Quarentena ioiô pelo país será o ‘novo normal’ até pandemia ser controlada

Foto: Luciano Lanes / Prefeitura de Porto Alegre

O tão sonhado “novo normal”, quando todas as atividades econômicas são retomadas com segurança, pode, na verdade, ser uma “quarentena ioiô”. Pelo menos nos próximos meses. O recuo na flexibilização nas três capitais do Sul do país, Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), além de cidades do interior paulista e do Nordeste, é um exemplo de que devemos nos habituar a conviver com o abre e fecha de acordo com a curva de contágio do novo coronavírus em cada região.

— Após três meses de pandemia, não há como manter tudo fechado. Os comitês científicos de cada cidade ou estado devem analisar os indicadores disponíveis, como a taxa de transmissão da doença, que deve ser abaixo de 1 — alerta a pneumologista Margareth Dalcomo, da Fiocruz.

Para o professor de Epidemiologia da Uerj e da UFRJ Guilherme Werneck, o abre e fecha já era previsto, mas ele critica algumas medidas tomadas de forma precipitada:

— Muitos não seguem o receituário indicado para a reabertura. Na primeira evidência de que há uma melhora, mandam abrir tudo. Mesmo quando há bons indicadores, é preciso esperar um pouco e ter a certeza de que há tendência de estabilidade. É mais seguro abrir de forma lenta.

Curitiba, por exemplo, viu a ocupação dos leitos de UTI aumentar de 49% para 85%, e o número de casos de Covid-19 triplicar somente no mês de junho. A prefeitura da capital paranaense havia autorizado a reabertura do comércio ainda em abril. Shoppings, igrejas, academias e bares puderam voltar a funcionar em maio. Mas já foram anunciadas novas medidas restritivas, e a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, chegou a afirmar na semana passada que a cidade poderia adotar um lockdown.

Porto Alegre, que chegou a relaxar as regras de distanciamento social com a reabertura do comércio, começou a determinar a volta de algumas restrições na semana passada, com o fechamento de vários setores. Diante do aumento do número de internações em UTIs — a taxa de ocupação é de 72% dos leitos —, a prefeitura publicou novo decreto, na madrugada de terça-feira, retomando o nível de isolamento vigente em março, com comércio, indústria e construção civil tendo que interromper novamente as atividades.

Prefeituras de cidades da Grande Florianópolis anunciaram nesta quarta-feira mais rigor nas restrições após o aumento dos casos. Além da capital, São José, Palhoça e Biguaçu publicaram decretos proibindo aglomerações e tornando obrigatório o uso de máscaras.

Juazeiro, na Bahia, flexibilizou a quarentena em 1º de junho, mas a taxa de ocupação de UTIs saltou de menos de 70% para 92%, o que levou a prefeitura a mandar, segunda-feira, que as lojas voltem a fechar, além de impor um toque de recolher das 20h às 5h.

Extra – O Globo

Quarentena: Casais e solteiros transitam entre o sexo, a masturbação, a criatividade e “redescoberta”, destacam especialistas

Sexualidade envolve um conjunto de fatores emocionais, psicológicos, que influencia nossos pensamentos, sentimentos, ações e interações. Foto: Unsplash/@avasol

É certo que a pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças significativas para todos nós, desde a forma como interagimos com outras pessoas até os hábitos de higiene. Quando delimitamos a discussão para quem pode ficar em casa durante a quarentena, a sexualidade não escapa dos impactos. Ao mesmo tempo que pode sofrer um abalo, ela pode ser impulsionada por uma redescoberta — e isso vai além do sexo e independe do status de relacionamento.

Para os casais, se antes o tempo passado juntos era escasso e agora o home office é viável, as horas lado a lado aumentaram. Segundo especialistas em terapia de casal, as duas situações mais comuns neste momento são: ou os parceiros viram a chance de se aproximarem ainda mais, fazendo com que a vida sexual também melhorasse, ou os conflitos tornaram-se mais frequentes, o que prejudicou a relação íntima.

Os parceiros que estão em casas separadas, respeitando a quarentena, tiveram de aprender a manter o relacionamento saudável a distância. Mensagens de texto, áudio e vídeo passaram a ser recursos essenciais para isso, além de matar um pouco a saudade e — por que não? — amenizar o desejo sexual.

Já os solteiros viram-se isolados na própria companhia, o que pode ser tão desafiador quanto estar acompanhado de alguém. Mas estar sozinho nem sempre é sinônimo de solidão. Essa é a oportunidade de conhecer as próprias vontades, fazer ou manter as pazes consigo e descobrir que é possível ter momentos sexualmente prazerosos nessas condições. Além disso, os aplicativos de encontro e outras redes sociais estão à disposição para se fazer novos contatos.

Em todos esses casos, redescobrir a sexualidade requer autoconhecimento, experimentações e disposição. Muitos têm investido em brinquedos sexuais, por exemplo. Um levantamento feito pelo Mercado Erótico entre lojistas e revendedores estima que, desde março, a venda de vibradores aumentou 50% em relação ao mesmo período de 2019. Embora os solteiros sejam os que mais investem no produto, casais estão adquirindo conjuntamente.

“Foi uma descoberta realmente. Casais passando por isso estão tendo uma intimidade mais profunda do que a da sexualidade”, afirma a sexóloga Cátia Damasceno, autora do livro Bem Resolvida, que traz temas voltados a sexo e autoestima. Para ela, vibrador é algo que “todo ser humano precisa experimentar” e foi “umas das coisas boas da pandemia”. Uma possível explicação para a elevação das vendas do item é que, se antes havia vergonha de ir a um sex shop, agora as compras online facilitam a obtenção.

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DIA DOS NAMORADOS: Brinquedo sexual aproxima casais que estão afastados por quarentena

Google Meet é uma das opções de app com chamadas de vídeo gratuitas para comemorar o dia dos namorados a distância — Foto: Marcela Franco/TechTudo

O dia dos namorados de 2020 vai ser diferente. Com a pandemia por conta do novo coronavírus, o isolamento social é regra, e os apaixonados precisam encontrar meios para celebrar a data mesmo a distância. Com isso, a tecnologia pode ter um papel importante para “aproximar” os casais que não vivem juntos, seja por meio de uma simples chamada de vídeo ou até com algo mais “apimentado”, como brinquedos sexuais que funcionam via aplicativo. Confira a seguir cinco dicas de como comemorar o dia dos namorados em 2020 a distância.

1. Brinquedo sexual via app

Brinquedos sexuais prometem apimentar o relacionamento mesmo em meio ao isolamento social. Marcas como a Lovense, por exemplo, oferecem produtos que podem ser controlados via aplicativo para celulares Android e iPhone (iOS), sendo possível comemorar a distância. Os equipamentos funcionam em conjunto, de acordo com o dispositivo que está com seu parceiro ou sua parceira, simulando de forma mais próxima a relação sexual do casal.

Cada dispositivo tem conectividade Bluetooth e pode ser controlado pelo aplicativo próprio da marca, que traz ainda um chat por vídeo que facilita a interação entre os casais. Há versões para pessoas de sexo masculino e feminino, que funcionam por meio de contrações e vibrações, respectivamente. De acordo com a empresa, a ideia é simular o que está acontecendo do outro lado da tela, já que os movimentos acontecem de forma sincronizada. Vale lembrar que as tecnologias voltadas para o sexo estão cada vez mais comuns, indo desde robôs sexuais até o possível uso de sensores hápticos, entre outros exemplos.

2. Playlist personalizada

Aplicativos como Spotify, Deezer, Apple Music entre outros, permitem aos usuários criar playlists em grupo, sendo uma boa dica para curtir o dia dos namorados a distância. Com músicas que representam momentos especiais, por exemplo, é possível fazer uma seleção especial para o casal matar a saudade. Para compartilhar, basta tornar a playlist colaborativa e enviar o link para seu parceiro ou sua parceira. Vale lembrar que alguns serviços oferecem assinaturas com alguns meses grátis para novos assinantes e há até planos específicos para dividir com outra pessoa.

3. Chamada de vídeo

Fazer uma videoconferência com o seu amor também pode ser uma saída interessante para diminuir a saudade no dia dos namorados. Google Meet, Zoom Meetings, WhatsApp, entre outros aplicativos permitem fazer chamadas de vídeo gratuitas pelo computador ou celular. Portanto, nada impede o casal de se ver em um jantar romântico virtual, por exemplo. Além disso, um print pode acabar sendo o registro histórico da comemoração em um ano bastante incomum.

4. Encontro virtual

Fugindo do tradicional, os casais podem optar por “encontros” virtuais. Serviços como o Online Town permitem substituir uma simples conversa e imergir os usuários em um ambiente social em 8 bit. O objetivo é promover a interação virtual entre as pessoas e lembra bastante jogos de Gameboy, como as saudosas fitas de Pokémon. Dessa forma, é possível caminhar pelos ambientes, ir para um local mais reservado e conversar por vídeo com a pessoa amada – a dica também vale para curtir com os amigos.

Outro exemplo que pode ser interessante é o Spatial, uma plataforma de realidade aumentada ou virtual que promete ainda mais imersão. Caso cada um tenha um óculos VR e fones de ouvido em casa, a sensação de estar no mesmo ambiente pode ser ainda maior. Games online também podem ser uma forma divertida de interação, seja para explorar territórios em jogos de estratégia ou para enfrentar adversários em um Battle Royale em dupla, por exemplo.

5. Envie o jantar por aplicativo

Poucas coisas são tão românticas quanto um jantar a luz de velas. Apesar da distância, os casais podem combinar de pedir comida um para o outro, escolhendo o prato preferido de cada um ou “dividindo” uma mesma opção. Com a quarentena, o número de restaurantes registrados em apps de delivery como Uber Eats, iFood, Rappi e James, entre outros, aumentou. Além disso, mais lojas optaram pelo frete grátis, já que as entregas têm substituído o consumo no local.

Globo, via Techtudo, Lovense, Online Town, Spatial

Cansaço da quarentena: por que paramos de ser vigilantes e como superar isso

Foto: Reprodução/Pixabay

Se você descobriu que não está mais desinfetando suas mãos com tanta frequência ou se tornando mais relaxado com viagens desnecessárias para fora de casa, você não é único.

Esse fenômeno não intencional é a “fadiga do cuidado” – e você deve culpar seu cérebro por isso. Você provavelmente estava vigilante desde o início da pandemia, sempre procurando formas de garantir que não fosse infectado pelo coronavírus ou infectasse outras pessoas. A ameaça era nova e urgente para o seu cérebro. Motivado pelo instinto humano de autopreservação, um novo medo o motivou a seguir avidamente as precauções de segurança recomendadas.

Passados três meses, essa sensação de imediatismo pode ter desaparecido. A fadiga do cuidado “ocorre quando as pessoas mostram baixa motivação ou energia para cumprir as diretrizes de segurança”, disse Jacqueline Gollan, professora de duas cadeiras na Faculdade de Medicina da Northwestern Feinberg University: uma em psiquiatria e ciências comportamentais e outra em obstetrícia e ginecologia.

“Isso acontece quando ficamos impacientes com os alertas ou deixamos de acreditar que os avisos sejam reais ou relevantes. Ao fazer isso, alteramos as regras ou interrompemos os comportamentos de segurança, como lavar as mãos, usar máscaras e fazer distanciamento social”, acrescentou.

A fadiga do cuidado é observada em situações da vida cotidiana ou anterior, como quando você ignora algum tipo de alarme e não o leva a sério porque já o ouviu antes. Esse estado mental ocorre por alguns motivos, incluindo estresse crônico, diminuição da sensibilidade a avisos e incapacidade de processar novas informações com outras pessoas. Você pode combater esse cansaço da quarentena com autocuidado, conversando com entes queridos e mudando sua mentalidade para que o ato de seguir as orientações pareça gratificante em vez de terrível.

Adaptação às ameaças

De acordo com a professora Gollan, o cansaço com os cuidados pode resultar de uma sensibilidade reduzida a avisos repetidos.

A amígdala, a região do cérebro que registra o medo, é ativada quando vemos ou ouvimos uma ameaça (ou informações sobre a pandemia). Quando nossos cérebros percebem ameaças, o medo é comunicado a todo o corpo pelos hormônios do estresse e do sistema nervoso simpático ou por nossa reação de lutar ou fugir.

“Portanto, a amígdala é importante porque determina a gravidade relativa da ameaça”, explicou Gollan.

Depois que o sistema de alarme do cérebro dispara, o corpo se prepara para resolver a ameaça e responder a perguntas como: “Será que compro mais mantimentos hoje?” ou “Devo me encontrar com esses amigos?”. Em seguida, entra em ação o hipocampo, que está conectado à amígdala, e o córtex pré-frontal, que ajuda o cérebro a avaliar se uma ameaça é real ou não, como esclareceu a professora.

“Eles [hipocampo e córtex pré-frontal] basicamente ajustam o contexto de como a limpeza inicial dos mantimentos era importante, mas agora nem tanto. E acionam o freio, para diminuir o medo da reatividade da amígdala”, observou Gollan.

“Nesse momento, a parte da frente do cérebro, dedicada ao pensamento, diz: ‘Ei, emoções. Está tudo bem. Você não precisa fazer isso agora’. São processos que usamos para criar uma sensação de controle”, explicou.

Essa percepção do controle como uma maneira de gerenciar ameaças pode deixá-lo mais confiante sobre as coisas que antes o assustavam, porque agora você acredita que está seguro. Pense num filme de terror: ao assisti-lo pela segunda ou terceira vez, ele não será tão assustador quanto foi na primeira.

“As pessoas podem criar um contexto que diz para elas que algo não é importante, já que elas não veem ninguém doente ao seu redor. Não sabem o que está acontecendo, então por que prestariam atenção a isso? Portanto, elas podem assumir um senso de confiança ou uma percepção de controle para enfrentar situações que são mais arriscadas do que parecem”.

Nossos cérebros ajustam a percepção dos alarmes para reduzir o estresse, de modo que leva mais tempo para responder ao aviso ou nós o ignoramos. Daí começamos a desinfetar algumas compras, mas não todas, ou apenas lavar as mãos ocasionalmente.

Sobrecarga de informação

De acordo com Eric Zillmer, professor de neuropsicologia da Drexl University, na Pensilvânia, a fadiga do cuidado também vem dos desafios cognitivos.

“Quase todo o país está sendo confrontado com uma situação ambígua e complexa de solução de problemas”, afirmou. “Nunca passamos por algo assim, por isso é ambíguo.”

A maneira com que o cérebro processa novos detalhes agora é mais difícil, porque o método para obtê-los é principalmente digital. Por causa do isolamento social, não podemos confiar na região do cérebro que nos ajuda a contextualizar as informações processando intuição ou sugestões sociais. Aprender com as pessoas nos ajudaria a processar e reforçar positivamente os comportamentos responsáveis.

Estamos tentando gerenciar informações novas, concorrentes e onipresentes que ainda não internalizamos. E o quadro só complica com regras que mudam o tempo todo e fases de reabertura diferentes nos níveis federal, estadual, local e pessoal. Ou com o fato de que realmente a gente nem goste de regras, para começo de conversa.

Também não tivemos tempo de transformar práticas de segurança em hábitos. Como nosso cérebro gosta de consistência, todos esses fatores podem tornar exaustivas as diretrizes a seguir.

O excesso de informações pode dificultar a leitura adequada do ambiente para entender o que é uma ameaça real e se você está fazendo o suficiente para resolvê-la.

Reduza a sobrecarga de informações lendo apenas informações relevantes e confiáveis de algumas fontes para obter um ponto de vista equilibrado sobre o que fazer.

Transforme práticas de segurança em hábitos, definindo pistas visuais – por exemplo, coloque sua máscara em uma mesa ao lado da porta para se lembrar de colocá-la antes de sair.

O processamento social é imperfeito no momento, mas pode ajudar a conversar com familiares e amigos sobre o que eles pensam e o que faz sentido para todos.

“Então, quando você é confrontado com a situação que precisa resolver, tem muito mais opções em sua caixa de ferramentas”, disse Zillmer.

Reduza seu estresse

Ansiedade e depressão aumentadas ou recém-surgidas podem fazer você se sentir sem esperança ou esgotado.

Com o desemprego e as discussões familiares em ascensão, o aumento do estresse leva a mudanças na forma como nossos cérebros funcionam e como nos comportamos.

“Se eu tiver que sair e sobreviver, talvez preste menos atenção à minha saúde e às precauções de segurança, porque não estou focado nisso”, opinou Gollan.

O estresse também facilita o esquecimento das coisas. Mesmo que haja uma chance de adoecer, estar muito exausto pode afetar nossa memória em situações difíceis, pois isso exigiria esforço.

“Decisões complexas exigem muita energia e podemos nos cansar ao tomar decisões sobre quais riscos valem a pena correr em relação às recompensas que recebemos”, afirmou Gollan.

Reduza o estresse praticando o autocuidado: quando puder, exercite-se, prepare uma refeição quente para si ou medite.

Trabalhe com os valores que ajudam você a se sentir bem consigo mesmo, disse Zillmer. Sentir-se bem é incompatível com ansiedade e tristeza, o que pode causar a fadiga do cuidado.

Mude sua mentalidade

Normalmente, não é possível reproduzir os instintos iniciais de sobrevivência que surgiram no início do surto de vírus, já que estamos bem além da primeira onda de conscientização. Portanto, tomar decisões mais inteligentes também envolve reorganizar a maneira como você percebe o risco e a recompensa, para que as precauções de segurança não pareçam mais terríveis.

O medo não é mais a motivação, então você precisa de outra fonte de inspiração.

Pergunte a si mesmo: “Que recompensa recebo pelas escolhas que faço em relação ao que estou desistindo?”

Talvez a recompensa seja sua saúde ou, altruisticamente, a saúde de sua família e de outras pessoas. Ou que você tenha dominado a arte de permanecer em segurança durante a pandemia.

Descobrir como manter a rotina normal com segurança pode dar ao seu cérebro outra coisa para controlar, além de limitar suas reações a ameaças. E, dessa maneira, continuar se sentindo no controle de sua saúde.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ronaldo Sergio disse:

    Porque virou 90tena !!!

Doria prolonga período de quarentena em São Paulo por mais 15 dias

Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria, prolongou, pela quinta vez, o período de quarentena no estado paulista. Com isso, a nova quarentena no estado vai durar mais 15 dias, valendo do dia 15 de junho até o dia 28 de junho.
O estado está em quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus desde o dia 24 de março.

Apesar da prolongação da quarentena, algumas regiões do estado já estão abrindo parte de suas atividades. Isso está previsto no Plano São Paulo, de reabertura da atividade econômica do estado.

O protocolo é regionalizado e dividido em cinco fases, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul).

O Plano São Paulo começou a funcionar no dia 1º de junho. A capital paulista está na fase laranja, onde estava permitida a abertura de shoppings e comércio de rua – por quatro horas – e de imobiliárias e concessionárias.

Agência Brasil

Redução gradual da quarentena pode minimizar impacto na economia, diz estudo

Foto: Unsplash

Uma abordagem cautelosa para aliviar as restrições de quarentena pode ser melhor para a economia global a longo prazo, pois evita a reimplementação do distanciamento social por novos surtos de Covid-19. Esta foi a conclusão de um novo estudo de modelagem liderado pela University College London, na Inglaterra, e pela Universidade de Tsinghua, na China.

O artigo publicado nesta quarta-feira (03), no Nature Human Behaviour, é o primeiro a avaliar de maneira abrangente os efeitos da quarentena na cadeia de suprimento global. Para isso os especialistas consideraram o impacto dos bloqueios em 140 países, incluindo alguns não diretamente afetados pela Covid-19.

O estudo constatou que bloqueios mais rigorosos impostos anteriormente (como o de dois meses imposto na China) são economicamente preferíveis a medidas mais moderadas impostas por quatro ou seis meses, já que a duração é mais importante para as economias do que sua gravidade. Isso ocorre porque as empresas podem absorver melhor o choque de um breve período, confiando em suas reservas, e porque bloqueios mais curtos causam menos interrupções nas cadeias de suprimentos regionais e globais.

Os pesquisadores também descobriram que países não diretamente afetados pela Covid-19 podem, no entanto, sofrer perdas de mais de 20% do seu PIB devido a quedas na demanda do consumidor e gargalos nas cadeias de suprimentos. Segundo os especialistas, as economias abertas ou altamente especializadas, como os países do Caribe que dependem do turismo e os países da Ásia Central, como o Cazaquistão, que dependem das exportações de energia, estão especialmente em risco.

“Nosso estudo mostra os efeitos de ondulação causados ​​por bloqueios ao longo da cadeia de suprimentos global, com os países não diretamente afetados pela Covid-19 ainda sofrendo grandes perdas econômicas”, disse Dabo Guan, líder da pesquisa, em comunicado.

A equipe acredita que uma redução gradual das medidas de quarentena ao longo de 12 meses minimizaria os impactos na economia em comparação com o término mais rápido das restrições. “Nossa análise quantifica os benefícios econômicos globais de respostas robustas de saúde pública e sugere que justificativas econômicas para reabrir negócios [precipitadamente] podem sair pela culatra se resultarem em outra rodada de bloqueios”, explicou o coautor Steven Davis.

Tendo em vista o cenário atual, os cientistas preveem uma segunda onda de contaminados pela Covid-19 — e acreditam que implementar um lockdown de dois meses simultaneamente em diversos países seria mais efetivo nesse cenário. De acordo com eles, o custo econômico de um bloqueio vai além das fronteiras nacionais e um choque mais curto e único é mais fácil de ser absorvido pela economia.

“Todas as principais economias viram suas cadeias de suprimentos sofrerem substancialmente com a Covid-19. Nossa análise oferece mais exemplos de que a mitigação do impacto econômico da pandemia do novo coronavírus exige um esforço global”, afirmou Xi Liang, pesquisador da Universidade de Edimburgo que também participou da pesquisa. “Caso isso ocorra em resposta à pandemia, será um excelente exemplo para gerenciar o impacto econômico de uma potencial crise no futuro.”

Galileu

Corredores em quarentena trocam as ruas para correr em suas próprias casas e viralizam amor doando alimentos

A primeira edição da Meia Maratona Viralizando Amor contou apenas com um atleta, o idealizador Haroldo Motta da Ong Baobá. Na segunda edição, já foram 12 atletas e agora, este número deve passar de 100. Os atletas estão correndo em busca de apoio para distribuir cestas básicas para famílias carentes neste período de isolamento social.

A próxima edição da “Meia Maratona Viralizando Amor – 21km – CorraEmCasa”, acontece dia 06 de junho, sábado, às 6h30, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6). Desta vez, tem uma novidade. Além da tradicional meia maratona de 21km, o grupo decidiu abriu a modalidade passando a oferecer corridas de 1 km; 2,5km; 5km; 10km além dos 21km. A principal regra do evento é que o atleta realize seu percurso dentro de casa ou em volta da mesma, sensibilizando pessoas no apoio da iniciativa na doação de recursos para compra de cestas básicas.

A 3ª Meia Maratona Viralizando Amor – CorraEmCasa – 21km, tem o propósito de incentivar a prática de atividade física, principalmente os treinos de corrida em casa, neste período de afastamento social que estamos vivendo. Neste sentido o evento cumpre também um papel social importante, onde toda a arrecadação da inscrição será destinada para a aquisição de cestas alimentícias e doadas às famílias em situação de vulnerabilidade social da capital potiguar.

“Precisamos compartilhar a abundância de vida em nosso planeta. Nossa jornada dia 6, quando acontece a prova da corrida, é um esforço coletivo de gratidão a todos os seres vivos na busca de um harmônico desenvolvimento sustentável em nossa Terra”, comentou Haroldo Mota.

Para participar desta ação, é solicitado a inscrição solidária de vinte reais (R$ 20,00) para a compra de cestas básicas e pedem a gentileza de enviar para a organização do evento:

– Haroldo Mota 84 98845 4603
– Rozangela Cavalcante 84 99133.2045
– Renatta Borges (84) 9 8142 8489

A cópia do comprovante para melhor controlar a arrecadação.

Os dados bancários disponibilizados:

Banco do Brasil: Agência 2623.9 – c/c 5.775.4
Caixa Econômica Federal: Agência 0034 operação 013 c/c 27.902.9
Em nome de Haroldo F Mota
Banco 260 – Nu Pagamentos S.A: Agência 0001 c/c 8458976-8
Renatta Borges

Agradecemos desde já a todos pela participação desse ato voluntário amoroso. Com o recurso arrecadado na última meia maratona conseguimos distribuir 134 cestas básicas e 180 álcool gel que foram doados pela indústrias Becker, além de 200 máscaras doadas pela ONG Baobá e pela Rede EuSouDoAmor. diz a ultramaratonista Renatta Borges participante e uma das coordenadoras do evento.

Vamos Correr e Viralizar Amor.

Evento Solidário
3ª Meia Maratona Viralizando Amor – 21 km – CorraEmCasa.

Data: 06 de junho de 2020 (sábado)
Horário: 6h30

Percurso: Em Casa – 1km; 2,5 km; 5km;10 km e 21 Km

Objetivo: Adquirir Cestas Básicas para doação

Contribuição Solidária: R$ 20,00

Banco do Brasil: Agência 2623.9 c/c 5.775.4

Caixa Econômica Federal: Agência 0034 operação 013 c/c 27.902.9

Haroldo F Mota

Banco 260 – Nu Pagamentos S.A: Agência 0001 c/c 8458976-8

Renatta Borges

Informação:

Haroldo Mota (84)9 8845.4603
Rozangela Cavalcante 84 99133.2045
Renatta Borges (84) 9 8142 8489

[email protected]
@MeiaMaratonaViralizandoAmor

Quarentena em SP é prorrogada por 15 dias com flexibilização progressiva em diferentes regiões do estado; veja plano de retomada da economia a partir de 1º de junho

Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O governo de São Paulo anunciou, no início da tarde desta quarta-feira (27), a prorrogação da quarentena no estado por 15 dias, com flexibilizações progressivas, que serão feitas levando em conta as características de cada município.

“Estamos anunciando a retomada consciente a partir do dia primeiro de junho. A partir do dia 1º de junho, por 15 dias, manteremos a quarentena, porém, com uma retomada consciente de algumas atividades econômicas no estado de São Paulo”, disse o governador João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital.

O plano, denominado pelo governo como “retomada consciente”, prevê cinco etapas. As regiões serão classificadas em fases de acordo com os critérios definidos pela secretaria estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para Coronavírus.

“Ela será possível nas cidades que tiverem redução consistente do número de casos, disponibilidade de leitos em seus hospitais públicos e privados e estiverem obedecendo o distanciamento social nos ambientes públicos, além da disseminação e do uso obrigatório de máscaras”, afirmou Doria.

A cidade de São Paulo vai se enquadrar na cor laranja do novo modelo de quarentena do estado. A definição estabelece que setores da economia que desejam a reabertura devem apresentar planos com protocolos para a Prefeitura. Caberá à gestão municipal definir quem e quando poderá reabrir.

A regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada 7 dias (ou imediatamente, caso haja evidência da piora da situação).

Taxa de isolamento, número de casos da doença e taxa de ocupação dos leitos de UTI são os principais critérios.

Pelo plano, só poderão iniciar a retomada das atividades:

As cidades que tiverem taxa de isolamento de pelo menos 55%;

As cidades que tiverem redução no número de novos casos por 14 dias seguidos;

As cidades que mantiverem ocupação nos leitos de UTI inferior a 60%.

Com manutenção do distanciamento social nos ambientes públicos

Uso obrigatório de máscaras

Mortes e casos

O estado de São Paulo chegou a 6.423 mortes causadas pelo novo coronavírus, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde divulgado nesta terça-feira (26). Foram confirmadas 203 mortes em 24 horas.

Há 86.017 pessoas com diagnóstico de Covid-19 no estado. Das 645 cidades de São Paulo, 511 têm pelo menos um caso confirmado e 244 ao menos um óbito causado pela doença.

Os pacientes hospitalizados chegaram a 12,2 mil internados nesta terça. Desses, 4.779 estão na UTI e 7.506 em leitos de enfermaria. 17.589 altas de pacientes que tiveram confirmação da doença já tiveram alta dos hospitais de São Paulo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Doriana já está começando a derreter

  2. Azevedo disse:

    Os jacarés governistas a partir de agora irão abrir as pernas, saiu o que eles tanto queriam, a grana do governo federal, agora é só meter a mão e fazer a farra particular.

Baile funk reúne multidão em meio a quarentena no litoral de SP

Foto: G1 Santos

Um pancadão de mais de sete horas de duração, realizado na madrugada desta segunda-feira (18), perturbou moradores de São Vicente, no litoral de São Paulo. Segundo testemunhas, a Polícia Militar foi acionada para fiscalizar o evento, no entanto, nenhuma equipe compareceu ao local.

Conforme apurado pelo G1, o evento começou na noite do último domingo (17), por volta das 21h, na Rua Vale do Pó, no bairro Vila Margarida. O pancadão é um termo usado para se referir a festas e bailes em que é tocado funk em alto volume.

Segundo uma moradora, que prefere não se identificar, dezenas de pessoas começaram a se aglomerar, sem proteção, logo após o começo da festa. “Teve um carro e uma caixa de som e muita gente na rua. Nunca tinha acontecido isso por aqui. Cheguei a chamar a polícia e disseram que já tinha 15 denúncias do baile, mas nenhuma viatura apareceu. Ninguém que precisava conseguiu dormir aqui na rua hoje”, relata.

Além do barulho, moradores também flagraram os participantes aglomerados e sem a máscara de proteção facial, contrariando as recomendações sanitárias do combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e, já durante a manhã, embalagens e lixo espalhados pela rua.

“É uma falta de respeito. Tenho uma criança de dois anos e a minha mãe, que é idosa, em casa, e ninguém conseguiu dormir hoje, só acabou 4h, quando eu levantei para trabalhar. Ainda deixaram essa sujeira. Quem vai limpar tudo isso? E como a polícia não foi, eles vão achar que podem continuar a fazer esses bailes”, conta a testemunha.

Em nota, a Prefeitura de São Vicente informa que a Guarda Civil Municipal não interfere neste tipo de ocorrência, que, normalmente, é atendida pela Polícia Militar. A Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp) informa que não recebeu qualquer denúncia em relação ao referido baile funk. A Secinp também ressalta que seus fiscais vêm atuando diuturnamente em diversas frentes, inclusive em denúncias sobre bailes funks.

O G1 também questionou a Polícia Militar a respeito das denúncias, no entanto, não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junior Play disse:

    NORMAL. Anormal seria se não estivesse havendo baile funk.

Governo de SP prorroga quarentena até 31 de maio

Índice de isolamento social diminuiu na região de Campinas, diz Estado — Foto: Reprodução / EPTV

O governador João Doria (PSDB) prorrogou a quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 31 de maio. O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira (8) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista.

“Teremos que prorrogar a quarentena até o dia 31 de maio. Queremos, sim, em breve, juntos poder anunciar a retomada gradual da economia como, aliás, está previsto no Plano São Paulo. A experiência de outros países, e nós temos utilizado essas experiências aqui, mostra claramente o colapso da saúde e, quando isso acontece, paralisa tudo”, disse Doria.

Doria defendeu que a flexibilização das medidas restritivas, neste momento, prejudicaria não apenas o sistema de saúde, mas também a própria recuperação econômica do estado.

“Na região metropolitana [registramos] um aumento de 760% em apenas 30 dias. Em um mês, 760%. Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Só não reconhece, vê, percebe, aqueles que estão cegos pelo ódio ou pela ambição pessoal. Autorizar o relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e, por óbvio, a recuperação econômica”, afirmou.

Com a decisão, permanecem autorizados a funcionar apenas serviços essenciais. A ampliação do isolamento se deve ao aumento do número de casos e mortes em razão do coronavírus.

Atualmente, são 3.416 óbitos confirmados por exame laboratorial, um aumento de 7% em relação aos números de quinta-feira (7). O número de casos confirmados no estado é de 41.830, valor 5% superior ao registrado na quinta.

“O medo é o pior conselheiro da economia, prejudica o consumo, afugenta investimentos e ataca os empregos. A quarentena, felizmente, está salvando vidas em São Paulo e em outros estados brasileiros. Pessoas que poderia ter adoecido e falecido estão em vida e agradecendo por estarem vivendo e convivendo com seus familiares e desfrutando ainda a vida”, defendeu o governador, durante anúncio feito nesta tarde.

O governo buscava entre 50% e 60% para iniciar a flexibilização da quarentena, mas as autoridades de saúde apontam que a taxa ideal seria de 70%. O estado nunca chegou ao valor ideal, sendo as maiores taxas de 59% sendo registradas apenas em domingos.

Nas últimas 24 horas, dez novas cidades do estado registraram casos de coronavírus. A propagação cresce quatro vezes mais rapidamente nas cidades do interior e do litoral do que na Grande São Paulo, segundo dados do governo.

A administração estadual acredita que até o final de maio, todas as 645 cidades do estado terão casos confirmados da doença.

A razão da crise econômica é a pandemia, e não o contrário, defendeu o secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles. “O isolamento social, distanciamento, que estamos chamando de quarentena, ele tem como finalidade é combater o mais eficazmente possível a contaminação e, consequentemente, beneficia a economia”, disse o secretário.

O coordenador da plataforma de testes para coronavírus, Dimas Covas Tadeu disse que o relaxamento do isolamento social só será possível mediante redução sustentada de novos casos pelo período de 14 dias, como foi feito pelos EUA, Alemanha, Áustria e Nova Zelândia, além de taxa ocupação de leitos de UTI inferior a 60%.

Com G1

Médico alerta para falta de Sol, exercícios e enfraquecimento muscular na quarentena

Foto: Ilustrativa

O isolamento social é o meio mais eficiente para se proteger do novo coronavírus, mas o confinamento produz efeitos colaterais que podem trazer riscos à saúde. A maioria acaba não pegando sol, o que afeta a produção da vitamina D, ativada através da exposição aos raios solares na pele. Para quem sofre de osteopenia ou osteoporose, o problema é maior: além da falta de vitamina, o sedentarismo da quarentena pode agravar a perda de massa óssea e acarretar também um enfraquecimento muscular. Para o ortopedista geriátrico Francisco Paranhos, doutor em endocrinologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador clínico do Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, e vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo, diante deste cenário, os médicos se preocupam com a ocorrência de quedas e fraturas.

Durante o período de quarentena, sem a exposição solar, a suplementação de vitamina D é benéfica para todos, ele explica: “a vitamina D tem um papel relevante na ação esquelética, porque atua na função muscular e no metabolismo do cálcio, preservando a massa óssea e reduzindo o risco de quedas e fraturas. Mas os benefícios da vitamina D não param por aí. Existem muitas evidências científicas sobre suas ações extra-esqueléticas, como, por exemplo, na modulação imunológica, na defesa antimicrobiana, na ação anti-inflamatória e anticâncer, na função neuroprotetora e nos benefícios cardíacos”. Acrescenta que o tempo de exposição ao sol varia de acordo com a latitude, a estação do ano e cor da pele, entre outros fatores. Estar distante da linha do equador, ou nos meses frios do ano, ou ainda ter o tom de pele mais escuro ativa menos a formação da vitamina D. O melhor sol é o da faixa entre 12h e 15h, mas é preciso usar o bom senso e evitar os excessos e queimaduras. “Ninguém deve se expor ao risco de um câncer de pele. Indivíduos de pele clara deveriam pegar de 15 a 20 minutos de sol, pelo menos de três a quatro vezes na semana, expondo partes do corpo como pernas, braços, abdômen e costas, sem a necessidade de ficarem vermelhos ou bronzeados. As pessoas de pele negra necessitam de um tempo um pouco maior, até 30 minutos, pois a melanina, pigmento da pele, é um filtro solar natural”, complementa. Outros fatores podem diminuir a ativação da vitamina D, como o envelhecimento da pele, o uso de roupas compridas ou de filtros solares, a poluição e a exposição solar através do vidro da janela. Um filtro solar de fator de proteção 30 inibe a ativação da vitamina D de 95% a 99%. Muitas das vezes, apesar de o idoso se expor ao sol, o envelhecimento faz com que a pele perca eficiência como “sensor” para produzir vitamina D, aumentando a necessidade de uma suplementação via oral.

O doutor Paranhos citou o professor Giancarlo Iasaia, pesquisador da Universidade de Turim, na Itália, que observou que os pacientes graves infectados pelo novo coronavírus tinham uma grande prevalência de insuficiência vitamínica D. Os dados preliminares da pesquisa não testaram a administração de vitamina D para melhorar a evolução desses doentes, mas o professor apontou a necessidade de corrigir essa deficiência. Por isso, ele diz que, considerando a falta de exposição solar na atual quarentena e a chegada do período de frio e com menor insolação, há uma grande chance de desenvolvermos uma insuficiência vitamínica D. Os adultos jovens podem se beneficiar com a suplementação de doses de mil unidades diárias, enquanto os idosos precisariam de 2 mil unidades. Como se trata de uma vitamina lipossolúvel, que se acumula no organismo, as doses podem ser ministradas semanalmente ou até mensalmente.

Por último, lembra que a osteoporose é uma doença silenciosa e acomete tanto mulheres quanto homens. Nas mulheres é mais precoce, dada a perda do hormônio sexual feminino, o estrogênio, por volta dos 45 aos 50 anos de idade, quando ocorre a menopausa. Nos homens, a andropausa, a falta da testosterona, o hormônio sexual masculino, se dá depois dos 60 anos. Em ambos os gêneros, a perda dos respectivos hormônios leva a um aumento da reabsorção e do enfraquecimento dos ossos, isto é, o envelhecimento é um fator de risco para desenvolver osteoporose e sofrer fraturas. Um alerta: de 40% a 50% das mulheres e 25% dos homens acima dos 50 anos sofrerão pelo menos uma fratura osteoporótica ao longo de suas vidas. A de quadril é a mais temida, pois tem uma taxa de mortalidade de 20% a 30% num primeiro ano após o episódio, além das sequelas físicas que produz.

Bem Estar – Globo

 

Busca por yoga e meditação explode na web na quarentena

Foto: Pixabay

Terapias alternativas têm sido o refúgio de cada vez mais pessoas no isolamento social. Donos de canais no Youtube, perfis no Instagram e aplicativos viram o número de acessos se multiplicar no último mês. No período, um canal de yoga teve alta de 800% nas visualizações. Já um dos mais populares aplicativos de meditação guiada teve um aumento de 400% de downloads.

“Eu acho que não estaria aguentando a barra se não tivesse alguma coisa para me distrair dentro de casa. Eu fico uma hora e meia por dia, para ter aquele momento que eu desligo meu cérebro do resto do mundo”.

Assim como pra museóloga Júlia Pereira, práticas como yoga têm sido ferramentas valiosas para muita gente manter o equilíbrio emocional num momento de tantas incertezas. Ela sofre de ansiedade e é casada com um profissional de saúde. É com o yoga em casa que ela tem conseguido passar por essa fase.

“Eu comecei a prática de yoga em janeiro, depois de ter parado no hospital achando que eu tava tendo um infarto. Eu tava tendo uma crise de ansiedade grave. Eu comecei a prática e mantenho agora. Tá sendo fundamental”, conta Júlia.

A busca por yoga e meditação na internet explodiu durante o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Perfis e plataformas que orientam as práticas em casa têm registrado altas expressivas nos acessos. É o caso do canal do Youtube Fernanda Yoga, administrado pela professora Fernanda Raiol, que teve aumento de 800% no número de visualizações diárias. Foram cerca de 1,4 milhão de acessos a mais em um mês.

“Eu senti um aumento muito grande nas indicações dos meus vídeos. De dor nas costas, série de yoga para iniciantes. Principalmente por parte de profissionais de saúde e novos praticantes que estão descobrindo a prática nessa quarentena e sentindo os benefícios”, relata Fernanda.

Também professor de yoga, Carlo Guaragna passou a dar aulas ao vivo diariamente pelo Instagram há pouco mais de um mês. Desde então, ele ganhou 20 mil novos seguidores na página Pratique Prána, que agora tem 135 mil. Ele também oferece conteúdos pagos, mas diz que sua preocupação nas aulas gratuitas é que o maior número possível de pessoas consiga praticar:

“Hoje em dia as aulas tem cerca de mil pessoas, todo dia praticamente. As aulas de yoga são para iniciante. Eu sempre foco na acessibilidade e na simplicidade do conteúdo. Para mim, o yoga é que nem feijão com arroz: o simples bem feito dá um resultado mundo grande. Ministrar as aulas gratuitas é uma forma de tornar isso mais acessível ainda.”

Os aplicativos de meditação guiada nunca foram tão baixados. Com mais de 260 mil usuários ativos, o Zen é um dos mais populares da categoria “saúde” e tem público em 150 países. O número de downloads do app cresceu 400% em um mês e chegou a 3,6 milhões. Um dos fundadores do aplicativo, Christian Wolthers, conta que o público está cada vez mais diversificado.

“Dentro do Zen, a gente tem pessoas que já têm uma prática meditativa regular até pessoas que estão querendo conhecer mais sobre meditação e estão buscando cursos focados no autoconhecimento. Então, a gente tenta abrir caminho para todos. Pela interação com nossos usuários, a gente sente que eles estão buscando ferramentas e caminhos para lidar melhor com tudo isso que está acontecendo”, explica Wolthers.

Há diversas maneiras saudáveis de driblar a ansiedade, o estresse e as preocupações excessivas e manter o equilíbrio do corpo e da mente apesar do cenário causado pela pandemia de Covid-19. Uma das terapias alternativas é a aromaterapia e o uso de florais, que não tem contraindicação. A terapeuta floral e aromaterapeuta Márcia Rissato explica que é possível acalmar as emoções por meio do olfato:

“Os florais de Bach originais transformam nossos estados negativos em positivos. Tem floral que traz conforto, abaixa o hormônio do estresse. Não adianta você lutar agora, tem que se acalmar para resolver. É isso que os florais oferecem.”

Assim como é possível e, agora, recomendável, fazer yoga e meditar sem sair de casa, também dá para adquirir florais e essências pela internet. A saúde da mente e do corpo agradecem.

CBN

 

Adesão ao isolamento social cai em 22 dos 27 estados antes de governadores afrouxarem quarentena; RN perde quatro pontos e registra 53%

Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS

Antes mesmo de governos estaduais afrouxarem medidas de isolamento social, 22 das 27 unidades da federação já vinham apresentando menor adesão da população à quarentena em comparação ao fim de março, segundo levantamento do GLOBO com base no “Relatório de Mobilidade Comunitária” disponibilizado pela empresa Google.

Apenas quatro estados da região Norte – Acre, Roraima, Amapá e Amazonas, cujo sistema de saúde da capital Manaus entrou em colapso – e o Piauí apresentaram, em abril, quedas de circulação de pessoas maiores ou iguais em relação às registradas no último mês. Por outro lado, em meio a pressões de setores políticos e empresariais, ao menos sete governadores flexibilizaram, na última semana, medidas que restringiam a abertura de algumas atividades comerciais.

O levantamento do GLOBO considerou a média dos últimos sete dias úteis de março, excluindo feriados nacionais e fins de semana, e comparou-os com os dados de intervalo de tempo similar em abril, até o último dia 17, data mais recente no relatório de mobilidade. A ferramenta da Google, baseada em dados de localização de usuários do aplicativo Google Maps em áreas como centros comerciais, restaurantes, estações de trem e pontos de ônibus, compara a movimentação diária de pessoas em relação ao período entre janeiro e fevereiro deste ano, antes do início medidas de isolamento social.

Na categoria que engloba a movimentação em pontos de acesso ao transporte público, alvos de menores restrições de governos estaduais e municipais, a queda de circulação de pessoas em âmbito nacional foi de apenas 53% em abril, contra 60% no fim de março. Estados como Minas Gerais, com 43%, e Goiás, com apenas 41% de queda de circulação, figuram entre os que menos tiveram sucesso em reduzir a movimentação no transporte público em abril, segundo indica o relatório da Google. (veja os números completos no fim desta reportagem)

Em relação a áreas comerciais não essenciais – isto é, excluindo mercados e farmácias – e atividades de lazer, todos os estados apresentaram maior circulação de pessoas em abril do que no fim de março. Alguns, no entanto, ainda apresentam reduções de movimentação acima de 60%, como Piauí, Ceará e Paraíba. Os dados são anteriores à última semana, quando governadores de estados como Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul anunciaram planos de flexibilização da quarentena.

Zema: alinhamento a Bolsonaro

Em Minas, o governador Romeu Zema (Novo) anunciou na última quinta-feira, ao lado de seu secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, um plano de retomada gradual do comércio, que deverá ser implementado pelas prefeituras. Zema vinha sugerindo a reabertura desde o último dia 9, após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, mas enfrentou a resistência de seu secretário de Saúde, que chegou a afirmar que não havia previsão de flexibilizar a quarentena no curto prazo. O protocolo detalhado deve ser disponibilizado pelo governo de Minas nesta segunda-feira.

Opositores e até aliados apontam a ligação do governador com o setor empresarial – Zema era administrador de um grupo comercial antes de se lançar na política – como um dos fatores que explicam a insistência na reabertura. Zema vem adotando posição oposta à de seu desafeto político, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que tem defendido o endurecimento das restrições de circulação.

– A posição de Zema é vacilante desde o início da pandemia, mas ele em momento algum fez uma plena defesa do isolamento social. Ele tenta manter também um alinhamento com o governo federal, tanto é que foi um dos dois governadores que não assinaram a carta cobrando mais firmeza da União na garantia do isolamento – afirmou o deputado estadual André Quintão (PT-MG), líder da oposição a Zema na assembleia de Minas.

Embora tenha ameaçado até um rompimento com o presidente Jair Bolsonaro por defender a necessidade do isolamento social, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), assinou na última segunda-feira decreto que ampliou o funcionamento do comércio e permitiu aos municípios decidirem sobre regras de flexibilização. Diante de aglomerações no transporte público e no comércio de rua em Goiânia e outras cidades, Caiado ameaçou na última sexta “fechar tudo de novo”.

Em meio à fritura do então ministro da SaúdeLuiz Henrique Mandetta por Bolsonaro, Caiado gerou mal-estar ao declarar que acolheria Mandetta, seu amigo pessoal, na secretaria de Saúde de Goiás. A permanência do atual secretário, Ismael Alexandrino, foi defendida pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás e por outros parlamentares, inclusive da base de Caiado.

Procurado, o governo de Goiás respondeu, através de nota, que o protocolo de reabertura foi baseado “nas recomendações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública sobre o coronavírus”, e que não permite o funcionamento de escolas, igrejas ou academias. Através da assessoria de imprensa, Caiado afirmou ainda que se sente grato “pelo reconhecimento do trabalho feito por toda a equipe da Secretaria de Saúde de Goiás”.

Isolamento social nos estados

*Média de redução de circulação até 17 de abril (Diferença em relação a março)

Distrito Federal: 50% (-10%)

Acre: 66% (+3%)

Alagoas: 60% (-4%)

Amapá: 72% (+10%)

Amazonas: 45% (+1%)

Bahia: 60% (-6%)

Ceará: 63% (-6%)

Espírito Santo: 57% (-9%)

Goiás: 41% (-11%)

Maranhão: 60% (-3%)

Mato Grosso: 45% (-15%)

Mato Grosso do Sul: 42% (-24%)

Minas Gerais: 43% (-11%)

Pará: 51% (-1%)

Paraíba: 59% (-5%)

Paraná: 47% (-14%)

Pernambuco: 53% (-5%)

Piauí: 73% (0)

Rio de Janeiro: 56% (-6%)

Rio Grande do Norte: 53% (-4%)

Rio Grande do Sul: 50% (-13%)

Rondônia: 59% (-1%)

Roraima: 62% (+2%)

Santa Catarina: 66% (-13%)

São Paulo: 55% (-3%)

Sergipe: 69% (-3%)

Tocantins: 53% (-12%)

O Globo

Internautas relatam aumento dos sonhos eróticos na quarentena; especialistas explicam

Foto: Shutterstock

Por causa da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), o mundo entrou em isolamento social e muitos estão longe dos namorados ou “crushes” e de possíveis relações sexuais.

Por conta disso, nas redes sociais muitas pessoas começaram a relatar que depois de entrar em quarentena, estão tendo mais sonhos eróticos que o normal – muito lúcidos – até lembrando do que ocorreu durante o sono.

 

O psicólogo especialista em sexualidade e relacionamento, Oswaldo Rodrigues Júnior, afirma que a libido é uma decorrência de fatores de interação da pessoa com o ambiente.

“Em uma situação de isolamento social, há uma série de efeitos negativos, dependendo da vida anterior da pessoa. Se a pessoa ou um casal sair para jantar, se divertir antes de uma relação sexual, isso fará falta na vida em quarentena”, diz Oswaldo.

Já para os solteiros, o psicólogo afirma que com a falta de contato físico e o aumento de outras atividades sexuais, como a masturbação, os sonhos são mais frequentes. “Os sonhos tendem a aparecer mais frequentemente, inclusive pela percepção de necessidade de contato físico, algo que é pressuposto pela atividade sexual”, diz o especialista.

“Os solteiros querem ter alguém por perto em meio a tantas coisas ruins e isso pode influenciar na libido”, afirma a fisioterapeuta pélvica e sexóloga Débora Pádua.

Ela afirma que ao estar acordado, em sã consciência, não permitimos que os desejos se aflorem. Por isso, no sono, isso se liberta e se revela em sonhos eróticos. “Se a pessoa não faz nada para que aconteça o desejo, como a masturbação ou o uso de um vibrador, é mais comum que os sonhos eróticos ocorram, já que eles não se completam durante o dia”, diz Débora.

As notícias ruins, tensão e o medo por causa da pandemia também influenciam. Se não há a liberação daquele desejo sexual conscientemente, os sonhos dão esta sensação. “Mesmo casais afastados virtualmente, mesmo tendo a masturbação ou algum ato virtual, aquilo não foi libertado efetivamente, por isso vem os sonhos”, afirma a sexóloga.

Como a falta de contato físico afeta o psicológico, Oswaldo indica que ao ter a atenção voltada às relações sexuais, “os pensamentos, percepções e sentimentos do dia ficam mais frequentes nos sonhos”.

IG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    O coronavírus é maníaco, não respeita nem as vaginas solitárias.

Veja os quais erros você pode estar cometendo na quarentena

FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Ficar em casa, usar máscaras ao sair na rua e lavar bem as mãos. As regras parecem simples, mas ainda levantam dúvidas. Diante das mudanças radicais no dia a dia ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus, o brasileiro em isolamento até tenta, mas tropeça na hora de seguir à risca as recomendações da OMS.

Ainda que permanecer em casa e evitar aglomerações seja a recomendação máxima para brecar a contaminação pelo vírus, vale prestar atenção em outros cuidados. Veja a seguir os erros frequentes de quem está em isolamento social.

Fazer/ receber uma visita

Quando a saudade aperta dentro de casa, tem quem não consiga enxergar mal em visitar ou receber visitas dos parentes. No entanto, a infectologista Raquel Muarrek, da Rede D’or explica que, mesmo permanecendo em casa, o risco de se contaminar nesta situação ainda deve ser levado em conta.

” A visita que chega na sua casa não vai trocar de roupa. Então, toda questão da higienização precisa partir dos dois lados e, acima de tudo, temos que lembrar que faz parte o distanciamento social e, muitas vezes, as pessoas esquecem e não levam em consideração, na própria residência.”

Usar a máscara de forma errada

Sair de máscara pode não adiantar muito se a manipulação do acessório não foi feita corretamente. Colocar as mãos no tecido, reaproveitar máscaras descartáveis ou ultrapassar duas a quatro horas de uso, dependendo da máscara, estão entre os principais erros cometidos por que utiliza esta proteção individual.

Esquecer de higienizar os animais de estimação

Sair para passear com os pets na rua está entre as atividades difíceis de se evitar. Embora o bichinho de estimação não contraia a doença, a infectologista explica que ele pode “carregar o vírus para dentro de casa, através do pelo, patas ou focinho.” Segundo Muarrek, o mais recomendável é lavar as patas do bicho com água e sabão ao chegar em casa.

Caminhar/ correr muito próximo em exercícios ao ar livre

Embora a prática de exercícios ao ar livre não esteja proibida, ela ainda divide a classe médica, uma vez que a propagação de gotículas pode aumentar conforme o esforço físico e as condições climáticas.

“Novos trabalhos demonstram que o vírus pode circular em um ambiente aberto, por até 20 metros”, explica Muarrek. “Essa propagação do vírus pode variar entre as pessoas que estão correndo e até mesmo pelo vento.”

Não trocar de roupa ao chegar em casa

Não é só lavar as mãos após voltar do trabalho, supermercado ou farmácia. A infectologista Raquel Muarrek, também, aponta que, da mesma maneira que acontece com os pets, o vírus também pode permanecer nas roupas. Daí, a importância de se trocar e tirar os sapatos ao chegar em casa.

R7

Doria vai apresentar plano de saída gradual da quarentena

Foto: Divulgação

João Doria vai apresentar na quarta-feira um plano de saída gradual da quarentena em São Paulo, iniciada em 24 de março.

O programa valerá, inicialmente, a partir de 11 de maio, dia seguinte ao término da quarentena. Ou seja, o fim do isolamento social não será antecipado, como quer Jair Bolsonaro.

Elaborado por uma equipe multidisciplinar que envolveu a indústria, comércio, o setor de serviços e a área de ciência e tecnologia, o plano foi concebido pelos secretários Henrique Meirelles (Fazenda) e Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico), e por economistas como Ana Carla Abrão e Pérsio Arida. Foram ouvidos ainda 338 dirigentes empresariais e empresários.

Lauro Jardim – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Os governadores estão de parabéns, seguindo passo à passo pra superar a crise sanitária.
    A primeira ação foi restringir a circulação pra reduzir o contágio e os planos de retomadas são posteriores, logicamente. E o governo federal, mesmo contra gosto do presidente , está tomando as medidas de proteção social para as pessoas, e para as empresas.
    Logo logo sairemos dessa.

  2. Victorino disse:

    Esse é um cordeirinho na pele de um demônio. O FHC já estar queimando o Hulk, o garoto propaganda da Globo, para colocar esse aí.

  3. Arthur disse:

    É importante que todos os governadores criem esse plano de retomada gradual da economia, para quando a ciência sinalizar que já é o momento, estejamos todos prontos.