

Teixeira queria que o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, hoje senador, procurasse Rosa para discutir o caso de Lula. “Eu acho que ele que é o caminho para falar com ela”, disse Teixeira, conforme a transcrição feita pela PF semanas depois. Lula afirmou ao advogado que falaria com Wagner.

As mensagens analisadas pela Folha e pelo Intercept mostram que o agente Rodrigo Prado, que monitorava a escuta telefônica, avisou um grupo de investigadores no aplicativo Telegram no dia seguinte, sábado. Ele compartilhou resumos dos diálogos mantidos por Teixeira com Lula e um dos seus seguranças na véspera.

Meia hora depois, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, enviou os resumos do policial a Sergio Moro pelo Telegram e apontou riscos que a ação no STF criava. Antes da Lava Jato, Moro trabalhara como juiz instrutor no gabinete de Rosa Weber durante o julgamento do escândalo do mensalão, em 2012.

“Até onde tenho presente, ela é pessoa seria”, disse o juiz a Deltan. “Nao tem tb a tendência de entrar em bola dividida. Mas claro, tudo é possível”.

As mensagens foram reproduzidas com a grafia encontrada nos arquivos originais obtidos pelo Intercept, incluindo erros de português e abreviaturas. O site, que começou a divulgar as mensagens vazadas em junho, informou ter recebido o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo.

Deltan e outros integrantes da força-tarefa de Curitiba debateram o assunto intensamente durante o fim de semana, de acordo com as mensagens. Os procuradores achavam que uma conversa com Rosa poderia ser útil, mas não queriam abrir completamente o jogo com a ministra.

“Um contato lá seria bom, mas teríamos que abrir a existência do diálogo e poderia vazar”, disse Deltan ao procurador Júlio Noronha, referindo-se às conversas de Lula que tinham sido grampeadas. “O moro pode neutralizar”, sugeriu Januário Paludo, lembrando aos colegas que o juiz trabalhara com Rosa.

Nas mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept, não há registro de que Moro tenha procurado a ministra do Supremo para tratar do assunto. Em resposta a questionamentos da Folha, Moro e os procuradores de Curitiba disseram que não discutiram o tema com a ministra.

Mas os diálogos deixam claro que eles sabiam das menções a Rosa nas conversas de Lula e optaram por não informá-la. Semanas depois, quando Moro levantou o sigilo da investigação, o ministro Teori Zavascki, que era relator da Lava Jato no STF, repreendeu o juiz por não ter compartilhado a informação.

Em 28 de fevereiro, um domingo, os procuradores discutiram a elaboração de um documento com informações a serem levadas a Rosa pela Procuradoria-Geral da República. O objetivo era apontar diferenças entre as investigações em curso em Curitiba e São Paulo, sem entrar em detalhes.

Embora as duas frentes tivessem interesse na ligação de Lula com o apartamento tríplex reformado pela empreiteira OAS em Guarujá (SP), as investigações conduzidas pela Lava Jato eram mais abrangentes e buscavam conexões entre o ex-presidente e o esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

Deltan argumentou que seria difícil conquistar o apoio do procurador-geral Janot para qualquer iniciativa no STF sem revelar informações sobre o andamento do caso e as ações que eles planejavam deflagrar contra Lula, mas outros integrantes da força-tarefa desconfiavam de Janot e achavam que isso seria arriscado.

“Não abra nada”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima durante uma discussão no Telegram. “Se finja de morto”, afirmou Paludo. “Tem havido vazamentos dentro do gabinete”, acrescentou Carlos Fernando.

Também havia preocupação com vazamentos ocorridos em Curitiba. No dia 26, um blog simpático aos petistas publicara informações confidenciais sobre uma das ações autorizadas por Moro, a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente e de várias pessoas e empresas associadas a ele.

Quando Prado, o agente que monitorava a escuta dos telefones de Lula, enviou ao grupo dos investigadores no Telegram a transcrição de outra ligação feita pelo ex-presidente na sexta-feira, em que ele pedia a Jaques Wagner que falasse com seu advogado, Carlos Fernando insistiu com os colegas.

“Sou contra falar sobre qualquer coisa sobre operação”, disse o procurador. “Apenas sobre a necessidade de que o STF não interrompa a investigação.”

FOLHAPRESS

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Meio Ambiente

Porta-aviões, navio doca e fragata da Marinha ajudarão na limpeza de praias

Porta-aviões, um navio doca e uma fragata da Marinha partiram do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (4) para atuar em ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente, na recuperação de áreas atingidas pelo óleo e no monitoramento das praias da região.

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Porta Helicóptero Atlântico da Marinha do Brasil

 

Com previsão de chegada no próximo domingo (10), o porta-aviões Atlântico e o navio doca Bahia e a fragata Liberal levam mais de 2 mil militares, entre os quais 725 fuzileiros navais. Também estão sendo transportados oito helicópteros, que atuarão em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB).

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Navio Doca Multipropósito G40 – Bahia

 

Até agora, mais de 3.370 militares da Marinha, com apoio de 23 navios da esquadra, além de mais quatro da Petrobras, estão trabalhando para reverter a situação no litoral do Nordeste, atingido há mais de dois meses por resíduos de óleo cru. As ações contam também com o apoio de 5 mil militares do Exército, que dispõem de 140 viaturas e equipamentos. Também auxiliam os trabalhos 15 aeronaves da Marinha, da Força Aérea Brasileira (FAB), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Petrobras.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação do governo informou hoje que as praias dos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco não apresentam, no momento, resíduos de óleo.

Em Alagoas, as praias de Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel e Coruripe estão com vestígios de óleo. Em Sergipe, as praias atingidas são: Artistas, Aruana, Mosqueiro e Náufragos. Na Bahia, as Forças Armadas e equipes de voluntários trabalham na limpeza das praias em Jacuípe, Itacimirim, Flamengo, Barra Grande e Cairu.

De acordo com levantamento feito pelo Ibama, até o dia de hoje foram contabilizadas cerca de 4.200 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias nordestinas. O descarte do material é feito pelas secretarias de Meio Ambiente dos estados.

A Marinha e o Ibama trabalham em conjunto com o Laboratório de Biologia Pesqueira da Universidade Estadual de Feira de Santana e o Laboratório de Gestão Territorial e Educação Popular da Universidade Federal da Bahia, além de pescadores e gestores de áreas de proteção ambiental do Estado, com a finalidade de elaborar procedimentos para a prevenção da contaminação dos estuários e costa.

O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) disponibilizou à Marinha diversas redes de pesca apreendidas em operações que foram distribuídas às colônias de pescadores de Caravelas, Alcobaça, Prado, Nova Viçosa e Mucuripe, na Bahia, com objetivo de serem empregadas para a contenção de resíduos oleosos.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Sugiro que o BG retifique a sua matéria, pois, não tem porta-aviões empregado na referida missão. mesmo que o nosso São Paulo tivesse operante,

  2. Pedro Pedreira, não é de bom alvitre criticar o nobre Blogueiro, se o cidadão não tiver bem informado. Para tal, se faz necessária que ambos recorram aos livros de história contemporânea.
    O Brasil tem porta-aviões, que é o São Paulo, porém, o mesmo está em PNR desde 2014. É o único da América Latina e com o porte dele só existe mais seis no mundo. Ele sucedeu ao Minas Gerais, no qual fiz parte da tripulação.

  3. a marinha do Brasil tem porta aviões?? sei não viu. ela tem um porta helicópteros chamado atlântico. confira ai. os porta aviões são paulo e minas gerais foram aposentados.

  4. Sr. jornalista, o navio Atlântico é um Porta Helicópteros e não um porta aviões. O navio Bahia, e um navio Doca multi-uso. (multipropósito)

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Diversos

Mega-Sena acumula e próximo concurso deve pagar R$ 60 milhões

As seis dezenas do Concurso 2.204 da Mega-Sena, sorteadas hoje (4), no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo, não teve vencedores. O prêmio para o próximo concurso, que será sorteado na quarta-feira (6), está estimado em R$ 60 milhões.

Os números sorteados foram 01 – 28 – 29 – 32 – 35 – 56.

A quina teve 76 ganhadores que vão receber, cada um, R$ 45.148,15. Acertaram quatro números 5.847 apostadores, que receberão o prêmio individual de R$ 838,34.

As apostas para o próximo concurso da Mega-Sena podem ser feitas até às 19h de quarta-feira. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 3,50.

Agência Brasil

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Esporte

Conmebol discutirá com River e Flamengo final da Libertadores em Santiago

A Conmebol anunciou nesta segunda-feira que vai promover uma reunião entre os presidentes do Flamengo e do River Plate nesta terça para discutir os preparativos para a grande final da Copa Libertadores, marcada para o dia 23 deste mês, em Santiago, no Chile. O principal tema da conversa será a crise social e política por qual passa o país vizinho.

O encontro será fechado e vai contar também com representantes da CBF e da federações de futebol da Argentina e do Chile. “A Conmebol convidou os presidentes dos clubes finalistas da Libertadores e os presidentes das associações da Argentina, Brasil e Chile para uma reunião neste dia 5, com o objetivo de revisar todos os aspectos da organização da final”, anunciou a entidade, em suas redes sociais.

A definição da final em Santiago passou a ser questionado extraoficialmente nas últimas semanas em razão dos seguidos protestos promovidos pelos chilenos contra o governo do presidente Sebastián Piñera. As manifestações em quase duas semanas já deixaram 20 mortos e forçaram o governo a cancelar o Foro de Cooperação Ásia Pacífico (APEC) e a Conferência do Clima (COP-25). Os dois grandes eventos estavam agendados para este mês e para dezembro.

Apesar disso, o governo chileno vem mantendo firme sua posição de receber a primeira final disputada em jogo único na Libertadores. Recentemente, a ministra dos Esportes, Cecilia Pérez, reiterou em declaração ao presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, a “firme vontade e o compromisso” do governo em apoiar a realização da partida em Santiago.

O River Plate, atual campeão, busca o bicampeonato da Libertadores, após conquistar o título da edição passada em final disputada em Madri, no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.

Estadão Conteúdo

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Política

Secretaria de Bolsonaro diz que Globo deveria falar de ‘supostos pagamentos’ de propina na Copa

A Secretária de Comunicação Social da Presidência (Secom), comandada por Fabio Wajngarten, enviou uma nota à Folha dizendo ser “lamentável” que a TV Globo “considere motivo de comemoração a veiculação de matéria que, sob o verniz de jornalismo imparcial, somente leva desinformação aos brasileiros”.

Em uma carta enviada aos jornalistas da emissora nesta segunda (4), o diretor geral da TV Globo, Ali Kamel, dá “os parabéns mais efusivos” aos repórteres da emissora no Rio de Janeiro que revelaram que Jair Bolsonaro havia sido citado nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco.

A reportagem, levada ao ar pela TV Globo na terça (29), relatava que um porteiro do condomínio onde vive o presidente declarou às autoridades que, horas antes do crime, um dos suspeitos do assassinato de Marielle visitou o local e disse na entrada que iria à casa de Bolsonaro.

Um dia depois, o Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que o porteiro mentiu. Fez isso com base em perícia finalizada em pouco mais de duas horas e que vem sendo criticada por especialistas da área.

Para Fabio Wajngarten, a TV Globo, se fizesse “bom jornalismo, como defende, investigaria e publicaria, por exemplo, sua própria participação em supostos pagamentos de propina a dirigentes da Fifa para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo”.

O Grupo Globo já afirmou que não é parte os processos que correm na Justiça americana sobre a existência de suborno no futebol. A empresa afirma que já conduziu amplas investigações internas desde que o escândalo da Fifa foi revelado, em 2015. E que foi apurado que o grupo “jamais” realizou pagamentos que não os previstos nos contratos.

Leia a íntegra da nota da Secom

“A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) repudia a perseguição da TV Globo ao presidente Jair Bolsonaro, na tentativa de envolvê-lo no caso Marielle.

É lamentável que a TV Globo considere motivo de comemoração a veiculação de matéria que, sob o verniz de jornalismo imparcial, somente leva desinformação aos brasileiros.

Caso a emissora tivesse realmente pautado seu trabalho pela imparcialidade, rigor na apuração e profundidade de investigação, não teria levado ao ar matéria tão frágil do ponto de vista jornalístico. A reportagem seguiu adiante mesmo sabendo que o depoimento que relacionava o presidente da República não passou de fraude e se apresenta como outro crime que merece apuração. Jornalismo não pode ser feito com suposições.

É evidente o foco da emissora em promover discórdias e enfraquecer o governo, enquanto outros fatos notórios positivos do país são silenciados, pois não interessam aos cofres da empresa. Se a TV Globo fizesse bom jornalismo, como defende, investigaria e publicaria, por exemplo, sua própria participação em supostos pagamentos de propina a dirigentes da Fifa para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”

Monica Bergamo

Opinião dos leitores

  1. Bateu levou, pega essa.
    Estavam acostumados só a bater.
    Como já dizia o velho deitado Sr, Oscar Alho
    Quem não deve não treme.

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Economia

MEC levará internet a 24,5 mil escolas públicas

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) levará internet a 24,5 mil escolas públicas urbanas pelo programa Educação Conectada. De acordo com a pasta, isso significa que 56% das escolas públicas passarão a estar conectadas no país. A medida deverá beneficiar 11,6 milhões de estudantes.

Para viabilizar o programa, a pasta repassará R$ 82,6 milhões. Esse dinheiro chegará por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A expectativa, de acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, é que as escolas já tenham acesso à internet no primeiro semestre de 2020.

“O ensino hoje no mundo sem estar conectado à internet é um absurdo”, disse Weintraub. Além de repassar recursos para conectar novas escolas, a pasta repassará também R$ 32 milhões para a manutenção do programa em 9,9 mil escolas já atendidas.

Agência Brasil

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