Quatro pacientes de UTI tiveram alta em SP com uso de hidroxicloroquina

Pelo menos quatro pacientes que estavam na UTI em estado grave no Hospital Igesp, em São Paulo, receberam alta após sete dias de uso de hidroxicloroquina em associação com outras medicações.

De acordo com Dante Senra, médico cardiologista e coordenador das UTI’s do hospital, foram “avaliados criteriosamente os protocolos internacionais” e 12 altas hospitalares de pacientes confirmados com coronavírus e altamente suspeitos também foram dadas.

“Até onde sabemos, fomos o primeiro hospital no Brasil a utilizar o medicamento”, disse, com exclusividade ao VivaBem. Senra ainda afirma que, apesar de esperançosos, os resultados ainda são iniciais.

“A impressão é muito favorável, mas como se trata ainda de um número pequeno, não há como estabelecer uma relação de causa e efeito. Até porque não há estudos multicêntricos ainda.”

Senra explicou que os resultados não fazem parte da coalizão covid-19, feita pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Sírio Libanês e BRICNet, uma rede que realiza estudos clínicos na área de medicina intensiva. O especialista ainda fez questão de ressaltar que não há comprovação de causa e efeito do uso da hidroxicloroquina. Ou seja, não é possível garantir que os pacientes foram curados graças ao medicamento.

VIVA BEM / UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Que bom, embora em termos de número seja pouco, porém são valiosíssimas e devem ser festejadas.
    Amém!

  2. gusthenrique disse:

    Bolsonaro tem apostado todas as fichas nesse promissor tratamento (zerando impostos federais aos insumos necessários, determinando produção pelos laboratórios do exército, comprando briga com governadores etc). Das duas uma: dará certo e ele sairá fortalecido, ou não surtirá o efeito necessário e ele sairá menor.

  3. Clara disse:

    Bruno, isso em termos de ciência não significa rigorosamente NADA. Óbvio que a torcida do mundo é pra que dê certo, mas não dá pra arriscar a vida de milhões de pessoas contando com indícios tão frágeis.

    • bruno disse:

      Concordo. Mas é notícia. Obrigado.

    • José Macedo disse:

      Clara, os efeitos colaterais são raros do medicamento , visto que , antes da descoberta era vendido sem receita médica, agora ficou perigoso porque os médicos tem medo de uma overdose.
      Se EUA recentemente aprovaram para tratamento é sinal que funciona.

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