Os altos índices de câncer de pele no Brasil combinado com a alta incidência de raios solares o ano inteiro foram temas do curso de câncer de pele e cirurgia dermatológica nesta sexta (26) e sábado (27) em Natal. O debate foi feito por dermatologistas de todo o país que comentaram o avanço do melanoma e os novos tratamentos.
“O avanço do melanoma e a modernização dos tratamentos foram comentados pelos dermatologistas que palestraram e atualizaram seus conhecimentos durante os dois dias de estudo”, destaca a presidente da SBDRN, Dra. Danielle Espinel.
O melanoma representa – em números – apenas 5% dos casos de câncer de pele, mas é responsável por metade de todas as mortes por câncer de pele.
O curso no Rio Grande do Norte representou o primeiro curso itinerante de cirurgia dermatológica feito em parceria pela Sociedade Brasileira de Dermatologia no RN (SBDRN), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e o Grupo Brasileiro de Dermatologia (GBM).
No ano passado, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou que 6 mil novos casos de melanoma foram diagnosticados. A doença – câncer de pele – atingiu o número de 181 mil casos no Brasil. Além desses, a subnotificação e falta de informação sobre a doença resultam em diagnósticos equivocados. “São mais de 1.500 mortes por ano. Os carcinomas geralmente não causam metástases, diferentes dos melanomas, que causam metástase frequentemente”, destaca o dermatologista e presidente do GBM, Elimar Gomes.
O melanoma é um tumor maligno originário dos melanócitos. Na maioria das vezes ele surge de uma forma que chamamos de “novo” ou seja, não existe um sinal pré-existente. Dados apontam que em 15% dos casos ele surge de pintas já existentes, principalmente as atípicas. “Quantos mais nevos (pintas), maior chance de melanoma”, comenta Dr. Elimar Gomes.
Dessa forma é fundamental o acompanhamento com o dermatologista para identificar tanto um melanoma que surge em uma pele “normal” quando um melanoma que surge de pintas existentes.
As características do melanoma geralmente são: a desconformidade no formato do sinal; as bordas irregulares que dificultam a definição. A cor também geralmente é diferente dos tons marrons mesclados com azul e a mistura de forma não homogênea. O diâmetro também é algo diferenciado quando se trata de um sinal com melanoma: geralmente têm mais de 6 milímetros de diâmetro e ocorre transformação do sinal.
Bronzeamento artificial
Bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer de pele, além de acelerar o envelhecimento precoce. As câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos à saúde e por isso, foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2009, assim como o cigarro e o sol. A atividade de bronzeamento artificial é proibida no Brasil. O uso de substâncias para bronzeamento ao ar livre também é contraindicado por dermatologistas.
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