Judiciário

Defesa desiste de suspender inquérito contra Temer no STF, e aposta em não 50, mas 70 pontos de obscuridade em áudio

BRASIL – Brasília – BSB – PA – 20/05/2017 – PA – Presidente Michel Temer faz pronunciamento a imprensa rebatendo a ligalidade dos audios da conversa entre ele e o dono da JBS.Foto de Jorge William /Agência O Globo – Jorge William / Agência O Globo

A defesa do presidente Michel Temer mudou de estratégia. No sábado, os advogados tinham entrado no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de suspensão do inquérito aberto para investigar Temer até que fosse realizada perícia nos áudios que comprometem o presidente. Nesta segunda-feira, a defesa comunicou pessoalmente o relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin, da desistência do pedido. Segundo o advogado Gustavo Guedes, Temer quer ver o caso elucidado e concluído o mais rápido possível.

O pedido da defesa foi divulgado após a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, informar que o julgamento do recurso do presidente só seria levado ao plenário da corte após conclusão da perícia.

— O presidente quer dar essa resposta ao país o mais rapidamente possível e que, portanto, isso se encerre o mais rapidamente possível. Isso que a gente quer — declarou o advogado de Temer ao deixar o gabinete de Fachin.

Guedes avalia que o áudio não possa ser usado nas investigações, diante das aparentes modificações feitas pelo delator – o dono da JBS, Joesley Batista.

— O importante é que, em relação ao presidente, a prova que há é o áudio, não há nada mais, e esse áudio, segundo as perícias, é, na nossa avaliação, imprestável — declarou o advogado.

De acordo com Guedes, a mudança na estratégia ocorreu depois que Fachin determinou que a Polícia Federal realizasse a perícia no áudio. O advogado também informou que a defesa de Temer contratou uma perícia particular que constatou 70 “pontos de obscuridade” no áudio.

— Houve dois jornais que registraram falhas. Depois veio a TV Globo e disse que não havia irregularidade. Havia essa dúvida. A defesa do presidente contratou uma perícia no final de semana, que verificou que não havia 50, nem 14, e sim 70 pontos de obscuridade no material. Nós fizemos agora um pedido (ao STF) dizendo o seguinte: já que nós temos agora o resultado de um trabalho que a gente confia, nós queremos agora que esse inquérito se ultime o mais rapidamente possível — declarou.

Guedes disse que a perícia particular foi incluída no inquérito. Ele poderá servir como prova. Ainda assim, a Polícia Federal ainda vai realizar a perícia oficial. Agora, caberá a Fachin decidir se coloca em votação no plenário a suspensão do inquérito. A tendência é que isso não aconteça mais, diante da desistência da defesa.

O Globo

Opinião dos leitores

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Política

Encontros fora da agenda são rotina na vida presidencial

Todos os homens do presidente e as agendas secretas do governo Temer

Os encontros fora da agenda oficial, às escondidas, não deveriam acontecer – mas são rotina na vida presidencial. Quando presidente, Dilma Rousseff transformava em “furo de reportagem” encontros corriqueiros no Palácio da Alvorada com o ex-presidente Lula e personagens como o ex-ministro Antonio Palocci.

Sempre que o governo estava em crise, Dilma chamava Lula ao Alvorada para discutir saídas políticas. Mas não só não constava na agenda do dia como acontecia durante o horário do expediente – e raramente era comunicado ou confirmado à imprensa.

O presidente Michel Temer não foge à regra. Ele tem encontros em locais inusitados com personagens que parecem coadjuvantes e secundários da cena política, mas não o são.

Pelo contrário. Não só são importantes para entender a narrativa central do mundo Temer como têm acesso e transitam livremente pelos bastidores do poder.

O time da “série A” de Temer é composto pelos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves e, quando solto, o ex-deputado cassado Eduardo Cunha.

Tal qual um time de futebol, cada um joga numa posição diferente. E essa é a face pública do grupo peemedebista de Temer.

O grupo do bastidor, a série B de Temer, é formado pelo deputado afastado Rodrigo Rocha Loures, o ex-deputado Sandro Mabel, o advogado José Yunes e o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima.

Rocha Loures foi seu assessor desde a Vice-Presidência. Mesmo quando voltou para a Câmara, assumindo por ser suplente na vaga do ministro Osmar Serraglio (Justiça), ele seguiu despachando do terceiro andar do Palácio do Planalto – o mesmo de onde despacha Temer.

Rocha Loures – assim como Sandro Mabel – ajudava na interlocução com empresários e parlamentares. De dentro do Palácio do Planalto.

José Yunes também foi assessor do Planalto, mas caiu em dezembro após a delação de Claudio Melo (ex-Odebrecht).

Temer e Yunes são amigos há anos. Em fevereiro, Yunes, que é advogado, disse ao Ministério Público que serviu de “mula involuntária” de Eliseu Padilha em 2014 para receber um envelope. E que o envelope teria sido entregue por Lucio Funaro, doleiro e operador ligado a Cunha.

Em delação, a Odebrecht diz que entregou R$1 milhão em dinheiro vivo no endereço do escritório de Yunes.

Em março, em meio à crise Yunes-Padilha, que levou ao afastamento temporário do ministro da Casa Civil, Temer voltou a São Paulo em mais uma sexta-feira comum, e para encontrar Yunes, fez uma parada em um lugar para lá de inusitado para um presidente da República : um dentista.

No final da semana da Páscoa, em sua casa, no Alto de Pinheiros, Temer recebeu por cerca de duas horas, num sábado à noite, o coronel da Polícia Militar João Baptista Lima.

Lima, como é conhecido, chegou por volta das 22h e saiu por volta de meia-noite. Tudo longe dos holofotes.

O coronel é apontado na delação de Joesley como a pessoa que recebeu R$ 1 milhão para Temer. Esse montante, segundo a JBS, teria sido ‘embolsado’ pelo presidente do caixa dois de campanha que o PT destinou ao PMDB.

Para tentar evitar sua cassação, Eduardo Cunha procurou Michel Temer para pedir ajuda para se salvar na Câmara. Temer o recebeu num domingo, tarde da noite, no Palácio do Jaburu.

Prestes a perder o poder, Cunha fazia ameaças nos bastidores, sempre negadas oficialmente, dizendo que se não fosse ajudado pelo governo tinha material para “explodir” o quarto andar – em referência ao andar dos gabinetes da Casa Civil e da Secretaria da Articulação Política – ocupados, respectivamente, por Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima (à época).

Aquela não era a primeira vez que Cunha pedia ajuda a Temer. Quando o então presidente da Câmara foi atingido pela primeira vez por uma delação premiada, em 2015 – pelo ex-executivo da Toyo Setal Julio Camargo – Cunha foi ao encontro atual chefe do Executivo federal na base aérea de Brasília.

Temer – que era vice-presidente da República – estava embarcando para São Paulo, mas antes foi alcançado por Cunha, que queria que ele descobrisse se havia algum mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal como busca e apreensão na residência oficial.

Após apurar, Temer deu retorno a Cunha de que não havia nenhuma medida contra ele.

Tal qual o encontro no porão narrado por Joesley Batista, nem o encontro da base aérea, nem o no consultório dentário, nem os demais constam da agenda oficial da Presidência.

Blog Andréia Sadi – G1

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Política

Garibaldi Filho: “O processo contra o presidente Temer ainda não permite qualquer condenação”

Reprodução: Twitter Garibaldi Filho

Senador opinou nesta segunda-feira(22) sobre imbróglio político nacional, e como “homem de partido”, disse que ” o processo contra o presidente Michel Temer ainda não permite qualquer condenação”.

Opinião dos leitores

  1. Senhor Senador, não devemos nos expressar, afinal uma simples expressão de uma determinada funcionaria, de uma determinada emissora de comunicação, para um determinado ministro da justiça, de um determinado pais, gerou uma determinada indenização… Isso é BRAZIL!!!!

  2. O que esse senhor ainda quer que aconteça?!que ele venha a público dizer que roubou?

  3. Qual o problema nisso? Ele não pode se expressar? Porquê?
    Desde quando ele tem a obrigação de ser contra Temer? Se Temer errou, que possa se defender e responder pelas situações dentro da previsão legal. Querem condenar Temer sem defesa? Que tribunal de exceção é esse? Estamos numa democracia ou numa ditadura?
    A reação odiosa dos petistas deve ser seguida a ferro e a fogo por qual motivo?
    Se todos os petistas investigados, processados e condenados tiveram direito ao devido processo legal, qual a razão de Temer não poder se defender? Vão tirar o direito de defesa do Presidente?

    1. Não se preocupe que está chegando a hora, todos caíram, a Pápuda os espera.
      kkkkkkklkkk

    2. Se vão cair ou não, não preocupa, mas tem que ser dentro do devido processo legal e não pela execução de criminoso que antecipadamente toda esquerda fala, exigindo a imediata saída dele.
      A esquerda já condenou Temer sem dar a ele o que eles mais pedem nos processos contra Lula, o direito excessivo de defesa. Se Lula tem esse direito, Temer também.

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Diversos

JBS e o “estouro da boiada”

O Antagonista soube que os proprietários de cabeças de gado em confinamento na JBS estão retirando seus bois, com medo dos efeitos da Operação Patmos.

O crédito ao grupo JBS também está minguando.

O Antagonista

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Polícia

Polícia Civil de Tangará prende homem suspeito de estuprar filha

Policiais civis da Delegacia de Tangará prenderam, nesta segunda-feira (22), um homem suspeito de estuprar sua filha de 13 anos, no município de Tangará. Ele foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, e autuado pelo crime de estupro de vulnerável, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

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Judiciário

Barroso libera ação do STF que discute eleições diretas em caso de vacância da Presidência

Foto: Pedro Ladeira – 09.nov.16/Folhapress

O STF (Supremo Tribunal Federal) pode discutir nos próximos dias a possibilidade de realização de eleições diretas no caso de vacância do cargo depois de transcorridos dois anos de mandato.

O ministro Luís Roberto Barroso liberou para julgamento ação direta de inconstitucionalidade que versa sobre o tema.

Apresentada pelo PSD, ela questiona a constitucionalidade de artigos do Código Eleitoral, que, depois de minirreforma, passou a prever as diretas.

O caso deve ser julgado com outra ação, movida pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que diz que a regra do código que prevê eleição direta caso restem mais de seis meses de mandato não pode ser aplicada ao cargo de presidente da República. Ela teria que ser indireta.

O julgamento das duas ações ganha relevância no momento em que se discute a possibilidade de Michel Temer deixar o cargo.

Mônica Bergamo, Folha de São Paulo

 

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Diversos

PM do Piauí prende 12 em flagrante por fraudar concurso

Mais uma fraude em concurso público no Piauí foi desvendada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), da Polícia Civil local. Dessa vez, o alvo foi a seleção da Polícia Militar piauiense, em que 12 pessoas foram autuadas em flagrante com a cola do gabarito. As provas para ingresso ao cargo de soldado, que foram aplicadas para mais de 32 mil candidatos nesse domingo (21/5), foram canceladas, após uma reunião na manhã de hoje entre a Secretaria de Segurança do estado, o Comando da Polícia Militar e o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe).

O presidente do Nucepe, Pedro Antônio Soares Júnior, afirmou que esta é a medida mais correta a ser adotada e que a data das novas provas será anunciada em breve. Já o Comandante da PM, o coronel Carlos Augusto, lamentou que o certame tenha sido contaminado e reafirmou que todas as regras do edital continuam as mesmas, ou seja, não haverá abertura de novas inscrições. Quem desejar não mais participar do concurso poderá requerer devolução da taxa de inscrição.

De acordo com o secretário Fábio Abreu, “os principais presos relacionados ao concurso estavam com gabarito anotado… foram também apreendidas colas com alguns candidatos e informações de trechos da prova de português”. Abreu afirmou ainda que se tratam de quadrilhas especializadas em fraudar concursos, formadas principalmente por pessoas de outros estados. “Fizemos levantamento e alguns indivíduos continuam nesta prática, tomando como base concursos anteriores para fraudar o da PMPI. Lamentamos profundamente, principalmente por quem se dedica a estudar. Nós não temos ingerência nenhuma relacionada diretamente ao concurso. Estamos propondo que tenhamos uma outra organizadora, pois precisamos e queremos isenção total e, desta forma, ao homologar o resultado, que os que passaram foram aqueles que mereceram e estudaram para isso”, declarou.

Segundo o delegado-geral, Riedel Batista, as investigações continuam e pode haver outras prisões, inclusive de outros concursos.

Outros flagrantes

Essa já é a terceira seleção que o Greco encontra provas fraudulentas. Em 9 de maio, a Polícia Civil do Piauí iniciou a Operação Infiltrados, em que o Greco prendeu mais de 20 pessoas integrantes de organização criminosa por suspeita de fraude em concursos públicos locais. Em torno de 16 delas são agentes da própria PCPI, que teriam sido aprovados de forma ilegal do concurso de 2012. Os suspeitos também foram pegos em flagrante e alguns deles foram levados coercitivamente pela polícia para prestar depoimentos.

A operação foi um desdobramento das investigações iniciadas no ano passado, após a polícia descobrir esquema de fraude no concurso do Tribunal de Justiça do Piauí, em que foram presas 21 pessoas. O grupo contratava pessoas para responder as provas por meio de conversas em um grupo de Whatsapp. A Polícia Civil afirmou, na época, que dentre os indiciados estão candidatos detidos no mesmo dia do concurso e durante o processo de investigação. Os presos são os principais organizadores do esquema de fraude e entre eles, está um policial civil que passava informações sobre a investigação da polícia para pessoas investigadas.

Na ocasião, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Raimundo Eufrásio, afirmou que foram eliminados 50 candidatos beneficiados direta ou indiretamente pelo esquema.

Correio Web

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Diversos

FOTOS: Detran melhora sinalização de trânsito em Areia Branca

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) finalizou na última sexta-feira (19), o trabalho de conservação e recuperação da sinalização horizontal e semafórica da cidade de Areia Branca, na região Oeste do Estado. Os técnicos da Coordenadoria de Operações do Órgão passaram três dias na área urbana do município que teve lombadas, faixas de pedestres e todo o sistema de semáforos ordenado e passado por manutenção.

O serviço faz parte dos investimentos do Governo do Estado em sinalização nas várias cidades do Rio Grande do Norte, um trabalho contínuo para melhorar o tráfego nos municípios. “É uma forma de melhorar a circulação dos veículos e dar mais segurança aos pedestres e motoristas. São áreas que já apresentavam sinais de desgaste e esse serviço vai conferir maior qualidade ao tráfego na região”, explicou coordenador de Operações do Detran, Evandro Rebouças.

Opinião dos leitores

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Diversos

JBS: Acordo não faz referência a delatores viverem no exterior

Para contar tudo o que sabem da engrenagem de corrupção na administração pública e apresentar provas, os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, ganharam anistia total dos crimes cometidos — mesmo os que estão fora do rol de confissões feitas nos depoimentos recentes que se tornaram públicos. O acordo de delação firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) prevê que os empresários não serão denunciados pelos delitos que relataram, ganharão imunidade em outras investigações conexas em curso e até perdão judicial caso a denúncia já tenha sido oferecida.

A blindagem estendida interessa, e muito, aos irmãos Joesley e Wesley, que são alvo de diferentes investigações em curso, como a que apura fraudes em fundos de pensão.

Os benefícios previstos na delação, porém, não são imutáveis, segundo a advogada Alessi Brandão, que trabalha em delações premiadas. Ela explica que a imunidade em investigações é algo mais fácil de ser garantido pela PGR, que pode acionar seus pares em outras investigações para que não denunciem o delator. No caso do perdão judicial, somente o juiz da causa é que pode conceder, explica Alessi.

O termo de colaboração premiada prevê ainda que as informações prestadas pela JBS só serão repassadas a outros países se os delatores obtiverem, lá fora, os mesmos benefícios. Para ter acesso aos dados, as autoridades estrangeiras terão de fazer um acordo específico com o colaborador cujos efeitos sejam “no mínimo equivalentes” aos da delação no Brasil ou se comprometer por escrito a respeitar integralmente os termos do acordo com a PGR.

Dispositivos que barrem o compartilhamento de informações com outros países ou que, no caso de transmissão de dados, assegurem as garantias obtidas com a delação podem ser cruciais para a holding J&F, que controla a JBS. Isso porque o grupo já tenta um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e bovinos.

Não há, no acordo de delação, permissão para Joesley e Wesley morarem fora do Brasil, o que pode ser interpretado como um sinal de impunidade. A possibilidade estava descrita no termos do pré-acordo, com a informação de que as autoridades brasileiras não se oporiam caso os delatores quisessem fixar residência no exterior, desde que atualizassem mensalmente o endereço de residência e de local de trabalho. Mas a cláusula não aparece no acordo definitivo e válido.

Outro ponto controverso do acordo é a multa fixada, de R$ 110 milhões, para cada um dos irmãos Batista. O valor foi parcelado em 10 anos, cerca de R$ 11 milhões anuais, com um prazo considerável de carência. A primeira parcela só terá de ser quitada em 1º de junho de 2018. E somente a partir dessa data é que a correção pelo IPCA começará a ser considerada. A multa representa 7% do patrimônio de R$ 1,4 bilhão declarado por Wesley para cálculo de imposto de renda. Os dados da declaração de Joesley não estão legíveis nos documentos divulgados pelo STF.

A multa de Ricardo Saud, executivo da JBS que também se tornou delator, é menor, de R$ 2 milhões. Ele terá de pagar o valor em seis meses após a assinatura do acordo, que ocorreu em 3 de maio. O patrimônio do diretor na última declaração de imposto de renda foi de R$ 13,2 milhões. Assim como os irmãos Batista, Saud recebeu o benefícios de não ser denunciado pelos crimes relatados e imunidade em outras investigações. O executivo também está fora do país, embora não conste, do termo de colaboração, autorização expressa para isso.

A diferença salta aos olhos se comparada com o acordo fechado pelo marqueteiro João Santana, que só topou colaborar depois de um tempo na prisão, tem benefícios menos atraentes. Ele terá que cumprir pena de 160 dias de regime fechado, descontado o tempo que já ficou detido preventivamente. Depois, passará por mais um ano e meio em domiciliar com tornozeleira, período igual em semiaberto e, por fim, um ano em regime aberto. Santana precisará também prestar serviço à comunidade, segundo os termos da colaboração.

A multa fixada pela PGR para Santana foi de R$ 3 milhões com prazo de 60 dias para pagamento após o acordo, firmado em 6 de março deste ano. Se houver atraso, serão cobrados 20%. A correção é feita pela Selic. O caso do marqueteiro se diferencia da situação dos irmãos Batista porque Santana foi alvo de um mandado de prisão. Somente depois de meses, resolveu fazer a delação. Joesley e Wesley, ao perceber o cerco se fechando, procuraram os investigadores para delatar.

Pela legislação, os benefícios devem ser fixados de acordo com a situação do delator, a robustez das provas oferecidas e os resultados obtidos a partir das informações. É exigido que fale a verdade, apresente provas de corroboração dos relatos e se mantenha à disposição das autoridades.

O Globo

 

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Judiciário

STF só agendará julgamento sobre inquérito de Temer após conclusão da perícia do gravador, diz Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu nesta segunda-feira (22) condicionar o julgamento sobre o pedido de suspensão do inquérito sobre o presidente Michel Temer à conclusão da perícia no áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista.

No último sábado (20), o ministro Luiz Edson Fachin, relator do caso, decidiu levar a plenário o pedido da defesa de Temer para suspender o inquérito.
Inicialmente, a tendência era de que o julgamento fosse já nesta quarta-feira (24), mas com a decisão da ministra, é possível que o caso seja adiado.

Segundo Cármen Lúcia, foi o próprio ministro quem condicionou a inclusão do tema em pauta após “concluída e juntada aos autos a perícia, sobre ela imediatamente (intimem-se) o procurador-geral da República e os defensores para que, com urgência, no prazo de 24 horas, se manifestem”.

De acordo com a presidente da Corte, o julgamento da suspensão do inquérito depende “do integral cumprimento” da perícia. Cármen Lúcia diz que levará o tema ao plenário assim que o relator, ministro Fachin, estiver habilitado a votar.

“A gravidade e a urgência da deliberação do tema pelo plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o ministro relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos ministros deste tribunal”, afirmou a presidente em decisão de 12h50, e que foi divulgada por volta das 15h.

Leia a íntegra da decisão de Cármen Lúcia:

Despacho

O Ministro Edson Fachin, Relator do Inquérito nº 4483, oficiou esta Presidência hoje, 22 de maio às 12:00 hrs, requerendo pauta “para levar o pedido de suspensão do inquérito formulado por Michel Miguel Elias Temer Lulia como questão de ordem respectiva ao colegiado do Tribunal Pleno na sessão mais imediata possível”.

O Ministro condiciona o encaminhamento da questão de ordem ao Plenário a que seja “concluída e juntada aos autos a perícia, sobre ela imediatamente (intimem-se) o Procurador-Geral da República e os defensores para que, com urgência, no prazo máximo de 24h, se manifestem”.

A primeira sessão do Plenário deste Supremo Tribunal, na qual será apresentada a questão de ordem – providência que desde já defiro – dependa, portanto, nos termos do despacho do Ministro Relator, “do integral cumprimento” da diligência determinada.

A gravidade e urgência da deliberação do tema pelo Plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o Ministro Relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos Ministros deste Supremo Tribunal.

Assim, tendo deferido a providência, aguardo a comunicação oficial e prévia do Ministro Relator para que se possa divulgar a pauta nos termos regimentais, conferindo-se certeza ao que será levado e no dia certo e a sessão em que será levado, a saber, a primeira após a comunicação da habilitação do Ministro Edson Fachin para por em mesa a questão de ordem.
Comunique-se este despacho ao Ministro Relator e aos demais Ministros deste Supremo Tribunal.

Brasília, 22 de maio de 2017, 12:50 hrs
Ministra Cármen Lúcia
Presidente

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Diversos

Fiat convoca recall de mais de 70 mil veículos

Uma falha no alternador levou a Fiat Chrysler a convocar o recall de 70.740 veículos. Os proprietários de todas as versões de Fiat Bravo, Doblò, Doblò Furgão, Fiorino, Grand Siena, Idea, Linea, Novo Palio, Palio Fire, Palio Weekend, Siena, Strada e Uno, ano/modelo 2016 e 2017, podem agendar a partir desta quarta-feira, dia 24, a visita a uma concessionária para a verificação da necessidade da troca gratuita do alternador.

Segundo a montadora, o problema no alternador pode levar ao funcionamento irregular do motor e, em casos extremos, o desligamento inesperado do carro, o que compromete as condições de dirigibilidade do veículo e aumenta o risco de colisão, com consequentes danos físicos e materiais ao condutor, passageiros e terceiros.

O tempo estimado para inspeção e reparo do veículo é de uma hora. Para consulta dos números de chassis envolvidos e mais informações sobre a convocação podem ser obtidas pelo telefone 0800 707 1000 ou no site da fabricante.

O Globo

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Judiciário

Desembargador aposentado pai de primo de Aécio: ‘Preso por lealdade a você’

No estacionamento da JBS, Mendherson, assessor do senador Zeze Perrella, recebe a mala das mãos de Fred, primo de Aécio (à direita) – Agência O GLOBO

Dias após a prisão de Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), na última quinta-feira, o desembargador aposentado Lauro Pacheco, pai de Frederico, publicou um desabafo no Facebook neste domingo. No texto dirigido ao tucano, o magistrado ressalta que “falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Presidente da República”. Ele diz que foi a lealdade de seu filho ao primo que o levou à cadeia. “Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada”, concluiu o desembargador.

— Não quero dar entrevista, mas confirmo que o texto é meu. Está lançado. Compartilhei no perfil da minha mulher porque não sei mexer nessas coisas. Ele (Frederico) admirava demais o Aécio. Agora, meu filho está preso, tadinho — disse Lauro Pacheco ao GLOBO.

Preso na última quinta-feira após ser flagrado pela Lava-Jato carregando malas de dinheiro da gigante JBS para Aécio, Frederico Pacheco é primo distante do tucano, mas pertencia ao círculo íntimo dos Neves. Nos anos 90, Pacheco era sócio do então marido de Andrea Neves em uma firma de comunicação, relação que se fortaleceu quando virou secretário parlamentar na Câmara dos Deputados presidida por Aécio (2001 e 2002).

O desembargador reforçou, por telefone, que não é tio do senador afastado, conforme foi dito nas redes sociais após o texto viralizar.

— Não sou tio do Aécio. Acontece que fui casado com falecida prima dele — explicou o pai de Frederico.

Leia abaixo, na íntegra, o texto escrito pelo pai de Frederico Pacheco:

“Meu filho Frederico Pacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo.

Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar, não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, ‘um mínimo de cerimônia com os escrúpulos’. Vejo agora, Aécio, que você não faz jus à memória de seu saudoso pai o Deputado Aécio Cunha. Falta-lha, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Predisente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada.

Ass. Lauro Pachedo de Medeiros Filho

Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O filho do desembargador é santo, daí se imagina a qualidade de desembargador que ele era, não consegue ver que o filho é ladrão, o que está abaixo de suas fuças, imagina se um ser desse tem capacidade de julgar outros.

  2. Tancredo Neves deve está dando voltas sem fim no túmulo, o que Aécio, seu herdeiro político foi fazer.
    Como se deixou ir tão longe e de forma amadora. Deveria ter aprendido com a forma de operar do pessoal do PT, que fez, aconteceu, mandou, desmandou, distribuiu e sempre colocou interlocutores na execução de suas condutas, nunca se envolveram diretamente.
    A turma da JBS tratou com o PT por 14 anos e não tem uma foto, uma gravação, um vídeo de tudo que rolou, pois do outro lado haviam profissionais e não amador feito Aécio pego com a mão na massa.
    Não foi assim? Então vamos passar de novo todos os acontecimentos do mensalão, petrolão, lava jato e chegando o BNDES.

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Diversos

FOTO: Rio Pitimbu recebe mutirão de limpeza e plantio de mudas em ação da Semurb e voluntários

Foto: Semurb

No sábado (20), a secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) com o apoio de voluntários realizou um mutirão de limpeza e plantio de mudas nas margens do rio Pitimbú, zona Sul de Natal. Cerca de 100 mudas de vegetação nativa foram plantadas para ajudar na recuperação da mata ciliar. Outros dois mutirões estão previstos para o próximo sábado (27) e no dia 3 de junho e serão abertos ao público.

O plantio realizado em parceria com Paroquia São Francisco de Assis faz parte da programação da Campanha de Fraternidade 2017, cujo tema é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação”. E foi feito num trecho do rio conhecido como “Prainha”, no limite dos Bairros Pitimbu e Planalto.

O rio que nasce no município de Macaíba e corta o bairro do Pitimbu até desaguar em Parnamirim é importante para o abastecimento de água na capital, já que é fonte para a Lagoa do Jiqui, responsável por 30% do fornecimento de água da cidade. O foco do trabalho é necessidade de proteção e regeneração do manancial, que sofre com o desmatamento, ocupação irregular de suas margens e despejo de lixo.

A titular da Semurb, Virgínia Ferreira, esteve presente na ação acompanhada do secretário Adjunto de Administração da pasta, Daniel Bandeira. A secretaria, que também ajudou no plantio, destacou a importância do Rio Pitimbu para a cidade e a necessidade de sua preservação, com a recomposição de mata ciliar e desassoreamento do seu leito.

A ação contou ainda com a o apoio da fiscalização ambiental da Semurb, do Horto Municipal, agentes do Grupo de Ações Ambientais da Guarda Municipal (GAAM/GMN), da secretaria de Meio Ambiente de Parnamirim (SEMUR), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), além de moradores do bairro. Os interessados em participar dos próximos mutirões de limpeza podem entrar em contato com a Semurb pelo telefone 3215- 9960, das 8h às 14h.

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Diversos

Mãe é condenada a pena maior que de réus da Lava Jato por roubar ovos de Páscoa

A Defensoria Pública de SP pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a anulação da sentença de uma mulher que roubou ovos de Páscoa em um supermercado em 2015 e foi condenada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de SP) a mais tempo de prisão que diversos envolvidos na Operação Lava Jato.

AMARGO 2
O executivo João Procópio Junqueira, por exemplo, recebeu sentença de 2 anos e 6 meses de reclusão por lavagem de dinheiro. A mulher foi condenada a três anos e dois meses de prisão em regime fechado -a sentença saiu quando ela estava grávida.

PRAZO
A ação da Defensoria faz parte de um mutirão criado pela entidade para atender as cerca de 1.800 presas no Estado que poderiam se beneficiar do indulto concedido a mulheres que praticaram crimes não violentos. Na última quinta (18), a força tarefa da Defensoria atendeu 60 mulheres na penitenciária de Pirajuí, no interior de SP. Quinze delas estavam presas há mais de dois anos sem condenação em primeiro grau.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. É aquela coisa, quem não tem dinheiro, tem que dividir defensor com mais uns 1000. Quem muito possui, tem uns 10 advogados trabalhando só para ele.

  2. Ela não ROUBOU art.157 CP, ela FURTOU art.155 CP. No Brasil é assim: rico é cleptomaníaca, pobre: ladrão!
    Rico tem princípio da insignificância, pobre, não.

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Política

Rodrigo Maia é o favorito para concorrer em eventual eleição presidencial indireta; veja outras cinco hipóteses

Na hipótese de o presidente Michel Temer deixar o cargo, circulam no Congresso e no Palácio do Planalto os nomes de pelo menos seis candidatos. O favorito é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Primeiro nome na linha sucessória, Maia seria uma aposta certa, se não respondesse a um inquérito na Lava-Jato.

Maia assumirá por 30 dias, no caso de afastamento de Temer, período em que o Congresso, presidido pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) deve eleger o sucessor para completar o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Maia se elegeu presidente da Câmara com 293 votos, quatro a menos que o necessário para eleger o sucessor no Colégio Eleitoral.

A saída para o eventual afastamento de Temer será constitucional, a exemplo do que ocorreu no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Setores do PT chegaram a difundir rumores sobre uma eventual intervenção militar. Terrorismo puro. Tanto que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez questões de publicar nas redes sociais um texto do general Villas Boas, comandante do Exército.

“A Constituição Federal Brasileira há de ser sempre solução a todos os desafios institucionais do país”, diz o texto do general Villas Boas. E arrematou: “Não há atalhos fora dela!”

O segundo na linha sucessória é Eunício, que na condição de presidente do Congresso é quem vai organizar e presidir a eleição. Eunício responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). E se a escolha recair sobre um senador, o nome em discussão é o de Tasso Jereissati, que assumiu a presidência do PSDB, semana passada, no lugar do senador Aécio Neves.

Tasso, na realidade, é uma aposta da velha guarda do PSDB para servir de contraponto ao prefeito de São Paulo, João Doria: empresário bem sucedido, é do Nordeste e, embora tenha sido governador e senador, não carrega a imagem desgastada do político. Nome para 2018, pode ser uma opção para a conclusão do mandato de Temer, se o PSDB cair fora do governo.

O que se exige do futuro presidente, se Temer cair, é um novo Michel Temer: um nome capaz de dar continuidade às reformas e esteja comprometido com elas. Maia veste o figurino e tem votos na Câmara, mas o nome do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) continua na roda, apesar de sua ligação com o grupo J&F. Ex-ministro de Lula, Dilma e Fernando Cardoso e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o jurista Nelson Jobim circula com desenvoltura nos dois mundos – político e judicial. Está ajudando Temer na crise. Mas suas ligações com o banco BTG Pactual reduziram suas chances.

Do Judiciário, por onde têm passado todas as querelas da crise, são dois os nomes mais citados. O primeiro é o da presidente do STF, Carmen Lúcia – que vem a ser o quarto nome na linha sucessória e assumiria se Maia e Eunício tivessem problemas legais. Dois problemas: ela teria de ser eleita por um Congresso que não lhe é simpático e também renunciar ao cargo de presidente do Supremo e à magistratura.

Carmen tem o perfil mais adequado para um momento em que a classe política está em baixa e a sociedade apoia a Lava-Jato. Suas declarações, quando o assunto é corrupção, costumam ser duras. “Caixa dois é crime e uma agressão à sociedade”, disse, por exemplo, quando os políticos tentaram reduzir as acusações de recebimento de propina ao mero crime de caixa 2. Carmen também já disse que não pretende largar o Supremo.

Contraponto a Carmen Lúcia e com mais trânsito entre os parlamentares é o ministro Gilmar Mendes, também do STF. Gilmar é um crítico de certos procedimentos da Operação Lava-Jato, e por isso tem a simpatia de grande parte dos parlamentares. Mas é um nome polêmico.

As seis opções atualmente em discussão animam aliados do presidente Temer. O raciocínio é: quando se tirou Dilma, sabia-se quem e o quê iria para seu lugar. O quadro é diferente agora: sai Temer e quem entra? PMDB, PSDB, DEM, PSD, PP, principalmente, tentam manter a aliança para não perder o principal, com ou sem Temer: as conquistas que já tiraram o país da recessão. A retomada do crescimento e do emprego é a única chance deles nas eleições de 2018.

Valor Econômico

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Judiciário

Moro rebate habeas corpus de Lula: “Documentos adicionalmente requeridos são de duvidosa pertinência”

O juiz Sergio Moro rebateu dois habeas corpus que a defesa de Lula impetrou no Superior Tribunal de Justiça.

Na primeira ação, os advogados pedem a suspensão da ação contra Lula acusando o juiz de parcialidade.

Na segunda, pedem para que a ação seja paralisada para que a defesa analise documentos da Petrobras.

A resposta de Moro foi enviada ao Ministro Felix Fischer, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo o juiz, o depoimento de Leo Pinheiro reforça a tese de que o apartamento no Guarujá e as reformas seriam entregues a Lula.

“O depoimento terá que ser bem analisado quando do julgamento, mas, em princípio, reforça, se verdadeiro, a tese da acusação da vinculação do aludido apartamento com propinas em contratos da Petrobrás”, disse. E que, por isso, a ação está vinculada aos demais casos da Lava-Jato.

Já os documentos adicionalmente requeridos “são de duvidosa pertinência ou relevância para o caso”, segundo Moro. O juiz afirma ainda que “inexiste base para a pretensão legal de suspender a ação penal para examinar documentos”.

“Agregue-se que a Defesa, no interrogatório de seu cliente, Luiz Inácio Lula da Silva, em 10/05/2017, não fez qualquer pergunta, ainda mais sobre os aludidos documentos, nem sequer um único, a ilustrar que a afirmação da Defesa de que a suspensão liminar da ação penal era necessária para a “preparação da sua autodefesa” não tinha base real”. disse.

Radar on-line Veja

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  1. Que não caia no esquecimento. Essa safadeza toda que se desencadeou no BNDES foi no governo do PT. Essa farra com o dinheiro no Brasileiro e legado do PT, sera que nem Dilma e Lula não sabia desse robo? Da compra de politicos? É imoral compravam políticos como quem se compra agua. Culpa de quem governa o país, Lula e Dilma, dois presidentes da pior qualidade.

  2. Os advogados de Lula assim como todo PT quer ver o mundo acabar, o Brasil desandar, o povo entrar em colapso, mas não quer ver Lula sentenciado. O PT nunca teve preocupado com o Brasil, apenas e unicamente com a manutenção do poder. Como não tem um nome para substituir Lula, faz de tudo para que o manipulador de plateia não recebe qualquer posicionamento negativo oficial da justiça.
    Os advogados fazendo as contas para que Lula, apesar de todos os processos e implicações de seus nome com inúmeros tipos de irregularidades, querem forçar uma campanha tendo Lula como candidato. Mesmo com a mediocridade de arrolar 72 testemunhas no processo, jogar 1000 páginas de dados irrelevantes da petrobrás e tentar todo tipo de manobra protelatória, a situação judicial não está caminhando de acordo com a imoral situação produzida pelos advogados de Lula. Que venha a sentença.
    Pensando bem, se Lula não tem culpa, não sabia de nada e não existem provas contra ele, qual o temos de uma sentença?

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