Política

ELEIÇÕES 2018: Flávio Rocha se aproxima de sigla evangélica e MBL

O presidenciável Flavio Rocha, dono da Riachuelo, participa de bate-papo promovido pela socialite Rosângela Lyra – Marlene Bergamo/Folhapress

Apoiado pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e em negociação com partidos como o PRB, braço político da Igreja Universal, o empresário Flávio Rocha acha que agora vai.

Ele tentou ser presidente em 1994, mas saiu daquela corrida antes do pleito. Desta vez, vê como trunfo o déficit “de nomes liberais na economia e conservadores nos costumes”. É aí que ele entraria.

Afinal, de liberal mesmo, diz, só Jair Bolsonaro e João Amoêdo. Na “direita globalista”, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Álvaro Dias. E como “esquerda revolucionária” (que lhe dá calafrios), Guilherme Boulos, “a gaúcha” (Manuela D’Ávila), Ciro Gomes “e quem quer que seja do PT”.

“Caso [o quadro] evolua para uma candidatura realmente competitiva, estou pronto para assumir”, diz o dono da Riachuelo, uma das maiores varejistas do Brasil. Ele tem até 7 de abril para se filiar a uma legenda e um encontro marcado no domingo (18) com o líder do PRB e bispo licenciado da Universal, Marcos Pereira, que à Folha o define como “um excelente nome”.

Bolsonaro parece concordar. Tanto que já o sondou para ser seu vice, segundo Rocha. “Essa possibilidade já foi ventilada. Não prosperou.” O deputado pode até carregar nas tintas, mas o empresário diz “admirar sua coragem para abraçar temas órfãos”, como posições linha-dura em segurança e valores familiares.

“Mas nos afasta nossas visões diferentes de economia”, afirma. Para ele, Bolsonaro é “de esquerda” nesse departamento.

E que ninguém duvide de suas credenciais liberais.

Vide seu júbilo com recente decisão judicial que condenou um homem a pagar R$ 750 mil ao antigo empregador —tudo com base na nova reforma trabalhista, que prevê indenização para os custos com advogado da parte vencedora.

“É muito educativo esse episódio. O único direito que o trabalhador, o mau trabalhador, perdeu foi o de mentir, porque era o que acontecia, principalmente da parte do advogado, que puxava um cardápio e colocava mais 30 demandas mentirosas [na ação trabalhista]”, afirma o filho do 39º homem mais rico do Brasil segundo a “Forbes”, Nevaldo Rocha, dono de US$ 1,3 bilhão e do potiguar Grupo Guararapes Confecções (que abarca a Riachuelo).

PEDRADAS

Pedradas voaram desde que Flávio começou a ensaiar voos eleitorais. Blogueiros esquerdistas, por exemplo, resgataram perfil publicado pela Folha em 1994, quando ele, então deputado, disputava a Presidência pelo Partido Liberal (atual PR). O texto dizia que, aos 36, Rocha recebia mesada.

“Financeiramente, sou dependente do meu pai. São transferências regulares para minha conta”, afirmou.

Hoje o sexagenário minimiza. “Fiz meu primeiro milhão aos 24 anos, com a Jeans Pool, que era ‘top of mind’”, diz. Patrocinadora de Ayrton Senna, a marca é uma costela do conglomerado têxtil do patriarca.

Um empréstimo de R$ 1,4 bilhão que a Riachuelo tomou do BNDES pôs Rocha em maus lençóis com militantes de esquerda e direita. Os dois lados acharam hipócrita um defensor do Estado mínimo recorrer aos cofres públicos.

O empresário lembra que o BNDES “foi fundado pelo maior dos liberais, Roberto Campos”. Diz que sua companhia “já pagou R$ 1 bilhão” e que o dinheiro “gerou 15 mil empregos”. “A diferença entre veneno e remédio está na dose.”

Errado mesmo é o banco injetar “dezenas de bilhões para financiar ditaduras bolivarianas”, afirma numa das amplas salas de sua mansão nos Jardins paulistanos, a duas quadras da de Paulo Maluf.

Foi lá que, em dezembro de 2015, Geraldo Alckmin declarou pela primeira vez que João Doria era seu tucano predileto na disputa municipal de São Paulo. “[O escritor francês] Victor Hugo dizia, João, que nada segura a ideia de que chegou o seu tempo”, afirmou nas bodas de prata de Rocha e a esposa, Anna Cláudia.

Uma supermesa comportou 140 convidados, refastelados com o menu político e o buffet L’ Épicerie. Uma “decoração do tipo ‘uau’, com hortênsias brancas e velas”, descreveu o site “Glamurama” à época.

Kim Kataguiri também esteve na casa de vastos jardins, guardanapos com o “R” de Rocha impresso, uma adega com o vinho favorito do anfitrião, o Haut-Brion (há safras que superam os R$ 5.000) e obras de arte que vão de Ai Wei Wei (bicicletas douradas) a Andy Wahrol (Mao-Tsé Tung em pop art).

“Para tomar um café, bater um papo”, conta o líder do MBL, empenhado em “buscar estratégias para viabilizar a candidatura” de Rocha. Uma delas: usar redes sociais do movimento para divulgar a campanha dele.

Vem de 2015 o “encanto com os jovens tão intelectualmente maduros” do MBL, diz Rocha, que lamenta ter sido “de esquerda” na faculdade de administração da Fundação Getúlio Vargas (“mas fui um ‘drop-out’ antes de isso virar moda com Mark Zuckerberg”, brinca). Primeiro empresário de peso a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, ele foi procurado pelo grupo.

Apreciador do Ponte para o Futuro, programa econômico de Michel Temer, Rocha diz que “a aristocracia burocrática” dominou na era “do empresário moita”, que prefere não se meter em questões políticas para não acabar sobrando para ele.

Essa omissão permite que a Justiça chegue a apitar até “no colarinho do chope”, afirma. O caso referido: decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que decretou que a espuma faz parte da bebida, após um restaurante catarinense ser multado pelo Inmetro em R$ 1.512, acusado de ferir o Código de Defesa do Consumidor ao entregar ao cliente um chope caprichado no colarinho.

“Olha o grau de desconhecimento sobre como o mercado é sábio”, diz Rocha. “Era só o cara sair do boteco e ir para outro. A hiper-regulação gera perda de competitividade.”

VAI NA FÉ

Ele aposta, contudo, que o debate econômico não será protagonista em 2018. “A eleição vai ser impregnada do debate dos costumes”, do qual também é fã. Em janeiro, discursou num evento de sua igreja, a evangélica Sara Nossa Terra, ao lado do ministro Henrique Meirelles.

Entre os presidenciáveis postos, só Marina é evangélica. Rocha diz que não exploraria sua fé em campanha. Em seguida, refere-se a “esta parcela do eleitorado que percebe mais facilmente que a coisa que se acirrou muito, o chamado marxismo cultural”. “Grande parte da população se sente incomodada com a necessidade da esquerda em destruir as trincheiras do conservadorismo”.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Sigla evangélica, MBL e Flávio Rocha… Pronto, agora a ruma de bosta está definitivamente completa.

  2. Rocha o Sr deveria se candidatar a governador do RN
    Ganharia no primeiro turno e com uma larga vantagem

  3. Esse bestinha já começou muito bem, encontrou-se o Romero Jucá e a corja do MDB, no grupo Guararapes nem ele manda e sim seu pai Dr. Nevaldo com 91 anos, o que ele gosta é de holofote e um monte de gente da impresa puxando seu saco.

  4. Tremendo pelezão, quer ser governo para facilitar as coisas para ele mesmo e para as suas empresas. O que me dá mais nojo é essa hipocrisia calhorda, nada diferente da maioria dos outros políticos.

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Diversos

Projeto Cidade Viva está suspenso neste domingo

Em razão da grande movimentação de pessoas e automóveis presentes ao Salão Imobiliário, realizado no Centro de Convenções, excepcionalmente neste domingo (18) a Secretaria de Estado do Turismo do RN não realizará o Cidade Viva – Via Costeira. Na semana seguinte o projeto volta para mais uma tarde de esporte e lazer com vista para o mar.

O Cidade Viva – Via Costeira acontece todos os domingos, a partir das 15h, em uma das faixas da Via Costeira de Natal, que fica interditada até as 19h para o livre lazer da população. Quem quiser pode alugar patins, bicicletas ou comprar pipoca, dindin gourmet e água de côco. O projeto conta com o apoio do Samu e da Polícia Rodoviária Estadual.

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Polícia

Atentado em Natal deixa agente de trânsito e amigo baleados

A Polícia confirmou um atentado na madrugada desta sexta-feira(16), em que deixou baleados um agente de trânsito de Parnamirim e um amigo no bairro de Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. De acordo com informações preliminares, após saírem de um bar por volta das 4h, as vítimas pararam na Rua Tamarineira para trocar o pneu do carro, quando foram surpreendidos por dois homens em um outro veículo, que atiraram e logo após empreenderam fuga.

Segundo a Polícia, o agente foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança com um tiro na região no ombro, enquanto o amigo foi baleado na cabeça, coluna e perna, e levado para o Hospital Clóvis Sarinho em estado grave.

A Polícia Civil acredita que o caso se trata de um tentativa de execução, já que o carro não foi roubado.

 

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Diversos

Sorteio define quartas da Champions com clássico inglês e Juventus x Real Madrid

Shevchenko, sorteio da liga dos campeões (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Estão definidos os confrontos das quartas de final da Liga dos Campeões. O sorteio realizado na manhã desta sexta-feira na cidade de Nyon, na Suíça, colocou frente a frente os dois únicos ingleses vivos na competição e decretou a reedição da grande final do ano passado. Os jogos de ida da próxima fase serão realizados nos dias 2 e 3 de abril. E os da volta, nos dias 10 e 11 de abril.

Veja os confrontos:

Barcelona x Roma
Sevilla x Bayern de Munique
Juventus x Real Madrid
Liverpool x Manchester City

Confira as datas de todos os confrontos:

3 de abril (jogos de ida)

Sevilla x Bayern de Munique
Juventus x Real Madrid

4 de abril (jogos de ida)

Barcelona x Roma
Liverpool x Manchester City

10 de abril (jogos de volta)

Roma x Barcelona
Manchester City x Liverpool

11 de abril (jogos de volta)

Bayern de Munique x Sevilla
Real Madrid x Juventus

Com informações do Globo Esporte

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Diversos

Reajuste do Bolsa Família será anunciado ainda este mês

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar TerraWilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, afirmou nessa quinta-feira (15), no Palácio do Planalto, que o reajuste do Bolsa Família será anunciado ainda este mês. Questionado sobre o valor, ele disse que será maior que a inflação, mas que o percentual ainda está sendo definido.

“Provavelmente [o reajuste] vai ser anunciado agora no mês de março e deve vigorar provavelmente no final de abril ou maio. A ideia é dar um reajuste acima da inflação. E estamos estudando uma forma de compensar o aumento do preço do gás, mas ainda não está acertado [como isso será feito]”, disse o ministro. Perguntado por jornalistas se o reajuste será de 5%, ele chegou a dizer que poderia ser esse valor “ou mais”, mas reiterou que a questão ainda estava sendo definida.

Plano Progredir

O ministro falou com a imprensa essa noite após cerimônia do Plano Progredir, que tem ações de capacitação, incentivo ao empreendedorismo e acesso ao mercado de trabalho e vai disponibilizar R$ 3 bilhões por ano em linha de microcrédito para o público-alvo investir em pequenos negócios. A ideia do governo com o Progredir, disse o ministro, é fazer com que as famílias que recebem o Bolsa Família “percam o medo” de ter empregos formais.

Com o plano, famílias continuam recebendo o benefício por dois meses após firmarem contrato de trabalho formal. E, mesmo deixando o Bolsa Família após esse período, voltam a receber o benefício se perderem o emprego.

Na cerimônia de hoje foram divulgados os primeiros resultados do Progredir. Lançado no final setembro, o plano chegou a R$ 1,94 bilhão em microcrédito, além de 68 mil empregos formais e qualificação profissionais de 84 mil pessoas. Terra destacou que o governo Michel Temer encontrou um Bolsa Família que não reduziu a pobreza, justificando a criação de programas auxiliares, como o Progredir.

“A existência dos programas de transferência de renda não foi suficiente para reduzir a pobreza, só [para atenuar] a questão da pobreza extrema. Mas eles não reduziram o número de pobres. A pobreza no Brasil continua intacta. Acho que o Plano Progredir faz parte dessa nova maneira de pensar a questão do Bolsa Família”, destacou.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Onde estão os Patos paneleiros que viviam atacando o Programa Bolsa Família?
    Ah, agora pode, é?

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Diversos

Atlético de Madrid confirma fratura do lateral-esquerdo Filipe Luís, que pode perder a Copa

FOTO: SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

O Atlético de Madrid confirmou, na manhã desta sexta-feira, que o lateral-esquerdo Filipe Luís sofreu uma fratura na fíbula da perna esquerda. A lesão se deu um dia antes, na vitória sobre o Lokomotiv, pela Liga Europa. Como o período estimado de recuperação é de dois a quatro meses, o brasileiro corre sério risco de perder a Copa do Mundo.

Na quinta-feira(15), Filipe levou um chute no tornozelo esquerdo enquanto desarmava o atacante português Éder, do Lokomotiv. Ele precisou ser substituído e deixou o gramado de maca, com muitas dores. O lateral havia sido convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, nos dias 23 e 27 deste mês.

A confirmação da fratura, porém, não só o tira da lista atual de Tite, como pode representar o fim de suas chances de disputar um Mundial. Em 2010, ele sofreu uma contusão parecida durante o período de preparação para o torneio. Já em 2014, foi preterido pelo técnico Luiz Felipe Scolari.

Ainda não há um posicionamento a respeito, mas a CBF deve convocar um substituto para a lateral esquerda. O favorito a herdar a vaga é Alex Sandro, da Juventus, mas Ismaily, do Shakhtar Donestk, também tem chances. O jogador do time ucraniano vem sendo observado pela comissão técnica e foi mencionado por Tite durante a convocação de segunda-feira.

O Globo

 

Opinião dos leitores

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Diversos

Demora em ajuizamento de Ação mantém emenda sobre nomeação de parentes em Natal

Os desembargadores não consideraram como inconstitucional os parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º do artigo 55 da Lei Orgânica do Município (acrescentados pela Emenda à Lei Orgânica nº 11/1997), os quais definem que toda nomeação de pessoas, com relação de parentesco com o prefeito de Natal para os cargos de direção superior (Secretário Municipal, Presidente de Instituição, Diretor de Autarquia, etc.), deverá ser submetida à aprovação pela maioria absoluta do Poder Legislativo Municipal. A decisão, desta forma, não atendeu ao pedido feito por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade Com Pedido de Liminar n° 2017.011639-8, movida pelo chefe do Executivo.

A ADI, por meio da Procuradoria Geral de Justiça do Município, expôs que o texto normativo violaria o artigo 21 da Constituição Estadual, que apenas reproduz o texto da Constituição Federal no seu artigo 29, e também criaria um regramento para nomeação de cargos de direção superior da prefeitura totalmente dissociado daquele estabelecido no artigo 64 da Constituição Potiguar e o artigo 84 da Constituição Federal.

Ainda segundo a prefeitura, tal prerrogativa não guarda simetria com a Carta da República nem com a Constituição Estadual, as quais não preveem tal restrição para a nomeação de seus cargos de direção nem dos respectivos e simétricos cargos políticos, bem como alega que a Súmula Vinculante nº 13 do STF autorizou a nomeação de pessoas com relação de parentesco com o chefe do Poder Executivo para cargos políticos, tais como Ministro de Estado, Secretário Estadual e Secretário Municipal.

No entanto, o desembargador relator, Cornélio Alves, destacou que o requisito do “periculum in mora” (risco da demora em atender a um direito) não se encontra evidenciado, uma vez que o diploma legislativo combatido foi editado no ano de 1997 e apenas em 14 de setembro de 2017 foi ajuizada a presente ação se insurgindo contra a constitucionalidade do ato normativo.

“Inclusive, o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal refuta a presença de risco de aplicação da norma tida por inconstitucional, quando há letargia na formulação do pleito cautelar, tendo em vista o lapso temporal entre a impugnação e surgimento da norma ou preceito atacado”, complementa o relator.

A decisão destacou, assim, que o tardio ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade, quando já decorrido intervalo temporal considerável desde a edição do diploma legislativo, desautoriza – independente do relevo jurídico da tese argumentada – o reconhecimento da situação que configura o perigo da demora, o que inviabiliza a concessão da medida cautelar, conforme entendimento do STF, na ADI 4856, de relatoria do ministro Celso de Mello, julgado em 4 de outubro de 2012.

TJRN

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Jornalismo

Depressão de Henrique Alves estaria cada dia pior destaca jornalista da Veja

O jornalista Mauricio Lima da coluna Radar da Veja destaca que o estado emocional de Henrique Alves, preso em Natal, começou a preocupar gente próxima a ele.

Extremamente deprimido, ele sequer conseguiu se levantar da cadeira para se despedir de uma pessoa que foi vê-lo dias atrás.

O ex-presidente da Câmara permaneceu imóvel, chorando copiosamente, aliás como passa grande parte de seus dias.

Opinião dos leitores

  1. Depressivo?! Ele só teria direito a ter depressão se tivesse perdido um pai aos 40 anos de idade pela falta de RAIO X NO WALFREDO GURGEL como um conhecido meu.
    A morte dele também está na conta que esse ex-"deputado" ainda precisa pagar.

  2. Milhões de brasileiros sofrem com depressão. A dele é só mais uma pra entrar nas estatísticas

  3. Vamos pensar no bem estar do menino Henriquinho.
    Isso tudo deve ser saudades da família e confraternizações com os que tanto ama.
    Tenho uma forma fácil de resolver a depressão, prende a família toda no mesmo espaço e deixa ele ser feliz com os entes queridos.

  4. Quero saber se ele sentiu essa "depressão" quando vendeu o terreno para a construção do maior atraso do RN, aeroporto de São Gonçalo.

  5. E quantos pais de família não choraram quanto precisaram do serviço público de saúde, segurança e educação, enquanto ele passeava sorrindo com o dinheiro público ?

  6. Se tivesse na cadeia de verdade, não sei o que seria desta pessoa.
    Pq onde ele esta tem um estrutura ótima. tem tv, cama,banheiro. cheio de regalias.
    Na prisão tem isso não..
    cada um tem o que merece!

  7. É infelizmente não tem matéria para essa jornalista, falar de Henrique chorando com depressão, isso é conversa fiada. Quer ver ele ficar bom, coloque num cargo de poder, ai no outro dia ele vai estar rindo com o vento. Nunca teve depressão e nem vai ter, em dizer que vivia ruim na cadeia, é mentira, quero ver qual foi dos dias quando esteve preso que comeu da mesma quentinha que o policial comia? Nada de depressão, isso chama-se migué, p o povo acreditar, lagrimas de crocodilo,

  8. Que chore lágrimas de sangue. Deveria estar era em Alcaçuz. Na hora de fazer farra com o dinheiro do povo esse boca mole e sua família são só sorrisos.

  9. Não desejo o pior para ele, apenas que a justiça seja feita e ele cumpra a pena que merece. Não tem que ter pena da pior especie de bandido que pode existir, o político corrupto. Quando se locupleta da corrupção, se alimenta da miséria da população do seu pobre estado, a depressão passa longe. São só sorrisos e tampinha nas costas…

  10. BG
    Ele chorando com os bolsos cheios e os pobres no Walfredo Gurgel AGONIZANDO nas macas sem atendimento Médicos ,sem remédios, sem salas para cirurgias, sem enfermarias para recuperação, enfim sem nada de assistência decente que os impostos arrecadados deveriam fornecer. Que continue "internado" onde está.

  11. E os cidadãos brasileiros que morreram na fila de hospitais,por falta de medicamentos cirurgias etc por que esse ladrão de carteirinha roubo o dinheiro do povo como Está?É pra morrer na cadeia depressão que nada é safadeza.

  12. NA HORA DE PREJUDICAR A NAÇÃO. E TODOS QUE VOTARAM NELE ACREDITANDO QUE FARIA ALGO PELO ESTADO. ESTAVA COM PLENA SAÚDE. TODOS ELES SÃO SAUDÁVEIS. SÓ ADOECEM DEPOIS QUE TEM QUE PAGAR PELOS CRIMES COMETIDOS. ISTO É INCRÍVEL.

  13. Tomara que esteja pensando nas vidas que ceifou com os desvios de dinheiro público em 40 anos de politicagem.
    Faltou dinheiro pra tudo (saúde, educação, segurança etc), menos para os seus luxos e para sustentar-se no poder com seus comparsas.

  14. O dinheiro desviado que poderia ter ido p hospitais e segurança, para quantas pessoas ele foi nocivo?

  15. A não faz isso!!! Assim eu me
    Comovo e faço como a maioria dos brasileiros, começo agir pela emoção esquecendo a razão pela qual ele foi preso….
    #depressao milionária

  16. Tá ficando pior a depreção desse senhor, kkkkkkkkkkkkkk isso só pode ser brincadeira, depreção tá o funcionário do Estado que não recebe em dia o seu salário, o décimo terceiro que nem perspectiva de receber. Kkkkkkkkkkkkkk graças a essas poderes oligarquias nosso estado ficou desse jeito é para acabar de tora esse governador coloca nosso estado no fundo do posso.

  17. Ta com peninha?? Leva ele pra casa!!!!
    Isso pra mim não passa de teatro com a finalidade de influenciar a opinião pública. Temos milhões de presos no Brasil, a grande maioria em condições muito piores que a do ex-deputado, nem por isso temos um surto de depressão. Além do mais todos nós estamos sujeitos a este terrível mal que assola a população mundial, chegando a ser comparado como o mal do século, e mesmo assim temos que levantar cedo e trabalhar.
    Que o preso receba o devido tratamento que a sua saúde necessitar, mais que pague exemplarmente pelos seus erros, com o agravante que os erros que o acusam foram cometidos em sã consciência e por livre opção.

  18. O que deveria ser feito no caso dessa turma de bandidos do colarinho branco era tomar tudo o que eles roubaram, com correção monetária, e devolver aos cofres públicos. Outra medida do pacote era proibir o bandido, seus filhos, esposa, namorada, mãe e pai de se candidatarem a qualquer cargo público por um período de 100 anos. Também não poderiam assumir nenhuma secretaria, instituição ou órgão governamental pelo mesmo período de 100 anos. Com isso, poderiam soltar o vagabundo nas ruas e deixar que a vida ensinasse um novo caminho para ele.

  19. Coitadinho ! Deprimido está sociedade com tantas mazelas que esta criatura cometeu, se o jornalista está se compadecendo, por favor leve ele pra sua casa e cuide dele!

  20. Morrendo de dó do ex-presidente da Câmara, talvez ele esteja lembrando das viagens internacionais bancadas com dinheiro sujo, fruto de anos e anos de mais feitos! #choranaohenrrique

  21. Pq que ele não pensou nos brasileiros que estão sofrendo nos corredores de hospitais, outros não tem onde morar, sem ter o que comer sem dinheiro e não estamos chorando e nem deprimidos vem sofrendo há anos e não estam com a consciência limpa são ricos de honestidade.

  22. oooooowwwwww mô Deuxxxx, o bissim tá com depressão… Isso deve ser solidão, tá bom de ele ir pra uma cadeia de verdade, uma cela com mais uns 20 presos para poder ter com quem se alegrar.

  23. Isso serve de exemplo pra quem pensa de entrar pra prática de delito. Se a lei fosse severa no país as coisas eram muito diferente

  24. Na hora de roubar Henriquinho nao chorava!!!
    Todo castigo pra corno e ladrão é pouco…
    Cadeia nele

  25. Tem que colocar na cadeia os que enriqueceram na sua volta também….esse larápio mandava buscar o dinheiro desviado,cadê esses ???

  26. Pega. Pelo menos tá fazendo jus ao q merece. Chora não querido, eu também não gostaria de chorar, por isso faço por onde. Tá bem pertinho de sair, falta só 6 meses mais a eternidade.

  27. Depressão? Maior é a depressão sofrida pelas pessoas que este homem tanto fez mal onde só visava o seu bolso. Triste da pessoa que fosse contrário ao seu esquema. A perseguição era enorme. Mais isto de perseguir é inerente à família Alves. Tudo começou com o velho Aluízio que os fiscais de renda que não votavam com ele, ficavam só rodando de cidade em cidade virando verdadeiros nômades.

  28. Ele está assim, porque não ocupa a mente. Se estivesse capinando ou contruindo estradas, não ficaria depressivo. Pois o trabalho dignifica, enobrece e ressocializa. Mas ficar o dia inteiro pensando no poder e vida que tinha acaba deprimindo qualquer um

  29. Quem procura acha… Fez da forma que fez sem achar e ou até pensar que um dia seria punido.

  30. A LEI do Retorno é implacável. Aqui se faz e aqui se paga. O problema é que as pessoas sempre pensam que a fase das mordomias e regalias nunca irá terminar.

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Judiciário

Com gasto crescente, Judiciário consome R$ 84,8 bilhões por ano

Judiciário custou para cada brasileiro, em 2016, R$ 411,73, totalizando um gasto de R$ 84,8 bilhões. Cerca de 90% desse valor foi usado com a folha de pagamento de juízes e funcionários ativos e inativos, incluindo aí os penduricalhos como auxílio-moradia. O gasto com a magistratura foi calculado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e divulgado ano passado, em anuário que faz um raio-x da magistratura. O documento mostra que, desde 2009, esse custo per capita já cresceu mais de 30%. Naquele ano, os tribunais custaram R$ 315,52 para cada brasileiro.

A Justiça Estadual foi a que mais pesou no bolso do cidadão, pois consumiu R$ 233,42 per capita em 2016. Logo atrás está a Justiça do Trabalho, que teve custo de R$ 82,72. Em seguida, aparecem os juízes federais com uma despesa per capita de R$ 51,08.

Essa categoria do Judiciário fez greve na quinta-feira, reivindicou recomposições salariais de 40% e diz ter direito a receber indiscriminadamente o auxílio-moradia mensal de R$ 4.377. Alguns magistrados, como o juiz Sergio Moro, que julga os casos da Lava-Jato em Curitiba, argumentam que o valor serve para compensar a falta de reajustes.

Se as reivindicações salariais dos 1.796 juízes federais fossem atendidas imediatamente, a despesa média mensal com essa categoria do Judiciário subiria de R$ 50,8 mil para mais de R$ 71,2 mil. Esses magistrados só não custam mais caro que os colegas da Justiça Militar estadual, um grupo de 75 juízes que têm custo médio mensal de R$ 53,7 mil.

Apesar de custarem mais aos cofres públicos, o índice de produtividade dos juízes federais tem caído desde 2012, segundo o CNJ. Naquele ano, eles tinham uma média individual de 2.565 processos baixados. Em 2016, o índice caiu para 2.065.

Nesse mesmo período, a produtividade dos juízes estaduais, trabalhistas e dos tribunais superiores manteve trajetória de alta ou permaneceu inalterada.

O GLOBO

 

Opinião dos leitores

  1. Seria querer muito revertermos uma parte desse orçamento e construirmos metrôs nas capitais??? Duplicar estradas federais e modernizar os portos??? E recuperar ferrovias para transporte de grãos e animais do campo pros portos??? Não melhor deixar o país no subdesenvolvimento mesmo, nossa elite do Judiciário e Legislativo, e ainda, POLÍTICOS POPULISTAS preferem assim…já tá de bom tamanho pra eles….

  2. Chegou a hora de cortar do orçamento desse e de outros poderes e acabar com os privilegios. Tem que aproveitar o momento de crise e tomar essas medidas. É muita desigualdade no setor público. A sociedade não aguenta mais pagar essa conta alta.

  3. Esses juízes e promotores sao verdadeiros cancer do orçamento público, trabalham pouco e ganham demais, cheio de regalias como ferias de 60dias .
    Falso moralistas que precisam ser constrangidos em público pra tomarem vergonha na cara.

  4. E ainda querem me convencer que o rombo nas contas públicas vem da previdência. #FimDeQualquerTipoDeAuxilio

  5. O único que faz jus ao salário é o Moro, e o q não faz jus a um copo de água que toma é o Gilmar.

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Política

VEJAM OS VALORES DA JANELA PARTIDÁRIA: fundo público eleitoral financia leilão de deputados

Nos bastidores do leilão por deputados em andamento na Câmara com a janela partidária, legendas estão oferecendo cota fixa para bancar eleições de parlamentares e criando regras tanto para atrair quanto para evitar a perda de filiados. Nas negociações, há cobrança para registro formal de promessas, “punição” a quem votou contra o novo fundo que vai irrigar as campanhas e diferenciação de valores para novos e antigos filiados. Tudo isso em meio a uma forte concorrência.

— Isso aqui virou um mercado. Se um (partido) fala que vai dar R$ 1,5 milhão, o sujeito vai lá, conta para o outro partido, que aí oferece R$ 1,6 milhão — conta um deputado que participa das negociações para receber novos quadros em seu partido.

REGISTRO DE VALOR EM ATA

No sobe e desce dessa bolsa, o PMDB está oferecendo R$ 1,5 milhão para os deputados que tentarão se reeleger. Prometido pelo presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR), o valor levantou desconfianças, e houve pedido para que a oferta fosse registrada em ata, para cobranças futuras. A reunião do PMDB no dia 21 de fevereiro, quando foram prorrogados os comandos dos diretórios estaduais e municipais, fixou em um documento interno o montante a ser repassado para as campanhas federais. Mesmo assim, o partido do presidente Michel Temer tem sido um dos mais vulneráveis na janela partidária.

No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), o compromisso é repassar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão para cada campanha à reeleição de deputado federal. Mas o valor vai variar de acordo com o comportamento dos deputados em votações, e privilegiará os novos quadros.

O critério que o partido definiu é o de que quem votou contra a criação do fundo eleitoral, em outubro do ano passado, receba o piso para a campanha, ou seja R$ 1 milhão. Quatro deputados se enquadram nessa situação: Alan Rick (AC), Marcos Rogério (RO), Norma Ayub (ES) e Onyx Lorenzoni (RS). Quem votou a favor receberá o valor máximo, de R$ 1,5 milhão. Os novos deputados que se filiarem à legenda também contarão com esse valor maior. O DEM tem tido um aumento robusto em sua bancada, que deve praticamente dobrar de tamanho. A sigla iniciou a legislatura, em 2015, com 21 deputados e já chega a 38. Há ainda outros quatro deputados negociando para se filiar.

Com a proibição do financiamento empresarial, as campanhas em 2018 serão majoritariamente pagas com dinheiro público, e os partidos terão que se virar com os recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral, que juntos somam R$ 2,6 bilhões. As regras de distribuição são feitas internamente. Além dos recursos públicos, as campanhas também podem ser pagas com doações de pessoas físicas, o que, em tempos de impopularidade da classe política como um todo, não deve fazer muito sucesso.

Sem candidaturas presidenciais e com poucas pretensões de fazer governadores, PP e PR concentrarão os recursos a que tiverem acesso nas campanhas para deputado federal. Foram esses dois partidos que mais se articularam pela aprovação da reforma eleitoral que definiu o novo fundo e que agora devem alcançar ou chegar mais perto ao teto de financiamento para campanhas de deputados, de R$ 2,5 milhões.

No PR, segundo relatos, aos deputados com maior visibilidade foi prometido o valor máximo previsto na nova legislação eleitoral. Já o PP vem falando nos bastidores em algo em torno de R$ 2 milhões. Pré-candidato ao governo de Santa Catarina, o deputado Espiridião Amin (PP) diz que seu partido quer se tornar uma das duas maiores bancadas da Câmara. Atualmente, a legenda é a quarta, com 45 deputados.

Com a reforma eleitoral aprovada no ano passado, o tamanho das bancadas federais passou a ser crucial, pois o valor dos fundos públicos de financiamento, bem como o tempo de TV de cada legenda, é proporcional ao número de deputados na Câmara.

— A lógica das campanhas se inverteu. Antes, girava em torno das candidaturas presidenciais. Agora, com o fundo eleitoral, eleger o maior número de deputados virou o novo ouro em pó — pontua um dirigente partidário.

O PSDB não vai conseguir repassar valores muito competitivos aos seus candidatos a deputado. A sigla tem que dividir o bolo com a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin. Com isso, deputados tucanos têm dito que contarão com R$ 1,3 milhão para tentarem se reeleger. Dono da terceira maior bancada da Câmara, com 46 deputados, o PSDB deve perder quadros. Há pelo menos seis deputados se articulando para deixar a sigla.

Para o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), a nova regra de financiamento eleitoral favorece os partidos que não têm candidaturas majoritárias.

— Os que não têm eleição majoritária em canto nenhum conseguem despejar tudo nas campanhas para deputados. Aí vira uma corrida maluca em busca do dinheiro — diz Coelho, que está desgastado no PSDB e cogita ir para o PPS, mesmo sabendo que pode ter menos dinheiro para sua campanha na nova legenda.

Alguns partidos ainda não definiram quanto destinarão às campanhas, e aguardam o fim da janela partidária para saber o tamanho final da bancada. No PT, por exemplo, o debate é complexo. Há quem defenda que os atuais deputados contem com uma fatia maior de financiamento. Há quem rejeite essa tese. E há ainda os que sugerem que seja feita uma lista dos que têm mais chance de se eleger para que recebam mais dinheiro. Os petistas têm a maior bancada federal atualmente, com 58 cadeiras na Câmara.

SEM INFIDELIDADE PARTIDÁRIA

O PSD também aguarda o fim da janela. E o Podemos, antigo PTN, com 15 deputados, espera crescer de tamanho. Para isso, oferece R$ 1,4 milhão para os atuais deputados se reelegerem e R$ 1 milhão para quem se filiar à legenda.

Antes das mudanças sobre o financiamento, gastava-se algo em torno de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões por campanha a deputado federal. Além do valor, irrigado basicamente com doações de empresários, a duração da campanha era maior: 90 dias. A partir deste ano, os candidatos terão 45 dias de campanha oficial. Nesse período de troca de legendas, ninguém será punidos por infidelidade partidária. Nos seis dias desde que a janela se abriu, o sistema da Câmara já registrou dez mudanças partidárias. O número real é ainda maior, já que as mudanças são informadas primeiro à Justiça Eleitoral, e só depois à Casa.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. São uns bandidos.
    Inescrupulosos.
    É pra isso q serve o dinheiro do povo, pra esses merdas usarem em benefício próprio.
    Fora todos.
    Nada de ajuda para os partidos. São facções do crime organizado.

  2. Há uma forte tentativa de se enfraquecer e endemonizar o Serviço Público no Brasil, como se os funcionários fossem os responsáveis pelo desmantelo que vemos. Mas com matérias esclarecedoras como a que lemos acima vemos onde é que está o verdadeiro RALO de esgoto para onde vão os tributos pagos pelos contribuintes.
    Os políticos brasileiros são bandidos insaciáveis…………………………………………….

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Polícia

Batalhão da PM denunciado por vereadora executada é o que mais mata no Rio

“PMs são presos após morte de cinco jovens no subúrbio do Rio”. “Policial confunde macaco hidráulico com arma e mata dois jovens”. “PMs atiram contra carro e matam estudante”. “Justiça torna réus dois PMs pela morte da menina Maria Eduarda”.

Todos esses casos estão na conta do 41º Batalhão da Polícia Militar, o qual a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) , assassinada a tiros na noite de quarta (14) no centro do Rio, vinha fazendo críticas públicas na última semana.

Em nenhuma outra região do Rio a polícia mata e atira mais. Cálculo feito pela Folha com base em informações do Instituto de Segurança Pública do Estado mostra que a unidade está no topo do ranking de homicídios em supostos confrontos com a polícia.

Foram 567 desde 2011, por exemplo, quando os números referentes ao batalhão começaram a ser compilados.

Criado em 2010 pelo então secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o batalhão é responsável pelos bairros de Irajá, Pavuna, Vicente de Carvalho e Costa Barros, onde estão os complexos de favelas da Pedreira e do Chapadão, dois dos mais violentos da cidade, cada um controlado por uma facção e a 30 km do centro do Rio.

Em janeiro deste ano, 41% das mortes violentas naquela região foram de autoria dos policiais do 41º BPM.

Policiais do Rio estão matando mais. Após uma queda de 2007 a 2013, o número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial está de volta a patamares anteriores à gestão de Beltrame (2007-2016). No ano passado, 1.124 pessoas foram mortas pela polícia no estado.

HISTÓRICO

Desde que foi fundado, esse batalhão responde sozinho entre os 41 batalhões existentes por 12% de todas as mortes em decorrência de oposição a intervenção policial. Entidades de direitos humanos denunciam há anos o comportamento dos policiais desse batalhão. A vereadora Marielle somava-se a esse coro, mas não se dedicava exclusivamente a isso.

No local do crime, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), aliado de Marielle, disse que não acredita que as denúncias feitas por ela tenham relação com sua morte. “Muitos fizeram denúncias, inclusive ela, que é o que cabia a ela como figura pública, mas foram denúncias genéricas, e não contra um grupo específico”, afirmou Freixo, cujo sucesso como deputado estadual na CPI das Milícias inspirou o personagem do filme “Tropa de Elite 2”.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Caraca meu, tenho solução tira os policiais desse batalhão das ruas e coloca os comunas do PSOL para cuidar da segurança publica.

  2. Já já quem diga que foi a polícia quem matou a vereadora e o motorista, já já quem diga que, ela foi morta por ser negra, mulher etc. Aí eu pergunto; e o motorista foi morto por qual motivo? Estão se aproveitando o assassinato da vereadora e do motorista, para levantar bandeiras do feminismo, racismo etc. Esse povo da esquerda, tiram proveito das desgraças deles para fazer campanha política em cima disto, quanta covardia, se aproveitam da situação em que muita gente está solidária a vereadora para convencer as pessoas a votarem neles, isto se chama jogo sujo.

    1. Você está certo ela explorava os brancos pois o motorista Branco estava trabalhando sem carteira assinada
      E agora quem é que explora o humilde trabalhador

  3. Quem mais mata no Rio são os bandidos, disparados em primeiro lugar. Esse Batalhão pode chegar no máximo em segundo lugar e bem lá atrás, "comendo poeira".

  4. Engraçado esperar que um batalhão encravado e responsável por uma zona de guerra, onde bandido aflora feito formiga, distribua flores e chocolates em suas operações.
    Queria muito que jornalistas, que são pessoas que entendem de tudo um muito, fossem passar um dia dentro de uma viatura da PM no mesmo local.
    DUVIDO que eles não tivessem as mesmas conclusões que qualquer PM tem.
    Deixem de defender bandido ou então lambam suas feridas calados!

  5. Pelos áudios colocados hoje na mídia, a vereadora foi executada pela facção COMANDO VERMELHO. Segundo algúns integrantes, a parlamentar tinha sido eleita com o total apoio do C.V, mas os teria traido e estaria trabalhando pra facção rival.

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Judiciário

Toffoli diz que clamor não deve orientar decisão de juiz e defende políticos

O ministro Dias Toffoli, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) fez um discurso em que se mostrou contra a “demonização” do meio político e afirmou que o juiz não deve se influenciar pela opinião pública na hora de julgar.

“O clamor público definitivamente não deve ser o azimute (direção no horizonte) a orientar um decisão judicial”, disse Dias Toffoli, em discurso, na noite desta quinta-feira, 15, na abertura do II Encontro do Fórum Nacional dos Juízes Criminais (FONAJUC), realizado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em Brasília.

Segundo o ministro, que assumirá a presidência do STF em setembro, o objetivo final do processo penal “é a verificação dos fatos e a responsabilidade, para assegurar o exercício da jurisdição penal, o que em si é uma finalidade absolutamente neutra”.

Para Toffoli, se os mecanismos processuais não funcionam ou demandam um tempo longo, há uma falha na aplicação na lei penal. “O juiz deve zelar pela eficiência do processo a fim de que se dê efetividade à lei penal sem ofender aos direitos (dos investigados)”, disse o ministro, que no Supremo tem criticado o vazamento de informações sigilosas de investigações.

“Respeito”. Dias Toffoli apontou a importância dos políticos na aprovação de leis que vêm sendo utilizadas no combate à corrupção. “Se temos hoje instrumentos que estão dando efetividade à defesa social, especialmente, no que diz respeito ao combate à corrupção, é porque o Congresso aprovou e presidentes da República sancionaram”, disse.

“Essas normas surgiram do mundo político, do debate democrático. E é esse fórum que merece de nós todo respeito, e não uma demonização”, completou Toffoli, ex-advogado-geral da União durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro não especificou a quais leis se referia, mas pode-se dar como exemplo de leis recentes neste sentido a que define organização criminosa e regulamenta as delações premiadas, datada de 2013.

O próximo presidente do Supremo Tribunal Federal, que substituirá a ministra Cármen Lúcia em setembro, acrescentou que “os poderes são harmônicos e assim deve permanecer, com todo respeito, embora possa haver neles indivíduos que individualmente devam ser responsabilizados por eventuais práticas que cometeram”.

“É certo que o juiz tem diante de si a lei, mas a dificuldade não termina aí. Aí que ela começa. Primeiro porque a lei procura ser igual para todos, mas as condições exigem tratamento individualizado, e este só o juiz pode dar”, disse.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Toffoli, Gilmar e Lewandowski e o mais puro exemplo de como um juiz pode prejudicar toda uma população. Todos com uma extensa ficha corrida na defesa de bandidos, corruptos e ladrões, sempre se aproveitando das " brechas da lei".

  2. Esse PETRALHA nunca foi juiz, passou a vida toda sendo advogado do PT, foi direto para ser ministro do STF indicado pelo ladrão maior LULA, voces vão ver a partir de setembro a grande safadeza que vai vira o STF

  3. Isso já é um prenúncio de como vai ser o mandato de Dias Toffoli no STF, agora só falta Gilmar Mendes ser o Vice, aí teremos a mesma chapa que tivemos na eleição de 2014.

  4. Ex advogado do PT e assume que defende o PT e seus membros acima a função que deveria desempenhar. É o STF das exceções e de julgamento personificado, tudo que não deve acontecer na justiça.

  5. Quem não atende ao clamor da população não deveria receber o salário desses q estão clamando, deveria ser extirpado do serviço público. Lá é pra servir a sociedade.

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Judiciário

Greve rendeu aos juízes o Troféu Mundo da Lua

A paralisação dos magistrados federais provovou tédio e espanto. Foi tediosa porque os grevistas construíram toda uma linha de zigue-zagues, bem protegida por reticências, para dizer que “não é apenas pelo auxílio-moradia” de R$ 4.377. Espantou porque, com o país à beira do abismo, os juízes decidiram pisar no sabonete.

Por uma trapaça da fortuna, os doutores escorregaram justamente no dia em que o Brasil se revoltou com o penúltimo atentado contra o Estado de Direito cometido no Rio de Janeiro. Na noite da véspera, a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes haviam sido fuzilados. Um desafio às autoridades que conduzem a intervenção federal no Rio.

Há no Brasil 1.796 magistrados federais. Estima-se que algo como 800 cruzaram os braços. Os juízes da Lava Jato se abstiveram de participar. Na Justiça do Trabalho, 44% das Varas em todo o país interromperam suas atividades. Os grevistas fizeram de tudo para prevalecer como o centro das atenções por um dia. Mas tudo não quis nada com eles.

Marcado para 22 de março, o julgamento da legalidade do auxílio-moradia continua na pauta do Supremo Tribunal Federal. Se a Corte tiver juízo, limitará o benefício aos juízes que forem transferido de comarca, vetando-o para os que tiverem casa própria. A falta de caixa impede a concessão de reajustes salariais.

Quer dizer: não é nada, não é nada, a greve dos juízes não resultou em nada mesmo. Ou, por outra, os doutores fizeram jus, no final do dia, ao Troféu Mundo da Lua. Não fosse pelo trabalho das Varas que se ocupam da Lava Jato no Paraná, no Rio e em Brasília, talvez não recebessem nem “bom dia”.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Os juízes insistem em colocar uma máscara pra não enxergar a realidade nacional onde a maioria da população sobrevive com míseros 950 reais.

  2. Essa greve serviu pra demonstrar a importância do Juiz pra sociedade.

    Se a polícia fizer greve, a vida vira um caos. Se os bancários fizerem greve, a vida vira um caos. Se os médicos do SUS fizerem greve, a vida vira um caos. Se o correios fizer greve, a vida vira uma caos. Até os seguranças dos bancos, se eles fizerem greve, a nossa rotina fica conturbada.

    Agora os Juízesfizeram greve. O que mudou na vida da população? Absolutamente nada.

  3. Oq é um dia de atraso em processos q demoram mais de 5 anos para serem solucionados pelo judiciário?

  4. Tremenda falta de sensibilidade dos que aderiram à esse movimento. Serve de algum alento saber que os desembargadores do TRF-4 (o do Lula) e o juiz Moro não aderiram.

    1. Não aderiram, mas recebem auxilio moradia também.
      São todos juízes que vêem o cisco nos olhos dos outros mas não enxergam o tronco no deles. Ou seja, juízes injustos e tendenciosos. Sem nenhuma credibilidade para julgar os outros.

  5. Triste de um País onde "Juizes" que são "senhores ou Doutores da Lei" fazem esse tipo de movimento. Ridículos, fora da realidade, uma excrecência ou aberração diante do que vive o Brasil!!!!

  6. Meu sogro levou 10 anos pra ter a causa dele julgada ou seja, podem parar 10 anos que não mudará a vida de ninguém e eles continuarão indo a MIAMI comprar seus Ternos!!

  7. Sr. Juízes lembre se nossos assalariados do Brasil que vivem com apenas 954 reais.isto é uma vergonha

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Polícia

Bandidos colocam sangue no chope que comemoraria o 1º mês de intervenção no RJ

Estava tudo programado. Michel Temer voaria para o Rio de Janeiro para celebrar no domingo o aniversário de um mês da intervenção federal, completado nesta sexta-feira (16). Ao assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, a bandidagem derramou sangue no chope do governo. O presidente já não sabe se viajará ao Rio. Se viajar, substituirá a pompa de um balanço festivo por uma reunião de trabalho circunspecta, seguida de apresentação dos “resultados” e da reafirmação do compromisso de elucidar o duplo assassinato, punindo os responsáveis

A euforia do governo com a intervenção foi abatida a tiros. Morreu junto com a vereadora que, na véspera do seu fuzilamento, indagara no Twitter: “Quantos ainda vão ter que morrer?” Muitos morreram, mesmo depois que o general-interventor Braga Netto passou a governar a insegurança fluminense no lugar de Luiz Fernando Pezão. Mas todo o staff da gestão Temer está convencido de que o cadáver de Marielle desceu à crônica da intervenção como um desses símbolos que fazem a opinião pública despertar do sonambulismo.

Um dos operadores políticos de Temer definiu a mudança de cenário assim: “Iniciamos a semana programando o aniversário da intervenção. E chegamos ao dia da festa tendo que nos livrar do ‘Efeito Amarildo’.” Referia-se ao pedreiro Amarildo de Souza, um pai de seis filhos que, no dia 14 de julho de 2013, foi levado para a Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha e desapareceu. Deu origem a um coro em forma de interrogação que compôs a trilha sonora da ruína do governo de Sérgio Cabral: “Cadê o Amarildo?”

O receio do governo é o de que Temer passe a ser perseguido por uma pergunta análoga: “Cadê os assassinos de Marielle?” No Planalto, imagina-se que o pior seria evitado se a resposta fosse fornecida pelos investigadores nas próximas 48 horas. Isso permitiria ao presidente, a quem o interventor Braga Netto está vinculado por força de decreto, exibir a elucidação do crime como uma evidência da serventia de sua intervenção.

Na dúvida, autoridades do governo começam a temperar o discurso. ”Imbecil é quem imaginou que em 30 dias nós teríamos solucionado a questão da violência no Rio de Janeiro”, disse, por exemplo, o ministro Carlos Marun, coordenador político do Planalto. “Essa nunca foi a nossa pretensão. Nós temos um trabalho de longo curso, ele será realizado. Se esse assassinato tinha o objetivo de nos assustar, de nos retirar do nosso rumo, esses bandidos se engaram.”

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Na vida a gente colhe o que planta. As investigações estão caminhando e tenho certeza que sua conclusão não vai agradar à turma da esquerda. Aproveitem para "sambar" em cima do caixão da vereadora do PSOL enquanto esse crime não é desvendado. São vocês que precisam de tratamento na medida em que se utilizam da dor, da miséria, da ignorância e do sofrimento do nosso povo, bem como de tragédias, em prol de seus propósitos obscuros.

  2. É nojento assistir à "espetacularização" dessa tragédia. Mas essa turma de esquerda não liga prá isso. O que lhes interessa é apenas a defesa de seus interesses, custe o que custar. O condenado de 9 dedos utilizou a morte da esposa e até tentou repassar a ela a culpa pelo caso do triplex. E assim vai caminhando a esquerda purulenta brasileira.

  3. A quem interessa o fim da intervenção de um Estado dominado pelo trafico? A quem interessa o fim de uma policia que bate de frente com o trafico? A quem interessa a discriminacao das drogas? Quem financia politicos da bancada da droga e uma campanha publicitaria em favor das drogas? Porque nao falam do pobres que vivem sob o controle do Estado paralelo e tem suas casas violadas pelos donos dos morros pra esconder drogas e armas? ou tem seus filhos cooptados para serem "soldados do narcotrafico"? Porque nao falam das vitimas dessa violencia financiada pelo trafico e suas mazelas? todo dia ha vitimas de assaltos, sequestros, latrocinios..

    1. Gente vai fazer um mes e vcs vivem neste caos desde o 1o. governo Brizola…A Intervencao e feita por gente e nao por robos computadorizados e programados!!!

  4. Menos uma defensora de bandidos, do tráfico e seus crimes decorrentes, infelizmente MORREU UMA MÉDICA , isso sim e lamentável .

  5. A intervenção militar é extremamente necessária, não só no Rio de Janeiro mas em quase todos os Estados do Brasil, como aqui no RN por exemplo. O que bagunça a situação é o uso político/eleitoreiro disso tudo, feito por políticos crápulas sem o mínimo escrúpulo.

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Política

O cunhado: o discreto operador que pode atrapalhar os planos de Alckmin

Há pouco mais de 20 anos, Fernando Henrique Cardoso esteve em Sumaré, no interior de São Paulo, para inaugurar a primeira fábrica de veículos da Honda no Brasil. Era outubro de 1997. O tucano presidia o país, conseguira aprovar recentemente a emenda que permitia sua reeleição e intensificava a agenda eleitoral. FHC dividiu as fotos e os discursos com o correligionário Mario Covas, governador de São Paulo. Tratava-se de um evento típico de pré-campanha. A presença da dupla conferia prestígio à montadora, mas também a ambos, que tirariam dividendos eleitorais de um ato que anunciaria grande geração de empregos.

Havia uma presença discreta no evento: o empresário paulistano Adhemar César Ribeiro, naquele momento com 56 anos, irmão da mulher de Geraldo Alckmin. O tucano casou-se em 1979 com Maria Lúcia Guimarães Ribeiro, conhecida por dona Lu. Em 1997, ele já era vice-governador de São Paulo, dando início a uma trajetória política que só viria aumentar sua projeção nacional.

Dentro do partido e entre parte do empresariado nacional, Adhemar Ribeiro era mais conhecido como arrecadador informal de campanha de FHC. Ele não estava como espectador na inauguração em Sumaré. Estava a trabalho. Pouco antes, ele pedira à Honda dinheiro para a campanha de Fernando Henrique. Em contrapartida, a empresa pedira que FHC participasse da inauguração da fábrica. Ao lado de Ribeiro estava seu futuro sócio e amigo, Henrique Saraiva.

Era claramente uma relação de troca — um quid pro quo questionável moral e legalmente. “Adhemar era uma figuraça”, disse Saraiva por telefone a ÉPOCA, com a ternura das velhas amizades. Ele acompanhou o episódio Honda de perto. Apesar de confirmar os fatos, tentou minimizar a gravidade da situação. “Na época, ele (Ribeiro) deixou claro que aquilo não era negociação ou troca. Você quer isso, eu quero aquilo. Se você quer fazer, faz. Mas não era uma coisa vinculada com a outra”, disse Saraiva.

Ao fim da cerimônia de inauguração, um diretor da Honda, acompanhado por assistentes, abordou Saraiva e Ribeiro. Queria agradecer o encontro. Um assistente entregou um envelope parrudo a Saraiva. “Abri, vi que tinha R$ 50 mil lá dentro. Agradeci muito, ficamos com aquele dinheiro para a campanha. Peguei o envelope e entreguei para o Adhemar. Não sei como ele descascou esse abacaxi”, disse Saraiva, para quem a doação foi feita “na maior pureza”. “Era um pessoal muito simpático”, lembrou, sobre a equipe da Honda. Não há registro na Justiça Eleitoral sobre os R$ 50 mil da Honda à segunda campanha presidencial de fhc. Pela atualização monetária, os R$ 50 mil de 1997 equivalem a R$ 232 mil de hoje.

Transações em dinheiro vivo, por definição, são difíceis de rastrear. Torna-se quase impossível saber a verdadeira origem dos recursos, assim como descobrir o beneficiário final, aquele que gastou o butim. Por isso envelopes parrudos são comuns em campanhas eleitorais. Protegem quem dá e protegem quem recebe, escondendo a relação de troca entre políticos e empresários. Mascaram também a origem do dinheiro; não se sabe se ele é legal ou ilegal. São operações que permanecem nas sombras. O termo “caixa dois” não expressa a verdadeira natureza criminosa dos financiamentos clandestinos de campanhas eleitorais. Muito menos o eufemismo “recursos não contabilizados”.

Nos 20 anos que se seguiram à segunda campanha presidencial de FHC, Ribeiro ficou na dele. A ascensão política de Alckmin — de vice a governador, de governador a candidato a presidente, de governador novamente a novamente pré-candidato a presidente — não alterou sua discrição. Nem, aparentemente, sua relação com envelopes pardos destinados ao PSDB. Há um ano, quando o nome de Ribeiro apareceu na delação da Odebrecht como o homem que intermediava dinheiro vivo entre a empreiteira e a campanha de Alckmin ao governo de São Paulo em 2010, poucos o conheciam. Poucos ainda o conhecem — e sabem o risco que ele representa às pretensões presidenciais de Alckmin. Há um inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador de São Paulo e seu cunhado. Tramita em sigilo.

Nas últimas seis semanas, ÉPOCA investigou as incursões de Ribeiro no submundo da arrecadação de campanhas. Levantou, por meio de documentos e testemunhas, seu patrimônio, processos antigos, os negócios de suas empresas e episódios controversos de sua vida. Ao todo, 78 pessoas foram entrevistadas. As evidências obtidas pela reportagem corroboram a suspeita de que Ribeiro atuou como arrecadador informal de campanhas do PSDB. Revelam que, apesar de ter feito fortuna como banqueiro e empresário, ele mantém, por meio de sua família, negócios sob influência direta da gestão Alckmin no estado de São Paulo, como a concessão para a exploração de cinco aeroportos regionais — contratos assinados mediante uma licitação com indícios consistentes de favorecimento ilegal ao filho do cunhado. Ou seja, ao sobrinho do governador. A investigação aponta também que, mesmo contando com um patrimônio que inclui salas comerciais, uma mansão situada em área de 2.300 metros quadrados no Morumbi, uma fazenda centenária com centenas de cabeças de gado em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, um casa em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e um barco avaliado em US$ 400 mil, Ribeiro deve à cidade de São Paulo R$ 1,15 milhão em IPTUs atrasados.

Opinião dos leitores

    1. Deixa de ser tapado!!! Desde quando Alckmin e FHC são do PT ?

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Polícia

PF diz que aparelho apreendido em apartamento de Aécio é bloqueador de telefone ilegal

Relatório da Políca Federal (PF) entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que aparelho apreendido em apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro é um bloqueador de sinal telefônico proibido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O objeto foi recolhido em decorrência da Operação Patmos, fruto da delação de executivos da JBS. O advogado do senador disse que o aparelho nunca foi utilizado.

“A luz indicativa de energização na porção superior do aparelho ligou, indicando funcionamento. A eletrônica presente e os elementos de antena sugerem o uso do aparelho para a geração de ruído de radiofrequência para causar interferência nos sinais de redes de comunicação móvel celular, objetivando a indisponibilidade de serviço (bloqueador de celular). O perito ligou o aparelho e com auxílio de analisador de espectro constatou a produção de sinal de radiofrequência (RF) nas faixas utilizadas pelos serviços de móvel pessoal (SMP) correspondendo aos serviços ‘2G’ e ‘3G'”, escreveu o perito Daniel França de Oliveira Melo, da PF.

Depois ele acrescentou: “O ruído produzido causa interferência nos serviços de telefonia móvel celular 2G e 3G e, dependendo da intensidade do sinal em relação à Estação Rádio Base (ERB), pode causar a interrupção do serviço. Assim, o uso de equipamento dessa natureza é vedado pela Anatel.” Ainda segundo o perito, o aparelho mede 5 cm por 2 cm por 10 cm e tem “três elementos similares a antenas”.

O relatório é de 5 dezembro de 2017 e foi anexado em 17 de janeiro de 2018 a uma das ações em curso no STF que tem Aécio como alvo. O documento foi enviado pelo delegado da PF Thiago Marcantonio Ferreira.

“De acordo com laudo pericial, ficou demonstrado que, de fato, se tratava de um equipamento destinado a gerar interferência no espectro eletromagnético nas faixas de frequência utilizadas pelos serviços de telefonia móvel celular padrões 2G e 3G. Lembrando que, segundo laudo pericial, o uso dessa classe de aparelho é vedado pela Anatel”, escreveu o agente da PF Alan Jonathan Pereira, que subscreveu o relatório.

Em nota, o advogado de Aécio, Alberto Toron, disse que o aparelho foi um presente, mas disse que ele nunca foi utilizado. Toron afirmou que o “senador desconhecia tratar-se de equipamento de uso limitado”, e ressaltou que o aparelho não teria utilidade em uma residência particular.

Confira o posicionamento na íntegra:

“O senador Aécio Neves desconhece se o aparelho estava ou não apto para uso, uma vez que ele nunca o utilizou, assim como não utilizou nenhum outro equipamento semelhante. O aparelho foi um presente e encontrava-se guardado com outros presentes recebidos.

O senador desconhecia tratar-se de equipamento de uso limitado. Reportagens mostram o uso corriqueiro desses equipamentos em igrejas e salas de aula, o que demonstra que o mesmo não teria qualquer utilidade em uma residência particular.”

O Globo

Opinião dos leitores

    1. Seu linguajar chulo e desrespeitoso revela sua falta de caráter e, via de regra, daqueles que comungam com suas ideias (ou ausência delas). Prá seu governo, eu já votei no Lula e em outros canalhas esquerdistas e me arrependo bastante disso pois vejo hoje o tamanho do mal que ajudei a causar ao meu país (o seu deve ser Cuba, Venezuela ou outra porcaria do tipo). E sei que há muitos brasileiros na minha mesma situação (senão esse bandido não teria sido eleito nem teria nos empurrado alguns de seus "postes"). Não é o seu caso, com certeza. É por causa de gente como vc que estamos nessa difícil situação. A culpa de todos os nossos problemas é da má índole de boa parte do nosso povo, infelizmente.

    2. A propósito, nós, os "coxinhas", não temos bandido predileto. Comprovada a culpa, torcemos por punições, tudo conforme a lei. Tenha decência (sei que é muito difícil) e faça o mesmo com seus "heróis" criminosos.

    3. O nobre colega Ceará-Mundão parece se valer da sua aparente inteligência para se esquivar de responder a real manifestação dos amigos Mortadela e Olho Vivo. Ora, em nenhum momento o PT foi citado, mas suas respostas sempre se valem desse subterfúgio. Chuta cachorro morto pra tentar dar respaldo a uma resposta inócua. Amigo, o que eles tentaram expor é a sua aparente indignação seletiva. Se faz sempre presente em assuntos que possuem algum vínculo com setores de esquerda e se esquiva totalmente diante de outros. Afirma não possuir heróis criminosos, mas não arrisca gastar um pouco da sua prolixidade para tecer críticas a um ser sabidamente corrupto como o Aécio. Parece que teremos que aguardar a filiação do Aécio ao PT para que isso te cause algum tipo de comoção, não?

  1. Ué mas esse não era o salvador da patria que se dependesse de 49% da população estaria na cadeira???

  2. Ladrão, todos já sabem, tanto q acabou com PSDB, enquanto lula, todos sabem e é defendido pelos comparsas.

    1. Vou tentar lhe ensinar um pouco de lógica, "cumpanhero". Se alguém votou num candidato que perdeu uma eleição, esse alguém não pode mesmo ser responsabilizado pelos atos de quem ganhou o pleito. Trocando em miúdos para facilitar (esquerdista não costuma ter bom raciocínio), como um eleitor do Aécio (que perdeu a eleição e portanto não governou) pode ser culpado pelos desmandos cometidos pela Dilma e pelo seu PT?

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