Policias civis da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC) de Natal prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (1), Arthus Talles Arraes da Crus de Castro, conhecido como “Xiladão”. Ele foi detido no bairro Planalto, em Natal, pela suspeita da prática de crime de tráfico de drogas.
As investigações foram iniciadas pela DENARC há cerca de três meses, após o recebimento de denúncias informando que Arthus Talles estaria fazendo, no Rio Grande do Norte, o transporte de drogas e foragidos em seu veículo.
Nesta segunda-feira (1), após a abordagem policial, foi realizada uma revista no veículo de Arthus Talles e foram encontrados vinte e seis tabletes e porções de maconha, em tamanhos variados, totalizando quase 30 kg da droga, que estava escondida no porta-malas do carro.
Arthus Talles alegou ser motorista de aplicativo, porém as investigações demonstram que ele utilizava da atividade para dissimular o tráfico de drogas. Ele foi conduzido à delegacia, onde foram feitos os procedimentos e, em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da justiça.
A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181 ou do WhatsApp da DENARC, por meio do número: (84) 98135-6050.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou que ingressera com uma petição pedindo o levantamento do sigilo dos autos da Operação Mederi, sustentando publicamente que o gesto teria sido motivado por “transparência”. Veja a declaração:
O que o prefeito não destacou, porém, é que o processo já trazia decisões e manifestações anteriores no mesmo sentido — e que o levantamento do sigilo já estava encaminhado antes mesmo do pedido apresentado por sua defesa.
A manobra do prefeito reflete uma tentativa de chamar para um feito seu, o de transparência, determinações nesse sentido já tomadas pelo desembargador do caso e pedidas pela PF. A respeito de transparência, no entanto, o prefeito se negou a entregar as senhas de seus aparelhos apreendidos.
Documentos obtidos pelo Blog do Dina mostram que, em 22 de janeiro de 2026, o desembargador Rogério Fialho Moreira, relator do caso no TRF5, determinou que o sigilo do inquérito seria afastado após o cumprimento das medidas deferidas, mantendo apenas resguardos relacionados à intimidade dos investigados e dados sensíveis.
“DETERMINO, apenas após o cumprimento das medidas ora deferidas, o afastamento do sigilo do inquérito policial”, escreveu o magistrado.
Ou seja: o levantamento do sigilo já estava previsto na decisão judicial, condicionado apenas ao avanço das diligências.
Poucos dias depois, a Polícia Federal comunicou oficialmente o cumprimento das medidas. Em manifestação datada de 1º de fevereiro de 2026, o delegado Igor de Miranda Góes Chagas informou que os mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos em 27 de janeiro, além da entrega de ofícios às prefeituras envolvidas.
No mesmo documento, a PF concluiu que todas as providências haviam sido executadas e se posicionou expressamente pelo fim do sigilo.
“Assim, considerando-se cumpridos todos os expedientes, opina-se pelo levantamento de sigilo dos autos e dos procedimentos relacionados”, escreveu o delegado. Confira o documento datado de 1º de fevereiro:
Somente após esse encaminhamento processual, a defesa do prefeito protocolou o pedido. Na petição assinada pelos advogados, Allyson Bezerra afirma que, diante do “integral cumprimento das medidas determinadas” e com base na manifestação policial, requer o levantamento do sigilo do processo.
“Requerer o levantamento do sigilo deste caderno processual, bem como dos procedimentos a ele conexos”, diz o documento datado de 10 de fevereiro de 2026.
A petição também solicita que permaneçam resguardados documentos e informações que não tenham relação direta com o objeto da investigação e que revelem dados sensíveis.
Apesar de o prefeito ter apresentado o pedido como um ato de iniciativa própria em nome da transparência, os autos indicam que o caminho já estava aberto antes: primeiro pela decisão do desembargador, depois pelo parecer formal da Polícia Federal, que já defendia o levantamento do sigilo.
22 de janeiro de 2026 — O desembargador Rogério Fialho Moreira determina que o sigilo será afastado após o cumprimento das medidas investigativas.
27 de janeiro de 2026 — Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão. manifestação levantamento de si…
1º de fevereiro de 2026 — Delegado comunica o cumprimento e opina pelo levantamento do sigilo.
10 de fevereiro de 2026 — Allyson Bezerra protocola petição pedindo o levantamento.
Com isso, o pedido do prefeito ocorreu depois de já existir determinação judicial e posicionamento da autoridade policial defendendo o mesmo resultado.
A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovada por 54,7% dos entrevistados e aprovada por 42,1%, segundo pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (11). Outros 3,2% não souberam ou não opinaram.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em agosto do ano passado, houve melhora nos índices: a aprovação, que era de 38,1%, subiu, enquanto a desaprovação caiu de 58,2%. Na ocasião, 3,7% não souberam responder.
Além da aprovação geral, o instituto também perguntou como os entrevistados avaliam a gestão de Lula. Para 46,7%, o governo é considerado ruim ou péssimo; já 30,7% classificam como ótimo ou bom. Outros 1,5% não souberam ou não opinaram.
Em relação à pesquisa anterior, 48,7% avaliavam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 28,1% consideravam ótimo ou bom. Os indecisos ou que não souberam responder somavam 1,5%.
Metodologia
O instituto Paraná Pesquisa entrevistou 1.580 eleitores, entre os dias 6 e 10 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07683/2026.
O Rio Grande do Norte aparece como o 5º estado com maior custo de vida do Nordeste, com gasto médio mensal de R$ 2.550 por pessoa, segundo pesquisa “Custo de Vida no Brasil”, da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box. O valor engloba despesas básicas como moradia, supermercado, contas fixas, transporte, saúde, lazer e serviços pessoais — e mostra que o orçamento dos potiguares segue pressionado.
Entre os principais vilões estão o supermercado, com média de R$ 870 por mês, a moradia, que chega a R$ 790, e as contas recorrentes, estimadas em R$ 370. O economista Thales Penha, da UFRN, alerta que o peso desses itens essenciais reduz o poder de compra e força muitas famílias a trocar alimentos por opções mais baratas e a buscar moradias mais distantes para aliviar o aluguel.
O estudo aponta ainda gastos médios de R$ 420 com saúde e atividade física, R$ 290 com transporte e lazer e R$ 240 com compras diversas. Para Nathália Fernandes, especialista em educação financeira da Serasa, quando as despesas básicas ocupam grande parte da renda, o risco de endividamento aumenta, tornando o planejamento financeiro indispensável.
Mesmo com o custo de vida elevado, apenas 10% dos brasileiros cogitam mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. A pesquisa destaca que, em regiões onde os preços sobem mais rápido que a renda, organizar o orçamento e controlar gastos se torna essencial para evitar dívidas e manter as contas em dia.
O Banco do Brasil encerrou 2025 com uma queda de 45,4% no lucro líquido ajustado, que somou R$ 20,7 bilhões, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (11). O recuo foi atribuído principalmente às novas regras contábeis impostas ao sistema financeiro e ao aumento da inadimplência, que pressionaram o desempenho da instituição ao longo do ano.
No último trimestre, o banco registrou lucro de R$ 5,7 bilhões — retração de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024, apesar de uma recuperação frente ao terceiro trimestre. A mudança no modelo de provisões para perdas, baseada em estimativas de risco futuro, retirou cerca de R$ 1 bilhão em receitas de crédito do resultado anual.
Mesmo com o cenário desafiador, o BB ampliou a concessão de crédito e terminou o ano com carteira de R$ 1,2 trilhão. A inadimplência acima de 90 dias, porém, saltou de 3,16% para 5,17%, puxada principalmente pelas operações no agronegócio e no cartão de crédito.
Para 2026, a presidente Tarciana Medeiros projeta retomada da rentabilidade, com lucro estimado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco aposta em crescimento moderado da carteira de crédito e aumento nas receitas de serviços, mesmo diante de custos mais altos e despesas administrativas em alta.
Imagens aéreas feitas por drone expuseram o acúmulo de toneladas de lixo na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos de Fernando de Noronha e aumentaram a pressão de moradores nas redes sociais. Diante da repercussão negativa, a Administração da ilha notificou a Ambipar, empresa responsável pela limpeza urbana, cobrando providências imediatas.
O governo determinou que pelo menos 400 toneladas de resíduos sejam organizadas e retiradas do arquipélago em até 48 horas. A medida busca conter a crise ambiental e minimizar os impactos causados pelo volume de lixo acumulado.
A situação ganhou força após vídeos e fotos viralizarem, mostrando pilhas de resíduos expostas a céu aberto. Moradores cobram respostas rápidas e apontam preocupação com o meio ambiente e com a imagem turística de Noronha.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte deflagrou, nas primeiras horas desta quinta-feira (12), mais uma fase da Operação Território Seguro, com cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão no bairro de Mãe Luíza, na Zona Leste de Natal. A ofensiva mobiliza equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e o Ministério Público, por meio do Gaeco.
A ação ocorre em parceria com o Ministério da Justiça e faz parte de um programa nacional voltado ao enfrentamento direto de organizações criminosas. Segundo a Sesed, o objetivo é enfraquecer facções que disputam áreas estratégicas e pontos de tráfico na capital potiguar, com foco na retomada de territórios considerados sensíveis.
Os detalhes da operação serão apresentados em coletiva marcada para o meio-dia, no Gabinete de Gestão Integrada, no Centro Administrativo. A expectativa é que as autoridades divulguem o balanço parcial das prisões e apreensões realizadas durante a manhã.
A Operação Território Seguro já teve outras fases no estado. Em outubro de 2025, uma etapa semelhante resultou em dezenas de prisões e no cumprimento de mandados em cidades da Grande Natal, reunindo centenas de agentes em uma das maiores ações recentes contra o crime organizado no RN.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deverá decidir se o ministro Dias Toffoli continuará à frente do inquérito que apura suspeitas envolvendo o Banco Master, após a Polícia Federal encontrar menções ao magistrado no celular do empresário Daniel Vorcaro. A análise coloca em xeque a permanência do ministro na supervisão do caso e aumenta a tensão nos bastidores da Corte.
A informação é de Jussara Soares, da CNN Brasil. As referências a Toffoli foram identificadas durante a perícia feita pela PF, que comunicou o presidente do STF sobre possíveis indícios relacionados ao magistrado — embora não tenha solicitado formalmente sua suspeição. A atuação do ministro já vinha sendo questionada por decisões consideradas incomuns, como o alto grau de sigilo imposto ao inquérito e medidas sobre a guarda das provas da Operação Compliance Zero.
O cenário ficou ainda mais sensível após críticas à viagem de Toffoli ao Peru em um jatinho ligado a um advogado que atua no caso e pela revelação de que familiares ligados ao resort Tayayá têm conexões com fundos relacionados a Vorcaro. Nos bastidores, o ministro vinha descartando a hipótese de se afastar da relatoria.
Em nota, o gabinete de Toffoli classificou como “ilações” as manifestações atribuídas à Polícia Federal e afirmou que os esclarecimentos serão prestados diretamente a Fachin. Já a defesa de Vorcaro criticou o que chamou de vazamento seletivo de informações, alegando que a divulgação prejudica o direito de defesa e cria narrativas equivocadas sobre a investigação.
Esse davi alcolumbre (em minusculo mesmo) tem que pautar o impecheament deste individuo o quanto antes. O País em ruinas com esses sujeitos no poder judiciario.
Um dos principais envolvidos nos crimes, é o mesmo que está julgando, só no brasil mesmo. Esse país é esse stf, tá um nojo só. Bandido julgando bandido, todos já sabem o que acontecerá
O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao centro do debate político após o comentarista Thomas Traumann afirmar, durante o programa Estúdio i, da GloboNews, que o enredo pode ser interpretado como propaganda eleitoral antecipada. A avaliação ocorre em meio a questionamentos judiciais e críticas da oposição sobre a participação do presidente e da primeira-dama Janja no Carnaval carioca.
Segundo Traumann, a presença da primeira-dama no desfile pode mudar o caráter do evento. Para ele, o fato de Janja integrar a apresentação “deixa de ser apenas uma homenagem assistida pelo governo e passa a ser participação direta”. O comentarista também citou o cenário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destacando que, a partir de junho, a Corte terá nova presidência e poderia adotar postura mais rigorosa em julgamentos relacionados ao tema.
Durante a análise, Traumann afirmou que o samba-enredo e o formato do desfile configurariam promoção política em período sensível do calendário eleitoral. “Trata-se, sim, de propaganda antecipada”, disse, avaliando ainda que o evento seria “um desfile de bajulação ao presidente em ano eleitoral”. Ele acrescentou que eventuais punições poderiam incluir multa ou perda de tempo de propaganda gratuita, caso o TSE entenda haver irregularidades.
Apesar das críticas, a Justiça Federal rejeitou nesta quarta-feira (11) duas ações apresentadas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) contra Lula e a escola de samba. O desfile segue previsto para acontecer no domingo (15), mantendo o embate político e jurídico em torno da homenagem ao presidente.
O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, determinou que integrantes do primeiro escalão do governo Lula evitem desfilar na Sapucaí ao lado da primeira-dama Janja, em meio ao temor de desgaste político em ano eleitoral. A orientação foi para que ministros que compareçam ao Carnaval fiquem restritos aos camarotes, após avaliação de que a exposição em carro alegórico poderia virar munição para a oposição.
A decisão atinge diretamente o desfile da Acadêmicos de Niterói, que vai homenagear o presidente com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Janja será destaque no último carro, mas sete ministros desistiram de participar após o veto. A exceção, até o momento, é a ministra Anielle Franco, que mantém presença prevista por ser amiga pessoal da primeira-dama.
Nos bastidores, o Planalto também teme questionamentos jurídicos. O Partido Novo acionou o TSE alegando propaganda eleitoral antecipada e pediu multa milionária contra Lula, o PT e a escola de samba. A AGU e a Casa Civil reforçaram a recomendação para que ministros evitem o desfile, enquanto a ministra Estela Aranha foi sorteada relatora da ação.
Além do risco jurídico, aliados avaliam que a homenagem pode repercutir negativamente junto a parte do eleitorado, especialmente segmentos evangélicos. Embora o TCU tenha mantido o repasse de patrocínio federal às escolas, o episódio abriu novo embate político em torno da exposição do presidente em eventos culturais às vésperas da disputa eleitoral.
Um relatório de quase 200 páginas da Polícia Federal colocou o ministro do STF Dias Toffoli no centro de novas suspeitas ao apontar ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de convites pessoais e conversas sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento ligado à família do magistrado. O documento, classificado nos bastidores do Supremo como “nitroglicerina pura”, está nas mãos do presidente da Corte, Edson Fachin, que avalia um possível afastamento de Toffoli da relatoria do caso.
A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Embora a PF não tenha pedido formalmente a suspeição, o material descreve telefonemas, trocas de mensagens e negociações envolvendo a empresa Maridt, ligada ao resort. O próprio Toffoli admite a aliados ter recebido valores da companhia, afirmando que os repasses seriam legais por ele também ser sócio do negócio. Investigadores, porém, destacam a proximidade entre Vorcaro e interlocutores que trataram do empreendimento, o que aumentou a pressão interna na Corte.
O caso ganhou ainda mais tensão após decisões controversas do ministro no processo, como a centralização das provas no Supremo, a imposição de sigilo e embates diretos com a Polícia Federal sobre prazos e acesso a materiais. Integrantes da corporação avaliam que as medidas reforçaram dúvidas sobre a imparcialidade da condução das investigações envolvendo o banco.
Em nota, Toffoli classificou as conclusões da PF como “ilações” e disse que o órgão não tem legitimidade para pedir sua suspeição. Nos bastidores, porém, o relatório já provoca desgaste político e jurídico dentro do STF, ampliando o debate sobre limites éticos entre relações pessoais e decisões judiciais em processos de grande impacto.
Comente aqui