Rodrigo Maia confidenciou a aliados que os deputados serão obrigados a se expor à opinião pública: eles terão de anunciar no microfone se aceitam ou não a denúncia contra Michel Temer.
Para Maia, a Câmara deveria, inclusive, cancelar o recesso para analisar a denúncia contra o presidente. Contudo, essa é uma decisão do plenário e o descanso, por enquanto, está mantido.
O ministro Gilmar Mendes determinou que todos os documentos apreendidos em Ribeirão Preto (SP) durante a Operação Sevandija que citem o nome do deputado federal Baleia Rossi, líder do PMDB na Câmara, sejam encaminhados o Supremo Tribunal Federal (STF).
Deflagrada em setembro de 2016, a Sevandija revelou fraudes em licitações de R$ 203 milhões na Prefeitura, além de desvio de dinheiro público no repasse indevido de honorários advocatícios e um esquema de corrupção na ocupação de cargos terceirizados no governo.
A ex-prefeita Dárcy Vera e o ex-presidente da Câmara Municipal Walter Gomes (PTB) foram presos, acusados de participação nesses crimes. Além deles, outros seis continuam presos e mais 23 também se tornaram réus no processo.
Um laudo do Hospital estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde está internado o bebê baleado dentro da barriga da mãe na última sexta-feira, na Favela do Lixão, revela que o recém-nascido está sedado e respira por aparelhos. Segundo o documento, obtido pelo EXTRA, o bebê está em estado “grave estável, em ventilação mecânica, sedado, com dreno de tórax bilateral”. O laudo também aponta uma lesão na vértebra do bebê, na altura do tórax. Segundo José Carlos Oliveira, secretario de saúde de Duque de Caxias, essa lesão deixou o recém nascido paraplégico.
O bebê estava no nono mês de gestação quando foi baleado na orelha e no ombro. O tiro entrou na coxa esquerda de sua mãe, Claudineia dos Santos Melo. Ela permanece internada no Hospital municipal Dr. Moacir Rodrigues do Carmo, também em Caxias. A última avaliação realizada na paciente, no início da noite deste sábado, mostra que seu estado é “estável hemodinamicamente”, ou seja, com frequência cardíaca e pressão arterial estáveis.
Na ocasião, a mulher havia acabado de sair de um mercado quando começou um confronto entre traficantes da Favela do Lixão, onde mora, e policiais militares do 15º BPM (Caxias). Os PMs afirmaram , em depoimento na 59ª DP (Caxias), que foram atacados e não reagiram.
Claudineia foi levada por moradores da favela para o hospital. Klebson Cosme da Silva, de 27 anos, pai do bebê, afirmou estar mais preocupado com a saúde do filho e da esposa do que com os culpados pelo acontecido. O casal mora há um ano e meio na Favela do Lixão. O nome que os dois escolheram dar ao filho é Arthur.
— Morando em comunidade, a gente sabe como é. Mas prefiro não falar muito sobre isso. Não quero saber quem atirou, só quero que a minha mulher e o meu filho fiquem bem. É uma preocupação dupla, mas tenho fé que eles vão ficar bem — torce o conferente de um frigorífico, que garantiu nunca ter sido vítíma de violência até então.
A mãe tem quadro estável, segundo informações do Hospital Municipal Dr. Moacir Rodrigues do Carmo, em Caxias, onde está internada. Natural de João Pessoa, na Paraíba, Claudineia está lúcida, mas muito abatida. Ela recebeu visitas na tarde deste sábado e pediu informações sobre o estado de saúde do filho.
— Ela quer que a gente a mantenha informada — contou Guiomar Gomes, amiga de Claudineia.
Três presos fugiram do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, na noite deste sábado (1º). Os detentos estavam internados na enfermaria da unidade e conseguiram escapar utilizando um “teresa”, nome dado a uma corda feita com lençóis amarrados.
A assessoria do Hospital Walfredo Gurgel confirmou a fuga e informou que os presos estavam na enfermaria no quarto andar do prédio. Eles amarraram os lençóis e conseguiram descer por uma das janelas.
A Polícia Militar relatou que os foragidos foram identificados como Ronierison Felipe Ribeiro, que está com um braço quebrado, Romário Nascimento da Silva, que tem uma lesão na barriga, e Jean Alves de Lima, que está usando uma sonda.
Para conseguir escapar, os presos também teriam contado com ajuda de outras pessoas que estavam do lado de fora do hospital aguardando em um veículo, segundo informou a PM.
Alheio às delações da Odebrecht e da OAS, José Serra insiste que será candidato a presidente. A um amigo, garantiu que até muda de partido se não for pelo PSDB.
A PGR investiga se Michel Temer é o Tremito, apelido associado a uma propina de R$ 19 milhões da Odebrecht.
O apelido não foi esclarecido nas delações, embora a empresa tenha entregado um extrato de R$ 40 milhões de propina paga para diferentes peemedebistas devido a um contrato de prestação de serviços para a área internacional da Petrobras em nove países. Delatores da Odebrecht deverão ser reinquiridos para que se esclareça quem é o Tremito.
Apdmas 44 deputados, sobretudo do PMDB e do PP, se manifestaram contra a autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, que poderia levá-lo ao afastamento imediato do cargo. Quando o ministro Edson Fachin enviou a denúncia para a Câmara, na última quarta-feira, O GLOBO começou a procurar os 513 deputados federais, diretamente ou através de seus gabinetes, para saber como cada um pretende votar. O resultado mostra a dificuldade do presidente em conseguir hoje quem o defenda explicitamente.
Os que defendem que seja concedida a autorização somam 121, liderados por PT, PDT, PCdoB e PSB, este último integrante da base aliada do governo até o mês passado e que ainda tem um ministro. O levantamento também captou defecções em vários partidos da base, como PSDB, PR, PSD, DEM e PP. A maioria dos deputados, no entanto, não quis responder como irá votar (197) ou se disse indecisa (74). Apesar de o apoio público a Temer não chegar a 10% da Câmara, a tarefa de seus adversários para aprovar a autorização para que o STF avalie a denúncia é muito mais complexa que a do governo para se manter no Palácio do Planalto.
E isso é apenas pra essa quadrilha da Câmara aceitar a denúncia.
Avalie pra julgarem. E a partir de agora, a nova PGR que substituirá Janot a partir de 01/09/2017 irá engavetar na origem qualquer coisa contra o PMDB.
Lembrando: Ainda faltam nessa enquete 392 bandidos dizerem o que vão votar ou sairem de cima do muro.
Como esses outros manos já estão "declarando" nas entrelinhas que também estão envolvidos nas maracutaias ate o gogó, já sabemos o que vão decidir.
Assaltantes se passando por clientes invadiram um motel, na noite deste sábado (1º), e fizeram um arrastão. A ocorrência aconteceu no bairro de Candelária, na Zona Sul de Natal, por volta das 23h.
A Polícia Militar informou que os bandidos pegaram um táxi na Zona Norte da capital e renderam o taxista, colocando-o no porta-malas do veículo. Em seguida, foram ao motel e entraram normalmente como se fossem clientes.
Depois que estavam em um quarto, os assaltantes tiveram acesso à área interna do motel e então passaram a entrar em outros quartos, onde estavam clientes do estabelecimento. Eles roubaram dinheiro e objetos pessoais das vítimas.
Acesse o post completo clicando aqui: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/bandidos-se-passam-por-clientes-e-fazem-arrastao-em-motel-de-natal.ghtml
A reforma trabalhista, que será votada na próxima semana no Senado, com forte chance de aprovação, produziu um efeito inesperado na Câmara: fez arrefecer articulações para a extinção da Justiça do Trabalho, ideia defendida publicamente pelo seu presidente, Rodrigo Maia. A convicção agora é que a modernização da legislação trabalhista tornará “inócua” a Justiça do Trabalho em uma década. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Hoje, a Justiça do Trabalho brasileira custa 0,28% do PIB, o dobro do custo de toda a Justiça dos Estados Unidos e da Inglaterra (0,14%).
As sentenças rendem aos queixosos um terço do custo da Justiça do Trabalho, cujo orçamento total chega a siderais R$ 21,2 bilhões/ano.
O Brasil gasta R$ 57 mil em cada processo que tramita na Justiça do Trabalho, que tem valor médio de R$ 15 mil – um quarto do seu custo.
Em países cujo Poder Judiciário é levado a sério não há necessidade que justifique "justiças" Eleitoral, Militar, Desportiva, e tampouco do Trabalho. Também não há necessidade de Legislativo bicameral, essa excrescência parlamentar composta de Câmara e Senado federais, como ocorre no Brasil.
matéria mal feita…. JUSTIÇA NÃO É PRA DÁ LUCRO!!!!!! A Justiça do Trabalho existe pq a grande maioria dos empresários exploram os trabalhadores e não pagam os direitos destes espontaneamente… se o custo é alto , que seja revisto , mas não se faz necessário acabar ou mesmo devolver mais do que custa, pois não é nenhuma Mcdonalds…
Por esse levantamento a JUSTIÇA TRABALHISTA, no Brasil, só serve para a própria JUSTIÇA TRABALHISTA , aquela velha história, gasta-se muito com uma máquina administrativa que, provavelmente só serve para dá emprego.
Prezados!!!
Estão misturando "as coisas". A legislação trabalhista não pode ser culpa pelo custo de juiz do trabalho. Com esse pensamento todas as demais legislações estão erradas tb. O problema é o custo do judiciário como um todo que em sua maioria recebe mais que produz.
Acho engraçado as pessoas falarem um absurdo desse, com o mero intuito de denegrir a imagem dessa Justica que é sinônimo de garantia social para os trabalhadores, parte hipossufciente de quase todas as relações contratuais, Sem deixar de nominar que a JT é Aquela que mais arrecada em impostos e contribuições para a Uniao. SÓ ME ESTRANHA ESSAS MESMAS PESSOAS NÃO TIRAREM O SEU PRECIOSO TEMPO PARA DENEGRIR A IMAGEM DA JUSTIÇA ELEITORAL E DOS TRIBUNAIS DE CONTAS, QUE NADA ACRESCENTAM PARA A MELHORIA DA JUSTIÇA DO PAIS.
Ou seja, se o estado "bancasse" as causas trabalhistas, ao invés de manter a justiça do trabalho, faria uma economia anual de R$ 15 bilhões! Considera-se pensar no caso!!!
É um absurdo, o empregador paga todos os impostos e direitos dos trabalhadores e estes quando vão a justiça os advogados ainda arrumam brecha para tirar dinheiro do já sofrido empregador.
Dizem que NÍVEL MÉDIO no TRT com todas as vantagens ganha 20 mil por mês, então se for assim só pode ser verdade. Ganha mais (muito mais) que um MÉDICO, um ENGENHEIRO ou ADVOGADO no estado.
Infelizmente e um custo muito alto e desnecessário para a nação. São inúmeras as mordomias e salários fora da realidade para os seus integrantes. Vocês entendem o porque dessas categorias serem contra as reformas trabalhistas e previdenciárias. Tudo isso seria bem mais detalhado se criássemos a CPI do Judiciário e do Ministério público. Só que os bandidos do legislativo não tem coragem para isso. Comparem os salários desses poderes com os da iniciativa privada. O Brasil e o pais mais injusto do planeta no que se refere ao abismo salarial.
Sempre achei que essa Justica do trabalho é um desperdicio de dinheiro. Um juizinho custa 50mil com auxilio moradia e fica procurando trabalho, pense num negocio sem futuro. Bom pra encher os bolsos do juizes e "procuradores de trabalho"
Somadas as dívidas previdenciárias de apenas cinco das empresas do grupo J&F, a dívida dos irmãos Joesley e Wesley Batista soma mais de R$ 5,2 bilhões. A JBS, dona da Friboi, é a maior devedora do grupo e a quinta maior da história do Brasil, com um calote de R$ 2,87 bilhões nos cofres públicos. Apenas R$ 17,4 milhões da dívida da JBS está parcelada. As empresas J&F somadas são o 3º maior devedor.
A dívida previdenciária de cinco empresas do grupo J&F (JBS, Marfrig Global Foods, Margen, Swift Armour e Nicolini) é R$ 5.286.646.260,19.
A Marfrig deve, entre PIS, Cofins, CSLL e Previdência Social mais de R$ 1,2 bilhão ao erário. Apenas R$ 149 milhões estão negociados.
O frigorífico Nicolini, o menor devedor previdenciário das empresas do J&F, deve quatro vezes mais que Itaipu, por exemplo: R$ 233 milhões.
Receita pra enriquecer ilicitamente. Abra uma empresa. Pegue muito dinheiro publico emprestado e nao pague. Explore os trabalhadores e nao pague impostos e nem direitos como INSS e FGTS. Ta rico.
Absurdo, não pagarem se fosse um de nós, já teriam confiscado algo, a prova e que neste país de merda, temos que ser corruptos e dar dinheiro a estes canalhas dos politicos, tenho nojo desta classe
O mais incrível é ver esses bandidos soltos e contando com o apoio do Ministério público Federal. Em qualquer país sério eles já estariam presos e com os bens confiscados. Um pequeno empresário é logo punido e tem seus bens levados a leilão. Aqui dão até credibilidade as delações desses vermes .
A Infraero constatou que as obras de expansão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, iniciadas em 2012 em São Paulo, custaram R$ 1,316 bilhão a mais que o preço médio do mercado, segundo análise da própria estatal. A auditoria interna investiga possíveis irregularidades em uma série de contratações feitas pelas concessionárias que administram os dois aeroportos paulistas, todas elas com o aval da própria Infraero, que detém 49% de participação.
O TCU já tinha acusado a Infraero de adotar postura omissa nas contratações de obras dos aeroportos concedidos, entre eles o de Guarulhos e Viracopos. Ao analisar alguns desses contratos, o tribunal havia alertado que grande parte dos serviços é prestada pelos próprios sócios privados da estatal nas concessionárias. Em cada uma dessas concessões, a Infraero é sócia de grandes empreiteiras, como OAS, em Guarulhos, e Constran (controlada pela UTC), em Viracopos, ambas envolvidas na Operação Lava Jato.
Basicamente, o TCU concluiu que cada uma dessas empresas atuou como prestadora de serviço em contratos de obras com suas próprias concessionárias, sem terem suas contratações analisadas de forma efetiva pela Infraero, apesar de a estatal pagar a metade da conta.
A auditoria interna feita pela Infraero, obtida pelo Estado, aponta que, no aeroporto de Guarulhos, o conjunto de obras realizadas na fase inicial da concessão, que iniciou-se em 2012 e concentrou os grandes projetos de reestruturação do terminal, custou 25% mais que o preço de mercado. Já as obras no aeroporto de Campinas, também iniciadas em 2012 e que incluíram fundações de prédios, construção de pátios e pistas, foram 45% mais caras do que deveriam, segundo a auditoria.
Somados os pagamentos realizados nos dois aeroportos com o aval da Infraero, chega-se a uma conta de R$ 4,975 bilhões, quando o orçamento concluído pela área técnica da estatal chegou a um custo de R$ 3,659 bilhões. Os valores praticados pelas concessionárias só ficaram marginalmente abaixo dos orçados pela consultoria Pini, empresa contratada pelas empresas para estimar o preço das obras antes da realização.
Em 2016, o TCU alertou a estatal que um total de R$ 4,539 bilhões em negócios diversos feitos com os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e também de Brasília indicava preços 39% acima dos valores de referência usados pelo tribunal. A partir dessas constatações, o tribunal deu prazos para que a Infraero fizesse seus próprios levantamentos para apurar irregularidades.
Outro lado. A Infraero atribui as aprovações de contratos com valores acima dos preços de mercado às decisões da “administração anterior”. O atual presidente, Antônio Claret de Oliveira, assumiu em junho do ano passado. “A Infraero destaca que colabora com todos os processos de fiscalização e que todas as obrigações financeiras cumpridas resultam de projetos e previsões contratuais firmados pela administração anterior, além de serem realizadas no estrito cumprimento da legislação em vigor”, declarou.
A estatal não respondeu por que deixou de realizar o levantamento detalhado de custos antes de as contratações serem aprovadas pelas concessionárias, tampouco informou que mudanças foram feitas para evitar que essas irregularidades ocorram novamente. Não foi esclarecido ainda se a Infraero pode rever esses contratos.
A concessionária GRU Airport, que controla o aeroporto de Guarulhos, não se manifestou sobre os questionamentos da reportagem. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), administradora do aeroporto de Viracopos, afirmou que “desconhece os dados em questão e, portanto, não pode opinar sobre o tema”. A empresa declarou que “vê com estranheza a manifestação, tendo em vista que a Infraero, na qualidade de acionista da companhia, aprovou as contas da mesma em todos os exercícios fiscais desde o início da concessão”.
Ao final de uma semana em que entrou para a história como o primeiro presidente a ser denunciado por corrupção em pleno exercício do mandato, Michel Temer veiculou na internet um vídeo sugestivo. Nele, autocongratulou-se pela melhoria dos indicadores econômicos. E insinuou que as investigações anti-corrupção constituem uma conspiração impatriótica para frear o avanço nacional.
O presidente arrematou sua mensagem assim: “…Com o aumento do investimento, com a aceleração do consumo e as ações que estão reduzindo a taxa de juros, logo, logo teremos a volta definitiva do crescimento e do emprego. O Brasil está caminhando, apesar de alguns pretenderem parar nosso país. Não conseguirão!”
Noutros tempos, o político que explicitamente roubava, mas fazia, reinvindicava para si uma certa imunidade ética. Era como se sua obra justificasse seus pecados, quando não era uma decorrência natural deles. A eterna tolerância com esse fenômeno do roubamasfazismo desaguou na Lava Jato. Súbito, o país ficou sabendo que a JBS tricotava seus interesses empresariais no escurinho do palácio residencial. Ou que a Odebrecht mantinha em seu organograma um departamento encarregado de comprar políticos com verbas roubadas do Estado.
Rodeado de auxiliares e apoiadores investigados por suspeita de corrupção, Michel Temer declara-se portador de uma biografia impecável. Sustenta que a denúncia da Procuradoria-Geral da República, por “trôpega”, não passa de uma peça de “ficção” jurídica. O presidente dispõe de uma maneira simples e eficaz de restaurar a sua honra. Basta exigir que o Supremo Tribunal Federal exerça a sua atribuição constitucional de julgar a denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot.
Entretanto, Temer prefere testar os limites da paciência do brasileiro, ressuscitando a tese segundo a qual as supostas realizações de um governante perdoam todos os seus meios. No momento, alheio à fome de limpeza que paira no ar, o sistema de conivências e cumplicidades que une os poderes Executivo e Legislativo articula o sepultamento da denúncia contra o presidente no plenário da Câmara.
Servindo-se da matéria-prima que Temer lhe forneceu ao receber o empresário Joesley Batista, o procurador-geral grudou na biografia limpinha do presidente a figura de Rodrigo Rocha Loures. Na conversa vadia que manteve com o inquilino do Jaburu, o delator pediu ao anfitrião que indicasse um interlocutor para tratar dos interesses de sua empresa no governo. E Temer indicou o homem da mala —filmado depois recebendo propina de R$ 500 mil.
Imprenssado pelas evidências, Temer alegou ter indicado Rocha Loures apenas para se livrar de Joesley, um “notório bandido”. Curiosamente, definiu o assessor da mala como um homem “de boa índole, de muito boa índole.” E entoou para a bancada apodrecida da Câmara um velho lema mosqueteiro: ‘Um por todos, todos por hummm…” Pediu aos deputados que deixem tudo pra lá em nome da cumplicidade e da preservação das reformas.
De costas para a sociedade brasileira, que lhe atribui uma taxa de aprovação de 7%, a mais baixa desde José Sarney, o presidente ignora o saco cheio nacional. E oferece cargos e verbas aos deputados em troca da suspensão tácita de todos pudores morais. Num instante em que muitos chegaram a imaginar que a Lava Jato representaria um marco civilizatório, Temer e seus aliados cutucam a plateia com o pé pra ver se ela morde.
Décadas de depravação impregnaram no sistema político brasileiro um fascínio antroplógico pela cleptocracia. É como se o modelo político baseaedo no quanto eu levo nisso? roçasse os seus limites, rompesse escandalosamente esses limites e buscasse no passado a sobrevivência ou a transformação dos seus valores mais tradicionais depois do rompimento. A essa altura dos acontecimentos, a pretendida troca dos valores éticos pelas reformas econômicas equivale à atualização do velho e bom ‘rouba, mas faz’. O Brasil merece outro destino. Não é mais tolerável condicionar reformas à sobrevivência de um governo que merece ser reformado.
Além do presidente Michel Temer e de seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, acusados de corrupção passiva, a denúncia apresentada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, menciona outros 14 políticos.
A maioria das menções ocorre em trecho sobre suposta antiga relação entre Temer e a J&F, que controla a JBS.
As menções não representam uma acusação formal contra esses 14 políticos. Os indícios devem ser investigados em outros processos.
Apenas Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara preso no Paraná, é investigado no inquérito por suspeita de ter recebido dinheiro da JBS para ficar em silêncio, em operação supostamente avalizada por Temer.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) são apontados como antigos interlocutores da JBS junto ao governo Temer, antes de Loures.
Ex-assessor e amigo de Temer, José Yunes é citado por supostamente ter intermediado repasses ilícitos, conforme interpretação de diálogo entre Loures e o executivo da J&F Ricardo Saud.
Joesley Batista, dono da JBS, afirma ainda que Temer pediu que a J&F contratasse o escritório de advocacia de Yunes para um negócio que lhe renderia R$ 50 milhões.
Outro nome mencionado é o do ex-ministro petista Guido Mantega. Conforme Saud, Mantega pediu que a JBS fizesse repasses não declarados a senadores do PMDB em 2014, em troca do apoio ao PT. “Esses pagamentos foram retirados da conta-corrente da propina para o PT decorrente dos negócios conseguidos com o BNDES por intervenção de Guido Mantega”, escreveu Janot na denúncia.
Os senadores supostamente beneficiados foram Eduardo Braga, Eunício Oliveira, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Kátia Abreu e Vital do Rêgo, hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).
Paulo Skaff, presidente da Fiesp, e Gabriel Chalita apareceram na denúncia por, supostamente, terem levado doações via caixa dois em campanhas. Segundo Joesley, a JBS deu R$ 2 milhões para Skaff e R$ 3 milhões para Chalita a pedido de Temer.
Por fim, o ex-ministro Wagner Rossi é mencionado por suspeitas de ter recebido da empresa mesada de cerca de R$ 100 mil quando deixou a pasta da Agricultura, em 2011, a pedido de Temer.
OUTRO LADO
Padilha não se manifestou. O advogado de Geddel, Gamil Föppel, disse que todos os contatos com empresários “deram-se de maneira institucional, tratando de assuntos estritamente oficiais”.
O defensor de Yunes, José Luis de Oliveira Lima, disse que ele “jamais intermediou repasses a qualquer pessoa”.
Renan disse que a delação é “totalmente mentirosa”. Vital do Rêgo repudiou as acusações. Eunício disse que em 2013 a JBS não doou para o PMDB e que as doações de 2014 foram declaradas.
A Folha não localizou Wagner Rossi, Eduardo Braga, Jader Barbalho, Kátia Abreu nem o advogado de Mantega. Skaff disse que não recebeu “nem um tostão” da JBS. Chalita afirmou que os recursos para sua campanha foram arrecadados pelo PMDB.
Em quatro anos, as conduções coercitivas cumpridas pela Polícia Federal se multiplicaram por quatro no País. Em 2013, antes do início da Lava Jato, a PF registrara o cumprimento de 564 mandados desse tipo. A partir de 2014 – começo da operação –, o total de pessoas acordadas de manhã em casa por agentes federais e levadas para depor em uma delegacia cresceu ano a ano até chegar aos 2.278 casos registrados em 2016 (aumento de 303,9%).
Os dados foram obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação e englobam todos os mandados cumpridos no País de 1.º de janeiro de 2013 a 31 de março de 2017. O método está disseminado por todas as superintendências da Polícia Federal no País. Apesar de a PF no Paraná ser a que mais usou a condução coercitiva no período, a Lava Jato responde por apenas 3,3% das vezes em que a medida foi aplicada a suspeitos e testemunhas. Foram 200 vezes até 31 de março. Desde 2013, a PF já cumpriu 6.027 mandados em 2.266 operações.
A legalidade da medida é contestada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que entrou com uma ação de descumprimento de preceito fundamental no Supremo Tribunal Federal (STF). A polêmica ultrapassou os limites das salas dos cursos de Direito quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma condução coercitiva na 24.ª
O ABC enfrentou o Guarani/SP na noite deste sábado (1), no estádio Frasqueirão, em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O ABC fez um jogo sofrível e acabou derrotado pelo placar de 1 a 0. O gol do time paulista foi marcado por Lenon.
Com o resultado, o ABC permaneceu com 12 pontos conquistados e ficou na 18ª colocação na classificação dentro da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Alvinegro está marcado para a terça-feira (4), quando enfrentará o Náutico/PE, às 21h30, novamente no Frasqueirão.
Se perder do Náutico lanterna disparado cai Eugênio eles mandam embora uns 6 e não tem dinheiro pagar e trazem mais uns 7 sem dinheiro p bancar e asim o fim será o que já sabemos
Os Galáticos tem q se acostumar que o lugar deles não é esse
Mas ainda acreditam no G4
Vamos aguardar o Maria Lamas lotado próximo jogo
O ABC é o retrato do abandono e da incompetência. Ficam lutendo para ter calendário anual e quando surgem as competições ele não se prepara e e a queda é inevitável. Judas Tadeu está ultrapassado e Geninho acomodado. À série C e o lugar merecido e adequado para times pequenos e sem perspectiva.
O britânico Anthony Pereira estuda o Brasil desde os anos 1980, trabalhando em universidades como a americana Harvard e a britânica King’s College, onde, atualmente, dirige o centro de estudos brasileiros. Para ele, a instabilidade política gera ansiedade. Mas, se resultar em reformas, a confiança voltará. Pereira esteve em São Paulo participando do projeto Um Brasil, plataforma de conteúdo patrocinada pela FecomercioSP. Confira os principais trechos da entrevista:
Como está a imagem do Brasil no exterior?
Há muita ansiedade. Eu converso com investidores, estudantes e acadêmicos. Há dúvidas sobre instabilidade e corrupção. Mas isso tem dois lados. Ao mesmo tempo em que se descobrem os casos, você tem a estrutura da Lava Jato que está condenando as pessoas. Quando comecei a visitar o Brasil, nos anos 1980, era impensável um político receber uma sentença de 14 anos (caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral). Se a Lava Jato resultar em reformas, a confiança no exterior vai aumentar.
Qual será o legado da operação Lava Jato?
Não estou fugindo da pergunta, mas talvez seja cedo para julgar. Ao mesmo tempo em que a Lava Jato está revelando essas relações promíscuas entre empresas e políticos, o velho sistema e seus atores estão tentando se sustentar. São duas correntes fortes em choque. Mas é muito importante que deixe um legado positivo.
O Brasil sai fortalecido ou mais desacreditado?
Em certo sentido, há uma conquista importante, por meio dos órgãos investigadores, como Ministério Público e Polícia Federal. Mas depende muito da sociedade civil. Se ela ficar passiva e não reagir, ou não se expressar nas urnas, as más práticas podem voltar.
Há um embate entre os poderes, como consequência da Lava Jato. Isso representa um risco para a sociedade brasileira?
Há o risco de o Congresso passar leis para diminuir a autonomia do Judiciário. Um passo importante seria uma reforma do sistema partidário. Não é suficiente condenar eticamente, é preciso substituir o sistema velho por outro.
O Judiciário acabou se apropriando de espaços da política?
É interessante no Brasil o fato de que muita gente fala sobre a judicialização da política, mas, por outro lado, também falam da politização do judiciário. Às vezes eu acho que alguns atores, como juízes, agem como políticos. Agora, em geral, o trabalho desses órgãos está sendo muito importante.
O modelo de presidencialismo de coalizão está esgotado?
O atual sistema custa demais. Tem muitos partidos com menos de 1% do voto popular. Criar uma cláusula de barreira, e nem precisa ser muito radical, vai reduzir o número de partidos e baixar o custo das transações entre o poder Executivo e o Congresso e também o custo de se chegar a uma maioria.
Diante desse cenário, ainda há ideologia política no Brasil?
É um bom debate. Há quem alegue que não existe esquerda ou direita. Eu acho que, em algumas áreas, há sim. Há quem queira um Estado mais intervencionista e quem seja mais liberal. Isso é um aspecto clássico de ideologia. No mesmo sentido, tem as questões sociais, como o casamento gay e o aborto. Agora, tem uma ala conservadora que nega o direito dos partidos de esquerda existirem. Do outro lado, há quem considere a elite como ‘traidora’. Ambas as posições são ruins.
A estrutura do Estado, especialmente nas empresas estatais, precisa de uma menor presença partidária?
Eu acho que sim. Não me refiro ao controle financeiro das estatais. O presidente do Brasil é responsável por indicar a contratação de 20 mil pessoas. Isso é excepcional. O presidente americano indica quatro mil. O primeiro-ministro britânico indica muito pouco, porque o serviço público chega até ao segundo nível na hierarquia. É um bom momento para o Brasil refletir sobre isso.
Em relação ao governo Temer, apesar de sua baixa popularidade, é possível tocar as reformas?
Acho que sim. O déficit fiscal ainda é grande, apesar de estar menor. Isso gera uma janela para o presidente fazer as reformas.
O presidente tem fôlego político para chegar ao fim do mandato?
Eu acredito que tem. Com a ressalva de que, talvez, sem ser capaz de fazer todas as reformas. Ainda não sabemos o custo que ele terá para segurar a base no Congresso e rejeitar as denúncias do Rodrigo Janot. Minha aposta é que, se o governo Temer sobreviver até setembro, vai até o fim do mandato.
Temer não cai e pronto!!!
O PT partido ladrão corrupto e ingênuo. …se meteu e confiou em cobra foi mordido!
Sempre soubemos da máfia do PMDB agora estamos vendo em ação e o temer é o chefe dessa quadrilha mafiosa que mata e tira do caminho quem se atravessar pra lhe tirar o poder..Todos os poderes estão de alguma forma contaminado com o poder do dinheiro.
Nossa última esperança nessa geração será o poder do voto essa é uma arma que o brasileiro tem mas a grande maioria não sabe usar.
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