Economia

Equipe econômica quer reduzir renúncia fiscal em um terço até o fim do governo

A equipe econômica trabalha num plano de corte de renúncias fiscais na tentativa de reduzir os subsídios em mais de um terço do montante atual no mandato do presidente Jair Bolsonaro. A intenção é cortar o equivalente a 1,5% do PIB até o fim de 2022, ou cerca de R$ 102 bilhões em valores de hoje.

Essa é a primeira indicação de meta concreta de corte nos benefícios feita pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, embora a redução fosse uma bandeira desde a corrida eleitoral. Em 2018, o governo abriu mão de R$ 292,8 bilhões em receitas, ou 4,3% do PIB.

Fontes da área econômica evitam dar pistas sobre quais renúncias entrariam primeiro na mira do governo para não antecipar resistências que devem ser enfrentadas no Congresso Nacional, endereço sensível ao lobby de setores interessados nos benefícios.

A redução dos subsídios – que hoje representam 20,9% da arrecadação administrada da Receita Federal – não será tarefa fácil. Na semana passada, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, a um custo adicional de pelo menos R$ 16 bilhões ao ano, estender benefícios a empresas que compram insumos da Zona Franca de Manaus.

Estadão Conteúdo

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Política

Advogados de Lula assinam petição contra pedido de habeas corpus ao ex-presidente

POR MÔNICA BÉRGAMO

Advogados de Lula assinaram uma petição contra o pedido de habeas corpus ao ex-presidente protocolado nesta semana por Daniel Oliveira, ex-secretário de Justiça do Piauí, no Supremo Tribunal Federal.

Lula se nega a pedir o cumprimento da pena em regime domiciliar, objeto do habeas corpus. Quer que a Justiça reconheça a sua inocência.

Oliveira confirma ter ouvido “comentários” sobre o desejo de Lula. “Mas, independente da posição dele, esse é meu direito enquanto cidadão brasileiro”, afirma.

Nesta quinta (2), o ex-secretário piauiense fez uma representação contra os advogados do ex-presidente no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A petição dos defensores de Lula, no entanto, foi feita com procuração do próprio presidente.

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Política

Bolsonaro mostra cicatriz de cirurgia na TV para dizer que facada não foi fake

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), levantou a camisa e fez questão de exibir, em entrevista na TV, as cicatrizes da cirurgia pela qual passou neste ano devido à facada sofrida na campanha eleitoral de 2018.

“Alguns falam que foi fake”, afirmou Bolsonaro ao SBT Brasil, em entrevista exibida na noite desta quinta (2), ao se referir ao ataque do qual foi alvo em Juiz de Fora (MG).

Em 6 de setembro de 2018, em plena campanha eleitoral, Bolsonaro levou uma facada durante comício na cidade. O então presidenciável foi submetido a uma colostomia, que só foi revertida no final de janeiro deste ano, já como titular do Palácio do Planalto.

Bolsonaro foi ao SBT gravar uma participação no Programa Silvio Santos para defender a reforma da Previdência, prioridade de seu mandato e que já tramita em comissão especial na Câmara dos Deputados. Ele fez elogios ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem chegou a trocar farpas publicamente devido às dificuldades na articulação política em torno da proposta.

“Ele [Maia] é uma pessoa excepcional. E tem transmitido para mim que há interesse, por parte dos líderes que decidem os votos lá dentro [da Câmara] em aprovar o mais rápido possível a reforma da Previdência.”

Questionado sobre a crise na Venezuela, Bolsonaro disse que o ditador Nicolás Maduro não tem poder sobre ele mesmo e voltou a afirmar que é “praticamente zero” a chance de uma intervenção militar do Brasil no país vizinho. No entanto, ele se disse preocupado com outra nação sul-americana, a Argentina.

“Mais importante do que a Venezuela no momento é a Argentina, que está a um passo – por ocasião agora das eleições de outubro – a voltar para a senhora Cristina Kirchner, o que seria uma outra Venezuela”.

A Argentina atravessa dificuldades econômicas e o atual presidente, Mauricio Macri –que sucedeu Cristina Kirchner no poder– está com a popularidade em declínio.

Em live nas redes sociais, também nesta quinta, Bolsonaro pediu aos argentinos que não votem na ex-presidente, que é candidata a retornar à Casa Rosada e lidera a última sondagem eleitoral.

Folhapress

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Economia

Governo corre para tentar convencer Congresso a liberar extra de R$ 248 bi

Com uma base parlamentar modesta e instável, o Palácio do Planalto corre o risco de ficar sem recursos para pagar subsídios e benefícios a idosos carentes e pessoas com deficiência (BPC).

Para contornar esse grave problema de caixa, a equipe econômica do ministro Paulo Guedes passou a articular a aprovação do projeto de lei que autoriza o governo a gastar R$ 248 bilhões com recursos a serem obtidos com títulos do Tesouro Nacional.

É a primeira vez que o Poder Executivo precisará desse tipo de aval do Congresso Nacional para realizar despesas como as transferências assistenciais aos mais pobres.

A chamada “regra de ouro” impede o governo federal de se endividar para pagar despesas correntes, como salários, Previdência Social e benefícios assistenciais.

Guedes pediu ao Congresso para que, em 2019, haja uma exceção a essa limitação.

Por ser um caso incomum, o governo federal terá de obter 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado depois que o projeto sair da CMO (Comissão Mista de Orçamento), onde está parado.

O governo, porém, deve sofrer uma derrota. Relator da proposta na comissão, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) informou à Folha que deve excluir a autorização para que Guedes use títulos públicos para pagar subsídios.

Se essa ideia prevalecer no Congresso, a equipe econômica não teria, a partir de julho, mais recursos para programas federais.

Estariam em risco o Pronaf (programa de fortalecimento para agricultura familiar), o Proex (financiamento às exportações), o PSI (programa de sustentação do investimento) e também operações de investimento rural e de custeio agropecuário.

“Não tem sentido nenhum aumentar esses gastos se temos um déficit tão grande, que temos de emitir títulos do Tesouro para pagar despesas básicas, como o BPC”, disse Rocha.

Vincular despesas como BPC, Previdência, Bolsa Família e subsídios à autorização pedida ao Congresso foi uma decisão do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), durante a elaboração do Orçamento de 2019.

A antiga gestão acreditava que quem fosse eleito não teria dificuldade em receber o sinal verde dos parlamentares para conseguir recursos destinados a essas áreas sociais.

O dinheiro teria então de ser usado para esses setores, cumprindo o previsto no Orçamento e no projeto que está no Congresso.

Para tentar garantir que o projeto seja aprovado até julho, secretários de Guedes começaram nesta semana a entrar em contato com o relator —duas semanas depois de o deputado assumir a função. O prazo para a área econômica, no entanto, é curto.

Desarticulado no Congresso, o governo Bolsonaro depende do aval dos parlamentares para que, a partir de julho, não interrompa o pagamento do BPC, benefício assistencial a idosos em condições miseráveis e pessoas deficientes.

Segundo técnicos da Câmara, se o governo fizer, no segundo semestre, a transferência aos beneficiários sem ter a autorização do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) poderá cometer crime de responsabilidade.

Nos bastidores, deputados dizem não acreditar que interlocutores do Palácio do Planalto consigam aprovar o projeto de lei até junho.

A oposição já prepara um pacote para atrasar a votação da proposta na CMO, pedindo, por exemplo, audiências públicas para debater a situação das contas públicas e a “regra de ouro”.

Depois da comissão, o projeto ainda terá de passar pelo plenário do Congresso.

Por ser um pedido excepcional, a autorização para esses gastos precisará de maioria absoluta da Câmara e do Senado, e não apenas maioria dos parlamentares presentes, o que exige mobilização dos aliados de Bolsonaro.

Outra dificuldade de Guedes é que a pauta do Congresso está trancada por 23 vetos presidenciais, que têm prioridade na votação. Bolsonaro precisará de amplo apoio as Casas para conseguir superar essa situação.

Dos R$ 248 bilhões pedidos no projeto de lei, R$ 201,7 bilhões são para despesas com a Previdência Social.

A partir de setembro, o governo não teria mais recursos para benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) se o projeto não for aprovado. O INSS tem 35 milhões de beneficiários.

Para o BPC, são R$ 30 bilhões —previstos para os pagamentos a partir de julho. Os R$ 8 bilhões para subsídios são necessários também a partir de julho.

A equipe econômica afirmou a parlamentares que talvez não precise emitir títulos do Tesouro Nacional para bancar o valor total das despesas previstas (R$ 248 bilhões).

Uma parte poderia ser custeada com recursos do Banco Central.

Ainda assim, de acordo com técnicos da Câmara, o Congresso tem de autorizar os gastos previstos para o segundo semestre.

Estudo do Senado aponta que o custo real para pagar as despesas seria ainda maior caso o governo se endivide para obter os recursos.

Em nota técnica sobre o projeto enviado por Guedes, técnicos legislativos calculam que haveria um custo adicional de R$ 23,2 bilhões por ano com os juros se forem emitidos títulos no valor total de R$ 248 bilhões.

Folhapress

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Economia

Muito usado por natalenses, Aeroporto de Recife adota novas regras para bagagem de mão; outros três também

Os aeroportos de Fortaleza (Pinto Martins), Belo Horizonte (Confins), Recife (Guararapes) e de Belém (Val-de-Cans) começam hoje (2) a adotar fiscalização rigorosa das bagagens de mão em voos domésticos, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Os aeroportos de Brasília (Juscelino Kubitschek), Natal (Aluízio Alves), Curitiba (Afonso Pena) e Campinas (Viracopos) adotaram medida semelhante desde 25 de abril.

De acordo com a Abear, o passageiro que estiver com a bagagem de mão fora das especificações de peso e tamanho definidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – peso máximo de 10 quilos e dimensões de, no máximo, 55 centímetros (cm) de altura por 35 cm de largura e 25 cm de profundidade – terá obrigatoriamente que despachá-la no compartimento de malas do avião.

A Abear informa também que os mesmos critérios valem, inclusive, para qualquer outro tipo de volume que não esteja dentro das especificações definidas pela Anac para ser embarcado no compartimento de bagagem da área de passageiros. Por exemplo, instrumento musical, equipamento eletrônico, bebê confort etc.

A Abear orienta os passageiros que, no caso de dúvida, entrem em contato com a empresa aérea antes da viagem. A entidade também disponibiliza um link (passageiros) em sua página na internet, com informações sobre bagagem.

Opinião dos leitores

  1. Os políticos do RN querem transformar nosso estado em uma Venezuela. Basta ver o que fizeram com essa estória de aeroporto e Arena das Dunas. Foram bilhões torrados e benefício ZERO.

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Televisão

Professor Mário Sérgio é o convidado do Cara a Cara com BG

Na Rede Salesiana do RN há 42 anos, o vice-diretor dos colégios Salesianos do Rio Grande do Norte, professor Mário Sérgio é o convidado deste sábado do programa Cara a Cara com BG. Um bate-papo divertido e saudoso com o ex-coordenador pedagógico que fez parte da vida escolar de muitos profissionais de renome no Estado.

Cara a Cara com BG, sábado, às 8h30, na TV Ponta Negra.

Acompanhe o programa através dos canais: Cabo Telecom 120 (sinal digital) e 805 (HD); NET 13 (sinal digital) e
513 (HD); Sky HD 313.1.

Opinião dos leitores

  1. Nesse momento sou uma ex aluna Salesiana saudosa rsrs , lembro do barulho do molho de chaves do Mário Sérgio, quando vinha lá longe no corredor, todo os alunos corriam para a sala de aula… Tempos bons!!!

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Política

‘Vamos até o limite do Itamaraty’, diz Bolsonaro sobre Venezuela

POR MÔNICA BÉRGAMO

O presidente Jair Bolsonaro afirmou à coluna, em uma conversa exclusiva, que o Brasil irá “até o limite do Itamaraty” para ajudar no que ele considera o restabelecimento da democracia na Venezuela.

Ele concedeu a entrevista por telefone, quando se preparava para embarcar para Camboriú (SC) com o deputado federal Marco Feliciano (Pode-SP). Os dois vão participar de uma festa evangélica na cidade.

Segundo Bolsonaro, o governo brasileiro tem recebido “muitos informes” do país vizinho. “Nós acreditamos no desgaste que o [deputado Juan] Guaidó [que se autoproclamou presidente da Venezuela] pode impingir ao [Nicolás] Maduro”, diz ele.

Para o presidente, “essa fissura que existe na base dos militares pode subir para o alto escalão [das Forças Armadas]”.

Bolsonaro disse ainda que “o Maduro não manda nele mesmo. Quem manda nele são os generais, os cubanos, em boa parte os russos. Ele é vigiado o tempo inteiro”.

O presidente afirmou ainda que “o Hezbollah [movimento xiita libanês] tem células lá”. A acusação já foi feita por autoridades dos EUA e negada pelos xiitas.

“Tudo o que não presta está lá dentro”, segue o presidente. “É difícil a situação da Venezuela? É. Lá não tem mais cão nem gato. Já comeram tudo.”

Questionado até onde o governo brasileiro está disposto a ir para ajudar a tirar Maduro do poder, ele respondeu: “Nós vamos até o limite do Itamaraty. Sem partir para as vias de fato, vamos fazer de tudo para reestabelecer a democracia na Venezuela”.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. É mesmo um "babaquara"… Vejam como se reporta !
    Faz vergonha ao nosso país – que já foi a nação do futuro – ter um Presidente como esse…

  2. O que nos afeta a Venezuela? Em que vai melhorar a solução dessa crise? Ela tá interferindo na nossas vidas? Temos alguma crise no país pra resolver? Então, se preocupem em resolver o problema do país, fdps.

    1. Rick vou desenhar para ver se você entende, vamos supor que seus vizinhos estejam em uma briga gigante, só em gritar já te atrapalha, mas aí eles sobem o tom e começam a se bater e aí? Você não faz nada? É pra piorar os filhos e funcionários estão fugindo da briga e se escondendo na sua casa. Entendeu agora o que nos afeta? Sem falar ainda nas relações comerciais

    2. Amigo, é sério seu comentário ou fake? afeta na energia( ainda compramos uma parte da Venezuela) , no preço dos combustíveis ( são produtores de petróleo), economia (aumento na infraestrutura para receber venezuelanos) e principalmente na questão humanitária(todos os dias entram centenas de famintos em busca de sobrevivência no Brasil)…

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Economia

Dólar começa maio em alta e termina dia em R$ 3,9596

O dólar começou o mês de maio em alta. O real foi nesta quinta-feira, 2, uma das moedas que mais perderam valor ante a divisa americana, com o mercado local repercutindo a reunião de quarta-feira do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizou que não há corte de juros no radar e frustrou investidores no mercado financeiro mundial. As mesas de operação monitoraram ainda os desdobramentos da reforma da Previdência, mas o assunto só deve ganhar força na semana que vem, quando começam os trabalhos da comissão especial que vai analisar as medidas que alteram as aposentadorias. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,98%, a R$ 3,9596.

Sem maiores novidades, causaram certo desconforto as declarações de quarta do deputado Paulo Pereira da Silva (SD), o Paulinho da Força. Ele afirmou que os partidos que compõem o Centrão devem conversar para aprovar uma reforma mais desidratada, que não garanta a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu e disse que vai trabalhar para economia fiscal de R$ 1 trilhão, como quer o governo. Pela manhã, o dólar chegou a superar os R$ 3,97 e, na parte da tarde, desacelerou o ritmo de alta e operou a maior parte do tempo na casa dos R$ 3,95.

Pesquisa do banco americano Citi com clientes aponta que cresceu a visão entre os agentes de que a economia fiscal da reforma deve ficar entre R$ 500 bilhões a R$ 750 bilhões. Além disso, a expectativa é de aprovação na Câmara apenas no terceiro trimestre ou mesmo mais tarde, aponta relatório do banco nesta quinta-feira.

Para a economista e estrategista de câmbio da Ourinvest, Fernanda Consorte, se o momento estivesse mais favorável para a Previdência, o impacto da reunião do Fed poderia ser menor. A tramitação das medidas no Congresso tem causado mais tensão do que o inicialmente esperado, porque o governo tem mostrado falta de articulação política, disse ela. Por isso o dólar tem se mantido acima do nível de R$ 3,90, com os investidores precificando uma aprovação mais difícil e com menor economia fiscal da Previdência. No caso desta quinta-feira, ela avalia que o fator principal a influenciar o câmbio foi o Fed.

Com o Fed mais “hawkish” do que o esperado, ou seja, menos defensor de juros baixos, o dólar seguiu em alta ante divisas fortes e de emergentes. “As declarações de Powell na entrevista foram contra a ideia de que o Fed estaria contemplando um ‘corte preventivo’ nos juros para estimular a inflação”, avalia o economista do JPMorgan, Michael Feroli, em relatório. Para ele, este ponto ficou evidente quando o dirigente ressaltou que a inflação está fraca nos EUA por conta de fatores “transitórios”.

Estadão Conteúdo

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Polícia

STJ prorroga internação médica de João de Deus

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prorrogou por mais 30 dias o prazo de internação do médium João de Deus, no Instituto de Neurologia de Goiânia. No mês passado, o médium foi autorizado a deixar a prisão para fazer tratamento médico.

Ele estava preso preventivamente desde 16 de dezembro do ano passado pelas acusações de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de tratamento espiritual, em Abadiânia, Goiás.

O ministro atendeu a um pedido da defesa de João de Deus, que tem problemas de pressão arterial e um “aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura”, segundo os advogados.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. As decisões jurídica nunca estão em sintonia com a maioria da população, portanto essas órgãos não deveria ser pagas pelo povo.

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Política

MDB anuncia posição contrária a três itens da reforma da Previdência

Sexta maior bancada da Câmara, o MDB anunciou, nesta quinta-feira (2), ser contrário a três pontos da proposta de reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro.

O partido é contra a proposta de mudança no BPC (benefício pago a idosos carentes), na aposentadoria rural e nos critérios para aposentadorias de professores.

Sigla do ex-presidente Michel Temer, que falhou ao tentar aprovar uma reforma da Previdência, o MDB é a favor de ajustes na Previdência Social e redução dos gastos com aposentadorias e pensões, além de defender a criação de uma idade mínima para aposentadoria.

No entanto, a legenda quer discutir as propostas de Bolsonaro para mudar a fórmula da pensão por morte e os critérios de aposentadorias especiais, como de policiais.

O MDB também questiona a parte da reforma que altera as alíquotas de contribuição à Previdência, que criaria taxas diferentes a depender da renda do trabalhador ou servidor público.

Outro item criticado pelo partido é a ideia de restringir o acesso ao abono salarial, benefício pago a trabalhadores de baixa renda.

A proposta de trocar o atual regime previdenciário pelo sistema de capitalização, no qual cada trabalhador faz a própria poupança, será debatida pela bancada durante a tramitação da reforma da Câmara.

“É um documento que servirá como o começo de uma discussão, servindo de orientação às bancadas da Câmara e do Senado Federal”, disse o presidente do partido, Romero Jucá.

O MDB e mais 12 partidos já tinham se posicionado contra a proposta para o BPC e para a aposentadoria rural.

Agora, o partido se une a outras bancadas, como a do PR, que querem derrubar as mudanças sugeridas por Bolsonaro para os critérios da aposentadoria de professores.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência prevê uma economia de R$ 1,2 trilhão nos gastos públicos em dez anos.

Sem os trechos para alterar regras do BPC, aposentadoria rural e de professores, essa estimativa seria reduzida em R$ 122,6 bilhões.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Economia

Procuradoria questiona Anac e Avianca sobre prejuízos a passageiros

O MPF (Ministério Público Federal) enviou nesta quinta-feira (2) um pedido à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e à Avianca Brasil para que ambas esclareçam as medidas que tomam para mitigar os prejuízos causados aos passageiros da aérea que tiveram voos cancelados ou atrasados.

A Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o caso e, segundo nota do órgão, ” garantir que os consumidores não tenham seus direitos violados”.

A Avianca tem cancelado voos e rotas após ter redução de sua frota de 54 para 5 aeronaves desde dezembro de 2018, quando pediu recuperação judicial. A empresa perdeu os equipamentos na Justiça depois que empresas de leasing pediram reintegração de posse por inadimplência da aérea. A dívida com arrendadores supera R$ 1 bilhão.

A Procuradoria questiona a atuação da Anac devido aos casos de descumprimento de uma resolução da própria agência sobre o transporte aéreo. No ofício, o órgão diz que não se tem ciência das medidas efetivadas pela Anac para amparar os consumidores prejudicados.

A norma prevê que o passageiro impactado por cancelamentos tem o direito de optar pelo reembolso integral do valor pago, pela reacomodação em outros voos da própria companhia ou de outra aérea que ofereça a rota. O cliente ainda pode executar o serviço por outra modalidade de transporte.

A Folha revelou que a Avianca não oferece hospedagem a todos os passageiros que tiveram de ser realocados pela Avianca por overbooking e que deixou de pagar o reembolso integral a ao menos um consumidor que teve seu voo cancelado.

As reclamações mais recorrentes ao Ministério Público estão relacionadas ao descumprimento de regras de cancelamento e a alteração de voos sem comunicação prévia.

O MPF também diz ter solicitado à Avianca informações sobre o plano de contingência adotado pela marca “tendo em vista o cenário atual e a incerteza de que a empresa aérea irá cumprir regularmente os compromissos assumidos com os passageiros.”

A Anac diz em nota que “vem agindo prontamente em relação à orientação aos direitos e deveres dos passageiros” e que determinou a suspensão da venda de passagens para os voos descontinuados pela Avianca.

O órgão afirma ainda que realiza fiscalização nos aeroportos para verificar o cumprimento de suas regras e que realizou uma reunião com representantes da Avianca, do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e dos Procons na última sexta (26) para monitorar se a aérea tem reacomodado clientes que tiveram suas viagens canceladas.

Procurada, a Avianca não se manifestou até a conclusão deste texto.

Opinião dos leitores

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Diversos

Gol: se Boeing Max 8 não puder voar até dezembro, voo para Lima será em 737 NG

A Gol acredita que o uso do modelo Boeing 737 Max 8 estará normalizado no segundo semestre deste ano. Caso contrário, a empresa informou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que fará a nova rota entre São Paulo e Lima, no Peru, com o modelo 737 NG. Esse segundo modelo faz as viagens sem escalas entre São Paulo e Quito no intervalo de seis horas, tempo menor que as cinco horas de voo estimadas até Lima.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também informou que a suspensão das operações do 737 Max 8 está mantida no Brasil, porém a venda de passagens aéreas não está vinculada ao tipo de aeronave a ser utilizada na respectiva rota. Na data do voo, só poderá ser utilizada aeronave certificada com autorização para operar no País, informa a Anac.

Mais cedo, a Gol anunciou novos voos entre São Paulo e Lima a partir de dezembro. A aeronave escolhida é o modelo 737 Max 8, que está proibido de voar desde março, depois de dois acidentes que vitimaram 346 pessoas em um intervalo de pouco mais de quatro meses.

Estadão Conteúdo

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Política

Raquel Dodge recorre para segurar no Supremo investigação contra deputado federal do RN

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opôs embargos de declaração, com pedido de atribuição de efeitos infringentes, para suprir omissão em acórdão da Primeira Turma do Supremo. O colegiado declinou ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte investigação contra o deputado federal Rafael da Motta (PSB/RN) por suposto recebimento de vantagens indevidas em sua campanha eleitoral de 2014. Para a PGR, a investigação deve ser mantida no Supremo, “por força de norma constitucional que não foi analisada no acórdão questionado”. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

Raquel explica que o caso deve ser analisado em conjunto com as investigações envolvendo o deputado estadual Ricardo da Motta (PSB), pai do deputado federal.

Pai e filho são investigados pela suposta participação em esquema de desvio de mais de R$ 19 milhões do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN), entre janeiro de 2013 e dezembro de 2014.

De acordo com a procuradora-geral, a denúncia contra Ricardo da Motta, oferecida perante o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e ratificada pela PGR foi remetida ao Supremo em julho de 2017, “em razão da afirmação de suspeição de mais da metade dos membros do Tribunal para julgar o caso, o que levou à aplicação do artigo 102, inciso I, alínea n, da Constituição”.

O dispositivo constitucional determina que, em caso de impedimento de todos ou mais da metade dos membros da magistratura do tribunal originário, a competência para julgar e processar é do Supremo.

A procuradora-geral sustenta que a deliberação da Primeira Turma “não considerou a evidente dependência factual entre a denúncia oferecida contra Ricardo da Motta e a investigação desenvolvida no Inquérito 4.692, contra Rafael da Motta, o que levaria à unidade de investigação quanto a esses agentes no STF”.

Ela esclareceu na peça recursal que o caso tratado é diferente das situações de perda de foro em razão da aplicação do novo entendimento do STF com base no que foi decidido na Questão de Ordem 937, pois a causa de processamento do caso perante o STF não é o foro parlamentar, mas sim a ausência de condições de processamento e julgamento no Tribunal de origem em razão da declaração de impedimento de mais da metade de seus membros, no caso do Tribunal de Justiça-RN.

Raquel argumenta que, “para maior coerência do sistema jurídico processual, deve ser mantida a competência do STF para processar e julgar o processo, diante da segurança quanto à incidência do disposto no artigo 102-I-n da Constituição, que não permite modificação posterior de competência, mesmo após a cessação do mandato parlamentar de Ricardo José Meirelles da Motta”.

“Portanto, há evidente omissão no acórdão embargado que, uma vez suprimida, conduzirá à necessária concessão de efeito infringente ao presente recurso, de modo a acarretar a sua reforma”, conclui.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Esse cidadão e seu pai deveriam tá mofando na cadeia, juntamente com magistrados do RN que não tem coragem de prende-los. O RN está afundado no aspecto jurídico e governamental.

  2. Aonde um boy desse que não sabe nem a cor da carteira De trabalho , conseguiu R$ 5.000.000,00 ( cinco milhões de reais) para custear uma campanha para deputado federal???? Alguém sabe me dizer a mágica???? Se perguntarem para o meu filho de 6 anos ele responderá

  3. Esse ai, ainda jovem, envolvido em diversas denúncias. Filho de peixe, peixinho é…

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Judiciário

Supremo terá de explicar ao TCU licitação de comidas com direito a medalhões de lagostas e vinhos importados

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai ter de explicar ao Tribunal de Contas da União (TCU) por que decidiu fazer uma licitação de R$ 1,3 milhão para comprar medalhões de lagosta e vinhos importados – e somente os premiados – para as refeições servidas pela Corte. A investigação se baseou em reportagem, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na última sexta-feira, dia 26 de abril. Ao transcrever a matéria, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, afirmou que a notícia teve “forte e negativa repercussão popular”. Furtado também pediu a suspensão da licitação por meio de medida cautelar.

“E é de se reconhecer que essa repercussão não causa surpresa: os requintados itens que compõem as tais ‘refeições institucionais’, previstos no Pregão Eletrônico 27/2019, contrastam com a escassez e a simplicidade dos gêneros alimentícios acessíveis – ou nem isso – à grande parte da população brasileira que ainda sofre com a grave crise econômica que se abateu sobre o País há alguns anos”, declarou Furtado, em sua representação.

O MP pede “medidas necessárias a apurar a ocorrência de supostas irregularidades nos atos da administração do Supremo Tribunal Federal que visam à ‘contratação de empresa especializada para prestação de serviços de fornecimento de refeições institucionais, por demanda, incluindo alimentos e bebidas’.”

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) foi à tribuna do Senado para criticar a proposta e informou que entregou duas representações ao TCU, uma para suspender o contrato imediatamente e outra para fazer uma auditoria nos últimos dez contratos firmados pelo STF. “É um absurdo completo. Queremos saber cada detalhe desses contratos alimentícios, e dos contratos etílicos também”, disse à reportagem.

Na semana passada, o servidor público estadual Wagner de Jesus Ferreira, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), também entrou com uma ação popular na Justiça Federal do Distrito Federal contra o pregão eletrônico do Supremo. A Corte havia dito que o edital seguiu padrão do Ministério das Relações Exteriores.

Menu exigido pela licitação ia de brunch a coquetel

O menu exigido pela licitação dos ministros dos STF inclui desde a oferta café da manhã, passando pelo “brunch”, almoço, jantar e coquetel. Na lista, estão produtos para pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e “medalhões de lagosta”. As lagostas, destaca-se, devem ser servidas “com molho de manteiga queimada”.

A corte exige ainda que sejam colocados à mesa pratos como bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana) e arroz de pato. O cardápio ainda traz vitela assada, codornas assadas, carré de cordeiro, medalhões de filé e “tournedos de filé”.

Os vinhos exigiram um capítulo à parte no edital. Se for tinto, tem de ser tannat ou assemblage, contendo esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais”. “O vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses.”

Se a uva for tipo Merlot, só serão aceitas as garrafas de safra igual ou posterior a 2011 e que tenha ganho pelo menos quatro premiações internacionais. Nesse caso, o vinho, “em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho, de primeiro uso, por período mínimo de 8 (oito) meses”. Para os vinhos brancos, “uva tipo Chardonnay, de safra igual ou posterior a 2013”, com no mínimo quatro premiações internacionais.

Em sua representação, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado afirma que a despesa “que se pretende realizar por meio daquela licitação encerra afronta ao princípio da moralidade administrativa” prevista na Constituição.

“Não se pode exigir, pois, dos administradores públicos, simplesmente o mero cumprimento da lei. De todos os administradores, sobretudo daqueles que ocupam os cargos mais altos na estrutura do Estado, deve-se exigir muito mais. Dos ocupantes dos altos cargos do Estado, deve-se exigir conduta impecável, ilibada, exemplar, inatacável. A violação da moralidade administrativa importa em ilegitimidade do ato administrativo e, sempre que for constatada essa violação, deve ser declarada, quer pela via judicial, quer pela via administrativa, a nulidade do ato ilegítimo”, declarou Furtado.


Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Uma vergonha para o nosso Brasil e países do mundo todo que possui um sistema judiciário sério.

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Política

Desemprego é culpa da “roubalheira do PT”, diz Onyx

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse em entrevista no canal Globo News nessa quarta-feira (1) que os governos petistas são culpados pelo aumento da taxa do desemprego neste ano.

“Isso é resultado de 16 anos de roubalheira do PT, que incharam Estado brasileiro, criaram burocracia, tomaram dinheiro das UTIs e das escolas, jogaram dinheiro na Venezuela, na Bolívia e na África.”, disse o ministro.

Lorenzoni defendeu que a aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional vai impulsionar os investimentos no País e, com isso, melhorar a economia.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. E esse blog ainda tem a coragem de postar uma besteira dessa. BG procure noticias que auxilie na formação da sociedade e não as que destroem. Até a pouco tempo fui seguidor desse blog.
    Fui…. no passado, tchau

  2. Beleza, mas o índice do desemprego só aumenta após três anos sem o PT.
    Vamos virar o disco e mostrar serviço.

  3. O pt pagou o FMI e duplicou a br de natal até recife, fez 15 ifrn no estado, fez o arena das dunas e criou o mais médicos. Como voces não sabem administrar e tá indo de mau a pior precisam colocar a culpa no pt q vai ganhar a proxima eleição fácil.

  4. Em 2014 O Brasil atingiu o pleno emprego, 4,3%. Quatro anos depois e esses incompetentes tirando direitos, ameaçando, privando a liberdade, métodos em falcatruas, não conseguem gerar empregos e culpa o PT. O desastre que o PT deixou foi tão grande que deixou 1 trilhão e trezentos mil reais em caixa que estão gastando, comprando votos.

  5. Esse corrupto ajudou a derrubar a dilma com a conversar que ia gerar emprego, ai ele e o bando de incompetente da família bozo, não sabem como tirar o país do sufoco ai vem colocar a culpa no governo passado, que já saiu do poder a 3 anos vai te catar corrupto.

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Diversos

Militares brasileiros auxiliam vítimas de novo desastre em Moçambique

Depois de ajudar vítimas do ciclone Idai, a missão de militares brasileiros que está em Moçambique voltou a atuar no auxílio a vítimas de uma tempestade. Trata-se do ciclone Kenneth, que atingiu o país na última quinta-feira (25), causando mais de 40 mortes e deixando milhares de desabrigados.

Em ação coordenada com agências das Nações Unidas e o governo moçambicano, bombeiros militares do estado de Minas Gerais e integrantes da Força Nacional do Brasil salvaram a vida de centenas de pessoas em Pemba, no norte de Moçambique, depois do Kenneth. Este desastre natural acontece seis semanas depois do país ter sido atingido pelo ciclone Idai, em março, que causou mais de 650 mortes.

Dezenas de bombeiros militares de Brumadinho, em Minas Gerais, estão no país há mais de um mês. Eles chegaram para ajudar nas operações de socorro depois do ciclone Idai e têm auxiliado agências da ONU e o governo do país no salvamento, buscas e processo de reconstrução.

Salvamento

“Estamos em Macomia, onde rompeu uma ponte sobre o rio Muangamula devido ao ciclone Kenneth . Estamos fazendo o resgate de várias famílias, tanto de um lado como do outro,” explicou o coronel Vandernilson Peres, da Força Nacional.

O capitão Kleber Castro, que comandou a operação de busca e salvamento, disse que foram retiradas “muitas pessoas de áreas vulneráveis que estavam completamente alagadas”. Ele explicou que “a água foi subindo e destruiu muitas áreas residenciais. Se as pessoas estivessem lá provavelmente não teriam resistido.”

Ele acredita que “mais de 100 pessoas poderiam ter sido vítimas fatais, mas foram só vítimas de um alagamento.”

Segundo os últimos dados das autoridades moçambicanas, mais de 168 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone Kenneth. Pelo menos 37 mil desabrigados estão vivendo em centros de acomodação após a destruição de suas residências. Cerca de 35 mil casas e 200 salas de aula sofreram danos.

Cerca de 14 unidades de saúde também foram afetadas. Estima-se que mais de 7 mil mulheres grávidas estejam em risco de parto inseguro nas áreas atingidas pelo fenômeno.

Agência Brasil

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