Justiça obriga Google a censurar e ‘apagar’ escândalo da JBS/Friboi

Foto: Mateus Bonomo

Maior portal de buscas do mundo, o Google vem sendo obrigado pela Justiça brasileira a censurar acesso a notícias sobre o escândalo de corrupção envolvendo Joesley Batista (foto) & cia, controladores do grupo J&F/JBS.

Tudo à revelia da Constituição, que veda qualquer forma de censura, e também do interesse público. Os veículos ficam sabendo do da censura quando o Google comunica a decisão autoritária da Justiça.

Impedidos de processar os veículos e os jornalistas, que afinal apenas informaram fatos, censura-se o acesso às notícias por meio do Google.

Correm em conveniente “segredo de Justiça” as ações determinando ao Google que censure notícias sobre o esquema de corrupção.

Dada a “interpretar” em vez de cumprir a lei, parte da Justiça faz de conta que não conhece o artigo 220 da Constituição proibindo censura.

A Constituição proíbe “qualquer restrição” à informação e veda “toda e qualquer censura”. Exceto para corruptos ricos e influentes, pelo visto.

Coluna Cláudio Humberto – Diário do Poder

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Az disse:

    Esse STF tá demais, virou a casa da impunidade.

Dilma Rousseff também foi intimada a prestar esclarecimentos sobre a propina da JBS

Foto: Pedro Teixeira/O Globo

Dilma Rousseff, assim como Renan Calheiros, também foi intimada a prestar esclarecimentos sobre a propina da JBS para o PMDB, na campanha de 2014.

Diz O Globo:

“Dilma, que acordou com a chegada do policial, assinou a intimação. Não está claro, no entanto, se houve ou não definição de data para o interrogatório. A intenção da polícia era ouvir a ex-presidente, senadores e ex-senadores ainda hoje.”

O Antagonista, com O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Prende essa bandida e depois o Temer…Será a glória…Bora lava-jatooooo!!!!! Brasillllll

  2. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Nós não temos uma meta, mas quanto atingirmos essa meta, vamos dobrar a meta. Dilma a anta que fala.

Aras diz que delação da JBS foi ‘marcada por traços de deslealdade de rara gravidade’

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Como noticiado nessa segunda-feira(04), Augusto Aras enviou ao STF um parecer pedindo a extinção dos acordos de colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, além dos executivos Ricardo Saud e Francisco de Assis.

No documento ao qual O Antagonista teve acesso, Aras destaca a ajuda que a JBS teve do ex-procurador Marcelo Miller.

“A PGR deparou-se com evidências de uma situação constrangedora, marcada por traços de deslealdade de rara gravidade: os então colaboradores cooptaram um Procurador da República, ex integrante da equipe da Lava-Jato, para lhes auxiliar na negociação da colaboração premiada que viria a ser firmada no futuro, certamente por suporem que esse Procurador poderia ajudá-los a obter condições mais favoráveis junto à PGR.”

Aras afirma, ainda, que “restou evidenciado” que os irmãos Batista “fizeram uso privilegiado de informações” (…), “a fim de obter vantagens indevidas no mercado financeiro”.

Mais adiante no parecer, o procurador-geral acrescenta:

“No âmbito do acordo de colaboração premiada não há espaço para espertezas, ardis e trapaças, na exata medida em que estas não são aptas a conviverem com a necessária cooperação, lealdade e confiança mútua que devem reger as relações entre as partes acordantes.”

O Antagonista

JBS, cabo eleitoral de Fachin

Ministro Edson Fachin (Foto: Nelson Jr. / SCO / STF)

Como contou, hoje, o jornalista Jorge Bastos Moreno em O GLOBO, o jurista Edson Fachin admite que pediu ajuda “ao pessoal da JBS” em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A JBS era a empresa com o maior número de parlamentares eleitos. A indicação de Fachin para o STF dependia dos votos de senadores. Ricardo Saud, diretor da JBS, de fato ajudou Fachin a cabalar votos.

Hoje, Saud é um dos delatores da HBS, e Fachin, o relator da Lava Jato no STF. Seguramente, o ministro nada teve a ver com a sorte grande da JBS na negociação dos termos de sua delação premiada.

Blog do Noblat – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Naldin disse:

    Pergunto!!!! Se os assaltantes do Banco Central em Fortaleza fizerem delação premiada, eles podem ficar com o dinheiro??? se a resposta for SIM, tudo bem, mas se for NÃO, então a JBS tem que devolver tudo.

  2. Joesley Safadão disse:

    Uai… Teve uma Juíza que pediu ajuda a políticos para ser confirmada no ministério. Depois, ela mesma, na sabatina, disse que pediu ajuda e deu o nome dos bois. Infelizmente, é preciso pedir tais ajudas. Quem negociou as benesses à JBS não foi Fachin, foi o MPF. Mas, ficar atento sempre! Fachin têm seguido à risca a linha das ultimas decisões tomadas, desde o tempo de Teori.

  3. Cesar disse:

    IMORAL. Deveria pedir para sair imediatamente do caso, nao tem a mínima condição de julgar seus patrocinadores.

  4. Irany Gomes disse:

    O Brasil apodreceu geral!!!

  5. Beto disse:

    Por isso da passada na mão na cabeças dos donos da JBS que vergonha até no judiciário!

FRIBOI: Quebra de sigilo de empresa de Vargas, ex-deputado do PT, aponta repasse de R$ 200 mil da JBS

10abr2015---1428699141218_615x300Foto: Albari Rosa/Agência de Notícias Gazeta do Povo – 10.abr.2015 /Estadão Conteúdo

A quebra de sigilo fiscal da Limiar, controlada pelo ex-deputado federal do PT André Vargas, cassado em 2014 e preso na última sexta-feira (10), na 11ª fase da Operação Lava Jato, indicou que a JBS, a Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo, fez um repasse de pelo menos R$ 200 mil à empresa. Na decisão que ordenou a prisão preventiva do ex-parlamentar, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Lava Jato, afirmou que é necessário aprofundar as investigações, ‘não sendo possível afirmar por ora que (os pagamentos) eram destituídos de causa lícita’.

A Receita Federal registrou o repasse de R$ 200 mil em documento do ano retenção 2010. Na decisão, o juiz apontou que o quadro social da empresa Limiar é composto por André Vargas e pelo irmão Leon Vargas entre 2009 e 2012. A empresa teve um empregado registrado entre 2011 e 2012. Leon Vargas foi preso temporariamente na sexta-feira.

Nas eleições de 2014, a JBS repassou R$ 352 milhões a candidatos à Presidência, senadores e deputados. Desse montante, R$ 73 milhões foram destinados à campanha da petista Dilma Rousseff. A campanha do senador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, recebeu doações de R$ 48 milhões da JBS.

“Outras empresas que efetuaram pagamentos para as empresas “Limiar” e “LSI” (em função de emissões de notas fiscais destas), supostamente tomadoras de serviços, deixaram de esclarecer à fiscalização que tipos de serviços foram prestados, seja pela “Limiar”, seja pela “LSI”, nem ao menos apresentaram contratos”, anotou o juiz da Lava Jato.

“Nesta situação temos, entre outras, Leograf Gráfica e Editora Ltda; Coronário Editora Ltda; JBS S/A; MCR Produções de Propaganda Ltda; Gráfica Aquarela S/A; Stilgraf Artes Gráficas; MPV7 Comércio e Serviços e TV Independência.”

Além da Limiar, André Vargas controlava a Solução em Serviços Empresariais Ltda. O quadro social da empresa é composto por Leon Vargas e Milton Vargas, outro irmão de André Vargas. A LSI não teve funcionários registrados.

“Segundo o Ministério Público Federal, há prova de que essas duas empresas teriam recebido, nos anos de 2010 e 2011, ‘remuneração por serviços não prestados por pessoas jurídicas que receberam recursos direta ou indiretamente da administração pública federal'”, diz Moro.

Doleiro

Esta é a segunda citação à JBS envolvendo pagamentos a investigados pela Lava Jato. Em dezembro de 2014, a Polícia Federal descobriu duas contas bancárias em nome de uma empresa fantasma ligada a um dos doleiros da Operação Lava Jato, Carlos Habib Chater, que receberam depósitos no valor global de R$ 400 mil da JBS.

As contas estavam em nome de Gilson M. Ferreira Transporte ME, cujo “sócio” foi identificado como Gilson Mar Ferreira, estabelecido na periferia do município de São José dos Pinhais (PR), com capital social declarado de R$ 20 mil.

Outro lado

Em nota divulgada sobre o pagamento dos R$ 400 mil, a JBS rechaçou categoricamente que tenha alimentado o esquema Lava Jato. O grupo assegurou que os depósitos que somaram R$ 400 mil “são oriundos de um contrato de aquisição da unidade industrial em Ponta Porã (MS), um Centro de Distribuição em São José dos Pinhais (PR) e um outro Centro de Distribuição em Itajaí (SC)”.

Segundo a JBS, os vendedores foram Tiroleza Alimentos Ltda, Ademar Marquetti de Souza, Paulo Roberto Sanches Cervieri e Rodo GS Transportes e Logística Ltda. A JBS esclareceu que “os pagamentos referentes à aquisição foram feitos nas contas bancárias indicadas pelos vendedores”.

O grupo informa que realizou os pagamentos “de acordo com o contrato assinado pelas partes, bem como em conformidade com a legislação vigente”. A JBS assinala que mantém documentação que comprova que os pagamentos que realizou não fazem parte de nenhum esquema ilícito.

A JBS confirma ter feito o pagamento de uma única nota fiscal em nome de Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação Ltda. no valor de R$ 200 mil, por serviços prestados em 2010. Como diz o próprio juiz, “quanto a esse ponto é necessário aprofundar as investigações, não sendo possível afirmar por ora que eram destituídos de causa lícita”.

UOL, via Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Joao disse:

    PT e PSDB são o mesmo lixo.

  2. Heriberto disse:

    Beleza esse fio desencapado no PT pode dar o caminho das pedras, começar a quebrar a blindagem da friboi.
    Vamos em frente, precisamos das verdades, chega de mentiras!!!