Polêmica

POLÊMICA E AMEAÇAS DE MORTE: Funk com trechos do Alcorão gera briga na Justiça: ‘Não quis ofender’, diz MC Dadinho

10348540_617281758340918_6571830444956390880_nUm funk que se utiliza de trechos do Alcorão, o livro sagrado do Islã, vem gerando irritação entre líderes muçulmanos no Brasil. Sucesso no YouTube, o vídeo do “Passinho do romano”, de Mc Dadinho, já tem mais de 35 milhões de visualizações, mas é pivô de uma ação judicial na qual a Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM) exige a retirada imediata de cinco clipes da música do ar. A entidade representante da fé islâmica considera que inserir citações do livro sagrado em uma música não ligada à religião “desrespeita os preceitos muçulmanos”.

O vídeo mais acessado foi postado em maio do ano passado. Meses depois, a SBM entrou com uma ação contra o Google Brasil pedindo a remoção dos links do YouTube. A entidade chegou a ganhar uma liminar que obrigava o gigante tecnológico a tirar os vídeos. Mas, no último dia 9 de abril, a 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a decisão.

Em entrevista ao GLOBO, Dadinho se diz assustado com a polêmica. Ele conta que já recebeu várias ameaças por causa da música. Mas o cantor afirma que nem sabia que as palavras usadas eram uma oração muçulmana e que não quis ofender ninguém.

O parecer do desembargador relator do caso, Dácio Tadeu Viviani Nicolau, considerou que a “imediata retirada dos vídeos da internet caracteriza censura ao seu conteúdo”. No texto, ele ressaltou que a ação envolve o conflito entre dois direitos fundamentais de mesma relevância garantidos pela Constituição Federal: liberdade de expressão e liberdade religiosa. Porém, usando os critérios da razoabilidade e proporcionalidade, o relator observou que, nesse caso, há de prevalecer a liberdade de expressão. Segundo Nicolau, “há que se observar, ainda, que os vídeos estão disponíveis na internet há meses, já tendo ampla repercussão”, o que tornaria irrelevante a remoção do conteúdo no momento presente.

A nova decisão vai contra a liminar emitida em primeira instância que determinou que o Google Brasil deveria remover os links indicados, no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil, limitado a R$ 30 mil. A juíza Anna Paula Dias da Costa havia concordado com os argumentos da SBM, aceitando a ação de indenização, com pedido de antecipação de tutela. O caso ainda será julgado em segunda instância.

No vídeo de maior sucesso da música “Passinho do romano”, com mais de 35 milhões de acessos, o dançarino Fezinho Patatyy executa movimentos do estilo passinho, enquanto trechos do Alcorão são recitados em árabe ao fundo, sobre uma batida de funk, e intercalados com os versos criados por Dadinho. “Eu já tô louco, já tô crazy, tô ficando embrazado/ Faz o passinho do romano, mas não mostra a minha cara, porque eu sou envergonhado”, diz a letra, que ainda afirma: “Essa é a nova do Dadinho, esse passinho tá pegando”.

LIVRO SÓ PODE SER CITADO EM ESTADO DE PUREZA

A ideia de introduzir uma melodia proveniente do Oriente Médio na canção partiu do DJ DN de Caxias, segundo Dadinho, que garante nunca ter sido sua intenção ofender a religião muçulmana. Já a sociedade defensora da fé islâmica no Brasil acredita que citações do livro sagrado em uma música não ligada à religião “desrespeita os preceitos muçulmanos, pois o Livro somente pode ser recitado em estado de pureza, no momento da reza”. A decisão anterior considerou o vídeo potencialmente ofensivo, por utilizar frases do Alcorão em contexto diverso do religioso.

— A gente nem sabia que era uma oração dos muçulmanos. Não quis ofender ninguém — se defendeu Dadinho, de 20 anos, morador de Caxias.

O funkeiro contou, por telefone, que recebe constantemente em seu perfil no Instagram e no Facebook mensagens de ódio.

— Fiquei com medo quando comecei a receber recados no meu WhatsApp. Me explicaram que o trecho que aparecia na minha música era do Alcorão e que se eu não tirasse os vídeos do ar em um mês, iam me matar — afirmou.

Com medo de represálias, o artista pretende gravar, em breve, uma nova versão da música, sem as citações em árabe, e substituir a gravação nos vídeos hospedados no YouTube. O MC também afirmou que dois shows que faria fora do estado do Rio foram cancelados após a polêmica.

Contra a determinação de remoção dos vídeos, o Google interpôs Agravo de Instrumento ao TJ-SP. No recurso, a empresa alegou que a decisão “afronta as garantias constitucionais da liberdade de expressão e da livre manifestação artística, (…) implicando censura da manifestação cultural do funk brasileiro” e defendeu que o YouTube é mero provedor de hospedagem de vídeos, não exercendo controle sobre o conteúdo publicado pelos internautas, embasando seus argumentos na Constituição Federal e no Marco Civil da Internet. A companhia de tecnologia ainda afirmou que os conteúdos são “inocentes” e que claramente “não há intuito ofensivo nos vídeos, no qual figuram crianças e adolescentes dançando”. Por fim, a firma argumentou que as regras religiosas devem ser somente impostas a seus adeptos, inexistindo obrigação das demais pessoas de seguir os costumes de determinada religião. O parecer do desembargador Nicolau foi favorável ao Google Brasil e derrubou a liminar que pedia a retirada imediata do conteúdo. A SBM, no entanto, aguarda o julgamento do agravo, que deve acontecer no fim do mês, enquanto prepara sua defesa.

— Não é intenção da SBM censurar nada. A ação movida contra o Google tem um caráter educativo. Apenas pedimos a retirada dos vídeos que ofendem a fé islâmica do ar. É uma forma de dizer que as pessoas precisam tomar cuidado quando se trata do Alcorão — argumentou o advogado que representa a SBM no caso, Alberto Camelier. — É difícil para quem não compartilha da fé entender o que é uma afronta a uma crença que não é a sua. Os muçulmanos se sentiram profundamente ofendidos com a canção, por mais que os compositores não tivessem a intenção de causar dolo.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Pessoal, essa ideologia do medo não funciona no Brasil… A gente já vive em guerra aqui com o tráfico; uma a mais ou a menos não vai fazer diferença.. Apesar que eu acredito mais que os traficantes queimem as mesquitas aqui no Brasil do que eles quererem fazer algum atentado, do jeito que as coisas tão no Brasil.

  2. Isto é o mau costume de morar no Brasil que toca fogo nos templos . Nas igrejas eu gostaria de ver vcs fazer e muitos mas pra ver se vcs tem coragem mesmo… Um bando de doidinhos desafinados achando q pode mexer com as oltras culturas quero ver ……

    1. O mal de vocês é sair julgando, acha que um “favelado” tem que ter um reconhecimento desse? Vem viver no mundo onde vivemos e ver como é diferencia o convívio de vida de vocês. Falar é fácil!! Ninguém é obrigado a estudar “Arabe”, tão até de sacanagem.

  3. Ninguem mandou ele colocar versos do Alcorão pra fazer funk agora ele dizer que ele não sabia que era uma oração árabe ele só pode ser muito burro

  4. Liberdade de expressão………
    Esses mulçumanos que são ignorantes, cada um faz o que quer

    1. Pois vai vc fazer liberdade de expressão lá na mesquita deles ….

  5. Os caras fazem merda e o Google é que paga ? Que bela maneira de produzir irresponsabilidade …..

  6. O pessoal do Charlie Hebdo , também tinham liberdade de expressão na França …. a questão que o desembargador não entendeu, é para os Muçulmanos nossa lei aqui não quer dizer nada …. se eles se ssntirem ofendidos virão aqui e irão explodir um monte de gente ….

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Religião

Vaticano publica documento que critica “cura gay” e discute inclusão

Foto: Reprodução

O Vaticano divulgou, nessa terça-feira (5/5), um documento que trata da inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ na Igreja Católica e faz críticas diretas às chamadas terapias de conversão, conhecidas como “cura gay”. O texto reconhece o sofrimento vivido por fiéis homossexuais e aponta a necessidade de ampliar práticas de acolhimento dentro das comunidades católicas.

Elaborado por um grupo de estudos ligado ao Sínodo sobre a Sinodalidade – processo convocado pelo papa Francisco –, o relatório reúne reflexões teológicas e relatos de fiéis para discutir temas considerados sensíveis na Igreja, como a vivência da fé por pessoas com atração pelo mesmo sexo.

Com o título “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o documento defende que a Igreja deve enfrentar essas questões a partir da escuta e da experiência concreta dos fiéis.

Entre os pontos centrais, está o reconhecimento de que a comunidade cristã pode ser um espaço de “cura e inclusão”, mas também pode reproduzir exclusão.

O texto afirma que muitas pessoas LGBTQIAPN+ convivem com “solidão, angústia e estigma”, inclusive dentro da própria Igreja, e menciona a presença de atitudes de “homofobia e transfobia” em ambientes religiosos. “Trata-se de pessoas que frequentemente se sentem incompreendidas, marginalizadas e excluídas”, diz o documento.

Testemunhos
Grande parte do relatório é construída a partir de testemunhos anônimos, que detalham vivências marcadas por conflitos entre fé, identidade e pertencimento. Os relatos mostram, ao mesmo tempo, experiências de exclusão e trajetórias de reconexão com a espiritualidade.

Um dos depoimentos, de um homem gay de Portugal, descreve o impacto das chamadas terapias de conversão. Segundo ele, as tentativas de “corrigir” sua orientação sexual deixaram “cicatrizes” e afetaram diretamente sua relação com a fé. O documento afirma que esse tipo de prática teve “efeitos devastadores”, ao atingir a dignidade dos fiéis e provocar afastamento da vida espiritual.

O mesmo relato menciona orientações recebidas dentro da própria Igreja, consideradas contraditórias. Em um episódio, o fiel diz ter sido aconselhado a se casar com uma mulher como forma de alcançar equilíbrio emocional.

Metrópoles

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Política

Prefeitura de São Gonçalo do Amarante certifica 60 alunos no curso “Fala Mais Idiomas”

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante realizou a entrega da certificação das turmas do curso “Fala Mais Idiomas”, promovido por meio da Secretaria para Assuntos Extraordinários, nesta quarta-feira (6). No auditório da Universidade Aberta do Brasil (UAB), 60 alunos foram certificados nos idiomas inglês, espanhol, mandarim (chinês) e, como novidade da retomada do curso pela atual gestão, a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Ao destacar que o município é a “porta de entrada” do Rio Grande do Norte por meio do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, o prefeito Jaime Calado afirmou: “Quem tem qualificação em outro idioma sai na frente e se destaca no mercado”.

Durante a solenidade, a secretária Mada Calado ressaltou que a iniciativa, retomada na atual gestão, “é um fator que proporciona transformação de vida”, ao se dirigir aos participantes.

A aluna Laura Silva, moradora do Jardim Lola, celebrou a conclusão do curso e declarou em chinês: “Quem fala mandarim faz amigo no mundo inteiro”, ao destacar o potencial do idioma.

Participaram da cerimônia o secretário de Educação, Micael Moreira; o secretário de Comunicação, Ledson França; e os vereadores Rayure Protásio, Aninha Siqueira e Léo Medeiros.

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Política

[VÍDEO] Vereadora do PSOL chama traficantes de “trabalhadores megaexplorados”

Imagens: Reprodução/Tarugão Barreira

A vereadora de Porto Alegre (RS) Karen Santos (PSOL) provocou forte debate após afirmar que pessoas envolvidas no tráfico de drogas seriam “trabalhadores megaexplorados” dentro da cadeia produtiva do narcotráfico.

A declaração foi dada durante discussão sobre regulamentação das drogas e reacendeu o debate sobre segurança pública, desigualdade social e políticas de combate ao tráfico no Brasil, conforme o perfil Tarugão Barreira, no instagram.

A parlamentar defendeu a regulamentação das drogas como alternativa para reduzir violência, exploração e o fortalecimento do crime organizado. Segundo ela, o mercado ilegal movimenta bilhões de reais sem qualquer controle estatal ou tributação.

“Drogas é uma mercadoria, como qualquer outra, assim como a gente tem o álcool que é legalizado, assim como a gente tem o cigarro que é legalizado, assim como a gente tem o açúcar, o café e, dentre outros medicamentos, tarja preta”, afirmou a vereadora.

Na sequência, Karen Santos declarou que trabalhadores envolvidos nas etapas da cadeia do tráfico seriam explorados economicamente. “

Quer acabar com as drogas? Regulamenta, porque é muito interessante para o capitalismo super explorar essa cadeia produtiva das pessoas que plantam, das pessoas que embalam, das pessoas que fazem o translado até chegar no varejo, lá na ponta, na biqueira, são trabalhadores mega explorados, sem seus direitos garantidos”, disse.

A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. Críticos acusaram a parlamentar de relativizar o crime organizado e minimizar os impactos da violência ligada ao tráfico de drogas. Já apoiadores afirmaram que a vereadora buscou discutir desigualdade social, ausência do Estado em áreas periféricas e modelos alternativos de política antidrogas.

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Judiciário

Moraes pode virar primeiro ministro do STF alvo de impeachment

Foto: Reprodução

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, voltou ao centro da crise entre os Poderes após ganhar força, nos bastidores de Brasília, a discussão sobre uma possível abertura de processo de impeachment no Senado. Parlamentares e juristas apontam supostos abusos de autoridade e decisões consideradas polêmicas, aumentando a pressão política sobre o magistrado.

A possibilidade de um impeachment contra Moraes vem sendo debatida por integrantes do Congresso Nacional e setores jurídicos nos últimos meses. Segundo informações divulgadas pelo portal Alfinetei, o tema passou a circular com mais intensidade em meio aos embates institucionais envolvendo decisões do ministro.

Caso algum pedido avance oficialmente no Senado , Moraes poderá se tornar o primeiro ministro da história do STF a enfrentar formalmente um processo de impeachment no Brasil.

A Constituição prevê a possibilidade de afastamento de ministros do Supremo em casos de crime de responsabilidade. No entanto, a abertura do processo depende diretamente do presidente do Senado e de articulações políticas dentro da Casa.

Nos últimos meses, decisões tomadas por Moraes em investigações envolvendo atos antidemocráticos, redes sociais e parlamentares ampliaram críticas de setores da oposição e de integrantes do Congresso, que passaram a questionar possíveis excessos do Judiciário.

 

 

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Política

URGENTE: Ciro Nogueira é alvo de busca da PF no caso Master

Foto: Reprodução

O senador Ciro Nogueira (PP) foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7), durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master.

A nova fase da operação foi autorizada pelo STF e mobilizou policiais federais no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Ao todo, a Polícia Federal cumpre 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores ligados aos investigados.

Segundo a PF, a operação aprofunda investigações sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis conexões entre operadores financeiros, agentes públicos e estruturas utilizadas para ocultação de patrimônio.

O foco da nova etapa está em supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Até a última atualização, a Polícia Federal não havia detalhado qual seria a participação individual dos investigados citados na operação.

A operação aumenta a pressão política sobre aliados e figuras do Centrão em Brasília, já que o caso tramita no STF e envolve suspeitas de crimes financeiros de grande impacto.

Os próximos passos da investigação devem incluir análise do material apreendido, quebra de sigilos e aprofundamento do rastreamento de operações financeiras consideradas atípicas.

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Política

[VÍDEO] Ministro de Lula processa Kelps no STF após acusações sobre respiradores

Imagens: Reprodução/Kelps Lima

O ex-deputado estadual Kelps Lima está sendo processado no STF pelo ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa, após acusações no caso dos respiradores comprados durante a pandemia da Covid-19 pelo Consórcio Nordeste.

Costa pede indenização alegando que foi acusado por Kelps de envolvimento no desaparecimento de recursos públicos destinados à compra dos equipamentos, que não foram entregues aos estados.

O ministro afirma ter sido alvo de declarações consideradas ofensivas relacionadas à condução da compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia. Há registros de que valores foram pagos antecipadamente, o que gerou forte repercussão e questionamentos sobre a aplicação dos recursos.

Kelps presidiu uma CPI na Assembleia Legislativa do RN para investigar o caso. Na época, a comissão apontou indícios de irregularidades e mencionou responsabilidades envolvendo gestores do Consórcio Nordeste e também a gestão do RN, comandada pela governadora Fátima Bezerra.

Kelps Lima, que é advogado, afirma que vai se defender no processo em Brasília. Ele disse que pretende acompanhar o andamento da ação e reforçou críticas à falta de responsabilização no caso dos respiradores.

“Uma das minhas missões ao chegar a Brasília inclui ter poder para ver esse processo caminhar na Justiça. O RN não pode, simplesmente, ver o dinheiro sumir dos seus cofres… e o caso ficar por isso mesmo”, garantiu.

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Política

EXPOSED: propina de R$ 8 milhões teria sido paga para travar CPI do Caso Master no Senado

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Investigadores do caso do Banco Master apuram a suspeita de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria pago uma quantia entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões a um senador da oposição para atuar contra a abertura de uma CPI no Congresso Nacional.

Segundo as apurações, o suposto pagamento teria ocorrido ainda no primeiro semestre de 2026, período em que o Banco Master passou a ganhar forte repercussão no mercado após negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB).

À época, Vorcaro ainda não havia sido preso. O banqueiro foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, no mesmo período em que o Banco Central decidiu pela liquidação do Banco Master.

Mesmo após a prisão do empresário, há resistência no Senado e na Câmara para a instalação de uma CPI destinada a investigar o caso, apesar de diversos requerimentos já terem sido apresentados por parlamentares.

Conforme o Metrópoles, a proposta de delação de Vorcaro foi entregue pelas defesas do banqueiro nesta quarta-feira (6). O material agora está sob análise da Polícia Federal e da PGR, que vão avaliar se há elementos suficientes para avançar na formalização do acordo.

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Geral

[VÍDEO] Cantor Edyr Vaqueiro se defende de acusações de violência doméstica e fala em “provar inocência”

Imagens: Reprodução/TV Tropical

O cantor Edyr Vaqueiro se manifestou publicamente após vir à tona uma acusação de violência doméstica que está sendo investigada pela Polícia Civil. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e também envolve a concessão de medida protetiva relacionada ao episódio, que segue sob análise das autoridades competentes.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o artista afirmou ser inocente e disse que pretende comprovar sua versão dos fatos na Justiça. Já sua defesa sustenta que há elementos e provas que contestariam a narrativa apresentada na ocorrência registrada, além de afirmar que o caso está sendo acompanhado juridicamente e que medidas cabíveis serão adotadas no processo.

Por outro lado, a defesa da mulher que fez a denúncia afirma que as condutas atribuídas ao cantor estão sob investigação formal e reforça a existência da medida protetiva concedida pelo Judiciário. As partes apresentam versões divergentes sobre o caso, que segue em apuração, sem conclusão oficial até o momento por parte das autoridades responsáveis.

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Política

[VÍDEO] Relator pede cassação de deputado do PT após briga de rua

Imagens: Reprodução/Gazeta do Povo

Um vídeo da briga envolvendo o deputado estadual Renato Freitas (PT) voltou a ganhar repercussão após o relator do caso no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná, Márcio Pacheco (Republicanos-PR), pedir a cassação do mandato do parlamentar nesta quarta-feira (6).

O episódio, registrado em vídeo no centro de Curitiba, voltou a circular após o avanço do processo disciplinar contra o deputado petista. Durante a análise do caso, o relator Márcio Pacheco também se manifestou publicamente sobre o pedido de cassação.

Pacheco afirmou que não há elementos que sustentem a tese de legítima defesa apresentada pelo parlamentar. Segundo ele, o conjunto das condutas analisadas no processo reforça a gravidade do caso no âmbito do Conselho de Ética.

Acusações incluem agressão e conduta em via pública

Entre os pontos destacados no relatório estão:

  • inexistência de excludente de ilicitude
  • gravidade objetiva da conduta
  • sequência de agressões em via pública
  • uso de técnicas marciais contra pessoa em inferioridade
  • humilhação adicional da vítima já imobilizada

Renato Freitas já responde a 11 representações por quebra de decoro parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná, incluindo o episódio da briga no centro de Curitiba. O processo segue em análise no Conselho de Ética.

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Judiciário

MORAES X ASSEMBLEIAS: STF pode mudar regra sobre prisão de deputados e barrar interferência política

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, defendeu a revisão de um entendimento que permite que assembleias legislativas estaduais derrubem prisões de deputados em determinados casos. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (6), durante decisão que manteve a prisão do deputado Thiago Rangel (Avante), no Rio de Janeiro.

Na decisão, Moraes afirmou que o modelo atual tem sido utilizado de forma distorcida e pode favorecer a impunidade de parlamentares investigados por crimes sem relação com o mandato.

O ministro determinou que a prisão de Thiago Rangel deve ser mantida independentemente de manifestação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e pediu que o caso seja analisado pela Primeira Turma do STF.

Moraes afirmou que normas estaduais têm sido aplicadas de forma automática para reverter decisões judiciais. Segundo ele, esse mecanismo estaria sendo utilizado para proteger parlamentares em situações envolvendo organizações criminosas infiltradas no poder público.

De acordo com o ministro, em 13 casos de prisões de deputados estaduais por crimes sem relação com o mandato: 12 foram revertidas por assembleias legislativas e 8 ocorreram apenas no estado do Rio de Janeiro.

Caso Thiago Rangel e operação da PF

Thiago Rangel foi preso na terça (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do RJ. As investigações apontam que um computador apreendido na Alerj continha uma planilha com nomes de deputados e indicações de cargos no governo estadual.

Segundo a PF, a planilha incluía campos como: “o que tem” e “o que está pedindo”. No caso de Rangel, havia indicação para cargo no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Campos dos Goytacazes, nomeação que teria ocorrido dias após o registro no documento.

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