Judiciário

Procurador da Zelotes contesta Lula e diz ser negro e da periferia; depoimento do ex-presidente acaba em recuo e mea-culpa por palavras

Foto: FILIPPO MONTEFORTE/AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um embate nessa quarta-feira, dia 19, com um dos procuradores que atuam na Operação Zelotes. Exaltado, Lula apontou o dedo ao procurador e em alto tom de voz disse que desafia o Ministério Público a provar que ele havia recebido propina de empresários e que tinha “origem” humilde. O procurador da República Igor Miranda interrompeu o ex-presidente para dizer que não era autor intelectual da denúncia, mas que tinha obrigação de questioná-lo sobre os crimes de que é acusado.

“Eu estou cansado de tanta mentira contra mim, de tanta leviandade, de tantas insinuações. Eu tenho desafiado nesses últimos cinco anos, eu duvido que tenha um juiz, um procurador, um delegado, um deputado, um empresário que diga o seguinte: ‘Eu vi um empresário dar 5 centavos ao Lula’. Eu tenho desafiado vocês do Ministério Público. Apresente uma prova pelo amor de Deus. Parem de insinuar coisas a meu respeito. Possivelmente muita gente que trata com leviandade muita atuação como presidente da República talvez agisse com leviandade se estivesse no meu lugar”, declarou Lula, em tom ríspido. “Eu sou de uma terra onde a gente nasce pobre, mas aprende a ter caráter e dignidade. Eu não abro mão disso.”

Imediatamente o procurador rebateu: “Para deixar claro, presidente, não sou autor intelectual dessa denúncia. Como o senhor perceber eu sou negro, cresci numa periferia, até nesse sentido é um prazer conhece-lo, mas é meu dever institucional buscar a verdade”.

Lula respondeu ficar “orgulhoso” de ver um negro no Ministério Público e disse que tinha esperança de ver mais. “Somos poucos”, afirmou o procurador.

Lula disse que merecia “desculpas” por parte do MPF e da Polícia Federal e lançou novamente desconfianças sobre procuradores da República. O ex-presidente foi condenado e preso na Operação Lava-Jato por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro – ele foi solto em 2019 por ordem do Supremo Tribunal Federal até que os últimos recursos de defesa se esgotem.

“Estou dizendo em alto e bom som 24 horas por dia: Eu desafio a instituição Ministério Público a provar algum deslize na minha vida. A gente não pode falar o mesmo de alguns procuradores”, provocou o petista.

O depoimento de Lula ocorreu como réu na ação penal da Operação Zelotes sobre a Medida Provisória 471 de 2009, que deu incentivos fiscais ao setor automobilístico e levou à instalação de fábricas de automóveis em Pernambuco, na Bahia e em Goiás. O processo foi separado para tratar apenas de atos ocorridos dentro do Poder Executivo, relacionados à elaboração da norma.

O ex-presidente é acusado de ter cometido corrupção ao solicitar ou assentar promessa de valores ao PT por parte de representantes de montadora. O petista disse que a denúncia é uma das “grandes mentiras” contadas pelo Ministério Público Federal.

“Se alguém levou dinheiro foi o povo de Pernambuco, de Goiás, da Bahia e do Nordeste”, disse Lula.

A audiência foi marcada por uma série de questionamentos de advogados de defesa dos réus à atuação do procurador. Lula chegou a dizer que “não havia nada pior do que uma pergunta mal feita”.

O procurador Igor Miranda e o juiz Vallisney Oliveira, titular da 10a Vara Federal, tentavam extrair do ex-presidente informações sobre o processo de elaboração da MP e cotejar o depoimento de Lula com o do ex-ministro e ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho, também réu na ação. Carvalho era o responsável por intermediar contatos com lobistas e representantes do setor automobilístico, como Mauro Marcondes, outro dos réus, conhecido de Lula desde os tempos de sindicalista no ABC paulista. Ele negou ter atendido pedidos de Marcondes.

Lula disse ter feito uma série de reuniões com personalidades do setor, mas que discutia os termos da MP apenas com os ministros das áreas envolvidas. Ele negou ter recebido Marcondes a sós no Palácio do Planalto para discutir o conteúdo da MP 471, apesar de ressalvar que não tem a memória de todos os fatos aos 74 anos de idade. “Eu nunca recebi o Mauro Marcondes sozinho enquanto presidente da República para discutir a MP 471″, afirmou Lula.

Ao fim, o ex-presidente fez uma espécie de mea-culpa ao juiz e ao procurador. “Não pense que eu fiquei nervoso não, fico admirado de ver um negro no Ministério Público. E quero ver muitos”, afirmou antes de deixar pelos fundos a sede da Justiça Federal. “Parece que estou nervoso, mas não sou nervoso não, sou muito calmo e respeito a Justiça.”

Palocci

Lula negou a acusação de que o PT tenha recebido R$ 4 milhões para campanhas em troca da aprovação da Medida Provisória 471. Lula chamou a acusação de “ilação” e “mentira com M maiúsculo”.

“O que acho grave é o MP fazer uma ilação de que tudo foi feito para dar dinheiro PT”, declarou.

O petista disse que a norma foi aprovada por unanimidade no Senado e na Câmara e que sugeriu à PF investigar 513 deputados e 81 senadores como forma mais fácil de descobrir se houve corrupção e “quem levou dinheiro”.

“Um dos interesses de fazer com que a indústria automobilística fosse para o Nordeste era levar conhecimento, fazer transferência em ciência e tecnologia”, declarou o petista.

Ele desacreditou o relato do ex-ministro petista Antônio Palocci, que fechou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal, e revelou detalhes de negociações em torno das medidas provisórias. A defesa de Lula questiona a validade do depoimento de Palocci – o ex-ministro afirmou que o lobista Mauro Marcondes tinha acesso irrestrito a Lula.

“A única explicação era porque ele (Palocci) deveria estar ganhando um prêmio por fazer delação e tenha se prestado a contribuir com o Ministério Público”, respondeu Lula ao juiz quando questionado se a acusação de Palocci era mentirosa.

Lula tentou descredibilizar provas documentais apreendidas, dizendo que “pedaços de guardanapo com anotações” não eram documentos.

O depoimento foi acompanhado por senadores e deputados do PT na sala de audiências da 10ª Vara Federal em Brasília.

O procurador

Igor Miranda não participou da produção da denúncia. Ele foi para a Zelotes depois de o titular da investigação, Frederico Paiva, ter iniciado um curso de pós-graduação nos Estados Unidos.

Igor Miranda foi criado no chamado P Sul, em Taguatinga Norte, uma das regiões mais violentas do Distrito Federal.

Os pais do procurador conseguiram pagar o estudo do investigador com dificuldade, e o próprio Igor Miranda passou em outros concursos – como o de analista e o de técnico – antes de se tornar procurador.

Ao blog Matheus Leitão -G1, Igor Miranda afirmou que a declaração foi apenas para mostrar ao ex-presidente que ele, como procurador, não se encaixava no estereótipo que o presidente muitas vezes reverbera quando trata de investigadores do Ministério Público.

“É comum – e quase sempre fracassada – a estratégia defensiva de desqualificação dos membros da acusação. No caso específico do ex-presidente Lula, muitas vezes associa diversos casos com suposta perseguição política e atuação oculta de elites nacionais e internacionais”, afirmou o procurador.

“Entretanto, as instituições públicas, inclusive o MPF, devem ser respeitadas no cumprimento de suas atribuições constitucionais. A PF, MPF e a Justiça Federal apenas cumprem suas funções, com análise de fatos e provas de forma imparcial. Pessoalmente, não me encaixo no estereótipo elitista utilizado no discurso do réu. Sou negro, oriundo de Taguatinga Norte, região satélite do DF e exerço minhas atribuições na busca da verdade processual (real)”, declarou Miranda.

Com Fausto Macedo – Estadão, e Matheus Leitão – G1

Opinião dos leitores

  1. É um ser diferenciado! Quanto mais batem nele, mas cresce a admiração do povo brasileiro, pelo maior Presidente que esse país já teve!!!

  2. Esse LADRÃO tem todo direito de negar. Ele não vai confessar nunca os crimes dos quais é acusado. É igual a time quando joga com o regulamento debaixo do braço. Corre, Corre, joga na retranca, não dá um chute a gol. É a mesma coisa. Sempre vai negar e muita gente vai acreditar.

  3. O chefe da quadrilha do partido que virou bando é um mentiroso compulsivo e contumaz, apenas os devotos acreditam nesse cafajeste, é de uma desfaçatez que me causa ânsia de vômito. Ladrão!

  4. Mas no mundo real a realidade do procurador não é a regra.
    E não por preguiça de quem é pobre e da periferia, mas pq pra se ter o básico o esforço e muito maior. Parabéns ao procurador, mas ele e outros super humanos que superaram a dificuldade e chegaram no topo, são a exceção à regra. Basta fazer um levantamrnto junto aos pares que refletirá a dura e crua desigualdade.
    No entanto desejamos que o equilibrio nesse contexto aconteça com a melhoria dos serviços públicos que são tão indispensáveis para os mais pobres, que sempre foi e ainda é a esmagadora maioria da população brasileira.

    1. "PARA SE TER O BÁSICO, O ESFORÇO É BEM MAIOR…"
      É NÃO!
      O BÁSICO, OS NOSSOS BRASILEIROS OCIOSOS TÊM. OS QUE NÃO VÃO COBIÇAR O ALHEIO BUSCAM, COM MUITO ENFADO, SUBEMPREGOS PARA DEPOIS DAR NÓ CEGO SEREM DESPEDIDOS, SE ESCORAREM EM SEGUROS DESEMPREGOS E DEPOIS BUSCAREM MAIS "BÁSICOS" EM AÇÕES TRABALHISTAS. FORA DISSO, SE NUTREM DE "BOLSAS VAGABUNDAGEM" AS MAIS DIVERSAS E DE BUSCAREM DIREITOS CONSUMEIRISTAS. SE ACABAM DE PEDIR PROMOÇÕES GRATUITAS DE IFOOD NA ESPERANÇA DE VIR UM SANDUÍCHE DESORGANIZADO, UMA BARATINHA, UMA DEMORINHA NA ENTREGA PARA SE DELEITARES NA JUSTIÇA DOS JUIZADOS ESPECIAIS DE DOIS MIL REAIS. PASSAM A VIDA ASSIM.
      NÃO BUSCAM INSTRUÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS (QUE SE NÃO SÃO BOAS, SÃO APTAS A OFERECEREM O BÁSICO AOS QUE CUMPREM ROTINAS MINIMAMENTE PRODUTIVAS), NESSAS ESCOLAS OFERECEM ALIMENTAÇÃO BÁSICA ASSISTIDA POR NUTRICIONISTAS. VÁ OFERECER UM EMPREGO DE UM SALÁRIO MÍNIMO A UMA CRIATURA DESSAS PARA VER QUAL RESPOSTA TERÁ!
      A GRANDE MAIORIA DA NOSSA POPULAÇÃO EXIGE ALGUÉM OU ALGUMA INSTITUIÇÃO PARA TOMAR CONTA DE SI. NÃO ENVIDAM O MÍNIMO ESFORÇO E ENTREGAM-SE A UMA VIDA VICIOSA, OCIOSA, PERNICIOSA, IMBECILIZANTE, CRETINA.

  5. Continua querendo fazer o povo um bando de otários?
    Este senhor foi condenado em 02 processos por 05 magistrados e nem o STF, depois de mais de 200 tentativas de seus advogados, teve como inocentá-lo diante das provas existentes.
    Vai continuar insistindo nessa versão alucinada, se vendendo como vítima, que só se sustenta com seus seguidores e dentro de sua seita.
    Se não recebeu recursos, então mostre vídeos, áudios ou qualquer outra comprovação das palestras que deu e por elas recebeu milhões das empresas que tanto beneficiou enquanto estava no governo.
    Será um bom começo, depois iremos para o sítio, para fortunas que seus filhos agora tem e ninguém sabe de onde veio, dos R$ 70 milhões que dona Marise deixou oficialmente de herança e nunca trabalhou e muitas outras situações.

  6. Acusam o ex-presidente Lula de crimes para os quais não encontram provas, enquanto isso a corja criminosa , lá no congresso, continua flagrantemente destruindo o Brasil e seu povo! Cadê o MP atuando sobre essa quadrilha miliciana? Enquanto isso, o ex-juizeco aproveitador acobertando a bandidagem, a canalhice desse pseudo-presidente…

    1. Chora não, Nilza! Lula, segundo ele mesmo diz, é a viva alma mais honesta desse país! Tem uns lunáticos que acreditam. Ele tem um humor negro muito refinado. Kkkkkkkkk…

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Cultura

Espetáculo “Francisco – Um Auto Popular” leva poesia e cultura nordestina ao palco do TAM

Foto: Divulgação

O palco do Teatro Alberto Maranhão será tomado pela poesia e pela fé no dia 10 de setembro com o espetáculo “Francisco – Um Auto Popular”, em apresentação única.

A montagem revisita a trajetória de São Francisco de Assis com linguagem nordestina, unindo teatro, música e dança em uma encenação poética e popular. O espetáculo é apresentado pela Cia. Atos Populares, com dramaturgia e direção de Vinicius Fortunato e coreografia de André Rosa.

Uma obra que mistura fé, cultura popular e emoção em um rito cênico que fala de simplicidade, natureza e humanidade.

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Geral

SABATINA NO JN: Lula fez “mansplaining” contra Renata Vasconcellos, diz Natuza

Foto: Reprodução

Após a sabatina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na noite desta quinta-feira (27) no Jornal Nacional, a jornalista Natuza Nery afirmou que o petista fez “mansplaining” com Renata Vasconcellos.

Mansplaining, termo, difundido principalmente pelo feminismo, é quando um homem explica algo a uma mulher de maneira condescendente, assumindo que ela não entende do assunto ou que ele sabe mais do que ela, mesmo quando ela é especialista. A palavra une os termos em inglês man (homem) e explaining (explicando).

– Tem um momento que me incomodou. Quando ele não concorda com a pergunta da Renata e tenta explicar qual é a maneira correta de perguntar para ele. Tem um nome para isso que é o mansplaining – afirmou Natuza durante o Central das Eleições, na GloboNews.

Na sequência, a jornalista reforçou:

– Ele tentou ensinar a Renata a perguntar.

A pergunta de Renata abordava o crescimento da dívida pública durante o governo Lula. A jornalista destacou que o endividamento havia ultrapassado R$ 10 trilhões e chegado a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), além de questionar os efeitos dessa trajetória sobre os juros, o crédito, os investimentos e o orçamento das famílias.

Lula respondeu à questão dizendo esperar que uma jornalista “da tua qualidade, da tua competência” começasse o questionamento de outra maneira. Na sequência, ele próprio apresentou uma formulação alternativa.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

[VÍDEO] LACRADOR: A “meninice” de Allyson Bezerra ao passar correndo para provocar Álvaro Dias demonstra que ele não tem maturidade para administrar o RN

Imagem: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) passando correndo em frente à comitiva de Álvaro Dias (PL), seu adversário na eleição de 2026, que também realizava um ato de campanha nesta sexta-feira (28) no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

Álvaro Dias estava em cima de um palanque móvel, no início da concentração para dar a largada na movimentação política, quando de repente Allyson Bezerra passou correndo pelo candidato do PL. O ex-prefeito de Mossoró se notabilizou nas redes sociais pelos pulos e carreiras que dava quando visitava os municípios do RN. A performance lhe rendeu o apelido de “candidato TikTok”.

Ao passar correndo em frente à comitiva de Álvaro, sabendo que estava sendo filmado, com o único intuito de provocar para gerar uma reação e, consequentemente, obter engajamento nas redes sociais, Allyson comprovou mais uma vez que merece o apelido que lhe deram. A atitude infantil demonstra que o candidato, como apontam seus adversários, não tem a maturidade necessária para administrar o Rio Grande do Norte.

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Brasil

Luciano Hang reage à MP de Lula: ‘Querem destruir o varejo nacional’

Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, divulgou um pronunciamento em suas redes sociais para rebater a Medida Provisória n° 1.357. O texto, do governo Lula, tenta zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 nas plataformas digitais do exterior. A proposta escancara uma manobra eleitoral da atual gestão, que criou a própria “taxa das blusinhas” de 20% em 2024 para engordar a arrecadação e agora tenta recuar do tributo por causa da impopularidade.

O fundador da Havan destacou o peso dos tributos sobre as empresas instaladas no território nacional, onde a taxação sobre quem produz alcança até 120%. A tributação excessiva vem acompanhada de burocracia, encargos trabalhistas, regras ambientais e juros elevados.

Hang ressaltou que não se opõe à concorrência com produtos importados, mas cobra isonomia de condições. “Se o imposto é zero para o estrangeiro, queremos imposto zero para o brasileiro também”, disse no vídeo publicado nesta sexta-feira, 28.

O empresário apelou ao Congresso Nacional para travar a tramitação da proposta se o governo federal não conceder a mesma desoneração às companhias locais. Hang ressaltou que a concessão de privilégios a companhias internacionais resultará no fechamento de estabelecimentos, demissões em massa e maior dependência externa de produtos básicos.

A crítica do empresário ganha força em meio ao estrangulamento do mercado interno, prejudicado pela taxa Selic alta, pela escassez de crédito e pela queda nas vendas. A crise afeta gigantes históricos do varejo e da indústria brasileira como um todo, que recorrem à Justiça para evitar a falência imediata.

A Casas Bahia enfrenta disputas bilionárias em sua recuperação extrajudicial para renegociar débitos de R$ 1,19 bilhão. Nesta semana, a paralisia financeira atingiu também o setor de alimentação, com o pedido de recuperação judicial da rede Habib’s por dívidas de R$ 265 milhões, e a base industrial, com a recuperação extrajudicial solicitada pela petroquímica Braskem em São Paulo.

Com informações da Revista Oeste

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Geral

Início do horário eleitoral deve aumentar ataques no vale-tudo entre Lula e Flávio, estampa Veja

Foto: Reprodução

Na primeira semana oficial de campanha, o debate esquentou. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, a esquerda concentrou esforços em mobilização da militância, nas entregas do governo e na discussão sobre soberania nacional, em especial tentando contrapor a independência de Lula a uma alegada submissão bolsonarista a Trump. Já a direita estruturou sua ofensiva em torno de economia, corrupção, segurança e contestação das instituições.

Os escândalos tendem a ganhar mais espaço, mas, já em um primeiro momento, as revelações em torno de Lulinha colocaram o filho do presidente no ringue eleitoral: nada menos que 2 520 posts, com 23,5 milhões de interações, foram registrados em apenas uma semana. Também ganham corpo discussões que põem em xeque a lisura democrática, como a retomada do negacionismo em relação às urnas e as suspeitas sobre a Justiça Eleitoral.

O cenário no início da campanha eleitoral projeta uma disputa apertada. Segundo a última pesquisa BTG/Nexus, Lula tem 46% contra 45% de Flávio em um eventual segundo turno. Além disso, há a resiliente rejeição dos eleitores a ambos (49% para Lula e 48% para Flávio), além da alta desaprovação do petista (49%), o que sinaliza o acirramento do duelo de rejeições que pode definir a disputa. Nesse ponto, a artilharia contra o adversário pode render mais do que falar das próprias qualidades.

Depois de despejar mais de 200 bilhões de reais na economia ao longo do primeiro semestre, Lula chega ao início da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e TV, na sexta-feira 28, ainda sem resposta satisfatória aos indícios de que Lulinha negociou com empresários acesso a gabinetes de seu governo. Já Flávio vem tentando fugir como pode da polêmica relativa ao financiamento de Dark Horse, embora eleitoralmente pareça ter resistido ao desgaste trazido pela revelação, em maio, de áudio no qual cobrava Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre um repasse de milhões de reais.

O início do horário eleitoral deve esquentar ainda mais o clima de vale-tudo entre as campanhas. A fotografia do momento é um fator preponderante para compreender como será a estratégia de cada um. Com 5 minutos e 31 segundos de cada bloco de 12 minutos e 30 segundos, o petista deve tentar emplacar uma agenda positiva, falando sobre as tratativas com o Congresso para zerar a “taxa das blusinhas”, proibir a escala 6×1 e aprovar a PEC da Segurança Pública.

Em peças nas redes sociais, a campanha tem destacado o combate à violência contra a mulher, o desemprego baixo e as defesas da soberania e do Pix. No lado de Flávio do ringue, a estreia no horário eleitoral, no qual terá 4 minutos e 20 segundos por bloco, combinará propostas para a segurança e o controle da inflação de alimentos com ataques a fragilidades de Lula nessas áreas.

Algumas das gravações que fez nas últimas semanas tiveram como cenário comércios varejistas, em que explora a comparação entre preços de itens da cesta básica hoje e sob o governo de seu pai, além de ironizar a promessa de Lula de que o povo voltaria a “comer sua picanha e tomar sua cervejinha”.

Com informações de Veja

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Política

Augusto Cury quer reavaliar sentenças do 8/1: “penas desproporcionais”

Foto: Reprodução/ Band

O presidenciável Augusto Cury (Avante) evitou afirmar de forma categórica se houve uma tentativa de golpe de Estado nos acontecimentos que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados e disse que, caso chegue à Presidência, pretende reunir um grupo de juristas para analisar os processos, as condenações e a proporcionalidade das penas.

Durante a sabatina, Cury afirmou ter uma “suspeita” sobre a existência de uma tentativa de golpe, mas rejeitou entrar no que chamou de “guerra política” entre direita e esquerda e declarou que eventuais responsáveis não serão beneficiados caso a revisão conclua pela ocorrência do crime.

A declaração foi dada depois de o entrevistador insistir para que Cury apresentasse uma posição sobre o julgamento já realizado. “O julgamento não foi suficiente. Eu quero analisar, porque eu não vou entrar nessa polarização”, afirmou Cury.

Cury estabeleceu uma condição importante para qualquer eventual revisão dos casos. “Se houve golpe, houve tentativa de golpe, eles não serão, eles não serão beneficiados”, declarou.

“Eu vou chamar um grupo de juristas, a partir das convicções desses juristas. Vou analisar os processos adequadamente, se houve, de fato ou não, tentativa de golpe e quais foram as penas desproporcionais.”
“Na minha suspeita, na minha avaliação, houve várias, várias prisões, várias condenações que foram desproporcionais”, afirmou. Cury mencionou o caso de Débora do Batom, que ganhou projeção nacional após escrever com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

Com informações de Congresso em Foco

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Economia

Melão sustenta emprego no RN, mas saldo de 2026 é o menor em cinco anos

Foto: José Aldenir

O mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte criou 999 postos em julho de 2026, resultado de 21.759 admissões e 20.760 desligamentos. O desempenho elevou para 531.710 o estoque de trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho no Estado. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, reunidos em boletim elaborado pelo Sebrae-RN.

O saldo positivo foi sustentado principalmente pelo calendário agrícola. A agropecuária abriu 1.291 vagas no mês, das quais 1.020 vieram diretamente do cultivo de melão. A fabricação de açúcar em bruto, vinculada à indústria, acrescentou 451 empregos. Sem o movimento dessas duas atividades, que juntas criaram 1.471 postos, o mercado potiguar teria encerrado julho no terreno negativo.

A concentração do resultado em atividades sazonais mostra uma recuperação mensal, mas também expõe a fragilidade do quadro geral. O saldo de julho foi o menor para o mês desde 2022. Na comparação, o Estado criou 2.761 empregos em julho de 2022, 3.459 em 2023, 6.014 em 2024 e 3.446 em 2025.

A distância também aparece no acumulado de janeiro a julho. O Rio Grande do Norte abriu 1.822 vagas formais nos sete primeiros meses de 2026, o menor resultado da série de cinco anos apresentada no boletim. O saldo havia sido de 10.072 empregos no mesmo período de 2022, 9.535 em 2023, 19.259 em 2024 e 10.185 em 2025.

Em relação ao melhor resultado da série, registrado em 2024, a criação de empregos deste ano caiu 90,5%. Na comparação com 2025, foram abertas 8.363 vagas a menos, uma redução de 82,1%. Os números indicam que o avanço observado em julho ainda não foi suficiente para recompor as perdas acumuladas em parte das atividades econômicas.

“Apesar do saldo positivo, com a geração de quase mil postos de trabalho, o resultado ficou abaixo do desempenho histórico, tanto na comparação mensal quanto no acumulado. O cultivo de melão e a fabricação de açúcar apresentaram os maiores saldos, enquanto os serviços de apoio a edifícios e a construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica registraram os resultados mais baixos, ambos ligados à construção. Na análise por porte, as microempresas lideraram a geração de postos, seguidas pelas médias e pequenas empresas. As grandes empresas foram as únicas a apresentar saldo negativo”, disse Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN.

Com informações do Agora RN

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Brasil

Milícia e facção se aliaram contra o Comando Vermelho, aponta MPRJ

                                                         Foto: Reprodução/ TV Globo

Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro aponta um novo desdobramento da disputa entre facções criminosas. A apuração aponta que milicianos e integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) se aliaram contra o Comando Vermelho no estado.

Segundo o MP, os grupos, que historicamente são rivais, se uniram para combater Comando Vermelho, o qual possui maior domínio territorial e influência no Rio. O órgão interceptou mensagens relacionadas a troca de apoio logístico, com a negociação de armas e munições, bloqueadores de sinais e veículos roubados.

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (27), operação policial que resultou na prisão de dois policiais militares e um traficante, como uma consequência das apurações. No total, 20 pessoas foram denunciadas por crimes como extorsão, homicídio e constituição de milícia privada. Entre estes, quatro já estavam presos.

Em uma das mensagens interceptadas pelo MPRJ entre Yuri Guimarães Soares, que agia como elo de ligação entre a milícia e o TCP, ele destaca que a estratégia entre os grupos criminosos: “Nossa guerra é com os [integrantes do] Comando Vermelho. O segredo da vitória é nossa união, irmão.”

Tribuna do Norte

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Brasil

Vorcaro nega corrupção e demonstra disposição de fazer delação

Foto: Reprodução/ PF

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depôs à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 28, no inquérito sobre suposta corrupção de servidores do Banco Central (BC) pelo banqueiro.

No depoimento, segundo a defesa, ele negou que tenha praticado o crime e demonstrou disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados numa eventual delação premiada.

 

“A Defesa de Daniel Vocaro vem a público esclarecer que, na data de hoje, lhe foi finalmente assegurada a primeira oportunidade de se manifestar diretamente sobre alguns dos fatos investigados e de responder aos questionamentos e insinuações que vêm sendo levantados a seu respeito”, diz a nota.

“Na ocasião, Daniel respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos que lhe foram formulados, não deixando qualquer indagação sem esclarecimento. Restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso“.

A nota prossegue: “Daniel externou, ainda, sua plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar“.

O depoimento é o primeiro de Vorcaro depois que duas propostas de delação premiada foram recusadas e desde que ele passou a ser representado pela atual equipe de defesa, liderada pelos advogados Sérgio Leonardo e Daniel Bialski.

Mensagens e documentos reunidos pela Polícia Federal indicam que Vorcaro manteve interlocução frequente com servidores responsáveis pela supervisão bancária do BC, discutindo temas relacionados à situação regulatória da instituição financeira e encaminhando documentos destinados ao próprio Banco Central para análise prévia.

Entre os servidores citados nas investigações estão Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Belline Santana, então chefe do mesmo departamento.

Com informações de O Antagonista

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Eleições 2026

[VÍDEO] SEM COLETE: Cabo Deyvison visita Passo da Pátria e defende combate ao crime sem criminalizar moradores

Imagem: Reprodução

O candidato a deputado federal Cabo Deyvison esteve no Passo da Pátria, em Natal, nesta quinta-feira (27), onde foi recebido de forma positiva pelos moradores e aproveitou para ouvir de perto as demandas de quem vive na comunidade. Conhecida pelos desafios relacionados à segurança pública, a região também revelou, durante a passagem do candidato, uma realidade que muitas vezes fica escondida atrás das notícias sobre violência: a de uma comunidade formada por trabalhadores, famílias, crianças e pessoas que lutam diariamente por melhores condições de vida.

Com atuação política marcada pela defesa de uma segurança pública mais efetiva e pelo enfrentamento às facções criminosas, Cabo Deyvison destacou que combater o crime não pode significar criminalizar o cidadão que mora nas áreas mais vulneráveis. Para ele, o Estado precisa estar presente nas comunidades justamente para proteger quem trabalha, cria os filhos e quer viver em paz.

“A gente precisa combater o criminoso, não o morador. Quem vive aqui não pode ser tratado como suspeito simplesmente porque mora em uma comunidade que enfrenta problemas de segurança. O cidadão de bem precisa ser protegido e respeitado. É preciso entrar nessas comunidades, ouvir as pessoas e conhecer a realidade de quem vive aqui”, afirmou Cabo Deyvison.

A visita também reforçou uma característica que o candidato pretende levar para sua atuação em Brasília: a proximidade com a população. Na avaliação de Deyvison, um parlamentar não pode conhecer as comunidades apenas por números, estatísticas ou manchetes de jornais. É necessário estar presente, ouvir os moradores e compreender suas dificuldades, mas também conhecer as histórias, os talentos e as potencialidades que existem nesses locais.

“A segurança precisa chegar junto com o respeito, a cidadania e as oportunidades. O morador não pode ser abandonado pelo Estado nem confundido com quem pratica o crime. É justamente para proteger essas famílias que precisamos enfrentar as facções e devolver às comunidades o direito de viver em paz”, acrescentou.

 

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