Política

Presidente eleito deverá negociar com 262 deputados para ter maioria

MontagemFoto:  O Globo / Fernando Donasci

Os 18 partidos que não são umbilicalmente ligados nem a Aécio Neves nem a Dilma Rousseff conseguiram nesta eleição aumentar ainda mais a sua força para o próximo ano, passando de 253 deputados para os 262 eleitos, e serão a base de sustentação de qualquer candidato que for eleito. Trata-se das legendas que integram o “centrão parlamentar”, e que estão abertos a conversar com tucanos e petistas: PMDB, PSD, PP, PR, PTB, PRB, PROS, PV, PHS, PTN, PMN, PRP, PSDC, PTC, PEN, PTdoB, PSL e PRTB. Estes partidos representam mais da metade da Câmara e, juntos, superam os 257 votos que formam a maioria simples, quórum exigido para a aprovação da maioria dos projetos de lei.

O único partido que se manterá na oposição independentemente de quem seja eleito, Dilma Rousseff ou Aécio Neves, é o PSOL, com cinco deputados. São pró-Dilma três partidos com representação no Congresso: PT, PDT e PCdoB, que somarão 99 deputados a partir do próximo ano. São os mesmos que, se Aécio for eleito, já prometem fazer oposição frontal ao tucano. São pró-Aécio, por sua vez, seis partidos: PSDB, DEM, PSB, SD, PSC e PPS, que reúnem 147 parlamentares, os mesmos que já se colocam na oposição à petista caso ela seja reeleita.

De 2010 para a eleição deste ano, Dilma reduziu o tamanho de sua base ideológica. PT, PDT, PCdoB e PSB somavam 145 votos, caindo agora para 99. A presidente perdeu no segundo turno os socialistas para Aécio, e os demais partidos do núcleo fiel de sua base — a começar pelo PT — elegeram menos deputados. O tucano ganhou base, com as adesões do Solidariedade, que saiu, em grande maioria, do PDT; e do PSB, ampliando sua força de 136 para 147 votos na Câmara caso seja eleito, independentemente de negociações.

Quatro anos de conflitos com o Congresso

Os outros 18 partidos precisam “ser levados” a fazer parte da base aliada. No caso de Dilma, ela sai em vantagem porque sua coligação à reeleição é integrada, entre outros, por seis partidos do centrão: PMDB, PSD, PP, PR, PROS e PRB, que elegeram 205 deputados. Esses votos, no entanto, não são automáticos, porque há dissidências — até mesmo o PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer. Foram quatro anos de conflitos sistemáticos entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

Apesar de uma maioria numérica, há enorme contrariedade da maioria dos deputados da atual base aliada com o tratamento dispensado por Dilma. Habituados a uma relação direta e mais cortês com os ex-presidentes Lula (2003-2010) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), criticam o comportamento da presidente. Além de raramente recebê-los, quando ela o fez, foi em momentos de fragilidade política e de necessidade de aprovar algum projeto.

Se Aécio se eleger no próximo domingo, terá a tarefa de conversar com os partidos do centrão para trazê-los para seu governo e, neste caso, ideologia é o que menos importa. Pesa a favor do tucano o bom trânsito que tem no Congresso. Aécio foi deputado federal por 16 anos e presidiu a Câmara no governo Fernando Henrique.

Tanto Dilma quanto Aécio serão alvo do jogo do poder, que, muitas vezes, resvala para o jogo da corrupção. São os pedidos de nomeações de afilhados políticos para os milhares de cargos comissionados da estrutura do governo. Na opinião de parlamentares experientes, tanto Dilma quanto Aécio enfrentarão rodadas de pedidos e de muitas pressões.

Segundo políticos ouvidos pelo GLOBO, o Ministério de Minas e Energia é o alvo de maior cobiça, pelas estruturas paralelas que comanda. Algumas delas: Petrobras, Transpetro, Itaipu, além de todo o setor elétrico e de mineração. Foi em parte por este processo de indicações políticas que a Petrobras, a maior estatal do país, se vê hoje em meio a um escândalo de corrupção. Ironicamente, diante da devassa que enfrentou nos últimos meses, há entre os partidos do centrão menos interesse em ocupá-la, já que Polícia Federal e Ministério Público estão de lupa em cima dos contratos da estatal.

— O melhor lugar para atuar no governo é a Petrobras, não tenha dúvida. Ela é atraente pelo volume de contratos, mas agora é para quem quer fazer trabalho sério. Os que têm intenção de fazer negócios, querem distância de indicações por lá no atual e num eventual novo governo — disse um experiente parlamentar, que tem atuação junto ao Planalto desde o governo José Sarney.

Outros órgãos “em baixa”, no momento, ou por serem alvos de investigação ou porque perderam orçamento nos últimos tempos, são DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes); Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), Furnas e Eletronorte. Essas três últimas perderam capacidade de investimento pela redução das tarifas de energia. O DNIT passou por uma faxina porque tinha se tornado um dos principais focos de corrupção no governo. Entretanto, há um oceano de cargos ligados aos 39 ministérios, além de diretorias nas estatais e companhias regionais que estão na mira dos parlamentares.

Eles já cobiçam os fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica Federal (Funcef). Visam também à Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), à Funasa (Fundação Nacional de Saúde), aos Correios, às companhias de docas estaduais, ao Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e à Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Esses dois últimos formam a “indústria da seca” e foram apontados por deputados e presidentes de partidos como os mais cobiçados e os principais a serem negociados com Dilma ou Aécio.

Paralelamente à luta por cargos, vem a briga pela liberação das emendas dos deputados. Nos últimos governos, a verba invariavelmente era atrelada à votação de algum projeto de interesse do Executivo. E há ainda pleitos bem mais prosaicos, mas que são definidores sobre a fidelidade do deputado quando integra a base aliada. Um deles é o grau de prestígio dado ao deputado, pela capacidade de ser recebido pelos ministros, ter acesso ao poder e até viajar no avião presidencial quando o chefe do governo vai ao estado do parlamentar. A suposta falta de prestígio aos parlamentares é uma reclamação frequente na Câmara desde que Dilma assumiu.

O fortalecimento do Centrão, especialmente com o crescimento do número de partidos na Câmara, que passará a 28 legendas, terá outra consequência grave. Segundo os deputados, a votação da Reforma Política, já prometida pelos dois candidatos à Presidência, será extremamente difícil. Pontos como a cláusula de barreira (que restringe a liberação do fundo partidário e do tempo de TV a partidos que não atingirem um percentual mínimo de votos) e o fim das coligações proporcionais (para deputado e vereador) terão muitos opositores. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, apenas sete dessas 28 legendas atingiram 5% dos votos válidos: PT, PSDB, PMDB, PSB, PP, PSD e PR. Seriam superados por essa cláusula de barreira não só nanicos, mas partidos médios e históricos, como PTB, DEM, PDT e PV, e mais ideológicos, como o PSOL.

— Será um desafio para qualquer arquiteto político negociar com uma Câmara tão fragmentada e com um centrão parlamentar tão grande como este que foi eleito — avaliou um deputado ligado ao governo Dilma.

Dirigentes partidários avaliam que a cobrança das pessoas será maior agora, observando os movimentos do presidente que for eleito e o comportamento dos parlamentares.

— PT e PSDB estão sinalizando na campanha que terão uma postura diferente na relação com a Câmara. Seria bom instituir um novo sistema. Isso até pode acontecer e se viabilizar por um período, mas o modelo conhecido, o toma lá, da cá, volta rapidinho quando o presidente que for eleito mandar um projeto para ser votado em que há restrições na Casa — afirmou um presidente de partido.

O Globo

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Geral

ELEIÇÕES 2026 – PRESIDENTE: Em parcial com 1,1% da apuração, Lula tem 50,39% e Flávio Bolsonaro tem 49,61%

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga a apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais.

Com 1,1% das urnas apuradas, Lula aparece com 50,39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 49,61%.

A apuração continua.

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026: TRE-RN confirma 50% das zonas eleitorais totalmente encerradas e transmitidas

Reprodução

De acordo com atualização do Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN), exatamente metade das 60 zonas eleitorais do estado já encerraram completamente a votação e concluíram 100% da transmissão dos dados para o sistema de totalização.

Entre as 30 zonas com trabalhos concluídos e boletins transmitidos estão seções estratégicas do interior e de municípios como Macaíba (ZE 05), Mossoró (ZE 34, 49 e 58), Nova Cruz (ZE 12), João Câmara (ZE 10 e 62), Areia Branca (ZE 32) e Touros (ZE 14).

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Geral

“GOLPE JURÍDICO”: Após canetada de Zanin, Rogério Marinho denuncia intervenção de ministros do STF nas eleições 2026

Imagem: Reprodução/X

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), criticou neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender até as 19h o horário de votação do segundo turno.

Em publicação no X, o parlamentar classificou a medida como uma intervenção e alertou para o risco de um “golpe judiciário”.

“Impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF. Espero sinceramente que o bom senso prevaleça e que qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere, pelo bem da democracia”, escreveu.

Zanin atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula (PT), que alegou dificuldades de transporte de eleitores em municípios da Bahia e de São Paulo. A campanha de Flávio também havia solicitado mais duas horas de votação, mas apenas em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, devido a chuvas intensas e bloqueios de vias.

Após determinar a extensão do horário em todo o país, o ministro esclareceu que a medida só valeria para seções eleitorais cujas urnas ainda não haviam sido fechadas.

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Eleições 2026

URGENTE: Prorrogação determinada por Zanin abre possibilidade de pedido para anular 2º turno, diz professor da FGV

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O professor de direito eleitoral da FGV Fernando Neisser afirmou que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de estender a votação por duas horas pode abrir caminho para um pedido de anulação do segundo turno. Segundo ele, a ordem chegou quando algumas urnas já estavam encerradas, criando condições diferentes entre as seções eleitorais.

“A partir do momento em que a urna é fechada, ela não tem como ser reaberta”, declarou à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Para o professor, a situação pode fundamentar uma contestação e um pedido para realizar novamente a votação. Trata-se de uma avaliação jurídica, sem decisão de anulação.

A prorrogação foi determinada pouco depois das 17h deste domingo (25). Mesários ouvidos pela Folha relataram urnas encerradas, boletins impressos e equipamentos já devolvidos à Justiça Eleitoral, além de falta de orientação sobre como cumprir a medida.

Zanin atendeu a um pedido da campanha de Lula (PT), motivado por problemas no transporte de eleitores. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou ao TSE a ampliação do horário em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, por causa de chuvas e bloqueios de vias.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026: TRE-RN informa que seções já encerradas no estado não serão reabertas após prorrogação da votação

Foto: Alex Régis

O Rio Grande do Norte não reabriu as seções eleitorais que encerraram a votação às 17h, apesar da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de estender o horário do pleito até as 19h. Segundo o TRE-RN, as urnas já fechadas permanecerão definitivamente encerradas.

As seções que ainda tinham eleitores na fila às 17h, porém, devem concluir o atendimento até que todos votem. Os dados das urnas encerradas já foram extraídos e seguem para a totalização dos votos.

Com informações da Tribuna do Norte

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Geral

Zanin esclarece que prorrogação da votação até as 19h vale apenas para urnas que estavam abertas

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) que a prorrogação do horário de votação até as 19h vale apenas para as seções eleitorais que ainda estavam abertas. Como as urnas são lacradas após o encerramento, não é possível reabrir locais onde a votação já havia terminado.

A decisão atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou dificuldades de transporte de eleitores em pelo menos dez estados e defendeu a ampliação do horário para garantir igualdade de condições no acesso às urnas.

O PT também solicitou a retomada integral da frota de ônibus em São Paulo e Teresina, além da manutenção do transporte gratuito até duas horas após o novo horário de encerramento. Eleitores de cidades como São Paulo, Salvador, Petrópolis e João Pessoa relataram dificuldades para chegar aos locais de votação devido à redução da oferta de ônibus.

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, além de estabelecer multa de R$ 1 milhão por hora diante de problemas no cumprimento das medidas de transporte.

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Eleições 2026

“ESTRANHO”: Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo questionam prorrogação da votação

Foto: Reprodução Redes Sociais

Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo criticaram a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, neste domingo (25). Os dois participavam de uma transmissão ao vivo em Miami para acompanhar a apuração.

“Estranho, hein?!”, reagiu Eduardo. Figueiredo afirmou que a medida tinha “cheiro de golpe” e citou a queda das chances de vitória de Flávio Bolsonaro no mercado de apostas Polymarket. A declaração foi uma especulação do comentarista, sem apresentação de provas de irregularidade.

“Onde está o presidente do TSE?”, questionou Figueiredo, referindo-se ao ministro Kassio Nunes Marques. Durante a transmissão, um telão ao fundo mostrava uma apuração parcial com Lula em 65,4% e Flávio em 34,6%, sem indicação, no relato, do universo de votos contabilizados.

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Eleições 2026

CANETADA DE ZANIN: Prorrogação da votação causa confusão com urnas fechadas e seções já apuradas pelo país

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de ampliar em duas horas a votação em todo o país provocou confusão neste domingo (25). Divulgada pouco depois das 17h, a ordem encontrou seções com urnas encerradas, boletins impressos e equipamentos já encaminhados aos tribunais regionais, segundo relatos colhidos pela Folha de S.Paulo.

Em São Paulo, mesários relataram falta de orientação sobre como proceder. Em Pinheiros, trabalhadores chegaram a ser orientados a permanecer no local enquanto aguardavam instruções. No Jabaquara, algumas urnas já haviam sido devolvidas à Justiça Eleitoral.

No Rio de Janeiro, uma escola em Laranjeiras manteve as portas abertas, mas as seções já estavam encerradas. Em Brasília, houve reabertura parcial de um local de votação na Asa Norte, porém eleitores não conseguiram votar porque os equipamentos estavam fechados e parte dos mesários já havia saído.

Quando a reportagem foi publicada, o sistema do TSE já registrava votos totalizados no país. Procurado pela Folha, o tribunal informou que aguardava a íntegra da decisão para se posicionar sobre os procedimentos.

Com informações da Folha de S.Paulo

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Acidente

[VÍDEO] Deputado Federal Pedro Rousseff (PT) relata capotamento a caminho da apuração e comemora ter saído sem ferimentos


O Deputado Federal eleito, Pedro Rousseff (PT), gravou um vídeo neste domingo (25) para acalmar apoiadores após sofrer um acidente de trânsito na Rodovia Fernão Dias, enquanto viajava de Belo Horizonte para São Paulo para acompanhar a apuração das eleições.

O parlamentar explicou que o veículo perdeu o controle devido à forte chuva na pista e capotou três vezes. Apesar da gravidade do acidente, nem ele e nem o assessor que o acompanhava sofreram ferimentos graves.

“A gente saiu de Belo Horizonte pra ir pra São Paulo apurar a votação e, chovendo muito, o carro perdeu o controle e capotou. Capotou três vezes e, graças a Deus, a gente não teve basicamente nenhum arranhão. Isso aí de fato é o poder de Deus e agora a gente reviveu basicamente”, declarou o deputado, agradecendo também às mensagens de apoio e ao atendimento médico.

 

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Geral

Flávio e Lula mobilizam eleitor para ir às urnas após Zanin estender votação até as 19h

Foto: Rosinei Coutinho/STF

As campanhas dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentam mobilizar seu eleitorado para ir às urnas dentro do novo prazo da eleição. A votação foi prorrogada até 19h em todo o país.

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