Após aumento de casos de covid, quarentena recua para fase amarela em São Paulo, anuncia Doria

A cidade de São Paulo vai regredir para a fase amarela do Plano SP, assim como as outras regiões do estado que já estavam na fase verde. Com a decisão, comércios e serviços vão voltar a funcionar menos horas por dia.

A regressão de fase foi anunciada um dia após a eleição do segundo turno da capital paulista, vencida por Bruno Covas (PSDB) —o prefeito reeleito apoiado pelo governador do estado, João Doria (PSDB).

A capital, neste momento, encontra-se na fase 4, verde, a mais branda em termos de restrições, assim como as regiões de Campinas, Sorocaba e Baixada Santista, totalizando 76% da população do estado. Outra parcela grande de São Paulo está na fase 3, a amarela. Ao todo são cinco fases.

Ainda não se sabe se haverá alterações no que era permitido na fase amarela, bem como o horário de funcionamento e a ocupação de comércios e serviços.

Especialistas vinham alertando para a expansão preocupante da Covid em São Paulo.

O governo estadual e o municipal, contudo, resistiram a uma reanálise imediata da situação paulistana, apesar da crescente ocupação em hospitais privados de referência de leitos destinados a pacientes com o novo coronavírus.

Os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês foram alguns dos que tiveram aumento recente nos casos de Covid, acendendo um alerta entre médicos em um momento em que as medidas de prevenção contra a doença, como distanciamento social, evitar aglomerações e usar máscaras vêm sendo continuamente desrespeitadas.

Durante a corrida pela prefeitura de São Paulo, inclusive, os próprios candidatos causaram e participaram de aglomerações. Boulos, na semana que se encerrou, recebeu diagnóstico de Covid após um período de intensificação de contatos na campanha. Covas fora infectado anteriormente e ficou assintomático.

Questionado sobre o agravamento da pandemia em São Paulo tanto por jornalistas quanto por Boulos, seu adversário de pleito, Covas repetiu continuamente, nas semanas seguintes ao primeiro turno, dia 15, que a situação era estável.

“Há uma estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo”, disse no sábado (28), além de condenar a desconfiança em relação aos dados da vigilância sanitária.

“A gente teve um aumento na quantidade de internações, mas há estabilidade em relação ao número de casos e óbitos. Desacreditar a vigilância sanitária é como desacreditar os dados do Inpe que apontam aumentos de queimada no Brasil. Esse tipo de ação é que partidariza e politiza um trabalho feito pelos técnicos da prefeitura”, disse.

Os dados, porém, não respaldam o prefeito.

Nos hospitais municipias, muitos já reservaram alas para ampliação de leitos para tratamentos de pacientes com Covid-19. Segundo a prefeitura, nesta semana a rede ganharia mais 200 novos leitos de internações em enfermaria e UTI

O projeto InfoGripe, da Fiocruz, por exemplo, que acompanha os casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no país, mostra que São Paulo capital está com tendência moderada de aumento de casos da síndrome.

A Srag é associado a sintomas como tosse e falta de ar e pode ser causada por diversos motivos, inclusive vírus respiratórios como o Sars-CoV-2. Por isso, pode servir como indicativo das tendências da atual pandemia no país.

A situação é similar pelo país. O aumento das notificações de Srag ocorre em pelo menos 12 capitais, com tendências de crescimento de casos forte ou moderada, e em 21 das 27 unidades federativas.

Segundo dados da Secretária do Estado de Saúde de São Paulo, as internações, no sábado (28) foram quase 20% superiores às de 28 dias atrás.

Novas internações em UTI ou enfermarias por casos confirmados ou suspeitos de Covid têm aumentado na Grande São Paulo desde ao menos os primeiros dias de novembro.

Os pacientes internados em leitos de UTI chegaram, neste sábado, a cerca de 2.463 (média móvel de 7 dias). Trata-se do maior valor desde em pelo menos dois meses (outubro e novembro).

Também vem crescendo a ocupação proporcional dos leitos de UTI na Grande São Paulo, onde a taxa chegou a 58%.

Folha de São Paulo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Observando. disse:

    Aff. Nem disfarçou. Um dia depois da eleição.

Argentina: a quarentena mais longa do mundo e seus 1,1 milhão de infectados

A Argentina vive a quarentena ininterrupta mais longa do mundo. Mas as medidas de isolamento, anunciadas logo nos primeiros casos confirmados, não conseguiram conter uma curva crescente de contágios pelo novo coronavírus. Após sete meses de restrições, o país é atualmente o sexto com o maior número de infecções no mundo, quase 30 mil mortes e enfrenta, além da crise sanitária, uma profunda crise econômica.

Neste episódio do E Tem Mais, Monalisa Perrone conversa com o repórter Diego Rezende, de Buenos Aires, sobre o número crescente de casos e os efeitos daquela que já é chamada de “quareterna”. Em seguida, um papo com o sanitarista Enio José Garcia, chefe do grupo que assessora o Ministério da Saúde argentino.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Minion de Peixeira disse:

    Errrata: onde se lê 'estatizações', leia-se privatizações.

  2. Zezinho disse:

    To com silvio dantas 14111

  3. Antenado disse:

    Fique em casa. Bolsonaro sempre teve razão.

  4. Bovino Rebelde disse:

    A taxa de morte por covid na Argentina é menor que a Brasileira. Isso é o que importa.
    O resto é choro da turma da cloriquina, remédio contra lombriga e ozônio no fiofó. Talkei?

  5. Luciano Brito disse:

    A cambada está negando a desgraça na Argentina, a Venezuela encontrou a cura do corona vírus, quem vai ser o primeiro da cambada.

  6. CiÇO disse:

    O Macri ja pegou a Argentina quebrada pelo Desgoverno socialista,agora está a caminho para se tornar a "Venezuela do Sul" !!!!

  7. Cesar Bomone disse:

    No início da pandemia, para criticar o Presidente Bolsonaro, os ESQUERDOPATAS citavam a Argentina como exemplo no combate a COVID. Enalteciam a quarentena argentina como solução para a doença.
    HOJE, a Argentina é a prova de que o o Presidente Bolsonaro sempre esteve certo, e que a quarentena só serve para quebrar a economia e destruir os governos.
    Hoje a Argentina está entre os piores números de mortes diárias por milhão do mundo, comprovando a falácia que é o Fique em Casa como solução para a doença.

  8. Ascânio disse:

    Eu sabia que a Argentona iria se lascar após a última eleição presidencial, só não imaginava que ia ser tão rápido.
    O socialismo destrói qualquer País, e pelo visto, mais rápido do que a gente imagina

    • Manoel disse:

      A Argentina já estava quebrada pelo governo de direita de Macri.
      Pronto, associaram o vírus ao socialismo….kkk
      Enquanto isso na Gadolandia temos 155 mil morto e dolar à 6 reais
      O gado contínua no: e o PT?

    • Acorda Brasil disse:

      O tal do esquerdista é uma praga mesmo. Macri pegou o Estado inchado, as contas em frangalhos e o povo Argentino achou ruim as medidas de austeridade e ajuste de contas. Voltaram pra o socialismo. A culpa é de Macri? kkkkk Vai se tratar Manoel

    • Antônio Soares disse:

      E o mané não se cansa, não para de defender os restos da esquerda e a quadrilha de LULADRAO. Eita jerico

    • Minion de Peixeira disse:

      Que medida "de direita" foi implantada por Macri?

      Estatizações, desregulamentações, cortes de gastos?
      Vcs vivem de mentir.

JÁ PENSOU? Por erro em hotel de quarentena, Austrália pede que hóspedes(mais de 200) façam teste de HIV

Foto: msfarmadrogaria/ Instagram/ Reprodução

Mais de 200 pessoas que ficaram hospedadas em um hotel de quarentena na Austrália deverão realizar testes para doenças transmissíveis pelo sangue, incluindo HIV, a pedido de autoridades locais. O governo do estado de Victoria admitiu que diferentes pessoas utilizaram os mesmos dispositivos de teste de sangue durante o período de isolamento requisitado ao chegar no país.

Esse é o mais recente de uma série de problemas relacionados ao combate à Covid-19 que atingiram o país e o estado de Victoria em particular.

Anteriormente, no mesmo estado, violações em hotéis de quarentena provocaram um surto em Melbourne, levando a segunda maior cidade do país a passar meses sob um rígido bloqueio.

Em um comunicado neta segunda-feira (19), a agência de saúde do estado, a Safer Care Victoria, disse que entrará em contato com 243 pessoas que fizeram um teste de glicose no sangue antes de 20 de agosto em um hotel de quarentena, pois havia risco de contaminação cruzada e vírus transmitidos pelo sangue, incluindo HIV.

“O risco clínico de infecção é baixo. No entanto, para garantia, o acesso a testes confidenciais será providenciado”, disse a Safer Care Victoria em um comunicado.

Victoria relatou mais de 20 mil casos de coronavírus, incluindo mais de 800 mortes, tornando-se o epicentro do novo coronavírus na Austrália. O país relatou mais de 27.400 casos e pelo menos 905 mortes no total, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

O que deu errado com os testes

A Austrália fechou suas fronteiras para todos os não-cidadãos e residentes em março, e todos os viajantes que retornavam ao país deveriam, então, pagar 3.000 dólares australianos (cerca de R$ 11.800) para passar duas semanas em uma instalação de quarentena estadual.

Nos meses seguintes, milhares de viajantes passaram pelos hotéis de quarentena da Austrália – mas nem todos eles exigiram um teste de glicose no sangue.

Esse teste é feito com um aparelho que dá uma picada no dedo para obter uma gota de sangue. O dispositivo é usado ??para testar os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes, mas também pode ser utilizado por mulheres grávidas e pessoas que desmaiaram, entre outros usos médicos.

Os dispositivos sejam projetados para vários usos por uma pessoa, mas, no caso, eles foram usados por vários residentes, disse a Safer Care.

As agulhas podem ser trocadas entre cada utilização, mas os dispositivos podem reter quantidades microscópicas de sangue que tornam não recomendado o uso por diferentes pacientes.

De acordo com a Safer Care, não há risco de que os dispositivos possam ter transmitido o novo coronavírus, pois ele não é transmitido pelo sangue. Mas há um risco “clínico baixo” de propagação de doenças como as hepatites B e C e o HIV.

“O risco clínico é baixo”, disse a vice-presidente executiva da Safer Care, Ann Maree Keenan. “No momento, não seremos capazes de responder às muitas perguntas que as pessoas terão sobre como isso aconteceu. Esteja certo de que a Safer Care Victoria está conduzindo uma análise completa sobre como e por que esse dispositivo começou a ser usado.”

Especialistas disseram à afiliada local da CNN, a 9News que a situação é preocupante, apesar do risco baixo de contaminação.

O presidente da Associação Médica Australiana, Dr. Omar Khorshid, disse à 9News que o incidente foi outro erro grave no programa de quarentena e, hotéis no país. Uma investigação que apurar problemas nos hotéis do estado ainda está em andamento.

“É mais uma evidência do fracasso desse sistema”, disse ele.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pamela da Pampa disse:

    Nem lula nem Bozo, a culpa é de "Chupa charque"

  2. Chocolate 🍫 Na Cueca 🩲 disse:

    Tenho a impressão que as algumas pessoas que opinam aqui no Blog, estão num hospício…
    Impressão não, tenho QUASE certeza.

  3. Paulo disse:

    A culpa é de Bolsonaro, de acordo com a esquerda cínica.

    • O Carro do Chocolate disse:

      Boa análise. E a direita dirá que a culpa é do LULA.

    • Um brasileiro disse:

      E quem não é nem esquerda e direita vai dizer que a culpa é de Bolsonaro e Lula.

Líder democrata e defensora intransigente do “fique em casa” nos EUA fura quarentena e vai a salão de beleza

A parlamentar democrata Nancy Pelosi.| Foto: AFP

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (equivalente norte-americano à Câmara dos Deputados), a democrata Nancy Pelosi, furou a quarentena para arrumar os cabelos em um salão de São Francisco. O episódio ocorreu na segunda-feira (31) e foi divulgado pela Fox News.

Os salões de beleza da cidade californiana estavam proibidos de abrir devido à pandemia do novo coronavírus – nesta terça (1°), os estabelecimentos foram notificados que podem voltar a funcionar apenas para serviços realizados ao ar livre.

Em imagens de câmeras de segurança obtidas pela emissora de televisão, é possível ver Pelosi caminhando pelo salão com os cabelos molhados e sem máscara de proteção. A proprietária do local, Erica Kious, afirmou à Fox News que profissionais autônomos alugam cadeiras em seu salão – o que teria sido o caso no atendimento à congressista.

““Foi um tapa na cara ela ter ido lá, sabe? Ela sente que pode simplesmente fazer suas coisas enquanto ninguém mais pode, e eu não posso trabalhar”, disse Kious. “Devemos respeitar essa mulher, certo? É simplesmente perturbador. Ficamos fechados por muito tempo, não apenas o meu salão, mas a maioria das pequenas empresas. Fico com uma sensação de vazio e desamparo”.

A equipe da parlamentar confirmou que ela foi fazer os cabelos durante uma viagem a São Francisco, mas que ela não imaginou estar fazendo algo de errado.

“A presidente da Câmara dos Representantes sempre usa máscara e segue as regras locais de prevenção à Covid. Esse salão ofereceu um horário para atender a presidente na segunda-feira e alegou que a cidade permitia o atendimento a um cliente por vez. A presidente cumpriu as regras que lhe foram apresentadas pelo estabelecimento”, disse Drew Hammill, que trabalha com Pelosi.”

Gazeta do Povo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João V. disse:

    Tinha que ser o PT norte-americano. Esquerdista é tudo igual no mundo inteiro

  2. Antenado disse:

    As redes sociais prestam um grande serviço para pegar na mentira, principalmente os políticos. Por isso que querem a censura. Quem não se adaptar, vai ser desmascarado bem ligeirinho. Acabou a época em que se mentia descaradamente e ficava por isso mesmo.

  3. Lucia disse:

    Cairia muito bem nos quadros do MP, globo lixo e no PT.
    Tudo invertido.
    Kkkkkk
    Chola não BB.
    Acabou a boquinha.
    Kkkkkk

  4. Vitor disse:

    Esse democrata é o PT americano. Ou seja, o lado comunidade americano. Só remam pra o quanto pior, melhor.

FOTO: Maré leva carros de luxo após moradores furarem quarentena em Belém

Foto: Alex Ribeiro/Agência Pará

Dois carros de luxo avaliados em mais de R$ 100 mil, cada um, atolaram por volta de 6h da manhã de ontem na praia de Atalaia, em Salinópolis, a 213 quilômetros de Belém, no Pará. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), os motoristas teriam amanhecido na areia, violando o decreto que restringe o horário de permanência no local, que é entre 7h às 19h, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra que a maré cobriu parcialmente os veículos. A água chega próximo ao teto de um deles. Os automóveis eram uma caminhonete Mitsubishi modelo Triton, avaliada em R$ 149 mil, e um Audi Q3, de R$ 179 mil. Ninguém se feriu.

Em nota ao UOL, o Detran informou que “a situação começou quando o condutor do Audi não percebeu a forte maré no local e atolou. O proprietário da caminhonete Triton tentou ajudar, mas também acabou com o veículo atolado”.

Carros do Detran ainda foram acionadas, mas não puderam ajudar porque “havia risco para as viaturas”.

“Um trator também foi utilizado na tentativa de puxar os veículos, mas foi em vão. Os automóveis só foram rebocados quando a maré baixou”, confirmou o departamento.

A Secretaria de Turismo de Salinópolis não soube informar se a multa em descumprimento ao decreto chegou a ser aplicada aos condutores dos carros.

Além da proibição da permanência de banhistas após às 19h, a prefeitura determinou o distanciamento social entre os grupos familiares e o impedimento de som automotivo nas praias. No último boletim divulgado pela prefeitura, de 22 de julho, o município contabilizava 508 casos confirmados de covid-19 e 39 óbitos.

“Pessoal é teimoso”, diz secretário

O secretário de Turismo de Salinópolis, Júlio Vieira, explica que na praia do Atalaia, é permitida a entrada de carros na areia como forma de substituir as barracas. O lugar, banhado pelo Oceano Atlântico, é considerado o mais movimentado do litoral do Pará durante o período do verão, atualmente vigente na região Norte. A faixa de areia em Atalaia tem extensão de 20 quilômetros.

“A entrada de carros na praia é cultural do banhista paraense. Os motoristas devem tomar cuidado porque existe uma orientação sobre o limite para o carro avançar, mas o pessoal é teimoso demais. A maré não leva para alto mar. Ela cobre e depois, quando baixa, são rebocados”, comentou o secretário.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Charles Darwin disse:

    Seres humanos sendo seres humanos. Isso sempre acontece, mas teimam assim mesmo.

  2. Francisco de Assis disse:

    A natureza é sábia.

Quarentena impulsiona busca por relações extraconjugais; homens e mulheres revelam usar aplicativos, chats e ‘sexting’

FOTO: DANAE DIAZ/BBC THREE

“Ele estava dormindo e eu levei o celular para o banheiro. Não precisa de um grande esquema secreto para a troca de mensagens, dos nudes…. Todo mundo carrega o telefone pra todo canto, pro banheiro, pra cozinha, não é algo tão calculista como pode parecer”, conta a arquiteta Bianca*, 36, que está em isolamento social com o namorado Gabriel, no Rio de Janeiro (RJ) desde março.

Os dois estão juntos há cinco meses, mas Bianca conta que as consequências da pandemia do novo coronavírus foram decisivas para a maneira como o relacionamento foi construído. “Antes da quarentena, não tinha um status de namoro. Gosto do Gabriel e de estar com ele, mas não queria que nosso relacionamento tivesse se aprofundado tanto como aconteceu por causa da pandemia “, confessa ela, que se sente “traindo” o parceiro.

“Continuo em contato com outros homens e uma mulher, trocando mensagens, nudes e praticando sexo virtual, mas me sinto um pouco culpada. Não sofro por isso, mas não acho que seja justo com ele. Só que também não consigo abrir mão do conforto emocional que o namoro me traz e nem da vida sexual que eu gostaria de estar levando e estaria, sem culpa e sem amarras, se não fosse pela pandemia”, diz ela.

Também no Rio, a publicitária Luciana*, 35, divide o apartamento com o marido – como o reconhece e chama – há cinco anos. Como Bianca, ela sentiu os efeitos do isolamento social sobre seu relacionamento, que já estava, como conta, em crise.

“Antes de a pandemia ‘estourar’ eu já estava cogitando a possibilidade de me separar. Sentia que a gente estava se afastando afetivamente, sexualmente e emocionalmente. Daí veio a quarentena e a crise ficou meio ‘em stand by’. Não ouso ‘mexer neste vespeiro’ porque não tem como resolver. Não tem como a gente se separar em meio a este caos, não tem como dar um tempo, então prefiro manter uma convivência minimamente harmônica enquanto isso durar”, explica ela.

Apesar de destacar um convívio agradável com o marido – “gosto da companhia dele”, ela diz -, Luciana conta que se aproximou, durante a pandemia, de um outro homem, um conhecido de faculdade. Os dois se reencontraram em uma festa de amigos em comum no início do ano e passaram a trocar mensagens.

“Começou como uma amizade e de uns meses para cá, falarmos abertamente sobre o interesse que temos um no outro. Só não tem nada em tom explicitamente sexual: troca de nude, sexo virtual, nada disso. Mas falamos sobre nosso dia, conto meus planos para o futuro, ele fala dos dele, mandamos fotos do cotidiano. De certa forma, me sinto como se fôssemos um casal, tirando as relações sexuais/eróticas, até porque pela pandemia, não tem a pressão da possibilidade de um encontro físico. Mas me sinto envolvida afetivamente, conectada sentimentalmente, com uma rotina a dois de certa forma com ele, de um jeito que eu não me sinto mais em relação ao meu marido”, confessa.

Desejo de ‘estar fora’

Segundo Cláudio Paixão, doutor em psicologia social e professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o isolamento social necessário como medida de prevenção contra a covid-19 causa uma redução do espaço físico vivenciado pelas pessoas, o que não acontece com os espaços psíquicos, impactando a maneira como vivenciam seus desejos.

“As pessoas estão o tempo todo em diálogo com o mundo, em seu trabalho, sua vida social, outros lugares que não a casa e o próprio relacionamento. Com o isolamento, há uma redução deste espaço físico de interatividade, mas o campo psicológico não passa por isso de pronto. Então as pessoas não entendem ou aceitam imediatamente que sua rede de relacionamentos também está limitada. Isso faz com que se olhe para fora: de casa, do relacionamento. É um desejo de ‘estar fora’. Isso aparece nos memes de saudades do bar, da vontade de ‘se aglomerar’, de praticar atividades físicas, os mais diversos desejos de troca, inclusive a sexual e afetiva. E o que se tem feito como alternativa é uma virtualização das relações para suprir estes desejos”, aponta o especialista, citando exemplos como troca de nudes e a prática de ‘sexting’, sexo virtual por mensagens.

Sem sair desde março da casa em que vive com o namorado em Belo Horizonte (MG), o pesquisador Caio, de 28 anos, passou a utilizar o que ele chama de “aplicativos de pegação” e tem participado de chats em busca de parceiros sexuais.

“Acho que sempre tivemos um relacionamento aberto velado. Já fiquei com outros caras e sei que ele também. Mas era algo esporádico, quando rolava um clima numa festa, coisa de momento. Não falamos sobre isso, e nunca busquei esses encontros ativamente, acredito que nem ele. Agora na pandemia, me vi mais impelido a fazer isso, tenho usado aplicativos de ‘pegação’, inclusive trocando nudes neles e em chats como do Facebook, coisa que nunca tinha feito. Não sei se ele também faz, mas não me incomodaria”.

Caio diz que isso não afetou sua relação com Igor, com quem mora há 8 anos. “Apesar de estarmos na mesma casa, que é antiga e enorme, não ficamos o dia todo no mesmo ambiente. Além disso, eu trabalho muito tempo diante do computador, então temos uma certa privacidade. Não frequento esses aplicativos e chats descaradamente, na frente dele. Nossa vida sexual continua bastante ativa e nosso envolvimento afetivo e emocional continua o mesmo de antes, mais intenso até, eu diria. Sinto que nosso relacionamento é muito estável”.

‘Tinderização’ das relações

Para o psicólogo Cláudio Paixão, outro fator que impacta a busca por relações extraconjugais é um padrão de se relacionar que ele chama de ‘tinderização’ (referência ao aplicativo Tinder, que permite interação entre as pessoas a partir de um “match”, função que aponta interesse mútuo entre dois usuários).

“Com o advento das redes sociais, criou-se a possibilidade de se navegar e ver outras pessoas, possibilidades de relacionamento diferentes das que se tem. Surge um cardápio maior de possibilidades, o que sugere, atiça uma série de outros desejos, ainda que baseados em fantasias, porque na internet as pessoas se mostram como querem ser vistas.”

Cláudio sugere, ainda, que essa ‘tinderização’, trazendo a grande possibilidade de outras escolhas sexuais e afetivas, também tende a tornar as gerações atuais menos tolerantes aos aspectos que as desagradam em seus parceiros.

“Há a tendência de redução de tolerância ao erro do outro. Antes você acabava convivendo por um tempo, ia estreitando laços com alguém para aprender sobre a pessoa em diversos níveis. Neste momento de tinderização, as pessoas têm muitas escolhas e um baixo limiar de resistência à frustração de expectativas. Você vê o outro, se interessa e começa a conversar. Se surge algo que desagrada, é só ‘jogar pro lado’ e interromper o contato”, aponta o especialista, destacando como o isolamento social impacta este efeito.

“Neste momento, o que há de bom e ruim nas relações se sobressai ao mesmo tempo em que há essa diminuição da tolerância. Somando a isso fatores como o cuidado com filhos e com pessoas idosas, o teletrabalho e o ensino à distância, cria-se um desgaste da relação a dois. Isso pode fazer com que o interesse da pessoa se volte ‘para fora’ da relação confinada naquele espaço de tensão. Por isso é sempre importante dialogar.”

Moralização dos relacionamentos

Apesar dessa tendência em se querer experimentar “o que está fora” de um relacionamento monogâmico diante do confinamento, a pandemia do novo coronavírus pode trazer uma certa moralização dos modelos conjugais. É a análise feita pelo antropólogo Antônio Pilão, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em gênero e sexualidades em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO- UFJF).

“Vejo uma relação muito estreita com o fenômeno da aids nos anos 1980 e 1990. O mundo havia saído de um contexto de experimentação afetiva e sexual dos anos 1970. Com a aids, houve uma remoralização dos desejos e práticas, porque entendia-se que a proliferação do HIV era proveniente da promiscuidade sexual. Então a limitação das experiências afetivas e sexuais e a monogamia como regra foram uma resposta a essa premissa”, analisa Antônio, um dos pesquisadores pioneiros no estudo de relações não monogâmicas no país.

“Estamos diante de um vírus que se alastra a partir das interações sociais, do abraço, do beijo. Essas são, na sociedade ocidental, porta de entrada para a sexualidade. Com isso, os relacionamentos tornam-se uma discussão sanitária, o que também influencia nossa visão moral. Antes da pandemia estávamos em um momento, desde o início dos anos 2000, de maior abertura para o questionamento das limitações da monogamia. Agora, parece que estamos entrando em uma fase em que ela se apresentaria como a única possibilidade conjugal possível, até por questões de saúde pública”, avalia o antropólogo.

“A infidelidade é uma afirmação da monogamia”

Antônio explica também a diferença entre estar em uma relação não monogâmica e ter relacionamentos extraconjugais:

“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que essa normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor (num relacionamento) exclusivamente a outra pessoa. As relações não monogâmicas questionam esse modelo e não são a ausência total de regulação, mas a proposta de regulações e contratos que não sejam absolutos como a monogamia. Já a infidelidade é uma afirmação da monogamia. Driblar os pressupostos e as regras da norma vigente não constrói novos acordos, mas representa uma manutenção dos antigos, ainda que seja no descumprimento deles. Por isso também há o sentimento de culpa, arrependimento, vergonha e as práticas se mantêm clandestinas.”

Para Antônio, é impossível prever como serão construídos os modelos de conjugalidade em um possível mundo pós-pandemia.

“Não sabemos se no que ano que vem o cenário atual vai estar superado. Se vamos passar anos, décadas usando máscara, e temendo o contato com pessoas estranhas, perdendo hábito de ‘ficar’, por exemplo. Nesse sentido, a preocupação com a infidelidade não deve vir de suas questões morais, mas do risco iminente de contágio. Principalmente num contexto de possíveis encontros clandestinos, podendo expor pessoas que nem sabem dos perigos que correm. O ideal seria que os casais pudessem conversar e encontrar alternativas de acordos sanitariamente seguros que funcionassem para eles e para a sociedade, já que se trata de uma questão coletiva”.

IG, com BBC

 

Quarentena ioiô pelo país será o ‘novo normal’ até pandemia ser controlada

Foto: Luciano Lanes / Prefeitura de Porto Alegre

O tão sonhado “novo normal”, quando todas as atividades econômicas são retomadas com segurança, pode, na verdade, ser uma “quarentena ioiô”. Pelo menos nos próximos meses. O recuo na flexibilização nas três capitais do Sul do país, Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), além de cidades do interior paulista e do Nordeste, é um exemplo de que devemos nos habituar a conviver com o abre e fecha de acordo com a curva de contágio do novo coronavírus em cada região.

— Após três meses de pandemia, não há como manter tudo fechado. Os comitês científicos de cada cidade ou estado devem analisar os indicadores disponíveis, como a taxa de transmissão da doença, que deve ser abaixo de 1 — alerta a pneumologista Margareth Dalcomo, da Fiocruz.

Para o professor de Epidemiologia da Uerj e da UFRJ Guilherme Werneck, o abre e fecha já era previsto, mas ele critica algumas medidas tomadas de forma precipitada:

— Muitos não seguem o receituário indicado para a reabertura. Na primeira evidência de que há uma melhora, mandam abrir tudo. Mesmo quando há bons indicadores, é preciso esperar um pouco e ter a certeza de que há tendência de estabilidade. É mais seguro abrir de forma lenta.

Curitiba, por exemplo, viu a ocupação dos leitos de UTI aumentar de 49% para 85%, e o número de casos de Covid-19 triplicar somente no mês de junho. A prefeitura da capital paranaense havia autorizado a reabertura do comércio ainda em abril. Shoppings, igrejas, academias e bares puderam voltar a funcionar em maio. Mas já foram anunciadas novas medidas restritivas, e a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, chegou a afirmar na semana passada que a cidade poderia adotar um lockdown.

Porto Alegre, que chegou a relaxar as regras de distanciamento social com a reabertura do comércio, começou a determinar a volta de algumas restrições na semana passada, com o fechamento de vários setores. Diante do aumento do número de internações em UTIs — a taxa de ocupação é de 72% dos leitos —, a prefeitura publicou novo decreto, na madrugada de terça-feira, retomando o nível de isolamento vigente em março, com comércio, indústria e construção civil tendo que interromper novamente as atividades.

Prefeituras de cidades da Grande Florianópolis anunciaram nesta quarta-feira mais rigor nas restrições após o aumento dos casos. Além da capital, São José, Palhoça e Biguaçu publicaram decretos proibindo aglomerações e tornando obrigatório o uso de máscaras.

Juazeiro, na Bahia, flexibilizou a quarentena em 1º de junho, mas a taxa de ocupação de UTIs saltou de menos de 70% para 92%, o que levou a prefeitura a mandar, segunda-feira, que as lojas voltem a fechar, além de impor um toque de recolher das 20h às 5h.

Extra – O Globo

Quarentena: Casais e solteiros transitam entre o sexo, a masturbação, a criatividade e “redescoberta”, destacam especialistas

Sexualidade envolve um conjunto de fatores emocionais, psicológicos, que influencia nossos pensamentos, sentimentos, ações e interações. Foto: Unsplash/@avasol

É certo que a pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças significativas para todos nós, desde a forma como interagimos com outras pessoas até os hábitos de higiene. Quando delimitamos a discussão para quem pode ficar em casa durante a quarentena, a sexualidade não escapa dos impactos. Ao mesmo tempo que pode sofrer um abalo, ela pode ser impulsionada por uma redescoberta — e isso vai além do sexo e independe do status de relacionamento.

Para os casais, se antes o tempo passado juntos era escasso e agora o home office é viável, as horas lado a lado aumentaram. Segundo especialistas em terapia de casal, as duas situações mais comuns neste momento são: ou os parceiros viram a chance de se aproximarem ainda mais, fazendo com que a vida sexual também melhorasse, ou os conflitos tornaram-se mais frequentes, o que prejudicou a relação íntima.

Os parceiros que estão em casas separadas, respeitando a quarentena, tiveram de aprender a manter o relacionamento saudável a distância. Mensagens de texto, áudio e vídeo passaram a ser recursos essenciais para isso, além de matar um pouco a saudade e — por que não? — amenizar o desejo sexual.

Já os solteiros viram-se isolados na própria companhia, o que pode ser tão desafiador quanto estar acompanhado de alguém. Mas estar sozinho nem sempre é sinônimo de solidão. Essa é a oportunidade de conhecer as próprias vontades, fazer ou manter as pazes consigo e descobrir que é possível ter momentos sexualmente prazerosos nessas condições. Além disso, os aplicativos de encontro e outras redes sociais estão à disposição para se fazer novos contatos.

Em todos esses casos, redescobrir a sexualidade requer autoconhecimento, experimentações e disposição. Muitos têm investido em brinquedos sexuais, por exemplo. Um levantamento feito pelo Mercado Erótico entre lojistas e revendedores estima que, desde março, a venda de vibradores aumentou 50% em relação ao mesmo período de 2019. Embora os solteiros sejam os que mais investem no produto, casais estão adquirindo conjuntamente.

“Foi uma descoberta realmente. Casais passando por isso estão tendo uma intimidade mais profunda do que a da sexualidade”, afirma a sexóloga Cátia Damasceno, autora do livro Bem Resolvida, que traz temas voltados a sexo e autoestima. Para ela, vibrador é algo que “todo ser humano precisa experimentar” e foi “umas das coisas boas da pandemia”. Uma possível explicação para a elevação das vendas do item é que, se antes havia vergonha de ir a um sex shop, agora as compras online facilitam a obtenção.

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DIA DOS NAMORADOS: Brinquedo sexual aproxima casais que estão afastados por quarentena

Google Meet é uma das opções de app com chamadas de vídeo gratuitas para comemorar o dia dos namorados a distância — Foto: Marcela Franco/TechTudo

O dia dos namorados de 2020 vai ser diferente. Com a pandemia por conta do novo coronavírus, o isolamento social é regra, e os apaixonados precisam encontrar meios para celebrar a data mesmo a distância. Com isso, a tecnologia pode ter um papel importante para “aproximar” os casais que não vivem juntos, seja por meio de uma simples chamada de vídeo ou até com algo mais “apimentado”, como brinquedos sexuais que funcionam via aplicativo. Confira a seguir cinco dicas de como comemorar o dia dos namorados em 2020 a distância.

1. Brinquedo sexual via app

Brinquedos sexuais prometem apimentar o relacionamento mesmo em meio ao isolamento social. Marcas como a Lovense, por exemplo, oferecem produtos que podem ser controlados via aplicativo para celulares Android e iPhone (iOS), sendo possível comemorar a distância. Os equipamentos funcionam em conjunto, de acordo com o dispositivo que está com seu parceiro ou sua parceira, simulando de forma mais próxima a relação sexual do casal.

Cada dispositivo tem conectividade Bluetooth e pode ser controlado pelo aplicativo próprio da marca, que traz ainda um chat por vídeo que facilita a interação entre os casais. Há versões para pessoas de sexo masculino e feminino, que funcionam por meio de contrações e vibrações, respectivamente. De acordo com a empresa, a ideia é simular o que está acontecendo do outro lado da tela, já que os movimentos acontecem de forma sincronizada. Vale lembrar que as tecnologias voltadas para o sexo estão cada vez mais comuns, indo desde robôs sexuais até o possível uso de sensores hápticos, entre outros exemplos.

2. Playlist personalizada

Aplicativos como Spotify, Deezer, Apple Music entre outros, permitem aos usuários criar playlists em grupo, sendo uma boa dica para curtir o dia dos namorados a distância. Com músicas que representam momentos especiais, por exemplo, é possível fazer uma seleção especial para o casal matar a saudade. Para compartilhar, basta tornar a playlist colaborativa e enviar o link para seu parceiro ou sua parceira. Vale lembrar que alguns serviços oferecem assinaturas com alguns meses grátis para novos assinantes e há até planos específicos para dividir com outra pessoa.

3. Chamada de vídeo

Fazer uma videoconferência com o seu amor também pode ser uma saída interessante para diminuir a saudade no dia dos namorados. Google Meet, Zoom Meetings, WhatsApp, entre outros aplicativos permitem fazer chamadas de vídeo gratuitas pelo computador ou celular. Portanto, nada impede o casal de se ver em um jantar romântico virtual, por exemplo. Além disso, um print pode acabar sendo o registro histórico da comemoração em um ano bastante incomum.

4. Encontro virtual

Fugindo do tradicional, os casais podem optar por “encontros” virtuais. Serviços como o Online Town permitem substituir uma simples conversa e imergir os usuários em um ambiente social em 8 bit. O objetivo é promover a interação virtual entre as pessoas e lembra bastante jogos de Gameboy, como as saudosas fitas de Pokémon. Dessa forma, é possível caminhar pelos ambientes, ir para um local mais reservado e conversar por vídeo com a pessoa amada – a dica também vale para curtir com os amigos.

Outro exemplo que pode ser interessante é o Spatial, uma plataforma de realidade aumentada ou virtual que promete ainda mais imersão. Caso cada um tenha um óculos VR e fones de ouvido em casa, a sensação de estar no mesmo ambiente pode ser ainda maior. Games online também podem ser uma forma divertida de interação, seja para explorar territórios em jogos de estratégia ou para enfrentar adversários em um Battle Royale em dupla, por exemplo.

5. Envie o jantar por aplicativo

Poucas coisas são tão românticas quanto um jantar a luz de velas. Apesar da distância, os casais podem combinar de pedir comida um para o outro, escolhendo o prato preferido de cada um ou “dividindo” uma mesma opção. Com a quarentena, o número de restaurantes registrados em apps de delivery como Uber Eats, iFood, Rappi e James, entre outros, aumentou. Além disso, mais lojas optaram pelo frete grátis, já que as entregas têm substituído o consumo no local.

Globo, via Techtudo, Lovense, Online Town, Spatial

Cansaço da quarentena: por que paramos de ser vigilantes e como superar isso

Foto: Reprodução/Pixabay

Se você descobriu que não está mais desinfetando suas mãos com tanta frequência ou se tornando mais relaxado com viagens desnecessárias para fora de casa, você não é único.

Esse fenômeno não intencional é a “fadiga do cuidado” – e você deve culpar seu cérebro por isso. Você provavelmente estava vigilante desde o início da pandemia, sempre procurando formas de garantir que não fosse infectado pelo coronavírus ou infectasse outras pessoas. A ameaça era nova e urgente para o seu cérebro. Motivado pelo instinto humano de autopreservação, um novo medo o motivou a seguir avidamente as precauções de segurança recomendadas.

Passados três meses, essa sensação de imediatismo pode ter desaparecido. A fadiga do cuidado “ocorre quando as pessoas mostram baixa motivação ou energia para cumprir as diretrizes de segurança”, disse Jacqueline Gollan, professora de duas cadeiras na Faculdade de Medicina da Northwestern Feinberg University: uma em psiquiatria e ciências comportamentais e outra em obstetrícia e ginecologia.

“Isso acontece quando ficamos impacientes com os alertas ou deixamos de acreditar que os avisos sejam reais ou relevantes. Ao fazer isso, alteramos as regras ou interrompemos os comportamentos de segurança, como lavar as mãos, usar máscaras e fazer distanciamento social”, acrescentou.

A fadiga do cuidado é observada em situações da vida cotidiana ou anterior, como quando você ignora algum tipo de alarme e não o leva a sério porque já o ouviu antes. Esse estado mental ocorre por alguns motivos, incluindo estresse crônico, diminuição da sensibilidade a avisos e incapacidade de processar novas informações com outras pessoas. Você pode combater esse cansaço da quarentena com autocuidado, conversando com entes queridos e mudando sua mentalidade para que o ato de seguir as orientações pareça gratificante em vez de terrível.

Adaptação às ameaças

De acordo com a professora Gollan, o cansaço com os cuidados pode resultar de uma sensibilidade reduzida a avisos repetidos.

A amígdala, a região do cérebro que registra o medo, é ativada quando vemos ou ouvimos uma ameaça (ou informações sobre a pandemia). Quando nossos cérebros percebem ameaças, o medo é comunicado a todo o corpo pelos hormônios do estresse e do sistema nervoso simpático ou por nossa reação de lutar ou fugir.

“Portanto, a amígdala é importante porque determina a gravidade relativa da ameaça”, explicou Gollan.

Depois que o sistema de alarme do cérebro dispara, o corpo se prepara para resolver a ameaça e responder a perguntas como: “Será que compro mais mantimentos hoje?” ou “Devo me encontrar com esses amigos?”. Em seguida, entra em ação o hipocampo, que está conectado à amígdala, e o córtex pré-frontal, que ajuda o cérebro a avaliar se uma ameaça é real ou não, como esclareceu a professora.

“Eles [hipocampo e córtex pré-frontal] basicamente ajustam o contexto de como a limpeza inicial dos mantimentos era importante, mas agora nem tanto. E acionam o freio, para diminuir o medo da reatividade da amígdala”, observou Gollan.

“Nesse momento, a parte da frente do cérebro, dedicada ao pensamento, diz: ‘Ei, emoções. Está tudo bem. Você não precisa fazer isso agora’. São processos que usamos para criar uma sensação de controle”, explicou.

Essa percepção do controle como uma maneira de gerenciar ameaças pode deixá-lo mais confiante sobre as coisas que antes o assustavam, porque agora você acredita que está seguro. Pense num filme de terror: ao assisti-lo pela segunda ou terceira vez, ele não será tão assustador quanto foi na primeira.

“As pessoas podem criar um contexto que diz para elas que algo não é importante, já que elas não veem ninguém doente ao seu redor. Não sabem o que está acontecendo, então por que prestariam atenção a isso? Portanto, elas podem assumir um senso de confiança ou uma percepção de controle para enfrentar situações que são mais arriscadas do que parecem”.

Nossos cérebros ajustam a percepção dos alarmes para reduzir o estresse, de modo que leva mais tempo para responder ao aviso ou nós o ignoramos. Daí começamos a desinfetar algumas compras, mas não todas, ou apenas lavar as mãos ocasionalmente.

Sobrecarga de informação

De acordo com Eric Zillmer, professor de neuropsicologia da Drexl University, na Pensilvânia, a fadiga do cuidado também vem dos desafios cognitivos.

“Quase todo o país está sendo confrontado com uma situação ambígua e complexa de solução de problemas”, afirmou. “Nunca passamos por algo assim, por isso é ambíguo.”

A maneira com que o cérebro processa novos detalhes agora é mais difícil, porque o método para obtê-los é principalmente digital. Por causa do isolamento social, não podemos confiar na região do cérebro que nos ajuda a contextualizar as informações processando intuição ou sugestões sociais. Aprender com as pessoas nos ajudaria a processar e reforçar positivamente os comportamentos responsáveis.

Estamos tentando gerenciar informações novas, concorrentes e onipresentes que ainda não internalizamos. E o quadro só complica com regras que mudam o tempo todo e fases de reabertura diferentes nos níveis federal, estadual, local e pessoal. Ou com o fato de que realmente a gente nem goste de regras, para começo de conversa.

Também não tivemos tempo de transformar práticas de segurança em hábitos. Como nosso cérebro gosta de consistência, todos esses fatores podem tornar exaustivas as diretrizes a seguir.

O excesso de informações pode dificultar a leitura adequada do ambiente para entender o que é uma ameaça real e se você está fazendo o suficiente para resolvê-la.

Reduza a sobrecarga de informações lendo apenas informações relevantes e confiáveis de algumas fontes para obter um ponto de vista equilibrado sobre o que fazer.

Transforme práticas de segurança em hábitos, definindo pistas visuais – por exemplo, coloque sua máscara em uma mesa ao lado da porta para se lembrar de colocá-la antes de sair.

O processamento social é imperfeito no momento, mas pode ajudar a conversar com familiares e amigos sobre o que eles pensam e o que faz sentido para todos.

“Então, quando você é confrontado com a situação que precisa resolver, tem muito mais opções em sua caixa de ferramentas”, disse Zillmer.

Reduza seu estresse

Ansiedade e depressão aumentadas ou recém-surgidas podem fazer você se sentir sem esperança ou esgotado.

Com o desemprego e as discussões familiares em ascensão, o aumento do estresse leva a mudanças na forma como nossos cérebros funcionam e como nos comportamos.

“Se eu tiver que sair e sobreviver, talvez preste menos atenção à minha saúde e às precauções de segurança, porque não estou focado nisso”, opinou Gollan.

O estresse também facilita o esquecimento das coisas. Mesmo que haja uma chance de adoecer, estar muito exausto pode afetar nossa memória em situações difíceis, pois isso exigiria esforço.

“Decisões complexas exigem muita energia e podemos nos cansar ao tomar decisões sobre quais riscos valem a pena correr em relação às recompensas que recebemos”, afirmou Gollan.

Reduza o estresse praticando o autocuidado: quando puder, exercite-se, prepare uma refeição quente para si ou medite.

Trabalhe com os valores que ajudam você a se sentir bem consigo mesmo, disse Zillmer. Sentir-se bem é incompatível com ansiedade e tristeza, o que pode causar a fadiga do cuidado.

Mude sua mentalidade

Normalmente, não é possível reproduzir os instintos iniciais de sobrevivência que surgiram no início do surto de vírus, já que estamos bem além da primeira onda de conscientização. Portanto, tomar decisões mais inteligentes também envolve reorganizar a maneira como você percebe o risco e a recompensa, para que as precauções de segurança não pareçam mais terríveis.

O medo não é mais a motivação, então você precisa de outra fonte de inspiração.

Pergunte a si mesmo: “Que recompensa recebo pelas escolhas que faço em relação ao que estou desistindo?”

Talvez a recompensa seja sua saúde ou, altruisticamente, a saúde de sua família e de outras pessoas. Ou que você tenha dominado a arte de permanecer em segurança durante a pandemia.

Descobrir como manter a rotina normal com segurança pode dar ao seu cérebro outra coisa para controlar, além de limitar suas reações a ameaças. E, dessa maneira, continuar se sentindo no controle de sua saúde.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ronaldo Sergio disse:

    Porque virou 90tena !!!

Doria prolonga período de quarentena em São Paulo por mais 15 dias

Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria, prolongou, pela quinta vez, o período de quarentena no estado paulista. Com isso, a nova quarentena no estado vai durar mais 15 dias, valendo do dia 15 de junho até o dia 28 de junho.
O estado está em quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus desde o dia 24 de março.

Apesar da prolongação da quarentena, algumas regiões do estado já estão abrindo parte de suas atividades. Isso está previsto no Plano São Paulo, de reabertura da atividade econômica do estado.

O protocolo é regionalizado e dividido em cinco fases, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul).

O Plano São Paulo começou a funcionar no dia 1º de junho. A capital paulista está na fase laranja, onde estava permitida a abertura de shoppings e comércio de rua – por quatro horas – e de imobiliárias e concessionárias.

Agência Brasil

Redução gradual da quarentena pode minimizar impacto na economia, diz estudo

Foto: Unsplash

Uma abordagem cautelosa para aliviar as restrições de quarentena pode ser melhor para a economia global a longo prazo, pois evita a reimplementação do distanciamento social por novos surtos de Covid-19. Esta foi a conclusão de um novo estudo de modelagem liderado pela University College London, na Inglaterra, e pela Universidade de Tsinghua, na China.

O artigo publicado nesta quarta-feira (03), no Nature Human Behaviour, é o primeiro a avaliar de maneira abrangente os efeitos da quarentena na cadeia de suprimento global. Para isso os especialistas consideraram o impacto dos bloqueios em 140 países, incluindo alguns não diretamente afetados pela Covid-19.

O estudo constatou que bloqueios mais rigorosos impostos anteriormente (como o de dois meses imposto na China) são economicamente preferíveis a medidas mais moderadas impostas por quatro ou seis meses, já que a duração é mais importante para as economias do que sua gravidade. Isso ocorre porque as empresas podem absorver melhor o choque de um breve período, confiando em suas reservas, e porque bloqueios mais curtos causam menos interrupções nas cadeias de suprimentos regionais e globais.

Os pesquisadores também descobriram que países não diretamente afetados pela Covid-19 podem, no entanto, sofrer perdas de mais de 20% do seu PIB devido a quedas na demanda do consumidor e gargalos nas cadeias de suprimentos. Segundo os especialistas, as economias abertas ou altamente especializadas, como os países do Caribe que dependem do turismo e os países da Ásia Central, como o Cazaquistão, que dependem das exportações de energia, estão especialmente em risco.

“Nosso estudo mostra os efeitos de ondulação causados ​​por bloqueios ao longo da cadeia de suprimentos global, com os países não diretamente afetados pela Covid-19 ainda sofrendo grandes perdas econômicas”, disse Dabo Guan, líder da pesquisa, em comunicado.

A equipe acredita que uma redução gradual das medidas de quarentena ao longo de 12 meses minimizaria os impactos na economia em comparação com o término mais rápido das restrições. “Nossa análise quantifica os benefícios econômicos globais de respostas robustas de saúde pública e sugere que justificativas econômicas para reabrir negócios [precipitadamente] podem sair pela culatra se resultarem em outra rodada de bloqueios”, explicou o coautor Steven Davis.

Tendo em vista o cenário atual, os cientistas preveem uma segunda onda de contaminados pela Covid-19 — e acreditam que implementar um lockdown de dois meses simultaneamente em diversos países seria mais efetivo nesse cenário. De acordo com eles, o custo econômico de um bloqueio vai além das fronteiras nacionais e um choque mais curto e único é mais fácil de ser absorvido pela economia.

“Todas as principais economias viram suas cadeias de suprimentos sofrerem substancialmente com a Covid-19. Nossa análise oferece mais exemplos de que a mitigação do impacto econômico da pandemia do novo coronavírus exige um esforço global”, afirmou Xi Liang, pesquisador da Universidade de Edimburgo que também participou da pesquisa. “Caso isso ocorra em resposta à pandemia, será um excelente exemplo para gerenciar o impacto econômico de uma potencial crise no futuro.”

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gustavo Woltmann disse:

    O que der pra fazer de positivo para diminuir o impacto na economia é bem vindo.

Corredores em quarentena trocam as ruas para correr em suas próprias casas e viralizam amor doando alimentos

A primeira edição da Meia Maratona Viralizando Amor contou apenas com um atleta, o idealizador Haroldo Motta da Ong Baobá. Na segunda edição, já foram 12 atletas e agora, este número deve passar de 100. Os atletas estão correndo em busca de apoio para distribuir cestas básicas para famílias carentes neste período de isolamento social.

A próxima edição da “Meia Maratona Viralizando Amor – 21km – CorraEmCasa”, acontece dia 06 de junho, sábado, às 6h30, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6). Desta vez, tem uma novidade. Além da tradicional meia maratona de 21km, o grupo decidiu abriu a modalidade passando a oferecer corridas de 1 km; 2,5km; 5km; 10km além dos 21km. A principal regra do evento é que o atleta realize seu percurso dentro de casa ou em volta da mesma, sensibilizando pessoas no apoio da iniciativa na doação de recursos para compra de cestas básicas.

A 3ª Meia Maratona Viralizando Amor – CorraEmCasa – 21km, tem o propósito de incentivar a prática de atividade física, principalmente os treinos de corrida em casa, neste período de afastamento social que estamos vivendo. Neste sentido o evento cumpre também um papel social importante, onde toda a arrecadação da inscrição será destinada para a aquisição de cestas alimentícias e doadas às famílias em situação de vulnerabilidade social da capital potiguar.

“Precisamos compartilhar a abundância de vida em nosso planeta. Nossa jornada dia 6, quando acontece a prova da corrida, é um esforço coletivo de gratidão a todos os seres vivos na busca de um harmônico desenvolvimento sustentável em nossa Terra”, comentou Haroldo Mota.

Para participar desta ação, é solicitado a inscrição solidária de vinte reais (R$ 20,00) para a compra de cestas básicas e pedem a gentileza de enviar para a organização do evento:

– Haroldo Mota 84 98845 4603
– Rozangela Cavalcante 84 99133.2045
– Renatta Borges (84) 9 8142 8489

A cópia do comprovante para melhor controlar a arrecadação.

Os dados bancários disponibilizados:

Banco do Brasil: Agência 2623.9 – c/c 5.775.4
Caixa Econômica Federal: Agência 0034 operação 013 c/c 27.902.9
Em nome de Haroldo F Mota
Banco 260 – Nu Pagamentos S.A: Agência 0001 c/c 8458976-8
Renatta Borges

Agradecemos desde já a todos pela participação desse ato voluntário amoroso. Com o recurso arrecadado na última meia maratona conseguimos distribuir 134 cestas básicas e 180 álcool gel que foram doados pela indústrias Becker, além de 200 máscaras doadas pela ONG Baobá e pela Rede EuSouDoAmor. diz a ultramaratonista Renatta Borges participante e uma das coordenadoras do evento.

Vamos Correr e Viralizar Amor.

Evento Solidário
3ª Meia Maratona Viralizando Amor – 21 km – CorraEmCasa.

Data: 06 de junho de 2020 (sábado)
Horário: 6h30

Percurso: Em Casa – 1km; 2,5 km; 5km;10 km e 21 Km

Objetivo: Adquirir Cestas Básicas para doação

Contribuição Solidária: R$ 20,00

Banco do Brasil: Agência 2623.9 c/c 5.775.4

Caixa Econômica Federal: Agência 0034 operação 013 c/c 27.902.9

Haroldo F Mota

Banco 260 – Nu Pagamentos S.A: Agência 0001 c/c 8458976-8

Renatta Borges

Informação:

Haroldo Mota (84)9 8845.4603
Rozangela Cavalcante 84 99133.2045
Renatta Borges (84) 9 8142 8489

[email protected]
@MeiaMaratonaViralizandoAmor

Quarentena em SP é prorrogada por 15 dias com flexibilização progressiva em diferentes regiões do estado; veja plano de retomada da economia a partir de 1º de junho

Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O governo de São Paulo anunciou, no início da tarde desta quarta-feira (27), a prorrogação da quarentena no estado por 15 dias, com flexibilizações progressivas, que serão feitas levando em conta as características de cada município.

“Estamos anunciando a retomada consciente a partir do dia primeiro de junho. A partir do dia 1º de junho, por 15 dias, manteremos a quarentena, porém, com uma retomada consciente de algumas atividades econômicas no estado de São Paulo”, disse o governador João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital.

O plano, denominado pelo governo como “retomada consciente”, prevê cinco etapas. As regiões serão classificadas em fases de acordo com os critérios definidos pela secretaria estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para Coronavírus.

“Ela será possível nas cidades que tiverem redução consistente do número de casos, disponibilidade de leitos em seus hospitais públicos e privados e estiverem obedecendo o distanciamento social nos ambientes públicos, além da disseminação e do uso obrigatório de máscaras”, afirmou Doria.

A cidade de São Paulo vai se enquadrar na cor laranja do novo modelo de quarentena do estado. A definição estabelece que setores da economia que desejam a reabertura devem apresentar planos com protocolos para a Prefeitura. Caberá à gestão municipal definir quem e quando poderá reabrir.

A regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada 7 dias (ou imediatamente, caso haja evidência da piora da situação).

Taxa de isolamento, número de casos da doença e taxa de ocupação dos leitos de UTI são os principais critérios.

Pelo plano, só poderão iniciar a retomada das atividades:

As cidades que tiverem taxa de isolamento de pelo menos 55%;

As cidades que tiverem redução no número de novos casos por 14 dias seguidos;

As cidades que mantiverem ocupação nos leitos de UTI inferior a 60%.

Com manutenção do distanciamento social nos ambientes públicos

Uso obrigatório de máscaras

Mortes e casos

O estado de São Paulo chegou a 6.423 mortes causadas pelo novo coronavírus, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde divulgado nesta terça-feira (26). Foram confirmadas 203 mortes em 24 horas.

Há 86.017 pessoas com diagnóstico de Covid-19 no estado. Das 645 cidades de São Paulo, 511 têm pelo menos um caso confirmado e 244 ao menos um óbito causado pela doença.

Os pacientes hospitalizados chegaram a 12,2 mil internados nesta terça. Desses, 4.779 estão na UTI e 7.506 em leitos de enfermaria. 17.589 altas de pacientes que tiveram confirmação da doença já tiveram alta dos hospitais de São Paulo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Doriana já está começando a derreter

  2. Azevedo disse:

    Os jacarés governistas a partir de agora irão abrir as pernas, saiu o que eles tanto queriam, a grana do governo federal, agora é só meter a mão e fazer a farra particular.

Baile funk reúne multidão em meio a quarentena no litoral de SP

Foto: G1 Santos

Um pancadão de mais de sete horas de duração, realizado na madrugada desta segunda-feira (18), perturbou moradores de São Vicente, no litoral de São Paulo. Segundo testemunhas, a Polícia Militar foi acionada para fiscalizar o evento, no entanto, nenhuma equipe compareceu ao local.

Conforme apurado pelo G1, o evento começou na noite do último domingo (17), por volta das 21h, na Rua Vale do Pó, no bairro Vila Margarida. O pancadão é um termo usado para se referir a festas e bailes em que é tocado funk em alto volume.

Segundo uma moradora, que prefere não se identificar, dezenas de pessoas começaram a se aglomerar, sem proteção, logo após o começo da festa. “Teve um carro e uma caixa de som e muita gente na rua. Nunca tinha acontecido isso por aqui. Cheguei a chamar a polícia e disseram que já tinha 15 denúncias do baile, mas nenhuma viatura apareceu. Ninguém que precisava conseguiu dormir aqui na rua hoje”, relata.

Além do barulho, moradores também flagraram os participantes aglomerados e sem a máscara de proteção facial, contrariando as recomendações sanitárias do combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e, já durante a manhã, embalagens e lixo espalhados pela rua.

“É uma falta de respeito. Tenho uma criança de dois anos e a minha mãe, que é idosa, em casa, e ninguém conseguiu dormir hoje, só acabou 4h, quando eu levantei para trabalhar. Ainda deixaram essa sujeira. Quem vai limpar tudo isso? E como a polícia não foi, eles vão achar que podem continuar a fazer esses bailes”, conta a testemunha.

Em nota, a Prefeitura de São Vicente informa que a Guarda Civil Municipal não interfere neste tipo de ocorrência, que, normalmente, é atendida pela Polícia Militar. A Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp) informa que não recebeu qualquer denúncia em relação ao referido baile funk. A Secinp também ressalta que seus fiscais vêm atuando diuturnamente em diversas frentes, inclusive em denúncias sobre bailes funks.

O G1 também questionou a Polícia Militar a respeito das denúncias, no entanto, não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junior Play disse:

    NORMAL. Anormal seria se não estivesse havendo baile funk.

Governo de SP prorroga quarentena até 31 de maio

Índice de isolamento social diminuiu na região de Campinas, diz Estado — Foto: Reprodução / EPTV

O governador João Doria (PSDB) prorrogou a quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 31 de maio. O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira (8) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista.

“Teremos que prorrogar a quarentena até o dia 31 de maio. Queremos, sim, em breve, juntos poder anunciar a retomada gradual da economia como, aliás, está previsto no Plano São Paulo. A experiência de outros países, e nós temos utilizado essas experiências aqui, mostra claramente o colapso da saúde e, quando isso acontece, paralisa tudo”, disse Doria.

Doria defendeu que a flexibilização das medidas restritivas, neste momento, prejudicaria não apenas o sistema de saúde, mas também a própria recuperação econômica do estado.

“Na região metropolitana [registramos] um aumento de 760% em apenas 30 dias. Em um mês, 760%. Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Só não reconhece, vê, percebe, aqueles que estão cegos pelo ódio ou pela ambição pessoal. Autorizar o relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e, por óbvio, a recuperação econômica”, afirmou.

Com a decisão, permanecem autorizados a funcionar apenas serviços essenciais. A ampliação do isolamento se deve ao aumento do número de casos e mortes em razão do coronavírus.

Atualmente, são 3.416 óbitos confirmados por exame laboratorial, um aumento de 7% em relação aos números de quinta-feira (7). O número de casos confirmados no estado é de 41.830, valor 5% superior ao registrado na quinta.

“O medo é o pior conselheiro da economia, prejudica o consumo, afugenta investimentos e ataca os empregos. A quarentena, felizmente, está salvando vidas em São Paulo e em outros estados brasileiros. Pessoas que poderia ter adoecido e falecido estão em vida e agradecendo por estarem vivendo e convivendo com seus familiares e desfrutando ainda a vida”, defendeu o governador, durante anúncio feito nesta tarde.

O governo buscava entre 50% e 60% para iniciar a flexibilização da quarentena, mas as autoridades de saúde apontam que a taxa ideal seria de 70%. O estado nunca chegou ao valor ideal, sendo as maiores taxas de 59% sendo registradas apenas em domingos.

Nas últimas 24 horas, dez novas cidades do estado registraram casos de coronavírus. A propagação cresce quatro vezes mais rapidamente nas cidades do interior e do litoral do que na Grande São Paulo, segundo dados do governo.

A administração estadual acredita que até o final de maio, todas as 645 cidades do estado terão casos confirmados da doença.

A razão da crise econômica é a pandemia, e não o contrário, defendeu o secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles. “O isolamento social, distanciamento, que estamos chamando de quarentena, ele tem como finalidade é combater o mais eficazmente possível a contaminação e, consequentemente, beneficia a economia”, disse o secretário.

O coordenador da plataforma de testes para coronavírus, Dimas Covas Tadeu disse que o relaxamento do isolamento social só será possível mediante redução sustentada de novos casos pelo período de 14 dias, como foi feito pelos EUA, Alemanha, Áustria e Nova Zelândia, além de taxa ocupação de leitos de UTI inferior a 60%.

Com G1