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Qual será o custo das viagens aéreas após a pandemia? Reportagem da CNN dá um “norte”

Foto: Dominik Scythe/Unsplash

Quando o estado da Flórida começou a adotar medidas como fechar praias em meados de março, reforçando o distanciamento social diante da ameaça da Covid-19, a corretora de imóveis e artista plástica Nadia Bouzid, de Miami, estava trabalhando na pintura de um mural para um novo hotel de Cancún, no México.

A artista largou os pincéis e pegou o telefone para procurar passagens aéreas para voltar para casa.

“Lembro de ver o preço da passagem cair de US$ 200 para US$ 70, e depois subir para US$ 350. Reservei e voei, mas o avião estava assustadoramente vazio. Eu estava em pânico, e a mudança de preço me fez pensar quanto eu pagaria na volta para terminar meu trabalho, quando tudo isso acabar”, contou Bouzid à CNN.

A dúvida da artista de Miami é muito pertinente no momento em que países formulam planos para reabrir fronteiras e empresas, e as companhias aéreas começam a ver um retorno do tráfego de passageiros. Como ficarão as tarifas aéreas quando “tudo isso” acabar?

Se o distanciamento social significa menos assentos vendidos, as passagens ficarão mais caras?

A Delta Air Lines está bloqueando os assentos do meio e limitando as cargas de voo até 30 de junho para distanciamento social, permitindo que apenas 50% a 60% dos lugares disponíveis em um voo sejam reservados. As companhias aéreas Emirates, American Airlines, Japan Airlines, United e Wizz Air também estão adotando controles semelhantes.

Muitas outras empresas do setor, porém, estão permitindo reservas normalmente, sendo que uma delas exige que os passageiros paguem mais para manter o distanciamento social. Em 4 de maio, a aérea norte-americana de baixo custo Frontier Airlines anunciou uma taxa chamada “More Room” (mais espaço), que poderia ser adquirida nos voos entre 8 de maio e 31 de agosto. Essa cobrança extra, encarecendo a passagem em pelo menos US$ 39, dava ao passageiro a garantia de que o assento do meio, ao seu lado, permaneceria desocupado.

A cobrança de taxa durou apenas 48 horas. No dia 6 de maio, a companhia aérea rescindiu o plano após receber críticas de congressistas dos Estados Unidos. “Reconhecemos as preocupações levantadas de que estamos lucrando com a segurança e essa nunca foi nossa intenção”, disse o CEO da Frontier, Barry Biffle, em uma carta ao Congresso dos EUA.

No entanto, é a IATA, a associação comercial global de companhias aéreas, que quer ter a última palavra na questão do distanciamento social em aeronaves. Em seu comunicado à imprensa de 5 de maio, a entidade ataca medidas que obriguem as companhias aéreas a bloquear assentos intermediários.

“Basicamente, a IATA está dizendo que a saúde financeira das companhias aéreas é mais importante do que a saúde de seus funcionários ou clientes”, opinou Henry Harteveldt, analista de empresas aéreas do Atmosphere Research Group. “Esse comunicado à imprensa inclui uma estimativa de que as tarifas aéreas terão que aumentar se as transportadoras forem obrigadas a deixar os assentos do meio vazios. Se a demanda permanecer baixa e as companhias aéreas tiverem que competir por um número limitado de viajantes, as tarifas aéreas provavelmente usarão tarifas baixas para atrair o maior número possível de viajantes”.

De acordo com o analista, para restaurar essa demanda é crucial, primeiro, restabelecer uma sensação de segurança.

“Medo e confiança serão as duas emoções que estão na mente das pessoas ao planejar uma viagem. Se o passageiro não sentir que uma companhia aérea respeita adequadamente sua saúde, ele encontrará outra que o faça”.

Preço do petróleo despencando. Preços de passagens também podem cair?

Misturado e refinado, o petróleo bruto é o combustível necessário para literalmente mover a aviação. As companhias aéreas cobram sobretaxas de combustível para ajudar a pagá-lo, incluídas no preço final da passagem como taxa “YQ”, responsável por variações no custo do combustível. No final de abril, os preços do barril de petróleo despencaram em um abismo.

Um exemplo: uma passagem de ida e volta em classe econômica da British Airways entre Londres e Joanesburgo para agosto de 2020 tem sobretaxa de combustível YQ de US$ 229, ou 30% do preço da passagem aérea total, que é de US$ 737. Será que a British Airways vai repassar potenciais economias nos preços de combustível de aviação aos passageiros, removendo ou diminuindo as sobretaxas de combustível? Pois é, se isso fosse simples, seria fácil.

“O combustível de aviação normalmente representa de 20% a 25% das despesas operacionais de uma companhia aérea”, explicou Manoel Suhet, CEO da Business Traveller Deals e ex-executivo de companhia aérea com experiência em distribuição internacional de petróleo. De acordo com ele, se os preços do petróleo e do combustível de aviação continuarem em declínio, as companhias aéreas poderão se beneficiar desse ambiente de preço mais baixo, mas dificilmente será algo imediato.

“Muitas companhias aéreas fazem hedging de combustível para minimizar o risco de volatilidade do preço, concordando em comprar uma certa quantidade de petróleo no futuro a um preço definido. As companhias aéreas estão adaptando essas estratégias ao clima atual, para melhorar a posição do fluxo de caixa, simplificando os custos”.

Em outras palavras, mesmo que o petróleo seja barato, o combustível de aviação ainda precisa ser refinado, um processo que aumenta seu preço, e distribuir dinheiro agora para comprar combustível futuro não está exatamente no topo das prioridades das companhias aéreas agora.

Os destinos precisam de turistas, então teremos mais ofertas de passagens aéreas?

A incerteza gera hesitação e, para alguns, até tarifas aéreas surpreendentemente baixas podem não ser suficientes para inspirar a compra de passagens, enquanto as condições econômicas e de saúde dos destinos não se estabilizarem.

Kathy Kass, advogada e blogueira de fitness de Nova York, normalmente viaja para outros países todos os meses e monitora constantemente as cotações de passagens aéreas. Desde março, porém, ela está cancelando viagens marcadas e adiando o planejamento de outras. “Eu estava remarcando para o final de junho e início de julho, pensando que as coisas deveriam estar melhor nessa época, mas agora estou cheia de vouchers de companhias aéreas e não preciso de mais nenhum”, disse. Ela confessa que quase mudou de opinião em 29 de abril, quando os blogs de viagens divulgaram uma oferta de passagem em classe executiva do Canadá ou México para Bali, na Indonésia, por apenas US$ 840, ida e volta – um quarto do preço normal.

Apesar da tentação, a blogueira decidiu não reservar. “Sempre quis visitar Bali, mas não quis arriscar”, disse ela à CNN. “Não sei o que está acontecendo na Indonésia, e não sei quando Bali estará novamente pronta para os visitantes”.

Tais sentimentos certamente serão grandes obstáculos ao renascimento do turismo. Ciente disso, a ilha italiana da Sicília anunciou um plano para superar a hesitação dos turistas. Segundo o Times, de Londres, o governo regional da Sicília reservou 50 milhões de euros para pagar metade das passagens aéreas e uma de cada três diárias de hotel para os visitantes, além de tornar gratuita a entrada em museus e sítios arqueológicos. A ressalva: os interessados devem passar férias na Sicília ainda em 2020, após a abertura das fronteiras da Itália a turistas estrangeiros, em data ainda não definida.

A Asiana Airlines está adotando uma postura igualmente de perdão aos cancelamentos, promovendo a venda de passagens com a promessa de “compre agora, voe a qualquer momento”. Reserve um voo dos Estados Unidos para a Coreia do Sul pela Asiana e a companhia aérea renunciará às taxas de alteração não apenas uma vez, algo que virou padrão entre as companhias aéreas durante a pandemia de Covid-19, mas até três vezes.

As companhias aéreas estão se ajustando à demanda, mas as tarifas ficarão iguais?

No coração do deserto vermelho da Austrália, um aeroporto mais acostumado a receber grupos de turistas com destino a Uluru teve suas pistas transformadas em um museu da moderna aviação comercial de Singapura.

Mais de US$ 5 bilhões em aeronaves – incluindo A380 e 777s, Scoot 787s e SilkAir 737s – estão estacionados no Alice Springs Airport. Todos esperam que essa parada não seja um “adeus”, mas sim um “até logo” para esses aviões, pois o ambiente árido do Outback ajuda a mantê-los prontos para retomar o serviço. Mas, para muitas outras aeronaves, a crise da Covid-19 fará com que elas entrem suavemente no sono eterno.

A Virgin Atlantic acelerou a aposentadoria de suas frotas de 747 e A340-600, além de fechar uma base em Londres-Gatwick. A KLM também está se despedindo de seus icônicos 747 mais cedo do que o planejado, assim como a American Airlines mantém no chão suas frotas de 757, 767, E190 e A330-300 (embora alguns 767 AA ainda estejam voando como aviões de carga improvisados).

E, conforme os aviões deixam o céu, o mesmo acontece com a tripulação. Em uma nota de maio aos pilotos da United Airlines, obtida pelo site Simple Flying, o vice-presidente sênior de operações de voo da companhia, Bryan Quigley, compartilhou o fato preocupante de que atualmente seus pilotos superam o número de passageiros: “Em média, transportamos apenas 10 mil passageiros por dia”, diz a nota, justificando o afastamento de 4.457 dos 12.250 pilotos da United em 30 de junho.

O número não é o mais alto nos cortes de empregos no setor da aviação: algumas companhias aéreas reduzem equipes há semanas. No início de maio, a British Airways concedeu licença remunerada para mais de 30 mil empregados, o Lufthansa Group colocou 80 mil trabalhadores em horário reduzido e a Ryanair planejava demitir 3 mil.

Em termos inequívocos, as companhias aéreas estão se ajustando à demanda. Essa agilidade é fundamental para permitir que elas continuem oferecendo tarifas tão acessíveis ou “normais” como o público estava acostumado a pagar antes da crise da Covid-19.

“Todas as principais companhias aéreas esperam que suas empresas sejam menores quando retomarem as operações”, disse Pablo Chiozza, CEO da World Travel Solutions e ex-vice-presidente sênior da LATAM Airlines. “Isso significa que sua capacidade será ajustada à demanda e que não existam assentos vazios no momento da retomada.”

Então, qual será o preço das viagens aéreas?

Depois que a pandemia da Covid-19 terminar e Nadia Bouzid reservar um voo econômico de ida para terminar seu mural em Cancún, o preço do bilhete pode ser de US$ 70, mas também pode ser de US$ 200 ou US$ 350.

As passagens aéreas continuarão respondendo à oferta e à demanda, mas a possibilidade de promoções ou a necessidade de fazer distanciamento social em aviões estão surgindo – provisoriamente, pelo menos – como forças destinadas a empurrar os preços um pouco mais para baixo ou um pouco mais para o alto, respectivamente.

Assim como acontecia antes, saber o que são ou não boas ofertas de passagens antes de decidir a compra ainda depende de você, o viajante.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Lula diz que “acabou com a fome” duas vezes no país e promete fazer superávit esse ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que já “acabou com a fome” duas vezes no Brasil e prometeu que o governo federal terá superávit primário ainda em 2026. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (27), durante entrevista à TV Globo.

Ao ser questionado sobre o crescimento da dívida pública, Lula disse não estar preocupado com o atual patamar do endividamento brasileiro, próximo de 80% do Produto Interno Bruto (PIB).

“A mim não preocupa a dívida pública. 80% não é um percentual elevado para um país. Olha os Estados Unidos. A dívida deles é de 120% do PIB, US$ 40 trilhões”, afirmou.

Lula também atribuiu parte do crescimento da dívida ao nível da taxa de juros e voltou a criticar a gestão anterior do Banco Central.

“Uma parte da dívida é da taxa de juros. Vocês sempre defenderam um Banco Central independente e eu passei dois anos com o presidente [do BC] do Bolsonaro”, disse.

Durante a entrevista, o presidente afirmou que o crescimento da economia é fundamental para controlar o endividamento e citou os resultados registrados durante seus governos anteriores.

“Já acabei com a fome duas vezes. Quando voltei [ao cargo de presidente], esse país estava destruído”, declarou.

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[VÍDEO] Lula diz que não está provado que Jaques Wagner tem relação com o Banco Master e afirma ter consciência de que senador “é honesto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27), ao ser questionado sobre suspeitas de envolvimento do aliado no caso do Banco Master.

“Até agora não está provado que o Wagner tenha relações com o Banco Master”, afirmou Lula. O presidente disse ainda considerar o senador inocente enquanto não houver provas contra ele.

“As pessoas são inocentes até que se prove o contrário. Ele é senador da República. É um homem que tem relação comigo. Tenho consciência que o Wagner é honesto”, declarou.

Lula afirmou, no entanto, que Wagner deverá responder caso seja comprovada alguma irregularidade. “Se ele cometer um desvio, vai acontecer com ele o mesmo que com qualquer pessoa que cometeu um desvio”, disse.

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[VÍDEO] “NINGUÉM CONSEGUE RESOLVER”: Depois de quase 20 anos de governos do PT, Lula transfere responsabilidade de avanço das facções criminosas aos governadores e diz que eles “não querem que governo federal se meta na segurança pública”

Durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu aos governadores parte da responsabilidade pelas dificuldades no combate às facções criminosas no país e afirmou que os estados resistem à participação do governo federal na segurança pública.

Ao ser questionado sobre o avanço do crime organizado, Lula disse que “ninguém consegue resolver” o problema sozinho e defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo como uma forma de ampliar a participação e a coordenação da União no setor.

Segundo o presidente, os governadores não querem interferência federal na área. “Os governadores não querem que o governo federal se meta na segurança pública”, afirmou.

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[VÍDEO] Lula admite rombo bilionário nos Correios, diz que estatal “não se adaptou aos novos tempos”, mas descarta privatização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou a privatização dos Correios, apesar da crise financeira enfrentada pela estatal, que registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026.

Durante entrevista à TV Globo, Lula reconheceu os problemas da empresa e afirmou que os Correios “não se adaptaram aos novos tempos”, principalmente diante do avanço das empresas privadas no setor de logística.

Mesmo com o resultado negativo, o presidente defendeu a manutenção da estatal e afirmou que pretende recuperar a companhia, citando sua presença em todo o país e a função social dos serviços prestados.

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CHECAGEM: UOL aponta falas falsas e enganosas de Lula durante sabatina no JN

Foto: Reprodução/TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, teve declarações feitas durante a sabatina do Jornal Nacional, nesta quinta-feira (27), classificadas como falsas, enganosas, exageradas ou subestimadas pelo UOL Confere. A checagem analisou falas sobre a lobista Roberta Luchsinger, crescimento do PIB, resultado fiscal, devolução de valores a aposentados, fome e presidentes do Banco Central.

Um dos pontos classificados como falso foi a declaração de Lula de que nunca havia visto Roberta Luchsinger.

“Não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, afirmou.

Segundo o UOL, Roberta publicou em seu perfil no Instagram fotos ao lado de Lula, com registros feitos em 2022. A empresária é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a checagem, os dois são investigados no STF por tráfico de influência.

PIB

A checagem também classificou como falsa a afirmação de Lula de que o PIB brasileiro só voltou a crescer acima de 2% depois que ele retornou à Presidência.

O UOL destacou que, antes do início do terceiro mandato de Lula, o PIB cresceu 4,8% em 2021 e 3% em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o avanço foi de 3,9%.

Já no atual governo, o crescimento foi de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Lula havia afirmado que o país cresceu 3% em 2023, 2024 e 2025.

A checagem ressalvou que está correta a declaração de que o PIB cresceu 7,5% em 2010, último ano do segundo mandato de Lula.

Resultado fiscal

Outra declaração considerada falsa foi a de que Lula teria recebido o governo, em janeiro de 2023, com déficit fiscal de 2,8%.

De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU) citados pelo UOL, o governo federal registrou em 2022, último ano da gestão de Jair Bolsonaro, superávit de R$ 54,9 bilhões, equivalente a 0,6% do PIB. O resultado interrompeu uma série de oito anos de resultados negativos.

Na sabatina, Lula também afirmou que o governo terá superávit neste ano. Segundo a checagem, de janeiro a julho de 2026, o governo central acumulava déficit primário de R$ 81,3 bilhões. A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual.

INSS, fome e Banco Central

O UOL classificou como enganosa a afirmação de Lula de que todos os aposentados atingidos pelo esquema de descontos ilegais do INSS já receberam os valores de volta. Segundo a checagem, ainda existem beneficiários que não receberam o ressarcimento. Até junho, cerca de 656,9 mil ainda não haviam aceitado o acordo para reaver os valores descontados.

A frase “eu já acabei com a fome duas vezes” foi considerada exagerada. O UOL lembrou que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, no governo Dilma Rousseff, e novamente em 2025, no terceiro governo Lula. A checagem ressalta, porém, que isso não significa que não existam pessoas passando fome no país.

Por fim, foi classificada como subestimada a declaração de Lula de que Fernando Henrique Cardoso trocou três presidentes do Banco Central. Segundo o UOL, FHC indicou quatro presidentes para o BC durante seus dois mandatos: Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco e Armínio Fraga.

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Lobista admite que buscou apoio de ex-chefe de gabinete de Lula para negócio de canabidiol com governo

Foto: Reprodução

Roberta Luchsinger reconheceu que recorreu a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, quando ele ocupava a chefia de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para tentar obter apoio a uma proposta de fornecimento de canabidiol ao governo federal. A empresária, porém, afirma que os R$ 249 mil repassados ao então assessor não tiveram relação com o negócio.

Marcola confirmou o recebimento do dinheiro e sustenta que o valor correspondeu a um empréstimo, posteriormente quitado. Após a divulgação do caso, ele deixou a campanha de Lula para se dedicar à própria defesa.

Ao se manifestar sobre o episódio, Roberta reconheceu que procurou o então chefe de gabinete com interesse em conseguir respaldo para sua proposta.

“Ter apoio [era o objetivo das conversas com Marcola]. Talvez erro meu de pedir apoio. Ingenuidade. Bobeira”, afirmou ao g1.

A empresária também confirmou ter dado dinheiro a Marcola, mas rejeitou a existência de qualquer contrapartida. Segundo ela, a transferência ocorreu porque os dois são amigos.

“Não fiz pagamentos ao Marcola. Eu ajudei um amigo. Óbvio, eu deveria ter sido atenta ao fato de ser ele chefe de gabinete do presidente. Mas é covardia ‘linkar’ uma coisa na outra”, declarou.

Roberta é apontada como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

O caso está entre as frentes investigadas pela Polícia Federal sobre uma possível atuação do grupo para favorecer interesses de empresas em órgãos federais. Roberta, Marcola e Lulinha aparecem nas apurações relacionadas ao episódio.

Com informações do Metrópoles

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SANTANA DO MATOS: grupo do ex-prefeito Assis da Padaria declara apoio a Álvaro Dias

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu o apoio do grupo político liderado pelo ex-prefeito de Santana do Matos, Assis da Padaria. A adesão reúne ex-prefeitos, vereadores, suplentes e lideranças locais e reforça a presença da candidatura de Álvaro no município e na região Seridó.

Entre as lideranças que declararam apoio estão o ex-prefeito Assis da Padaria; a ex-prefeita Alice de Assis, esposa de Assis da Padaria; o suplente de vereador Dedé; a suplente de vereadora Juliana; o ex-vereador Naldinho; os vereadores Luiz Júnior, Bial e Mago de Miro; Rita de Oton, esposa do secretário de Obras, Magnus; Elisa Preta, ex-candidata a prefeita do município; e Romeu, pai da presidente da Câmara Municipal.

Durante o encontro, Álvaro destacou a importância da união das lideranças locais em torno de um projeto para Santana do Matos. Segundo o candidato, a formação de um grupo amplo e coeso fortalece o município e contribui para a construção de uma candidatura com presença na região.

“Estamos formando um grupo grande, coeso e forte para fortalecer o município de Santana do Matos”, afirmou Álvaro, ao destacar a presença de vereadores, suplentes e lideranças locais.

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[VÍDEO] Incomodado com pergunta sobre crescimento da dívida pública em seu governo, Lula ataca jornalista Renata Vasconcelos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a jornalista Renata Vasconcellos durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27), após ser questionado sobre o crescimento da dívida pública e as metas fiscais de seu governo.

Renata perguntou ao presidente sobre a trajetória do endividamento e quais seriam suas metas para a dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Antes de responder sobre o tema, Lula demonstrou incômodo e criticou a forma como a jornalista elaborou a pergunta.

“Renata, eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar essa pergunta falando diferente”, afirmou Lula.

Na sequência, o presidente chegou a sugerir como Renata deveria ter formulado o questionamento.

“Você poderia dizer: ‘Presidente, o senhor foi o único na história do Brasil que fez superávit primário durante oito anos do seu primeiro mandato’”, disse.

Lula então defendeu sua gestão fiscal e afirmou que não está preocupado com a dívida pública.

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Eleições 2026

DERRETENDO: De junho até agora, Allyson perdeu quase nove pontos na disputa pelo Governo do RN

Foto: Divulgação/Fiern

De junho até agora, Allyson Bezerra (União) perdeu 8,9 pontos percentuais na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, considerando a média de quatro pesquisas divulgadas em junho e o resultado da Consult/Tribuna do Norte desta sexta-feira (28). O prefeito de Mossoró, que aparecia com média de 38,9% naquele mês, agora registra 30% das intenções de voto.

No mesmo comparativo, Álvaro Dias (PL) passou de uma média de 23% para 26,41%, avanço de 3,4 pontos percentuais. Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, saiu de 11,4% para 16,06%, crescimento de 4,7 pontos.

Os números foram levantados pelo Blog de Gustavo Negreiros, que comparou a pesquisa Consult divulgada nesta sexta com quatro levantamentos registrados e divulgados em junho.

Na Agora Sei/96 FM, Allyson tinha 39,8%, Álvaro 22,1% e Cadu 11,4%. A Exatus/Agora RN apontava 41,01% para Allyson, 22,75% para Álvaro e 12,61% para Cadu. Na Metadata/Grupo Dial, os percentuais eram de 34,8%, 22,8% e 8,7%, respectivamente. Já a Seta/Blog do Barreto registrava Allyson com 40%, Álvaro com 24,2% e Cadu com 12,9%.

A média dos quatro levantamentos colocava Allyson com 38,9%, Álvaro com 23% e Cadu com 11,4%. Na Consult divulgada agora, os três aparecem, respectivamente, com 30%, 26,41% e 16,06%.

A distância entre Allyson e o segundo colocado também diminuiu. Pela média das pesquisas de junho, eram 15,9 pontos de vantagem sobre Álvaro. Agora, a diferença é de 3,59 pontos. Em relação a Cadu, a distância passou de 27,5 pontos para 13,94.

Comparação com a própria Consult

A comparação entre a média de pesquisas de diferentes institutos e um levantamento isolado tem limitações, já que as metodologias podem produzir resultados distintos. O próprio Gustavo Negreiros faz essa ressalva e, por isso, também compara a evolução dos candidatos exclusivamente nas pesquisas da Consult.

No levantamento com campo entre 3 e 5 de julho, Allyson aparecia com 34,59%. Caiu para 30,18% na pesquisa realizada entre 8 e 10 de agosto e agora registra 30%. Dentro do mesmo instituto, portanto, a queda foi de 4,59 pontos percentuais.

Álvaro, que tinha 29,07% em julho, aparece agora com 26,41%. Cadu fez o movimento contrário: passou de 11,24% para 16,06%, crescimento de 4,82 pontos percentuais no período.

A pesquisa Consult/Tribuna do Norte ouviu 1.700 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2,37 pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-08989/2026 e BR-09517/2026.

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Caravana 22 começa pelo Seridó: Álvaro Dias reúne lideranças em grande comício em Jucurutu

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), participou na noite desta quinta-feira (27) de um grande comício em Jucurutu, no Seridó. O município marcou o início da Caravana 22, que percorrerá cidades da região nos próximos dias. Álvaro foi recebido pela população e contou com o apoio das lideranças locais Dr. Luciano Lopes e Júlio Queiroz.

Para Álvaro, iniciar a Caravana 22 pelo Seridó tem um significado especial. Natural de Caicó, o candidato mantém uma relação histórica com a região e afirmou conhecer de perto a realidade dos municípios e os desafios enfrentados pela população.

Durante o comício, Álvaro destacou a relação pessoal com Dr. Luciano Lopes, com quem estudou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Nós passamos seis anos, eu e Luciano, na Universidade Federal, na Faculdade de Medicina. Queria aqui agradecer a sinceridade, o apoio e a recomendação que Dr. Luciano está fazendo ao nosso nome para governador do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Álvaro também ressaltou a importância do Seridó para o desenvolvimento econômico do Estado e citou a tradição da região na pecuária de corte e leiteira, defendendo ações que fortaleçam as atividades produtivas e gerem oportunidades para a população.

O candidato afirmou ainda que pretende trabalhar pelo desenvolvimento do Seridó e convocou a população a participar da construção de um novo projeto para o Estado.

“Vamos juntos nessa caminhada em direção ao futuro. O principal voto de cada um de vocês é para o Governo do Estado, que vamos juntos reconstruir o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Além de Dr. Luciano Lopes e Júlio Queiroz, participaram do comício o deputado federal General Girão; Coronel Hélio, candidato ao Senado; Coronel Brilhante, candidato a deputado federal; e Anne Lagartixa e Bibi Costa, candidatos a deputado estadual.

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