Policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriram, nesta sexta-feira (23), a um mandado de prisão preventiva contra Leandro da Silva Oliveira, vulgo “Léo”, 32 anos. Ele é apontado como o responsável pelo assassinato de Chyleno da Silva, crime que ocorreu no dia 10 de março de 2017, no bairro de Areia Preta.
De acordo com as investigações, os dois homens eram moradores de rua e costumavam dormir nas proximidades da Ponta do Morcego, na noite do ocorrido, os dois estavam bebendo juntos e dividiam uma quentinha até o iniciou de uma disputa em razão da comida, gerando um conflito entre eles e ameaças, o suspeito sentindo-se ameaçado, resolveu matar o outro homem com um pedaço de pau.
Ele foi encaminhado para o sistema prisional, onde ficará à disposição da justiça
O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) interditou o tráfego em trecho da RN-041, entre a BR-304 e a área urbana de Santana do Matos, após identificação de problemas no asfalto na cabeceira da ponte sobre o rio São Miguel. A medida foi adotada em conjunto com a Defesa Civil do município por segurança.
De acordo com nota oficial divulgada neste domingo (1º), o DER acionou a empresa responsável pelas obras na rodovia para realizar vistoria técnica no local nesta segunda-feira (2), com o objetivo de avaliar as condições da estrutura e executar os reparos necessários.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram desgaste na cabeceira da ponte, o que gerou preocupação entre moradores quanto à segurança da estrutura, após as últimas chuvcas na região. Até o momento, não há informações sobre prazo para liberação do tráfego.
Ainda no último domingo, a Prefeitura de Santana do Matos também publicou um alerta aos motoristas nas redes sociais, informando que foram encontradas crateras e sinais de erosão. “Pedimos que os condutores redobrem a atenção, reduzam a velocidades e dirijam com responsabilidade, principalmente durante a noite e em períodos de chuva”, escreveu o executivo municipal.
A empresária mineira Ana Paula de Oliveira Graciani, de 38 anos, está parada desde sábado (28) no Porto Rashid, próximo às Ilhas Deira, em Dubai, após viagem de cruzeiro ser cancelada por causa do conflito que atinge o Oriente Médio. Ana Paula está com o marido e o filho e relatou incerteza à volta ao Brasil.
A empresária do ramo da moda relatou à CNN Brasil que foi informada pelo comandante do cruzeiro sobre a mudança de planos antes de ingressarem no navio por medidas de segurança. O trajeto consistia em três dias de viagem por Dubai e passaria pelas cidades de Doha, Barem e a capital Abu Dhabi.
“Desde sábado, o comandante sugeriu que não saíssemos do navio por segurança. Caso resolvamos sair, a responsabilidade é nossa”, afirmou.
Há pelo menos três mil passageiros vivenciando a mesma incerteza que Ana Paula e a família.
A reportagem entrou em contato com a empresa responsável pela viagem para saber quais medidas estão sendo tomadas para promover apoio aos viajantes.
“Ouvimos barulho”
A empresária informou que ouviu alguns barulhos no dia em que se iniciou o conflito. Os Estados Unidos lançou ataque contra as bases militares do Irã na madrugada de sábado (28) e atingiu alguns pontos de Doha e de Dubai, local onde a família está, durante o dia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que a ofensiva militar contra o Irã continuará “até que todos os objetivos sejam alcançados”. Em pronunciamento na Casa Branca, o republicano fez um balanço da operação e disse que centenas de alvos foram atingidos, incluindo instalações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa aérea iranianos.
Segundo Trump, integrantes do alto comando militar iraniano “se foram”, em referência às mortes registradas na ofensiva iniciada no sábado (28/2), que atingiu a capital Teerã e outras regiões do país. “As operações de combate continuam neste momento com força total, e continuarão até que todos os nossos objetivos sejam alcançados. Temos objetivos muito fortes”, declarou.
O presidente norte-americano também lamentou as mortes de militares dos EUA durante o conflito e prometeu retaliar. “Infelizmente, é possível que haja mais [baixas]”, afirmou. Em seguida, fez um apelo direto aos militares iranianos: “Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa. Será morte certa. Não será bonito.”
Mais cedo, Trump disse que 48 membros da cúpula iraniana morreram nos ataques, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei. De acordo com a mídia estatal iraniana, mais de 200 pessoas morreram e cerca de 700 ficaram feridas após a ofensiva.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos em países da região do Golfo. Segundo autoridades norte-americanas, três soldados morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos nas ações, ampliando a escalada do conflito no Oriente Médio.
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou a interlocutores que teve passagens aéreas e hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Antunes está preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias contra aposentados.
Segundo relatos atribuídos a pessoas próximas, Lulinha viajou ao país europeu no fim de 2024 para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal na região de Aveiro, mas nega ter fechado qualquer negócio ou recebido pagamentos do lobista além da viagem. A investigação ganhou força após um ex-funcionário de Antunes afirmar à Polícia Federal que os dois seriam sócios e que haveria repasses mensais ao filho do presidente — o que é negado por Lulinha.
O caso é apurado pela Polícia Federal, que investiga se mensagens sobre transferências ao “filho do rapaz” mencionariam Lulinha. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS também determinou a quebra de seu sigilo bancário. Antunes é investigado por pagamentos a ex-dirigentes do INSS ligados a entidades suspeitas de descontos indevidos.
De acordo com as apurações, o lobista teria avançado na tentativa de adquirir um galpão em Portugal para operar no ramo da cannabis medicinal, chegando a assinar contrato e pagar sinal. Documentos apreendidos não citam o nome de Lulinha. Ele sustenta que não tem relação com o esquema investigado e que poderá comprovar, por meio de seus extratos bancários, que não recebeu valores do empresário.
O Hezbollah reivindicou nesta segunda-feira (2) o disparo de foguetes contra o norte de Israel, classificando a ação como resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Segundo o grupo, o alvo foi uma instalação militar ao sul de Haifa. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que interceptaram um dos projéteis e que outros caíram em áreas abertas, sem registro de vítimas.
O ataque é o primeiro do tipo desde o cessar-fogo firmado entre Israel e Líbano em novembro de 2024. Em comunicado, o Hezbollah afirmou que a ofensiva serve de “aviso” para que Israel deixe posições militares mantidas em território libanês desde a guerra do ano passado — presença que o grupo considera violação do acordo mediado pelos Estados Unidos.
A reação israelense foi imediata. A força aérea realizou bombardeios contra alvos ligados ao Hezbollah em Beirute, especialmente na região de Dahiyeh, reduto do grupo na capital libanesa, além de áreas no sul e no Vale do Bekaa. Explosões foram registradas durante a madrugada, levando moradores a deixar bairros atingidos.
O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Eyal Zamir, declarou que o Hezbollah “abriu uma campanha” contra Israel e será responsabilizado por qualquer escalada. Paralelamente, as forças israelenses anunciaram novos ataques contra estruturas ligadas ao regime iraniano em Teerã, ampliando a tensão regional após a ofensiva contra o Irã no fim de semana.
Depois da repercussão envolvendo a cobrança de R$ 12 mil em direitos autorais para a vigília católica “Consagra-te”, realizada no Anfiteatro da UFRN, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição divulgou posicionamento oficial explicando os critérios adotados.
Segundo a entidade, não há cobrança quando a música religiosa é utilizada em rituais litúrgicos dentro de templos, com caráter estritamente religioso. No entanto, o Ecad afirma que a taxa é devida quando há shows religiosos com apresentação de artistas e bandas para o público, mesmo que o evento seja gratuito.
De acordo com o órgão, a legislação brasileira determina que toda execução pública de música exige autorização e pagamento de direitos autorais, independentemente de haver cobrança de ingressos. Em eventos gratuitos, o cálculo é feito com base nos custos musicais da programação, como estrutura de som, palco e cachês.
Nota do Ecad na íntegra
O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) esclarece que, por liberalidade, não realiza a cobrança de direitos autorais sobre o uso de música religiosa em rituais de liturgia, orações e explanação de doutrina, com caráter estritamente religioso, dentro do templo. Porém, a cobrança dos direitos autorais é devida quando a música é utilizada em shows religiosos, ou seja, quando existe a apresentação de cantores e bandas religiosas com a finalidade de apresentação para o público.
O licenciamento musical é obrigatório para toda pessoa física e jurídica que utiliza música publicamente em seus negócios e eventos e está previsto na Lei dos Direitos Autorais (Lei 9.610/98). A ausência de finalidade econômica de um evento não é um requisito para a dispensa da cobrança dos direitos autorais. Eventos públicos, sejam gratuitos ou com cobrança de ingressos, não podem utilizar música sem a autorização dos autores e sem efetuar o licenciamento musical.
No caso de eventos sem cobrança de ingressos, o valor do direito autoral é calculado com base no custo musical do evento, que inclui despesas com som, montagem de palcos, cachês de artistas e demais gastos.
Os critérios de cobrança são baseados em normas internacionais e estão disponíveis para consulta no site oficial da instituição.
O Ecad está sempre disponível para esclarecer as dúvidas sobre o seu trabalho.
A Força Aérea Brasileira (FAB) precisou de uma solução orçamentária de última hora para manter seus principais projetos estratégicos em 2025. Documento interno aponta que a liberação de recursos só foi possível após a criação de um regime fiscal diferenciado para despesas de defesa, evitando a suspensão de contratos considerados prioritários.
A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. A mudança ocorreu depois da promulgação da Lei Complementar nº 221, em novembro de 2025, que autorizou o governo federal a retirar determinadas despesas militares da meta fiscal e do teto de gastos por até seis anos, dentro de limites estabelecidos. Para 2025, parte dos investimentos pôde ser excluída das restrições, desde que enquadrada como investimento e voltada à Base Industrial de Defesa.
Segundo relatório da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), o orçamento inicial aprovado na Lei Orçamentária não cobria todas as etapas contratuais previstas. Diante das limitações, houve necessidade de renegociar prazos e ajustar cronogramas até que a nova regra permitisse recompor os valores.
Com a flexibilização, programas como o KC-390, o FX-2 (caças Gripen) e os projetos de helicópteros HX-BR e TH-X ficaram fora das amarras fiscais. Ainda assim, os recursos só foram efetivamente liberados na segunda quinzena de dezembro, o que permitiu quitar pendências e concluir etapas contratuais antes do fechamento do exercício.
As pessoas que ficaram ilhadas em uma cachoeira na zona rural de Serra de São Bento, no interior do Rio Grande do Norte, foram recebidas sob forte emoção na unidade mista de saúde do município na noite deste sábado. O grupo passou mais de cinco horas isolado após ser surpreendido por uma tromba d’água.
Vídeos mostram a chegada das viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte e das ambulâncias, com as vítimas sendo retiradas envoltas em mantas térmicas para evitar choque térmico. Parte delas veio em veículo da comunidade de Gameleira, cidade vizinha.
Entre as cenas mais marcantes estão os reencontros de familiares. Pais aguardavam com ansiedade na frente da unidade de saúde até reconhecerem filhos e parentes entre os resgatados, em meio a abraços e lágrimas de alívio.
O grupo havia sido surpreendido pela cheia repentina por volta das 16h e só foi retirado da área já por volta das 21h30, após uma operação em região de difícil acesso. Apesar do susto, todos foram resgatados com segurança.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por chamada de vídeo, neste domingo (1º), de uma manifestação da direita na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e discursou para apoiadores reunidos no ato.
Durante a fala, afirmou que a eleição é “uma ferramenta” e o caminho “mais rápido” para alcançar o que classificou como justiça, associando o processo eleitoral à defesa de anistia para aliados. Segundo ele, o movimento não se resume a partidos, mas a uma causa maior.
Eduardo também declarou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso de forma “injusta” e disse que os manifestantes representam pessoas que não puderam comparecer, incluindo brasileiros que estariam detidos ou vivendo fora do país.
O ato foi convocado pelo deputado Nikolas Ferreira e reuniu apoiadores com críticas ao governo federal e ao Judiciário, reforçando o discurso em torno da anistia e da mobilização para as eleições deste ano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um discurso de defesa do diálogo diante da escalada de tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos. A expectativa é que o tema esteja no centro de uma possível reunião com Donald Trump, prevista para os próximos dias, caso seja confirmada agenda em Washington.
Nos bastidores, a orientação do Planalto é evitar embates diretos com a Casa Branca, priorizando a defesa de uma saída diplomática. Lula tem acompanhado os desdobramentos no Oriente Médio com sua equipe e avalia reforçar publicamente a necessidade de criação de um canal de negociação para reduzir a tensão militar.
O governo brasileiro sustenta que o presidente já teve protagonismo em articulações internacionais envolvendo Teerã, lembrando a tentativa de mediação realizada em 2010 ao lado da Turquia para tratar do programa nuclear iraniano — iniciativa que acabou não prosperando diante da resistência americana à época.
Além da via diplomática, auxiliares demonstram preocupação com os reflexos econômicos do conflito, especialmente no mercado de energia. Um eventual agravamento da crise, com impacto sobre rotas estratégicas de petróleo, pode pressionar preços internacionais e gerar efeitos na economia global.
A leitura no Palácio do Planalto é que uma transição turbulenta no comando iraniano pode ampliar instabilidades regionais. Por isso, a estratégia brasileira deve apostar em moderação, diálogo e tentativa de construção de pontes entre as partes envolvidas.
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