Saúde

Quarentena no DF será mantida pelo menos até maio, diz governador

Foto: Adriano Machado/Reuters

A quarentena no Distrito Federal não acaba até o fim de maio. A informação é do governador Ibaneis Rocha (MDB), que nesta terça-feira publica um decreto que estende oficialmente o recolhimento social na capital federal até o dia 13 de abril. Oficialmente, a quarentena do DF acabaria no próximo dia 5, mas o governo ampliou o prazo para mais uma semana.

Em entrevista ao Estado, o governador reconheceu que, na prática, trata-se de uma formalidade, já que o pico da covid-19 no País está estimado para ocorrer entre a segunda quinzena de abril e início de maio. Sobre as aulas e reabertura de escolas, não há previsão de nenhum retorno antes de junho.

“Não tem último dia de quarentena. O último dia será quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) disser que isso acabou, que teremos tratamento e que pudermos sair com segurança”, disse Ibaneis. “A gente tem que ir fazendo isso aos poucos, liberando alguns setores que possam voltar ao trabalho, com menos impacto e que ajudem a população. Só isso.”

Segundo Ibaneis Rocha, os decretos sobre as quarentenas são publicados antecipadamente para dar previsibilidade à população. Na última semana, o governo do DF liberou a abertura de correspondentes bancários e lotéricas, que atendem muitas pessoas que recebem benefícios sociais.

Ibaneis está analisando alguns setores específicos, como oficinas mecânicas, que não têm aglomerações. “Estamos analisando casa a caso. Vamos cobrar compromissos de higienização, mas tudo está sendo analisado.”

As escolas seguirão de portas fechadas até o fim do semestre. “Sobre o retorno de aulas, por exemplo, eu não calculo o retorno antes de junho, de maneira nenhuma. Se todos nós, autoridades e população, seguirmos as orientações de isolamento e cuidados, mais cedo vamos sair dessa crise. A medida do isolamento é dura e difícil, mas é necessária”, disse Ibaneis.

Nesta terça-feira, 31, o DF registrou 317 casos de coronavírus, com dois óbitos. Há 26 pacientes com infecções graves e 12 pacientes com infecções críticas. Outras 146 pessoas se recuperaram.

CONFLITO

Enquanto governadores de todo o País apostam no distanciamento social como estratégia para reduzir a disseminação do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro tem criticado o amplo isolamento da população por temer o impacto da medida sobre a economia.

Na última segunda-feira, os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio, Wilson Witzel (PSC), criticaram a conduta de Bolsonaro, que, no domingo, visitou lojas no Distrito Federal contrariando a recomendação de isolamento social da OMS e do próprio Ministério da Saúde. Enquanto Doria afirmou que Bolsonaro “não orienta corretamente a população”, Witzel disse que o presidente pode ser julgado por “crime contra a humanidade”.

Estadão

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Venezuelanos pedem nas redes sociais que parem de opinar sobre a situação do país se não vivem a realidade local

Venezuelanos e exilados têm usado as redes sociais para pedir que pessoas de fora do país parem de opinar sobre a crise política e social sem conhecer a realidade local. As mensagens ganharam força após a repercussão internacional da captura do ex-ditador Nicolás Maduro.

Um dos posts mais compartilhados é da usuária Jesse (@jessevalc), no X, que criticou narrativas sobre invasão e exploração do petróleo venezuelano. “O petróleo da Venezuela não nos pertence há anos. O que nos importa é nossa família e viver com dignidade. Não opine sobre algo que você não viveu”, escreveu.

Venezuelanos firmam que análises externas, muitas vezes ideológicas, ignoram o sofrimento cotidiano da população, marcado por escassez de alimentos, repressão e perda de direitos básicos.

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Ratinho é absolvido após sugerir uso de ‘metralhadora’ contra deputada Natália Bonavides; ação judicial pedia R$ 2 milhões de indenização

Foto: reprodução SBT | Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O apresentador Ratinho foi absolvido em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) após declarações feitas em um programa de rádio, em 2021, contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

“Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não? Natália, você não tem o que fazer?”, disse Ratinho reagindo a um projeto de lei apresentado por Natália Bonavides, que propunha retirar a expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil.

Caso fosse condenado, o apresentador poderia pagar indenização de R$ 2 milhões e a Rádio Massa, de sua propriedade, seria obrigada a veicular campanhas de combate à violência de gênero por um ano.

A ação havia sido movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusava o apresentador de sugerir violência contra a parlamentar. Com a decisão, o processo seguirá agora para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O TRF-5 entendeu que as falas, embora ofensivas, estavam direcionadas ao projeto de lei apresentado pela deputada, e não à sua condição pessoal ou de gênero. Para a 7ª Turma, Ratinho não extrapolou os limites da liberdade de expressão.

“Embora hostil e pouco elegante, a crítica foi direcionada não à condição feminina da parlamentar, mas ao projeto legislativo por ela apresentado. As manifestações, por mais antipáticas que fossem, não configuraram discurso de ódio nem violência política de gênero com repercussão difusa”, afirmou o desembargador Frederico Wildson da Silva Dantas em dua decisão.

Relembre a fala de Ratinho que gerou a ação:

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VÍDEO: Venezuelanos lotam a Times Square em Nova York e comemoram captura de Maduro

A captura de Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos provocou reações imediatas entre venezuelanos no exterior. Em diversos países, o anúncio foi recebido com alívio, euforia e expectativa por mudanças.

Em Nova York, a Times Square virou palco de celebração. Grupos de venezuelanos comemoraram o que consideram o fim de um ciclo de autoritarismo e crise econômica.

Os manifestantes demonstraram esperança na reconstrução do país e em uma nova fase política, após anos de dificuldades que levaram milhões de pessoas a deixar a Venezuela.

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Aliado de Lula, Macron comemora queda de Maduro: “Venezuela está livre da ditadura”

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da França, Emmanuel Macron, comemorou neste sábado (3) a queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Em publicação nas redes sociais, escrita em espanhol, afirmou que o povo venezuelano foi libertado da ditadura e tem motivos para celebrar.

Na publicação, Macron afirmou que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”. Em seguida, declarou que “os venezuelanos podem contar com o apoio da França para erguer a voz de uma transição pacífica, democrática e plenamente respeitosa de sua vontade soberana”.

A manifestação ocorre após a ofensiva militar dos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro e encerrou quase 27 anos de governos chavistas. O ex-presidente deverá responder na Justiça americana por acusações ligadas ao narcotráfico e ao uso de armas.

Para Venezuela, declarações de Macron configuraram “intromissão inadmissível em assuntos internos de um Estado soberano”. Na opinião de Caracas, a fala revela “profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país” e atual governo “emana da vontade popular e da ordem institucional”.

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China pede que EUA garantam segurança e libertem Nicolás Maduro ‘imediatamente’

Foto: reprodução

A China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa e resolver a crise na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a condenar a operação militar americana, classificando-a como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e uma afronta à soberania venezuelana. Segundo o governo chinês, a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida sem interferência externa, pelo próprio povo venezuelano.

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Corpo de jovem que estava desaparecida após se afogar na praia de Tabatinga é encontrado

Imagem: Via Certa Natal

O corpo da jovem que estava desaparecida após se afogar no sábado (3), na praia de Tabatinga, foi localizado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 4h30 deste domingo (4). Familiares da vítima reconheceram o corpo que foi recolhido pela Polícia Técnica.

NOTA – CBMRN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) informa que o corpo da vítima que estava desaparecida nas águas da Praia de Tabatinga, no município de Nísia Floresta, foi localizado na madrugada deste domingo (4), por volta das 4h30.

Após a localização, familiares da vítima estiveram no local e realizaram o reconhecimento. Em seguida, a Polícia Técnica foi acionada e efetuou o recolhimento do corpo para a sede da unidade competente.

Desde o registro da ocorrência, o CBMRN empregou todos os esforços possíveis nas buscas, com a atuação integrada de equipes de guarda-vidas, mergulhadores especializados, Unidades de Resgate Avançado, embarcação, e da aeronave Potiguar 02, que trabalharam de forma ininterrupta na tentativa de localizar a vítima.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos neste momento de dor.

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Suprema Corte venezuelana ordena que Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assuma a Presidência

Foto: JUAN BARRETO / AFP

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite de sábado, que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

Segundo a Sala Constitucional, Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa e a defesa do país, diante do que o tribunal classificou como “agressão militar estrangeira”. A decisão tem validade inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada por mais 90, com aval da Assembleia Nacional.

Caso Maduro não retorne ao cargo após 180 dias, a Constituição prevê a convocação de novas eleições.

Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça. Apesar disso, integrantes do chavismo, incluindo Rodríguez, vinham sustentando que ele seguia como único presidente legítimo.

Após a operação, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA iriam controlar a Venezuela durante a transição e chegou a mencionar positivamente o nome de Delcy Rodríguez. Até o momento, ela não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.

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[VÍDEO] PROCURA-SE O MST: Líder do movimento, João Pedro Stédile, disse que enviaria brigadas de militantes para ajudar a Venezuela contra os EUA

Após a ação militar dos EUA na Venezuela que culminou na prisão de Nicolás Maduro, um fato foi relembrado nas redes sociais. A fala do líder do MST, João Pedro Stédile, sobre o envio de brigadas de militantes à Venezuela. Em outubro de 2025, Stédile disse que brigadas de militantes da América Latina estavam se organizando para ir à Venezuela diante da tensão crescente com os Estados Unidos naquela ocasião.

A proposta chegou inclusive a ser aprovada durante o Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, realizado em Caracas entre os dias 8 e 10 de outubro, com delegações de 65 países.

“Nós, movimentos da América Latina, vamos fazer reuniões e já estamos fazendo consultas para, no menor prazo possível, organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos nossos países para ir à Venezuela e nos colocarmos à disposição do governo e do povo venezuelano”, disse Stédile em entrevista à Rádio Brasil de Fato, em outubro de 2025.

O líder do MST afirmou na época que os militantes não possuíam preparo militar, mas poderiam atuar de outras formas: “Podemos fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados a estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos Estados Unidos.”

Opinião dos leitores

  1. Vão lá ajudar o ditador do amor. Fiquem lá e não voltem mais. Levem todos que defendem o mesmo ideal.

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Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

Foto: Odd Andersen/AFP

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

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VÍDEO: Milhares de manifestantes se reúnem no Obelico, na Argentina, para celebrar a queda de Nicolás Maduro

Uma grande manifestação ocorreu no sábado (3), em torno do Obelisco de Buenos Aires, na Argentina, para comemorar a queda do narcoditador Nicolás Maduro e exigir uma transição democrática para a Venezuela.

Uma multidão se espalhou pela avenida 9 de julho com bandeiras venezuelanas e gritos de ordem.

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