Passados dez dias do incidente que envolveu, numa padaria de Natal, um membro do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, um garçom e um empresário, uma atitude chama a atenção.
Não é a atitude arrogante do desembargador Dilermando Mota – comprovada por vídeos amplamente divulgados por meio das redes sociais – que mostrou-se autoritário no trato com um simples trabalhador, encolerizado quando foi contestado pelo empresário e prepotente ao se referir a policiais militares que não cumpriram sua ordem de prisão.
Não é a atitude do empresário Alexandre Azevedo que, ao testemunhar o tratamento desigual e indevido que o desembargador dispensara ao garçom, resolveu tomar as dores do trabalhador e virou, ele próprio, alvo da arrogância de quem se acha no direito de fazer o que bem entender.
Não é atitude dos policiais que se negaram a cumprir uma ordem de prisão que se mostrou descabida e injusta
A atitude que mais chama a atenção é a do silêncio.
O silêncio de uma instituição que costuma intervir e agir na defesa dos direitos humanos, do direito à livre expressão e à manifestação do pensamento.
O silêncio, que não se consegue entender, é o da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Norte.
A OAB-RN, que costuma aparecer em invasões de prédios públicos, em defesa de manifestantes, sejam estudantes, integrantes do Movimento do Passe Livre ou da Revolta do Busão, continua em silêncio.
No caso da padaria, temos de um lado um trabalhador humilhado e um empresário ameaçado de prisão simplesmente porque agiu contra uma manifestação de abuso de poder.
Do outro, um desembargador do TJRN.
Tribunal que, inclusive, já determinou a abertura de uma investigação preliminar.
E a OAB-RN não apareceu, não interveio, não agiu, nem emitiu qualquer nota.
Por que o silêncio da OAB-RN?
Cadê a arrojada OAB de tantas lutas???
Será que a OAB Potiguar já não é a mesma???

Desde quando a OAB serve pra alguma coisa? Nesse caso aí tua acha que ela vai se comprometer com um integrante do TJ? Besta é aquele que acha serventia numa instituição onde se cala pra uns e brada pra outros!
Gordim, com todo respeito, voto "na sua Autoridade" para governar este Estado! Ainda vou ajudar doando um tambor do holodum para a campanha, a "otoridade da padaria" vai amar sua demonstração de batuque igual a feita nas mesas! Gostaria de ver o responsável por enviar 4 viaturas bater continência para o "gordim"; enquanto isso, a violencia ja virou gozação entre a marginalidade local. Parece que a OAB so se interessa por politicas específicas, quando é para defender marginalidade ou vandalismo partidário. Ainda dá tempo de filiar-se a algum partido?
Analisando os relatos abaixo, não me contive e volto a opiniar. Primeiro sobre o Sr. Setentão. De fato e até mesmo pela redação, é bem provável ser conhecido do dito cujo ou no mínimo ter sido agraciado nessa passagem por esse mundo insano e em um País de pessoas hipócritas e inidonéas , Acredito que o mais importante a ser discutido é a falta de humildade desse "pseudo" individuo em ridicularizar o Garçom, Lamento profundamente o fato, No entanto essas pessoas que se acham imunes às regras do trato e do respeito ao próximo, devem repensar a sua forma de enxergar, fora a época em que às pessoas aceitavem e se davam por caladas. Portanto, tenham cautela e reflitam sobre seu comportamento, antes de tomar atitudes grosseiras e estúpidas.
O próximo passo ė botar a culpa no copo de gelo. Os tempos mudaram ninguém está acima da lei, peço para aqueles que querem defender o indefensável que assistam novamente os videos e reparem na abordagem do desembargador e no seu trato com os policiais. A policia representava o Estado e foi tratada daquela forma , imagine como ele trata um cidadão comum. O mundo mudou, é melhor se acostumar com isso.
Desfesa fantástica, e digo mais. Se o gordinho for candidato, não tenha dúvidas que será eleito, inclusive com meu voto !
Belo texto Bruno e muito pertinente!!!!
Temos que para de ser hipócritas e defender uma justiça realmente justa, doa a quem doer.
Todo mundo está aplaudindo a ação do "gordinho da mercato" e admirando a sua postura, mas quantos de nós teria a coragem que ele teve e faria o mesmo. Por isso virei fã do dito gordinho, ele se mostrou diferente.
Pessoal, sem maiores dramas. Era um garçom, portanto, devendo ser protegido pelo empregador. Se alguém se der ao trabalho de pesquisar na net, vai verificar que o próprio empresário diz em uma entrevista que se não fosse um desembargador a coisa possivelmente nem teria saido dela. Portanto, o próprio empresário demonstra que nem foi tão assim. Todo ser humano merece respeito e o garçom muito tbm, mas não se esqueçam da falha do empregador e do descontrole do gordo. Ele praticamente põe fogo em tudo, como bem artilou-se no comentario abaixo. Sem defender ninguém, mas aos que frequentam bares e restaurantes locais, pergunto: nunca viram garçons cobrados por clientes? Exageros a parte, não se pode esquecer que todos dizem que juiz quer ser Deus, porém, quando agem como mortais, cobramos deles a divindafe? Isso é coisa que deve ser resolvida com uma indenização por danos morais. Isso sim e, a padaria, espero que favoreça ao seu empregado. Pessoal, se o desembargador não podia se beneficiar da situação contra o gordinho porque não estava em serviço, não há como dele ser exigida postura de divindade. Foi um homem comum que teria maltratado outro cidadão, nessa linha que responda. O cara agora vai ser punido pela função? Ora, os fatos estão claros, assim, não mudemos ou criemos outra versão. Sempre todos nos pedimos para os juizes se desencatelarem, desse modo, descobrimos que eles são humanos. Cobre-se deles nessa medida. Não pode ter 2 pesos e 2 medidas. A indenização é a solução, nada mais.
Mais que o próprio TJ só a OAB quanto a expectativa de que a revolta da sociedade passe logo e o (mais um?) episódio seja colocado na vala do esquecimento.
Se bem que analisando o histórico de indignação da OAB diante de escândalos chega-se a conclusão que o Desembargador não tem o que temer por parte da Autarquia. Quem não pune seus inscritos que são pilhados desviando recursos públicos, e olhe que a lista é bem grande, vai se rebelar contra o que?
Se fosse um soldado da PM destratando um garçom de uma barraca da Praia do Meio já estariam com as passagens para Alcaçus compradas. Pediriam a expulsão, no mínimo,
Quando a fé nos ideais depende do tamanho da crença do infrator fica claro que você não luta. Você está rendido faz tempo.
Se a vítima fosse o Desembargador e não o garçom, ou seja, se a agressão, ainda que de modo verbal, tivesse partido do mais fraco (garçom) para o mais forte (desembargador) a esta altura a OAB já teria pedido a prisão do humilde garçom. Mas como a agressão verbal partiu de uma "otoridade" fica mais fácil se manter o silêncio.
Caro Bg. É muito pertinente todos seus questionamentos,agora o amigo esqueceu de perguntar: cadê a POLICIAL MILITAR? Pq a instituiçao tambem foi humilhada e desrespeitado pelo mesmo ELEMENTO que humilhou o garçom. Cadê a autoridade Policial que nao deu voz de PRISAO ao ELEMENTO quando o mesmo se referiu ao policiais como BUNDOES. Com a palavra o comandante geral da PM em defesa da tropa.
O GORDO, O DESEMBARGADOR E O GARÇOM.
Hoje estou próximo dos setenta anos e vejo como nada muda nesse quase século de vida. Todos culpam uns aos outros e nada se resolve. Um terceiro é sempre o malfeitor.
Teria um Desembargador, como consumidor, tratado mal a um garçom. Até ai é de se perguntar o porquê do empregador não ter agido imediatamente. Em esclarecimento na internet, o dono da Padaria Mercatto afirma que o imbróglio perdurou por mais de quarenta minutos. Isso é muito tempo para tudo, até para uma solução ao episódio.
Certo ou errado, sobretudo se o garçom foi pego pelo braço com rispidez pelo Desembargador, caberia ao empregador socorrer ao empregado, obsequiando seu bem estar e respeitando aos demais clientes presentes na empresa.
Nada fez o empregador e veio um cliente agora conhecido por “gordinho”, emergir como o “salvador da pátria”.
Ninguém ainda alcançou o risco a que todos os presentes se defrontaram? Ainda se ousa parabenizar a postura do gordinho colérico, como incentivo de repetições do ato em ambientes fechados? Ninguém culpa ou exige da padaria maior segurança e respeito aos que ali se encontravam? Ninguém enxerga a inoperância da polícia no local, quando deveria ter agido em pacificação? Ninguém ainda concluiu que é obrigação da Padaria, por seus responsáveis, representar e exigir apuração dos atos do Desembargador?
Como disse: É um verdadeiro jogo de transferência de responsabilidades.
Os vídeos em veiculação na rede mundial apenas demonstram a abominável postura de cólera de um cidadão “gordinho” que, certamente não pelo fato em si, mas possivelmente por outros problemas, se apresenta em desequilíbrio impar. Afirmo que outros problemas deveriam ser a causa da atitude, pois, se inexistentes aqueles, seria verdadeiro caso de ajuda médica. Se indignar é possível, mas daquele modo, claramente não é normal nem aceitável. Quem tem a sensibilidade de se indignar e defender o próximo, obrigatoriamente tem o dom do equilíbrio e os parâmetros do razoável.
O “gordinho”, inclusive, preferiu sua zona de conforto. Todo homem sabe que alguém disposto a brigar vai para cima e, quando a coragem permite, transpõe obstáculos. Nada disso fez, preferiu bater nos objetos inanimados da proximidade e dar gritos de acossamento. Apenas isso, gritos de perseguição para marcar território.
Conste-se que em informação da internet, o responsável da Padaria Mercatto aponta que o “gordinho” se escorou em uma senhora presente para não ser deslocado pela polícia. Errou a polícia, errou a senhora e o “gordinho” bravo não poderia se esquivar da responsabilidade. Deveria ter seguido e, na Delegacia, registrado o que bem lhe aprouvesse. Fugir de que? Isso não condiz com quem tem a declarada coragem.
O Desembargador também não foi de muita energia. Sua conduta não dá para ser discutida na falta de imagens, embora se possa apontar que três homens lhe detinha e isso pareceu confortável para o mesmo.
Assim, os fregueses ficam sem cobertura na Padaria Mercatto, inclusive em relação aos dois brigões. Algum poderia está armado ou resolver jogar objetos (mesas, cadeiras, facas, etc). Como disse o dono, passou de quarenta minutos a “arenga”.
Se o cliente reclamou do garçom, competia ao gerente chegar imediatamente e resolver a pendência. Se o cliente humilhou o trabalhador, pergunto: Qual o motivo da inércia? Por que não se inteirar do fato e convidar o cliente para sair do recinto? Precisou tanto estardalhaço para nada ser feito com valia?
O jogo de empurra instalou-se e, infelizmente, na falta de heróis, vem a postura desequilibrada ou imoderada, quem sabe derivada de outros males, ser agora uma espécie de exemplo bem acolhido pelo público.
No topo de minha enfadonha idade atual fico a pensar: O QUE DIFERENCIOU O EQUIVOCADO DESEQUILÍBRIO DO “GORDINHO” DA INDICADA POSTURA ADOTADA PELO DESEMBARGADOR ? Nenhuma dignidade pode ser encontrada em uma ou em outra postura. Se muito procurado, apenas se achará a menos danosa.
Como já pregava Rui Barbosa, o homem não pode desanimar da virtude, não deve rir da honra e nem ter vergonha de ser honesto. Agir com gentileza é exemplo de honestidade com o próximo.
Dispensem os dez minutos de fama, principalmente se advêm de uma situação desse jaez.
Isso é lamentável para todos os envolvidos, sejam cidadãos, seja empresa.
Bruno, tenho visto que seu trabalho é sério, razão que resolvi escrever e abrir discussão sobre o tema por você deflagrado.
Que tenhamos um feliz 2014.
Mario Porto Antunes (um velho brasileiro cansado da estupidez).
Caro Sr Mário Porto, respeito a opinião de todos mas, acredito que o Sr deve ser amigo ou parente do ilustre Desembargador por tomar a defesa do mesmo com tanta paixão. Caro Senhor, do alto de seus quase 70 anos, contenha-se ao defender uma pessoa como essa: prepotente, arrogante, que abusa do seu status de poder (que certamente fez com que todos tenham tido receio de afrontá-lo de uma forma mais veemente por nosso país acolher os abusos dessas pessoas). Esse tipo de atitude deve ser repudiado por todos que lutam e acreditam em uma sociedade mais justa e equânime para todos. No mundo de hoje, não há mais lugar para ACOITAR esse tipo de atitude. Afinal, TODOS somos iguais perante a lei, até os desembargadores, ACREDITE. A atitude desse SNEHOR, é tão esdrúxula, que, acredito, até a polícia não conseguiu absorver. Botar a culpa em putra Pessoa ou Entidade qualquer é um desrespeito À nossa inteligência. Desejando ao Senhor e a todos um ano de 2014 cheio de paz, amor, JUSTIÇA, RESPEITO, IGUALDADE, saúde, HUMILDADE, TOLERÂNCIA e LUZ, só posso lhe dizer: Fica com DEUS!
Concordo inteiramente com o Sr.Mario Porto,nessas horas é preciso haver bom senso,e isso não houve por parte de nenhum dos envolvidos.Realmente a padaria deveria ter conciliado a questao,cabia tao somente a ela,ter impedido o bate boca inutil.
Um feliz Ano Novo,e que fatos desse tipo nao virem moda em nossa cidade.
Então a culpa é. …da padaria? ?? Kkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Numa boa, melhor a OAB calada do que insultando a inteligencia alheia como tentou fazer este senhor.