Geral

Eleitores de Lula não querem plano B, só ‘plano L’, e apontam falhas na esquerda

No último dia 12, cinco após a prisão do ex-presidente, a Folha reuniu dez eleitores do petista em São Paulo para debater perspectivas para a eleição e o futuro do lulismo. Todos dizem que não arredam pé de apoiar Lula naquela que, se a Justiça permitir sua candidatura, será sua tentativa de reaver a faixa presidencial —conquistou-a em 2002 e 2006 depois de três tentativas frustradas.

Admitir uma alternativa ao ex-presidente, diz o advogado Geovani Doratiotto, 28, “é acreditar que o que aconteceu com Lula é o correto, o justo”. E isso o grupo não está disposto a tolerar —fiel depositário do slogan esquerdista “eleição sem Lula é fraude”, ainda que a cúpula do PT discuta nos bastidores o que fazer caso ele seja impedido de disputar o pleito em outubro.

Mas o campo progressista precisa ficar esperto, “pois tem um pouco de dificuldade de sintetizar seu discurso e não conversa com o grande público”, afirma a educadora social Rachel Daniel, 22. A direita é boa de bordões que colam no povo, vide “bandido bom é bandido morto”, exemplifica a evangélica da zona leste paulistana. “A esquerda, quando vai rebater, não tem uma frase midiática.”

Os dois maiores espinhos judiciais contra Lula, o sítio em Atibaia (ainda em julgamento) e o tríplex no Guarujá (que lhe rendeu, na segunda instância, 12 anos de prisão) são tratados como “falhas mínimas” perto do que se vê em Brasília. Se Lula tombar por conta deles, a Justiça vestirá de vez a carapuça política, mandando a isenção que se requer dos togados às favas, afirmam seus apoiadores.

É uma turma heterogênea. O caçula Alexandre Leone, 21, sequer trocou o DDD para o 11 paulistano no número de celular: o soteropolitano já bacharel em Humanidades chegou há um mês à capital do estado para estudar na Faculdade de Direito da USP, por onde já passaram 13 presidentes (Michel Temer entre eles) e petistas como Fernando Haddad.

Decano, o servidor público Paulo Drads, 62, se introduz como “um caipira de Mariápolis [SP]”. Sua formação política coincide com a de Lula: os dois trabalharam na Aço Villares, em São Bernardo do Campo.

Em entrevista à revista Veja em 1979, o torneiro mecânico de 33 anos apostava que a fábrica o demitiria por desgostar de sua ascensão como líder sindical, e sua esposa, Marisa Letícia (1950-2017), o acalmava: “Se for preciso, eu trabalho de faxineira. Nós não temos medo do futuro”.

A exaltação de programas sociais como o Bolsa Família é unânime. No grupo, tem os que de fato recorreram a eles em algum momento da vida. Caso da engenheira agrônoma Mariana Martins, 33. Primeira universitária de sua família, ela conta que sempre precisou de assistência do governo, até para ir ao dentista.

Os parentes, diz, não deram crédito a Lula, e sim “à meritocracia” por suas conquistas. “Hoje são viúvas de Aécio Neves” (o tucano derrotado pela petista Dilma em 2014).

E tem também o estudante de direito Gabriel Berê Motta, 23, “típico paulistano de classe média”, que estudou no “ultratradicional Dante Alighieri” (hoje, a mensalidade beira os R$ 3.600 para o ensino médio).

“A minha percepção veio da minha criação. Meu pai tem origem mais humilde, é do interior de Minas, uma cidade muito pobre.” Ao contrário da família de Mariana, a sua associa a bonança social ao lulismo, diz.

O temor pelo futuro do PT e de seu ícone encarcerado é um cálice que eles tentam afastar. “Dá pra sentir que [a prisão de Lula] poderia ter sido a última pá, mas jogaram uma pedra na colmeia”, diz a professora da rede municipal Luciana Nascimento, 39. “Deu sangue no olho da esquerda, foi até bom para unificar.”

O que também os uniu: quase todos fizeram a mesma piada ao ver na mesa os sanduíches à disposição. Lembraram de uma certa iguaria atribuída à militância vermelha. “Não tem de mortadela?”

 

 

Folha de São Paulo

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Judiciário

Volta de Cármen Lúcia para Segunda Turma do STF já preocupa defesa de acusados

Advogados de acusados ou mesmo condenados que têm casos em análise na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já não escondem mais a preocupação com a mudança na composição do colegiado a partir de setembro.

Isso porque Cármen Lúcia voltará a integrar a turma no lugar de Dias Tofolli – o ministro a sucederá na presidência do STF a partir de setembro.

A avaliação é que a substituição mudará o perfil “garantista” da Segunda Turma, que tem concedido habeas corpus para vários políticos investigados na Operação Lava Jato, como o ex-ministro José Dirceu.

Advogados costumam torcer para que o caso de seus clientes seja analisado na Segunda Turma, já que a Primeira costuma se posicionar de forma oposta em processos semelhantes.

Atualmente, esse perfil garantista da Segunda Turma tem sido respaldado principalmente nos votos dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e do próprio Toffoli. Em questão penal, os três têm demonstrado afinidade nas decisões.
Ministros do Supremo já reconhecem que a maioria verificada em plenário pelo grupo dos ministros “consequencialistas”, agora também volta a ter presença na Segunda Turma.

“Pelo jeito, a Segunda Turma deixará de ser o Jardim do Éden para também se tornar uma câmara de gás”, comentou um ministro ao Blog, numa alusão aos apelidos das turmas usados pelos próprios integrantes do STF.

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Acidente

FOTOS: Carreta tomba na BR-304

Um acidente com uma carreta foi registrado na manhã deste domingo, 22, na BR-304, próximo ao município de Assu. SAMU e Polícia Rodoviária Federal já estão no local.

Não há informações sobre vítimas.

 

Fotos: Wendel Jeferson

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Polícia

Suspeito de participar da morte do Sargento José Edvaldo é preso minutos após o crime

Um homem identificado como João Carlos Benício da Silva Lima, foi preso suspeito de participar da tentativa de assalto que resultou na morte do sargento da PM, José Edvaldo Nascimento, de 41 anos. O crime ocorreu na manhã deste sábado (21), no bairro do Alecrim, zona Leste de Natal. O policial teria reagido a ação dos criminosos e foi atingido no tórax.

Segundo testemunhas João Carlos foi capturado pela própria população, ainda na cena do crime. Ele foi autuado por latrocínio. A polícia ainda procura por outros dois suspeitos que também teriam participado da ação.

 

Com informações do Portal BO

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Economia

Governo Federal estuda adiar para 2020 reajuste dos servidores

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta sábado que o governo estuda adiar para 2020 o reajuste dos servidores previsto para 2019. Isso geraria uma folga de R$ 5 bilhões no Orçamento do ano que vem. Outra opção avaliada é a reoneração da folha de pagamentos.

A possibilidade de adiar o reajuste de 2019 foi antecipada ao GLOBO na última terça-feira pelo ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

— Temos alguns desafios do ponto de vista fiscal para o ano que vem. Uma alternativa é adiar o reajuste, mas há outras que precisam ser discutidas. Isso só vai ser definido mais para frente, em agosto, quando o Orçamento for enviado ao Congresso — disse.

 

Guardia afirmou ainda que, independentemente de quem ganhar as eleições de outubro, a realidade fiscal do país irá se impor, e o novo presidente terá que dar prosseguimento às medidas de ajuste fiscal.

— Não vamos ter crescimento sustentável sem a continuidade das reformas. Independente do que se diga em campanha, a realidade vai se impor a qualquer um que esteja lá (na presidência da República). Torço para que seja alguém completamente comprometido com as reformas – disse a jornalistas após reuniões em encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o ministro, nas reuniões com o organismo multilateral, foi destacada a necessidade de continuar com as reformas econômicas, sendo que a principal delas continua sendo as mudanças nas regras da aposentadoria. Nesse contexto, o ministro defendeu que será difícil que um próximo governo desvie das diretrizes da atual política monetária.

— A rigidez fiscal terá que ser abordada. Uma coisa é o debate política durante a campanha. Outra é o que será feito. A realidade vai se impor de uma maneira tão clara que acho difícil alguém se desviar da rota, ou quem vai pagar o preço será a população — reforçou.

Guardia lembrou que durante a reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, foi reforçada a necessidade de que todos os países aproveitem o momento positivo da economia global, da qual se espera crescimento de 3,9% para esse ano e o próximo, para realizar ajustes. No caso do Brasil, ele coloca as reformas como essenciais para se garantir um crescimento sustentável.

— O Brasil tem a necessidade de avançar nas reformas e aproveitar a janela de oportunidade que ainda está aberta. Se ajustes são difíceis. Eles são mais difíceis em momentos de retração econômica – afirmou.

CRESCIMENTO DO BRASIL

O organismo multilateral espera que o PIB do Brasil cresça 2,3% este ano, menos que os 3% esperados pelo governo e que os 2,8% da média de projeções dos analistas. Segundo o ministro, essa diferença ocorre porque o Fundo levou em conta o crescimento potencial do país. Já as projeções internas consideram também os efeitos da redução dos juros e das reformas já feitas.

— As nossas projeções incorporam ganhos de produtividade em função das reformas já feitas e o efeito da política monetária. A projeção do FMI é o PIB potencial. Mas eu volto a dizer que o importante é que a economia retomou o crescimento — disse.

Ainda dentro das reformas a serem feitas, ele reafirmou que a proposta de simplificação do PIS/Cofins será discutida com o Palácio do Planalto e, depois, encaminhada ao Congresso Nacional.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Governantes sem palavra, falam uma coisa e fazem outra. Por isso essa porcaria de país não vai pra frente.
    Já se foi o tempo que ser concursado era vantagem. Hoje em dia está quase a mesma coisa que a iniciativa privada.

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Polícia

Prefeito do PSDB é preso por abusar de menina de 8 anos em SP

Prefeito do PSDB é preso por abusar de menina de 8 anos

O prefeito em exercício de Bariri (SP), Paulo Henrique Barros de Araújo (PSDB),  de 34 anos, foi preso neste sábado (21) por suspeita de raptar e abusar sexualmente de uma menina de 8 anos. Em depoimento, ele confessou o estupro.

A Polícia Militar informou que o tucano sequestrou a criança e a levou dentro de um carro para um matagal. Em determinado momento, o carro ficou preso em um buraco e a menina deixou o carro à pé, pedindo socorro. A polícia foi acionada e os agentes encontraram o prefeito se escondendo  entre as árvores.

Segundo o G1, Araújo e a vítima foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista. Em seguida, foram levados para a delegacia.

O registro policial apontou que o tucano parecia estar sob efeito de drogas. A investigação está sendo conduzida Central de Polícia Judiciária, em Bauru. O tucano está no cargo como interino em Bariri desde o início de 2017, quando o ex-prefeito e o vice foram barrados na Lei da Ficha Limpa após vencerem as eleições de 2016. Até o momento, o PSDB, a prefeitura e a defesa de Araújo ainda não se manifestaram sobre o caso.

NOTÍCIAS AO MINUTO

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Política

MPF fará pente-fino em candidatos ao Planalto

O Ministério Público prepara um pente-fino nos presidenciáveis para verificar quais deles podem ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Um dos casos mais emblemáticos é o do ex-presidente Lula, condenado em 2.ª instância. Porém, será verificada a situação de todos. A medida é preventiva. Qualquer candidato pode requerer o registro. Até o dia 23 de agosto, MP, candidatos, coligações e partidos podem questionar o registro das candidaturas. Os sete ministros do TSE têm até o dia 17 de setembro para julgá-los, conforme previsto no calendário eleitoral.

Vem aí. Quando os registros forem julgados, a composição do TSE será outra. Já terão sido efetivados os ministros Og Fernandes e Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. A aposta é a de que o tribunal ficará ainda mais rigoroso.

Bye bye. O ministro Luiz Fux, atual presidente, deixa o tribunal no dia 15 de agosto. Napoleão Nunes, em 30 de agosto – Nunes é visto como um dos ministros com posições mais favoráveis aos políticos.

COLUNA DO ESTADÃO

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Judiciário

Presidenciáveis enfrentam mais de 160 investigações em tribunais pelo país

POR FOLHAPRESS

Pelo menos 15 dos 20 políticos cotados para disputar a Presidência da República em outubro são alvo de mais de 160 casos em tribunais do país inteiro.

De Lava Jato a barbeiragem no trânsito, há investigados, denunciados, réus, condenados e um preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais.

Levantamento feito pela Folha nos tribunais superiores, federais e estaduais mostra que a Lava Jato e suas derivações, além de outras investigações de desvio, são pedras no sapato de ao menos oito presidenciáveis.

Esse pelotão é liderado por Lula —condenado a 12 anos e um mês—, o presidente Michel Temer (MDB) —alvo de duas denúncias e de duas investigações em andamento—, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC) —réu na Lava Jato e alvo de outros quatro inquéritos— e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), investigado em dois inquéritos na maior operação de combate à corrupção da história do país.

Com exceção de Lula, que tem até 31% das intenções de voto, Temer, Collor e Maia não ultrapassam 2%, segundo o Datafolha.

A condenação e prisão praticamente inviabilizaram a candidatura de Lula, mas o PT afirma que fará o registro do ex-presidente na disputa. Nos bastidores, no entanto, são cogitados para substituí-lo o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

Sobre Haddad, há uma investigação aberta por suposto caixa dois, em decorrência da delação do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, um dos delatores da Lava Jato.

Em relação a Wagner, ele foi alvo recentemente da Operação Cartão Vermelho (que apura suspeita de propina na reforma da Arena Fonte Nova). Outros dois outros casos foram enviados para o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato no Paraná.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) teve seu caso enviado para a Justiça Eleitoral, o que o tirou da mira imediata da Lava Jato.

Nesta sexta (20), o Ministério Público de São Paulo afirmou que também irá investigar se o tucano cometeu improbidade administrativa no episódio, que é a suspeita de recebimento caixa dois de mais de R$ 10 milhões. Delatores da Odebrecht afirmam ter direcionado o dinheiro à campanha do tucano ao governo paulista em 2010 e 2014.

Segundo o Datafolha, Alckmin tem 8% das intenções de voto, no melhor cenário.

Tanto Alckmin quanto Haddad são alvos também de ações por questões administrativas, motivadas pela passagem de ambos pelo comando do Executivo paulista e paulistano.

O ex-prefeito, por exemplo, responde a ação do Ministério Público por suposta falta de planejamento na construção de ciclovias. O tucano é alvo, entre outras, de ações da bancada do PT sob o argumento de ilegalidades em licitações e outras ações de governo.

Outro investigado é o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC).

Como representante de uma empresa de qualificação de risco, ele foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal e depôs em investigação sobre possíveis fraudes em investimentos do fundo de pensão dos Correios, em fevereiro. Castro também tem quase um traço nas pesquisas (1%).

Um segundo grupo de presidenciáveis responde por declarações que podem ser consideradas crime. É puxado por Jair Bolsonaro (PSL), um dos líderes na corrida ao Planalto na ausência de Lula (17%).

O deputado responde a duas ações penais no STF sob acusação de injúria e incitação ao estupro, além de uma denúncia por racismo por palestra em que criticou quilombolas —na área cível, Bolsonaro foi condenado nesse último caso, em primeira instância, a pagamento de indenização de R$ 50 mil. Ele recorreu.

As acusações de incitação ao estupro são motivadas por um bate-boca em 2014 com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Bolsonaro disse, na ocasião, que não a estupraria porque ela não merece.

“O emprego do vocábulo ‘merece’ (…) teve por fim conferir a este gravíssimo delito, que é o estupro, o atributo de um prêmio, um favor, uma benesse à mulher, revelando interpretação de que o homem estaria em posição de avaliar qual mulher ‘poderia’ ou ‘mereceria’ ser estuprada”, diz parte do acórdão da 1ª turma do Supremo ao acolher em 2016 a denúncia.

Ciro Gomes (PDT) é o campeão, em volume, de casos na Justiça. Ele acumula mais de 70 processos de indenização ou crimes contra a honra, movidos por adversários. Temer, chamado de integrante do “lado quadrilha do PMDB”, é um deles. Ciro foi condenado em primeira instância e recorreu.

Outros adversários que o processam são Bolsonaro (chamado de “moralista de goela”), os tucanos José Serra (“candidato de grandes negócios e negociatas”) e João Doria (“farsante”), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (“pinotralha, uma mistura de Pinóquio com Irmão Metralha”). O pedetista tem 9% das intenções de voto.

O ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa (PSB), que chega a 10% das intenções de voto, foi condenado por danos morais por ter dito que um jornalista “chafurdava” no lixo. Cabe recurso.

Folha localizou ainda casos como o de Guilherme Boulos (PSOL). Além de processos relacionados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, do qual é líder, ele teria batido em setembro na traseira de uma moto, arremessando-a contra a traseira de outro carro, segundo o boletim de ocorrência.

O dono do outro veículo disse à Justiça que Boulos prometeu falar com seu advogado sobre o conserto. “Desde então o requerido [Boulos] não mais atende suas ligações.”

O número de investigações e processos pode ser maior porque o levantamento não inclui ações em segredo de Justiça, processos trabalhistas e eventuais ações movidas na Justiça de primeira instância de estados que não são os de origem ou atuação política do presidenciável. Há também tribunais que dificultam o acesso público.

OUTRO LADO

Os presidenciáveis negaram irregularidades e disseram que serão absolvidos. A defesa de Lula e as assessorias de Michel Temer e de Fernando Collor, alvos da Lava Jato, não quiseram se manifestar. Joaquim Barbosa não respondeu.

Advogado de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno afirmou que a Procuradoria-Geral da República agiu com viés político na denúncia sobre racismo e que o deputado fez apenas uma brincadeira. “O Jair é contrário a qualquer tipo de cotas. O que aconteceu no passado, com índio, negro, seja lá quem for, tem que ficar no passado. A gente tem que construir é daqui pra frente, um Brasil igualitário.”

Sobre acusação de incitar estupro, afirmou que Bolsonaro só revidou a agressão, em momento de cabeça quente.

Também por meio de sua assessoria, Geraldo Alckmin afirmou que está à disposição para esclarecimentos e que tem “total consciência da correção de seus atos”.

Sobre ações populares relacionadas a sua gestão, afirmou que elas foram movidas pela oposição e grupos de interesse e que “visam prejudicar o nome íntegro de um homem dedicado à vida pública”.

Ciro Gomes disse, via assessoria, que não teve o nome citado “na Lava Jato nem em qualquer roubalheira” e que todos os processos estão relacionados a opiniões, não a desvio moral. “É um caso muito semelhante ao Grupo Folha, que sempre primou pela liberdade de expressão e acumula contra ela cerca de 75 processos de injúria, calúnia e difamação.”

Rodrigo Maia, investigado na Lava Jato, afirmou que tem prestado os esclarecimentos necessários, que confia na Justiça e aguarda que “tudo seja esclarecido com a maior brevidade possível”. Sobre a rejeição das contas do DEM durante sua gestão, em 2010, afirmou que o partido recorreu porque o julgamento ocorreu sem que a defesa fosse ouvida.

Paulo Rabello disse confiar na elucidação do caso: “A partir da análise do material entregue os investigadores terão total condição de elucidar o caso, esclarecer as responsabilidades e enquadrar os eventuais culpados”.

Jaques Wagner não comentou as investigações contra ele. Fernando Haddad disse que o caso relativo à delação de Ricardo Pessoa será em breve arquivado, assim como as ações por questões administrativas de sua gestão na prefeitura.

Guilherme Boulos afirmou, via assessoria, que “o próprio autor da reclamação diz que quem atingiu o veículo dele foi um motociclista, que teria fugido depois do acidente —e não o pré-candidato”.

O advogado de Flávio Rocha (PRB), Marcellus Ferreira Pinto, disse que na única ação a que responde, por coação, calúnia e injúria, movida pelo Ministério Público para defender uma procuradora do Trabalho, “a mesma será julgada improcedente.”

Manuela D’Ávila (PC do B), investigada ao lado de outros políticos por uso de cota parlamentar na emissão de passagens áreas para terceiros quando era deputada federal, disse que já houve pedido de arquivamento em um dos casos, além de decisões favoráveis aos réus.

Guilherme Afif (PSD) disse que só respondeu a duas ações na área cível, sendo uma extinta. A outra, de propaganda política irregular, está na “fase de apuração do valor a ser ressarcido por oito requeridos.”
Aldo Rebelo (SD) foi processado pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que tentou censurar um livro sobre CPI que envolveu a entidade. O STJ revogou em 2017 a censura que fora acolhida.

Alvaro Dias (Pode) figura em antiga ação de execução do INSS. Sua assessoria jurídica disse que as peças do processo não estão disponíveis.

Folha encontrou no nome de Henrique Meirelles (MDB) dois casos. Sua assessoria afirmou que se referem a cobrança de indenização por evento que ele não compareceu, mas que o ex-ministro ganhou as causas. A assessoria não respondeu se há outras ações.

Marina Silva (Rede) e João Amoêdo (Novo) afirmaram que não respondem a processos.

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Jornalismo

Executivo da JBS reafirma que Temer, Padilha e Geddel tentaram comprar silêncio de Funaro

O complemento da delação premiada de Francisco Assis e Silva, diretor jurídico do grupo J&F, dono da JBS, revela novos detalhes da acusação de envolvimento do presidente Michel Temer, do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do ex-ministro Geddel Vieira Lima na tentativa de comprar o silêncio de Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de políticos do PMDB em esquemas de corrupção. Em um dos anexos de sua colaboração, Francisco relatou que Geddel, atualmente preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, lhe perguntou se “Joesley estava cuidando do passarinho”.

Segundo o delator, Geddel também teria informado que “Eliseu Padilha havia sido destacado pelo Presidente Michel Temer para cuidar desse assunto”. O silêncio de Funaro não durou muito e ele acabou firmando um acordo de delação premiada. Em sua própria colaboração, o operador relatou que Padilha tentou monitorar sua delação.

Em junho de 2017, o empresário Joesley Batista gravou um diálogo com o presidente Michel Temer, ocorrido em um encontro fora da agenda no Palácio do Jaburu. Os dois conservam sobre a situação de Eduardo Cunha, e o empresário diz que estava “de bem” com o ex-presidente da Câmara. O presidente então comenta: “tem que manter isso, viu?”. Em sua colaboração premiada, Joesley diz que o diálogo se referia à compra do silêncio de Cunha. Em depoimento aos procuradores do Ministério Público Federal, Joesley também afirmou que os pagamentos beneficiavam Funaro.

“Eu ouvi do presidente, claramente, que era importante manter isso (ajuda financeira a Funaro e Cunha). Enfim, a primeira missão minha lá (na reunião no Palácio Jaburu) era essa: saber dele (Temer) se o compromisso (pagamento de propina) ainda era necessário, e ele (Temer) me disse de pronto que sim”, relata em trecho do depoimento.

Em depoimento à Polícia Federal, Lúcio Bolonha Funaro confirmou ter recebido pagamentos de Joesley, mas afirmou que se tratavam de uma dívida antiga.

Francisco contou que, em abril de 2016, quando o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff estava adiantado e havia perspectiva de seu vice, Michel Temer, assumir o cargo, Joesley Batista, dono da JBS, o chamou e o apresentou a Geddel, que viria a ser ministro no novo governo. Entre setembro e novembro daquele ano, ele viria a ter mais alguns encontros com Geddel, na época ministro da Secretaria de Governo de Temer.

“Nos primeiros encontros, realizados em Brasília no apartamento funcional do seu irmão Deputado Lúcio Vieira Lima e o qual não conheci pessoalmente, o assunto tratado foi: Lúcio Funaro, seu estado físico, estado de sua familia e pagamentos realizados por Joesley para que ele se mantivesse em silencio. O então Ministro Geddel me perguntou se ‘Joesley estava cuidando do passarinho’. Eu perguntei sobre a estratégia de defesa e libertação de Lúcio. Ele me informou que o Ministro Eliseu Padilha havia sido destacado pelo Presidente Michel Temer, para cuidar desse assunto em favor de Lúcio”, escreveu Francisco em anexo complementar de sua delação.

Em depoimento prestado em 15 de agosto do ano passado, Francisco deu mais alguns detalhes sobre a preocupação de Geddel com o silêncio de Funaro.

— O que eu informava a Geddel é que Joesley havia me dito que os assuntos entre Joesley e Lúcio estavam sob controle. Joesley não me dava outro tipo de informação. Estava tudo certo, e tudo dentro dos conformes. O Geddel por outro fala assim: “Ó, tem que cuidar do passarinho, tem que manter a família bem cuidada”. Ele me falou que falava com a esposa do Lúcio: “Ó, eu de vez em quando falo com a esposa dele, tal, fala para o Joesley fique tranquilo que o processo a gente acredita que vai soltar ele brevemente, tem o ministro Padilha indicado para tratar desse assunto” —disse o diretor jurídico da J&F.

Houve depois novo encontro para tratar de outro assunto: uma emenda a um projeto de lei sobre caixa dois. Ele disse que, a pedido de Joesley, minutou um projeto de anistia a esse crime. “A emenda permitia o agravamento da pena de ‘caixa 2’ e, ao mesmo tempo, possibilitava a retificação de eventuais doações não registradas no TSE (chamado caixa 2). Assim, conforme pedido de Joesley, entreguei este projeto de Lei ao Ministro Geddel Vieira Lima e nunca mais soube do assunto”, disse o diretor jurídico.

Segundo Francisco, em outro encontro, Geddel pediu que ele comunicasse a Joesley a “preocupação com dois documentos então apreendidos pela Polícia Fderal na residência do ex-deputado Eduardo Cunha, quando de sua prisão: uma planilha de empréstimo na Caixa Econômica Federal e outro documento de um helicóptero”. Em novo encontro, do qual também participou Joesley, Geddel teria mostrado a planilha. Cunha está preso desde outubro de 2016.

Indagado no depoimento sobre esse episódio, ele disse que a planilha parecia ser um documento oficial da Caixa, mas que não poderia estar nas mãos de um ministro, por configurar quebra de sigilo. Quando à preocupação com o helicóptero, explicou:

— Naquele momento eu não fazia a mínima ideia. Hoje eu sei porque o helicóptero foi usado para o pagamento de propina para um dos contratos nos anexos dos documentos apresentados pelo Joesley.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República diz que a acusação de que tenha atuado para manter Funaro calado é “falsa” e já foi “desmentida reiteradamente”. “Essa mentira foi lançada como tentativa de validar depoimentos inverídicos de delatores que tinham como único objetivo tentar prejudicar a imagem do Presidente Temer. E o diálogo no qual se baseia a acusação falsa nunca aconteceu da forma narrada pelo jornal”, diz trecho da nota.

O advogado Daniel Gerber, que defende Padilha, negou que ele estivesse preocupado com a delação de Funaro. “Desconhecemos qualquer designação em tal sentido, e mais uma vez reforçamos que jamais houve qualquer preocupação do Ministro com a delação de Funaro – tanto o é que, em sua delação, nada fala sobre ele”, informou.Eduardo Carnelós, advogado que defende Temer em processos que também envolvem Funaro, disse que a acusação não é novidade e que a resposta dele para isso está na defesa apresentada num dos inquéritos que já investigam o presidente. Na época, Temer negou qualquer irregularidade.O GLOBO entrou em contato com a defesa de Geddel e ainda aguarda retorno.

AGÊNCIA O GLOBO

 

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Economia

ROMBO: Distribuidoras da Eletrobrás pagam o triplo do salário da iniciativa privada

Mesmo com prejuízo de R$ 4,2 bilhões em 2017, as distribuidoras da Eletrobrás pagam salários médios quase três vezes maiores que os praticados pela iniciativa privada. De acordo com informações de laudos do BNDES, responsável pelo modelo de privatização das empresas, o salário médio dos funcionários é de R$ 11,7 mil.

No caso das distribuidoras do Amazonas e de Roraima, a remuneração média é ainda maior. A Amazonas Energia, a que dá mais prejuízo, paga o maior salário médio, de R$ 15,5 mil. A distribuidora de Roraima, a mais ineficiente do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), paga, em média, R$ 15 mil.

O salário médio da Neonergia, uma das maiores concorrentes da Eletrobrás no País, é de R$ 4,3 mil. Assim como a estatal, a Neoenergia atua nos setores de geração, transmissão e comercialização de energia. A empresa também é dona das distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern, que atuam na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, respectivamente, e da Elektro, que atua em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A privatização das distribuidoras da Eletrobrás está sendo acompanhada como prévia das dificuldades que o governo terá para a venda da estatal. A União vai ter que adiar o leilão – inicialmente marcado para 21 de maio – porque o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não concluiu a análise do edital. Foi estipulado preço simbólico de R$ 50 mil para cada uma, mas os vencedores terão de fazer R$ 2,4 bilhões em investimentos imediatos nas concessões.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Por isso há tantos sindicalistas contrários à privatização. É uma aberração, uma verdadeira esculhambação o que ocorre dentro dessas estatais, que além de servirem de cabides de empregos para apaniguados políticos, são focos permanentes de corrupção em seus contratos milionários, e ainda se vêem privilégios totalmente imcompatíveis com a boa gestão e a realidade econômica em que as empresas se encontram. Privatização já!!!

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Jornalismo

VÍDEO: MPE exonera promotor que desacatou policiais militares em MT

O Conselho Superior do Ministério Público do Estado exonerou o promotor de Justiça de Guarantã do Norte (709 km de Cuiabá), Fábio Camilo da Silva, na manhã desta quinta-feira (19).

Em julho do ano passado, Fábio Camilo foi flagrado, alterado, desacatando policiais miltares. De um deles, ele chegou a tirar o quepe. O episódio foi registrado em vídeo pelos próprios policiais e divulgado nas redes sociais.

Os membros do Conselho negaram o vitaliciamento de Fábio Camilo, ou seja, impediram sua integração de forma definitiva nos quadros da instituição.

Durante o julgamento, o relator do procedimento disciplinar, procurador de Justiça Domingos Sávio de Arruda, elencou 10 ocorrências  apontadas pela Corregedoria Geral que colocaram em xeque a conduta e o trabalho do promotor, após o seu ingresso na instituição.

O relator destacou que, no decorrer do processo, foram acatados todos os pleitos da defesa para evitar eventual alegação de cerceamento.

“Em estágio probatório foi constatado o comportamento inadequado e desrespeitoso do senhor Fábio Camilo”, afirmou o relator.

Domingos Sávio ainda citou que Fábio Camilo foi afastado das funções em razão da acusação de ter desacatado e agredido policiais militares; atropelado e ameaçado de morte um deficiente físico; agredido um adolescente; destratado conselheiras tutelares e oferecido uísque a um juiz, durante audiência.

“[…] Todos esse fatos ocorreram após a crise psicótica então impugnada. Portanto, tais condutas se deram quando o doutor Fábio Camilo estava gozando de plena capacidade mental, então são comportamento próprios de sua personalidade”, disse Domingos Sávio.

O relator ainda avaliou como “inviável” a permanência do promotor no quadro de servidores do Ministério Público Estadual.

“Restou ainda provado que ele não reúne condições psíquicas para exercer a função de promotor de justiça, posto que é portador de transtorno afetivo bipolar”.

O corregedor-geral do MPE, procurador Flávio Cézar Fachone, esclareceu que durante o concurso a banca examinadora analisou o resultado do psicotécnico e decidiu que ele permaneceria no certame, pois a jurisprudência dos tribunais superiores restringe a possibilidade de reprovação pelo resultado do exame.

Relembre o caso

A polêmica envolvendo o promotor se tornou pública após a divulgação de vídeos em que ele aparece embriagado discutindo com PMs, em julho de 2017.

No boletim de ocorrência, aparecem como vítimas os soldados Edmilson Roberto Correa e Cenilton de Lima Braga.

Segundo a narrativa do B.O., uma guarnição da PM foi acionada após uma ligação telefônica por parte de um morador. Ele relatou que, ao passar pelo Município de Terra Nova do Norte (675 km de Cuiabá), em frente ao posto de combustível Idaza Sexta Agrovila, viu duas pessoas discutindo em frente a um carro, um deles em “visível estado de embriaguez”.

Ao chegar ao local, segundo contam os policiais, e indagar o condutor, o mesmo teria perguntado aos agentes se “sabiam com quem estavam falando”.

Outra acusação contra Fábio Camilo é o de ter agredido um adolescente de 17 anos e hostilizado duas conselheiras tutelares.

Também pesa contra ele a acusação de ter atropelado e ameaçado de morte o deficiente físico Francisco Souza.

Conforme consta no boletim de ocorrência, a vítima estava indo de bicicleta para sua casa, quando foi atropelada por um carro preto, que surgiu em alta velocidade. O veículo era conduzido pelo promotor Fábio Camilo.

O promotor também é acusado de ter faltado ao trabalho inúmeras vezes, sem justificativa, e de ter oferecido um uísque ao juiz da comarca local, em plena audiência.

VEJAM O VÍDEO DO PROMOTOR DESRESPEITANDO OS POLICIAIS:

https://www.youtube.com/watch?v=7WbCVHtxlng

 

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Diversos

Morre no Japão a pessoa mais velha do mundo, aos 117 anos

Nabi Tajima, reconhecida pelo Grupo de Pesquisas de Geriatria dos EUA (GRG, na sigla em inglês) como a pessoa mais velha do mundo, morreu aos 117 anos em um hospital na cidade japonesa de Kikai, neste sábado (21). Ela estava hospitalizada desde janeiro.Ela nasceu em agosto de 1900 e, segundo relatos, tinha mais de 160 descendentes, incluindo tataranetos. Ela vigveu em Kikai, um distrito de Kyushu, ao sul das quatro principais ilhas do Japão.

A idosa já não falava e passava quase todo o tempo dormindo, mas quando as autoridades locais a visitaram no ano passado para comunicar-lhe o recorde que ostentava, Tajima se mostrou contente e ensaiou uma dança quando um grupo de vizinhos cantou uma canção aos compassos de um instrumento tradicional.

Nabi havia se tornado a mulher mais velha do mundo há sete meses, após a morte da jamaicana Violet Brown, também aos 117 anos. A organização Guinness World Records estava fazendo pesquisas para fazer o reconhecimento oficial.

De acordo com o GRG, após a morte de Tajima, a também japonesa Chiyo Miyako é com 116 anos e 354 dias a pessoa mais velha do mundo, seguida pela italiana Giuseppina Projetto-Frau, com 115 anos e 326 dias de idade.

O número de pessoas centenárias em Japão bateu um recorde de 67.824 em setembro passado, 2.132 mais que em 2016, segundo os dados mais recentes do Ministério de Saúde do Japão, que aproveita a comemoração do Dia do Idoso no país para publicar os dados.

O volume de centenários aumentou no Japão de maneira contínua desde 1971 e as autoridades preveem que esta tendência continue, principalmente devido aos avanços em matéria de tratamentos médicos e pela conscientização sobre a saúde.

 

 

G1

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Economia

Banco Mundial aprova aumento de capital de US$ 13 bilhões

O Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial aprovou hoje um aumento de capital de US$ 13 bilhões para a instituição. Na avaliação do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, a ação demonstra “confiança renovada na cooperação global”.

Em declaração mais cedo, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, indicou que a administração Trump tinha passado a apoiar a ampliação de capital do Banco. “Há reformas que eles estão fazendo que nós acreditamos que são significativas junto com o pedido de aumento de capital”, disse.

A fala de Mnuchin revelou uma mudança de postura por parte do governo norte-americano, que vinha se mostrando cético em relação a instituições multilaterais. Os EUA são o único país com poder de veto sobre qualquer mudança na estrutura do Banco Mundial, de forma que o aumento de capital não se concretizaria sem o apoio de Washington.

Em parte, essa mudança de reflete o desejo, por parte do governo norte-americano, de que o Banco Mundial faça um contrapeso maior ao financiamento chinês, que tem crescido rapidamente.

 

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Saúde

Campanha de vacinação contra gripe inicia segunda-feira (23)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2018 tem início nesta segunda-feira (23) e prossegue até 1° de junho, sendo 12 de maio o “Dia D” de mobilização nacional. De acordo com a Coordenação Estadual de Imunizações (CEI) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a estimativa é vacinar mais de 54,4 milhões de pessoas em todo o país e 879.430 no Rio Grande do Norte, tendo como meta vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários.

Fazem parte dos grupos elegíveis para a vacinação as crianças na faixa etária de seis meses a menos cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indivíduos a partir dos 60 anos, trabalhadores da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Segundo Katiucia Roseli, coordenadora estadual de Imunizações, “a Sesap está concentrando esforços, por meio da CEI e das Unidades Regionais de Saúde, para que os municípios vacinem o máximo possível de pessoas pertencentes aos grupos prioritários. A ideia é que assim se possa reduzir as internações, complicações e óbitos causados por influenza”.

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Esporte

Barcelona goleia Sevilla (5-0) e conquista Copa do Rei

O Barcelona ergueu neste sábado seu 30º troféu da Copa do Rei, o quarto consecutivo, ao golear por 5 a 0 o Sevilla na final da competição, com direito a dois gols do uruguaio Luis Suárez e outro do brasileiro Philippe Coutinho.

Suárez abriu o placar (14 minutos) e o argentino Lionel Messi ampliou (31), antes do uruguaio voltar a balançar as redes pouco antes do intervalo (40). No segundo tempo, Andrés Iniesta (52) fez o quarto gol e Coutinho (69), de pênalti, selou o título do Barça.

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Política

Governo considera propor adiamento de reajuste de servidores, diz ministro

O governo federal considera a possibilidade de propor adiamento do reajuste de servidores de 2019 para 2020 para ajudar no cumprimento do teto de gastos, informou neste sábado (21) o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

Segundo ele, essa é uma “carta na mesa” que está sendo avaliada pela equipe econômica para ajudar a aliviar a execução orçamenatária no primeiro ano do próximo presidente da República, que terá de lidar com fortes restrições sem novas medidas de contenção de despesas obrigatórias.

De acordo com dados oficiais, contidos na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2019, a verba destinada para custeio e investimentos dos ministérios, no ano que vem, poderá ser a menor dos últimos 12 anos. Isso ocorre por conta do teto de gastos – que limita o crescimento das despesas à variação da inflação em 12 meses até junho do ano anterior.

“É uma carta na mesa [o adiamento do reajuste dos servidores] que pode ajudar na observância do teto do gasto. Não há definição ainda e a questão foi posta como uma carta na mesa. Está entre as possibilidades para ajudar no respeito ao teto em 2019”, declarou o novo ministro, que tomou posse recentemente.

Segundo ele, o impacto nas contas públicas, do adiamento do reajuste dos servidores de 2019 para 2020, seria de cerca de R$ 5 bilhões. Esse é o valor que, se a medida for implementada, poderia ser gasto com outras despesas dos ministérios.

Durante eventos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, também adotou o mesmo tom. “2019 tem desafio (fiscal) e esta é uma alternativa”, declarou ele.

 

G1

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