Comportamento

Príncipe Harry reconhece pela primeira vez que há tensão com o irmão William

O príncipe Harry (à direita) admitiu pela primeira vez problemas no relacionamento com o irmão, William Foto: Reuters
O príncipe Harry (à direita) admitiu pela primeira vez problemas no relacionamento com o irmão, William Foto: Reuters

 

O príncipe Harry , da Grã-Bretanha, reconheceu pela primeira vez que existe tensões na sua relação com o irmão mais velho, o príncipe William . Ele alega que os dois estão em “caminhos diferentes”.

A declaração foi dada a Tom Bradby, da rede de TV britânica ITV. A entrevista foi realizada durante uma recente visita de Harry à África na qual ele gravou um documentário de uma hora para a emissora.

— Pela pressão que a nossa família sofre, pelo nosso trabalho, inevitavelmente acontecem coisas. Mas somos irmãos. Sempre seremos irmãos — afirmou o prínciep Harry sobre as brigas com William: — Certamente estamos em caminhos diferentes no momento, mas eu sempre estarei lá para ele e, eu sei, ele sempre estará lá para mim. Não nos vemos tanto quanto costumávamos. Mas eu o amo muito e você sabe que a maioria das coisas é criada do nada. Mas como irmãos, você tem dias bons e dias ruins.

Segundo a CNN, tablóides ingleses especulam sobre uma possível briga entre os irmãos por conta de desentendimento entre as esposas dos dois. A suposta briga foi citada como uma das razões pelas quais Harry e Meghan se mudaram do Palácio de Kensington em maio.

Em um evento da fundação real em fevereiro de 2018, Harry e William sugeriram que, se houvesse discordâncias, elas eram entre os irmãos e não entre as esposas.

A duques Sussex, Meghan, também deu um depoimento a Tom Bradby. Ela afirmou que foi difícil lidar com a maternidade sendo o centro das atenções.

— Qualquer mulher, especialmente quando está grávida, é muito vulnerável. E isso foi realmente desafiador — disse Meghan, no vídeo.

O GLOBO

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Polícia

Bolsonaro rebate matéria sobre aumento de gastos do cartão corporativo

Jair Bolsonaro foi ao Twitter neste domingo rebater a matéria do Globo, repercutida  neste site, sobre o aumento de 24% nos gastos do cartão corporativo da Presidência da República.

“Os gastos com cartões incluem as despesas do Presidente e do Vice. Como Temer não tinha Vice, obviamente no meu governo os gastos são um pouco maiores”, afirmou.

Como publicamos, os gastos no cartão de Bolsonaro estão na mira da ala bivarista do PSL. Depois que o presidente defendeu que seja aberta a “caixa-preta” do partido, Delegado Waldir e outros parlamentares ligados a Luciano Bivar cobraram transparência em relação aos gastos do cartão.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Onde estão os números oficiais dos gastos com cartão corporativo durante os anos de 2010 a 2016 QUANDO A PUBLICAÇÃO DESSES GASTOS FOI PROIBIDA?
    Até onde se tem OFICIALMENTE informação dos GASTOS com CARTÕES no período de 2010 a 2016, NÃO HAVIA CONTROLE DE QUEM POSSUÍA O CARTÃO, muito MENOS quanto ERAM OS GASTOS.
    Repentinamente, do nada, aparece uma notícia do ISENTO GRUPO GLOBO sugerindo que os gastos com cartão corporativo aumentou? Cadê as provas? Qual a fonte se não tem esses números oficiais durante 06 anos?
    Essa é a diferença, uns são amantes desesperados da mentira e delas fazem alimento, outros tem compromisso com o Brasil e a verdade

    1. O fiasco, ou melhor, chefe da maior quadrilha da história, está preso em Curitiba.

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Política

Em crise com PSL, Bolsonaro depende de DEM, MDB e PSD para salvar articulação do governo

Em meio à guerra interna no PSL, o presidente Jair Bolsonaro mudou de atitude e passou a procurar antigos caciques da política para evitar um isolamento.

Após dez meses de governo, até aqui marcado por sucessivas crises, ele resgatou uma prática dos antecessores: abrir a porta dos palácios para receber líderes partidários.

Nas últimas duas semanas, por exemplo, Bolsonaro se reuniu com os presidentes de dois partidos que atuam com o chamado centrão —Baleia Rossi, do MDB, e Gilberto Kassab, do PSD.

O movimento do presidente deve se repetir com outras legendas quando ele voltar de uma viagem de duas semanas por Ásia e Oriente Médio.

O PSL vive hoje um profundo racha entre os grupos liderados pelo presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), e pela família Bolsonaro. A destinação das verbas do fundo partidário, que devem chegar a R$ 110 milhões neste ano, a maior entre todos as agremiações políticas, é um dos principais motivos desse conflito.

Com a inviabilização de apoio no PSL, após o agravamento da crise na semana passada com a divulgação de áudios, retaliações e ameaças, o presidente tem pouco a pouco aceitado aconselhamentos.
PSD, centrão —grupo informal de partidos com mais de 200 parlamentares na Câmara— e MDB, no entanto, são alvo de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais, que os associam à “velha política”.

A reunião com o recém-eleito presidente do MDB ocorreu na semana passada, no Palácio do Planalto, e contou com a presença do ministro responsável pela articulação política do governo, o general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Já Kassab foi convidado pelo presidente para um café da manhã no Palácio da Alvorada na última sexta-feira (18), em compromisso que não constava da agenda oficial.

“Eu converso com todo mundo. Uns eu convido, outros querem vir. Eu converso com todo mundo. É o papel de um presidente. Eu quero paz para poder governar. Temos problemas enormes para poder resolver”, disse Bolsonaro logo após se encontrar com Kassab no Alvorada.

A declaração amistosa se opõe à forma como Bolsonaro se referia a Kassab durante a campanha eleitoral —alguém que, segundo ele, não sabia diferenciar “gravidez de gravidade”. Kassab foi ministro de Ciência e Tecnologia do governo Michel Temer (MDB) e das Cidades da gestão Dilma Rousseff (PT).

A visita do ex-prefeito de São Paulo ocorreu a convite do presidente e foi bem avaliada por líderes do Congresso.

“Não há como fazer andar essas pautas [de interesse do governo], fazer com que as coisas aconteçam com maior celeridade se não for com uma sólida relação de parceria entre Executivo e Legislativo”, disse à Folha o líder do PSD na Câmara, deputado André de Paula (PE).

“Os sinais que a gente começa a perceber tanto do presidente quanto do general Ramos nesse sentido são muito bem-vindos”, afirmou.

Bolsonaro tem recebido ainda quadros do DEM, como o ex-deputado Alberto Fraga (DF), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP).

 

O governo, apesar do movimento, tem mantido o discurso de que não cederá à práticas da “velha política”.

O objetivo dos encontros, dizem interlocutores do Palácio do Planalto, é angariar apoio das legendas.

“A articulação política é muito maior, e a sua responsabilidade, do que a crise interna do PSL. Vamos pensar menos individualmente ou no partido e pensar mais no país”, disse o general Ramos à Folha.

Baleia Rossi vê com bons olhos a tentativa de Bolsonaro de buscar diálogo, mas se diz independente.

“Não temos nenhuma intenção de aderir ao governo e muito menos de indicar nenhum tipo de cargo. Não temos essa expectativa e não queremos isso”, diz. “Esse diálogo é sadio e republicano.”

Embora segundo Rossi seu partido não tenha aderido ao governo, é filiado ao MDB o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), que, assim como Bivar, foi alvo de operação da PF, mas segue firme no posto.

Bezerra Coelho é investigado sob suspeita de desvios de recursos de obras quando era ministro da Integração Nacional em governo do PT.

O MDB ganhou ainda mais espaço com a destituição de Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso. O senador Eduardo Gomes (TO) assumiu a vaga.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. DEM,MDB E PSD??!!!TODOS COM FIGURAS ENVOLVIDOS NA LAVA JATO..AGORA O GOVERNO ACABOU DE SE REIAR,NA MÃO DESSES SUJEITOS TODOS SANTOS E CHEIO DE BOAS INTENÇÕES.

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Política

O levante do PSL

Foi uma semana difícil, em que o bolsonarismo não sabia se radicalizava ou desmoronava e acabou fazendo bastante dos dois.

No fim de semana passado, os bolsonaristas organizaram uma conferência conservadora em que Weintraub comparou FHC à Aids, e Damares comparou a esquerda ao demônio.

No começo da semana, blogueiros governistas foram para as redes sociais pedir um novo AI-5, tentando capitalizar uma eventual onda de indignação contra o STF.

Mas lá pela sexta-feira (18), a impressão que dava era que o STF era quem, se quisesse, teria sido capaz de fechar o PSL com um estagiário e um estenógrafo em um jipe.

Muita gente disse que essa briga fratricida entre o presidente e seu partido era inédita. Bom, se você comparar com governos democráticos tentando formar maiorias, é, de fato, difícil achar outro exemplo no mundo de um negócio desses.

Mas na história de golpes, revoluções e outras formas de subversão da ordem é mais regra que exceção. Danton, revolucionário francês guilhotinado pela revolução que ajudou a fazer, disse que a revolução era como Saturno, comia os próprios filhos.

Se você não gosta dos comunistas de 1917, não se preocupe, Stalin matou eles todos.

E o mesmo acontece em menor escala: o golpe de 64 descartou toda aquela turma que achou que haveria eleição presidencial em 1965. Quando as próprias regras do jogo entram em disputa, a briga se acirra.

Nisso como em outros casos, dependendo do que você acha que Bolsonaro quer fazer, ele pode ser aberrante ou típico.

O problema na última semana foi que os políticos do PSL perceberam que a revolução é como Saturno, que devora seus próprios filhos, e acharam melhor devorar os filhos de Bolsonaro antes.

Foi uma surra. O presidente foi gravado tentando fazer de Eduardo o líder do PSL na Câmara no lugar do deputado Delegado Waldir. Perdeu. As chances de Eduardo se tornar embaixador tornaram-se muito remotas.

O PSL vai retaliar Flávio e Eduardo em seus estados. O deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) declarou à Folha que “nós agora temos uma missão: salvar o Brasil dos filhos do presidente”.

O problema é que os filhos de Bolsonaro não são só três fraquejadas épicas, são a máquina política do pai. Os filhos são os aliados que são completamente dependentes de Bolsonaro, os aliados com quem ele acha que pode contar.

Os esquemas atribuídos a Flávio Bolsonaro, se existirem, não são de Flávio, são de Jair: ou não haveria um cheque do Queiroz na conta da primeira-dama. Os tuítes de Carlos podem parar a qualquer momento se Bolsonaro mudar sua senha, mas o presidente quer alguém brigando com generais e perseguindo jornalistas no lugar dele. Da mesma forma, o radicalismo de Eduardo é encomendado pelo pai, que também quer um movimento de extrema direita forte.

É crise para meses. Bolsonaro pode fundar um novo partido e/ou recorrer ao Judiciário para que seu grupo no PSL possa sair levando seus mandatos. Todo mundo ali sabe o que o outro fez no verão passado.

Muita coisa pode resultar disso tudo: crise, golpe, estagnação, um clima crescente de esculhambação geral.

O que vai dar trabalho para tirar disso tudo é um governo funcional. Dessa vez vai ter “pacto pelo Brasil”, como o que Maia, Alcolumbre e Toffoli costuraram na crise institucional passada?

Celso Rocha de Barros

Servidor federal, é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra).

Opinião dos leitores

  1. Isso é um governo chibata, nada funciona nessa merda e esse desmiolado não para de brigar com todo mundo, é muita controvérsia junto. Um dia apoia no outro crítica, um dia ataca no outro defende, pense numa ruma de doido tudo junto governando 200 milhões de pessoas sem a mínima condição moral, política, intelectual, zero, esse grupo é um zero a esquerda. É o lixo do lixo. O povo ariscou em um novo modelo tentando escapar dos ladrões de sempre, prin ipalmente do grupo de LULADRAO, mas caiu nos braços de um desmiolado que não teria condições normais nem de dirigir um condomínio, é um completo imbecil. Mourão talvez seja o que escape ainda desse governo, o resto é literalmente resto.

    1. Cuidado com o seu coração. Ódio não faz bem às artérias coronárias.

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Política

Bolsonaro diz que “o bem vencerá o mal”

Ao desembarcar em Tóquio, Jair Bolsonaro comentou a disputa no PSL:

“As providências estão sendo tomadas. O bem vencerá o mal”.

O bem, para ele, é Eduardo Bolsonaro (ou alguma outra figura) como líder do partido; o mal, claro, é Luciano Bivar e sua turma.

Ele disse também:

“A política, como dizia Ulysses Guimarães, é uma nuvem”.

O MDB realmente tomou conta do governo.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Pega fogo laranjal!!! 10 meses depois a briga tá feia. Laranjas acima de tudo, corrupção acima de todos.

    1. Chá de Cemankol para esse Homi e essa frase é da maioria dos brasileiros, O bem vencerá o mal, em breve , diremos isso se Deus quiser.

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Jornalismo

Onda de protestos violentos se espalha pelo Chile e deixa ao menos 7 mortos. Presidente diz que país está em guerra

A atual onda de protestos violentos que atinge o Chile ganhou contornos mais dramáticos neste domingo (20), quando dois incêndios em Santiago deixaram ao menos sete mortos.

A onda de manifestações e confrontos, que começou na capital, se espalhou por diversas partes do país. Isso mesmo após o presidente Sebastián Piñera ter cancelado na noite de sábado (19) o aumento nas tarifas de metrô, estopim para a crise atual.

Mas a decisão não foi suficiente para acalmar os manifestantes, que tomaram as ruas da capital e de outras cidades importantes, incluindo Valparaíso e Concepción —todas sob toque de recolher desde às 19h de domingo (o horário é o mesmo de Brasília).

O governo ainda não informou se a medida será mantido nessa segunda-feira (21).

Apesar do decreto e da mobilização de quase 10 mil militares ajudando na segurança, os distúrbios continuaram. Esta é a primeira vez que o governo chileno mobiliza o Exército nas ruas desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

Em Santiago, houve registros de violência desde a manhã de domingo e duas pessoas morreram em um incêndio no sul da cidade após o saque de um supermercado da rede Líder, controlado pela Walmart.

Uma terceira pessoa ficou gravemente ferida, com 75% do corpo queimado. Os bombeiros levaram cerca de duas horas para conter as chamas.

Outras cinco pessoas morreram em um incêndio na fábrica de roupas Kayser, também na capital. O grupo ficou preso no segundo andar, onde estavam armazenadas roupas íntimas.

Além disso, o ministro do Interior, Andrés Chadwick, disse ainda durante a madrugada que duas pessoas foram feridas a tiros após um incidente com policiais.

Em pronunciamento à nação na noite de domingo (20), o presidente Sebastian Piñera afirmou que o país está “em guerra”. “Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada, nem ninguém, e está disposto a usar a violência e o crime sem nenhum limite”, disse. “Mas vamos ganhar esta batalha.”

Os saques ao comércio se estenderam por vários pontos de Santiago. Apesar dos grandes supermercados permanecerem fechados, muitos foram invadidos e saqueados após grupos arrombarem as portas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram como pessoas, na maioria, jovens, forçaram os acessos a um supermercado da rede Jumbo e a outro da rede Lider.

A polícia e os militares —encarregados da segurança após a instauração do estado de emergência no sábado— tentaram impedir os saques, mas ficaram sobrecarregados.

Os agentes de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra os manifestantes.

Assim, o centro de Santiago virou um cenário de destruição: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e milhares de destroços nas ruas após os protestos.

Os manifestantes entoavam palavras de ordem como “chega de abusos” e, nas redes sociais, utilizam a hashtag “Chile despertó” (Chile acordou).

Os protestos começaram na segunda (14), mas só ganharam força na sexta, após os manifestantes convocaram uma “evasão em massa” no metrô contra o aumento de 3,75% na passagem em horários de pico —a maior alta na tarifa desde 2010.

A população exige ainda mudanças no modelo econômico, para que sejam garantidos o acesso à saúde e à educação, hoje serviços quase completamente privados.

Manifestantes também denunciam a desigualdade social e o baixo valor das aposentadorias.

“Cansamos, já basta. Enquanto no enganam, os políticos fazem o que querem e vivem longe da realidade”, afirmou a socióloga Javiera Alarcón, 29, que protestava em frente ao palácio presidencial.

O Ministério Público informou que, até este domingo, 1.462 pessoas haviam sido detidas em todo o país por participação nos atos.

Os manifestantes também atacaram ônibus e estações do metrô —de acordo com o governo, 78 estações foram atingidas e algumas ficaram completamente destruídas.

O prejuízo no metrô de Santiago supera US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) e algumas estações e linhas demorarão meses para voltar a funcionar, afirmou o presidente da companhia estatal, Louis de Grange.

Dezenas de concessionárias e pedágios foram saqueados ou incendiados. “Estamos vivendo um alto nível de delinquência, pilantragem e roubos”, declarou Alberto Espina, ministro de Defesa.

O governo anunciou que as aulas foram suspensas na capital pelo menos até a próxima sexta-feira (25).

No aeroporto de Santiago, centenas de pessoas estão impedidas de viajar e estão dormindo no chão, aguardando que a programação de voos seja normalizada.

Além disso, várias estações do metrô foram incendiadas com coquetéis molotov.

Neste domingo, o presidente Piñera convocou uma reunião com ministros, aliados políticos e representantes de outros poderes para debater a situação.

“A democracia deve se defender, usando todos os instrumentos que ela possui e o Estado de Direito, para combater quem quer destrui-la”, afirmou ele em discurso.

O presidente convocou um diálogo “amplo e transversal” para atender as demandas da sociedade, mas até o momento nenhum líder foi convidado a negociar.

Além da paralisação do metrô, as linhas de ônibus também estão suspensas temporariamente, depois que cinco veículos foram queimados no centro de Santiago, o que deixou sete milhões de pessoas sem transporte público.

“Não gosto de violência nem que quebrem tudo, mas de repente temos que permitir essas coisas para que deixem de nos enganar, subindo sem freio todos os preços para que os ricos se tornem mais ricos”, disse a vendedora de móveis Alejandra Ibánez, 38.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Chile, Equador e Peru. Por trás de todas essas badernas está o Foro de São Paulo.
    Aqui o pessoal que gritou tanto com queimadas normais na Amazônia, silencia com o desastre inédito e gravíssimo na costa nordestina.

  2. "Manifestantes também denunciam a desigualdade social e o baixo valor das aposentadorias". Aí está o presente de grego que o Sr. Paulo Guedes quer dar ao povo brasileiro : um sistema de capitalização da Previdência que só interessa a especuladores e banqueiros.

  3. Esse é o modelo de país de Paulo Guedes, a reforma previdenciária é igualzinha a do Chile, os já privilégiados políticos mantiveram os privilégios e até ensaiam mais, já os militares até coseguiram altos benefícios com a reforma, no entanto, o ônus esta totalmente com a classe média e o povão, serão transformados em verdadeiros escravos.

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Política

Toffoli, Maia e Alcolumbre criam passagens para escapar do assédio do público e da imprensa

Durante os momentos mais turbulentos da Operação Lava Jato, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram à segurança da Corte uma solução para o que consideravam um problema: o assédio da imprensa, que abordava os magistrados nos corredores da instituição, enquanto eles caminhavam por um túnel que liga o prédio anexo – onde estão os gabinetes – ao edifício-sede, que abriga o plenário. Agora, a gestão do presidente Dias Toffoli pretende garantir a privacidade com uma “passagem reservada”, que dará acesso exclusivo para os ministros e outras autoridades chegarem e saírem do Supremo sem serem vistos.

O desejo de passar despercebido se reflete nas placas dos carros oficiais, que possuem três modelos removíveis: a verde e amarela (de ministro do STF, com o brasão da República); uma de fundo branco; e a placa cinza, dos cidadãos comuns, usada para se camuflar. Ao abrir o novo espaço de passagem para os veículos, o Supremo transferiu de lugar parte das instalações da TV Justiça, localizadas no subsolo. A justificativa da Corte é a de que as atuais condições de trabalho dos funcionários da TV Justiça são insalubres, com casos até de infestação de ratos. Dessa forma, o desejo dos ministros por maior privacidade e segurança veio a calhar com a necessidade de transferir a equipe da emissora.

“Não se trata de projeto de garagem, mas de uma decisão que, ao mesmo tempo, visou promover a sinergia entre as equipes de comunicação do tribunal e restabelecer o projeto histórico original de Oscar Niemeyer”, disse o Supremo. A existência de “atalhos privados” não é exclusividade do STF, que vem sendo alvo de ameaças nas redes sociais e de protestos nas ruas em meio a julgamentos polêmicos, como a prisão após a condenação em segunda instância.

No Congresso e no Executivo, também existem “caminhos alternativos”, na terra e até mesmo na água, sempre com o mesmo objetivo – tentar criar passagens secretas para que autoridades mantenham uma “agenda paralela” de audiências e compromissos. Na prática, essas passagens reservadas abrem brechas para que audiências ocorram sem que sejam informadas à população.

No caso de Jair Bolsonaro, o Lago Paranoá tem servido como “entrada VIP” para convidados que chegam de lancha ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. Um dos assíduos do acesso aquático é o ex-deputado Alberto Fraga, amigo pessoal do presidente que o influenciou na escolha do nome de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR). O próprio Bolsonaro já utilizou uma lancha para dirigir-se à cerimônia de passagem do Comando da Marinha, no Clube Naval, em janeiro.

De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não é comum o presidente receber visitas que chegam de barco no Alvorada, “embora não haja impedimento para tal, desde que seguidos os procedimentos já estabelecidos para visitas à residência oficial”. Há um perímetro de segurança, delimitado por boias amarelas sinalizadoras, a fim de assegurar que embarcações mantenham distância da residência oficial.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Já está na hora de propormos uma lei de iniciativa popular, proibindo terminantemente os gestores públicos ou servidores de terem privilégios ou escapes nos trajetos pelos órgãos públicos, aeroporto, isso como forma dele ter um feedback da sociedade pelo seu trabalho, e se está fazendo jus ao seu salário.

  2. Que vergonha querem entrar e sair escondidos ????? Mas eles nao são os representantes do povo ??????? Tudo isso e medo entao estao fazendo algo contra o povo

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Política

Joice: “Eduardo nunca contou com meu respeito e não vai contar”

Em live transmitida agora há pouco no Youtube, Joice Hasselmann afirmou que os filhos de Jair Bolsonaro estão envolvidos em todas as crises do governo.

“Principalmente o surfista [Eduardo Bolsonaro], o neném, tem atitudes canalhas, sim”, afirmou. “O presidente eu respeito, mas o Eduardo nunca contou com meu respeito e não vai contar porque é um moleque.”

“Não posso concordar com os meninos. Todas as crises do governo têm os filhos envolvidos. Ou é o filho que xinga de cá, ou é o filho que quer embaixada de lá. Continuo defendendo o presidente Jair Bolsonaro, mas não posso concordar com os moleques.”

O Antagonista

Opinião dos leitores

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Meio Ambiente

Marinha: 525 toneladas de resíduos foram retiradas de praias nordestinas afetadas por óleo

Foto: Marcos Rodrigues/Agência Sergipe Notícias
Desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas 525 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo. A informação foi confirmada pela Marinha, neste domingo (20). “O cálculo é muito relativo, porque é um material que é recolhido junto com areia”, afirma o comandante de Operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel.

Desde o dia 2 de setembro até este domingo (20), o Ibama fez o registro de 67 animais com manchas de óleo. “Isso não quer dizer que esses animais morreram. A gente imaginava que isso seria pior, dada a magnitude do fato”, diz o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo.

Marinha, Ibama e Governo de Pernambuco concederam entrevista coletiva de imprensa na tarde deste domingo (20), na Capitania dos Portos, no Recife.

De acordo com o comandante de Operações Navais da Marinha, Almirante Leonardo Puntel, essa é a primeira vez vez que um problema dessa magnitude acontece na costa brasileira, o que leva à primeira execução do Plano de Contingência. “O acidente é totalmente inédito no Brasil. Arrisco a dizer que no mundo ocidental, também”, afirma.

De acordo Puntel, as investigações a respeito do óleo continuam. “A certeza que temos é de que não é originário do Brasil. Nosso óleo é fino e a densidade desse material é maior. Sabemos que [o derramamento] teve origem no Oceano Atlântico, entre 500 e 600 quilômetros da nossa costa”, afirma.

A Marinha informou que neste domingo registra a presença de óleo apenas em Sergipe, na Praia do Atalaia, em Aracaju, e em Pernambuco, na no entorno do Porto de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, e na Praia do Cupe, em Ipojuca.

De acordo com o Ibama, equipes monitoram o avanço das manchas, mas o trabalho é dificultado devido à densidade do óleo e à presença de corais. “Existe uma previsão, mas não é precisa por conta da extensão da nossa costa e dos corais, que retêm parte do material”, afirma o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo.

“Não se consegue achar as manchas com a tecnologia que se tem. Optamos por aguardar as manchas chegarem até a praia para fazermos a retirada”.

G1

Opinião dos leitores

  1. A tecnologia serve pra levar o homem a lua, descobrir se tem água ou vida em outro planeta, mas pra descobrir a origem do vazamento, isso não tem.

  2. BG!!
    POR ONDE ANDA MARINA SILVA, QUE ATÉ AGORA NÃO DEU NENHUM PALPITE A RESPEITO DESSE FATO, QUE ENVOLVE O MEIO AMBIENTE????

    1. O mais interessante é a mídia omitir isso e vocês seguirem a alienação do presidente.

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Judiciário

AIRBNB NA MIRA: STJ vai decidir se condomínios podem proibir aluguéis por aplicativos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a decidir se condomínios residenciais podem proibir os moradores de oferecerem vagas em plataformas digitais de aluguel por temporada. O caso começou a ser analisado na semana passada, mas um pedido de vista interrompeu o julgamento.

A resolução do processo é aguardada para pacificar os conflitos criados com o surgimento de novas tecnologia. Em todo o país, os tribunais têm proferido decisões divergentes sobre a questão. Em São Paulo, por exemplo, existem decisões que garantiram aos proprietários o direito de alugar o imóvel por curta temporada. No Rio Grande do Sul há decisões contrárias aos donos dos imóveis e a favor dos condomínios.

O STJ julga um recurso protocolado para anular uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que proibiu um casal de Porto Alegre de alugar um apartamento por meio do aplicativo Airbnb.

Pela decisão do TJ-RS, a falta de vínculo entre os inquilinos, a alta rotatividade de pessoas, além da reforma no apartamento para criar novos quartos e acomodar mais pessoas caracterizam-se como hospedagem, tipo de atividade comercial proibida pela convenção do condomínio.

No recurso, a defesa do casal argumentou que locar quartos não se caracteriza como hospedagem, mas como ocupação temporária. Dessa forma, segundo os advogados, a locação por curto espaço de tempo, “com alguma rotatividade de inquilinos” não configura contrato de hospedagem. Além disso, os ganhos de renda com o valor dos aluguéis não demonstram que tenha ocorrido exploração comercial em afronta à destinação residencial do edifício.

Ao analisar o caso, o relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, entendeu que o condomínio não pode proibir que os moradores ofereçam vagas por meio das plataformas digitais. Para o ministro, a proibição atinge o direito à propriedade e os aluguéis devem ser enquadrados como locação residencial e não como hospedagem.

Após o voto de Salomão, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Raul Araújo. Ainda faltam os votos da ministra Isabel Gallotti e dos ministros Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Tecnologia

Apple supera Microsoft é mais uma vez a empresa mais valiosa do mundo

No final da semana passada, as ações da Apple [$AAPL] bateram um novo recorde durante o pregão da NASDAQ e fecharam o dia num valor que fez a empresa empatar com a Microsoft [$MSFT] em valor de mercado.

As duas continuaram brigando aqui e ali durante os últimos dias, mas foi só ontem (18/10) que a Apple, após muitos meses, voltou a superar de fato a Microsoft e recuperou o post de empresa de capital aberto mais valiosa do mundo.

A $AAPL fechou a semana valendo US$236,41, uma alta de 0,48% em relação ao fechamento de quinta-feira; enquanto isso, a $MSFT caiu 1,63% e fechou o dia a US$137,41. Com isso, os market caps de ambas foram respectivamente a US$1,068 trilhão e US$1,049 trilhão. A diferença não é grande, mas o simbolismo é o que vale aqui.

Enquanto isso, a Amazon [$AMZN], que chegou a ficar com essa coroa por um tempo, está valendo agora US$869,4 bilhões e poderá ser ultrapassada em breve pela Alphabet [$GOOG], dona do Google, que está com um valor de mercado de US$864 bilhões.

Aparentemente, a recepção do mercado melhor que o esperado pelos novos iPhones animou analistas/investidores de Wall Street. Mas a Microsoft também está numa fase excelente, então a briga entre elas por esse posto certamente perdurará.

Mac Magazine

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Política

Eduardo Bolsonaro: “O PSL tem que orientar de acordo com o governo”

Eduardo Bolsonaro voltou a defender no Twitter que o PSL oriente a bancada do partido de acordo com os interesses do governo.

“O PSL tem que orientar de acordo com o governo federal e ter nas comissões os deputados certos”, disse.

Ele afirmou também que o deputado Léo Motta assinou a lista em prol de sua liderança pelo partido na Câmara. Inicialmente, Motta teria assinado a lista pela manutenção de Delegado Waldir.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns filho do MITO! Bota pra torar nesses Ptralhas. AI-5 urgente neste país. Fora funcionários públicos que só acabam com Brasil. Bando de marajás.
    Vamos chupar laranjas vendo os bandidos da Ptralhada presos.

    1. Continuem sustentando e batendo palmas para esses parasitas canalhas travestidos de bons moços. Eles agradecem….

    2. A briga agora é entre eles. O PT não tem nada com isso. Aliás, quem empregou a família como funcionários públicos, na "rachadinha", foi eles também.
      Ainda achas que engana alguém com essa conversa??????????

  2. Pq esse ser humano não sai de cena pra descansar a beleza?
    Parece que aprendeu com o pai… qdo a coisa fede aí é que expõe…
    Autocrítica nunca foi feita!
    Patético.

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Política

Senado deve concluir terça-feira votação de mudanças na Previdência

Oito meses depois de chegar ao Congresso, o texto principal da reforma da Previdência (PEC 6/2019) deve ter sua votação final na próxima terça-feira (22), dia em que o plenário do Senado deverá analisar a matéria em segundo turno. Para que seja aprovado e siga para promulgação, o projeto precisa alcançar o mínimo de 49 votos favoráveis.

Entre outros pontos, o texto aumenta o tempo para trabalhadores terem direito à aposentaria, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS (hoje em R$ 5.839) e estabelece regras de transição para os atuais assalariados. Com essa proposta, a economia está estimada em R$ 800 bilhões em 10 anos.

Antes de ser votada em plenário, no mesmo dia, às 11h, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vai votar o parecer do relator do texto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), sobre nove emendas de redação apresentadas após a votação da reforma em primeiro turno.

Paralela

A conclusão da votação do texto principal da reforma da Previdência avança em parte, mas não encerra a discussão sobre o tema no Congresso. Vários pontos polêmicos considerados importantes, mas que não têm consenso no Senado e na Câmara, integram uma proposta de emenda paralela à Constituição (PEC 133/19). Para que o assunto continue em discussão, Tasso apresentará o relatório sobre essa proposta na próxima quarta-feira (23), na Comissão de Constituição (CCJ) do Senado.

O principal ponto do texto busca incluir estados e municípios na reforma da Previdência. A proposta também prevê aumento de receitas para compensar parte das perdas referentes às concessões feitas pelos parlamentares no texto principal. Entre elas, está o fim da isenção de contribuições previdenciárias de entidades filantrópicas, do setor exportador, sobretudo do agronegócio e de empresas incluídas no Simples. Em 10 anos, essas medidas podem render aos cofres públicos R$ 155 bilhões.

Também estão na PEC Paralela ajustes em algumas regras previdenciárias, além da criação de um benefício para crianças em situação de pobreza. O relator, contudo, vem sendo pressionado por representantes de entidades filantrópicas para que não aceite a cobrança da contribuição previdenciária, ainda que seja gradual. Tasso estuda ampliar o prazo para a cobrança, definido inicialmente em 10 anos.

A pedido da bancada feminina, devem entrar ainda nessa discussão regras de transição atenuadas para mulheres cumprirem a exigência de idade para a aposentadoria, com mudanças para garantir mais recursos para as viúvas, pois as mulheres são mais de 80% dos beneficiários das pensões por morte.

PEC autônoma

Além da PEC Paralela, outro tema foi acertado com a equipe econômica para ser tratado em proposta autônoma. É o “pedágio” cobrado dos trabalhadores prestes a se aposentar, que terão de trabalhar o dobro do tempo que falta para a aposentadoria. O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) desistiu do destaque para evitar o retorno da proposta à Câmara. Para ter mais chances de aprovação na Câmara e no Senado, ele exigiu que o tema fosse tratado sozinho em outra proposta de emenda constitucional. “O pedágio é de 17% para os militares, 30% para os parlamentares e 100% para os demais. Queremos discutir uma regra de transição que suavize o drama para quem já trabalhou muito e vai trabalhar ainda mais para chegar à aposentadoria”, afirmou Dias.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. …. Ja foi empenhado os valores dos senadores? Se tiver número do empenho ae sai a votação com certeza, ou vcs acham que essas duas semanas de castigo ao governo foi o que………..

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Política

Esquerda teme que possível soltura de Lula reorganize base de Bolsonaro

A chance de Lula deixar a carceragem da PF por decisão do STF ou da juíza provocada a analisar sua progressão para o semiaberto fez integrantes do PT debaterem o impacto da mudança de cenário. Para além da certeza de que ele, se plenamente livre, vai querer rodar o país, há a percepção de que a saída da prisão tende a reavivar a polarização com Jair Bolsonaro. A dúvida é se o efeito colateral desse movimento não auxilia o presidente justo no momento em que a direita está fragmentada.

Alguns quadros do PT confidenciam, em privado, temer que o retorno de Lula ao cotidiano da política reagrupe a direita, dando a ela um inimigo comum –e a Bolsonaro combustível para ataques sobre o risco de a esquerda retomar o poder.

Alguns integrantes da sigla ponderam que Bolsonaro vive momento de fragilidade, sem o apoio sólido do centro, com o partido rachado e em pé de guerra, e movimentos de direita estremecidos pela claudicância do Planalto na defesa da pauta anticorrupção. O “fator Lula”, avaliam, poderia suplantar tudo isso.

Mas há, claro, numerosa ala que vê o efeito rebote como natural e esperado. Esses dizem que, desde a década de 1980, o PT ocupa um dos lados da polarização, seja contra Collor ou contra o PSDB, seja como o alvo no comando do Planalto.

Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

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Política

Deputado do PSL critica próprio partido: “Em breve dirão que Lula é inocente”

No Twitter, o deputado federal Vitor Hugo voltou a atacar a ala bivarista do PSL.

“Caminham para a oposição: 1) discurso da existência das “milícias virtuais”; 2) obstrução de votações importantes com pretextos vazios (reunião é + importante que caducar uma MP); 3) aliam-se à esquerda na orientação de PL importante… em breve, dirão que o Lula é inocente… triste.”

Como noticiamos, a ala da bancada do PSL mais ligada a Luciano Bivar não reconhece mais Vitor Hugo como líder do governo na Câmara.

O Antagonista

Opinião dos leitores

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Saúde

Indústria farmacêutica tradicional se aproxima da maconha

Assunto mais badalado do mercado farmacêutico nos últimos meses, a maconha medicinal ainda é tratada com discrição pelas gigantes da indústria no Brasil. Mas, sem alarde, investidores tradicionais do ramo de medicamentos começam a olhar. No fim de 2018, membros de família acionista do Aché registraram na junta comercial de São Paulo uma empresa de cannabis. A informação, pouco conhecida no setor até agora, alerta concorrentes que chegaram aqui há mais tempo.

Adalmiro Dellape Baptista Netto e Rodrigo Dellape Batista, de uma das famílias fundadoras do Aché, são sócios da empresa Cannabis Brasil, que tem entre suas descrições comércio varejista de produtos homeopáticos, sem manipulação de fórmulas.

Procurado pela coluna para dar detalhes sobre a empresa, o Aché diz que não se posiciona a respeito de iniciativas de famílias acionistas. Afirma que estuda a possibilidade de entrar no novo mercado. “O projeto ainda é embrionário e não temos muito a dizer a respeito”, diz em nota.

No sentido inverso, jovens empresas de maconha no país buscam se posicionar ao lado da grande indústria. Quatro delas se associaram ao Sindusfarma, sindicato do setor que reúne gigantes como EMS e Eurofarma.

As novatas na entidade são Natuscience, Cansortium, VerdeMed e Canopy (Spectrum), segundo o Sindusfarma.

A maconha atrai, há anos, altos executivos, dentro e fora do setor de saúde. Marco Antonio Bologna, que foi presidente da Tam, atual Latam, era sócio da empresa de cannabis Entourage até julho.

Theo van der Loo, que foi presidente da Bayer no Brasil, fundou em julho a Natuscience. Quer fazer pesquisas clínicas com o extrato porque, segundo ele, o setor tem potencial mas carece de embasamento teórico no país para dar segurança a médicos, pacientes e à própria Anvisa.

No exterior, a maconha medicinal entrou oficialmente no radar da grande indústria. A suíça Novartis já tem acordo com a canadense Tilray, que produz remédios a partir da erva, para distribuir produtos onde o uso medicinal é legalizado.

A Anvisa adiou na terça-feira (15) uma votação sobre a proposta que libera o plantio de Cannabis no país para pesquisa e produção de medicamentos. Também pediu mais prazo para analisar as regras de registro.

Painel S.A./Folha de S.Paulo

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