Diversos

Número de mortos em Brumadinho sobe para 40

Subiu para 40 o número de mortos por causa do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, segundo o Governo de Minas Gerais. Oito deles já foram identificados.

Até o momento, 366 pessoas foram resgatadas, sendo 221 funcionários da Vale e 145 terceirizados. Há 23 pessoas hospitalizadas.

O trabalho de monitoramento da barragem 6 continua. As atividades de resgate foram suspensas às 20h e serão retomadas às 4h deste domingo (27).

Segundo informações do governo mineiro, o Corpo de Bombeiros mantém 205 homens no local, sendo que 175 são especializados no trabalho de resgate de vítimas de soterramento.

A Vale será multada em R$ 99 milhões por responsabilidade nos danos causados pelo rompimento da barragem, informa também o governo do estado.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Germano Vieira, a empresa deverá ser notificada até segunda-feira (28) e, a partir de então, terá 20 dias para recorrer.

Folhapress

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Diversos

AGU entra com medida para obter nomes de pessoas que estavam na área do desastre

A Advocacia-Geral da União anunciou, neste sábado, 26, que está ajuizando medida cautelar de urgência para que as empresas de telefonia forneçam a relação de assinantes dos celulares que estavam conectados às Estações de Radiobase (ERBs) que atendem às imediações da Mina de Córrego de Feijão, uma das mais atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG)

Na medida cautelar, a AGU pedirá informações dos assinantes que estavam conectados à região entre 24 horas de quinta-feira (24) e 24 horas de sexta-feira (25), considerando, para tanto, um raio de 20 km do local. O pedido visa a facilitar a identificação de pessoas que possam estar desaparecidas no local As informações serão enviadas imediatamente para os órgãos envolvidos nas operações de socorro e resgate.

“Consta do pedido de liminar que os dados fornecidos sejam enviados, pelas próprias requeridas e com a urgência que o caso requer, para os órgãos que estejam envolvidos nas operações de socorro e resgate, em especial para as Forças Armadas, para a Defesa Civil de Minas Gerais, para a Vale do Rio Doce S.A., para o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, para a Polícia Militar de Minas Gerais e para a Prefeitura Municipal de Brumadinho”, diz o órgão.

Estadão Conteúdo

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Meio Ambiente

MG tem mais de 300 locais de contenção de rejeitos inseguros, diz superintendente do Ibama

Foto: Isac Nóbrega/PR

Há um ano no comando do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais, Julio Cesar Dutra Grillo lamenta em entrevista à BBC News Brasil ser sempre voto vencido na luta para não mais autorizar a expansão ou construção de novas barragens de rejeitos no Estado.

O superintendente do Ibama em Minas diz que já havia alertado, em dezembro do ano passado, que barragens de rejeitos em Brumadinho, entre elas a da Vale que se rompeu na sexta-feira, “não ofereciam risco zero”.

O aviso de Grillo foi feito durante reunião extraordinária da Câmara de Atividades Minerárias. A discussão acabou com a aprovação, de forma acelerada, da licença para a continuidade das Operações da Mina da Jangada e das operações da Mina de Córrego do Feijão, cujo rompimento matou pelo menos nove pessoas e mobilizou uma multidão em busca de pessoas desaparecidas em meio a um mar de lama.

Na reunião que aconteceu em 11 de dezembro de 2018 na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, houve uma acalorada discussão com a participação de dezenas de moradores que se manifestaram contra as licenças por causa de possíveis abalos hídricos na região.

Mas o resultado foi pela aprovação, com folga, das licenças: 8 votos contra 1, com 1 abstenção. Grillo se absteve.

Ele explica que era favorável ao descomissionamento [eliminação] de uma barragem da região. Mas que esse descomissionamento estava atrelado à continuidade de produção de outras minas, e era justamente isso que colocava em risco a região.

“Optei pela abstenção, mas fiz questão de registrar os dois lados”, explica Grillo. Ele afirma que, na ocasião, ressaltou que projeto trazia algumas novidades positivas como a eliminação da barragem, mas que a região de Casa Branca tem algumas barragens sem risco zero e que os moradores tinham razão em se preocupar.

“Em uma negligência qualquer de quem está à frente de um sistema de gestão de risco, aquilo rompe. Se essa barragem ficar abandonada alguns anos, não for descomissionada, ela rompe, e isso são 10 milhões m³, é um quarto do que saiu de Fundão (em Mariana, que rompeu há três anos), inviabiliza Casa Branca e inviabiliza ao menos uma das captações do Paraopeba”, afirmou Grillo na região, conforme o registro da ata da reunião extraordinária.

Mais de 300 barragens em risco

Grillo é categórico em dizer que há mais de 300 barragens de rejeitos em Minas Gerais que não seguras.

“Ou param de usar essa técnica ou há o risco de cair na cabeça das pessoas. Mesmo as que não estão mais recebendo rejeitos não são seguras e, ao longo do tempo, podem despencar na cabeça das pessoas”, diz, emendando que há outras técnicas mais eficientes e que, inclusive, já estão sendo testadas pela própria Vale.

Segundo Grillo, contudo, as técnicas alternativas são mais caras, e os órgãos de licenciamento têm autorizado projetos e novas intervenções “do jeito que as mineradoras querem”. “Essas votações têm sido atropeladas”, afirma Grillo.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), o Estado tem 688 barragens, das quais 677 têm estabilidade garantida por auditorias. Em 4, o auditor não apresentou uma conclusão, e 7 tem estabilidade não garantida pelo auditor. “A quantidade de barragens com estabilidade garantida aumentou de 96,7% em 2017 para 98,4% em 2018”, afirmo a Semad.

Para o superintendente do Ibama em Minas, contudo, a melhor forma de evitar tragédias como a de Brumadinho é uma nova legislação. “Infelizmente, está parado na Assembleia de Minas onde prevalece os interesses das mineradoras. É muito melhor reduzir o lucro em alguns poucos porcentos e evitar tragédias se repitam”, afirma.

Questionado se a barragem em Brumadinho se rompeu porque, mesmo sem estar recebendo rejeitos, pode ter havido alguma intervenção no local depois do licenciamento, Grillo diz ainda não ser possível saber a causa.

Mas afirma que, “independente de qualquer ação no local, barragens como a que se rompeu não são estáveis”. “Ao longo do tempo, elas podem se romper. Só não acontece toda hora porque tem gente vigiando, e a Vale costuma ter atenção. Mas o risco não é zero”, diz Grillo.

BBC Brasil

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Diversos

Jair Bolsonaro aceita ajuda de Israel para busca de desaparecidos

O presidente Jair Bolsonaro conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre ajuda na busca de pessoas desaparecidas após o rompimento de uma barragem de contenção rejeitos da mineradora Vale, em Brumadinho (MG).

“Por telefone, o primeiro-ministro de Israel nos ofereceu ajuda para a busca de desaparecidos no desastre de Brumadinho/MG. Aceitamos e agradecemos mais essa tecnologia israelense a serviço da humanidade”, informou via Twitter .

Antes da postagem pela rede social, o presidente sobrevoou a área atingida e, ao retornar a Brasília, Bolsonaro disse aos jornalistas que “o governo federal [junto] com o governo estadual tomaram todas as providências de imediato para ajudar a minimizar a dor dos familiares”.

Segundo o presidente, “daqui para frente o trabalho é basicamente de busca de desaparecidos. Infelizmente, pode aumentar muito o número de mortes”, lamentou

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Educação

Terminam amanhã as inscrições para o Sisu

Termina amanhã (27) o prazo de inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os estudantes terão acesso ao sistema até as 23h59, no horário de Brasília. A inscrição é feita pela internet.

O Sisu oferece, nesta edição, 235.461 vagas em 129 instituições públicas de todo o país. Podem concorrer às vagas os estudantes que fizeram o Enem 2018 e obtiveram nota acima de zero na prova de redação. Segundo o MEC, 3,5 milhões de estudantes preenchem os requisitos e podem concorrer às vagas.

Até o fim do período de inscrição, os candidatos podem mudar as opções de curso. Será válida a última opção confirmada.

Nota de corte

Nesta madrugada, à meia-noite, será divulgada a última nota de corte. A nota de corte é uma estimativa com base nos candidatos inscritos até o momento. Embora não seja uma garantia da vaga, é possível usar a informação para orientar a escolha.

Além da nota de corte, o candidato pode consultar, em seu boletim, a classificação parcial na opção de curso escolhido. A classificação parcial é calculada a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Trata-se, assim como a nota de corte, de uma referência e não de um garantia de vaga.

Na hora da inscrição, os estudantes podem escolher até duas opções de curso, em ordem de preferência. A principal novidade deste ano é que os estudantes que forem selecionados em qualquer uma das duas opções não poderão participar da lista de espera. Até o ano passado, aqueles que eram selecionados na segunda opção podiam ainda participar da lista e ter a chance de ser escolhido na primeira opção.

Calendário

O resultado será divulgado na segunda-feira (28). A matrícula dos selecionados deve ser feita de 30 de janeiro a 4 de fevereiro.

Do dia 29 de janeiro ao dia 5 de fevereiro, os estudantes que não foram selecionados na chamada regular, em nenhuma das opções, podem manifestar o interesse em participar da lista de espera. Esses alunos serão convocados pelas próprias instituições de ensino a partir do dia 7 de fevereiro.

Durante o período de inscrição, o sistema do Sisu registrou sobrecarga, o que causou lentidão e dificultou o acesso dos estudantes. Isso fez com que o MEC adiasse o fim do prazo de inscrição, que terminaria na sexta-feira (25).

Os candidatos podem acompanhar a inscrição pela internet, no site do Sisu, ou pelo aplicativo do sistema de seleção. Pelo app, é possível ter acesso às classificações parciais e notas de corte, ver o resultado final e a lista de aprovados.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Política

Em 2015, Dilma foi criticada por levar uma semana para visitar Mariana

A visita do presidente Jair Bolsonaro à Brumadinho (MG) neste sábado, 26, um dia após o rompimento da barragem da Vale, gerou comparações nas redes sociais com a atuação das autoridades após o rompimento das barragens em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015. A então presidente da República, Dilma Rousseff, só visitou a cidade uma semana depois da tragédia, no dia 12 de novembro. A demora foi criticada por representantes de órgãos federais e da sociedade civil. Na época, Dilma respondeu, após a visita, que ia lá “para fazer, não só para visitar”.

No dia do rompimento da barragem em Mariana, Dilma estava em Alagoas para inauguração do terceiro trecho do Canal do Sertão, obra hídrica para transporte de água do Rio São Francisco para o interior do Estado. Estava acompanhada do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi. Ambos retornaram a Brasília na tarde do dia 5, conforme estava agendado. Occhi visitou o local atingido pela tragédia em Mariana, acompanhado do então governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, no dia seguinte.

A ministra do Meio Ambiente na época, Izabella Teixeira, só sobrevoou a região pela primeira vez ao lado de Dilma, no dia 12 Antes, disse à imprensa que a responsabilidade ambiental era da empresa. Pimentel também foi criticado em 2015 por dar coletiva de imprensa no dia 8 de novembro na sede da Samarco, a empresa responsável pelas barragens que romperam.

Ricardo Vescovi, presidente da Samarco em 2015, compareceu à usina no mesmo dia do acidente e gravou um “comunicado à sociedade”. No material publicado na conta do Facebook da empresa, ele confirma o rompimento de duas barragens e fala sobre um plano de ação da empresa feito em conjunto com o Corpo de Bombeiros e “autoridades competentes”. Mas só no dia 11 deu uma coletiva de imprensa em conjunto com o presidente da Vale, Murilo Ferreira, e Andrew Mackenzie, presidente da mineradora australiana BHP Billiton. As três empresas formavam o conglomerado responsável pela Samarco.

A Vale divulgou uma nota no dia 6 de novembro, um dia após o acidente, e Murilo Ferreira sobrevoou o local no dia 7, mas se manteve em silêncio até o dia 11.

A tragédia de Brumadinho teve respostas bem mais rápidas das autoridades. Tanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, quanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já sobrevoaram a região no dia do rompimento da barragem, 25 de janeiro. Zema, em entrevista coletiva à noite, informou que se encontrariam “somente corpos”. No sábado, 26, ele conversou novamente com a imprensa junto com Ricardo Salles após sobrevoarem novamente o local em companhia do presidente Jair Bolsonaro e de secretários do governo de Minas. Bolsonaro se manifestou pelo Twitter e detalhou as atas do decreto assinado por ele no dia 25, que determinou a criação do Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre coordenado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Após reunião de trabalho com Zema e Salles, Bolsonaro deixou Minas sem falar com a imprensa.

Fabio Schvartsman, presidente da Vale desde 2017, convocou uma coletiva de imprensa no próprio dia 25, no Rio de Janeiro, declarou que o rompimento em Brumadinho deve ser uma tragédia “mais humana que ambiental” e informou que a barragem estava desativada havia três anos. Um gabiente de crise foi criado para auxiliar o resgate e dar assistência às famílias das vítimas, a maioria funcionários da própria empresa. Ele afirmou, na noite do dia 25, que viajaria para Brumadinho logo em seguida.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. A Diferença é que o petralha simula, faz jogo de cena, num desastre desse o governo tem que ir pra dentro do desastre, vivenciar o drama e arranjar soluções. Só o mito consegue entender e enfrentar, e essa diferença o povo vai sentir ao longo do seu governo.

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Diversos

Ibama multa Vale em R$ 250 milhões por tragédia em Brumadinho

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou na tarde deste sábado, 26, a aplicação de uma multa no valor de R$ 250 milhões à Vale, pela ruptura da barragem da companhia em Brumadinho (MG). Segundo o órgão, os danos ao meio ambiente resultaram até o momento em cinco autos de infração no valor de R$ 50 milhões cada, o máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Ainda segundo o Ibama foram aplicados os seguintes artigos: causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana; tornar área urbana ou rural imprópria para a ocupação humana; causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento de água; provocar, pela emissão de efluentes ou carregamento de materiais, o perecimento de espécimes da biodiversidade; e lançar rejeitos de mineração em recursos hídricos.

“O Ibama enviou equipes da coordenação de Emergências Ambientais para o local imediatamente após o primeiro alerta de rompimento. Agentes monitoram o avanço dos rejeitos, avaliam os danos ambientais e atuam na busca por desaparecidos e no resgate de pessoas e animais que ficaram isolados em razão do desastre. O ministro do Meio Ambiente e o presidente do Ibama participam de vistorias na região neste sábado”, concluiu o Ibama, em nota divulgada na tarde deste sábado.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Sera que o bozo vai isentar essa empresa? Ele já falou que ia acabar com as farras das multas do Ibama.

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Meio Ambiente

Cautelar pede bloqueio de R$ 5 bilhões da Vale para despesas ambientais

O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antonio Sergio Tonet, afirmou que entrou com medida cautelar pedindo o bloqueio de R$ 5 bilhões em recursos da Vale para custear despesas ambientais decorrentes da ruptura da barragem da companhia em Brumadinho (MG).

“Entramos com uma cautelar para bloquear R$ 5 bilhões para despesas ambientais”, afirmou o procurador, durante coletiva de imprensa concedida após a visita do presidente Jair Bolsonaro à região onde ocorreu a tragédia.

Questionado por jornalistas, o procurador afirmou que não está descartada a possibilidade de o Ministério Público de Minas pedir prisões cautelares relacionadas ao caso, embora ainda não haja indícios que demandem esse procedimento. Mas haverá revisão desse entendimento, segundo ele, caso sejam identificadas práticas como tentativas de atrapalhar as investigações. “Se houver pressupostos que justifiquem prisões cautelares, pediremos sim.

O procurador afirmou que o Ministério Público defendeu há anos que haja uma modificação da legislação ambiental e afirmou esperar que, em decorrência do caso de Brumadinho, cresçam as pressões para que a Assembleia Legislativa do Estado aprove projetos nesse sentido. “Estamos lutando para modificar a legislação ambiental há anos”, afirmou.

O procurador também informou que pedirá uma reunião com a direção da Vale, para propor uma negociação que acelere os trâmites para a indenização de vítimas.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Se preocupe não que todo esse dinheiro vai para as despesas ambientais, esqueceram que vivemos no Brasil? Alguns corruptos estão rindo da desgraça do nosso povo pq vão desviar milhões.

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Meio Ambiente

Presidente diz que vai atuar para evitar novas tragédias

Foto: Isac Nóbrega/PR

Após sobrevoar a região atingida pelos rejeitos de uma barragem da mineradora Vale que se rompeu em Brumadinho (MG), o presidente Jair Bolsonaro disse que vai trabalhar para atender às vítimas, cobrar pelos danos causados e evitar novas tragédias.

“Faremos o que estiver ao nosso alcance para atender as vítimas, minimizar danos, apurar os fatos, cobrar justiça e prevenir novas tragédias como a de Mariana e Brumadinho”, escreveu o presidente no Twitter. “Para o bem dos brasileiros e do meio ambiente.”

Bolsonaro voltou para Brasília depois do sobrevoo. “Difícil ficar diante de todo esse cenário e não se emocionar”, afirmou.

O presidente também participou, na manhã de hoje, de uma reunião de trabalho com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ministros e representantes da Vale. No encontro foram debatidas medidas de ajuda às vítimas do rompimento da barragem da Mina do Feijão.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Não foi ele mesmo que disse que ia afrouxar as leis de fiscalização e que o Ibama estava exagerando. Agora, após o Crime, muda o discurso. Além de colocar no meio ambiente, um ministro condenado por proteger mineradoras. Só dois neurônios conseguem acreditar nessa aberração.

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Diversos

Primeira identificada, médica que morreu em tragédia tinha feito aniversário 1 dia antes

A médica Marcelle Porto Cangussu é a primeira vítima identificada do rompimento de uma barragem da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ocorrido na sexta-feira (25). Ela tinha completado 35 anos no dia anterior à tragédia.

Marcelle trabalhava na Vale desde 2016 não estava escalada para trabalhar na sexta-feira, mas foi chamada de última hora.

A reportagem do G1 entrou em contato com o padrasto de Marcelle, Christian Garrido Higuchi, e ele disse que a família está no Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, para resolver as questões burocráticas, e não deu outras informações.

Ao menos 9 pessoas morreram em razão da tragédia e 354 pessoas estão desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros. A Vale, entretanto, divulgou em seu site uma lista com cerca de 413 pessoas com as quais não tinha contato.

G1

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Diversos

Bombeiros buscam sobreviventes em quatro áreas de Brumadinho

Trinta e nove bombeiros trabalham neste momento em quatro pontos da região de Brumadinho, onde uma barragem de rejeitos da mineradora Vale se rompeu, na expectativa de encontrar sobreviventes da tragédia. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva, os locais incluem um ônibus e uma locomotiva já localizados, um prédio próximo ao restaurante da Vale e também a comunidade Parque das Cachoeiras.

Durante coletiva de imprensa na mamnhã deste sábado (26), o comandante explicou que 14 aeronaves fazem o trabalho de busca e resgate de vítimas, incluindo helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais e da Força Aérea Brasileira, além de uma aeronave cedida pelo estado do Rio de Janeiro. Até o momento, sete corpos foram resgatados, mas a corporação indicou que outros corpos – pelo menos dois – já foram localizados pelas equipes e devem ser recuperados assim que possível; totalizando portanto nove mortes até o momento.

“Estamos trabalhando com a possibilidade de 354 pessoas desaparecidas”, disse, citando que a maioria das pessoas ainda não localizadas foi cadastrada pela própria mineradora, entre operários e terceirizados.

A partir da próxima segunda-feira (28), cães farejadores devem passar a auxiliar os trabalhos na região onde os rejeitos da barragem foram derramados. Também a partir da próxima semana, tecnologia colocada à disposição pelo governo de Israel poderá ser empregada na localização, por imagem, de corpos que se encontram submersos na lama.

Área estabilizada

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, Evandro Geraldo Ferreira Borges, a área considerada crítica na região já está estabilizada, mas a barragem VI, com água, localizada ao lado da que se rompeu, está sendo monitorada de forma constante “em face do risco de rompimento”.

Borges destacou que a tragédia em Brumadinho representa cerca de um quarto do que aconteceu em Mariana (MG) há três anos, quando uma barragem de rejeitos também se rompeu. Entretanto, o número de mortos, desta vez, deve ser maior, já que os 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiram, além da área administrativa da mineradora, a populações ribeirinhas e moradores da região.

Segundo a Defesa Civil do estado, pelo menos 19 famílias foram desalojadas após o rompimento da barragem, totalizando 60 pessoas hospedadas em hotéis custeados pela Vale.

Agência Brasil

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Diversos

Foram encontradas 46 pessoas com vida em Brumadinho nesta manhã

O tenente-coronel Godinho, da Defesa Civil de MG, informou agora há pouco, em Brumadinho (MG), que 46 pessoas foram encontradas com vida durante as buscas da manhã de hoje. São funcionários da Vale que estavam em listas de desaparecidos. Com isso, chegam a 176 pessoas encontradas desde ontem. Entre os terceirizados, neste momento, há 130 pessoas ainda desaparecidas Empregados da Vale desaparecidos, segundo Godinho, são 166 não encontrados. Levantamento anterior da Vale contabilizava 345 desaparecidos. Agora são 296 não encontrados.

De acordo com o coronel Almeida, do Corpo de Bombeiros, a Vale está drenando a barragem 6 para evitar sobrecarga. “Mas não há perigo de rompimento”, afirmou. É um trabalho da empresa para reduzir a pressão na barragem, feita com controle dos técnicos, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros. De acordo com o coronel há 83 agentes dos bombeiros percorrendo a área devastada para tentar encontrar vítimas. Até este momento, segundo o coronel e a Defesa Civil, em Brumadinho, o número de mortos se mantém em 9 pessoas.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Sobe para 11 número de mortes confirmadas em Brumadinho

Subiu para 11 o número de mortos confirmados no desastre ocorrido em Brumadinho (MG), onde rompeu na sexta-feira (25) uma barragem da Vale. A informação foi confirmada na tarde deste sábado, 26, pelas forças integradas de segurança de Minas Gerais, que incluem Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

A região começou a ser atingida por uma forte chuva por volta das 15h deste sábado, o que preocupa o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, já que as chuvas dificultam os trabalhos de resgate e buscas.

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Política

O ‘filhotismo’ no STJ e a delação que aponta propina ao corregedor

POR FREDERICO VASCONCELOS

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro disse que pagou R$ 1 milhão em propina ao ministro Humberto Martins, atual corregedor nacional de Justiça.

A acusação foi feita em delação premiada, assinada com a Procuradoria Geral da República, informa reportagem do jornalista Wálter Nunes na Folha deste domingo (26).

O objetivo da propina era tentar retardar o julgamento de um recurso no Superior Tribunal de Justiça, relatado por Martins, até a aposentadoria da ministra Eliana Calmon, ex-corregedora nacional de Justiça.

O recurso foi negado em junho de 2013. A ex-corregedora aposentou-se em novembro daquele ano.

Na delação –que ainda precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal– Léo Pinheiro afirmou que a propina foi negociada com o advogado Eduardo Filipe Alves Martins, filho do ministro, a quem procurou por sugestão do senador Renan Calheiros, amigo do atual corregedor nacional.

“O empreiteiro afirmou que Eduardo pediu inicialmente R$ 10 milhões para reverter um julgamento desfavorável à empresa e, após nova negociação, foi acertado um pagamento de R$ 1 milhão para que o caso fosse retirado da pauta.”

Ainda na reportagem, “Eduardo, segundo o delator, disse não ser possível desconto na propina porque haveria desgaste para reverter o julgamento, sobretudo com a ministra Eliana Calmon, que é da Bahia e pressionava para que o julgamento fosse rápido”.

“Pinheiro disse que Eduardo Martins sugeriu R$ 1 milhão ‘pela retirada da pauta dos embargos e pelo atraso no seu julgamento até a saída da ministra Eliana Calmon do STJ’, que havia anunciado sua aposentadoria”.

Ao jornal, Martins negou relacionamento com funcionários da OAS e informou que “já se declarou impedido de julgar os processos em que parentes de até terceiro grau atuam como advogados.

Seu filho disse à Folha que nunca tratou de assuntos pessoais ou profissionais com Léo Pinheiro ou com qualquer outra pessoa sobre processos relatados pelo pai.

Em abril de 2016, reportagem do editor deste Blog, publicada na Folha, revelou que, dos 33 ministros do Tribunal da Cidadania, dez tinham filhos ou mulheres advogados que defendiam interesses de clientes com processos em tramitação na Corte.

Os ministros Humberto Martins (atual corregedor nacional) e os ex-corregedores João Otávio de Noronha e Francisco Falcão votaram em processos de clientes de seus filhos. Eles alegaram falhas no sistema programado para alertá-los que estavam impedidos de votar nos processos em que parentes postulam como parte.

O fenômeno do ‘filhotismo’ foi denunciado anos atrás por Eliana Calmon, que se dizia inconformada com a desenvoltura com que os jovens advogados, filhos de ministros do STJ, conquistavam clientes entre bancos, empreiteiras e empresas de telefonia.

“Os meninos aparecem de BMW, de Mercedes-Benz, morando em casas luxuosas. Eu sou juíza há mais de 30 anos anos e penei para ter o meu apartamento”, protestava.

Em abril de 2017, em entrevista ao editor deste Blog, Eliana Calmon previu que “a Lava Jato pegará o Judiciário, mas só numa fase posterior, porque muita coisa virá à tona”.

“No meu entendimento, a Lava Jato tomou uma posição política. É minha opinião pessoal. Ou seja, pegou o Executivo, o Legislativo e o poder econômico, preservando o Judiciário, para não enfraquecer esse Poder”, afirmou na ocasião a ministra aposentada.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Filhotismo é a especialidade de Bolsonaro. Pois se criticavamos os políticos do nosso Rio Grande do Norte (Garibaldi, Agripino, Robson, Vilma, etc) Bolsonaro tem a família toda vivendo na e da política e se dando muito vem confirme se pide ver com a evolução do seu patrimônio e ligações com estruturas que desviam recursos públicos.

  2. Se aprofundar vai longe. Comentam que nos TJs o escândalo de venda de influência é imensurável.

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Política

França, Espanha e Alemanha exigem que Maduro convoque eleições

Foto: Marco Bello/Reuters

Os governos da Espanha, Alemanha e da França se manifestaram neste sábado (26) em favor de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela que se autoproclamou presidente interino do país em substituição a Nicolás Maduro.

Pelo Twitter, o presidente francês Emmanuel Macron declarou que a “o povo venezuelano deve decidir livremente seu futuro” e que a França pode reconhecer Guaidó como presidente enquanto não é realizadas novas eleições para resolver o impasse político na Venezuela.

Em pronunciamento oficial, o primeiro-ministro da Espanha (presidente de governo) Pedro Sánchez estabeleceu prazo de oito dias para que Maduro convoque “eleições justas, livres, transparentes e democráticas”.

Segundo a porta-voz do governo alemão, Martina Fietz, “se as eleições não forem anunciadas no prazo de oito dias, a Alemanha está pronta para reconhecer Juan Guaido como presidente interino”.

Durante a semana, a União Europeia já havia manifestado apoio às novas eleições e apoio à Assembleia Nacional da Venezuela. Brasil, Argentina, Colômbia, Canadá e Estados Unidos já reconheceram Guaidó como presidente.

Aliados de Maduro

México, Cuba, Irã, Turquia declararam apoio a Nícolas Maduro. Rússia e China divulgaram manifestações incisivas contra qualquer intromissão externa na política venezuelana.

Em Caracas, Maduro, que governa a Venezuela desde 2013, tendo sido reeleito em pleito em 2018 sob suspeição, denuncia o que chama de “golpe midiático” contra a Venezuela promovido pelos Estados Unidos. ”Há uma imensa campanha de desinformação e manipulação contra a Venezuela mais uma vez”.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Engraçado, existem dezenas, talvez centenas de países com Ditaduras; inclusive o Brasil hoje revive a glória do período da Ditadura, louvada pelo atual presidente cujo ídolo e um dos ícones da tortura, o Cel. Ustra; e ninguem, especialnente is Rstados Unidos, que se apresenta com xerife do mundo, se imporya com eles.
    Será que é porque não possuem Petróleo?
    Se não tivesse Petróleo na Venezuela, alguém acredita que se importaria com o que estivesse acontecendo com o povo de lá?
    Olhem pra Arábia Saudita e veja quando as Ditaduras sangrentas são aliadas, como ninguém se importa.

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Meio Ambiente

‘Era uma onda por cima da outra’, relata funcionário de prestadora da Vale

Funcionário de uma empresa que presta serviços à mineradora Vale, Mayke Ferreira afirma que o rompimento da barragem de Brumadinho atingiu escritórios, refeitório e almoxarifado da mineradora que ficam próximo à barragem.

Mayke, que atua na lavagem de caminhões da Vale, diz que estava em um dormitório próximo de onde a lama passou, numa área que não foi atingida.

“Fui acordado por um grande estrondo, seguido de um barulho crescente. Quando saí, vi uma nuvem de poeira gigantesca e uma onda de lama. Era uma onda que vinha por cima da outra e um ronco das coisas sendo arrastadas”, diz o funcionário.

O biólogo Luiz Guilherme Fraga e Silva, 27, se salvou “por uns 30 segundos” de ser levado pelos rejeitos. Mineiro de Belo Horizonte, ele fazia um trabalho de campo em Brumadinho, tirando fotos da comunidade, quando viu um tsunami de lama vindo em direção à ponte onde estava.

“Saiu varrendo tudo e eu fui correndo para um trevo próximo. Vi todo mundo saindo gritando das casas, e a lama levando os fios de postes de luz, tudo caindo”, conta.

Ele diz que nunca teve receio de a barragem se romper, nem mesmo após o acidente em Mariana (MG).

“Foi uma surpresa muito grande. Na hora tive muito medo, e até agora não caiu a ficha, nem sei como estou dirigindo”, diz ele, que falou à reportagem na estrada de volta à capital mineira.

Ao longo de todo o dia, familiares de funcionários da mineradora e de moradores começaram uma ronda sem hora para acabar por hospitais em busca de informações .

Durante a tarde, o técnico em mecânica Marcos de Paula Rodrigues, 47, rezava para que seu filho, o engenheiro de produção Bruno Rocha Rodrigues, 26, não fosse um deles.

Marcos esteve no local da tragédia, mas não conseguiu nenhuma notícia sobre o filho.

Bruno estava havia dois anos na empresa e trabalhava numa sala ao lado do refeitório, uma das áreas atingidas pela lama. No total, 427 funcionários ligados à Vale estavam no entorno da mina no momento do acidente, sendo que 279 foram resgatados vivos e cerca de 150 continuavam desaparecidos.

Os rejeitos atingiram um refeitório e um prédio administrativo da empresa, que ficaram soterrados pela lama. Eles ficam no interior do complexo da mina Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho. A barragem B1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para contenção de rejeitos e estava havia três anos em processo de desativação.

O técnico em mecânica falou com o filho às 9h15 por um aplicativo de mensagens. Desde o rompimento da barragem, o celular de Bruno está desligado.

“Estou destruído. Peço a Deus que, numa hora dessas, pegue na mão do meu filho e diga que ele não vai morrer.”

A família de Fauller Douglas da Silva, 28, foi outra a percorrer os hospitais de Belo Horizonte. Sem qualquer tipo de notícia, os parentes foram a Brumadinho na tentativa de encontrá-lo. Fauller trabalha há dois anos na barragem da Vale como soldador.

O último contato que fez com a família foi às 12h20 desta sexta-feira por meio de um aplicativo de mensagens. Após o rompimento da barragem, a família tentou falar com ele, mas o celular estava desligado.

“Nós não sabemos ainda se ele estava no refeitório no momento do rompimento. Mas temos certeza de que vamos encontrá-lo com vida”, diz a auxiliar administrativa, Isabela Pimentel, 22, prima de Fauller.

Já Maria da Glória foi ao Hospital João 23, em Belo Horizonte, atrás de informações sobre o seu filho, Hebert Vilhena Santos.

“Deus está no controle. Confio que vou encontrar meu filho com vida”, disse, muito emocionada.
Segundo ela, uma pessoa da Vale entrou em contato para avisar que seu filho estava no entorno do refeitório no momento do acidente.

Sem mais notícias, já que o telefone estava sem sinal, ela resolveu ir para o hospital à procura de informações.

Hebert presta serviço para a Vale na área de tecnologia da informação. Casado, ele tem um filho de 10 anos. ​

Em Brumadinho, um grupo de cerca de 35 pessoas buscava por parentes e amigos desaparecidos durante a tarde.

As famílias foram orientadas a se concentrar em uma quadra coberta no centro da cidade, ao lado do imóvel onde a Vale montou o seu escritório de crise.

Numa área ao lado da quadra, equipes da Vale e dos Bombeiros recolhiam nomes de possíveis desaparecidos.

A aposentada Efigênia Oliveira da Silva, com suas duas netas, buscava informações de um casal de amigos que moravam nas proximidades do córrego do Feijão com duas filhas pequenas.

“Nos disseram para vir para cá, mas não nos dão nenhuma informação. Estamos aqui desesperados por alguma notícia, mas não nos dizem nada”, afirmou a aposentada.

Efigênia estava em um grupo de vizinhos, com dez pessoas, que buscavam por pelo menos 13 desaparecidos.

A região toda próxima às barragens da Vale em Brumadinho tem em torno de mil moradores. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a comunidade do Vale do Ferteco foi a mais atingida pela onda de rejeitos.

Entre os sobreviventes, a empresária mineira Natália Farina, 30, estava trabalhando no centro da cidade no momento em que as águas varreram as casas.

Ela diz que não houve alerta antes do rompimento por lá, e que a lama continuou descendo, enquanto a população buscava abrigo em partes altas da cidade.

Municípios perto de Brumadinho se mobilizaram para remover moradores ribeirinhos de suas casas diante da possibilidade de a lama fazer subir o nível do rio Paraopeba, que banha a região.

Folhapress

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